sexta-feira, 26 de setembro de 2008

IMAGO - Festival de Cinema Jovem já mexe


O IMAGO - Festival de Cinema Jovem que se realiza de 4 a 12 de Outubro no Fundão, conta já com a sua 9ª edição.
O IMAGO é um festival de jovens realizadores, uma vez que a idade limite para concorrerem é os 35 anos.
Este ano o festival promete não deixar os espectadores sem escolhas, dado que a sua programação é intensa e de qualidade.

COMPETIÇÃO OFICIAL INTERNACIONAL
Na principal competição há um total de 30 curtas a concurso, entre Animação, Ficção, Experimental e Documentário.
Os filmes foram escolhidos entre as 1270 inscrições recebidas, provenientes de 70 países e exclusivamente de jovens realizadores até aos 35 anos (ou primeira obras).

COMPETIÇÃO UNDER 25

Na mais jovem competição do festival há espaço para todos os formatos vídeo, muita imaginação, baixos orçamentos e realizadores até aos 25 anos.
Para esta edição estão seleccionadas 21 curtas, escolhidas entre 449.

OS JURIS

Os JÚRIS INTERNACIONAIS constituídos por figuras de renome ligadas ao universo do audiovisual são responsáveis pela atribuição dos mais de 10 mil euros em prémios.
O JÚRI ONDA CURTA/RTP2, que escolhe uma selecção de filmes para aquisição de direitos de exibição na televisão pública.
O JÚRI JOVEM, que atribui o PRÉMIO ao seu filme favorito da Competição Oficial Internacional.
O mais esperado, o JURI PUBLICO que através das suas votações atribui o PRÉMIO ao seu filme preferido das 2 competições.
Este ano o festival promete não deixar os espectadores sem escolhas, dado que a sua programação é intensa e de qualidade.
A uma semana da abertura deixamos alguns dos filmes que poderá assistir nesta 9ª edição do IMAGO.

PROGRAMAS ESPECIAIS (Cerca de 30 projecções, entre curtas e longas)

DOCUMENTÁRIO E MÚSICA

São poucos os documentários sobre música feitos em Portugal. Ao contrário do que se passa um pouco por todo o Mundo, no nosso País a explosão de filmes documentais centrados na indústria musical – sejam eles sobre bandas, artistas a solo, movimentos ou editoras, sobre determinados períodos na história da música, sobre festivais ou simples concertos – ainda não aconteceu. É acerca disto que o IMAGO quer reflectir nesta edição.
O programa centra-se em 2 RETROSPECTIVAS fundamentais para entender o documentário musical – D. A. PENNEBAKER E JULIEN TEMPLE -, complementado com um reforço de Docs Musicais no Heineken Open Space e ainda com o programa PROSPECTIVA, a incidir sobre o trabalho do jovem realizador francês VINCENT MOON.D. A . PENNEBAKER & JULIEN TEMPLE.
Referências incontornáveis do documentário musical, os realizadores norte-americano e britânico, respectivamente, são alvo de retrospectivas da sua obra. Os programas foram escolhidos pelos próprios especialmente para o IMAGO e incluem longas e curtas. Clássicos como “Don’t Look Back”, “Monterey Pop” e “1PM”, de Pennebaker, “The Great Rock n’ Roll Swindle”, “Joe Strummer: The Future is Unwritten” e “The Filth and The Fury”, de Temple, fazem parte do alinhamento. Julien Temple marca presença no Festival e faz parte do Júri Internacional para a Competição Oficial.
PROSPECTIVA – VINCENT MOON

Aquele que a sua função é a descoberta de novos talentos que são apostas firmes do Festival como referências para um futuro próximo, centra-se este ano num realizador que tem focado o seu trabalho no documentário musical. O francês Vincent Moon é conhecido pela sua ligação ao site “La Blogothèque”, muito por culpa do projecto “Take Away Shows”, mas também pelo recente documentário sobre os The National, "A Skin, A Night", ou o novissimo “Adelia, I Want To Love”, um filme em formato curto sobre os Mogway. Ambos fazem parte, entre outros, do programa especial que o festival lhe dedica, sucedendo assim nesta secção aos directores de fotografia que estiveram em foco em 2007, Rui Poças (PT) e Xavi Gimenez (SP) e aos realziadores Nicolas Provost (BE), Rosto (HL), Lynne Ramsay (UK), Lukas Moodyson (SE), Javier Fesser (SP) e Filpe Alçada (PT). Moon faz parte do Júri Internacional para a Competição Oficial.

GODARD AROUND 68

Programa dedicado à obra do mestre Jean-Luc Godard focada essencialmente no Maio de 68, servindo assim como marco comemorativo dos 40 anos do movimento estudantil que revolucionou o mundo e, muito em particular, o universo cultural, tendo deixado marcas que perduram até aos dias de hoje. Em foco está o raro “Un Film Comme Les Autres”, mas também “La Chinoise”, “Sympathy For the Devil” e “Made in USA”. Godard que é também protagonista de “1PM”, de D. A. Pennebaker, em projecção no programa dedicado ao norte-americano.PROGRAMA ESCOLAS 34 minutos, 5 animações de outros tantos países, em 4 sessões exclusivas todas as manhãs, para os alunos das escolas básicas do concelho do Fundão.




HEINEKEN OPEN SPACE
(Mais de 80 projecções, entre longas, curtas e videoclips)

LA BLOGOTHÈQUE

Em ligação directa ao programa dedicado a Vincent Moon, o site La Blogothèque junta em duas sessões alguns dos melhores vídeos que fazem parte do seu extenso arquivo de Take Away Shows. Um conceito inovador na abordagem ao mini documentário musical, ou a uma nova forma de conceber o videoclip como muitos já vaticinam. De Sufjan Stevens aos Arcade Fire, passando por Andrew Bird, Dirty Projectors ou Bom Iver, entre muitos outros.

DOCS MUSICAIS

Secção de documentários sobre música que complementa o programa “Documentário e Música – De D. A . Pennebaker a Julien Temple”, com clássicos absolutos e obras mais recentes. No ecrã do Open Space passam, por exemplo, “Gimme Shelter”, “Wattstax”, “Heima”, “Part of the Weekend Never Dies”, "American Sasquactch - Super Furry Animals", "The Filth and the Fury", ou ainda o concerto dos The Allstar Project no IMAGO.

CARTA BRANCA – FINDERS KEEPERS

Todos os anos damos carta branca a uma produtora ou um festival para apresentar um programa no festival. Este ano a tarefa cabe à editora/produtora britânica Finders Keepers, especialista em recuperar dos arquivos escondidos pérolas do cinema mais alternativo e suas respectivas bandas sonoras. Sob a alçada do prolifíco e multifacetado Andy Votel (Twisted Nerve/B-Music), a Finders Keepers seleccionou para o Imago 6 documentários musicais que certamente não poderão ver em mais lado nenhum. Casos de "Groupies", de Ron Dorfman, "Histoire De Melody Nelson", de Jean-Christophe Averty, ou "Hasta Que Se Ponga El Sol", de Aníbal Uset, entre outras preciosidades.

THE WORLD OF ...PROFESOR NIETO Um dos mais promissores jovens realizadores da actualidade. Colombiano, residente em França, trabalha com a produtora Autour de Minuit (que esteve em destaque na edição de 2006) e mostra no IMAGO várias curtas representativas do seu estranho universo.
THIS IS....TIGERSUSHI A editora francesa, casa de Joakim e Principles of Geometry, que tocam ao vivo no IMAGO, apresenta vários videoclips dos seus projectos.
MUVIES.PT O melhor dos videoclips nacionais de 2008, com a electrónica, o rock, o hip hop, a pop mais independente e... fado, a marcarem forte presença através de alguns dos mais interessantes projectos portugueses da actualidade: Peixe:Avião, X-Wife, Deolinda, Bildmeister, ou Dama Bete, Os Pontos Negros, Vicious 5, ou Norton são alguns dos nomes em destaque.
SANTI AGUADO ROOSTER Videoclips deste promissor realizador espanhol que tem no seu currículo trabalhos para M Ward, Hypnotic Brass Ensemble ou El Chavo.

CASA DA ANIMAÇÃO - FESTA MUNDIAL DA ANIMAÇÃO

São dois programas de curtas apresentados pela Casa da Animação. Um com "Animações Portuguesas", outro, "E-Magiciens" com animações de algumas das melhores Escolas Europeias de Cinema.

SOUND & VISION EXPERIENCE


BADLY DRAWN BOY (UK) - Dia 10 de Outubro
Desta vez é que é. Badly Drawn Boy está no IMAGO. Numa altura em que goza uma pausa na carreira e depois de 4 álbuns nos últimos 8 anos, todos aclamados pela crítica e tendo o último "Born in the UK" visto a luz do dia em 2006, Damon Gough, vem especialmente ao Fundão em formato acústico para nos presentear com as suas canções mais que perfeitas. Uma noite memorável para o Festival e certamente para os muitos fãs do músico britânico que vão marcar presença. A acompanhar Badly Drawn Boy, o seu sócio na Twisted Nerve e figura ímpar do meio musical de Manchester, Andy Votel, traz dois dos mais importantes novos projectos da editora: VOICE OF THE SEVEN WOODS (UK) e SAMANDTHEPLANTS (UK).
O primeiro (Rick Tomlinson, com a sua weird-acid-folk e extraordinária forma de tocar guitarra, viu o seu álbum de estreia integrar as listas dos melhores de 2007 nas mais importantes publicações musicais um pouco por todo o mundo, os segundos, depois de uma série de singles preparam-se para o primeiro LP. Melhor era impossível.

