domingo, 17 de fevereiro de 2008

“O Escaravelho Contador”

“O Escaravelho Contador” é o trabalho dramático para o público infantil que a Companhia de Teatro de Braga apresenta no Theatro Circo dia 17 às 16h00 e dias 18, 19 e 20 às 11h00 e 15h00.

Encenado por José Caldas, “O Escaravelho Contador” surge a partir da obra “História que me contaste tu”, do jornalista e escritor português Manuel António Pina, que se consubstancia num conjunto de contos extraídos do mundo da fantasia que, entre si, têm o escaravelho a desempenhar o papel de elo de ligação. Habilmente convertido de insecto repugnante em anfitrião cómico e simpático, o escaravelho passa, nesta reescrita cénica de José Caldas, por um processo de multiplicação que coloca em palco cinco escaravelhos que interagem entre si e com os outros personagens da peça, expondo, desta forma as suas várias dimensões.

Em palco, Solange Sá, Teresa Chaves, Carlos Feio, Rogério Boane, Jaime Soares e Alexandre Sá dão vida às histórias que, «como uma caixa dentro de uma caixa, dentro de uma caixa» foram contadas ao escritor pelo escaravelho. Embora esteja classificada para uma faixa etária de maiores de 4 anos e resulte da adaptação de um livro de contos infantis, José Caldas, oriundo de uma realidade cultural em que os espectáculos de teatro não eram tipificados para um público específico (teatro de rua brasileiro), considera que “O Escaravelho Contador” não é apenas destinado a crianças.

Os ingressos, a 10 euros para o público em geral e a 5 euros para estudantes e pessoas com mais de 65 anos, podem ser adquiridos nas bilheteiras do Theatro Circo.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

ESPECIAL “MOONLIGHT”

A Fox emite no fim de semana de 16 e 17 de Fevereiro, os quatro primeiros episódios da fantástica série “Moonlight”. Acompanhe as experiências de um vampiro condenado à vida eterna que se apaixona por uma mortal.

Episódio 1: ‘No Such things as Vampires” (apenas emitido no Sábado)
Episódio 2: ‘Out of the Past’
Episódio 3: ‘Dr. Feelgood’
Episódio 4: ‘Fever’

Emissão: Sábado, 16 de Fevereiro às 17h00 / Repetição: Domingo, 17 de Fevereiro às 23h35

Scriptorium Móvel de volta ad Centro Cultural Olga Cadaval

Dada a grande aceitação por parte do público o Scriptorium Móvel volta à Sala de Ensaio do Centro Cultural Olga Cadaval nos dias 18 a 23 de Fevereiro às 16h00. Neste Jogo-Oficina cada participante cria o seu próprio livro. Para isso pode contar com a ajuda de Sua Majestade, o Rei Louis, e dos seus Gabinetes, maravilhosamente decorados. É uma oficina de criação de livros a partir da visita a doze Gabinetes temáticos. No interior de cada Gabinete, e através de diferentes técnicas e de estímulos visuais, os participantes constroem os componentes fundamentais de uma história (personagens, animais, paisagens, locais, acontecimentos) que posteriormente organizam e montam na criação de um livro novo e único.

No início da sessão os participantes são recebidos por uma pequena marioneta, o Rei Louis, que os aguarda para lhes indicar as regras do jogo e para, ao som de trompetes, fazer a abertura formal da sessão. Os Gabinetes são apresentados com a surpresa da iluminação e o jogo começa. Durante a partida os escritores|ilustradores vão trocando de lugar sempre que toca o sino do Rei e a luz dos seus Gabinetes pisca. Desta forma, guiados pelo esquema imposto pela iluminação, os participantes visitam e trabalham a sua história em todos os tipos de Gabinete. A música e a iluminação criam uma atmosfera adequada. No fim do jogo, o Rei Louis anuncia que todos são vencedores.

Indicado para crianças entre os 5 e os 11 anos

A Cor da Noite no AXN



O AXN emite hoje às 22.30h, o filme, A Cor da Noite é um filme de 1994, realizado por Richard Rush, e conta com Bruce Willis, Jane March e Ruben Blades nos principais papeis.

Sinopse: Um psicanalista abandona o exercício da sua profissão por se sentir culpado pelo suicídio de um paciente. Bill Capa (Bruce Willis) apoia-se num amigo, que morre assassinado passado pouco tempo. Este homicídio relativiza a sua tragédia pessoal. Agora tem que encontrar o culpado e procura-o entre um grupo de pacientes com problemas psiquiátricos. Richard Rush dirige Willis, sempre eficaz no seu papel de vítima e perdedor, num thriller que alcança nalguns momentos grande tensão erótica.

Emissão: Sábado 16 de Fevereiro às 22h30

Serão a dançar com Catarina Furtado

Muita luz, animação, música, cor e, claro, dança, dança e mais dança, vão encher de alegria as noites de sábado!






Catarina Furtado inaugurou mais um salão de baile, na passada semana, onde novos bailarinos convidados vão, continuar a surpreender e brilhar, ao lado dos não menos famosos dançarinos.





Todas as semanas, quatro convidados vão semanalmente mostrar o que valem... a dançar.



Esta semana os convidados são Carla Chambel, Miguel Melo, Bárbara Elias e Ruben Gomes e vão dançar Hip Hop, Rap, Danças de Salão e Africanas.









Desta emissão que tem transmissão, em directo, na RTP1 hoje pelas 21.25h, sairá um dançarino que se juntará a Isaac Alfaiate, que já se encontra apurado para a Semi-Final.

Teatro Circo de Braga recebe Banda Dinamarquesa


THE RAVEONETTES EM BRAGA


19 Fev

22h00

A banda dinamarquesa “The Raveonettes”, formada pela dupla Sharin Foo e Sune Rose Wagner, chega a Braga 19 de Fevereiro (22h00) para dar a conhecer o recente “Lust, Lust, Lust”, registo que permite ao público uma maior identificação do projecto com as influências de “The Jesus and Mary Chain” em detrimento de uma certa identidade “Blondie”.


Caracterizados por uma originalidade retro, contextualizada algures entre o “rock’n’roll” dos anos 50 e 60 e o imaginário dos filmes a preto e branco, “The Raveonettes” apresentam uma sonoridade constituída por harmonias vocais sobrepostas, ao jeito dos “Everly Brothers”, às quais são adicionadas guitarras eléctricas em doses excepcionais de ruído.
Dois anos após “Pretty in Black”, álbum que marca o abandono das regras de composição e das distorções de guitarra e a substituição por composições mais clássicas e elaboradas reverberações, “Lust, Lust, Lust” retoma as referências mais básicas da banda que se consubstanciam em baladas em dueto, muita distorção e o inconfundível estilo “vintage”.
Assim, na circunstância, Wagner e Foo trazem à sala principal a “noise pop” que inspirou temas como “Aly, Walk With Me”, “Lust”, “Black Satin”, “You Want the Candy” ou “With My Eyes Closed”, entre muitas outros.

Oriundos da Dinamarca, “The Raveonettes” começam a tomar forma quando Sune Wagner parte para Nova Iorque, em finais dos anos noventa, com o objectivo de formar um primeiro projecto musical.

Inspirado por nomes como Bob Dylan, “Everly Brothers” ou Mark Knopfler, foram, contudo, os “Sonic Youth” e os “Jesus and the Mary Chain” que motivaram Wagner para um percurso musical profissional.

Entretanto, o “sonho americano” não se prolonga por muito tempo e é precisamente no regresso à Dinamarca que conhece Foo Sharin, jovem vocalista que, após uma viagem pela Índia, onde teve contacto com um vasto conjunto de “world music”, cantava em bares locais.
Com inspirações provenientes dos “Beatles” e dos “Velvet Underground”, Foo decide aliar a sua voz aos conhecimentos musicais de Wagner, dando início, desta forma, ao já consolidado percurso da dupla que se caracteriza, acima de tudo, por uma original fusão do estilo das décadas de 50 e 60 com as possibilidades sonoras proporcionadas pela modernidade.

Os ingressos, a 15 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

“O EXORCISTA”

O Fx transmite hoje o filme “O EXORCISTA”, às 22.00h. O filme conta a história de, Regan MacNeil, de 12 anos, está possuída pelo Diabo. Depois de esgotar todas as possibilidades para recuperar a filha, a mãe de Regan recruta o padre Damien Karras para levar a cabo o ‘exorcismo’. Ajudado pelo misterioso jesuíta Merrin, o padre Damien vai confrontar este terrível fenómeno sobrenatural enquanto lida com a sua própria falta de fé e o sentimento de culpa pela morte recente da mãe.

