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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Camané no Coliseu do Porto depois do êxito em Lisboa




CAMANÉ


Coliseu do Porto a 27 de Novembro
Apresentação de “Sempre de Mim”
Camané está, este ano, de regresso… aos originais gravados em disco, aos originais interpretados em palco!
Depois do lançamento de “Sempre de mim”, muitas foram já as localidades e as salas por onde a tour iniciada em Abril já passou, entre elas, o Coliseu de Lisboa com lotação esgotada!
E esta será a primeira vez que actua em nome próprio, no Coliseu do Porto, o que promete ser, para já, a grande apresentação ao vivo, na cidade invicta, do tão badalado novo disco.
Camané escolheu há muito o seu caminho no Fado mas todas as experiências artísticas contribuíram para o que tem alcançado em termos interpretativos; e o que é hoje visível e indiscutível é a sua postura de sobriedade, respeito e rigor perante a sua arte maior. Insistindo na divulgação de um repertório centrado no seu lado Tradicional, sem deixar de arriscar ao utilizar novas linguagens poéticas e musicais, os novos fados reflectem duas vertentes: uma de novidade – temas inéditos de Alain Oulman, como “ Sei de um rio”, poemas de Luiz Macedo nunca antes musicados, como “Bicho de conta”, um “fado” de Sérgio Godinho “Sonhar durante o fado” ou uma letra de Jacinto Lucas Pires num fado tradicional – outra pelas escolhas que já deram bons frutos – poemas de Fernando Pessoa e Pedro Homem de Mello, a irresistível métrica de Manuela de Freitas em “Ciúmes da saudade” e as inconfundíveis melodias de José Mário Branco com “Lembra-te sempre de mim”…
Os fados antigos mais conhecidos não deixarão de ser ouvidos como é o caso de “Mais um fado o fado”, “Ela tinha uma amiga” ou “Senhora do Livramento”…
Em resumo, esta noite será interpretativa e musicalmente fluída em maturidade, expressão, sentimento e paixão pois estamos perante a verdade do Fado, a verdade da Emoção!!!

Músicos:José Manuel Neto – guitarra portuguesaCarlos Manuel Proença – violaPaulo Paz – contrabaixo

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

" Coliseu" o novo trabalho de Ana Moura já nas lojas


ANA MOURA"Coliseu"
nas lojas a 24 de Novembro


Não é novidade, Ana Moura é nos dias que correm sinónimo de qualidade e reconhecimento dentro e fora do País.
Com três trabalhos editados: "Guarda-me a Vida na Mão" (2004), "Aconteceu" (2005) e "Para Além da Saudade" (2007), Ana Moura tem construído passo a passo, disco a disco, uma carreira estruturada numa invulgar honestidade artística.
À unanimidade da crítica e do público, veio o reconhecimento dos seus pares e foi-lhe atribuído o Prémio Amália para Melhor Intérprete em 2008.
As citações elogiosas nos jornais de todo o Mundo traduziram-se também em vendas e "Para Além da Saudade", o seu último álbum, editado na Primavera de 2007, tornou-se num dos mais vendidos discos de fado de sempre, atingindo o Galardão de Dupla Platina.
Mas de todas as fasquias ultrapassadas, para Ana, um dos momentos mais especiais desde a edição de "Para Além da Saudade", foi o facto de ter pisado, pela primeira vez em nome próprio, o palco dos Coliseus de Lisboa e do Porto, as mais prestigiadas salas do País.
Foi a partir de um destes concertos, à data esgotado, que foram registados e poderão agora ser revividos em DVD.
"Coliseu" é, então, o primeiro DVD de Ana Moura. Um concerto inesquecível, no qual Ana Moura percorreu todos os êxitos da sua carreira, destacando-se "Sou do Fado, Sou Fadista", "O Que Foi Que Me Aconteceu", ou os mais recentes "Os Búzios", "O Fado da Procura" e "Até ao Fim do Fim".
Nessa noite, Ana Moura contou também com a presença de figuras de referência da sua carreira como as fadistas Maria da Fé e Beatriz da Conceição como convidadas especiais assim como do guitarrista e produtor de sempre, Jorge Fernando.
Como naipe de músicos, Ana Moura contou com a participação de José Manuel Neto (guitarra portuguesa), José Elmiro Nunes (viola) e Filipe Larsen (viola baixo).
"Coliseu" será editado em duas versões. Uma standard, outra digipack, na qual ao DVD se junta o CD ao vivo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Fado no Casino Estoril



Um musical diferente
com fado no Auditório do Casino Estoril


O Auditório do Casino Estoril esgotou para a estreia do musical “Fado… Esse Malandro Vadio!”.
O espectáculo reuniu, em palco, diferentes gerações de intérpretes, que revisitaram temas famosos da canção nacional. Ao longo de duas horas, seguiu-se o percurso tradicional, desde os primórdios do fado até aos nossos dias.

