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terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Spectrum" um projecto em música electrónica actua em Braga


SPECTRUM


“Spectrum”, nome de destaque na música electrónica dos últimos 20 anos, apresenta-se, em estreia nacional, no pequeno auditório do Theatro Circo a 27 de Novembro (21h30).
Fundador dos “Spacemen 3” e elemento dos “Experimental Audio Research”, Pete “Sonic Boom” Kember, considerado um dos mais fiéis representantes da electrónica analógica, traz a Braga o seu último trabalho discográfico, do qual fazem parte temas como “California Lullaby”, “How You Satisfy Me”, “The Lonesome Death of Johny A” ou “Owsley”.

Influência notória e admitida por alguns dos nomes de maior destaque neste campo estilístico, Pete Kember, mais conhecido como guitarrista dos lendários “Spacemen 3”, surgiu em 1992 com o projecto “Spectrum”, nome que apareceu pela primeira vez no título do álbum de estreia de “Sonic Boom”.

Aproveitando a oportunidade de explorar novas texturas e construções sonoras com a participação no Experimental Audio Research, Kember criou um estilo que se transformou na sua imagem de marca e que, após o lançamento de vários singles, se consolidou em “Soul Kiss” (1992), um tranquilo álbum de retro-pop.

Inicialmente constituído por Pete Kember, Richard Formby e Mike Stout, o projecto “Spectrum” – actualmente com o guitarrista Scott Riley, o programador Alf Hardy e o baixista Pete Bassman, que se juntaram a “Sonic Boom” – foi ainda responsável pelo lançamento dos trabalhos “Highs Lows and Heavenly Blows (1994), “A Pox On You” (1996), “Forever Alien” (1997), “Interface/ Come Out to Play” (2000), “Part One” (2007) e “Indian Giver” (2008).

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Pedro Tochas volta ao Theatro Circo de Braga


«JÁ TENHO IDADE PARA TER JUÍZO»


O palco do Theatro Circo recebe a 15 de Novembro (22h00) o espectáculo “Já tenho idade para ter juízo”, de Pedro Tochas.

Qual a idade para ter juízo, o que é ter juízo ou se é bom ter juízo, são algumas das questões que servem de ponto de partida para este trabalho de Tochas, que mistura o papel de contador de histórias e a “stand-up comedy”.

Destinado a um público com idade superior a 16 anos e, principalmente, «a todos os que gostam de rir com as pequenas coisas da vida», o mais recente projecto de Pedro Tochas, vencedor do festival “Landshuts 2. Internationales StadtSpektakel” (Alemanha), recorre às pequenas narrativas, divagações, alucinações e interacções com o público para proporcionar um ambiente semelhante «a uma conversa entre amigos».

Estudante de Engenharia Química, foi pela época do Natal de 1991 que Pedro Tochas decidiu pela primeira vez testar os seus dotes manuais e imaginativos e dedicar-se ao malabarismo.

Artista de rua afirmado, não tardou muito até que Pedro Tochas tenha sentido necessidade de fazer formações na área e partiu para os Estados Unidos, onde estudou malabarismo e comédia física no Celebration Barn Theater.

Após os estudos de teatro físico na Circomedia-Academy of Circus Arts and Physical Theatre (Inglaterra), Pedro Tochas regressa a Portugal para a apresentação de espectáculos a solo de norte a sul do país e para as primeiras incursões no estilo que desenvolveu em Inglaterra – a “stand-up comedy”.

Popularizado pelas campanhas publicitárias que protagonizou para a marca “Frize”, Pedro Tochas foi responsável, ainda em contexto académico, pelo desenvolvimento de vários espectáculos, inclusive pelo galardoado “Tochas – O Palhaço Escultor”.

Orientador de “workshops” em eventos por toda a Europa, fundador do Clube de Malabarismo de Coimbra e autor de inúmeras performances, o comediante, que se destacou ainda em vários programas de “stand-up comedy” de vários canais televisivos nacionais, permaneceu em digressão, nacional e internacional, ao longo de vários anos com o espectáculo “O Palhaço Escultor” que lhe garantiu o primeiro lugar no Adelaide International Buskers Festival.

Para além da Austrália, “O Palhaço Escultor” teve honras de apresentação nas ruas do Canadá, Escócia, Irlanda, Noruega, Estados Unidos, Nova Zelândia, Singapura e Áustria.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Festival do Burlesco no Theatro Circo de Braga


BURLA 2008

FESTIVAL DO BURLESCO

A trupe “Circus Contraption” e as sensuais “The Atomic Bombshells” são as protagonistas da segunda edição do “Burla - Festival do Burlesco” que o Theatro Circo promove em Novembro.

Após o sucesso alcançado com o “Burla 2007”, o “Festival do Burlesco” regressa à sala principal a 8 de Novembro (21h30) com a apresentação do espectáculo “The Show to End All Shows” (“Espectáculo Para Acabar com Todos os Espectáculos”), pela “Circus Contraption”, companhia circense que aos mais tradicionais números de circo alia os estilos “vaudeville” e “dark cabaret”.

Em palco, a acção desenvolve-se em torno de uma família circense que, com todo o seu glamour, brilho e excentricidade típicos das décadas de 70 e 80, tenta ignorar a eminente decadência e destruição que começa a ameaçar o espectáculo, à medida que tudo começa a correr mal sob a tenda de lona.

Neste contexto, enriquecido pela música ao vivo da “Circus Contraption Band” e pelos esforços do entusiasta apresentador, a trupe natural de Seattle recria as mais tradicionais performances circenses – focas amestradas e suas bolas saltitantes, sereias voadoras, cães cor-de-rosa, entre outras – numa perspectiva que colocou este colectivo, ao longo de dez anos, na linha da frente do circo moderno.