Sexta, 15 de Fevereiro às 22h00

Ciclo Segundas TAGV

Estrela Solitária

Teatro Académico de Gil Vicente

Coimbra
Estrela Solitária
de Wim Wenders [França/Alemanha/EUA, 2005,122’, M/12]
Outrora herói em grandes westerns, Howard Spence só consegue hoje papéis secundários. Com uma vida solitária, afoga o desgosto em álcool, droga e mulheres. Até que um dia descobre que pode ter um filho cuja existência desconhecia, possibilidade que acende nele uma luz de esperança. Ao refazer os passos do passado, reencontra Doreen, uma mulher que amou, e Earl, o seu filho cantor, que já não precisa de um pai…


Preçário
Preço normal 4,50€
Preço estudante 3,50€
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

“Chovem amores na rua do matador” passou pelo TAGV

CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR
passou pelo TAGV


A peça “Chovem amores na rua do matador” é uma das propostas do Projecto Interiores da companhia Trigo Limpo teatro ACERT. Este projecto desafia os escritores convidados a encontrarem a personagem que, em registo de monólogo, demonstre ao público da sala a sua visão individual do mundo e daqueles que os rodeiam.
O primeiro espectáculo deste projecto estreou em Dezembro de 2006 com o título “Duas histórias de solidão, duas histórias sós”.
Uma belíssima peça que oferece ao espectador um diálogo desencontrado entre Baltazar Fortuna; Chubichuba;Judite Malimali e Ermelinda Fetinha (mãe e filha).
Este conjunto de dois actores que habitam o mesmo espaço da nossa memória transmitem-nos cheiro; palavras sons; e gestos das personagens que povoam a cena.
Transmite-nos a relação entre amor tragédia e morte, vivida numa única rua: a rua do matador.
Mafalda Mesquita

Devido a problemas técnicos não nos foi possível publicar com mais antecedência este texto referente à peça “Chovem amores na rua do matador”, levada a cena no TAGV nos dias 12 e 13 de Fevereiro.
Aos nossos leitores, à companhia Trigo Limpo teatro ACERT e ao TAGV, pedimos desculpas por eventuais transtornos causados.

Festa na BauHaus


Ana Moura no Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre


O Regresso de Ana Moura



Ana Moura regressa aos palcos portugueses
16 de Fevereiro 21H30 Centro de Artes e Espectáculos Portalegre

Depois de uma longa tour pelo estrangeiro (Holanda, Bélgica, França, Alemanha e Espanha), onde cantou em diversas salas para os mais variados públicos, Ana Moura regressa a Portugal para mais uma série de concertos antes de partir para os Estados Unidos.

Assim, já no próximo dia 16 de Fevereiro será possível escutar a fadista de “Fado da Procura” ao vivo no Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre, estando na semana seguinte, dia 23, no Teatro Augusto Cabrita no Barreiro.

Neste espectáculo serão apresentados temas do início da sua carreira como “Sou do Fado, Sou Fadista” ou “Guitarra” e também novas letras, músicas e parcerias, onde canta poemas de Fausto (E Viemos Nascidos do mar) ou Amélia Muge (O Fado da Procura), temas do seu último trabalho “Para Além da Saudade”.Um dos pontos altos da noite será, com certeza, a descoberta ao vivo de “Os Búzios” (Jorge Fernando), tema single de lançamento deste novo disco.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Ciclo Ruy Duarte de Carvalho no Centro Cultural de Belém

CICLO RUY DUARTE DE CARVALHO

ATÉ 17 FEVEREIRO 2008
CENTRO CULTURAL DE BELÉM

13 FEV
Quarta-feira, Sala de Ensaio, 21h
Preço: 2€
NELISITA: NARRATIVAS NYANEKA
14 FEV
Quinta-feira, Sala de Ensaio, 21h
Preço: 2€
MOIA: O RECADO DAS ILHAS
O cinema de Ruy Duarte de Carvalho será apresentado em dois diferentes suportes: a projecção das duas longas-metragens de ficção que realizou, Nelisita: narrativas nyaneka, de 1982, e Moia: o recado das ilhas, de 1989, e a apresentação dos seus documentários, no âmbito da exposição que decorrerá na Galeria Mário Cesariny.

CINEMA E ANTROPOLOGIA PARA ALÉM DO FILME ETNOGRÁFICO
RUY DUARTE DE CARVALHO
Ao longo dos 3000km percorridos desde Luanda até ao interior do deserto do Namibe, havíamos atravessado quatro das nove áreas linguísticas do país e nada menos de quinze populações etnicamente diferenciáveis. Desta viagem resultaria uma série de documentários cuja estruturação e montagem nos impuseram uma reflexão que muito rapidamente nos conduziria para além do domínio do cinema. Para realizar um trabalho adaptado à realidade nacional impunha-se-nos assumir uma consciência alargada ao conjunto das componentes que faziam da totalidade do país o lugar de uma única euforia. Uma euforia perante a qual, no entanto, nós não podíamos deixar de experimentar um sentimento ambíguo de encantamento e de angústia, espanto e entusiasmo, tão numerosas e particulares se revelavam as suas expressões locais. Tornava-se-nos claro, assim, que deveríamos levar o nosso esforço de esclarecimento para além da simples tomada de consciência que animava então todos quantos se achavam em condições de ler e de informar-se. De facto, se a História nos ajudava a compreender algumas das particularidades detectadas nos 1.250.000 km2 de território nacional, nomeadamente as que resultavam de um desenvolvimento desigual das forças produtivas, como tinha passado a dizer-se então, ela não se mostrava suficientemente operatória para prover à compreensão das diferenças de ordem cultural que se nos deparavam cada vez que nos víamos confrontados ao material que desfilava na mesa da montagem.
Uma vez mais, e à semelhança do que nos havia acontecido em relação ao exercício de outras actividades, se nos impunha recorrer a outra forma de conhecimento e informação, a antropologia, enriquecida agora pela reflexão francesa que nos chegava através de obras para as quais Angola tornada independente constituía então um terreno particularmente receptivo. A necessidade de recorrer à antropologia iria revelar-se ainda mais premente quando alguns meses depois decidimos orientar a nossa actividade para o tratamento de problemas afectos às populações do sul do país, escolhendo o sector rural como campo de acção por ser esse o terreno que melhor conhecíamos, aquele a que afectivamente nos sentíamos mais ligados e, sobretudo, porque dizia respeito à realidade de mais de 80% da população angolana.
Deste novo projecto resultaria uma série de 10 documentários que foram apresentados, a alguns públicos, precedidos do texto seguinte:
“O trabalho completo totaliza cerca de seis horas de cinema, repartidas em 10 filmes cuja duração varia entre 20 e 60 minutos, e constitui uma abordagem preliminar e global ao presente da população mumuíla, do grupo étnico-linguístico Nyaneka-Humbe, sudoeste de Angola”.“Cinema etnográfico? Sê-lo-á também aquele cinema que, ocupado com situações actuais e problemas pontuais, não pode por isso dispensar a referência, a fixação e o tratamento de elementos ou dados culturais afectos aos domínios da antropologia, mas vivos e portanto actuantes no terreno do confronto (cultural, social e político) entre um passado cujas fórmulas se mantiveram para além e apesar da acção colonial (de memória ainda recente) e as propostas de futuro (actualização, modernização, progresso) que o tempo, os tempos, inexoravelmente impõe, impõem?”“A arena deste confronto é extremamente vasta quando as circunstâncias se conjugam de forma a condensar a História: colonização superficial, independência recente, urgência na acção política”.“Tyongolola, chefe de linhagem, cuja mãe é viva ainda e terá sido testemunha da instalação dos primeiros brancos na região, preside aos funerais de um sobrinho morto por acidente nas obras de uma barragem que se constrói a 20 km de sua casa”.“Entre a sede do antigo reino do Jau, onde todos os anos se cumpre ainda a cerimónia de encerramento do cortejo do boi sagrado, manifestação ritual que envolve toda a população do reino e pressupõe a cessação de qualquer actividade económica durante um período de dois meses, e a Universidade do Lubango, onde as novas gerações (futuros dirigentes, saídos alguns também desse mesmo antigo reino) são iniciadas nos termos de uma actuação adaptada aos imperativos de um modelo de desenvolvimento que se quer industrial, distam apenas 40 km”.“Que pensam, uns dos outros, do lugar que ocupam no mundo e do próprio mundo que ocupam aqueles que, perante a câmara, são chamados a depor?”“Nem a busca de sobrevivências culturais nem a sua subestimação. Nem a exaltação das propostas políticas nem a sua escamoteação. Uma linha de equilíbrio entre dois dinamismos: o de um tempo mumuíla e o de um presente angolano. Percorrê-la afoitamente, sensível à precariedade dos dias e das horas. Interrogar? Nem isso. Expor apenas, talvez, e garantir ao filme uma autonomia que lhe permita simultaneamente revelar-se válido como cinema, útil como referência (criar, encontrar nele um clima de síntese que facilite a leitura e a avaliação das situações) e fiel como testemunho. Talvez assim se consiga estabelecer uma delicada zona de compromisso entre quem fornece os meios, quem os maneja e quem depõe, se expõe perante os mesmos”.
Do exposto se infere qual é a nossa posição relativamente ao cinema que escolhemos fazer. O profissional de cinema tem plena consciência de que para fazer um trabalho de acordo com a realidade nacional deve munir-se de instrumentos de reflexão que lhe permitam escolher o que deve filmar e como fazê-lo. Ele sente-se autoconduzido à escolha de temas que legitimem o emprego do seu tempo de trabalho, e do da sua equipa, numa actividade não directamente produtiva e numa conjuntura em que a reabilitação da economia e da organização se impõe a todos como tarefa prioritária. Ele deve dotar-se, através do cinema, de uma capacidade de participação que se inspire sem ambiguidade no movimento de libertação que anima, a todos os níveis, o espírito de qualquer nação que adquire a sua independência política.