Num ambiente informal, Francisco Sobral, Rui Neiva Correia, Filipa Baptista e Maria Sampaio propuseram vários formatos interpretativos. Em conjunto, bem como em dueto ou a solo, os artistas recuperaram, por exemplo, o “Fado do Cacilheiro”, “Teus Olhos Castanhos” ou “Cavalo Russo”.
Numa actuação especial, Teresa Tarouca proporcionou outro momento alto do espectáculo, interpretando alguns dos melhores sucessos do seu repertório, entre os quais se destacam “A Outra Face”, “A Minha Cor” e “A Minha Canção Verde”.
Os intérpretes foram acompanhados por José Ibérico Nogueira, ao piano, Miguel Monteiro, na viola de fado, João Núncio, na guitarra portuguesa, e Frederico Gato, na viola baixo.
Da autoria de João Núncio, “Fado… Esse Malandro Vadio!” distinguiu-se pelo guarda-roupa, assinado por João Rôlo, assim como pela cenografia de Carlos Verissimo e Tatiana Barahona Núncio.
No final e em jeito de despedida do público, houve um conjunto de canções bem conhecidas das marchas populares, como “Cantiga da Rua” ou “Cheira Bem, Cheira a Lisboa”.
As representações do musical “Fado… Esse Malandro Vadio!” prolongam-se até 30 de Dezembro, decorrendo às Quintas-Feiras, Sextas e Sábados às 21 e 30, enquanto ao Domingo estão agendadas sessões para as 16 horas.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ana Moura arrecada mais um prémio


ANA MOURA


Ana Moura recebe Prémio Internacional da Portuguese American Leadership Council Association


Depois da atribuição do Prémio Amália para Melhor Intérprete, da nomeação para um Globo de Ouro na mesma categoria, dos inesquecíveis concertos no Coliseu do Porto e Lisboa, da atribuição do galardão de Dupla Platina, e do lançamento do seu primeiro DVD previsto para Novembro, a fadista é agora honrada com o Prémio Internacional da maior associação portuguesa nos Estados Unidos: Portuguese American Leadership Council Association (PALCUS).

Assim, no próximo dia 1 de Novembro Ana Moura irá a San José, Califórnia, receber o prémio na Gala Anual da organização que terá lugar no New City Hall, um dos edifícios mais emblemáticos daquela cidade.

Este prémio visa reconhecer individualidades que se destacaram nos Estados Unidos através da divulgação da cultura portuguesa.

Entretanto, Ana Moura irá participar no lançamento oficial do disco “Stones World: Rolling Stones World Music Project”, projecto feito pela iniciativa de Tim Ries, saxofonista dos Rolling Stones, e onde a cantora de “Os Búzios” contribuiu em “Brown Sugar” e “No Expectations”.

Aliás, tema este já conhecido do público português, que em Junho do ano passado teve a oportunidade de ouvir no concerto dos Rolling Stones, quando Mick Jagger convidou Ana Moura a partilhar o palco perante uma plateia de 30 mil pessoas.

Estas apresentações irão decorrer no famoso The Jazz Standard em Nova Iorque (28, 29 e 30 de Outubro) e no Yoshi’s de São Francisco no dia 2 de Novembro.

Em palco estarão para além de Ana Moura, Bernard Fowler (voz), Michael Davis (trombone), Adam Rogers (guitarra), Darryl Jones (baixo), Jeff “Tain” Watts (bateria) e claro, Tim Ries (saxofone), que marcou presença no concerto de apresentação de “Para Além da Saudade” no Centro Cultural de Belém no final do ano passado.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Raquel Tavares no Casino da Figueira



Depois da experiência cultural única que viveu ao longo deste ano, durante o qual cantou (e encantou!) a fadista Raquel Tavares vai actuar, este mês, em terras lusas, mais propriamente no Casino da Figueira.

Na bagagem, a fadista leva o seu mais recente álbum, "Bairro", editado em Maio, e de onde foi retirado o single “Rosa da Madragoa”, bem como alguns temas do disco de estreia homónimo que a deram a conhecer ao grande público.
Assim, no dia 17 de Outubro, a vencedora do Prémio Revelação Casa da Imprensa 2007 sobe ao palco do Salão Caffé do Casino da Figueira, quando forem 23h, acompanhada de Guilherme Banza na Guitarra Portuguesa, Marco Oliveira na Viola de Fado e Fernando Araújo no Baixo. .

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Aldina Duarte no Centro Cultural de Belém


Sab. 11 de Outubro

Aldina Duarte

Grande Auditório - Fado


“Nasci em Lisboa. Cresci em Chelas num bairro social. A minha mãe alertou-me para a importância de aprender com tudo o que visse e ouvisse.

Falou-me da importância de usar a imaginação e os sonhos para superar as dificuldades da vida. Ensinou-me a acreditar na vida e a ouvir o coração. (..) Entre a minha vida diurna e a minha vida nocturna, durante um ano, participei no filme “Xavier”, de Manuel Mozos, a cantar um fado; recordo o fado “Rua do Capelão”, porque as filmagens eram mesmo na rua do Capelão, na Mouraria.