JOAKIM & HIS ECTOPLASMIC BAND (FR) - Dia 4 de Outubro
Como músico e DJ Joakim deu ao mundo alguma da melhor electrónica concebida nos últimos 10 anos. Entre as suas inúmeras encarnações a mais recente leva-o aos palcos acompanhado de uma banda e revitalizando por completo a sonoridade que antes provinha quase exclusivamente de máquinas. O som é mais quente, as canções estão mais definidas e Joakim assume-se como um dos mais interessantes artistas da pop electrónica actual. Um concerto de estreia em Portugal a não perder integrado no destaque dado à casa mãe do músico francês, com o programa THIS IS... TIGERSUSHI.PRINCIPLES OF GEOMETRY (FR) Podiam ser apenas mais uns a tocar música a partir de computadores. Mas esta dupla da Tigersushi quer ser muito mais que isso e para além da música espacial e delirante que produzem apostam num conceito visual que promete espantar o público.

DARREN HAYMAN & JACK HAYTER PLAY HEFNER - dia 11 de Outubro
Para quem não andava distraido em meados dos 90 os Hefner foram para muitos uma espécie de salvação em época de hype brit pop. Darren Hayman foi um contraponto ao vazio intelectual que assolou muita da música pop alternativa nessa altura. Um escritor de canções na senda de Morrisey (embora muito mais discreto e menos bem sucedido comercialmente), com histórias para contar, críticas acutilantes a fazer à sociedade britânica e músicas que não se esquecem. Gerou um culto ferveroso, alienou as massas e deixou os Hefner adormecer depois de vários discos incontornáveis. Um deles chama-se “Fidelity Wars” foi editado há precisamente 10 anos e foi por causa desta data e da sua reedição que Hayman decidiu voltar à estrada sob o nome Hefner. No IMAGO toca pela penúltima vez neste formato em ambiente intimo e com direito, diz ele, a pedidos do público. Preparem as gargantas, voltem a ouvir os discos (se é que alguma vez o deixaram de fazer) porque “this is it”.

MAINSLIDE + P.MA (PT) - dia 11 de Outubro
Um acontecimento sónico! Guitarras, pedais, casiotones, vozes perdidas e batidas minimais… das mais simples canções de embalar até ao ruído visceral, passando pela electrónica fora de moda. Mainslide é um reflexo de algumas das maiores influências musicais de Nuno Santos que pertence também aos Bildmeister e aos mais recentes Evols, todos eles sediados em Vila do Conde cidade onde nasceu. Chega ao IMAGO acompanhado por Pedro Maia (p.ma) e as suas intervenções visuais baseadas na arte cinética e no psicadelismo. Uma exploração visual baseada no conceito de feedback. Recorrendo a ferramentas analógicas e obsoletas como televisores, câmara de vídeo, misturadora de vídeo e processadores de imagem. PERFORMANCE //

ON THE ROAD (PT) - dia 11 de Outubro
Há precisamente 50 anos Jack Kerouac editava o livro “On The Road e o mundo nunca mais seria o mesmo. Inspiração imediata para toda uma geração de artistas, da literatura, à música, ou ao cinema, a obra prima da Beat Generation nunca mais parou de influenciar. Para assinalar a data dois dos mais importantes agitadores culturais do panorama nacional, Tiago Gomes (revista Biblia) e Tó Trips (Dead Combo) juntam-se em palco a Raquel Castro e através de imagens projectadas, do som da guitarra e da força da voz, percorrem o livro numa viagem delirante pela Route 66.DJ SETS //

TIGERSUSHI BASS SYSTEM - dia 4 de Outubro
A trupe da editora Tigersushi é comandada por Joakim e promete trazer à pista de dança do IMAGO o que de melhor e mais inovador se vai fazendo hoje em dia na música electrónica e não só. Space disco imparável. FINDERS KEEPERS AROUND THE WORLD DJ SET - ANDY VOTEL & DOM THOMAS (UK) Já é um homem da casa e pelo quarto ano consecutivo traz ao IMAGO uma noite muito especial, desta vez em complemento ao programa de cinema da Finders Keepers, em que se faz acompanhar do também repetente Dom Thomas e das suas colecções de discos muito particulares. As mais estranhas, desconhecidas e deliciosas sonoridades prog-folk rock psicadélicas, oriundas dos mais recônditos e inesperados pontos do planeta, passam por este Around The World e fazem-nos dançar como nunca pensámos ser possível.E ainda: EL PRAT DEL LLOBREGAT DJs (SP) – RUC DJs (PT) – GIRLS AGAINST HITS DJs (SP-PT) – FRIENDS & GUESTS DJs & VJs
Sáb 4
Concerto Cerimónia de Abertura (Auditório Lotação Limitada a 160 lugares) Opening Ceremony Concert (Auditorium 160 Seats Only) - Principles of Geometry w/ Pierre Vanni – 5€
Sáb 4Joakim & Ectoplasmic Band + Tigersushi Bass System djs (Sala de Concertos+Lounge) - 5€
Sex 10Badly Drawn Boy + Voice of the Seven Woods + Samandtheplants + Andy Votel & Dom Thomas dj set (Sala de Concertos + Lounge)- 10 €

Sáb 11

DARREN HAYMAN & JACK HAYTER PLAY HEFNER + On The Road – Tiago Gomes & Tó Trips Live Performance + (Auditório Lotação Limitada a 160 lugares) - 10€

Sáb 4 / Sex 10 / Sáb 11
Só DJs Only (Lounge + Open Space Mini Disco) – 5€ com Oferta 1 Bebida
De Dom 5 a Qui 9 (Open Space Mini Disco)
Friends & Guests DJ - Entrada Livre
Os bilhetes Concertos+DJs serão trocados por uma pulseira e darão acesso a todas as salas.

INFORMAÇÃO GERAL

O custo dos bilhetes das sessões da Selecção Oficial CGD é de 1,50€ para os menores de 30 anos e para os portadores de todos os Cartões Sociais Municipais e de 4 euros para o público em geral.
A sessão de abertura tem o preço único de 5€.
Os bilhetes para todos os espaços só podem ser adquiridos na bilheteira central do Festival, situada no Centro Cultural Moagem, das 14.30 às 18.30 e das 20.30 às 23.30.

Todos os filmes da Selecção Oficial CGD são legendados em Português e Inglês.
O Heineken Open Space tem entrada livre todos os dias na Sala Polivalente da Moagem.

Nova edição da " Egoista" traz uma novidade em flor


Nova edição da “Egoísta”
presta homenagem à Terra


Com diferentes propostas de reflexão, a “Egoísta” presta, agora, uma merecida homenagem à Terra.

Trata-se da edição de Setembro, que privilegia uma temática cada vez mais actual na sociedade contemporânea.
Num conceito original, a “Egoísta” propõe que o leitor plante uma semente, ofereça outra e cuide da Terra.

Para facilitar esta nobre tarefa a revista traz sementes de girassol na capa, de forma que o leitor possa contribuir para que o planeta seja um lugar melhor.
As páginas da revista da Estoril Sol são pontuadas de portfólios fotográficos de extrema qualidade - de Jordi Brauch a Pedro Cláudio, de Eduardo Gageiro a José Pedro Santa Bárbara - e fazem-se acompanhar por poemas (Ana Marques Gastão) ou pela prosa mais inovadora (Gonçalo M. Tavares, Alexandra Lucas Coelho, Maria Dulce Cardoso).
São 136 páginas que prestam uma homenagem à Terra, à que nos viu nascer, a este pequeno planeta atribulado: reflexões, memórias, ficção, lembretes.

A Terra em modo silencioso na “Egoísta”.

Os destaques do penultimo dia de Queer12

O penultimo dia do Queer 12 é marcado por Saturno Contro com estreia marcada para as 22h na sala 1 do Cinema S. Jorge.

Realizado pelo turco Ferzan Özpetek, debruça-se sobre uma geração de quarentões que, tendo vivido a sua juventude nos anos oitenta e noventa, descobre-se agora no meio de uma crise ideológica provocada pela exaltação do sucesso económico do indivíduo. À beira da maturidade, percebe que chegou o momento de fazer um balanço e de que é necessário redescobrir um sentido de "unidade". Isto porque num tempo de crises económicas, ameaça de doenças até aqui desconhecidas, calamidades naturais e o declínio da família tradicional, é cada vez mais importante criar uma sólida rede de amizades, por vezes autênticas famílias não convencionais.

Ferzan Özpetek: Nasceu em Istambul, em 1959.
Mudou-se para Itália, em 1977, para estudar na Universidade La Sapienza em Roma e, mais tarde, frequentou aulas de realização na Academia de Arte Dramática "Silvio D'Amico".
Começou a trabalhar como assistente de realização e estreou-se como realizador, em 1997, com a longa-metragem Il Bagno Turco.
É um realizador assumidamente homossexual que aborda as questões da sexualidade em vários dos seus filmes.

Hoje, temos ainda a destacar no âmbito do ciclo Queer Art, a curta-metragem de ficção, Chlore na sala 3 pelas 19.15h.
Robitaille, o realizador, traça aqui um ensaio contemplativo, duro e poético, sobre o tédio adolescente.
Na primeira cena, existe um fragmento de uma peça musical da artista de som e ecologista acústica canadiana Hildegarde Westerkamp, que já cedeu o seu trabalho a Gus Van Sant por várias vezes.