DA TRADIÇÃO ORAL À CÓPIA STANDARD, A EXPERIÊNCIA DE NELISITA
Sabemos que poderá parecer sacrílego o que vamos dizer a seguir, mas estamos cientes de que qualquer filme angolano, partindo de elementos culturais muito diferentes daqueles que normalmente alimentam os mercados do cinema, de uma maneira geral afectos a configurações sociais mais ou menos próximas de quadros ocidentalizados, tem que se haver com problemas muito específicos de leitura, da ordem pelo menos dos que ocorrem com outras cinematografias regionalizadas, africana sou não. Se não vemos nenhuma vantagem em fazer filmes de difícil leitura, também não nos parece legítimo sacrificar dados culturais autonomamente existentes e viáveis nos seus contextos de origem a uma interpretação ou explicação etnocêntricas. Se em Nelisita se mata um boi por asfixia (planos 145 a 148), não nos sentimos minimamente obrigados a esclarecer que, naquelas circunstâncias, se procede assim — isso é evidente na projecção — nem tão pouco o porquê de uma tal prática.
Para os Mumuílas da estória, exótico seria matar o boi de outra forma. E ninguém se sente obrigado, num filme europeu, por exemplo, a explicar por que se mata o boi por punção. Desde que para o desenvolvimento da narrativa fílmica o importante seja a morte do boi, e não a forma como ele é morto, não vemos por que haveríamos de nos deter neste segundo aspecto.
Tudo quanto acabamos de dizer pretende sublinhar que o cinema que temos feito quer-se antes do mais cinema tal qual e de forma alguma cinema etnográfico. O cinema etnográfico tem a sua oportunidade, o seu lugar, o direito de recorrer a tudo quanto o define, e mesmo em Angola chegará o tempo em que ele assumirá a posição e o papel interventivo que lhe cabem. Achamos, por outro lado, que se nos desviarmos da discussão sobre qual dos modos deve impor a forma, o do cinema ou o da antropologia, e atendermos ao facto de que estamos debatendo um meio de participação e esclarecimento que utiliza determinado material humano através de processos cinematográficos, chegaremos sem dúvida à conclusão de que interessa obter um produto que corresponda à especificidade do contexto em que se insere. O facto de não se deter objectivamente na fixação de determinados comportamentos, ou de não se apoiar num discurso explicativo, não impede que ele utilize, como material fílmico, configurações que comportam elementos culturais muito diferenciados daqueles que normalmente alimentam os mercados de cinema. Que ele imponha assim um trabalho de terreno com características comuns ao exercício da antropologia, que ele exija um apetrechamento intelectual que terá que recorrer às fontes de conhecimento dispensadas pela antropologia e, finalmente, que se proponha como informação que alarga o conhecimento antropológico sobre a sociedade filmada, são dados que apenas vêm confirmar o nosso ponto de vista.
Que se depara perante os Mumuílas? Uma população angolana face a problemas a que uma determinada configuração cultural confere uma correspondente caracterização regional dentro da realidade geral do país, realidade essa que, como também já se disse, impõe o exercício de um cinema fortemente adjectivo pela actualidade e, logo assim, imperativamente actuante.
O cinema retira a sua especificidade como via de expressão do facto de fornecer imagens que estabelecem uma ideia, ou a seguem, ou a desenvolvem, ou a ilustram. Não é possível em cinema dizer simplesmente — homem — como em poesia, por exemplo. É preciso mostrar o homem.
Em cinema tudo vem adjectivado pela multiplicidade de sinais que constituem o fotograma. Acresce que as condições infra-estruturais do cinema angolano nos impõem a utilização de décors naturais e de material fílmico recolhido mais ou menos directamente da realidade vigente, social, económica, cultural e política. Esta circunstância, que poderia ser considerada como uma limitação, pode outrossim vir ao encontro das exigências do cineasta para quem o cinema constitui o terreno da sua actividade cívica num contexto nacional como é o de Angola. É do cinema, insistimos, que ele retira o salário que lhe permite viver integrado numa sociedade que as circunstâncias colocaram numa fase de “reconstrução nacional” e onde o maior esforço deve ser canalizado para a “resolução dos problemas do povo”, como refere um slogan político que não pode, de facto, e nas suas intenções, sofrer contestação em si mesmo, para além das críticas que possam merecer certas práticas desconcertantes que se apoiam em palavras de ordem deste tipo. O povo angolano, com a sua realidade e os seus problemas, pode assim, facilmente e sem reservas, constituir-se como o material que lhe interessa praticar enquanto Angolano a quem cabe fazer filmes e aos quais ele próprio exige a capacidade de se constituírem como forma de intervenção posta ao serviço do seu objecto de trabalho: o próprio povo que se deixa filmar.
Ao praticar um tal cinema o cineasta terá em vista, logo à partida, fornecer materiais que através da sua posterior divulgação possam informar, apoiar ou influenciar um esforço de que resulte minimizado o fenómeno das roturas e das violências culturais e sociais. O respeito pelas culturas nacionais não vai, muitas vezes e infelizmente, além da preservação e do culto de sobrevivências mais ou menos cristalizadas que apenas apreendem e têm em conta o que constitui a sua substância exterior e mais evidente. Ora o recurso à antropologia terá assim o papel de garantir um suporte significante ao material fílmico de forma a não iludir o significado do mostrável/mostrado: a dimensão do gesto, a dinâmica do tempo, a identidade do espaço.
Posição possível a partir da perspectiva exposta: Procurar fazer filmes que se constituam como peças adequadas à realidade angolana, tendo simultaneamente em conta os interesses de quem deixa filmar, de quem fornece os meios para que se possa filmar, de quem consome o cinema e de quem filma, tudo isto sem perder de vista uma outra exigência: que sejam filmes cinematograficamente válidos. Porque se assim não for vale mais a pena, com vantagens para todos, que o cineasta em questão invista o seu esforço em qualquer outra actividade útil, eficaz, interessante e correcta.
A maioria dos Estados africanos, na qual se situa Angola, constitui entidades políticas em que se verifica uma grande diversidade de culturas nacionais. Coexistem dentro do seu território várias “ex-nações” que preservam com maior ou menor grau de evidência os sinais da sua especificidade cultural e atestam estados muito diferenciados dos desenvolvimentos das forças produtivas, relações sociais de produção e reprodução, etc. A antropologia tenderá assim a fazer-se reconhecer aí como um instrumento indispensável à compreensão dos problemas humanos, à análise das situações que os constituem e à aplicação das soluções que os ultrapassem.
O cinema em Angola, por imperativos de capacidade e de opção, ocupa-se e decorre da realidade nacional. Ao pretender tratar com seriedade os materiais que aborda, o cineasta será levado a procurar junto da antropologia o apoio que esta pode dispensar-lhe enquanto modalidade de conhecimento e método de inquérito e de análise. A antropologia fornecerá um suporte significante aos elementos fílmicos que o ocupam, sem o qual as imagens e o som apenas aflorarão, no melhor dos casos, ou iludirão, o que é mais comum, o significado do que é proposto: a dimensão dos gestos, a marca das atitudes, a dinâmica do tempo, a identidade do espaço.
Angola é um país do Terceiro Mundo. Em relação à antropologia clássica situa-se francamente no hemisfério do observado. Que revolução, porém, estará em curso para a própria antropologia quando o observado se transforma em observador e, dificuldade teórica maior em relação ao ser e ao modo da disciplina, se observa a si mesmo? Que acontece quando o observado assume a palavra? Talvez ocorra aí a oportunidade de ver a antropologia aproximar-se do cinema para beneficiar, por sua vez, dos recursos e do método cinematográficos.
Recusamos entretanto, no contexto de Angola, a hipótese do filme etnográfico. Colocamo-nos assim ao lado da grande maioria dos cineastas africanos, embora não exactamente pelas mesmas razões. Não partilhamos a marcada antipatia que a antropologia lhes merece e que está talvez na base da sua atitude de recusa. Entendemos apenas que Angola não dispõe de recursos cinematográficos, técnicos e humanos, suficientes para encarar como imediatamente viável o emprego do seu potencial produtivo na realização de trabalhos cuja preocupação maior é de aliar o rigor antropológico à expressão cinematográfica.
Angola pode produzir filmes que lhe permitam situar-se perante a sua realidade, em termos de cinema, com uma oportunidade e uma segurança suficientes para assegurar ao tratamento dos problemas humanos o respeito pela globalidade das implicações que os informam.
Proporíamos assim a hipótese de uma prática cinematográfica e antropológica que, aplicada a Angola, retirasse o benefício da sua interacção sem incorrer na fatalidade do filme etnográfico. O cinema recorreria à antropologia, esta recorreria ao cinema e estabelecer-se-ia entre ambos um debate que visasse um equilíbrio de objectivos e de funções.
E é assim que, retomando as considerações atrás enunciadas sobre os interesses implicados na produção de um filme, e acrescentando-lhes as que acabamos de produzir, chegaríamos enfim a uma nova fórmula, síntese final da nossa opinião: Objectivo teórico global para o cinema angolano: produzir filmes cientificamente correctos, socialmente operantes, cinematograficamente válidos, eticamente honestos e publicamente viáveis.
A questão, pensava eu ao deixar Manchester numa manhã de doce Outono e escassa chuva, talvez continue a situar-se, e esteja condenada a situar-se sempre, no exacto campo de uma dificuldade fundamental e antiga: assegurar para um produto que busca a sua especificidade e a sua legitimidade na natureza científica do discurso que utiliza, ou visa utilizar, uma audiência que o consuma de forma a justificar e a garantir-lhe a sua reprodução. Que tal produto existe, quem duvida? As amostras que o revelam e o exibem multiplicam-se pelo mundo, as universidades adoptam-no e os circuitos comerciais, sobretudo através do mercado televisivo, não descuram indícios de procura que a troco de determinadas fórmulas de apresentação justificam a sua distribuição. Mas o drama subsiste.
O seu consumo é precário. Nunca a divulgação da ciência visou o grande público, é bem de ver, e quando o tenta, e consegue, pela via escrita, o que produz são textos que alcançam a sua viabilidade massiva precisamente porque atendem àquilo que o consumo massivo lhes pede: a satisfação de curiosidades e de informações comuns e bastantes às exigências, às necessidades e às capacidades de um público tão quantitativamente expressivo quanto possível. A questão que se põe, portanto, é esta: estará, desde sempre e por definição, o filme etnográfico condenado a não poder existir fora dos parâmetros de facilidade e banalização que afinal lhe garantem um público? Eu estou a falar do filme etnográfico acabado e pronto para projecção pública, sem a qual não tem acesso à república do “cinema”, e não, evidentemente, da footage registada e utilizada como material de pesquisa, nem dos resultados de uma organização desse mesmo registo para exposição dos resultados ou apoio ao ensino em círculos especializados; mais ou menos universitários. Estou a falar daquele artigo de consumo que atesta a profissionalidade de qualquer tipo de cinema e que, para além de tempo e de energia, precisa de dinheiro para ser feito, de estruturas de produção que tenham em conta a qualidade, técnica e estética, do produto final, e de estruturas de distribuição que o projectem enquanto objecto sujeito às dinâmicas da competição. Sem isso não há filme etnográfico, pura e simplesmente porque não há filme.
Em Manchester, neste Festival Internacional do Filme Etnográfico, uma leitura assim estava tornada óbvia. A suportá-lo e omnipresente, achava-se Granada Television e o seu programa Desappearing World.
Desappearing World… Aqui se iniciam as interrogações, se inaugura a questão … Título de uma série, constitui certamente o primeiro gesto de sedução destinado a cativar um público cuja resposta possa garantir a viabilidade de um projecto capaz de abrir um lugar e uma oportunidade aos profissionais de cinema e aos antropólogos a quem se deve essa categoria cinematográfica que dá pelo nome de filme etnográfico (de tão inequívocos méritos na história do cinema, aliás, que seria injusto não olhar por ela). Não comporta a expressão Desappearing World, porém e desde logo, uma atitude ética e teórica que a reflexão moral e política, a consciência e o debate antropológicos pareciam ter de há muito ultrapassado, pela mão também, talvez importe sublinhar aqui, de Gluckman ele mesmo e da própria escola de Manchester? Assim, o que pode servir comercialmente pode não convir à identificação pública de uma disciplina ou de uma ciência, ou iludir mesmo o seu posicionamento teórico mais dinâmico e adequado ao estatuto geral das ciências. Para quantos antropólogos activos e determinantes, o mundo que constitui o seu objecto de observação se lhes apresenta como um mundo em desaparecimento?
Que etnocentrismo, que imobilismo prevaleceria ainda nas fileiras da sua ciência que lhes impedisse a constatação basilar de que os processos que testemunham e analisam nos seus terrenos de pesquisa não são sinais de um mundo que desaparece, mas sim de um mundo que se transforma, de um mundo que emerge, carga positiva, de um Changing World? Estaria essa tribo de homens brancos, meio calvos e grisalhos, e de mulheres indecisas entre os atributos de uma elegância clássica e aqueles que insinuam uma funcionalidade de terreno, disposta a ser encarada como uma elite de zeladores do passado, de sobrevivências culturais, guardiães de uma nostalgia de todo estranha aos actores dos seus filmes, aos agentes sociais que os povoam, prospectores e divulgadores da diferença não para integrá-la num mundo de todos, mas para situá-la num mundo culturalmente hierarquizado? Ao sair de Manchester, naquela manhã de tão doce Outono inglês, eu estava a voltar para casa, estava a voltar para o continente onde tinham sido rodados alguns dos mais notáveis filmes exibidos e premiados no festival que findava, para a terra dos “profetas” e dos healers, dos travellers e dos nomads, para o território das Women who Smile. No meu país, entretanto, o drama do momento era o da troca da moeda para acorrer ao desastre de uma economia incontrolável, era a declaração de falência de um sistema e a balbuciante tentativa da sujeição a um outro, era a guerra a multiplicar ruínas, culturais até, era ao Sul o desacerto a dividir a luta contra o apartheid, era ao Norte a Libéria a expor-se desventrada. Que cada um agora, eu cidadão da África e eu antropólogo branco e grisalho, digerisse a sua imagem de África.

