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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

"Fado" de Malhoa gera polemica entre museus

O quadro "O Fado" de José Malhoa está no epicentro de uma polémica entre dois museus da Câmara Municipal de Lisboa.

A tela, que pertence ao espólio do Museu da Cidade, está agora no Museu do Fado, um espaço que foi, recentemente reaberto e reformulado. O quadro emprestado ao Museu do Fado apenas até Janeiro embora no Museu da Cidade é possível ler uma placa que indica que a obra está para restauro.

Ao que o hardmusica apurou o quadro foi, mesmo, emprestado ao Museu do Fado, exposto numa sala especialmente concebida para o receber.

O empréstimo deste Malhoa, pertença do espólio municipal, está, assim, a gerar polémica entre os dois museus da câmara.

O do Fado, agora reestruturado, preparou-se para receber "O Fado" por um longo período. A directora do Museu do Fado, Sara Pereira, já confirmou à rádio Renascença que quer renegociar o empréstimo: “Eu espero que este ‘temporariamente’ seja renegociado e vamos fazer por isso. Não faz muito sentido, depois de um investimento destes, que a peça fique aqui por tão pouco tempo”.

Por sua vez, o Museu da Cidade, que não quis gravar declarações, alega que o quadro é um ícone do seu espólio, por isso apenas o empresta a um museu também da autarquia e por tempo limitado.

O musicólogo Rui Vieira Nery, que ajudou a conceber o renovado museu do Fado, considera que o quadro deveria mesmo mudar de casa, porque “tanto é Património Municipal no Museu da Cidade como aqui. As condições de segurança são idênticas, se é que não são melhores no Museu do Fado. Portanto, faz muito mais sentido tê-lo envolvido neste contexto do que perdido num canto do Museu da Cidade”.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Museu do Fado valoriza-se-Egeac e RTP ajudam



RTP E EGEAC PELA VALORIZAÇÂO

DO MUSEU DO FADO


No âmbito do Programa Operacional da Cultura, a EGEAC, tem desenvolvido o Projecto de Recuperação e Valorização do Museu do Fado, que passa pela renovação e ampliação da exposição permanente, com abertura prevista para o mês de Setembro de 2008.




O projecto de museografia, da autoria de António Viana, contemplará a integração de um importante acervo de artes plásticas e de renovados conteúdos museológicos, a par de uma tecnologia multimédia interactiva.

A RTP dispõe de um importante espólio museológico e documental de rádio e televisão, que irá disponibilizar ao público, através de uma colecção visitável e de um museu virtual, até ao final de 2008.
Neste contexto, as duas instituições assinaram um Acordo de Doação e Cedência, a título gratuito, por parte da RTP à EGEAC, de peças museológicas do seu actual espólio, que se destinam a figurar na exposição (permanente e temporária) do Museu do Fado.

Assim, a RTP doa à EGEAC, quinze receptores de rádio, para integração numa instalação da autoria de António Viana, e cede temporariamente, uma Grafonola de salão (década 20), e um receptor de rádio com televisão e gira-discos (década 50), que figurarão na exposição permanente do Museu do Fado, e um estúdio de rádio, para a exposição temporária.

As duas instituições consideram existir vantagens mútuas na colaboração entre as áreas museológicas e documentais pelo que assinaram um protocolo de cooperação, com a duração de 4 anos, onde estão previstas várias acções, tais como: a realização conjunta de eventos, o apoio e cooperação técnica na execução de diferentes projectos museológicos e documentais e a cedência temporária e/ou doação de peças museológicas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Museu do Fado aberto À Noite

O Museu do Fado prolonga o horário de abertura ao público, em Novembro, até às 22h00, no âmbito da exposição temporária À Noite, criada a partir do mais recente álbum de Carlos do Carmo.

Para além das telas originais de Júlio Pomar, que retratam Carlos do Carmo, podem ver-se os inéditos de José Luís Tinoco (Insónia), Júlio Pomar (Fado do 112 e A Guitarra e o Clarim), Nuno Júdice (À Noite e Lisboa Oxalá), Maria do Rosário Pedreira (Pontas Soltas e Vem, Não Te Atrases), Fernando Pinto do Amaral (Madrugada e Vou Contigo Coração), José Manuel Mendes (Fado dos Meus Fados) e Luís Represas (Enredo).

Duas projecções sobre a vida e obra de Carlos do Carmo, a partir do DVD inédito O Fado de uma Vida de Rui Pinto de Almeida, completam a exposição sobre o mais recente trabalho do fadista, prestes a cumprir 45 anos de carreira.

Carlos do Carmo apresentou, recentemente, no Museu do Fado, o seu mais recente trabalho discográfico, Á Noite, que reúne textos inéditos de Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Maria do Rosário Pedreira, Júlio Pomar, Luís Represas, José Luís Tinoco e José Manuel Mendes, para as músicas de fados tradicionais da autoria de Armandinho, Joaquim Campos e Alfredo Marceneiro.

Em Dezembro, a mostra pode ser visitada de terça-feira a domingo, até às 18h00.

Horários de visita: Novembro – 3.ª a domingo-10h00 às 22h00 / Dezembro – 3.ª a domingo - 10h00 às 18h00

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Celeste Rodrigues homenageada no Museu do Fado

A fadista Celeste Rodrigues é homenageada sexta-feira no Museu do Fado, em Lisboa, pelos Amigos do Fado que lhe reconhecem "a voz bonita, capacidade interpretativa e a regularidade de uma carreira".

