Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro Nacional D.Maria II. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro Nacional D.Maria II. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Athol Fugard e a sua "Canção do Vale" estreia no D.Maria II

CANÇÃO DO VALE

de ATHOL FUGARD

ESTREIA A 6 NOVEMBRO





O Teatro Nacional D. Maria II estreia, no dia 6 de Novembro, na Sala Estúdio, “Canção do Vale”, de Athol Fugard, numa produção do Teatro dos Aloés.

Actualmente considerado um dos mais importantes dramaturgos contemporâneos, Athol Fugard é o autor sul-africano mais reconhecido em todo o mundo, símbolo de resistência artística na história do Apartheid.
A sua obra tem conhecido algumas representações em Portugal, destacando-se a encenação de José Peixoto de “A Lição dos Aloés” ou ainda “Playland” (enc. Rogério Vieira), “O Caminho para Meca” (enc. João Lourenço) e “Olá e Adeus” (enc. Luís Miguel Cintra / RTP).
A primeira apresentação de “Canção do Vale” ocorreu em 1995, em Joanesburgo, dirigida e representada por Athol Fugard que encarna duas personagens: o Autor, a figura modelo do próprio Fugard e Abraam Jonkers, em representação da “velha” África do Sul.“

"Canção do Vale” é uma história sobre a passagem da esperança de uma geração para outra, apesar dos dramas humanos vividos pelos sul-africanos na era pós-Apartheid.



tradução PAULO EDUARDO CARVALHO
encenação JORGE SILVA

cenografia e figurinos ANA PAULA ROCHA
música original FILIPE MELO
desenho de luz CARLOS GONÇALVES
com CARLA GALVÃO JOSÉ PEIXOTO
produção TEATRO DOS ALOÉS

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Teatro de D.Maria II apresenta " Perto do Coração Selvagem"



PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM

a partir de CLARICE LISPECTOR

La Nouvelle École des Maîtres


O Teatro Nacional D. Maria II apresenta, no dia 12 de Setembro, às 21h00, na Sala Garrett, “Perto do Coração Selvagem”, a partir da obra de Clarice Lispector.

Esta é a apresentação pública do XVII curso de La Nouvelle École des Maîtres, dirigido este ano pelo encenador e co-fundador da Companhia dos Atores do Rio de Janeiro, Enrique Diaz.

Contando com dezoito anos de história, La Nouvelle École des Maîtres dá continuidade aos seus cursos de verão, continuando a operar, segundo o director artístico Franco Quadri, “o estudo expressivo do plurilinguismo dos seus alunos”.

A iniciativa é promovida este ano por quatro países europeus – Bélgica, França, Itália e Portugal, sendo o Teatro Nacional D. Maria II a entidade portuguesa parceira nesta iniciativa.

Entre os actores com formação profissional seleccionados em Portugal, encontram-se Gilberto Oliveira (Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, Porto), Marco Paiva (Escola Superior de Teatro e Cinema, Lisboa) e Maria João Pinho (Academia Contemporânea do Espectáculo, Porto).

O encenador da América Latina, Enrique Diaz, propõe-se trabalhar o mundo da escritora Clarice Lispector através das técnicas lançadas por Anne Bogart na SITI Company e na Universidade de Columbia, baseadas no método de Tadashi Suzuki, onde se exploram os limites do trabalho do actor e da importância das técnicas de cena.

A apresentação pública de “Perto do Coração Selvagem” será seguida de uma conversa informal com os intervenientes do espectáculo e com representantes de La Nouvelle École des Maîtres.

La Nouvelle École des Maîtres é um curso de formação teatral avançada que cumpre a sua XVII edição e que oferece aos actores com idades compreendidas entre vinte e quatro e trinta e dois anos uma ocasião de aperfeiçoamento.

O objectivo é promover o encontro entre jovens artistas formados pelas escolas superiores de teatro da Europa que exerçam já uma actividade profissional e encenadores de renome no plano internacional, de modo a dar vida a uma experiência de trabalho fortemente enraizada no confronto e na troca de competências sobre os métodos e práticas de encenação, partindo de textos, línguas e linguagens artísticas diferentes utilizados em oficinas itinerantes com uma duração aproximada de um mês.
Este projecto foi, aliás, diversas vezes reconhecido, com destaque para o Leão de Ouro do Futuro, atribuído em 2007 pela Bienal de Veneza.

Enrique Diaz

Nascido em 1967, aos 19 anos foi co-fundador da Companhia dos Atores do Rio de Janeiro.
Nos anos 90, assumiu a encenação de vários espectáculos, clássicos e contemporâneos.
Sendo ele mesmo actor, atribui um lugar central ao contributo dos intérpretes.

Dirige, desde 1998, o Coletivo Improviso, que usa a multidisciplinaridade e a improvisação para criar novas perspectivas sobre questões ligadas à urbanidade.

Apresentado em diversas cidades brasileiras, assim como em festivais de teatro de todo o mundo, o trabalho de Diaz foi já, por várias vezes, premiado no Brasil.