Workshops de dança

Fernando Pessoa em Braga


Turismo Infinito

amanhã no Teatro Circo



“Turismo Infinito”, trabalho dramático de António Feijó, fundamentado em Fernando Pessoa e seus heterónimos, chega ao Theatro Circo amanhã, 15 de Fevereiro (21h30), colocando em palco as múltiplas vozes de um dos mais emblemáticos nomes da literatura portuguesa.


Desenvolvido a partir de textos de Pessoa e três cartas de Ofélia Queirós, “Turismo Infinito”, uma produção do Teatro Nacional São João com encenação de Ricardo Pais, que orientou o projecto «a pensar metodicamente no espectador que não conhece Pessoa», expõe, perante o público, a mente do poeta num esquema cenográfico de três blocos distintos.
Interpretada pelos consagrados João Reis (Álvaro de Campos), Emília Silvestre (Ofélia Queirós), Pedro Almendra (Fernando Pessoa), José Eduardo Silva (Bernardo Soares) e Luís Araújo (Alberto Caeiro), a peça dirige-se ao público em geral, constituindo igualmente um especial interesse para os alunos da disciplina de Português do Ensino Secundário, em cujo programa Fernando Pessoa se consubstancia numa figura de elevada preponderância.

Num primeiro bloco, Bernardo Soares e Álvaro de Campos entram em cena. Guarda-livros na Rua dos Douradores, em Lisboa, Soares é Pessoa por defeito, «um ininterrupto devaneio», por sua vez, Álvaro de Campos, engenheiro naval, é Pessoa por excesso, «a exuberância que este não se permitiu ter».
A este primeiro bloco segue-se uma transcrição com uma carta da corcundilha ao serralheiro, em que a autora descreve, a sós, um tipo particular de pobreza.
No segundo bloco, Álvaro de Campos mantém-se em palco, acompanhado por “Fernando Pessoa”. Os textos descrevem experiências divididas, concretamente no caso de “Pessoa”, duas experiências diferentes que se cruzam no mesmo texto.