Da “Circus Contraption”, resultado de uma surreal colisão entre circo, variedades, artes visuais, criação de máscaras, cabaret, música ao vivo, dança e inspiração vaudevilliana, fazem parte, entre outros, personagens tão exuberantes como Dexter Mantooth (baixista e artesão de peles), Acrophelia (acrobata), Pinky d’Ambrosia (vocalista, trompetista, bailarina e diva de ópera), Armitage Shanks (co-fundador, malabarista de fogo, vocalista, apresentador), Ernesto Cellini (equilibrista), Chamaleo (multi-instrumentista), Nova Jo Yaco (malabarista, bailarina, equilibrista), Darty Kangoo (acrobata) ou Pavel Merzo (palhaço).

Após a estreia em 1998, no Seattle Fringe Theatre Festival, a trupe, que é também responsável pelo lançamento de quatro trabalhos discográficos – “Our Latest Dialogue” (2001), “Gallimaufry” (2002), “Grand American Traveling Dime Museum” (2005) e “The Half-Wit’s Descent (2008) –, rapidamente estendeu as suas apresentações a salas de espectáculos dos Estados Unidos da América, enchendo plateias com as performances ““Bracing Curative”, “Eat Circus”, “The Beer, Bread & Cheese Cabaret”, “A Raree Show” e “Gallimaufry: Na Evening of Jiggery-Pokery”.



“THE ATOMIC BOMBSHELLS”

CELEBRAM EXUBERÂNCIA FEMININA

“Nightfall in New Orleans” é a recém estreada performance que as sensuais “The Atomic Bombshells” trazem ao Theatro Circo a 14 de Novembro (21h30).

Oriundas dos quentes pântanos de Nova Orleães, cidade que homenageiam com “Nightfall in New Orleans”, as exuberantes bailarinas, que se distinguem no mundo do burlesco pela exibição descomplexada das formas femininas com estilo e bom humor, colocam em cena aquele que afirmam já como «o mais extravagante e intoxicante espectáculo das Bombshells”».

Acompanhadas, na circunstância, pelo mestre-de-cerimónias Jasper McCann, as ousadas Kitten La Rue, Fanny N’Flames, Lily Vanderloo, Miss Índigo Blue, Honey D. Luxe e Ivy St. Spectre trazem ao palco do Theatro Circo números como “Funeral Jazz”, “A Rainha do Mardi Gras” (carnaval típico de Nova Orleães) e uma inédita homenagem às lendas do burlesco de Bourbon Street, designadamente Blaze Starr, Wild Cherry e Evangeline, The Oyster Girl.

Com as participações especiais da cantora Coco Bellissimo e de Waxie Moon, as “Bombshells” recorrem ainda, neste espectáculo, a uma banda sonora ritmada, imparável e jazzística para demonstrar «o que significa sentir saudades de Nova Orleães».

Presença assídua em publicações como “GQ”, “Bust”, “Tease” ou “MTV.com”, as “The Atomic Bombshells” estrearam-se no “The Showbox”, em Seattle, ao lado da super estrela do burlesco Dita Von Teese, acontecimento que deu origem a um percurso ascendente com plateias esgotadas nas mais conceituadas salas de espectáculo e a participação em eventos como Tease-O-Rama, Festival de Burlesco de Nova Iorque e “Miss Exotic World”.

Em Seattle, “The Atomic Bombshells” foram a primeira trupe a levar o burlesco ao histórico Triple Door Theater bem como à mais antiga casa de espectáculos de estilo “vaudeville”, Columbia City Theater.

Recentemente, as “Bombshells” atravessaram o oceano com o seu “gospel de porpurinas” e actuaram para salas lotadas em Amesterdão, Berlim e Xangai.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Teatro Grego encerra MIMARTE 2008




“As Bacantes” e “As Vespas” CLÁSSICOS ENCERRAM “MIMARTE 2008”
5 e 6 Julho > 21h45 > Museu D. Diogo de Sousa

“As Bacantes”, de Eurípides, e “As Vespas”, de Aristófanes, são os dois dignos representantes clássicos que sábado e domingo (5 e 6, 21h45) se apresentam no átrio do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, assim transformado em cenário das duas últimas sessões do “Mimarte 2008 – Festival de Teatro de Braga”.



Representada pelo Grupo Acutema, de Málaga (Espanha), “As Bacantes” aborda o culto dionisíaco e a introdução dos respectivos ritos na Grécia Antiga.

Última tragédia de Eurípides ainda em estado de conservação, narra a chegada de Dionísio a Tebas, cidade onde pretende introduzir o seu culto e onde encontra a oposição do rei Penteu, defensor das tradições antigas.

Deixando-se prender pelo seu opositor, Dionísio escapa de forma prodigiosa e, disfarçado de mulher, atrai o rei para uma intriga que culmina na sua decapitação.

Com encenação e adaptação de Andreu, esta interpretação de “As Bacantes”, que compõem a programação do nono dia do Festival de Teatro de Braga, resultou de um projecto conjunto da Escola Superior de Arte Dramática de Málaga e da Associação Cultural de Teatro Grego e Romano daquela cidade andaluza.

Pano de cena do “Mimarte” desce sobre “As Vespas”

Palco da última apresentação do “Mimarte 2008”, o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa recebe então no domingo (6, 21h45) a interpretação de “As Vespas”, pelo “Grupo Thíasos”, do Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Da autoria de Aristófanes, “As Vespas”, na circunstância encenada por Carlos Jesus, foi apresentada pela primeira vez em 422 a.C., em plena guerra de Peloponeso, por um reconhecido comediógrafo do contexto cultural ateniense e é habitualmente interpretada como uma reacção estilística à não atribuição de mérito à sua comédia anterior, intitulada “As Nuvens”.