Os moradores da zona bateram tantas palmas que tive de repetir o fado só para eles ouvirem… (…) Ouvi sempre com total atenção o que o José Mário Branco dizia, durante as gravações dos discos, ao Camané e aos músicos que o acompanhavam: o silêncio também é música. (…)Vou cantando para além de Lisboa, o ponto de partida do meu fado para todo o lado, e de onde parto e aonde regresso sempre para tudo, para cantar o meu fado quer a norte quer a sul de Portugal… Por cá alargam-se os espaços e cresce o número de corações que me ouvem no que tenho para lhes cantar, o que é uma grande responsabilidade e um desafio…”

Mafalda Arnauth no Centro Cultural de Belém


MAFALDA ARNAUTH APRESENTA O NOVO CD “FLOR DE FADO”

DIA 11 DE OUTUBRO NO CCB

21H00(Grande Auditório)


Flor de Fado é um espectáculo forte e intenso que Mafalda Arnauth testou e levou a palco tanto em Portugal como no estrangeiro.

Em cada concerto acabado, o repertório ia amadurecendo, e a empatia entre o público e artista crescia de dia para dia.

Foi assim que nasceu a vontade de registar estes momentos únicos, não num disco ao vivo, mas sim num disco “vivo” e carregado de sentimento que foi editado dia 29 de Setembro.

Em Flor de Fado encontramos fados da autoria de Luis Pontes e Ramon Maschio, também ele arranjador de grande parte dos temas, bem como da própria Mafalda Arnauth e de Tiago Torres da Silva poeta e letrista com uma visão cada vez mais inspirada e profunda da alma portuguesa e com uma inegável capacidade para criar palavras que pedem para ser cantadas.

Flor de Fado volta a ganhar asas para voar continuando o seu percurso ao vivo, agora no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém dia 11 de Outubro.

Com Mafalda em palco vão estar: Fernando Júdice (Baixo), Luis Pontes (Viola), Luis Guerreiro (Guitarra Portuguesa), Ramon Maschio (Viola)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Fado em indiano no Museu do Oriente




Fadista indiana apresenta-se em Lisboa



O Museu do Oriente apresenta, pela primeira vez em Portugal, a fadista indiana Sónia Shirsat, com o espectáculo Mundo Fado, no dia 10 de Outubro, às 21h30, no Auditório.
O concerto conta com a participação especial de António Chainho, na guitarra portuguesa, Manuel Leão, no sitar, e do Grupo Ekvât, da Casa de Goa, nos coros e dança.
Além de fado, o repertório inclui música indiana e goesa, numa celebração das várias influências musicais da artista.
Sónia Shirsat faz-se, ainda, acompanhar por Eduardo Rodrigues na guitarra portuguesa, e Tiago Oliveira, na viola de fado.



quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Fado no café Santa Cruz

Noites de Fado no Café Santa Cruz
Quarta e Quinta-feira às 21h45
Coimbra

Entrada livre

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cristina Nóbrega- La Noche en Blanco- em Madrid


CRISTINA NÓBREGA
PALAVRAS DO MEU FADO


Cristina Nóbrega nasceu em 1967 em Lisboa e, é na capital do Fado que, mais tarde, ao assistir a um concerto de Carlos do Carmo se encanta por esta linguagem.
Apesar da música ter sido sempre marco presente na sua vida (frequentou o Conservatório Nacional de Dança Clássica e a Academia de Amadores de Música), só em 2003 a música reaparece com um convite para vocalista numa banda de garagem e, mais recentemente, com uma incursão no Jazz.

No inicio deste ano decide de forma convicta retomar a sua antiga omnipresente paixão pelo Fado e por cantar em português onde se apercebe da sua capacidade de despertar sentimentos e emoções face às reacções dos presentes nas suas actuações com a sua voz doce e quente que transmite a alma da sua Lisboa.
São as pessoas que encontra nestas andanças fadistas que a incentivam a trilhar este caminho e a concretizar o seu sonho de sempre... Cantar! Cantar Lisboa!
Vai a estúdio gravar alguns dos seus fados preferidos que vão desde do registo mais popular até Luís de Camões e o reconhecimento deste trabalho fez com que se decidisse editar o seu primeiro album com uma aposta firme e convicta na Nova Voz do Fado.
'Palavras do Meu Fado' foi o título escolhido para o seu primeiro trabalho que inclui 14 temas com alguns dos mais clássicos poemas, com temas de Vasco de Lima Couto, Pedro Homem de Mello, David-Mourão Ferreira, Ary dos Santos, Luís Vaz de Camóes, Linhares Barbosa, Luís de Macedo, entre muitos outros.