“Ensaio. Hamlet” valeu-lhe o prémio da crítica francesa para o melhor espectáculo estrangeiro na temporada de 2005/2006.

equipa

Mestre ENRIQUE DIAZ

Assistente MARIANA LIMA

Colaboração DANIELA FORTES, CRISTINA MOURA

Intérprete JOANA PUPO

Diário de bordo VÍTOR D’ANDRADE

Estagiários ANA DAS CHAGAS (Fra)ANDREA CAPALDI (It)CÉLINE BOLOMEY (Bel)CHARLY TOTTERWITZ (Fra)CLÉMENT THIRION (Bel)CORALINE CLÉMENT (Bel)CORINNE CASTELLI (It)ELENA BOSCO (Fra)FLORENCE MINDER (Bel)GILBERTO OLIVEIRA (Pt)GIUSEPPE PROVINZANO (It)MARCO PAIVA (Pt)MARIA JOÃO PINHO (Pt)

(Créditos Daniela Fortes)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A exoneração de Carlos Fragateiro


CARLOS FRAGATEIRO : UM DESPEDIMENTO SEM JUSTA CAUSA!
Hoje, pela manhã, Carlos Fragateiro comunicou, aliás confirmou, à comunicação social que tinha sido exonerado das suas funções como Director do Teatro Nacional de D.Maria II.

Porquê? Mistério
Razões aduzidas e lógicas? Não há

Conversa com o Ministro? Impossivel


Perante isto e sejam quais forem as razões que levaram a este despedimento sem justa causa( o que parece não será permitido pelo Código de Trabalho mesmo depois da remodelação) parece-nos muito pouco curial que depois de se assumir um cargo governativo não se recebam os agentes que estão sob a sua tutela.
E mais que se convidem outros para o lugar quando este ainda está preenchido.

E segundo Carlos Fragateiro desde a tomada de posse deste Ministro da Cultura que qualquer contacto com ele lhe foi vedado.

Afirma o ex-director- a quem aliás foi proibida a realização da conferência de Imprensa no espaço do Teatro, polícia à porta a não permitir a entrada- que desde o princípio do ano tentava falar com o titular da pasta da Cultura mas em vão.
Disponibilidade nula. Só um assessor o recebia. Ninguém tem nada contra os assessores mas eles terão as suas funções que não serão certamente de governação. A menos que alguma coisa tenha mudado e não tenhamos dado por isso!

Carlos Fragateiro, cujo trabalho temos acompanhado de perto, conseguiu no meio de vicissitudes imensas dar um impulso ao tenebroso e vetusto Teatro Nacional de D.Maria II. Abriu-lhe as portas e deu-lhe novos espaços, novos palcos.
Exportou trabalho português que deixou assim de ficar estagnado em território nacional.

Fez parcerias, organizou Mostras de Teatro Internacional, e levou à cena peças de vários estilos e gostos.

Pedradas no charco da estagnação cultural em que se pretende manter o País?

Não chegaram 48 anos?

Carlos Fragateiro vai regressar à sua Universidade, vai descansar e vai certamente seguir com atenção o desenrolar desta história muito mal contada.

Será que o mistério será um dia desvendado?

Entretanto o ex- director do Teatro de D.Maria II interpôs procedimento judicial contra aquilo que considera uma ofensa ao seu bom nome e não só.

Resta-nos aguardar o desenrolar dos acontecimentos e ... que o mistério se resolva.

sábado, 28 de junho de 2008

Teatro Nacional de D.Maria II estreia peça de Heiner Muller


TRÍPTICO + 1
ESTREIA 3ª-FEIRA, DIA 1 DE ABRIL ÀS 21H45

NA SALA ESTÚDIO DO TEATRO NACIONAL D MARIA II



O Teatro Nacional, em colaboração com o Departamento de Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC), estreia a 1 de Julho "Tríptico + 1", o exercício-espectáculo dos alunos finalistas da licenciatura em Teatro da ESTC., às 21h45, na Sala Estúdio.

A partir de textos emblemáticos da dramaturgia de Heiner Müller – "Margem Decrépita", "Material de Medeia", e "Paisagem com Argonautas", com tradução de Anabela Mendes e ainda o fragmento "Descrição de um Quadro", na tradução de João Barrento – este trabalho pretende convocar um conjunto de imagens e reflexões cénicas sobre a ruína e a barbárie, no indivíduo e na História.

Sinopse

"Tríptico + 1 é uma sequência de quadros cénicos que apresentam as catástrofes com as quais a Humanidade se ocupa, descrevendo uma paisagem violenta, cruel, apaixonada e até hilariante na sua prostração.
Um quadro onde o presente político e social de Heiner Müller se miscigena com o nosso, sob a ameaça da auto-destruição, e em permanente confronto com o íntimo desejo revolucionário de um outro mundo.

O espaço é o lugar comum, do eu colectivo, da memória e da imaginação, onde não há passado, presente ou futuro, apenas a vida condensada na raia do aniquilamento, onde emergem problemas e conflitos insolúveis.

Neste espaço autónomo, com regras próprias onde as coisas acontecem per si, libertas da causalidade aristotélica, rompe um teatro de manifestações contidas, angustiante e frenético, insólito e inoportuno, repugnante e sensível.

Heiner Müller
Heiner Muller (1929-1995) é considerado um dos maiores dramaturgos da segunda metade do século.

Comunista alemão radicado desde sempre em Berlim Leste, com 19 anos participa num concurso de peças radiofónicas.

Em 1951, ao contrário da família, fica na RDA, onde conhece Brecht, de quem herda várias teorias.

Homem profundamente ligado à prática teatral como dramaturgista e encenador, escreve, com Inge Müller, O Fura-Tabelas e A Correcção.

Em 1959, é dramaturgo no Teatro Máximo Gorki.

Em 1961, depois de proibida a encenação de A Emigrante ou A Vida No Campo em Berlim-Leste, Heiner Müller é expulso da Associação dos Escritores.