Procurando satirizar em palco o mau funcionamento das instituições democráticas, designadamente dos tribunais atenienses, Aristófanes recria em cena um tribunal doméstico onde o arguido e acusado são representados por dois cães – analogias aos dois poderes políticos de destaque na época – e onde, com o decorrer da acção, se vai tornando mais evidente a corrupção que domina as instituições jurídicas do tempo.

Resultado directo de várias experiências de representação desenvolvidas no seio do Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi em 1998 que a Associação Cultural Thíasos se institucionalizou como grupo.

Com uma vasta experiência na representação de tragédias clássicas, foi com “Os Heraclidas”, de Eurípides, que o “Grupo Thíasos” se estreou, em 2001, no Mimarte.

Em 2003 apresentou também no Museu D. Diogo de Sousa a obra “Anfitrião”, de Plauto, e em 2004, no mesmo local, representou “As Traquínias”, de Sófocles, para no ano seguinte mostrar mais uma interpretação da célebre comédia de Aristófanes “As Mulheres no Parlamento”.

As suas mais recentes participações no “Mimarte” concretizaram-se em 2006, com “As Suplicantes”, e em 2007, com “Hécuba”, tragédias anti-bélicas do mais humanista de todos os tragediógrafos gregos, Eurípides.

sábado, 21 de junho de 2008

Festival de Solidariedade em Braga


GRANDE FESTIVAL DE SOLIDARIDEDE EM BRAGA
COM ANDRÉ SARDET E BLIND ZERO
SORTEIO DE UMA VIAGEM AO BRASIL


O sorteio de uma viagem ao Brasil para duas pessoas culmina o Festival de Música que terá lugar no dia 21 de Junho, no Estádio AXA, em Braga, no qual André Sardet, Blind Zero, Adelaide Ferreira e Patrícia Candoso, entre outros, actuarão com o objectivo de ajudar a angariar fundos para crianças vítimas de doenças crónicas.

O “bilhete” de entrada é uma t-shirt alusiva ao evento, com preço simbólico.
Porto de Galinhas é o destino desta viagem que permitirá aos dois sorteados cruzar o Atlântico e desfrutar de sete noites num dos destinos de eleição do nordeste brasileiro.

Apresentado por Fernanda Freitas, o Festival de Solidariedade visa a angariação de fundos para equipar mais uma Unidade Móvel de Apoio ao Domicílio (UMAD II) para a Fundação do Gil, uma iniciativa que conta com a organização e o apoio da Fundação AXA Corações em Acção.
Ao longo de mais de quatro horas de espectáculo, que terá início às 14h30, alguns dos mais representativos artistas de diferentes géneros musicais da actualidade encherão de música e animação o Estádio AXA, que acolherá esta acção de solidariedade.
Do cartaz fazem ainda parte os Pequenos Violinos – Paganinus, as bandas Gentlemen Strip Club, Steel Velvet e a Azeituna, a tuna da Universidade do Minho, cujas actuações constituirão uma excelente oportunidade de contribuir para uma iniciativa de solidariedade e, em simultâneo, um espectáculo dirigido a diversos públicos.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Edson Cordeiro actua em várias cidades do país


EDSON CORDEIRO, O CONTRATENOR,
ACTUA DE NORTE A SUL DO PAÍS

sábado, 29 de março de 2008

Festival das Companhias leva Moliére a Braga

“Ynari” é a peça teatral, especialmente concebida para o público infantil, que o Teatro das Beiras apresenta hoje pelas 15h00 no Theatro Circo, em contexto da segunda edição do Festival das Companhias.
Com encenação de Isabel Bilou e interpretação de António Saraiva e Teresa Baguinho, “Ynari” consubstancia-se numa adaptação de um conto do escritor angolano Ondjaki que tem no centro da acção a personagem Ynari, «uma menina que tem o enorme desejo de conhecer o pequeno mundo que a rodeia: a floresta, o rio, as aldeias vizinhas…».
Contudo, a pequena Ynari desconhece os poderes mágicos que possui em cada uma das suas cinco tranças, mas, um dia, perto do rio da aldeia, conhece um homenzinho muito pequeno que lhe revela a existência da guerra e, ajudada pela magia que possui, vai provar que as crianças podem participar na mudança das mentalidades que sustentam as guerras.
Ouvindo os conselhos dos mais velhos e dando largas à sua imaginação, Ynari descobre que é possível criar ou destruir palavras que dêem outros sentidos à vida. Assim, redescobre que a palavra “amizade”, tão antiga como o mundo, pode ter um renovado sentido quando carregada de uma nova magia.
A encerrar o conjunto de debates que preencheram a programação deste II Festival das Companhias, “A gestão dos equipamentos” é a temática que, ainda hoje (às 15h00), é colocada no Salão Nobre.

Também pelo Teatro das Beiras, às 21h30, é a vez de o clássico “Moliére”, de Goldoni, subir ao palco da Sala Principal.

Apresentando diversos detalhes da vida de Moliére, esta comédia biográfica, na qual Goldoni mistura temas do “Tartufo” com os amores de Moliére e Bejart, é uma homenagem a um dos seus mestres declarados e, em simultâneo, um ataque a hipócritas e maldizentes, com os quais tanto sofria o próprio Goldoni.
Interpretada, na circunstância, por António Saraiva, Paulo Miranda, Fernando Landeira e Teresa Baguinho, entre outros, esta obra manifesta a profunda admiração de Goldoni pelo autor francês, trazendo à cena as suas virtudes e desencantos e revelando o seu olhar arguto sobre o mundo em mudança, que é também o reino do engano, onde «todos são comediantes, já que o mundo é uma comédia».