Fados que escolheu pelo ambiente que encerram que poderão ser tristes, pesados, fechados, nostálgicos, ... ou luminosos como o seu primeiro tema de apresentação - Madrugada de Alfama de David Mourão-Ferreira.
Os músicos que a acompanham neste trabalho são Luís Ribeiro na Guitarra Portuguesa, Jaime Martins na viola e viola baixo


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Noites de fado no café Santa Cruz

Noites de Fado
Quarta e quinta-feira
Café Santa Cruz - Coimbra



quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Anita Guerreiro canta na Feira do Artesanato do Estoril



Anita Guerreiro e Liliana Silva dão voz ao fado



Anita Guerreiro, uma das mais populares vozes nacionais, e Liliana Silva, símbolo da nova geração, sobem ao palco da Feira de Artesanato do Estoril, para cantar fado, no dia 29 de Agosto, às 21h30.
Trata-se da última Noite de Fado da 45.ª edição da Feira de Artesanato do Estoril, cuja semana, de 25 a 28 de Agosto, é dominada pelo folclore, com as actuações do grupo Cantares da Terra, do Rancho Coral e Coreográfico de Cascais, do Rancho Folclórico de Vale da Pinta e do Grupo Folclórico dos Campinos da Azinhaga.


No sábado, dia 30, às 21h30, o grupo Vozes da Rádio interpreta temas do seu último álbum, “Sete e Pico, Oito e Coisa, Nove e Tal”, realizado em homenagem ao Conjunto António Mafra.
A encerrar a edição deste ano, no dia 31 de Agosto, o grupo Canto Lusitano dá voz a clássicos da música popular portuguesa como “Desfolhada”, “Leitaria Garrett”, “ Uma Casa Portuguesa”, “Milho Verde”, ou “Malhão, Malhão”, enquanto interage com o público de forma teatral. O espectáculo tem início às 21h00 de domingo.
A Feira de Artesanato, instalada no recinto situado em frente ao Centro de Congressos do Estoril, dá a conhecer o ofício e a obra de mais de três centenas de artesãos oriundos de todas as regiões do país.

Feira de Artesanato do Estoril:
2.ª a 6.ª feira das 18h00 às 24h00
Sábados, Domingos e Feriados das 17h00 às 24h00
Até 31 de Agosto

27 Agosto 21h00 Rancho Folclórico de Vale da Pinta
28 Agosto 21h00 Grupo Folclórico dos Campinos da Azinhaga
29 Agosto 21h30 Noite de Fado – Anita Guerreiro e Liliana Silva
30 Agosto 21h30 Vozes da Rádio
31 Agosto 21h30 Canto Lusitano

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Histórias do Mar da Póvoa


Ala Ala Arriba!: e o grito dos poveiros foi de novo ouvido
na noite em que o mar foi protagonista

O Diana Bar encheu-se de gente na noite de 14 de Agosto para assistir ao lançamento da 2ª edição do livro Histórias do Mar da Póvoa, de José de Azevedo.

Este livro foi o número um da colecção “Na Linha do Horizonte – Biblioteca Poveira”, uma colecção idealizada por Manuel Lopes, durante largos anos director da Biblioteca Municipal, e a sua reedição foi apresentada no dia em que passavam dois anos sobre a sua morte. Uma noite propícia à apresentação deste livro, pois também o dia 14 foi véspera de Nossa Senhora da Assunção, venerada, com fervor, pelos pescadores poveiros.

A primeira edição de Histórias do Mar da Póvoa foi lançada em 2001 e rapidamente esgotou.
Afinal, reúne as histórias de heróis e figuras poveiras, cuja vida se confunde com o mar, sendo, por isso, uma importante obra etnográfica.

E foram as tradições que se honraram na noite do lançamento do livro, que contou com a animação musical proporcionada pelo Grupo Folclórico Poveiro (ou Rancho Poveiro, como também é conhecido), pelo fado que se ouviu da voz de Mário Marques e pelos belos fados dedilhados na Guitarra Portuguesa e na Viola por Carlos Costa e Pedro Pinto, respectivamente.

A poesia marcou também presença, com a participação do “Colectivo Silêncio da Gaveta” que, com o violino e a viola, espalharam palavras que falavam de mar, de terra e de amor.

Luís Diamantino, Vereador do Pelouro da Cultura, presente na sessão acompanhado de Aires Pereira, Vice-presidente da Câmara Municipal, vê nesta obra um acto de amor pela Póvoa, vinda de uma pessoa, José de Azevedo, que não sendo da Póvoa sempre se afirmou poveiro.
“Quando as coisas são feitas com amor e com prazer resumem-se a isto, um êxito total”, afirmou.

“Este foi um livro muito procurado pois foi escrito por uma pessoa que sabe contar histórias como ninguém”, continuou, exaltando ainda a qualidade da obra e a importância que esta tem para a história poveira ao pô-la ao mesmo nível que a Epopeia dos Humildes, de António Santos Graça.

“Este é um livro épico que nos fala de figuras e heróis da Póvoa, com uma linguagem muito simples, que qualquer pessoa pode entender”, defendeu, dizendo ainda que “depois de ler este livro somos muito mais poveiros”.

“Se há projecto que a Câmara deve continuar a apostar é este, porque isto é o que nos fica, são as nossas memórias que iremos transmitir aos nossos filhos e nossos netos”, finalizou, terminando a sua intervenção lançado gritos de “Ala Ala” seguido de um coro de vozes que respondeu convictamente “Arriba”, expressão típica dos pescadores poveiros ao puxar os barcos.