Em 1965, A Construção recebe duras críticas e é abandonado o projecto de encenação.
É por esta altura que trabalha sobre temas da Antiguidade Grega (Homero, Ésquilo e Sófocles), que traduz Shakespeare, Molière, Tchekov, Pogodin e Césaire e que escreve libretos para Paul Dessau.

Desta fase são Filoctetes (1958/64), Hércules (1964), Édipo Tirano (1966) e Os Horácios (1968). Nos seus últimos anos de vida, depois da reunificação da Alemanha, foi director do Berliner Ensemble.

Heiner Müller reclama um novo teatro didáctico, violento, que se insurja contra o esvaziamento do sentido da cultura e da vida social.

design de cena e produção JOSÉ ESPADA
dramaturgia ARMANDO NASCIMENTO ROSA

com FRAN GUINOT JOÃO ABEL MANUEL HENRIQUESRITA PIMENTEL RUBEN SANTOS SOFIA DINGERSOFIA GALLIS TIAGO VIEIRA

design de cena ANNA KUCEROVÁ CHRISTINA ROMIRER LENA GÄTJENS TOMÁS SCHIAPPA

dramaturgia ISABEL BARROS SÍLVIA ALBERTO VERÓNIKA DIANISKOVA

corpo e movimento LUCA APREA

voz MARIA JOÃO SERRÃO

guarda-roupa MESTRA OLGA AMORIM

produção CATARINA FERREIRA

gabinete de produção ESTC PEDRO AZEVEDO CONCEIÇÃO ALVES COSTA RUTE REIS


(créditos Pedro Azevedo )

quinta-feira, 26 de junho de 2008

João Mendes Ribeiro expõe no Teatro Nacional de D. Maria II


TEATRO NACIONAL EXIBE EXPOSIÇÃO DE JOÃO MENDES RIBEIRO

PREMIADA NA QUADRIENAL DE PRAGA 2007


É já amanhã, dia 27, a inauguração da exposição "Arquitecturas em Palco", com que o arquitecto e cenógrafo João Mendes Ribeiro representou Portugal na prestigiada Quadrienal de Praga 2007 e com a qual foi contemplado com a Medalha de Ouro para Melhor Cenografia.

A mostra, que contará com a presença do cenógrafo, terá lugar no Salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria II, às 20h30.


"ARQUITECTURAS EM PALCO" foi o tema proposto por João Mendes Ribeiro.

O artista seleccionou diversos projectos e intervenções que reflectem o espírito contemporâneo de hibridação e experimentalismo e que abordam a cenografia enquanto experimentação de processos e linguagens comuns à arquitectura.

A exposição está organizada em torno de núcleos temáticos fortemente apoiados em textos conceptuais, mas também em materiais gráficos, desenhos, fotografias e maquetas.

O projecto para o espaço expositivo pretende condensar na forma construída a linguagem simbólica dos projectos, concretizando uma aproximação ideológica ao tema "Arquitecturas em Palco" através de um dispositivo formal de evidente feição cenográfica.

Todos os materiais expostos são acondicionados em "malas-mesa", que servirão também de suporte aos conteúdos, fazendo parte do projecto cenográfico da exposição um pequeno auditório, em anfiteatro, dotado de um ecrã para projecções vídeo.

A exposição, organizada e produzida pela Direcção-Geral das Artes / Ministério da Cultura, poderá ser vista de terça a sexta das 14.00 às 18.00 e sábados e domingos das 14.00 às 16.00. A entrada é livre.

Perfil


João Mendes Ribeiro nasceu em Coimbra, em 1960.

É especialista em Arquitectura e Cenografia, contribuindo, deste modo, para o desenvolvimento e a influência destas disciplinas em Portugal.

O seu percurso de reconhecido mérito nestas áreas conta já com diversos prémios nacionais e internacionais e com inúmeras publicações e exposições, destacando-se a sua presença na Representação Portuguesa na 9ª Mostra Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza de 2004, na qual integrou a exposição "Metaflux – Duas Gerações na Arquitectura Portuguesa Recente".


EXPOSIÇÃO PATENTE até 27 DE JULHO visitas de terça a sexta, 14h00 às 18h00
sábados e domingos, 14h00 às 16h00

sábado, 3 de maio de 2008

Um conto americano estreia no D.Maria II


UM CONTO AMERICANO

The Water Engine de DAVID MAMET

ESTREIA A 6 DE MAIO NA SALA GARRETT



tradução da peça radiofónica LUÍS MOURÃO

tradução do guião de cinema do filme de Steven Schachter ANA SILVEIRA PEDRO FREIRE encenação e dramaturgia MARIA EMÍLIA CORREIA