Fundado em 1974 com o objectivo de produzir espectáculos teatrais com regularidade, o Teatro das Beiras já produziu, desde o início do seu percurso, mais de sessenta espectáculos de autores tão reconhecidos como Gil Vicente, Goldoni, Brecht, Aristófanes, Moliére ou Pirandelo, com os quais realizou mais de duas mil representações em festivais de teatro por todo o país.




domingo, 23 de março de 2008

II Festival das Companhias

Um conjunto de 11 trabalhos dramáticos desenvolvidos entre 25 e 30 de Março, quatro debates sobre várias dimensões da criação teatral e uma exposição intitulada “O que é o teatro?” são as acções em que se consubstancia o II Festival das Companhias.

Organizado pela Companhia de Teatro de Braga, em parceria com o Theatro Circo e com o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga, o II Festival das Companhias Descentralizadas dá continuidade a um projecto surgido em 2006, no contexto de “Faro - Capital Nacional da Cultura”, e tem por objectivo principal a apresentação do trabalho artístico teatral produzido fora dos grandes centros urbanos e o incentivo à reflexão e debate sobre questões como as condições de criação e circulação, formação de públicos, financiamento ou projectos de internacionalização.

terça-feira, 18 de março de 2008

Jack Rose no Theatro Circo

Jack Rose, guitarrista de referência no contexto artístico internacional, apresenta-se a 20 de Março (22h00) no Theatro Circo para um concerto cuja primeira parte é protagonizada pelo também guitarrista norte-americano Hush Arbors.

Reconhecido como «um virtuoso das seis e doze cordas de aço e como um dos poucos que prossegue para novos territórios a partir do legado deixado ao instrumento pela escola de Takoma, de John Fahey, por Robbie Basho, Sandy Bull, Peter Wright ou Charley Patton» , Jack Rose regressa a Portugal, após uma ausência de três anos, para apenas dois concertos para apresentação dos temas entretanto editados em “Kensington Blues” e no recente álbum homónimo.

Partindo do inconfundível vocabulário dos “delta blues”, da raga indiana e de uma mescla de vários dialectos da guitarra, Rose afirmou-se como um dos raros criadores que se distingue pela capacidade de inovar a partir de músicas tradicionais telúricas, em direcção a resultados, formas e composições contemporâneas.

Desta forma, num estilo que se divide entre o “indie”, “blues” e “folk”, Rose traz a Braga alguns dos temas que reflectem as intensas viagens que antecederam a gravação do aclamado “Kensington Blues”, como “Calais To Dover”, “Cross the North Fork” ou Flirtin With the Undertaker”, entre muitos outros, que interpreta com um dedilhar caracterizado pela confiança, clareza e profundidade.

Natural do Estado da Virgínia (Estados Unidos da América), Jack Rose iniciou-se no contexto musical em meados dos anos 90, quando, ao lado de Patrick Best e Mike Gangloff, lança os “Pelt”, projecto que, ao fim de dez anos e doze álbuns editados, passa de uma banda de estilo electrónico influenciado por nomes como “Sonic Youth”, “Dead C” e pelo estilo minimalista de “Theater of Eternal Music”, para uma forma onde predominam claramente as sonoridades acústicas.

Nesta produção, o lado acústico e “folk” da sua música é envolvido por experiências invulgares e assumidamente místicas que surgem de instrumentos tradicionais como a guitarra acústica modal, violoncelo, a que são acrescentados sons amplificados.

A solo, Jack Rose, responsável pelo lançamento de trabalhos como “Red Horse, White Mule”, “Opium Musick” ou “Raag Manifestos”, partilha a galeria com nomes como Steffen Basho-Jungahns, Bem Chasny, Sir Richard Bishop e Matt Valentine, destacando-se como exemplo da possibilidade de preservar as referências tradicionais ao mesmo tempo que desenvolve um trabalho exploratório de experimentação marcado por novas linguagens do instrumento.

quinta-feira, 13 de março de 2008

John Taylor no Bragajazz 2008

JOHN TAYLOR
EM TRIO
no
“BRAGAJAZZ 2008”



Reconhecido como um dos maiores pianistas europeus, o britânico John Taylor apresenta, em formato trio, no palco do "BragaJazz 2008”, a 14 de Março (22h00), os argumentos que lhe garantiram uma carreira e reputação musicais irrepreensíveis.

Impulsionador de projectos como o trio “Azimuth” ou a aclamada formação com Marc Johnson e Joey Baron, John Taylor distingue-se ainda nas habituais participações nos ensembles de Kenny Wheller, no quarteto de John Surman e no trio de Peter Erskine.

Com Palle Danielsson no contrabaixo e Martin France na bateria, John Taylor traz ao Theatro Circo o trabalho “Angel of the Presence”, álbum lançado em 2006 que recebeu a aclamação generalizada da crítica internacional.

Tendo concentrado a atenção das audiências pela primeira vez em 1969 ao juntar-se aos saxofonistas Alan Skidmore e John Surman, John Taylor deu início a um percurso enquanto músico e compositor marcado pela liderança de formações como “Morning Glory” ou “Azimuth Trio”, que formou com a companheira Norma Winstone e Kenny Wheeler e com o qual lançou vários trabalhos discográficos e se apresentou em digressão na Europa, Estados Unidos e Canadá.

Em 2002, no âmbito da celebração do seu sexagésimo aniversário, John Taylor desenvolveu o evento “Contemporary Music Network Tour”, durante o qual apresentou o trio formado com Joey Baron e Marc Johnson.