“É uma noite de muita alegria”, começou por dizer José de Azevedo, para quem a 1º edição esgotada é prova do que as pessoas receberam muito bem Histórias do Mar da Póvoa.

Um sucesso que promete se repetir com esta 2ª edição revista e aumentada, pois agora a obra passa a contar com a história de outra figura poveira, Manuel Vianês, “por lapso esquecida na primeira”.
O autor define esta sua obra como um ensaio etnográfico, escrito com um estilo jornalístico e que tem “o mar como figura principal e os pescadores como protagonistas esquecidos”.

E José de Azevedo foi levantando o véu sobre algumas das histórias como a do Ti Manel Carvalheira “a alavanca de muitas histórias”, do Ressuscitado, do Martinho, do Zé das Gatas, do Manel da Susana, contando um pouco sobre todas mas nunca dizendo tudo “se não vocês não compram o livro”, gracejou.

“Este é um livro feito de gerações que ajudaram a construir a moderna Póvoa desta geração e espero que tenham o mesmo prazer a lê-lo que eu tive a escrevê-lo” terminou.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Museu do Fado valoriza-se-Egeac e RTP ajudam



RTP E EGEAC PELA VALORIZAÇÂO

DO MUSEU DO FADO


No âmbito do Programa Operacional da Cultura, a EGEAC, tem desenvolvido o Projecto de Recuperação e Valorização do Museu do Fado, que passa pela renovação e ampliação da exposição permanente, com abertura prevista para o mês de Setembro de 2008.




O projecto de museografia, da autoria de António Viana, contemplará a integração de um importante acervo de artes plásticas e de renovados conteúdos museológicos, a par de uma tecnologia multimédia interactiva.

A RTP dispõe de um importante espólio museológico e documental de rádio e televisão, que irá disponibilizar ao público, através de uma colecção visitável e de um museu virtual, até ao final de 2008.
Neste contexto, as duas instituições assinaram um Acordo de Doação e Cedência, a título gratuito, por parte da RTP à EGEAC, de peças museológicas do seu actual espólio, que se destinam a figurar na exposição (permanente e temporária) do Museu do Fado.

Assim, a RTP doa à EGEAC, quinze receptores de rádio, para integração numa instalação da autoria de António Viana, e cede temporariamente, uma Grafonola de salão (década 20), e um receptor de rádio com televisão e gira-discos (década 50), que figurarão na exposição permanente do Museu do Fado, e um estúdio de rádio, para a exposição temporária.

As duas instituições consideram existir vantagens mútuas na colaboração entre as áreas museológicas e documentais pelo que assinaram um protocolo de cooperação, com a duração de 4 anos, onde estão previstas várias acções, tais como: a realização conjunta de eventos, o apoio e cooperação técnica na execução de diferentes projectos museológicos e documentais e a cedência temporária e/ou doação de peças museológicas.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O Fado está de Luto!


MORREU FERNANDA BATISTA



Fernanda Baptista, criadora de êxitos como «Fado da carta», faleceu hoje ao princípio da madrugada, no hospital de Cascais, onde se encontrava internada, informou à Lusa um familiar.


Além do «Fado da carta» (João Nobre/Amadeu do Vale) a fadista criou vários outros êxitos e foi primeira figura de várias operetas e revistas, entre elas «Chuva de mulheres» e «Fonte luminosa».

A sua estreia na revista deu-se em 1945, em «Banhos de sol», a convite do compositor e maestro João Nobre, mas já anteriormente integrara o cartaz do Café Luso, a convite de Filipe Pinto, no início da década de 1940.

O êxito alcançado levou-a a deixar a profissão de costureira que exercia.

Ao longo de mais de 65 anos de carreira artística, a fadista e actriz actuou em cerca de 50 revistas e operetas, gravou centenas de discos e realizou várias digressões, tendo actuado nos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Angola.

«Saudades de Júlia Mendes», «Fui ao baile», «Trapeiras de Lisboa», «Pedrinha da rua», «Fado toureiro» ou «Fado das sombras» foram alguns dos seus êxitos.

A sua última presença em palco foi no musical «Canção de Lisboa» de Filipe la Féria, em 2005.


Fernanda Baptista nasceu em 1920. Já aos dez anos de idade, a sua paixão pelo teatro era bem visível, a jovem Fernanda adorava mascarar-se e entrava já em peças infantis.

Tem a profissão de modista, que abandona, para se dedicar ao Fado.

Estreou no Café Luso, pela mão de Filipe Pinto, no início dos anos quarenta, onde logo teve um êxitto assinalável.

A sua estreia profissional no Teatro de Revista, ocorreu em 1945, na sequência de um convite do maestro João Nobre para participar na revista "Banhos de Sol", substituindo Leónia Mendes. Foi apenas a primeira de mais de trinta revistas em que participou.

Um dos seus maiores sucessos foi em 1969 na revista “Ena Pá Já Fala” com o fado Saudades da Júlia Mendes.

Teve no entanto outros grandes êxitos como o "O fado está-lhe nas veias", "Ai, ai, Lisboa", "Fado para esta noite", "Trapeiras de Lisboa", "Fui ao baile", "Fado das sombras", "Um fado para Stuart" e "Fado da carta", etc.