"A Celeste Rodrigues, com uma carreira de mais de 50 anos, está a cantar melhor do que alguma vez cantou, com uma voz muito bonita e uma capacidade interpretativa extraordinária", afirmou à Lusa Julieta Estrela de Castro, presidente da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF).
A homenagem decorrerá no auditório do Museu ao final da tarde e nela participarão os fadistas Vítor Duarte Marceneiro e Argentina Santos, que serão acompanhados por Luís Ribeiro (guitarra portuguesa) e Jaime Martins (viola).

A fadista Celeste Rodrigues, 84 anos, em declarações à Lusa, afirmou: "não sei se mereço, mas é uma simpática homenagem".

À associação liga-lhe "a amizade de mais de 40 anos de um dos seus fundadores, Luís de Castro. "Gostam e amam o fado e isso é suficiente, porque é muito importante" - salientou.

A fadista reconhece que a sua timidez e humildade naturais a levam "a ficar sem jeito nestas coisas", até porque gosta pouco de falar de si própria.

"O meu sonho não era ser artista, gostava imenso de cantar no meio dos fadistas, não em público, mas aconteceu", disse.

Aconteceu em 1945 quando o empresário de espectáculos José Miguel a ouviu cantar "numa roda de amigos" e a contratou imediatamente para o Café Casablanca, em Lisboa (actual Teatro ABC).

Desde então não tem parado, tendo pisado os mais variados palcos nacionais e internacionais, além de uma presença constante nas casas de fado, designadamente A Viela, Parreirinha de Alfama, O Embuçado, Bacalhau de Molho e Casa de Linhares.

"O público tem sido muito bom para mim, não me posso queixar", afirmou.

Com um novo álbum, editado ainda só na Holanda, Celeste Rodrigues afirmou que viveu "momentos muitos felizes" recentemente no espectáculo "Cabelo branco é saudade" de Ricardo Pais com o qual percorreu vários palcos nacionais e europeus.
"Tivemos muito êxito, não o digo por mim, mas por todos", sublinhou.

Quanto ao novo CD, escolheu vários poetas contemporâneos como Hélder Moutinho de quem gravou três poemas e afirma "gostar muito da forma como escreve", ou Tiago Torres da Silva, para músicas tradicionais de fado, e algumas originais.

"Gravei também um fado do Jorge Fernando, música e letra, de que gosto muito, 'Ouvi dizer que me esqueceste', e um do José Luís Gordo, que canto há muito tempo e é lindíssimo, 'O meu nome baila no vento'", afirmou.

"Para mim é muito importante o poema, e depois oiço o trinar das guitarras e acontece, mais não sei dizer, até porque não percebo nada de fado, o fado é para se sentir", sentenciou.
Daí “a grande característica de Celeste, a sua entrega em cada fado que canta”, rematou Julieta Estrela de Castro.

Para a criadora de "A lenda das algas" (Laierte Neves/Jaime Mendes), entre outros êxitos como "Saudade vai-te embora" (Júlio de Sousa), "o fado não pode acabar e ao lado da guitarra e da palavra saudade é uma característica portuguesa".

Na sexta-feira a APAF celebra treze anos e após a cerimónia no Museu do Fado realiza-se uma tertúlia fadista no restaurante Fado Maior.
"Será o continuar do convívio, falando sobre fado e debatendo ideias", disse Julieta Estrela de Castro, que reivindica para a APAF "o pioneirismo nos debates e palestras sobre fado, muito antes de existir o Museu ou do fado estar tão em voga como actualmente".

Criada com o sentido de "divulgar e incentivar a investigação do fado como elemento característico da cultura portuguesa" a APAF tem uma colaboração "assídua e constante" com o Museu do Fado, de que é consultora.
Todavia, ressalvou Julieta Estrela de Castro, "o estatuto de consultora é relativizado muitas vezes".
A presidente da APAF gostava que "os portugueses conhecessem melhor o fado e não perdessem a memória dos grandes valores que o constituem".

Relativamente ao recém estreado filme "Fados", de Carlos Saura, Julieta Estrela considera que "Amália devia ter sido melhor tratada e não aparecer apenas a ensaiar um fado que ninguém reconhece".
Para a presidente da APAF "como filme, é agradável e proporciona bons momentos de espectáculo, mas defrauda o espectador do ponto de vista histórico e conceptual do fado".

A APAF prevê ainda "realizar outras iniciativas, não só no Museu do Fado como noutros espaços de Lisboa, como já aconteceu, designadamente no Teatro Taborda, Fonoteca e Videoteca".

Texto: Lusa

sexta-feira, 11 de maio de 2007

David Mourão Ferreira e o Fado no Museu do Fado




“David Mourão-Ferreira e o Fado”


De 18 de Maio a 30 de Setembro, está patente no Museu do Fado, uma exposição alusiva à multifacetada figura de David Mourão-Ferreira (1927-1996) poeta, ensaísta, ficcionista, jornalista, professor e tradutor.

“David Mourão-Ferreira e o Fado” retrata o importante legado do autor na história da canção de Lisboa.

“David Mourão-Ferreira e o Fado” ilustra um dos momentos mais marcantes na evolução da canção de Lisboa, através da fusão da poesia erudita com o universo fadista, para a qual também contribuíram as carismáticas figuras de José Régio, Pedro Homem de Mello, Luís de Macedo, Alexandre O´Neil, Cecília Meireles, José Carlos Ary dos Santos, Manuel Alegre, entre outros.

“David Mourão-Ferreira e o Fado”
Inauguração 17 de Maio 22h00


Fado

18 de Maio a 30 de Setembro
3ª a domingo 10h00 às 18h00