A digressão apresentou também a “Creative Jazz Orchestra” com a interpretação da composição “The Green Man Suite”, do próprio John Taylor, galardoada pelos “BBC Jazz Awards” na categoria de “Best New Work”.
A par dos próprios, John Taylor distinguiu-se pelas colaborações em inúmeros projectos com vários músicos, cantores e compositores, designadamente com o quarteto de Miroslav Vitous, o duo com Cleo Laine, Tony Coe ou Steve Arguelles, o quinteto de Ronnie Scott e com os grupos liderados por Jan Garbarek, Enrico Rava, Gil Evans, Lee Konitz e Charlie Mariano.

Paralelamente à intensa carreira de músico e compositor, John Taylor é ainda professor de Jazz Piano no “Cologne College of Music” desde 1993 e docente de jazz na “York University” desde 2005.

Mais informação:


http://www.johntaylorjazz.com,/
Theatro Circo - Município de Braga
avenida da liberdade, 697 – 4710.251 braga

+351 253 203 800
theatrocirco@theatrocirco.com -


terça-feira, 4 de março de 2008

BRAGAJAZZ 2008 - FESTIVAL DE JAZZ DE BRAGA

O “BragaJazz 2008 - Festival de Jazz de Braga” ao palco do Theatro Circo para, entre 6 e 15 de Março, apresentar cinco nomes de referência no contexto jazzístico nacional e internacional.

Com uma trajectória musical ascendente, que se distingue pelas colaborações com músicos de renome internacional, é à Orquestra de Jazz de Matosinhos, ao lado de Chris Cheek, um dos mais talentosos saxofonistas norte-americanos, que é atribuída, a 6 de Março (22h00), a missão de abrir as portas desta nona edição do certame.

Reconhecida como uma das formações mais dinâmicas do “jazz” português, a Orquestra Jazz de Matosinhos conquistou em 2007 o privilégio de ser a primeira formação nacional a actuar no célebre “Carnegie Hall”, em Nova Iorque, com Lee Konitz. Desenvolvido nos mesmos moldes que caracterizaram a sua estreia no Theatro Circo em 2007, o “BragaJazz 2008” prossegue no dia 7 (22h00), com a apresentação do projecto “BassDrumBone”.

Detentor de um som único, que resulta de uma instrumentação pouco vulgar, o trio “BassDrumBone” caracteriza-se pelo instinto que lhes permite condimentar a composição e a improvisação no ponto perfeito. Constituído pelo galardoado trombonista Ray Anderson, pelo contrabaixista Mark Helias e pelo famoso percussionista Gerry Hemingway, o trio, que completou em 2007 trinta anos de carreira, traz ao “BragaJazz 2008” o álbum “The Line Up”, consideravelmente aclamado pela crítica europeia e norte-americana.

Integrado no quinteto “Circle Wide”, o aclamado baterista George Schuller sobe ao palco do Theatro Circo no terceiro dia do festival (8 de Março, 22h00) para apresentar o último trabalho discográfico da formação. Inspirado nas sonoridades do grupo americano dos anos 70 que tinha como líder o pianista Keith Jarrett, o quinteto, que inclui ainda as performances de Donny McCaslin, Brad Shepik, Tom Beckham e Dave Ambrósio, propõe a interpretação, com uma abordagem renovada e original, de temas como “Survivors Suite”, Rotation”, “Common Mama” ou “De Drums”. Filho do controverso músico Gunther Schuller, George Schuller tem vindo a afirmar-se na cena “jazz” nova iorquina, designadamente pelas colaborações com nomes como Joe Lovano, Lee Konitz ou Dave Douglas.

Aclamado como um dos maiores pianistas europeus, o britânico John Taylor apresenta, em formato trio, no concerto que marca, a 14 de Março (22h00), o início de mais um fim-de-semana de “BragaJazz”, os argumentos que lhe garantiram uma carreira e reputação musicais irrepreensíveis. Impulsionador de projectos como o trio “Azimuth” ou aclamada formação com Marc Johnson e Joey Baron, John Taylor distingue-se ainda nas habituais participações nos “ensembles” de Kenny Wheller, no quarteto de John Surman e no trio de Peter Erskine. Em 2006, a crítica internacional rende-se ao trabalho “Angel of the Presence”, editado pela etiqueta italiana “CAM Jazz”.

Singularizado pelas sonoridades intensas e pela invulgar cumplicidade entre os elementos, é ao “Índigo Trio”, incontornável referência no universo “jazz” contemporâneo, que são atribuídas as honras de encerrar, dia 15 (22h00), a nona edição do Festival de Jazz de Braga. Constituído por três dos músicos mais requisitados de Chicago, designadamente pela premiada flautista Nicole Mitchell, pelo contrabaixista Harrison Bankhead e pelo aclamado percussionista Hamid Drake, “Índigo Trio” encerra o “BragaJazz 2008” com um estilo musical que se caracteriza por uma delicada fusão entre liberdade e tradição e que resulta num trabalho próximo de uma síntese do sentido dos “blues” do saxofonista Rahsaan Roland Kirk, da modernidade dos flautistas e saxofonistas Eric Dolphy e Yusel Lateef.

6 a 15 Março / 22h00 / Sala Principal

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Mayra Andrade no Theatro Circo

Música cabo-verdiana com um estilo muito próprio é a proposta que Mayra Andrade traz, a 1 de Março (22h00), ao palco da Sala Principal do Theatro Circo.

Assumidamente apaixonada pela liberdade dos palcos em detrimento da clausura dos estúdios, Mayra Andrade não aprecia o rótulo de «próxima Cesária Évora», diva da música cabo-verdiana a quem é frequentemente associada. «Ela faz música cabo-verdiana e eu também, embora de formas muito diferentes», afirma a jovem cantora, que aos tradicionais ritmos da morna, coladeiras, funaná e do batuque acrescenta influências do “jazz” e da música brasileira, criando um estilo próprio e inconfundível.