A sua gravação mais recente é de 1981, "Meus amigos, isto é fado", um êxito seu na revista "Dentadinhas na maçã" no Teatro Laura Alves, em Lisboa, em 1974.

Actuou também no Brasil, em Angola e na Argentina e, em 1968, viajou até aos Estados Unidos. Ao longo de 56 anos de palcos, Fernanda Baptista participou em mais de 45 espectáculos de revista e opereta.

Integou o elenco, do musical de Filipe la Feria "A Canção de Lisboa".

Em 2003 o Presidente da República condecorou-a com a Ordem de Mérito.



segunda-feira, 7 de julho de 2008

A Fadista Raquel Tavares canta e encanta na América do Sul



Depois da experiência cultural única que viveu no início de Junho, quando actuou pela primeira vez na América do Sul (Uruguai, Chile e Argentina), a fadista Raquel Tavares vai actuar em terras lusas, no próximo mês de Julho para, no mês seguinte, voltar a (en)cantar Espanha.
Na bagagem, a fadista leva o seu mais recente álbum, "Bairro", editado no dia 5 de Maio, bem como alguns temas do disco de estreia homónimo que a deram a conhecer ao grande público como, por exemplo, "Fado Lisboeta".
Assim, no dia 5 de Julho, a vencedora do Prémio Revelação Amália Rodrigues 2006 actuou em Valença, no âmbito da Expominho 2008 - Feira das Artes, Saberes e Sabores.
O certame, que já vai na sua 8ª edição, decorreu entre os dias 3 e 6 de Julho no recinto da feira semanal.
No dia 11 de Julho, é a vez da Feira de Artesanato do Estoril - FIARTIL aplaudir o fado de Raquel Tavares, quando forem 21:30h.
O evento, que festeja o 45º aniversário este ano, abriu as portas no dia 26 de Junho, para só as fechar no dia 31 de Agosto.
Como sempre, a FIARTIL decorre no recinto em frente ao Centro de Congressos do Estoril, de 2ª a 6ª feira, das 18h às 24h e, aos sábados, domingos e feriados, das 17h às 24h.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Tour "TERRA" chega a Coimbra no próximo sábado

Mariza
Tour "Terra"
5 de Julho às 21h30
Pateo das Escolas
Universidade de Coimbra



É já no próximo sábado, que as escadas da Via Latina da Universidade de Coimbra vão receber a tournée "Terra" que a fadista Mariza está a promover por diversos monumentos nacionais.
Bilhetes à venda na FNAC
Informações: www.mariza.com

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Novo trabalho de Aldina Duarte


NOVO TRABALHO DE ALDINA DUARTE


A fadista Aldina Duarte editou já o seu terceiro álbum, "Mulheres ao espelho", o primeiro com uma capa colorida, como sublinhou à Lusa, por ser o que revela "maior harmonia entre a alegria e a tristeza".
"Espelho de mulheres" é editado pela Roda-Lá Music, etiqueta criada pela artista que, perante "portas fechadas", decidiu "arriscar".
Neste álbum de capa colorida, design de Rui Garrido e fotografia de Isabel Pinho, além do fado tradicional, Aldina Duarte canta fados canção.
A fadista canta cinco poemas seus e dois de Rosário Pedreira, “poeta” com que fecha o CD declamando "Mãe", de sua autoria.
O primeiro verso do poema reza assim: "Mãe, eu quero ir-me embora - a vida não é nada".
Aldina afirmou à Lusa que "o poema da Maria Rosário fala de uma coisa que ninguém quer ouvir mas sobre a qual devemos pensar, para a qual temos de conseguir olhar e até por solidariedade com quem viveu por aquela situação".
"Foi uma situação pela qual uma amiga minha passou e há coisas que são duras e não queremos pensar, mas essa não é atitude certa", acrescentou.
Maria José da Guia, Hermínia da Silva e Lucília do Carmo são três fadistas a quem presta homenagem por lhe "servirem de espelho".

De Maria José da Guia, falecida em 1992, canta "Bairro divino" (Álvaro Duarte Simões); de Hermínia Silva, que morreu a 13 de Junho de 1993, "A rua mais lisboeta" (Lourenço Rodrigues/Vasco Macedo); e de Lucília do Carmo, falecida há nove anos, interpreta "Não vou, não vou" (Júlio de Sousa/Mário Moniz Pereira).
"São três mulheres que me servem de espelho na minha profissão de fadista", sublinhou.
Mas não é "este espelho" a razão única da escolha do título do álbum. Segundo Aldina, "este espelho espelha também histórias com princípio, meio e fim de muitas mulheres".
"Vi-me em muitas mulheres quando idealizei este álbum", explicou.
Acompanham a fadista os músicos que com ela gravam desde o primeiro álbum, José Manuel Neto na guitarra portuguesa e Carlos Manuel Proença na viola (Prémio Amália Rodrigues 2008), que também assina a direcção musical.
Interessada nas "coisas do fados e nas suas histórias e história", Aldina Duarte afirmou à Lusa que este seu trabalho de "constante pesquisa" é "um instrumento do fado" e que ouvindo e conhecendo vai "apurando o ouvido e a sensibilidade".
Actualmente empenhada na divulgação deste álbum, a fadista tem em projecto um programa de rádio e agendados vários espectáculos.