cenografia NUNO GABRIEL DE MELLO

adereços ILDEBERTO GAMA

figurinos atelier MARIA GONZAGA

selecção musical MARIA EMÍLIA CORREIA com colaboração RUI VIEIRA NERY

desenho de luz JOSÉ CARLOS NASCIMENTO

assistência de encenação PAULO SILVEIRA

com AUGUSTO PORTELA Gross, Timoneiro

CARLOS COSTA Capataz, Sally Rand, Polícia 2, Popular

CLÁUDIA OLIVEIRA Mulher com Bebé, Chinesa, Senhora de Chapéu, Popular

EURICO LOPES Operário, Inventor, Orador, Popular

FRANCISCO BRÁS Inventor, Transeunte, Moderador, Barcker, Popular

HORÁCIO MANUEL Wallace, Popular

INÊS NOGUEIRA Cantora, Rapariga com carta, Popular

LOURDES NORBERTO Senhora Varec, Senhora de Chapéu

LUÍS GASPAR Charles Lang, Operário

MANÉ RIBEIRO Secretária de Gross, Senhora de Chapéu

JOÃO PEDREIRO Operário, Gangster, Popular

MANUEL COELHO Inventor, Vagabundo, Veterano, Gangster, 1º Polícia

MARIA EMÍLIA CORREIA Oradora, Mulher, Transeunte, Popular

MÁRIO JACQUES Laurence Oberman

PAULA MORA Secretária de David Murray

PAULA NEVES Rita Lang, Popular

PAULO SILVEIRA Operário, Amolador, Popular, Bombeiro

PEDRO CARVALHO Bernie, Popular

RUI QUINTAS David Murray, Popular

SÓNIA NEVES Mulher do Clube de Jazz, Senhora de Chapéu, Populare

ANDREA SOZZI ARMANDO VALLE QUARESMA AYMEN MOUSSA LÍDIA VALLE QUARESMA MANUELA JORGE RUI MOREIRA adereços

ILDEBERTO GAMA VERA DIAS STTIGA LUIS FILIPE PEREIRAserralharia

LEONEL & BICHOselecção e coordenação de guarda-roupa

RUI MOREIRAsonoplastia e edição de som

HUGO DE SOUSA ANÍBAL CABRITA SÉRGIO HENRIQUESdirecção de cena

MANUEL GUICHOassistentes direcção de cena

CARLOS FREITAS PAULA LOURENÇOponto

JOÃO COELHOoperação de som

SÉRGIO HENRIQUES operação de luz

PEDRO ALVES JOSÉ NUNO (apoio)operação de vídeo

ANDRÉ TERESINHAtécnicos de palco

ALEXANDRE SÁ-CHAVES FRANCISCO GARCIA NUNO MODESTOmaquinaria

PAULO BRITO RUI CARVALHEIRA NUNO COSTAauxiliares de camarim

PAULA MIRANDA RAQUEL BELLI


Sinopse


Um jovem inventor concebe um motor que funciona apenas a água e julga, assim, ter encontrado o caminho para a fama e fortuna.

Nos seus sonhos imagina-se a viver numa herdade, longe da urbe industrial, feliz, na companhia da irmã.

Mas as suas expectativas vão ser goradas pela poderosa máquina das grandes empresas, que cobiçam a patente de um invento tão rentável.


A peça, cuja escrita remonta ao início de carreira de David Mamet – escritor, dramaturgo, argumentista e realizador norte-americano conhecido por construir intrigas complexas de cariz policial e diálogos cortantes – coloca-nos perante temas tão pertinentes quanto os do rápido desgaste dos recursos naturais do Planeta e o da urgência de apostarmos nas energias renováveis.

Dá-nos ainda a oportunidade de reflectir sobre os interesses económicos que tantas vezes travam o avanço da ciência, em benefício de alguns.


BIOGRAFIA DE DAVID MAMET


Uma das características distintivas do estilo de David Mamet é o seu diálogo leve e breve. Apesar das reminiscências de alguns dramaturgos como Harold Pinter e Samuel Beckett, o diálogo de Mamet é tão único que ficou conhecido como “o discurso mametiano”.

A sua linguagem não é demasiado “naturalista”, assim como se pode considerar uma impressão “poética” da gíria.

No campo do entretenimento, David Alen Mamet é sobejamente conhecido e respeitado pelo seu trabalho, não apenas como realizador, mas também como dramaturgo e autor.


David Alen Mamet nasceu numa família judia em Flossmoor, Illinois, a 30 de Novembro de 1947.

Foi educado no colégio Francis W. Parker Scholl e nas faculdades Goddard College e a Yale Drama School, ambos baseados em teorias libertárias de educação, principalmente derivadas das ideias de John Dewey.

Foi membro fundador da Atlantic Theatre Company, em Nova Iorque, e destacou-se inicialmente com três peças fora do circuito Broadway: “Sexual Perversity in Chicago” (1974), “Duck Variations” (1972) e “American Buffalo” (1975), onde se destacam as personagens masculinas e a construção de uma tensão dramática característica dos três textos.

A “The Woods” (1977) e “Edmond” (1982) seguiram-se duas peças de sucesso: “Glengarry Glen Ross” (1983), uma representação das práticas de negócios americanas, que lhe valeu o Prémio Pulitzer, e “Speed-the-Plow” (1988), um olhar sobre os bastidores da indústria do cinema.

Para além do seu trabalho como dramaturgo, escreveu vários guiões para serem dirigidos por ele próprio (“House of Games / Jogo Fatal” (1987), “Things Change / As Coisas Mudam” (1988), “Homicide / Brigada de Homicídios” (1991), “Oleanna” (1994) ou o recente “Redbelt” (2008)), bem como para outros realizadores (“The Postman Always Rings Twice / O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes” (1981), realizado por Bob Rafaelson, “The Veredict / O Veredicto” (1982), realizado por Sidney Lumet e indicado para o Óscar de Melhor Roteiro Adaptado, ou “The Untouchables / Os Intocáveis” (1987), realizado por Brian De Palma).

Mamet começou a escrever para o grande ecrã, em 1981, uma versão de “The Postman Always Rings Twice / O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes”, baseado no romance de James M. Cain.

O seu guião enfatizou a violência e a sexualidade do texto, algo impossível de acontecer no original de 1974.

Em 1987, Mamet conheceu o seu primeiro verdadeiro sucesso como um guionista com “The Untouchables / Os Intocáveis”, realizado por Brian De Palma.