Dona de uma voz grave, sensual e escrupulosamente afinada, Mayra, que lançou em 2006 o seu já galardoado álbum de estreia, “Navega”, propõe para Braga uma noite de ritmos quentes com a interpretação de temas como “Lua”, “Nha Nobreza”, “Tunuka”, “Comme s’il en pleuvet” ou “Lapidu na bo”, entre muitos outros. Recentemente nomeada pelos “BBC Radio 3 Awards” para o “Prémio Música do Mundo” na categoria de “Artista Revelação do Ano”, Mayra conquistou já o reconhecimento com o “Preis der Deutschen Schallplattenkritik”, prémio atribuído por um júri de 114 jornalistas especializados em música ao projecto “Navega”, neste contexto distinguido como “Melhor Álbum Revelação de 2006”.

Natural de Cuba, onde nasceu há 21 anos, Mayra Andrade, que vive em Paris desde 2003, cresceu em constante mudança de país e mesmo de continente, passando por Cabo Verde, Senegal, Angola e Alemanha. Com uma postura inquestionavelmente cosmopolita, a cantora , que com apenas 16 anos conquistou a medalha de ouro nos Jogos da Francofonia (Canadá) com um tema interpretado em crioulo cabo-verdiano, começou a afirmar-se pela presença notável nos palcos de vários países, inclusive no Brasil, onde, ao lado de Lenine e Chico Buarque, interpretou um “single” a favor da luta contra a Sida ou em França onde Aznavour a convidou para um dueto. Para além dos concertos em Portugal, Mayra Andrade tem já espectáculos agendados para salas tão prestigiadas como o “Barbican” de Londres (Inglaterra), Ópera de Nuremberga (Alemanha), Edwz-untterwerk Selnau, na Suíça, ou De Roma, na Bélgica.

Os ingressos, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

“O Escaravelho Contador”

“O Escaravelho Contador” é o trabalho dramático para o público infantil que a Companhia de Teatro de Braga apresenta no Theatro Circo dia 17 às 16h00 e dias 18, 19 e 20 às 11h00 e 15h00.

Encenado por José Caldas, “O Escaravelho Contador” surge a partir da obra “História que me contaste tu”, do jornalista e escritor português Manuel António Pina, que se consubstancia num conjunto de contos extraídos do mundo da fantasia que, entre si, têm o escaravelho a desempenhar o papel de elo de ligação. Habilmente convertido de insecto repugnante em anfitrião cómico e simpático, o escaravelho passa, nesta reescrita cénica de José Caldas, por um processo de multiplicação que coloca em palco cinco escaravelhos que interagem entre si e com os outros personagens da peça, expondo, desta forma as suas várias dimensões.

Em palco, Solange Sá, Teresa Chaves, Carlos Feio, Rogério Boane, Jaime Soares e Alexandre Sá dão vida às histórias que, «como uma caixa dentro de uma caixa, dentro de uma caixa» foram contadas ao escritor pelo escaravelho. Embora esteja classificada para uma faixa etária de maiores de 4 anos e resulte da adaptação de um livro de contos infantis, José Caldas, oriundo de uma realidade cultural em que os espectáculos de teatro não eram tipificados para um público específico (teatro de rua brasileiro), considera que “O Escaravelho Contador” não é apenas destinado a crianças.

Os ingressos, a 10 euros para o público em geral e a 5 euros para estudantes e pessoas com mais de 65 anos, podem ser adquiridos nas bilheteiras do Theatro Circo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

David Fonseca em Braga

“Dreams in Colour” é o terceiro álbum de originais que David Fonseca apresenta, a 16 de Fevereiro, às 22h00, na Sala Principal do Theatro Circo, num concerto cuja primeira parte é assegurada pela revelação Rita Redshoes.

Na sequência do sucesso alcançado com “Sing Me Something New” (2003) e “Our Heart Will Beat As One” (2005), “Dreams In Colour” surge em 2007 com sonoridades mais optimistas e luminosas que os seus antecessores, mas igualmente votadas aos primeiros lugares dos “tops”, como é o caso do “hit” “Superstars” ou de uma inesperada versão de “Rocket man”, de Elton John. Em plena digressão pelos palcos nacionais com concertos ao vivo que se caracterizam pela energia e intensidade, David Fonseca, que se afirmou como um dos mais bem sucedidos e carismáticos músicos portugueses até à data, traz ainda a Braga algumas das canções que contribuíram para o êxito dos trabalhos anteriores. Constituído por dez faixas, designadamente “4th Chance”, “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Silent Void” ou “This Raging Light”, entre outras, o seu mais recente trabalho assinala também o regresso de David Fonseca à realização de videoclips, com “Superstars” a estrear on-line com 35 mil vizualizações.

Com uma imagem inevitavelmente associada aos Silence 4, primeiro projecto musical que fundou a meados dos anos noventa e com o qual conquistou o reconhecimento da crítica e do grande público, David Fonseca é o responsável pela criação de músicas que resultam de diferentes influências e estilos, em que sons acústicos se misturam com um amontoado de “rock” e electrónica, a que se acrescentam ainda as suas já provadas capacidades como letrista. Nomeado em 2006 pelos “MTV European Music Awards” para a categoria de Melhor Artista Nacional, David Fonseca conseguiu com o primeiro single, “Someone That Cannot Love”, que foi tocado em simultâneo em 150 estações de rádio portuguesas, antever a promissora carreira a solo, que se consolidou em 2005 ao atingir o estatuto de disco de ouro na primeira semana de lançamento de “Our Hearts Will Beat As One”. De entre as várias colaborações que tem vindo a estabelecer, destaca-se o projecto Humanos, desenvolvido com Manuela Azevedo e Camané, que se consubstanciou na interpretação de temas inéditos de António Variações.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Mayra Andrade vem a Portugal


A talentosa cantora Mayra Andrade, nomeada para os prémios da BBC como artista revelação, desloca-se a Portugal para uma tournée que abrange algumas das principais salas do nosso país.