Dia 04 de Julho actua no Cine-Teatro Batalha no Porto, mas antes apresenta "Espelho de mulheres", dia 28 de Junho, na FNAC Chiado (Lisboa), pelas 18:00.

Dia 07 de Julho actuará em Berlim, no âmbito do Festival Internacional de Poesia, e 13 do mesmo mês inicia um ciclo de apresentações aos domingos na Fábrica de Braço de Prata, em Xabregas, Lisboa.

"Apenas Amor", de 2004, foi o álbum de estreia da fadista, que começou a cantar aos 24 anos e se afirma admiradora de Camané, Beatriz da Conceição, Maria da Fé, Mariza e Carlos do Carmo.
O disco foi bem acolhido pela crítica e público e em 2006 editou "Crua", um álbum composto exclusivamente por poemas de João Monge.
Aldina Duarte, natural de Lisboa, cresceu em Chelas, começou a trabalhar aos 20 anos num jornal e passou depois pela rádio.
Cantou no coro de uma banda, os "Piranhas Douradas", e trabalhou no Centro de Paralisia Cerebral, onde deu o seu primeiro espectáculo.
Camané, Mariza, Pedro Moutinho e António Zambujo, são alguns dos fadistas que interpretam poemas de sua autoria.


(hardmusica.com/Lusa)

domingo, 22 de junho de 2008

Ricardo Ribeiro grava sons árabes



É um fadista castiço e de raça, não há dúvidas, que se deu ares ao Maurício, que é hoje ainda seu grande inspirador, RiCardo RiBeiro vai trilhando o seu caminho que passa por estas incursões em outros terrenos - talvez não tão distantes do Fado .

Quem o ouviu no S. Luiz meditou certamente no ancestral parentesco com o nosso Fado bem mais perto todavia que as origens africano-brasileiras.

Grande voz a de Ricardo Ribeiro! Parabéns por estas experiências!


Música: Fadista Ricardo Ribeiro grava poetas portugueses com o músico libanês Rabih Abou-Khalil.

À música do libanês Rabih Abou-Khalil juntou-se pela primeira vez uma voz, a do fadista Ricardo Ribeiro, que escolheu poemas em português de autores como José Luís Gordo, Mário Raínho ou Rui Manuel, originando um disco invulgar.
O projecto começou o ano passado por intermédio do encenador Ricardo Pais que os apresentou, seguiram-se dois espectáculos em Lisboa e no Porto, e esta semana surge o álbum, "Rabih Abou-Khalil em português".
"É um projecto que me enche de orgulho pela satisfação que foi trabalhar com um extraordinário músico, e pela forma como o trabalho fluiu, sem forçar nada, correndo tudo muito naturalmente", disse à Lusa Ricardo Ribeiro.
Pela primeira vez, Abou-Khalil juntou voz à sua música.
Os poemas, todos inéditos, foram propositadamente escolhidos para o projecto, à excepção de "Casa da Mariquinhas", de Silva Tavares, que Alfredo Marceneiro popularizou.


"Escolhi letras de poetas com os quais me identificava, todos os autores são contemporâneos e estão vivos, exceptuando Silva Tavares", disse o fadista.
"Casa da Mariquinhas", "Adolescência perdida", de autoria do fadista António Rocha, "Já não dá como está", de Rui Manuel, e "No mar das tuas pernas", de Tiago Torres da Silva, são os favoritos de Ricardo, de um grupo de 12 temas.
“Na realidade gosto de todos os poemas, por isso os escolhi, mas estes têm um gosto especial”, justificou.
"'No mar das tuas pernas' surgiu porque o Rabih queria uma letra erótica, quase pornográfica, como indicava a cadência da sua composição musical", explicou.
"No caso de 'Casa da Mariquinhas' que é um poema que permite uma leitura nas entrelinhas, a música de Khalil é muito subtil, com descida nas escalas nessas segundas leituras, e depois um ritmo mais acelerado".
"'Adolescência perdida', de que gosto muito, mostrei-a ao Rabih, e numa semana, durante as gravações em estúdio, aprendi a música e gravámos", afirmou.
Para o fadista, vencedor de uma Grande Noite do Fado (1998) e detentor de um Prémio Amália Rodrigues Revelação (2005), "há na música de Abou-Khalil laivos de fado e até do cante alentejano, mas não houve qualquer tipo de tentativa de aproximação".
“Claro que está lá fado, porque canto fado, mas procurei desligar-me e corresponder ao registo pretendido, à cadência e ao ritmo”, disse.
"Essas reminiscências quer do fado quer do cante são naturais, pois os árabes estiveram 800 anos na Península Ibérica", acrescentou.
Fadista da linha tradicional, habituado ao público das casas de fado e das noites de tertúlia fadista, Ricardo Ribeiro afirmou à Lusa que se sentiu "assustado" com o projecto que lhe parecia "complicado".
"Fiquei assustado, com um músico do calibre do Rabih que nunca tinha juntado voz à sua música, mas depois correu muito bem", disse.
"Na música de Khalil tanto o ritmo, muito forte, como a melodia são muito improvisados e não há uma base harmónica como estou habituado no fado", acrescentou.
O fadista realçou que "intuitivamente" se aproximou da música de cariz árabe e quanto a mudanças de estilo afirma: "Sou eu na mesma, porque afinal é a minha alma que canta".
Com Ricardo Ribeiro (voz) e Rabih Abou-Khalil (alaúde) estão Michel Godard (tuba), Jarrod Cagwin (tambor tradicional árabe) e Luciano Biondini (acordeão).
Mannheim, na Alemanha, e Dudelange, no Luxemburgo, foram os dois primeiros palcos deste projecto, respectivamente a 06 e 14 de Junho.