Nesse mesmo ano, recebeu os elogios da crítica pela sua estreia como director em “House of Games / Jogo Fatal”, um “thriller” com Lindsay Crouse como protagonista no papel de uma psicóloga apanhada nas malhas de um elaborado jogo de crime.

Depois de dirigir dois dos seus maiores sucessos (“Things Change / As Coisas Mudam” e “Homicide / Brigada de Homicídios”), Mamet regressou à escrita de argumentos para cinema, dirigindo o seu talento para filmes como “Hoffa / O Preço do Poder” (1992), “Vanya on 42nd Street” (1994) ou “American Buffalo” (1996).

O seu argumento para a sátira política de Barry Levinson, “Wag the Dogs / Manobras na Casa Branca”, foi nomeado para o Melhor Argumento dos Óscares e dos Globos de Ouro. Seguiram-se outros argumentos tão conhecidos como “Hannibal” (2001) ou “Edmond” (2005).


Como autor, Mamet tem também conhecido grandes sucessos, contando com cerca de quinze títulos publicados. Em 1999, publicou dois livros, “True and False”, um tratado exortativo aos jovens actores sobre os desafios da escolha da sua profissão, e um romance, “The Old Religion” (1997) que recupera os pensamentos de Leo Frank, o capataz da fábrica judia na Geórgia que, em 1915, foi executado pela violação e assassínio de uma das suas empregadas.


Escreveu vários textos não-ficcionais, bem como um livro de poemas (“The Hero Pony”, 1990) e histórias para crianças.

Em Julho de 2004, a Cambridge University Press publicou “The Cambridge Companion to David Mamet”, editado por Christopher Bigsby, que inclui ensaios que analisam a biografia de Mamet, o seu impacto ao longo de várias décadas e fragmentos de grande parte do seu trabalho.

Desde Maio de 2005, Mamet mantém um blog nas páginas do “The Huffington Post”.

Entre os vários prémios que recebeu, destaque para: Joseph Jefferson Award, 1974; Obie Award, 1976, 1983; New York Drama Critics Circle Award, 1977, 1984; Outer Circle Award, 1978; Society of West End Theatre Award, 1983; Pulitzer Prize, 1984; Dramatists Guild Hall-Warriner Award, 1984; American Academy Award, 1986; Tony Award, 1987.


MARIA EMÍLIA CORREIA


Aos dezassete anos integra o elenco do Teatro Experimental do Porto. Fez parte do Rádio Escola e Tele-Escola, do Grupo de Teatro dos Estudantes do Instituto Comercial do Porto e do Teatro Universitário do Porto.

Em 1972, vem para Lisboa trabalhar com Ribeirinho, no Teatro Villaret.

No mesmo ano é elemento co-fundador do grupo de teatro independente A Comuna - Teatro de Pesquisa (dirigido por João Mota e Carlos Paulo).

Em 74 esteve na origem do Teatro Hoje — Teatro da Graça, (dirigido por Gastão Cruz e Fiama Hasse Pais Brandão) e de Os Cómicos (dirigido por Ricardo Pais).

Representou ainda no Teatro da Cornucópia, Teatro Nacional D. Maria II, o Bando, Os Bonecreiros, Casa da Comédia, Teatro Seiva-Troupe, Teatro da Trindade, Seiva Trupe, Teatro da Malaposta, Teatro Experimental de Cascais, Teatro S. João do Porto, Teatro Aberto, Teatro da Luz, Centro de Arte Moderna (F.C. Gulbenkian), Centro Cultural de Belém e outros.


Foi intérprete de: Garcia Lorca, Buchner, Rezvani, William Shakespeare, Miguel Mihura, Beckett, Molière, Odon Von Orvath, Rafael Aberti, August Stringberg, Noel Coward, Karl Sternheim, Michel Deutsh, Miguel Falabella, Friedrich Dürrenmatt, Peter Hacks, Clarice Lispector, William Burroughs, Matei Visniec, Luisa Neto Jorge, Rui Cardoso Martins, Eduarda Dionísio, Bocage, Mário de Carvalho, Maria Velho da Costa, Mário Cesariny, Gil Vicente, entre outros.

Encenou peças como: “O Avião de Tróia”, de Luíza Neto Jorge; “O Gato que chove”, de Mário Cesariny; “Girassóis – Crime”, de Mário Cesariny; “Desejos”, de Luís de Camões; “Divisão B”, de Rui Cardoso Martins; “Vinha D’alhos”, de Maria Velho da Costa; “Sopa Chinesa”, de Almeida Garrett; “Alfaias”, de José Saramago; “O Impasse”, de Luis Mourão; “Auto da Cananea”, de Gil Vicente; “Tina Modotti”, de Eduarda Dionísio; “A Maçã no Escuro”, de Clarice Lispector; “Fantasmas”, de Jacques Prévert; “Menino ao Colo”, de Armando Silva Carvalho; “Menina e Moça”, de Bernardim Ribeiro; “Serviço de Amores”, de Gil Vicente; “(V)irótika”, de William Burroughs; “Respirações de Inês”, de Garcia de Resende; “Sete dias na vida de Simão Labrosse”, de Carole Frechette, “Cartas de Olinda e Alzira”, de Bocage, “As Bodas de Fígaro”, Ópera de Mozart; “Via Verde”, de Jorge de Sena; Festival Internacional de Artes de Rua (Palmela). Participou em várias actividades de poesia dita: Gravação de um CD – “Poemas de Luíza Neto Jorge”, direcção de Fernando Cabral Martins e em recitais dirigidos por Gastão Cruz: “Em certo reino à esquina do planeta”; “Corpos ou coisas”; “Coração do Dia”; “O Grito Claro”; “O amor em visita”; “Boca bilingue”; “A palavra do dia”.