Com Campos «perfilam-se poemas sobre viagens e sobre a experiência cindida do viajante». Ainda nesta fase, uma transição liga autobiografia e criação poética, processo exemplificado na correspondência entre Pessoa e Ofélia Queirós.
Exibindo um resultado sádico dos impasses descritos nos textos anteriores, bem como diversas tentativas de os reparar, o terceiro bloco acaba por revelar um esforço aparentemente ineficaz por redundar numa contracção sentimental do sujeito.
Para finalizar, o epílogo introduz Alberto Caeiro, em quem Pessoa via a resolução olímpica dessas tensões interiores insanáveis. Contudo, esta resolução é momentânea, traduzindo-se, de facto, num epitáfio.
Considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa, Fernando Pessoa (1888-1935) distinguiu-se pela vida discreta que dedicou a actividades como o jornalismo, publicidade, comércio e, principalmente, literatura, em que se destacou como o maior autor da heteronímia.
Sobre esta característica do seu estilo literário que o levou a dar voz a Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Bernardo Soares, e a muitos outros com menor expressão, é nas palavras do próprio Fernando Pessoa que se encontra a mais completa e clara abordagem: «o que sou essencialmente – por trás das máscaras involuntárias do poeta, do raciocinador e do que mais haja – é dramaturgo; o fenómeno da minha despersonalização instintiva, a que aludi em minha carta anterior, para explicação da existência dos heterónimos, conduz naturalmente a essa definição».
Em carta a Adolfo Casais Monteiro, Fernando Pessoa prossegue: «sendo assim, não evoluo: VIAJO; (por um lapso da tecla das maiúsculas, saiu‑me sem que eu quisesse essa palavra em letra grande; está certo, e assim deixo ficar); vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo‑me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê‑lo; por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem - não subi de um andar para outro, segui, em planície, de um para outro lugar».

Os ingressos, a 8 euros para o público em geral e a 5 euros para escolas, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

David Fonseca em Braga

“Dreams in Colour” é o terceiro álbum de originais que David Fonseca apresenta, a 16 de Fevereiro, às 22h00, na Sala Principal do Theatro Circo, num concerto cuja primeira parte é assegurada pela revelação Rita Redshoes.

Na sequência do sucesso alcançado com “Sing Me Something New” (2003) e “Our Heart Will Beat As One” (2005), “Dreams In Colour” surge em 2007 com sonoridades mais optimistas e luminosas que os seus antecessores, mas igualmente votadas aos primeiros lugares dos “tops”, como é o caso do “hit” “Superstars” ou de uma inesperada versão de “Rocket man”, de Elton John. Em plena digressão pelos palcos nacionais com concertos ao vivo que se caracterizam pela energia e intensidade, David Fonseca, que se afirmou como um dos mais bem sucedidos e carismáticos músicos portugueses até à data, traz ainda a Braga algumas das canções que contribuíram para o êxito dos trabalhos anteriores. Constituído por dez faixas, designadamente “4th Chance”, “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Silent Void” ou “This Raging Light”, entre outras, o seu mais recente trabalho assinala também o regresso de David Fonseca à realização de videoclips, com “Superstars” a estrear on-line com 35 mil vizualizações.

Com uma imagem inevitavelmente associada aos Silence 4, primeiro projecto musical que fundou a meados dos anos noventa e com o qual conquistou o reconhecimento da crítica e do grande público, David Fonseca é o responsável pela criação de músicas que resultam de diferentes influências e estilos, em que sons acústicos se misturam com um amontoado de “rock” e electrónica, a que se acrescentam ainda as suas já provadas capacidades como letrista. Nomeado em 2006 pelos “MTV European Music Awards” para a categoria de Melhor Artista Nacional, David Fonseca conseguiu com o primeiro single, “Someone That Cannot Love”, que foi tocado em simultâneo em 150 estações de rádio portuguesas, antever a promissora carreira a solo, que se consolidou em 2005 ao atingir o estatuto de disco de ouro na primeira semana de lançamento de “Our Hearts Will Beat As One”. De entre as várias colaborações que tem vindo a estabelecer, destaca-se o projecto Humanos, desenvolvido com Manuela Azevedo e Camané, que se consubstanciou na interpretação de temas inéditos de António Variações.


OS CORAÇÕES DE ATUM

Atum em Corações no Maxime




OS CORAÇÕES DE ATUM

acabados de chegar da Terra Nova
sexta dia 15 de Fevereiro

Cabaret Maxime em Lisboa


Fevereiro é o mês do atum (dizem que é o mês da lampreia, mas a gente não acredita…). Abril será o dos caracóis, e Agosto o dos mosquitos. Mas nós entendemos que Fevereiro é, por excelência, o mês dos atuns apaixonados – ou não fosse Fevereiro o mês dos namorados!
Para atuns – e outros seres vivos - em estado de paixão absoluta, temos o prazer de servir um concerto de Jazz com escamas! Mas não servimos umas escamas quaisquer! As nossas escamas – também conhecidas por “asas de mosca”, são em forma de coração e também servem para voar!
Este convite é extensivel a solitários e ostracizados deste mundo, que deste modo também podem comparecer a esta orgia de elixir do amor e voar a valer ao som do conjunto – OS CORAÇÕES DE ATUM – acabados de chegar da Terra Nova, na sexta dia 15 de Fevereiro - Cabaret Maxime em Lisboa.

Joaquin Murieta na Póvoa do Varzim


Joaquin Murieta na Póvoa do Varzim


A preto e branco o retrato do perigoso e sedutor Joaquin Murieta, o salteador, projectado numa tela branca, constituiu o cenário de abertura de "Cantata para o honorável bandido chileno Joaquín Murieta", espectáculo que O Teatro Art' Imagem apresentou, em ante-estreia, no Novotel Vermar, na abertura do Correntes d´Escritas .

Três actores em palco, num espectáculo musical para café-teatro construído a partir da peça "Fulgor e Morte de Joaquín Murieta" de Pablo Neruda, foram narrando a história do lendário personagem do poeta chileno. Anabela Nóbrega, Pedro Carvalho e Valdemar Santos deram corpo a esta que é a 89ª criação do Teatro Art'Imagem, construída pelo encenador Roberto Merino a partir do texto original de Pablo Neruda, traduzido por Viale Moutinho, com a direcção musical de Tilike Coelho.

A peça original, de Neruda, narra a história de Joaquín Murieta, um emigrante chileno que chega à Califórnia em 1830 durante a Febre do Ouro, mas, em vez de oportunidades, Murieta encontra racismo e discriminação, materializada na aprovação de uma lei que obrigava os mineiros latino-americanos a pagarem um pesado imposto. Impossibilitado de ganhar a vida legalmente, Murieta junta-se a um bando e torna-se numa figura lendária, eternizada como exemplo de rebeldia perante a injustiça, sendo morto em 25 de Julho de 1853 por um grupo de "rangers".

A obra original de Neruda "Fulgor e Morte de Joaquín Murieta" tem sido considerada pela crítica como uma peça de teatro, poema épico, cantata dramática e mesmo uma oratória insurreccional.

Ruy Duarte de Carvalho ganha Prémio Literário do Casini da Póvoa


Ruy Duarte Carvalho
venceu o Prémio Literário Casino da Póvoa,


O anúncio foi feito durante a Sessão Oficial de Abertura da 9ª edição do Correntes d’Escritas, no Casino da Póvoa.


O Correntes d’Escritas inclui ainda a atribuição de um outro prémio no valor de 750 euros, este de carácter juvenil.

Assim, o Prémio Literário Correntes d’Escritas/Papelaria Locus, para jovens entre os 15 e os 18 anos, foi atribuído a Leonor Campos, pseudónimo de Maria Beatriz Fernandes de Moura Soares, que venceu com o conto
Bavaroise… de Joana.
Foi, então, num ambiente de festa e de reencontro entre velhos amigos do Correntes d’Escritas que teve início este Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, que decorre até 16 de Fevereiro, data em que são entregues os prémios aos vencedores.


Foram ainda assinados os protocolos entre a Câmara Municipal e o Casino da Póvoa e a Papelaria Locus para a atribuição dos Prémios Literários em 2009 e lançado o número sete da revista Correntes d’Escritas, cujo dossiê é dedicado a Eduardo Prado Coelho, um amigo da Póvoa e do Correntes d’Escritas, como fez questão de frisar Luís Diamantino, Vereador do Pelouro da Cultura, aquando da apresentação da revista.
A cerimónia terminou com a intervenção de José Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal, que sublinhou a importância deste evento para a Póvoa de Varzim e para o panorama cultural do país “direccionado para a promoção do livro e da leitura”. Dirigindo-se à plateia, onde estavam já muitos dos mais de 60 convidados para esta edição do Correntes d’Escritas, Macedo Vieira não deixou de sublinhar o contributo destes “para que a leitura e o livro sejam o despertador do sonho e das consciências da nossa colectividade”.
O Correntes d’Escritas continua no Auditório Municipal com a Conferência de Abertura sobre “A Importância dos Livros”,a cargo de Marcelo Rebelo de Sousa.