O Programa do Obsceno, marcado para as 23.59h na sala 1, fecha o penultimo dia com 8 Inches do brasileiro Max Julien.
Esta longa-metragem de ficção conta-nos a história de detective heterossexual que ao tentar apanhar um carteirista fica perturbado com as imagens capturadas pela sua câmara oculta. Sem pista alguma sobre o homem, apenas sabendo que usa o tamanho desmesurado do seu sexo como isca, o detective pede a ajuda do seu irmão gay. Ao penetrar cada vez mais fundo num novo mundo sexual, os seus sentimentos contraditórios acerca de assuntos por resolver do passado levam o detective a um ponto em que a realidade e a fantasia estão tão misturadas que não consegue diferenciá-las.

Emoções fortes viveram-se no Queer12


O dia de quarta feira no Queer 12, foi marcado pelas emoções que aconteceram nas Longas Metragem e nos Documentários.
Clandestinos e Tied Hands encheram os espectadores de emoções. No segundo caso ouviram-se comentários, na saida do filme, "isto é muito forte", "parece que levei um murro no estômago", "como é possivel?!", chegando a ver-se alguns espactadores bastante emocionados com os olhos brilhantes.
Pela primeira vez nesta edição uma sessão esgotou.

Aconteceu com o documentário "Improvvisamente L'Inverno Scorso".

Realização: Gustav Hofer, Luca Ragazzi
Itália, 2007, 80’
Subitamente no Inverno Passado, a vida de Gustav e Luca muda quando o governo italiano apresenta um projecto de lei garantindo direitos aos casais gays, despoletando uma onde de homofobia na Itália. O Vaticano e os conservadores iniciam uma luta contra o projecto de lei, argumentando que o fim da moralidade e da “família” é inevitável se a legislação das uniões de facto não for travada. Parceiros há mais de oito anos, Luca e Gustav querem compreender os diferentes argumentos a favor e contra esta lei e encetam uma viagem por um país que não conheciam e que não esperavam encontrar: o seu.

Após a exibição do documentário seguiram-se as habituais perguntas aos realizadores.
Apelo mais uma vez à organização do festival que a lingua inglesa não é dominada por todos. Compreende-se que as verbas não permitam a legendagem dos filmes e documentários, mas não se admite que se insita em falar inglês entre a plateia e os convidados.
Neste caso um espectador que pretendia colocar uma questão aos realizadores disse "Como não domino o inglês e muito menos o italiano, falo em português". Colocou a sua questão, em português, que foi traduzida, pelo membro da organização presente na sala, aos realizadores, mas a resposta já não foi traduzida para quem colocou a questão. Mais há frente e depois de outras questões em inglês, volta a surgir mais um espectador que coloca a sua questão em português. Infelizmente voltou a exitir tradução, apenas, para os realizadores.
Na sessão de Obsceno Gay, não posso deixar passar o facto de ser exibido um filme porno "Too Hot in Tel Aviv" em que era explicito que não usavam preservativo e que a ejaculação era feita dentro do anus.
Sendo um festival com o apoio da Comissão Nacional para a Infecção do VIH/Sida, não deveria ter um filme com estas caracteristicas, uma vez que vai contra toda e qualquer informação/campanha que a Comissão realiza.

A homossexualidade e a Guerra Colonial em debate,ontem, no Queer Lisboa 12



FESTIVAL DE CINEMA GAY E LÉSBICO


DIA 7


Ontem, no Queer Lisboa 12, tivemos a oportunidade de assistir a uma longa metragem de Joaquim Leitão ,"20,13 ", já exibida noutras salas do país.Trata-se de um caso passado num aquartelamento português em pleno mato e em plena guerra colonial, onde os sentimentos e as emoções se descontrolam por força da tensão exterior aos próprios indivíduos.


Neste filme Joaquim Leitão aflora, de forma suave, a questão da homossexualidade eventualmente existente entre os militares. Convém lembrar que antes do 25 de Abril não havia homossexuais em Portugal e entre militares , então, nem pensar!

Porque o tema era importante a Organização incluíu na programação um debate denominado: Homossexualidade e Guerra Colonial.
Domingos Oliveira e Guilherme de Melo, com a moderação de António Fernando Cascais relataram-nos as suas experiências como homens e militares no caso de Domingos Oliveira. No entanto e salvo melhor opinião ficámos com a sensação de que a maioria dos militares portugueses era homossexual e se não era passou a ser." A guerra tudo consente, tudo permite" segundo Guilherme de Melo, daí o libertar de emoções que a mesma poderá ter ocasionado.

Apesar de algumas reticências sobre o modo como as questões foram colocadas, este levantar do véu em relação a um assunto sobre o qual não se fala- a Guerra Colonial- este raspar na poeira para que não volte a pousar parece-nos muito louvável e desejamos que a poeira continue a ser levantada até que desapareça de vez.

Ao final da noite foi exibida uma curta metragem de seu nome Gnist e um filme - Senza Fine- onde o tema central era o Amor. Aqui o afecto entre dois seres, não interessa o sexo , supera as dificuldades e obriga-os a lutar pelo bem dos dois, esquecendo-se do que individualmente queriam. O Amor é a mola que move o Mundo, e isso basta!

Amanhã, já com a perspectiva dos vencedores, teremos The Houseboy uma curta de realizador inglês, e uma co-produção italo-franco-turca de seu nome Saturno Contro que conta o sofrimento de uma família perante a doença súbita e inesperada de um dos seus elementos

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Nova animação musical no Casino Estoril, em Outubro



Casino Estoril renova em Outubro
animação musical no Du Arte Lounge


Num ambiente acolhedor, o Du Arte Lounge apresenta, em Outubro, um novo programa de animação musical, que reforça a oferta lúdica e cultural do Casino Estoril.

São pequenos ciclos de actuações protagonizados pelas bandas Trio Naranjus, Box of Blues, XL Femme e Freakassé, que interpretam vários temas originais, assim como versões de grandes êxitos internacionais.
Com estreia agendada já para a próxima Sexta-Feira, os Nobody’s Bizness actuam até 4 de Outubro.

Numa proposta acústica, a banda lisboeta inspira-se num repertório centrado nos blues, recuperando composições de artistas que são referências na evolução deste género musical.
Os Nobody’s Bizness prestam, assim, um tributo a nomes como Robert Johnson, Tampa Red, Ida Cox ou Alberta Hunter, passando, ainda, pelos incontornáveis Bessie Smith, Willie Dixon, Skip James ou pelo gigante Muddy Waters.
Pela primeira vez no Casino Estoril, o Trio Naranjus sobe ao palco de 3 a 11 de Outubro.

Com um perfil intimista, este conjunto interpreta um diversificado elenco de temas, preconizando originais combinações instrumentais e vocais.
Fundado em 2004, o Trio Naranjus é constituído por Pedro Carvalho na guitarra acústica, carron e instrumento de percussão ligado ao flamenco; Pedro Soares na guitarra acústica, baixo eléctrico, pandeireta; e Tiago Barbosa no teclado.
De 10 a 18 de Outubro, será a vez da banda Box of Blues apresentar uma abordagem musical criativa, alegre e descontraída, proporcionando momentos enérgicos, intensos e plenos de improvisação.
No seu repertório cabem clássicos dos blues, do rock e da soul como T-Bone Walker, Freddie King, BB King, Muddy Waters, Buddy Guy, Elmore James, Eric Clapton, Canned Heat, Carlos Santana, Aretha Franklin, Big Mama Thornton, Etta James, Janis Joplin, Patricia Barber ou Susan Tedeschi.
Por sua vez, os XL Femme estão de volta ao Du Arte Lounge, de 17 a 25 de Outubro.
A banda distingue-se por interpretar versões electrónicas de clássicos da música portuguesa, como, por exemplo, o “fado electrónico”.

Num estilo vanguardista, os XL Femme percorrem clássicos de Amália Rodrigues, Madredeus, Doors ou Rolling Stones.
Formado em 2000 por Miguel Ângelo Majer, os XL Femme são um projecto que alia uma sonoridade original e contemporânea, com arranjos de Miguel A. Majer e Ricardo Santos, à voz cheia de personalidade e carácter de Marisa Pinto.
Na semana de 24 a 31 de Outubro, os Jazz Me Brown trazem ao Du Arte Lounge a fusão do jazz, soul e funk.

Em palco, apresentam composições próprias, assim como outras versões electrizantes.
Com um experiente quarteto de músicos, a banda é formada por Demétrio Bezerra, no trompete, Miguel Casais, na bateria, Daniel Lima, no teclado, e Ciro Cruz, no baixo.
Para a última noite de Outubro, os Freakassé propõem um conjunto de medleys com fortes influências de funk, rock e dance dos anos 60, 70 e 80.

Estarão em evidência êxitos de Incubus, Lenny Kravitz, Jamie Cullum, Sting, Stevie Wonder, Jamiroquai, Lenine, Djavan, Ed Motta, RHCP, KC & The Sunshine Band.
Numa proposta revivalista, o vocalista Miguel Sette será acompanhado por Capela, no baixo, Marco Rodrigues, nas teclas, Bruno Capelas, na bateria, e André Frazão, na guitarra.