De 72 a 93 realizou trabalho jornalístico de âmbito cultural (Repúlica, Diário de Lisboa, Contraste, Rádio Renascença, RDP-Antena 1 e Antena 2).

Teve diversas nomeações como melhor actriz, personalidade teatral do ano, prémio de mérito de encenação da Associação de Críticos Portugueses, pelo espectáculo “Serviço de Amores”. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e Goethe-Institut.

Representou em Espanha, França, Itália e Alemanha.

Faz cinema e televisão.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Mesa Redonda no D.Maria



Debate “Desenvolvimento Sustentável”
a propósito do espectáculo

“Um Conto Americano – The Water Engine”

17 de Abril às 18H45
Salão Nobre




Por ocasião da estreia, no dia 6 de Maio, de “Um Conto Americano – The Water Engine”, peça de David Mamet encenada na Sala Garrett por Maria Emília Correia, o Teatro Nacional D. Maria II organiza um debate sobre “Desenvolvimento Sustentável”, a realizar no dia 17 de Abril, no Salão Nobre, pelas 18h45.

O espectáculo, cuja acção gira em volta da invenção de um motor a água, constitui um alerta à sociedade civil sobre a necessidade, cada vez mais premente, de gerirmos os recursos naturais do Planeta.

Assim, discutir-se-à o Desenvolvimento Sustentável nas vertentes social, ambiental e económica.

“Um Conto Americano” pretende ainda ser um elogio à capacidade e ao alcance da invenção humana, perspectivando a nossa como uma Sociedade do Conhecimento.


Mesa-redonda, com a presença de:

António Nóvoa (Reitor da Universidade de Lisboa)
Carlos Zorrinho (Coord. da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico)
Fernando Lamy da Fontoura (Director-Geral Amb3E)
Francisco Ferreira (Vice-presidente da Quercus – ANCN)
José Manuel Palma (Prof. Universidade de Lisboa)
Luis Rochartre (Secretário-Geral BCSD Portugal)

Carlos Fragateiro (Director do TNDM II)


terça-feira, 8 de abril de 2008

Beckett no D.Maria até Junho


COMEÇAR A
ACABAR
DE SAMUEL BECKETT


direcção / tradução JOÃO LAGARTO
desenho de luz JOSÉ CARLOS GOMES
figurino ANA TERESA CASTELO
música JORGE PALMA

direcção de cena CRISTINA VIDAL
operação de som ANTÓNIO VENÂNCIO

operação de luz LUÍS LOPES



COM
JOÃO LAGARTO


SINOPSE

“Começar a Acabar” é um monólogo em que um homem se dirige directamente ao público para contar a sua história.


A primeira frase que profere dá-nos, desde logo, o tom do discurso: “Em breve estarei morto finalmente apesar de tudo”.

Enquanto espera que chegue a sua última hora, este homem recorda momentos significativos do seu passado: as relações tensas com o pai, que morreu cedo, a ligação terna à mãe, com quem nunca se conseguiu entender, uma infância passada com grande agitação interior, a maturidade decorrida sem amor (“Nunca amei ninguém acho eu, senão lembrava-me”), uma velhice vivida em solidão, sem mulher, filhos ou netos que o entretenham.

Mas à medida que as memórias mais insignificantes lhe acorrem ao espírito, o homem evoca também assuntos comezinhos, de forma aparentemente aleatória…



SALA ESTÚDIO
10 ABR a 01 JUN
3ª a SÁB. 21H45 DOM. 16H15


A sós com Beckett
Poucas peças existirão em que, sentado na plateia, o espectador consegue sentir a respiração da morte e a constante presença do fim como em “Começar a Acabar”, de Samuel Beckett.

A partir de três textos chave da sua ficção – “Molloy”, “Malone está a Morrer” e “O Inominável” – o dramaturgo irlandês juntou fragmentos, (re)ordenou-os e, em alguns casos, chegou a reescrevê-los.

O resultado é este magnífico espectáculo encenado e interpretado por João Lagarto que o TNDM II volta a apresentar na Sala Estúdio onde, em 2006, se estreou com grande êxito.

O reconhecimento deste trabalho com o Prémio da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (2006) mostrou como esta é não só uma homenagem a Beckett, uma das grandes referências literárias do século XX, mas também um texto onde é obrigatório sentir o espectáculo.


A depuração das palavras aliada à presença em palco de João Lagarto, cujo trabalho de voz e de corpo revelam uma brilhante interpretação, fazem de “Começar a Acabar” um desafio, uma partilha com cada espectador.
Uma caixa negra e três lâmpadas, que mal iluminam um cenário também desprovido de objectos, são o suficiente para, subitamente, o palco se encher com a presença do protagonista, um mendigo que joga com pedras nos bolsos, que faz rir a plateia e que a faz congelar quando diz: “Em breve estarei morto”.

De repente, o espaço parece pequeno, abafado por tantas memórias que se vão soltando pelo ar, pelo passado que ora teima em ir ou voltar, pelas palavras pesadas de ironia e, sobretudo, pelo silêncio.

O silêncio que nos faz reflectir, ao mesmo tempo que aquele homem, com quem estamos a sós, contraria as ilusões.
Demora-se a partir, que é como quem diz, a morrer. Mas neste monólogo, inédito em Portugal, a habilidade de Beckett é bem visível.