" A Guerra " de Goldoni estreia hoje no D.Maria II

Estreia hoje no Teatro Nacional de D.Maria II
a peça de Goldoni " A GUERRA "

Para assinalar o encerramentodas comemorações dos 300 anos de Carlo Goldoni, o encenador José Peixoto leva hoje à cena no Teatro Nacional de D.Maria II " A GUERRA " que para muitos é uma das melhores de Goldoni e que constitui um marco na obra do dramaturgo.

A Guerra é aqui a protagonista de uma peça que pretende desvendar os bastidores dos conflitos bélicos, palco de interesses e injustiças.Representada pela primeira vez no Teatro de San Luca, no Carnaval de 1760, esta peça do século XVIII é de uma actualidade evidente.
Um exército invade uma região. As forças atacadas recolhem a uma fortaleza. Mas a sorte determina que a filha do Comandante seja feita prisioneira. E fica nas instalações do Comissário abastecedor dos exércitos atacantes.Florida ,de seu nome ,apaixona-se por um militar da facção contrária. E vive a inquietação de perder o Pai ou o namorado.
Pode ser uma história de amor mas sobressaiem aqui o patriotismo , a honra, a coragem que tentam vencer a violência, o oportunismo e o enriquecimento que os conflitos armados permitem aos menos escrupulosos.
" A GUERRA" é uma reflexão actual sobre a forma como os seres humanos arquitectam os seus conflitos.

Ficha Artística

Encenação e Dramaturgia José Peixoto
Cenário João Rodrigues
Com : Álvaro Corte Real, Carla Carreiro mendes, Elsa Valentim, Guilherme de Noronha, Jorge Baião, Jorge Silva, José Russo, Juana Pereira Silva, Luis Barros, Maria Marrafa, Mário Barradas,Patrícia André, Ricardo Alves, Rui Nuno, Simon Frankel, Tiago Mateus e Victor Zambujo.

Ola Podrida + Magic Arm no TAGV

Indie Folk TAGV
Ola Podrida [EUA] + Magic Arm [Inglaterra]

16 de Fevereiro às 21:30

Teatro Académico de Gil Vicente

Coimbra



No dia 16 de Fevereiro, o palco do Teatro Académico Gil Vicente recebe dois projectos sob o signo da etiqueta indie. Dois nomes que, apesar de separados pela sua geografia e pelos diferentes territórios sonoros que exploram, partilham a mesma liberdade criativa e descomprometimento comercial. Tanto a folk dos Ola Podrida como a pop electrónica de Magic Arm comportam poucos recursos para além da criatividade e engenho dos seus autores. No palco não existem fugas. Subsiste a autenticidade que acompanha as suas composições desde o primeiro momento, que as resgatou de um quarto, no qual sobreviveram ao longo de meses, num registo confessional e despojado. No palco existe o erro.
Ola Podrida
Fly over America. Um vasto território percorrido pelas personagens que habitam as composições de David Wingo, presas às suas próprias frustrações, incapazes de partir. Pequenas histórias traçadas ao longo dos anos, na cidade de Austin. Em 2007, já a viver em NY, edita o seu primeiro trabalho enquanto Ola Podrida, projecto de indie folk aclamado pela crítica, que o compara a Iron & Wine e Sufjan Stevens, ao reinventar a tradição da folk norte-americana, cujo despojamento acústico é pontuado por banjos, bateria e pela voz de David Wingo, num registo de storyteller que nunca se perdeu.
Magic Arm
Há alguns meses, o grupo Grizzly Bear, através do seu site oficial, chamava a atenção para um projecto denominado Magic Arm. Oriundo de Manchester, pouco se sabe ainda sobre Marc Rigelsford, que editou em 2007 um EP intitulado Outdoor games. Na antecâmara do seu primeiro longa duração, traz-nos uma indie pop dominada por elementos electrónicos, em que cada faixa é portadora do legado musical de Manchester. As vocalizações acompanham a métrica dos próprios instrumentos. Em Magic Arm tudo é meticulosamente programado, num crescendo cadenciado e dirigido por um só homem.
Organização e produção TAGV
Preçário
Preço normal 10,00€Preço estudante e sénior 8,00€Preço Amigo/a TAGV 5,00€
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Inicio da digressão “eco tour 2008”

André Sardet um dos mais populares artistas portugueses da actualidade, teve um excelente ano de 2007 com muitos concertos, inúmeros espectadores e milhares de discos vendidos. Em 2008, André Sardet inicia uma nova digressão no Auditório Jorge Sampaio no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra, já no próximo dia 15 de Fevereiro.

Esta digressão denominada eco tour 2008, aposta numa forte componente ambiental. Neste concerto André Sardet revisita o seu último disco “Acústico” (mais de 160.000,00 cópias vendidas no último ano) e algumas das canções mais importantes dos seus últimos 10 anos de carreira. Esta é uma digressão que pretende sensibilizar o público em geral, para a necessidade de procurar soluções para o elevado consumo de energia e consequentes danos ambientais, marcando em Portugal o início de uma nova era, espectáculos que integrem novos sistemas de luz, som e imagem capazes de garantir uma substancial economia de energia. Depois deste primeiro espectáculo, a eco tour 2008 vai nos primeiros meses deste ano, percorrer alguns dos mais importantes teatros e salas do nosso País.

Arte Contemporânea em exposição no Casino Estoril



ARTE CONTEMPORÂNEA 08
na Galeria de Arte do Casino Estoril


De 13 a 27 deste mês vai estar patente na Galeria de Arte do Casino Estoril uma exposição de Arte Contemporânea, ARTE CONTEMPORÂNEA 08 (Pintura, Desenho e Gravura), com a participação dos seguintes artistas: Alfredo Luz, António Joaquim, Cargaleiro, Carlos Lança, Daniel David, Diogo Navarro, Domingos Loureiro, Emanuel de Sousa, Filipe Rodrigues, Francisco Relógio, Helena Abreu, Lopez Romeral, Maluda, Manuel Taraio, Mariana Sampaio, Mariola, Nélio Saltão, Paulo Ossião e Sérgio Telles.


Nesta mostra participam alguns autores que habitualmente expõem os seus trabalhos nesta galeria, convidados de acordo com o crescente nível de qualidade que lhes reconhemos.
Integram esta colectiva, desde jovens autores revelados nas duas dezenas de Salões de Primavera, anualmente realizados por esta galeria, pioneira na divulgação e promoção da obra de artistas jovens e autores já consagrados, apostando-se na modernidade e originalidade, por vezes irreverência, dos trabalhos apresentados, na sua generalidade, dentro das linhas actualmente dominantes do expressionismo e do neofigurativismo.


Não temos dúvidas de que esta é uma exposição de qualidade, com grande diversidade de linguagens e temas por forma a corresponder também à diversidade de gostos e solicitações de quantos, habitualmente, nos dão o privilégio da sua visita.


O horário da Galeria é, todos os dias, das 15 às 24 horas.

Marcelo Rebelo de Sousa em " Correntes de Escrita"


Marcelo Rebelo de Sousa
na Conferência de Abertura
de " Correntes d' Escritas "


A conferência de abertura do 9º Correntes d´Escritas mais do que encheu o Auditório Municipal, esta tarde.