Dia Mundial do Turismo comemorado em Braga


BRAGA EVOCA ÉPOCA BARROCA

NO DIA MUNDIAL DO TURISMO


Uma evocação histórica da época barroca foi a forma encontrada pelo Município de Braga para assinalar, este fim-de-semana (26, 27 e 28 de Setembro), o Dia Mundial do Turismo, o que faz através de um vasto programa festivo, que tem o seu ponto alto num “cortejo real” e numa imaginada recepção ao rei D. João V, meio-irmão do arcebispo bracarense D. José de Bragança, por si nomeado.

No contexto comemorativo, o Pelouro Municipal do Turismo promove também, na Avenida Central, sexta-feira e sábado (27 e 28), uma programação de cariz popular e tradicional, com a realização de uma feira minhota «de antanho», em que são comercializados, de facto, produtos agrícolas, animais de capoeira, utensílios artesanais e iguarias naturais hoje menos vulgares.

«Para o Município de Braga, a comemoração do Dia Mundial do Turismo serve de motivo para a evocação pública de momentos marcantes da história da cidade; sabemos que é no turismo cultural e religioso que Braga se afirma, sabemos que é neste contexto concreto que a cidade tem reforçado particularmente a sua atractividade; limitamo-nos, portanto, a explorar essa imagem junto dos residentes, mas fundamentalmente junto de quem chega até à Bracara Augusta ou Capital do Barroco com a intenção de conhecer melhor a cidade que fomos e a cidade que somos», justifica a Vereadora da tutela, Ana Paula Morais.Aliás, um “Sarau Barroco” é mesmo o final feliz para o “cortejo real” imaginado para a noite de sexta-feira (26 Setembro, 21h00, palco da Avenida Central). Após uma sessão de boas-vindas do povo de Braga «a Sua Eminência D. José de Bragança e Sua alteza Real D. João V», pode assistir-se a um programa musical preparado pelo Conservatório bracarense, onde pontuam trechos como “Marche Gay”, de Jean-Baptiste Lully; “Coro Judas Macabeu, de Handel; “Musette”, de Bach; “Bourré”, de Handel; “Minueto 1, 2 e 3” de Bach; “Paduan”, de Peuel; “Minuetto” de Carlos Seixas; “Allegro” de Correli; “Largo” de Vivaldi; “Gavotte”, de Handel; “Minuetto” de Tartini; “Giga” de Pachelbel; “Minuetto” de Handel; “Delizie contente” de Cavalli; “The People That Walked In The Darkness” (Messias), de Haendel; e “Stizzoso, Mio Stizzoso”, de Pergolesi.«Num esforço para respeitar o tempo histórico, o trabalho desenvolvido pelos vários parceiros pretende recriar uma recepção imaginária ao rei D. João V, situada temporalmente no dia 26 de Setembro de 1741; D. José de Bragança, nomeado arcebispo de Braga e primaz das Espanhas, convida o seu irmão e rei de Portugal, bem como a rainha de Espanha, sua sobrinha, a deslocar-se a Braga para a cerimónia da sua assunção das funções eclesiásticas», enquadra Ana Paula Morais.

É neste ambiente que ocorre o suposto sarau barroco, em que ganham destaque a música, a dança e a poesia, em que, além dos monarcas portugueses e espanhóis, se destaca a presença do grande compositor Carlos Seixas e do professor de cravo Domenico Scarlatti.

Com textos e coordenação de Ana Maria Caldeira, direcção musical de Raquel Alves, encenação de Sónia Sousa, coreografia de Filomena Vasconcelos e Cristina Cardoso, destacam-se neste espectáculo os alunos do Conservatório Calouste Gulbenkian Nuno Marques (trompete), Maria João Santos (caixa), Leonor Bravo, Joaquim Pereira, David Correia, Francisco Grilo, Luísa Gomes e Mariana Correia (violinos), Ana Carolina Ferreira e Ana Carolina Freitas (violoncelo), Emanuel Novais (flauta), Sofia Sousa (viola de arco), Paula Peixoto (cravo), e Joana Teixeira, Ana Sousa e Sagar Dipak (canto).A poesia é recitada por Catarina Peixoto (“Poema”, de António da Fonseca Soares) e Hugo Dias (“O canto da Babilónia”, de D. Francisco Manuel de Melo).A dança é assumida por um grupo de 25 bailarinos e a representação cabe a Rui Martins (D. João V), Daniela Araújo (D. Maria Ana de Áustria), Gonçalo Felgueiras (D. José de Branca), Mariana caldas (D. Maria Bárbara), José Diogo Martins (Carlos Seixas), José Marques (Domenico Scarlatti), Carlos Dias (mestre de cerimónias), Claúdio Miranda, Tiago Loureiro, Rui Pedro Vieira e Tiago Afonso (prelados do Cabido), David Duque, Bernardo Barreira, Jorge Ramos e André Espírito Santo (lacaios).O “Tin.Bra” – coordenado por Maria Torcato – cede a esta encenação jovens actores como Joana Gaspar, Carlos Lima, Sofia Reis, Inês Peixoto, Bárbara Bastos, Juliana Quintas, Carla Marques, Pedro Miranda e Clara Duhamel.Quanto à “Feira à Moda Antiga”, ela abre, conforme referido, às 10h00 de 27 de Setembro (sábado), registando então a animação de lavradeiras e artesãos, que comercializam directamente os seus produtos.

Às 16h00, a avenida Central serve de palco a uma “Desfolhada Minhota”, a que se seguem os “Cantares Tradicionais” do Grupo Desportivo e Recreativo da Groz-Veckert.A animação deste espaço público continua no domingo (28), com a “Feira dos Artesãos”, a partir das 11h00, e a actuação do Grupo de Cavaquinhos Gonçalo Sampaio, às 16h00.

A Felicidade

A Felicidade
de Alexander Medvedkine
*musicado ao vivo por Kubik
27 de Setembro às 21h30

A Felicidade, do russo Alexander Medvedkine, é um filme-mudo de 1934 inspirado no cinema burlesco americano de Buster Keaton mas também no cinema surrealista e provocador de Luís Buñuel. Trata-se de uma comédia dramática que ousou criticar a política bolchevique e foi banido na Rússia durante 40 anos. O cine-concerto foi um projecto encomendado a Kubik para o festival Escrita na Paisagem 2008 e segue-se a experiências semelhantes do músico com obras como Un Chien Andalou, de Luís Buñuel e Salvador Dalí ou Entre'Acte, de René Clair.
Informações
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24hE-mail:
fnac.coimbra@fnac.pt

PORTUGAL JAZZ SEVER DO VOUGA

PORTUGAL JAZZ
27 de Setembro às 21h30
CAE SEVER DO VOUGA



Para festejar a entrada no Outono, com muito sol, o Portugal Jazz viaja já no próximo sábado para Sever do Vouga onde tem encontro marcado com o Quarteto de Ana Paula Sousa, para concerto e workshop. Um programa intenso para principiantes e amantes do jazz.
Ana Paula Sousa Quarteto
Ana Paula Sousa, pianista, compositora e improvisadora, reúne numa formação standard do jazz contemporãneo, a irreverência do rock com a universalidade da música clássica, dando-lhe um peculiar sabor português. Oferece um reportório de originais em que a emoção dá lugar a uma liberdade artística honesta, fora dos compromissos estéticos habituais. Uma reciclagem de som luso que reformula o conceito de importação.
Com o disco "Valsa para a Terri", Ana Paula Sousa dá início a uma prometedora nova fase da sua carreira. Poderão testemunhá-lo neste concerto, em Sever do Vouga, onde Ana Paula Sousa será acompanhada por três dos mais relevantes novos músicos do jazz português Afonso Pais, na guitarra, Hugo Antunes, no contrabaixo e Luís Candeias na bateria.
10h00 às 12h30 e das 14h00 às 16h - Workshop de jazz orientado por Ana Paula Sousa
21h30 - Concerto com Ana Paula Sousa Quarteto
Ana Paula Sousa - piano
Afonso Pais - guitarra
Hugo Antunes - contrabaixo
Luís Candeias - bateria
Mais informações:
www.portugaljazz.org

Comunidade de leitores hoje em Coimbra

Comunidade de leitores
25 de Setembro às 18h30
Casa Municipal da Cultura - Coimbra

Uma Comunidade de Leitores é um grupo de pessoas que se reúne periodicamente para debater um conjunto de livros cuja leitura foi proposta pelo coordenador do clube.
A experiência da leitura é sempre íntima e individual, feita em sua casa por cada um dos participantes. Mas essa experiência é enriquecida pela partilha de opiniões, comentários e pontos de vista que ocorre nas reuniões, permitindo a descoberta de outras formas de interpretar o livro analisado.
O objectivo das reuniões não é produzir dissertações académicas, nem fazer análises textuais aprofundadas das obras lidas, tão pouco avaliar o tipo de leitura feito pelos participantes. O que se pretende é partilhar o prazer da leitura com os outros, descobrindo e confrontando os pontos de vista dos participantes sobre aquilo que leram.
Os participantes...
... não têm de ler em voz alta durante as reuniões;
... não têm de comprar o livro analisado: podem requisitá-lo na Biblioteca;
...não são obrigados a participar nos debates, se não o quiserem fazer.
Programa