O humor não abandona o texto, mesmo quando se abre o livro da vida e nele se encontram actos sem sentido, obsessões, isolamentos, caminhos subterrâneos que escondem aquilo que não pode ser escondido: a iminência do fim.
JOÃO LAGARTO

direcção, tradução, interpretação


Estudou Actuação, no Conservatório de Lisboa (1972/74) e na Fundação Gulbenkian com o professor Adolfo Gutkin (1980/81), e é actor profissional desde 1974.


Trabalhou como actor, encenador e tradutor em mais de 60 peças de autores como Gil Vicente, Samuel Beckett, William Shakespeare, Georges Feydeau, Botho Strauss, Bertolt Brecht, Harold Pinter, David Mamet, Alfred Jarry, Brian Friel e António Patrício. É fundador de cinco grupos de teatro: Centro Cultural de Évora (1975), Maizum (1981), Alta Recreação (1984), Teatro da Malaposta (1988) e Os Crónicos (2004).


O primeiro filme em que participou é “Histórias Selvagens”, de António Campos (1978), tendo, desde então, trabalhado com realizadores como Luís Rocha, Walter Salles Júnior, Ruy Guerra, João Mário Grilo, Joaquim Leitão, Toni Verdaguer, Laurence Ferreira Barbosa, Bertrand Tavernier, Luís Galvão Teles, José de Sá Caetano ou Manuel Mozos.

Na televisão, começou por participar nos filmes de Luís Felipe Costa e na série “Duarte e Companhia”, de Rogério Ceitil, vindo a integrar os elencos de algumas telenovelas (“A Banqueira do Povo”, “Os Lobos”, …) e de várias séries (“Cluedo”, “Ballets Rose”, “Os Polícias”, “A Febre do Ouro Negro”, “Os Távoras”…).

Apresentou o programa “Mesa à Portuguesa”, participou em diversas produções para as televisões francesa, inglesa e alemã, onde trabalhou, entre outros, com os realizadores Claude Guillemot, Franck Apprenderis, Michel Lang, Gero Erhardt, Marc Rivière, Robin Davis, Gerard Marx, Susan Belbin, Joel Santini ou Pierre Koralnik.

Foi responsável pela área de teatro no lançamento da Escola de Circo – Chapitô.

Foi professor de Actuação no IFICT (Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral), participou no arranque do Curso de Animadores Turísticos da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, como responsável pela cadeira de Artes e Espectáculos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Conferência "Desenvolvimentos Teatro Alemão Contemporâneo"


“DESENVOLVIMENTOS

DO TEATRO ALEMÃO

CONTEMPORÂNEO”


Por ocasião da estreia, na Politécnica, do espectáculo “A Noite Árabe”, do jovem dramaturgo alemão Roland Schimmelpfennig, o Teatro Nacional D. Maria II realiza, no Salão Nobre, amanhã às 18h00, uma conferência com o prestigiado cenógrafo e professor de teatro alemão Thomas Dreisigacker.


Subordinada ao tema “Desenvolvimentos do Teatro Alemão Contemporâneo”, a conferência terá tradução simultânea para português e é de entrada livre, mediante os lugares disponíveis na sala.


Sobre Thomas Dreisigacker



  • Nasceu em 1955, em Mainz. Estudou Cenografia na Berlin Hochschule der Künste, sob a orientação de Achim Freyer e trabalhou como assistente de criadores como Achim Freyer, Robert Wilson, Axel Manthey ou Johannes Grützke.



  • Colabora, desde 1983, com vários teatros: Schauspielhaus (Colónia); Staatstheater (Hanover); Kammerspiele (Munique); Schauspiel (Frankfurt); Schauspielhaus (Hamburgo). Nos últimos anos, tem trabalhado regularmente no Burgtheater, em Viena.

  • É professor convidado de várias universidades, incluindo a Hochschule der Künste, de Berlim, e o Instituto de Estudos Aplicados de Teatro, em Giesen.



  • É responsável pela criação, na Universidade de Artes de Zurique, de um bacharelato em Cenografia.

  • Dreisigacker tem trabalhado repetidamente com encenadores como Valentin Jeker e Karin Beier, directora da Schauspiel, de Colónia.


Vive, actualmente, em Colónia.




Salão Nobre do TNDM II
Dia 28 de Fevereiro 18h

Entrada livre

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

" A Guerra " de Goldoni estreia hoje no D.Maria II

Estreia hoje no Teatro Nacional de D.Maria II
a peça de Goldoni " A GUERRA "

Para assinalar o encerramentodas comemorações dos 300 anos de Carlo Goldoni, o encenador José Peixoto leva hoje à cena no Teatro Nacional de D.Maria II " A GUERRA " que para muitos é uma das melhores de Goldoni e que constitui um marco na obra do dramaturgo.

A Guerra é aqui a protagonista de uma peça que pretende desvendar os bastidores dos conflitos bélicos, palco de interesses e injustiças.Representada pela primeira vez no Teatro de San Luca, no Carnaval de 1760, esta peça do século XVIII é de uma actualidade evidente.
Um exército invade uma região. As forças atacadas recolhem a uma fortaleza. Mas a sorte determina que a filha do Comandante seja feita prisioneira. E fica nas instalações do Comissário abastecedor dos exércitos atacantes.Florida ,de seu nome ,apaixona-se por um militar da facção contrária. E vive a inquietação de perder o Pai ou o namorado.
Pode ser uma história de amor mas sobressaiem aqui o patriotismo , a honra, a coragem que tentam vencer a violência, o oportunismo e o enriquecimento que os conflitos armados permitem aos menos escrupulosos.
" A GUERRA" é uma reflexão actual sobre a forma como os seres humanos arquitectam os seus conflitos.