Das escadas ao hall , não havia um único espaço livre, mas era de esperar que tal acontecesse, uma vez que o convidado era quem, na Póvoa, recriou uma parte das suas tão populares “Escolhas de Marcelo”.
Com a participação da jornalista Maria Flor Pedroso, também ela já uma assídua visitante e participante neste encontro de escritores de expressão ibérica, e que conduziu a conversa com o professor, Marcelo Rebelo de Sousa concentrou-se nos livros, que sempre compõem a primeira parte do seu programa televisivo. E, como o tema da sua conferência ao Correntes d´Escritas era precisamente “A importância dos livros”, nada melhor do que fazer com que a conversa girasse em torno deles e da sugestão de 13 novos títulos – os mesmos, como revelou Marcelo Rebelo de Sousa, que serão sugeridos no programa do próximo domingo, na RTP 1.
Mas porque é que o comentador político, desde que iniciou a sua actividade em programas de rádio e televisão, reservou sempre um espaço, por pequeno que fosse, à sugestão de livros? A esta pergunta de Maria Flor Pedroso, Rebelo de Sousa respondeu com a importância da leitura na formação das pessoas, dando como exemplo o seu próprio passado, motivado para a leitura pelos pais – porque, como disse, “os pais que não estão motivados para a leitura, não podem influenciar os filhos” – por um sistema de ensino totalmente diferente do actual e por professores que foram determinantes – “imaginem o que é ter como professor um Rómulo de Carvalho”, referiu o professor. Depois há o gosto pelos livros, enquanto objecto: “interesso-me pelos livros, pelo seu formato, pelo aspecto gráfico, pelo cheiro do papel; um livro é, de facto, insubstituível”,afirmou, concluindo que o resultado é o seu gosto quase compulsivo pela compra de livros antigos.
Para Marcelo Rebelo de Sousa, o livro e a leitura são, pois, de extrema importância e é necessário estimular a leitura, o que, quanto a ele poderia e deveria ser feito pela televisão: “a televisão ocupa um espaço de enorme importância em Portugal, mais do que a Internet ou do que qualquer outro meio de comunicação social”. Bastaria, então, na sua opinião, que a televisão desse espaço à divulgação do livro para colaborar nesse esforço de promoção da leitura: “como não há programas sobre livros em horário nobre em nenhum dos canais nacionais, seria suficiente que depois de um serviço noticioso, fosse ao almoço ou ao jantar, uma pequena rubrica com a sugestão de dois ou três títulos”, adiantou Marcelo Rebelo de Sousa.
É, pois, para colmatar esta lacuna que o comentador não dispensa a sugestão de livros nos seus programas, sugestões que, mesmo assim, não são isentas de críticas, como ele próprio explicou. É que, recebendo uma média de 50 a 300 livros por semana, como pode reduzir e seleccionar o número de títulos a sugerir? O processo não é fácil e o comentador optou por partilhar com o público presente no Auditório a forma como orienta, então, as suas escolhas literárias. Para começar, só a literatura lusófona é considerada, os livros de direito são afastados, evitando também falar de livros académicos em excesso, “o que é difícil”, considerou. Quanto às edições locais, também não são citadas, o que, como reconheceu, talvez não seja justo, mas seria impossível, dada a grande quantidade de livros editados a nível local, proceder à sua inclusão nas suas escolhas. A ficção e a poesia são dois grandes problemas: “a ficção” – explicou Rebelo de Sousa – “não se pode ler na diagonal, o que representa um problema em termos de tempo disponível; quanto à poesia, não sei como explicar, mas não me sinto à vontade para a recomendar; é uma lacuna minha, reconheço, que terei de tentar contornar”. Por fim, há a necessidade de equilibrar as editoras, o que também nem sempre é fácil.

Por fim, explicou Marcelo Rebelo de Sousa, “tento sugerir uma obra de ficção, uma de literatura infantil, uma ligada à política, uma ligada à História ou uma biografia e depois, os outros variam, como também varia, muito em cima da hora o tempo que temos disponível em cada programa”.
É, portanto, um dilema escolher e sugerir livros, mas essencial continuar a fazê-lo e, para o Correntes d´Escritas, Rebelo de Sousa trouxe também 13 obras, com o privilégio de poder sobre cada um delas tecer algumas considerações, fruto de estar num encontro de escritores, em que tudo gira em torno dos livros e em que o tempo ganha uma outra dimensão.
Para o Correntes e, consequentemente, para o seu programa televisivo do próximo domingo, Marcelo Rebelo de Sousa escolheu então: A Luz da Madrugada, de Fernando Pinto do Amaral (“poesia para me redimir”, afirmou com o seu sempre presente sentido de humor); Marchas, Danças, Canções, de Fernando Lopes Graça; Catarina da Áustria rainha de Portugal, de Ana Isabel Boesco; 1808, do jornalista brasileiro Laurentino Gomes; Braço Tatuado – retalhos da guerra colonial, de Cristóvão Aguiar; Caetano e o Ocaso do Império, de Amélia Neves de Souto (mais um livro sobre o passado colonial português e África, temas que lhe são tão caros); Luuanda, de Luandino Vieira; Crónicas de um Antigo Estudante de Coimbra, de Jorge Rabaça Correia Cordeiro; Livro-guia de Alentejo, de Alfredo Saramago ; Despertares para a Ciência, novos ciclos de conferências, de vários autores; Grão Vasco, de Dalila Rodrigues; a revista Monumentos; O Grande Livro das Lengalengas, de Viale Moutinho e Artistas retratam escritores que retratam artistas, obra criada exclusivamente para a inauguração da livraria Byblos, em Lisboa, com prefácio de José-Augusto França.


Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se ainda com alguma preocupação ao surgimento, em Portugal, de grandes grupos editoriais, pelo que isso poderá significar na exclusão de autores e no desaparecimento dos pequenos livreiros e editores. A Internet e o surgimento de esquemas alternativos à distribuição e à edição podem, no entanto, ser uma forma de contornar estes problemas, o que poderá significar a sobrevivência daqueles que ficarem arredados dos novos grupos editoriais, que absorveram várias editoras.
Para a parte final ficou uma muito participada conversa com o público. É que pode ser difícil colocar perguntas interessantes a uma pessoa como Rebelo de Sousa, mas também não deixa de ser estimulante, para além de que o comentador domina, como poucos, a arte da comunicação.
O Correntes d´Escritas voltou, pois, a seleccionar um excelente convidado e um não menos excelente tema para abrir a série de mesas redondas que daqui até sábado vão animar os dias da Póvoa de Varzim.





Póvoa do Varzim com mais Correntes de Escrita


" Correntes de Escrita "

na Póvoa do Varzim



“Dar Palavra à Voz” foi o tema da 1ª mesa de debate da 9ª edição do Correntes d’Escritas.
Aurelino Costa, Carlos do Carmo, Juan Carlos Mestre, Manuel Rui e Manuela Azevedo, “várias gerações de Palavra e de Voz”, como tão bem sintetizou Ana Paula Tavares, moderadora do debate, reuniram-se perante uma plateia completa no Auditório Municipal.


Aurelino Costa focou os problemas da linguagem e da sua percepção. Definiu como o mais importante “o modo como se diz”, porque muitas vezes interpreta-se “não o que o outro diz, mas o que está por detrás do que o outro está a dizer”. E afirmou ainda não se poder dar palavra à voz, porque “a voz existe independentemente da palavra”. “O que se faz é uma incisão na voz de maneira que a voz desaparece e fica apenas a voz dita.”


Carlos do Carmo foi buscar memórias da sua vida, afirmando que “desde criança que aprecio a voz no canto, aprecio a voz de quem sabe dizer poesia”. Tendo como referências, ao longo da vida, João Villaret, Frank Sinatra (que às letras inócuas soube dar expressão), Jaques Brel, Chico Buarque de Holanda, Zeca Afonso ou Ary dos Santos (que apesar não acertar nas notas musicais escrevia “coisas maravilhosas”), Carlos do Carmo identificou neles a capacidade de “fazerem da canção um acto inteligente, de reflexão, de divertimento”. E terminou advertindo a nova geração de fadistas: “os poetas estão cá, é preciso dialogar com eles, pois se o fizerem, o Fado só pode ser valorizado”.


“Há palavras que são como taxistas, vão para onde queremos ir”, pode-se ouvir de Juan Carlos Mestre, que na Palavra vê um acto natural, que vem desde os primórdios, e na voz várias facetas: a voz como afirmação de conduta; como partida; como resistência; a voz comum, para anónimos; a voz do remorso; a voz débil; a voz dos que mandam e a voz dos sem dono, entre outras.

Manuel Rui concorda também que a voz assume referências diversas de metáfora. Fazendo a ponte com a música, falou de palavras que são pedidas por uma melodia, do direito da palavra à voz, da “palavra que a antecipa e está preparado para uma voz”. Já Manuela Azevedo chegou à conclusão que “uma das evidências é que realmente a Palavra surge a partir da voz”, dando como exemplo as crianças que aprendem a falar por repetição ou através de uma faceta mais mágica, como a dos contos, das lenga-lendas e das cantigas. E lançou a pergunta: devemos dar voz a todas as palavras? “Apesar de haver palavras que não deviam ser ditas, há outras que ainda bem que são escritas, porque vale mais lê-las do que ouvi-las”. A sua dedicação à música fê-la ainda chegar a outra conclusão importante, a de que “há que encontrar na voz o tom certo da palavra, a emoção adequada”.


O Correntes d’Escritas continua até 16 de Fevereiro.

Até lá, estão ainda programadas mais oito mesas de debate que prometem lançar importantes temas a discussão.


Dia dos Namorados festejado em restaurantes exóticos


Restaurantes Tailandeses celebram Dia dos Namorados
Ementas exóticas oferecem gastronomia
com paixão


Os restaurantes tailandeses Banthai, Sawasdee e Siam Square/Sete Pecados assinalam o Dia de São Valentim oferecendo ementas exóticas especialmente dedicadas a todos os namorados.