25 Setembro
A Escola do Paraíso, de José Rodrigues Miguéis
30 de Outubro
O Deus das Pequenas Coisas, de Arundhati Roy
27 de Novembro
O Doente Inglês, de Michael Ondatje
18 de Dezembro
O Livro das Lendas, de Selma Lagerlof
Funcionamento
Periodicidade
: mensal (última Quinta-feira de cada mês)
Local: Gabinete de História da Cidade (Casa da Cultura).
Coordenação: Maria de Fátima Carvalho
Acesso: gratuito
Inscrição: Biblioteca Municipal de Coimbra; telefone nº 239702630

"Os sons que nascem..." nas comemorações do dia Mundial da Música

Atelier “Os Sons que nascem…”
30Setembro1234 Outubro às 10h00 e às 14h30
Casa Municipal da Cultura de Coimbra



Atelier para escolas e famílias - "Os Sons que Nascem..." - comemorações do DIA MUNDIAL DA MÚSICA
O atelier “Os Sons que Nascem…” parte de um conceito de notação musical – partitura gráfica – utilizada por muitos dos principais compositores de vanguarda contemporâneos (John Cage, Mauricio Kagel, Morton Feldman, G. Ligeti, etc.) e compreende três etapas distintas:
1. Abordagem dos princípios fundamentais da música (altura, dinâmica, timbre, duração) através de uma aprendizagem lúdica de alguns elementos da grafia musical contemporânea;
2. Criação de uma obra musical colectiva com as ferramentas aprendidas na etapa anterior (serão utilizadas técnicas de colagem, pintura, desenho, etc. como meios de notação musical);
3. Execução das obras compostas pelos alunos em concerto. Interpretação a cargo dos orientadores do ateliê.
pelo CENTA _ Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas.
Público-alvo: jovem/escolar (30 Set., 1, 2 e 3 Out.) e famílias (4 Out.)
Faixa etária: dos 6 aos 15 anos

Escolaridade: 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico
Necessário fazer inscrição: telef. 239702630

Festival de Cinema Gay e Lésbico-Queer Lisboa 12


" Was am Ende Zählt " foi a longa metragem em competição apresentada ontem na sessão da noite.
Conta a história de uma jovem que vê os seus planos alterados por uma gravidez inesperada.
Carla foge de casa para estudar moda em Lyon. Na estação de combóios roubam-lhe a bagagem e ela aceita a oferta de ajuda de Rico que conheceu na altura.
Entretanto encontra Lucie que também trabalha no barco que Rico está a transformar em Bar. A gravidez inesperada de Carla atrasa-lhe o sonho de moda mas Lucie faz-lhe uma proposta e acabam por juntar as suas vidas.
Nada de novo nos traz o desenrolar desta história. O mesmo se podendo dizer do próprio filme.Uma sequência de imagens com sentimentos e emoções a passarem quase despercebidos.
A noite terminou com a exibição de mais um Obsceno que será objecto de posterior análise.
Pelas 15 horas de hoje é exibido o filme " 20,13 ", de Joaquim Leitão que trata o dia a dia de um posto militar no norte de Moçambique em plena guerrilha. A situação de permanente tensão e conflito faz explodir sentimentos e emoções contidos desde há muito.
Pelas 18 horas, perspectiva-se um debate" Homens provisoriamente sós-Homossexualidade e a Guerra Colonial" que se prevê polémico e controverso.
Surge na sequência da exibição do filme " 20,13" e certamente que o mesmo servirá de base à discussão.
O debate que será moderado por António Fernando Cascais terá como participantes Domingos Oliveira e Guilherme de Melo.
António Fernando Cascais é Professor da Universidade Nova de Lisboa e publicou cerca de uma centena de ensaios sobre filosofia, história e ética das ciências e das técnicas, teoria gay e queer em Portugal e no estrangeiro.
Domingos Oliveira nasceu em Atei, Mondim de Basto.Proganizou alguns filmes e é o autor de uma escultura de homenagem a Amália Rodrigues. A partir de agora é o autor, como escultor, do prémio do Festival de Cinema Gay e Lésbico.
Guilherme de Melo é jornalista e escritor, homossexual assumido, com várias obras com a temática gay como fundo.
Este debate ,necessário quanto baste, servirá certamente para que se disperse o nevoeiro que se pretende exista sobre sentimentos e relações entre pessoas isoladas de todos menos delas próprias.

Os Concertos dos seus ídolos




26.SET
GNRLISBOA – LUMIAR, JARDIM DOS ULMEIROS22:00 – ENTRADA LIVRE





27.SET
TARA PERDIDALISBOA – ALAMEDA – ARRAIAL DO CALOIRO (TÉCNICO)22:00 – ENTRADA PAGA



DA WEASELMADEIRA – ÁGUA DE PENA, PARQUE DESPORTIVO – “ANT3NA ON TOUR”22:00 – ENTRADA LIVRE



MESAGUIMARÃES – CENTRO CULTURAL VILA FLOR 22:00 – ENTRADA PAGA






29.SET
MAFALDA VEIGAVIANA DO ALENTEJO – FEIRA D’AIRES22:00 – ENTRADA LIVRE

Tiago Bettencourt hoje no Casino Estoril




Tiago Bettencourt e “Mantha”
encerram ciclo de Concertos no Casino Estoril


Inspirado no álbum “Jardim”, Tiago Bettencourt está de volta ao Du Arte Lounge no próximo dia 25 de Setembro, pelas 23 e 30.

Acompanhado pelos “Mantha”, o intérprete encerra, assim, mais um ciclo dos “Grandes Concertos do Casino Estoril”, o qual se tem distinguido, nos últimos três meses, pela expressiva adesão de público.
Num projecto musical bem sucedido, Tiago Bettencourt revela, ao vivo, uma invulgar cumplicidade com os “Mantha”.


O artista partilha o palco, com Tiago Maia, no baixo, e João Lencastre, na bateria.
No Du Arte Lounge, Tiago Bettencourt & “Mantha” apresentam as melhores composições do álbum que gravaram em Outubro de 2007.


“Jardim” inclui doze temas originais, entre os quais se destacam “Canção Simples”, “A Ponte”, “Labirinto”, “Outono”, “Amanhã”, “Noite Demais”, “Fim da Tarde” ou “O Jogo”.
Gravado num estúdio em Montreal, o álbum “Jardim” foi produzido pelo canadiano Howard Bilerman, que colaborou já em registos discográficos de outros conhecidos grupos, como é o caso dos Arcade Fire.
Após um assinalável percurso como vocalista dos “Toranja”, Tiago Bettencourt apresenta uma renovada orientação musical.


Enquadrado na sonoridade dos “Mantha”, o artista promete uma actuação a condizer com a expectativa que rodeia sempre a sua participação nos “Grandes Concertos do Casino Estoril”.
Com um programa muito diversificado, o Casino Estoril acolhe a contorcionista Helene, às 21 e 50. A artista apresenta um original exercício intitulado “Aquarium”.


A partir das 22 horas, a banda The Soaked Lamb assegura a animação musical. Posteriormente, Helene repete a sua actuação, às 23 e 15, antecedendo o concerto de Tiago Bettencourt, agendado para as 23 e 30.


A partir da uma hora, o conhecido DJ António Machado prolonga a festa até de madrugada.

Última Chamada de Rafael Alvarez

Sessão Cultural no Museu do Neo-Realismo em V.F.de Xira



Actividades no Museu do Neo-Realismo


No âmbito da sua programação cultural, o Museu do Neo-Realismo apresenta para os dias 26 e 27 de Setembro, no Auditório, as seguintes sugestões:

Sexta-feira – 26 de Setembro - 21.30 Horas
“Lançamento do N.º 2/3 da Revista Nova Síntese”
Apresentação: Vitor Viçoso


Sábado – 27 de Setembro - 17.00 Horas
“Encontros com Artistas e Escritores”
Convidado: Baptista-Bastos



Já nas Lojas o melhor de António Calvário



O MELHOR DE ANTÓNIO CALVÁRIO Regresso 1960-1966
É tão bom cantar


A única forma de acabar com o nacional-cançonetismo de uma vez para sempre é transformá-lo em ícone pop da cultura portuguesa.
Enquanto isso não acontecer, todo um enorme conjunto de compositores, intérpretes, executantes e editores ficará indistintamente refém da sentença ideológica aplicada a um determinado período e caminho da nossa música (digamos, entre os anos 1950 e 1974) por um tribunal igualmente indistinto que o condenou ao silêncio. Assim não vale.
Escolhamos então outro caminho.
Ao fazer passar o “nacional-cançonetismo” pelo filtro da “pop culture” – o termo tem mesmo que ser este, porque “cultura popular” remete para outros domínios –, poderemos obter algumas revelações pertinentes.
Poderemos perceber, por exemplo, como a indústria musical norte-americana e europeia, nas suas décadas de glória, influenciou e moldou a nossa própria indústria. Por outro lado, ficaremos a conhecer-nos melhor enquanto sociedade produtora de cultura.
Isto é: daquela época, não basta saber da enorme importância musical de José Afonso e de seus empenhos políticos. É preciso também entender os Reis da Rádio.
A antologia que o ouvinte tem em mãos é um excelente começo para este caminho, porque tal história nunca pode ser contada sem António Calvário. Trata-se de uma inteligente selecção escolhida a partir dos 34 EPs (discos de vinil com dois temas de cada lado) gravados pelo cantor para a Valentim de Carvalho (VC) entre 1960 e 1966, os únicos anos em que esteve naquela casa editorial. Se o ouvinte mais sabedor não encontrar aqui um ou outro tema que retém na memória, isso será apenas porque decidiu-se circunscrever a colectânea ao património VC. De resto, está aqui tudo que define Calvário como artista.