22 de Fevereiro- Sintra, Centro Cultural Olga Cadaval
23 de Fevereiro - Setúbal, Fórum Municipal Luisa Todi
24 de Fevereiro - Lisboa, Teatro São Luiz
29 de Fevereiro - Coimbra, Pavilhão Multidesportos
1 de Março - Braga, Theatro Circo
2 de Março - Porto, Casa da Música

Os bilhetes já estão à venda nos locais dos espectáculos, Ticketline, lojas FNAC e WORTEN.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

“A SEPARAÇÃO”

“A Separação” é o título da comédia que Helena Isabel e Heitor Lourenço apresentam na sala principal a 9 às21h30 e 10 às 16h00, de Fevereiro, dando, desta forma, continuidade às variadas artes de palco que ao longo deste mês predominam na programação do Theatro Circo.

Encenada pelo também mediático actor bracarense Almeno Gonçalves, “A Separação” é da autoria de Carlos Eduardo Novaes, um dos autores mais aclamados no Brasil, e coloca em cena um casal aparentemente feliz, que, em pleno processo de mudança de apartamento, se vê confrontado com alterações inesperadas.

Após um dia de trabalho, a mulher regressa ao lar e descobre um bilhete anónimo que desencadeia uma noite em que mentiras, frustrações e expectativas de ambos são questionadas. Num clima de discussão que acaba por transformar um pequeno mal entendido numa separação eminente, os personagens interpretados por Helena Isabel e Heitor Lourenço são igualmente os protagonistas de uma série de situações inusitadas, que propõem ao público bracarense momentos de puro entretenimento e de reconhecimento das particularidades, por vezes, hilariantes, do quotidiano da vida conjugal.

Os ingressos, a 10 e 12 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

BALANESCU QUARTET

“Balanescu Quartet” é a singular formação, liderada pelo violinista e compositor romeno Alexander Balanescu, que o Theatro Circo recebe em concerto a 8 de Fevereiro às 22h00, num regresso que assinala o fim de dez anos de ausência dos palcos nacionais.

Há 20 anos a extravasar todas as fronteiras da música clássica e erudita, o quarteto de cordas, composto por Claire Connors (violino), Bill Hawkes (viola), Nick Price (violoncelo) e pelo próprio Balanescu (violino), distingue-se pelos trabalhos e pelas actuações ao vivo, que levam ao limite as possibilidades de conjugação dos instrumentos de corda e que resulta em sonoridades modernas em fusão com ritmos de música popular romena.

Reconhecido desde a sua formação, em 1987, como «um dos mais importantes grupos de música contemporânea», “Balanescu Quartet” encontra no virtuosismo do violino do seu fundador a chave para territórios musicais desconhecidos, caracterizados por uma fluidez e intercomunicação de estilos sonoros.

Com um percurso que se tem vindo a destacar mais pelas inúmeras colaborações do que pela quantidade de trabalhos editados, o quarteto de cordas, que desenvolveu uma escrita e interpretação que o diferencia de qualquer outro, deixou a sua marca em projectos desenvolvidos com Michael Nyman, Gavin Bryars, “Lounge Lizards”, John Lurie, Jack de Johnette, Ornette Coleman, David Byrne, “The Pet Shop Boys”, “Spiritualized”, Kate Bush e “Kraftwerk”.

Nas centenas de espaços por onde já passaram e de que se destacam o “London South Bank Centre”, a “New York Knitting Factory” ou a “Wembley Arena”, onde abriram o concerto dos “The Pet Shop Boys” para mais de dez mil pessoas, “Balanescu Quartet” distingue-se pelos espectáculos enérgicos e dinâmicos, sempre adaptados ao ambiente e contexto em que se apresentam.

Editado em 2005, “Maria T.”, álbum mais recente do quarteto, restabelece a ligação com as raízes romenas de Balanescu, evocando o espírito de uma das suas primeiras influências musicais, a “glamourosa” cantora e actriz Maria Tanase. Após o lançamento de “Maria T.”, o quarteto deu início a uma digressão que incluiu a colaboração do artista de video Klaus Obarmaier.

A par da composição de todo o material original do quarteto, Alexander Balanescu, que iniciou a sua formação musical com apenas sete anos, na “Special School of Music”, em Bucareste, dedica-se ainda a compor para nomes como Meryl Tankard, Virgilio Sieni, Jochen Urlich, para filmes e televisão – “Angels & Insects”, de Phil Haas, “Il Partigiano Johnny”, de Guido Chiesa, entre outros –, animações de Phil Mulloy e para teatro – “Life’s a Dream”, do “Chicago Court Theatre” e “Supermarket”, do “Theatre de la Place”.

Os ingressos, a 15 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

“SAMBA DE RAINHA”

“Samba de Rainha” é a banda brasileira que, a 2 de Fevereiro (21h30), traz ao Theatro Circo os ritmos do samba, antecipando assim a animação e energia que dominam os dias de folguedo que culminam na terça-feira de Carnaval (5).

Composta por nove cantoras, compositoras e instrumentistas aficionadas deste estilo musical, “Samba de Rainha” distingue-se por ser uma banda exclusivamente feminina que agita plateias com instrumentos como a conga, o cavaco, o violão, o ganzá, o surdo, o timbal, o tamborim, o rebolo ou o pandeiro e um reportório constituído por nomes como Benito Di Paula, Jorge Aragão, Martinho da Vila, Ataulfo Alves, Monarco, João Nogueira e muitos outros.