hardmusica / Lusa

terça-feira, 10 de junho de 2008

Biografia, ficcionada, de Amália no grande écran


O filme Amália, a biografia ficcionada sobre Amália Rodrigues que começou hoje a ser rodada em Lisboa, irá revelar uma «figura contagiante, entre o lado luminoso e a atracção pelas sombras» que emocionará os espectadores, descreveu o produtor, Manuel da Fonseca.
Foi assim que o produtor Manuel da Fonseca e o autor da história, Pedro Marta Santos, apresentaram hoje na Estufa Fria, em Lisboa, a primeira biografia ficcionada sobre a diva do fado, na altura em que o realizador Carlos Coelho da Silva fazia as primeiras filmagens no mesmo local.
«Não é um filme sensacionalista. O nosso projecto é de qualidade e referência, destina-se a todo o público e pretende reforçar o mito, a figura mítica que a Amália representa», disse o produtor Manuel da Fonseca, da Valentim de Carvalho Filmes, em conferência de Imprensa.
A actriz Sandra Barata Belo encarnará a figura de Amália Rodrigues, no topo de um elenco de 45 actores, entre os quais Carla Chambel, no papel de Celeste Rodrigues, Leonor Seixas, Betinha, outra das irmãs de Amália, e António Pedro Cerdeira, como o banqueiro Ricardo Espírito Santo.
Ana Padrão (mãe de Amália), Ricardo Carriço (César Seabra, o último marido de Amália), João Didelet (José Carlos Ary dos Santos), Ricardo Pereira e Susana Mendes são outros nomes do elenco.
Ontem na Estufa Fria filmou-se o momento em que Amália conhece Ricardo Espírito Santo, uma cena de pouco mais de um minuto, mas que se estendeu durante toda a manhã e início da tarde.
A rodagem prossegue nos próximos dois meses em Portugal, sobretudo em Lisboa, e com parte das gravações a decorrerem em estúdio, onde serão recriados, por exemplo, o Olympia, em Paris, cenas no Brasil, Nova Iorque ou no Japão.

O filme pretende mostrar «a Amália de todos os portugueses, com um universo interior complicado», uma pessoa «com uma relação intensa com o abismo, com a morte, o lado sombrio, mas também com uma enorme energia e capacidade de contagiar as pessoas com a sua alegria», explicou o autor da história, Pedro Marta Santos.
Por ser um "biopic", uma biografia ficcionada, o filme decorrerá entre 1954 e 1984, período em que a fadista pisou o maior número de palcos internacionais e altura em que terá tentado suicidar-se.
«Usamos liberdades temporais e sendo uma construção dramatúrgica, interpretamos a vida da Amália, respeitando todo o seu caminho», disse Pedro Marta Santos, que recorreu a dezenas de entrevistas, gravações, filmes, recortes de imprensa e depoimentos de cerca de 20 pessoas, incluindo a família da fadista.
Apresentado como Amália, a voz do povo, o filme tem um orçamento de cerca de três milhões de euros, estreará nos cinemas por altura do Natal e deverá ser exibido em Outubro de 2009 pela RTP, em formato de minisérie com quatro telefimes, por ocasião dos dez anos da morte da fadista.
Sendo Amália uma figura internacional, o filme será vendido para outros países, sobretudo naqueles onde houver uma forte comunidade portuguesa.
«É um filme para encantar e não para chocar», sublinhou Manuel da Fonseca, esperando que a longa-metragem «cause emoções primárias e provoque algumas lágrimas» entre os espectadores.

Manuel da Fonseca rejeita assim qualquer sombra de sensacionalismo em torno do filme, apesar do realizador Carlos Coelho da Silva ter no seu currículo O Crime do Padre Amaro, protagonizado por Soraia Chaves e que é hoje o filme português mais visto de sempre.
Recordando os exemplos recentes dos filmes sobre Edith Piaf e Bob Dylan, Manuel da Fonseca sublinhou que Amália será «um verdadeiro melodrama».
«Um drama em música que eu gostava que os portugueses apreciassem», acrescentou. A música será a nota dominante do filme, com a inclusão de 22 factos remasterizados de Amália Rodrigues.