António Calvário da Paz nasceu em 1938 em Maputo (então Lourenço Marques), Moçambique, ex-colónia portuguesa.
Iniciou estudos de piano aos sete anos – Chopin fascinava-o e imaginou carreira como pianista. Aos 14, já em Portimão, onde a família tem raízes, estreou-se e surpreendeu como cantor numa festa escolar.
Mudar-se-á para Lisboa, inscrevendo-se no Colégio Académico. É na capital que recebe aulas de canto de uma prima-avó, Corina Freire, nome importante do teatro de revista. Aos 18 anos concorre a uma vaga na estação radiofónica Emissora Nacional.
Aprovado, inicia carreira em espectáculos colectivos e um ano depois obtém o primeiro lugar no II Festival da Canção Portuguesa, no Coliseu do Porto, com o tema “Regresso”, de Maria Almira e Resende Dias, suplantando, entre outros, Alice Amaro, Simone de Oliveira e Madalena Iglésias – com estas duas últimas gravaria duetos.
A vitória é motivo para a VC assinar com ele e editar um single, onde regista também “Sem Ti”, de João Nobre.
Daqui em diante, o sucesso é imparável. Entre 1962 e 1972 será eleito cinco vezes Rei da Rádio, o mais importante título para um cantor da altura medir a sua popularidade.
Outros títulos semelhantes sucedem-se. Ao ganhar, em 1964, com “Oração”, de Francisco Nicholson, Rogério Bracinha e João Nobre, o I Grande Prémio da Canção da RTP, entra simultaneamente no panteão do êxito maior e no patamar da associação política, quer queira, quer não: o triunfo leva-o ao Festival da Eurovisão, que naquele ano se realiza na Dinamarca, em representação de Portugal, onde obtém zero pontos.
É uma clara condenação do júri ao regime ditatorial de Salazar. Nada que perturbe a fama doméstica: naquela época, Calvário pára literalmente as ruas das cidades se decide sair em público. As fãs não o perdem de vista. Neste sentido, foi o mais parecido que o país teve com um Elvis.
Novos palcos acontecerão: os do teatro de revista, de comédia e de opereta a partir de 1963 (em pelo menos 15 títulos); cinco filmes “populares” entre 1964 e 1969 (em 1999 participou ainda no drama Longe da Vista de João Mário Grilo); actuações internacionais e prémios em festivais no estrangeiro. A carreira abranda nos inícios da década de 70, tendo um êxito inesperado em 1979 com a canção “Mocidade, Mocidade”. Ao longo da década de 90 vê surgirem várias reedições e compilações.
O ensinamento de Corina Freire teve, evidentemente, os devidos frutos. A prima-avó ensinou ao jovem António o essencial para que a carreira fosse longa e eficaz. Ninguém pode negar a Calvário um talento duradouro (até hoje – basta vê-lo em qualquer actuação no século XXI). A plasticidade e doçura da sua voz destacam-se num universo onde a maioria dos cantores da sua geração afirmou-se pela gravidade.
O imenso sucesso prende-se certamente com isto e com uma escolha de repertório onde primam as baladas (“Sabor a Sal” é um primor).
Há fados, há marchas, há um pouco de tudo, e twists também: nestes é curioso ver a teatralidade dramática que adapta a um género musical dançável por excelência (é escutar os deliciosos “Meu Coração de Madeira” e “Tu Nunca Saberás”). A maior parte dos temas são de compositores portugueses, não faltando versões de êxitos anglo-saxónicos – incluindo uma de Paul Anka da banda-sonora do filme “O Dia Mais Longo” e, no extremo oposto, as mais conhecidas canções de “My Fair Lady” em dueto com Simone de Oliveira. Há o crooner competente (Sinatra é o seu grande ídolo) em “O Amor Tem Sempre Um Sítio Para Morar” e, é claro, há esse monumento pop português ao lado da sua parceira perfeita, Madalena Iglésias, em “É Tão Bom Amar”.
Em Abril de 2007, António Calvário regressou em concerto ao Maxime, em Lisboa, actuando para uma geração que não o conhecia e voltando a assinar o livro de honra daquele que é o mais famoso cabaret de Portugal, a funcionar desde a década de 40, hoje com direcção artística de Manuel João Vieira. Vieira, com a programação que ali exerce, tem sido o principal responsável na música portuguesa por passarmos a encarar sem pruridos, e já com gosto, nomes como Calvário.
Um dia o termo “nacional-cançonetismo” será mais lúdico do que qualquer outra coisa. Percebermos nessa altura como, para o bem e para o menos bem, a nossa “pop culture” é útil. Dançaremos então ao som de António Calvário. Assim já vale.
(João Macdonald)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Um sobrevivente dos campos de concentração nazis em Lisboa


Shlomo Venezia nasceu em Salonica, na Grécia, a 29 de Dezembro de 1923, no seio de uma família judaica.
A 11 de Abril de 1944, Shlomo e a sua família chegaram ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde Shlomo integrou o Sonderkommando.
O autor dedica-se, actualmente, a dar a conhecer ao mundo o que foi o horror do holocausto.
Béatrice Prasquier é jornalista e entre 3 de Abril e 21 de Maio de 2006 realizou uma série de entrevistas a Shlomo Venezia.

"Concerto Prestígio" HEPATURIX - Orquestra Clássica do Centro

Concerto Prestígio HEPATURIX
Orquestra Clássica do Centro
25 de Setembro às 21h30
Pavilhão Centro Portugal - Coimbra



PROGRAMA
1ª Parte
Abertura “Flauta Mágica”
Mozart
Concerto em Fá M, op.:75 para Fagote
C. M. Weber
Allegro
Adagio
Rondó
Allegro
Fagote: Raquel Saraiva
2ª Parte
1º Andamento da Sinfonia nº 40
Mozart
Pensamento Livre (V. Caseiro)
Arrj. Eurico Carrapatoso
Nocturno
António Fragoso
Valsa das Flores
Tchaikovsky

Bilhete - €5
www.orquestraclassicadocentro.org
Informações
Casa Municipal da Cultura; Rua Pedro Monteiro; 3000-329 CoimbraTelef. 239 702 630; Fax 239 702 496: E-mail -
cultura@cm-coimbra.pt
; www.cm-coimbra.pt

Fado no café Santa Cruz

Noites de Fado no Café Santa Cruz
Quarta e Quinta-feira às 21h45
Coimbra

Entrada livre

Destaques do dia no Queer Lisboa


Quarta-feira, dia 24, no Queer Lisboa 12 – Festival Gay e Lésbico de Lisboa, a decorrer no cinema São Jorge, o documentário em destaque é Improvvisamente l'Inverno scorso (Subitamente no Inverno Passado) de Gustav Hofer e Luca Ragazzi. Teve origem nas grandes movimentações homofóbicas em Itália que se seguiram à proposta do governo que visava garantir direitos aos casais gays (sala 3, 21h30). O Vaticano e os conservadores iniciaram, na altura, uma luta contra o decreto-lei, argumentando o fim da moralidade e da "família" caso a legislação das uniões de facto não fosse travada.
Parceiros há mais de oito anos, Luca e Gustav - ambos presentes neste dia no Queer Lisboa 12 - quiseram compreender os diferentes argumentos a favor e contra esta lei, encetando uma viagem por um país que não conheciam e que não esperavam encontrar: o seu.

Sobre Gustav Hofer: Nasceu em Sarthein (Tirol do Sul, Itália) em 1976. Após os seus estudos em Ciências da Comunicação na Universidade de Viena e em Cinema na Universidade de Middlesex em Londres, mudou-se para Roma. Trabalha como jornalista free-lancer e realizador independente. É o correspondente italiano para a área da cultura no canal televisivo franco-alemão "Arte", onde também apresenta o programa de cultura diário "Journal de la Culture – Arte Kultur".

Sobre Luca Ragazzi: Nasceu em Roma, em 1971. Formou-se em Literatura e Filosofia na Universidade La Sapienza de Roma. Jornalista, crítico de cinema e fotógrafo, Improvvisamente, l'lnverno scorso é o seu primeiro filme como realizador.


Outra obra a não perder é Lucky Blue, curta-metragem de ficção realizada por Håkon Liu – presente na sessão a decorrer pelas 19h30, na sala 1. Centra-se na história de Olle que, apesar das suas inseguranças e medos, descobre finalmente a coragem para expressar o seu amor. Numa noite de Verão, num acampamento algures na Suécia…

Sobre Håkon Liu: Nasceu em Kirkenes, na Noruega, em 1975, e cresceu em Taiwan. Formou-se na Escola de Realização Cinematográfica da Universidade de Gotemburgo, em 2005. Anteriormente, tinha estudado Arte na Academia Nacional de Artes de Oslo.