Ultrapassando o preconceito que restringia a participação da mulher no samba à beleza, inspiração e sensualidade, a banda, que nasceu do empenho de Núbia Maciel e Pati Cavaquinho em criar um projecto de referência aos consagrados expoentes femininos do samba, afirmou-se, desde a sua formação, pela musicalidade, carisma e talento.

Constituída actualmente por Sandra Gamon, Aidée Cristina, Carina Iglecias, Naná Spogis, Érica Japa, Gadi Pavezi, Pati Cavaquinho, Tati Pacheco e pela vocalista Núbia Maciel, “Samba de Rainha” passou as fronteiras domésticas onde os seus elementos se reuniam para o “pagode” e começou a apresentar-se em eventos públicos como a Festa da União, da Vila Madalena e Vila Mariana, no Traço da União, nos clubes Palmeiras e Transatlântico, no Museu Brasileiro da Escultura, na quadra das Rosas de Ouro e em inúmeros bares e espaços de diversão nocturna.

Para a sala principal do Theatro Circo, o colectivo de sambistas propõe não só a interpretação do «bom e velho samba de roda, partido alto e clássicos», como também as composições originais que resultaram, em 2004, no lançamento do primeiro álbum, intitulado “Isso é Samba de Rainha”.

Traduzindo as influências que resultaram no seu aparecimento e reafirmando o posicionamento do grupo, “Isso é Samba de Rainha” é constituído por dez temas da autoria de Aidée Cristina, Núbia Maciel e Pati Cavaquinho, de que se destacam “Eu Digo Amém”, uma homenagem às grandes rainhas do samba, “Esquinas Amarelas”, uma melodia que termina com canto “a capella” e “Folia”, um tema fortemente marcado pelo batuque, com solo de instrumentos e a participação de Marcão da Cuíca.

Os ingressos, a 10 e 12 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

“MV & EE with The Golden Road” no Theatro Circo

“MV & EE with The Golden Road” é a “jam band” que a 1 de Fevereiro (23h59) sobe ao palco do Pequeno Auditório do Theatro Circo para apresentar temas que fazem deles uma das referências da actualidade. “Gettin’ Gone”, a mais recente encarnação dos “The Golden Road” de Matt Valentine e Erika Elder, consubstancia-se no “folk” luminoso dos anos 60 e 70, pequenos excertos de “rock” de garagem e em duas vozes que, através de conjugações sem limites, dão origem a um som épico e intimista.

Num registo de “rock” psicadélico e “folk” de formas clássicas, “Gettin’ Gone” surge como um trabalho mais ortodoxo e distante da estranheza que caracterizava discos anteriores. Acompanhados por “The Golden Road”, Matt Valentine e Erika Elder, que fazem questão da companhia de Zuma, «o cão toca-sinos», trazem a Braga temas como “Susquehanna (Sole Art Trample)”, “Mama My”, “Yje Birdem” ou “Day and Night”, dignos exemplares do seu característico “folk” psicadélico que propõem ao ouvinte uma viagem «pelos vastos céus da Califórnia».

Aclamado como «um dos novos músicos mais brilhantes da cena internacional», o guitarrista, poeta e cantor Matt Valentine iniciou em meados da década de noventa, enquanto elemento dos míticos “Tower Recordings”, uma carreira musical alimentada pelos sons tradicionais do passado e por uma forma muito particular de entender a música. Dissoluto o projecto “Tower Recordings”, Matt Valentine mudou-se para Vermont e dedicou-se a algumas edições através do selo “Child Of The Microtones”, maioritariamente limitadas a 99 exemplares e de que resultam alguns discos de maior visibilidade.

Com a instrumentista e cantora Erika Elder, ao lado de quem criou o projecto “MV & EE”, Valentine já editou vários trabalhos com as designações “MV & EE Medicine Show”, com Bummer Road e, mais recentemente, em formato “big band” com os “The Golden Road”.

Ingressos, a 8 euros, disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

“U-CLIC” e “SUBMARINE” em Braga

“U-Clic” e “Submarine” são duas das referências da música moderna portuguesa, que, a 26 de Janeiro às 22h30, protagonizam uma noite musicalmente enérgica, em dose dupla, no Theatro Circo.

Assumidos exploradores de novos espaços musicais, os “U-Clic”, um dos mais recentes e promissores projectos nacionais, caracterizam-se por uma aliança entre o “rock electrónico” e uma forte componente visual. Ultrapassando em simultâneo as barreiras do “retro” e do “futurismo”, o projecto, que arrancou em 2003 em Tomar, com Luís Salgado (guitarra, sintetizadores e programação) e Filipe Confraria (voz e programação), viu este ano o reconhecimento conquistado com o lançamento do álbum de estreia, “Console Pupils”.

Presença obrigatória nas emissões de algumas rádios portuguesas de maior referência, os “Submarine”, que, na circunstância, asseguram a primeira parte dos “U-Clic”, propõem a apresentação de “The Next Álbum” e a interpretação inédita de alguns dos temas que compõem um novo trabalho, com lançamento previsto para o início deste ano. Composto por 11 temas, que resultam de um cruzamento das guitarras “rock” com os ritmos de dança, “The Next Álbum”, trabalho que os “Submarine” vão interpretar integralmente no Theatro Circo, constitui-se num cruzamento estilístico dos anos 80 com a actualidade sonora. Resultantes de géneros tão diversos como o “electro”, “rock”, “pop”, “funk” ou “new-wave”, “Overwork Souls”, “21 Century”, “About you and me” ou “Satellite people” são alguns dos temas a que o público bracarense vai ter a oportunidade de assistir.