Ficha Artística

Encenação e Dramaturgia José Peixoto
Cenário João Rodrigues
Com : Álvaro Corte Real, Carla Carreiro mendes, Elsa Valentim, Guilherme de Noronha, Jorge Baião, Jorge Silva, José Russo, Juana Pereira Silva, Luis Barros, Maria Marrafa, Mário Barradas,Patrícia André, Ricardo Alves, Rui Nuno, Simon Frankel, Tiago Mateus e Victor Zambujo.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Óscar e a Senhora Cor-de Rosa no Teatro Nacional de D.Maria II




Óscar e a Senhora Cor-de Rosa


Estreia amanhã, no teatro Nacional de D.Maria II, esta peça de Eric-Emmanuel Schmitt, que tem como intérprete Lídia Franco.


Óscar é uma criança de dez anos internada com leucemia. Uma doença por demais conhecida e que nem sempre a ciência consegue combater. A vida tem como sombra a morte mas maior dor para Óscar é a solidão do hospital.


Assim o seu encontro com a "Senhora Cor-de Rosa" faz renascer o desejo de viver e traz-lhe a serenidade e o amor que irão enriquecer e preencher os seus últimos dias.


E esta é a dádiva de Óscar.Admiramo-lo pela sua simplicidade, pela sua coragem, pela forma como se recusa a sucumbir à dor e à solidão.


Para Lídia Franco este é o papel que acontece uma vez na vida de um actor. Trata-se de um texto maravilhoso, segundo disse ao Hardmusica.com, e com uma encenação excelente.


E acrescenta: o protagonista é o Óscar, mas vai-se dando uma simbiose entre ele e a Vóvó Rosa

Graças ao Óscar ela vai descobrir a alegria e o amor que andavam arredados da sua vida, desde há muito.


Lídia Franco é Óscar, a senhora Cor-de Rosa, e todos os outros habitantes do hospital. Uma interpretação soberba, que nos transporta ao mundo de Óscar e com ele viver a sua felicidade, a sua solidão, o seu amor e a sua morte.


Um espectáculo que aconselhamos e que merece a vossa presença no Teatro Nacional de D.Maria II.









sábado, 30 de junho de 2007

R2 no Teatro Nacional de D.Maria II

R2
exercício a partir de Ricardo II
de William Shakespeare

SALA EXPERIMENTAL
JUL 04 – JUL 08
4ª a DOM. 19H00


"O teatro é uma prática política."
Nuno Cardoso, a propósito de R2*

O Teatro Nacional D. Maria II apresenta, entre 4 e 8 de Julho, R2 um exercício a partir de Ricardo II de William Shakespeare.
Paralelamente à encenação do espectáculo Ricardo II, Nuno Cardoso desenvolveu um trabalho com jovens de bairros carenciados do Casal dos Machados, Zambujal e Cova da Moura, alguns dos quais trabalham regularmente com o Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa.
Em R2 O público é convidado a assistir ao resultado deste trabalho, em que os jovens recriam, à sua maneira, a história da queda de um mau governante.

R2 é uma fábula sobre o Poder e a Identidade: o mundo de reis e da corte de Ricardo II é transformado numa junta de freguesia, onde um presidente que governa mal é deposto, sem eleições, pelo seu primo.

Sobre o Teatro do Oprimido

O Teatro do Oprimido tem como objectivo transformar o espectador (ser passivo) em espect-actor (sujeito activo criador), foi concebido e desenvolvido pelo dramaturgo e encenador brasileiro Augusto Boal.
Em Lisboa, o Grupo de Teatro do Oprimido trabalha na Amadora e desenvolve trabalho teatral com população afro-portuguesa, abordando temas como a prevenção da sida, a gravidez precoce, a discriminação ou a violência doméstica.
Contacto: gtolisboa@sapo.pt

Sinopse R2

Riqui é presidente de uma Junta de Freguesia e é avisado pelo Tio João que o seu primo Bernas e o seu assistente pessoal Mauro estão em disputa e esperam Riqui para que este os oiça e aja como juiz.
Riqui recebe-os e Bernas explica que Mauro engravidou a sua namorada e rouba dinheiro à Junta, acusações estas que Mauro nega.
Riqui tenta obrigá-los a fazer as pazes mas, não consegue e é marcado um combate no ginásio. Mais tarde será revelado que foi Riqui quem engravidou a namorada de Bernas.
Incapaz de julgar a disputa, Riqui interrompe o combate e, em nome da boa convivência, manda Bernas afastar-se por seis anos e Mauro, para sempre, da freguesia.
Resolvido o problema, Riqui resolve ir de férias prolongadas para o Brasil.
O tio João, pai de Bernas, morre e Riqui usa o dinheiro do tio morto para fazer a viagem, deixando para trás a sua mulher e delegando a manutenção da freguesia à sua tia Joaquina.
Esta reacção revolta os populares que acusam Riqui de estar a roubar dinheiro à Junta para fins pessoais e, sobretudo, os maridos traídos por Riqui e pelas suas esposas.
Sabendo disto, Bernas regressa passados poucos meses, sob a desculpa de querer a sua herança e apodera-se da Junta, despedindo a antiga administração de Riqui, excepto a tia Joaquina, que o apoia.
Quando Riqui volta das férias, rapidamente percebe que perdeu a Junta e é forçado a passá-la a Bernas.
Bernas toma a presidência da Junta e manda Riqui para uma prisão, onde será assassinado.