Estádio da Luz palco de um evento especial


“Espondilite Anquilosante – vencer os limites”
27de Setembro, Sábado, às 15h00
Campo de futebol de relvado sintético do Estádio do Sport Lisboa e Benfica (Av. General Norton de Matos, Lisboa)


A Associação Nacional da Espondilite Anquilosante (ANEA) tem o prazer de o convidar para o “Espondilite Anquilosante – vencer os limites”, que terá lugar no próximo sábado, dia 27 de Setembro, às 15h00, no estádio do Benfica.
Esta iniciativa, que visa dar conta das limitações físicas dos portadores desta doença e da possibilidade de as superar, vai contar com a presença de José Henrique (Zé Gato), Nené; Vitor Paneira, Paulo Sousa, Hernâni; Zé Gato; Veloso (pai de Miguel Veloso) e Hilário, entre outras personalidades ligadas ao futebol.
Outras individualidades que também irão participar são Nelson Évora; Vanessa Fernandes, Telma Monteiro; Carlos Alberto Moniz; António Melo; Zé Reza; José Nuno Martins; To Zé Brito e António Manuel Ribeiro.
Nesta acção, os portadores de Espondilite Anquilosante terão oportunidade de praticar futebol com estas personalidades, demonstrando que o exercício físico é uma componente essencial do tratamento, a par da terapia.
A iniciativa visa ainda chamar a atenção para a necessidade de um diagnóstico precoce que permita o encaminhamento para a consulta da especialidade.
Após esta partida amigável de futebol, jornalistas e figuras públicas serão convidados, pelas 17h00, para assistir ao jogo de Futebol Benfica – Sporting.

Lançamento do novo album dos Black Foot



Queer Lisboa 12 - hoje uma surpresa!


Mais um dia de Festival de Cinema Gay e Lésbico


Continua no S.Jorge a exibição de filmes escolhidos para este festival que termina sábado.


O documentário " A Jihad for Love" de extrema actualidade foca o significado real deata palavra e a deturpação que tem sofrido face a alguns radicalismos cometidos por facções islâmicas.Explica~se que Jihad é a resistência do indivíduo no caminho de Deus. Curioso que todos os protagonistas são gays.


She´s a Boy I Knew conta a história de Gwen Haworth e a sua transformação na mulher que hoje é. Nascida rapaz é todo o confronto com a família e consigo que dá a este documentário um forte cariz humano.


Campilho, si Quiero tem uma história de uma simplicidade surpreendente. Em Junho de 2005 o parlamento espanhol aprovou a Lei do Casamento Homossexual.Dado que compete ao Alcalde ( Presidente da Câmara) a celebração dos matrimónios, alguns interpuseram recurso exigindo a não implementação da Lei.


Acontece que em Campilho de Ranas, Francisco Maroto, o Alcalde, decidiu que :eu caso. A partir desse momento os casais homossexuais recorrem a este Pueblo para oficializar a sua união.

Francisco Maroto, ele também homossexual, fez questão de também ele contrair matrimónio com o seu companheiro de 14 anos.Segundo ele foi "a afirmação pública do carinho que sinto por ele."Este documentário pretende alertar os legisladores de cada país para o facto de que não são as leis que impedem os Homens de se amar.Neste momento, em Portugal, esta questão foi mais uma vez adiada. Talvez fosse bom reflectir sobre Campilho de Ranas, um povoado com 50 habitantes e que é conhecido em toda a Europa e não só.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Queer com programação arrojada para hoje


Programação do 5º dia de Festival
15:15h Sala 3
Schau Mir in die Augen, Kleiner /Here’s Looking at You, Boy –
Realização / Director: André Schäfer
Alemanha, França, Holanda, Finlândia,
Suécia / Germany, France, Netherlands,
Finland, Sweden, 2007, 90’
Documentário / Documentary
DigiBeta Pal
v. o. multilingue legendada em inglês

Here’s Looking At You, Boy é um documentário sobre a saída do armário do cinema gay e lésbico, desde os anos 70 até aos nossos dias. O facto de uma grande parte desses filmes ter surgido nos anos 80, lidando com a ascensão da sida, é certamente revelador. Escrever sobre
uma vida feliz e auto-determinada, ou até mesmo sobre a hipótese de um final feliz para gays e lésbicas, parecia impossível para os realizadores durante muito tempo. E, no entanto, eles existem, filmes que ajudaram uma geração acabada de completar os vinte anos a assumir-se de forma mais confortável: filmes gay que alimentavam a esperança em tempos melhores. Este documentário mostra-nos excertos de 30 longas-metragens: desde o It is not the Homosexual who is Perverse, but the Society in which he Lives (1970) de Rosa von Praunheim, até ao êxito de bilheteira Brokeback Mountain (2006), de Ang Lee.
Estes filmes são comentados numa série de entrevistas, às vezes bastante pessoais, com
realizadores e actores como Gus van Sant ou John Waters, Ingrid Caven, Tilda Swinton, Stephen Frears, Rosa von Praunheim, Jeroen Krabbé e muitos mais.



15:30h Sala 1
A Jihad for Love

Realização / Director: Parvez Sharma
E.U.A., Reino Unido, Austrália, Alemanha,
França / U.S.A., United Kingdom, Australia,
Germany, France, 2007, 81’
Documentário / Documentary
Beta Sp Pal
v. o. multilingue legendada em inglês

A palavra “jihad” ou “guerra santa” tem frequentemente conotações negativas.
Com o medo cada vez maior de ameaças terroristas islâmicas, o termo tem sido muitas vezes reduzido a “guerra”. No entanto, tem um significado bastante mais complexo. A “jihad” desempenha um papel central no Islão, pois refere-se à luta do indivíduo para “resistir no caminho de Deus”, assim como a solicitação para servir a sociedade Islâmica através dos actos e da conduta. Os protagonistas do documentário de Parvez Sharma são, ao mesmo tempo,
Muçulmanos praticantes… e gays. Isto significa que, nos seus países, muitos deles são membros de uma minoria inominável, sujeitos a perseguições e humilhações, sendo-lhes barrada a possibilidade de participarem na vida pública. Estes retratos multifacetados foram filmados na Índia, Paquistão, Irão, Turquia, Egipto, África do Sul e França. Parvez Sharma espera que o
seu filme encoraje o diálogo sobre um tema que ainda é tabu na maior parte destes países.




17:15h Sala 3

Further Off the Straight & Narrow – New Gay Visibility on Television, 1998-2006
Realização / Director: Katherine Sender
E.U.A. / U.S.A., 2006, 61’
Documentário / Documentary
Beta Sp Pal
v. o. inglesa s/ legendas
Este novo documentário começa onde Off the Straight & Narrow: Gays, Lesbians, Bisexuals
& Television (1998) terminou. Desde o lançamento desse vídeo, houve um marcado aumento da presença de personagens LGBT na televisão. Tendo como pano de fundo as questões sociais e políticas que afectam a comunidade LGBT, Further Off the Straight & Narrow lança um olhar atento sobre sitcoms, reality-shows e a programação da televisão por cabo, explorando como as
representações de personagens LGBT se tornaram mais variadas e complexas nos últimos anos. Apesar do filme reconhecer o aumento das representações LGBT na televisão e as resultantes possibilidades de inclusão e validação ao dispor da juventude gay dos nossos dias, também questiona como essa presença queer é moldada pelos imperativos do sistema comercial dos media.
Further Off the Straight & Narrow defende que a evolução dessas representações LGBT talvez seja explicada mais pela consciencialização por parte dos anunciantes do potencial em alcançar directamente os consumidores LGBT com uma programação idealizada especificamente para atrair a sua atenção, do que por um súbito compromisso com a justiça social por parte dos grandes media.



17:30h Sala 1
Programa de Curtas 5
18:00 Sala Buondi


Nina’s Heavenly Delights – A Receita do Amor
Realização / Director: Pratibha Parmar
Reino Unido / United Kingdom, 2006, 90’
Longa-Metragem de Ficção / Feature Film DVD
v. o. inglesa legendada em português

Nina Shah é uma enérgica jovem indoescocesa que está a passar por uma crise de identidade. Nina saiu de casa devido a uma briga com o seu pai, mas agora que ele faleceu vê-se obrigada a voltar para gerir o restaurante da família. O seu regresso reúne-a com Bobbi, o amigo de
infância que agora é uma drag queen de Bollywood, e através dele conhece Lisa, uma jovem carismática que comprou 50% do restaurante ao seu pai. Nina embarca numa missão pessoal para ganhar o “Best of the West”, um prestigiado prémio mundial de cozinha Indiana. Mas os seus sentimentos ficam num turbilhão quando percebe que se está a apaixonar por Lisa! Conseguirá Nina ganhar ambos os prémios?
19:15h Sala 3
Dalla Testa ai Piedi / From Head to Foot
Realização / Director: Simone Cangelosi
Itália / Italy, 2007, 23’
Documentário Curto / Short Documentary
DigiBeta Pal
v. o. italiana legendada em inglês

Dalla Testa ai Piedi descreve a mudança de sexo do próprio realizador, de mulher para homem, entre os finais dos anos 90 e 2005. Cangelosi começou a trabalhar neste projecto como uma espécie de diário visual, relatando as experiências físicas e psicológicas que atravessou.
Editado após ter concluído a operação, o documentário volta a percorrer todo o processo, cruzando relatos pessoais com os acontecimentos políticos que marcaram os últimos vinte anos da sociedade italiana.
She’s a Boy I Knew
Realização / Director: Gwen Haworth
Canadá / Canada, 2007, 70’
Documentário / Documentary
Beta Sp Pal
v. o. inglesa s/ legendas