O restaurante Banthai, em Alcântara, oferece um menu variado que contempla cocktail, entradas, pratos tradicionais frios e quentes, e, para terminar, uma oferta de sobremesas tipicamente tailandesas. O jantar será acompanhado de danças tradicionais tailandesas e música ao vivo. Preço: entre 25€ a 40€/pessoa.

O Sawasdee, em Cascais, proporciona igualmente um leque diverso de ementas tradicionais que inclui o cocktail Mai Tai e várias entradas, pratos e sobremesas, que reflectem a singularidade da gastronomia tailandesa. Preço: 35€/pessoa.

No restaurante Siam Square/Sete Pecados, em Lisboa, o Dia de São Valentim é celebrado com uma ementa fixa que inclui entrada, prato principal e um festival de sobremesas característico da Tailândia. O jantar é acompanhado de piano ao vivo em ambiente romântico. Preço: 27,50€/pessoa.

As iguarias seleccionadas por estes três restaurantes representam o exotismo da gastronomia tailandesa. Nas ementas são incluídos pratos típicos, levemente picantes e perfumados, cada vez mais apreciados entre os portugueses. A comprovar este facto estão os 15 restaurantes tailandeses espalhados pelo nosso país que reflectem o interesse crescente dos portugueses numa das gastronomias mais ricas do Oriente.


A idéia parece-nos interessante. Porque não experimentar?
Ah! Mais uma coisa - não esqueça a flor...

" Teatros de Papel " em exposição no Museu da Marioneta


Museu da Marioneta
Teatros de Papel: a Arte da Precisão


No Museu da Marioneta estarará patente ,entre 15 de Fevereiro e 30 de Abril, a exposição "Teatros de Papel" : a Arte da Precisão.

“Teatros de Papel: A Arte da Precisão” faz uma viagem ao universo mágico dos teatros de papel; pequenas obras de arte que reflectem a inspiração dos seus criadores e das correntes artísticas e espectáculos teatrais dos séculos XVIII, XIX e princípios do século XX.


A mostra inclui teatros de papel atribuídos ao famoso editor alemão Johann Ferdinand Schreiber, ao editor inglês Pollock, ao dinamarquês Alfred Jacobsen, aos franceses Imagerie d’Epinal e aos espanhóis Paluzie e Seix & Barral, El Teatro de los Niños, para além de folhas com personagens, cenários e bocas de cena pertencentes à colecção de A Tarumba - Teatro de Marionetas.
Os teatros de papel são modelos inspiradores na infância e adolescência de figuras míticas como Oscar Wilde, Jane Austen, Charles Dickens, Hans Christian Andersen, Winston Churchill, Charlie Chaplin ou Orson Welles. Quando completamente montados com bastidores, palco, teia, fosso de orquestra, cenários, luzes e actores apresentam-se como autênticos teatros.


“Teatros de Papel: A Arte da Precisão”
Museu da Marioneta
De 15 de Fevereiro a 30 de Abril
Sala do Claustro
De terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
Preços: Entrada Livre

Mayra Andrade vem a Portugal


A talentosa cantora Mayra Andrade, nomeada para os prémios da BBC como artista revelação, desloca-se a Portugal para uma tournée que abrange algumas das principais salas do nosso país.

22 de Fevereiro- Sintra, Centro Cultural Olga Cadaval
23 de Fevereiro - Setúbal, Fórum Municipal Luisa Todi
24 de Fevereiro - Lisboa, Teatro São Luiz
29 de Fevereiro - Coimbra, Pavilhão Multidesportos
1 de Março - Braga, Theatro Circo
2 de Março - Porto, Casa da Música

Os bilhetes já estão à venda nos locais dos espectáculos, Ticketline, lojas FNAC e WORTEN.

Conversas ao fim da tarde com José A. Franco

Conversas ao fim da tarde
José Franco
13 de Fevereiro às 18:00
Biblioteca Municipal de Coimbra


José A. Franco escolheu como tema da sua intervenção a POESIA.
Nasceu em 1951, em Coimbra. Poeta e ficcionista. Licenciado em Filologia Germânica. Professor de Inglês na Escola E.B. 2/3 Manuel Silva Gaio.
1990 _ Foi galardoado com o Prémio Alves Redol (Revelação de Conto)
1993 _ Venceu o X Prémio de Conto Joaquim Namorado com o conto "O Frigorífico".
1997 _ Foi galardoado pelo Instituto de Inovação Educacional no Concurso "Experiências Inovadoras no Ensino" pelo projecto "A Poesia como Estratégia"
PUBLICAÇÕES
1986_"Vésperas Tardias" - poemas - sob o pseudónimo de António Simões.
1987_ "Pedra Fecunda"
1992_ "Histórias e Morais"
1993_"Paisagem sem Noite" (colecção Poesia)
Informações

Casa Municipal da Cultura de Coimbra
Tel. 239702630
www.cm-coimbra.pt

Portugal Jazz ruma a Cascais

Festival Itenerante de Jazz

PORTUGALJAZZ

Centro Cultural de Cascais

16 de Fevereiro às 21:30



O Portugal Jazz ruma a Cascais indo ao encontro de Filipe Melo e Bruno Santos, dois grandes amigos que se ligam também pela cumplicidade musical que sentem um com o outro. Estes dois músicos, que têm provas dadas em inúmeras formações da cena jazzística nacional, apresentam-se agora num contexto mais intimista, num concerto baseado no universo dos standards e das composições originais de ambos, adaptadas ao desafio da pequena formação. A apresentação deste duo decorrerá no Centro Cultural de Cascais, um espaço multidisciplinar, que se encontra instalado na "Casa Cor-de-Rosa", antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade. Este é mais um convite do Portugal Jazz para vir escutar a fusão do piano de Filipe Melo com a guitarra do Bruno Santos.


Apoio Hospital Sant`Ana
Sítio
http://www.filipemelo.net/
http://www.brunomfsantos.com/
Ponto de Escuta
http://www.myspace.com/filipemelo
http://www.myspace.com/brunomfsantos
Para consulta das galerias de fotos e artigos Portugal Jazz viaje até ao endereço www.portugaljazz.org
Informações
PORTUGAL JAZZ 2008
geral@portugaljazz.org
Tel. 239 837 078
Concepção e Produção de JACC - Jazz ao Centro Clube de Coimbrawww.jacc.pt


Exposição de desenhos de Álvaro Siza

Exposição de desenhos de Álvaro Siza
De 14 de Fevereiro (inaugura às 18h00) a 22 de Março
EDIFÍCIO CHIADO
Coimbra


Apesar de alguns esboços de edifícios, a maioria das obras expostas são desenhos intimistas ligados ao universo privado do arquitecto. Muitos retratos de amigos, alguns desenhos eróticos e anotações de viagens. Para Hugo Higino, que escreve o texto do catálogo da exposição, as motivações de Siza são várias - uns desenhos são "puro divertimento", outros "feitos em função da arquitectura" mas "todos eles guiados por um olhar atento mas não directo ou avassalador".


HORÁRIO
Terça a Sexta:10h00 – 18h00
Sábado:10h00/13h00 14h00/18h00
Encerra: Domingo, Segunda-feira e feriados
Informações

Casa Municipal da Cultura de Coimbra
Tel. 239702630
www.cm-coimbra.pt

CICLO A MENINA DANÇA?

CICLO A MENINA DANÇA?
"Serenata à Chuva"
16 de Fevereiro às 15h na Casa Municipal da Cultura
Coimbra


Já ninguém duvida de que "Serenata à Chuva" é o melhor musical de sempre. A sua acção decorre numa improvável Hollywood dos anos 20, na passagem do mudo para o sonoro. A sua razão de ser foi o desejo do produtor Arthur Freed aproveitar o catálogo de canções que tinha escrito nos anos 20 e 30 em parceria com Nacio Herb Brown para diversos espectáculos e filmes.
Um argumento inteligente e as brilhantes representações de Gene Kelly, Donald O'Connor e Debbie Reynolds transformaram o projecto numa obra-prima do Cinema.
E a visão de Gene Kelly a chapinhar nas poças de água enquanto canta à chuva continua a fazer sorrir geração após geração de espectadores.
Título original
Singing in the rain
Realização
Gene Kelly
Stanley Donen
Ano
1952 / E.U.A.
Elenco
Gene Kelly
Donald O'Connor
Debbie Reynolds
Jean Hagen
Millard Mitchell
Cyd Charisse
M/6
Informações
Casa Municipal da Cultura de Coimbra
Tel. 239702630
www.cm-coimbra.pt