Dizem que, quando alguém sai do armário, não consegue deixar de falar sobre isso. A cineasta de Vancouver, Gwen Haworth, não só falou, como fez um documentário sobre o assunto. Usando filmes caseiros da família, entrevistas, mensagens telefónicas e animações, o documentário de Haworth começa em 2000, quando Steven Haworth decide assumir perante a família a sua
identidade de género feminina. A autoetnografia daí resultante é não só uma exploração do processo de transição biológica da cineasta de homem para
mulher, de Steven para Gwen, mas também um relato emocional das experiências, lutas e facturas individuais que as duas irmãs, mãe, pai, melhor amigo e mulher trouxeram à transição de Gwen. She’s a Boy I Knew explora as frustrações, medos, perguntas e esperanças experimentadas por Gwen e a sua família enquanto tentam compreender e aceitar a sua recentemente revelada identidade.
19:30h Sala 1

Japan, Japan
Realização / Director: Lior Shamriz
Israel / Israel, 2007, 65’
Longa-Metragem de Ficção / Feature Film
DigiBeta Pal
v. o. hebraica legendada em inglês

Aos 19 anos, e depois de abandonar o exército, Imri muda-se de uma cidade periférica de Israel para a central Telavive. Pela mesma altura, uma amiga de infância muda-se para Nova Iorque, ajudada pelos pais. Imri vive com um amigo excêntrico e encontra trabalho numa loja especializada, enquanto poupa dinheiro planeando mudar-se para o Japão. Para além de
aprender Japonês, Imri experimenta a vida em Telavive, tem sexo com homens e encontra amigos. Uma guerra tem lugar a alguns quilómetros de sua casa, mas isso ainda parece mais distante que o Japão.
21:30 Sala 3

Campillo sí, quiero / Campillo yes, I do
Realização / Director: Andrés Rubio
Espanha / Spain, 2007, 52’
Documentário / Documentary
Beta SP Pal
v. o. castelhana legendada em inglês

Em Junho de 2005, o parlamento espanhol aprovou a Lei do Casamento Gay, que outorga aos casais homossexuais os mesmos direitos dos casais heterossexuais, incluindo a adopção. Em cidades como Valladolid, uma das maiores em Espanha, os presidentes de câmara (que oficiam os
casamentos civis) interpuseram um recurso contra a implementação da lei. No entanto,
Francisco Maroto, o Presidente da Câmara de Campillo de Ranas, uma pequena cidade de 50 habitantes perdida nas montanhas de Guadalajara, decidiu dar um passo em frente e dizer: “Eu caso”. Ray, um americano, e o seu namorado espanhol, Pepe, chegam a Campillo para se casar.
NOTA: O realizador e o presidente da câmra estarão presentes na sessão


22:00h Sala 1

XXY
Realização / Director: Lucia Puenzo
Argentina, Espanha / Argentina, Spain,
2007, 91’
Longa-Metragem de Ficção / Feature Film
35mm
v. o. castelhana legendada em inglês

Alex é uma jovem de 15 anos com um grande segredo. Pouco depois do seu nascimento, os pais decidiram deixar Buenos Aires para tentar construir um lar numa casa de madeira perdida nas dunas da costa uruguaia. Um casal de Buenos Aires vem visitá-los com o filho de 16 anos Alvaro. O pai de Alvaro é um cirurgião plástico que aceitou o convite por causa do seu interesse médico por Alex. A atracção inevitável entre os dois adolescentes obriga toda a gente a enfrentar os seus piores medos. Os rumores começam a espalhar-se pela cidade. Alex é olhada como se fosse uma aberração. O fascínio das pessoas por ela pode tornar-se perigoso.

23:45 Sala 3

Programa de Curtas 7



Axn premiado com 7 emmy







AXN GALARDOADO COM 7 EMMY AWARDS

Glenn Close e Zeljko Ivanek de “Sem Escrúpulos”
entre os vencedores




Na última madrugada, os espectadores portugueses puderam assistir em directo e em exclusivo à emissão da 60ª edição dos Emmy Awards a partir do Nokia Theatre em Los Angeles e através dos canais da Sony Pictures Television International (SPTI) AXN e Sony Entertainment Television.



Além da emissão em simultâneo oferecida aos espectadores portugueses, os canais congratulam-se ainda com as 31 nomeações anunciadas no passado dia 17 de Julho e que se traduziram em 7 Emmy Awards na noite de ontem, confirmando assim a aposta da SPTI numa programação de grande qualidade.
De recordar que o AXN contava à partida com 24 nomeações, tendo sido galardoado com 7 estatuetas.

Sem Escrúpulos, série protagonizada por Glenn Close, estava nomeada em 7 categorias, tendo sido distinguida em 3.

A série, com estreia prevista para o próximo dia 29 de Setembro às 22h25, recebeu o Emmy Award para Melhor Actriz em Série Dramática, atribuído a Glenn Close que interpreta a intrépida e implacável advogada Patty Hewes; Melhor Actor Secundário em Série Dramática, para Zeljko Ivanek no papel de Ray Fiske; e ainda o Emmy Award para Melhor Casting em Série Dramática, atribuído no passado dia 13 de Setembro a Julie Tucker, Ross Meyerson e Avy Kaufman.
Chuck, série protagonizada por Zachary Levi e que termina hoje a emissão da primeira temporada no AXN, foi galardoado com o Emmy Award de Melhor Coordenação de Duplos, atribuído a Merritt Yohnka pelo seu trabalho no episódio “Chuck versus The Undercover Lover”.
Finalmente, o AXN pode ainda orgulhar-se de ter apostado em Fevereiro passado na emissão em directo e em exclusivo da 50th Annual Grammy Awards, cerimónia de entrega de prémios musicais, mais uma vez nomeada (em 5 categorias) e que foi distinguida com 3 Emmy Awards.




A transmissão da 60ª edição dos Emmy Awards foi oferecida em versão original, mas poderá ser revista com legendas no AXN e no Sony, na próxima sexta dia 26 de Setembro às 23h20 e Sábado 27 às 21h45, respectivamente.




AXN
Emissão: Sexta 26 de Setembro às 23h20 (legendado)




Sony Entertainment Television
Emissão: Sábado 27 de Setembro às 21h45 (legendado)

Vida facilitada para o Peão em Lisboa

Novo Plano de Pintura de Passadeiras na Cidade de Lisboa e Projecto da Nova Temporização dos Semáforos

No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade e em pleno Dia Sem Carros, a Câmara Municipal de Lisboa apresentou ontem, um novo plano de pintura de passadeiras na cidade de Lisboa e o projecto da nova temporização dos semáforos, com prioridade para os peões.

Mais ainda. Foi assinada entre a Câmara Municipal de Lisboa, Associação dos Cidadãos por Lisboa e a Associação para a Segurança Infantil a Carta Municipal dos Direitos dos Peões.
Marcos Perestrello, vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa apresentou o documento e salientou a visão que neste momento impera naquela instituição: a segurança do Peão na cidade de Lisboa.
Daí a calendarização da pintura de novas passadeiras e de outras já apagadas e o projecto de temporização de semáforos que dará mais tempo aos peões para a travessar as vias.

Lisboa de...Bicicleta!

BICICLETA O TRANSPORTE DO FUTURO!

A Câmara Municipal de Lisboa apresentou ontem um projecto há muito anunciado: a Pista Pedonal e Ciclável Belém Cais do Sodré.
O protocolo ontem assinado entre a edilidade e a Administração do Porto de Lisboa permite a continuação da pista já existente em mais sete quilómetros. E mais tarde de bicicleta poderemos já ir até ao Parque das Nações.
A CML vai investir cerca de 5 milhões de euros na criação de novas vias e na recuperação de algumas já existentes.
José Sá Fernandes revelou que vão ser criados cursos para aprender a andar de bicicleta em meio urbano com a colaboração da Federação Portuguesa de Cicloturismo.
Lisboa ficará certamente uma cidade mais limpa, de ambiente mais puro e com muito menos obesos por aí passeando

Queer Festival Lisboa 12


HOJE NO QUEER FESTIVAL ACONTECEU...
Exibição de longas metragens em competição, apresentação de curtas também em competição ( aqui é o público que decide),documentários de tudo foi possivel aos visitantes admirar e apreciar.
Das longas metragens em competição foram exibidas hoje PUSINKY( Bonecas) e CLANDESTINOS.
PUSINKY de Karin Babinská é um filme que retrata a vida de três adolescentes que não querem ver destruída a sua amizade e que pretendem que as suas vidas se mantenham no mesmo rumo e que acabam por descobrir que tal não é possivel. Este filme checo foi o primeiro filme sobre lesbianismo a ser exibido naquele país.
CLANDESTINOS de Antonio Hens é uma história em que o fanatismo surge como catalizador de afectos nunca encontrados. Como o próprio realizador refere na mensagem que enviou à organização do Festival," o fanatismo longe de verdadeiramente alicerçado numa ideologia assimilda esconde afinal uma sede de atenção , até mesmo de amor".Xabi é um jovem que quer ser basco, lutar pela liberdade de um povo, pertencer a uma organização que o integre mas que afinal não se chama Xabi, não é basco e não é sequer admitido na organização que adimira-ETA. É um jovem que passou a infância em reformatórios e que foi abandonado pela mãe. Afinal a vida de Xabi não tão estranha assim quando se pensa no amor que se procura e não se encontra.
E para amanhã o Festival promete-nos mais um desfilar de bons filme e de boas representações de temas que afinal têm a ver com a vida de todo o ser humano, independentemente das suas opções!