sexta-feira, 28 de setembro de 2007
“Stabat Mater” encheu o Museu dos Transportes
Como o HARDMUSICA.COM já teve oportunidade de divulgar, os Artistas Unidos têm em cena no Museu dos Transportes (Coimbra) o espectáculo “Stabat Mater” até 29 de Setembro.
A partir do texto de António Tarantino e com encenação de Jorge Silva Melo, a actriz Maria João Luís dá corpo a Maria.
João? Onde está o João? São 10h00 e o João não aparece. A mulher dele não sabe de nada e diz que ele saiu cedo de casa.
Maria agonia no desespero de uma vida sofrida. Um ciclo que inevitavelmente se repete. É este o fado dos desafortunados. Está magoada, revoltada e expressa-o numa linguagem por vezes irónica, outras vezes assustadora em que se misturam vocábulos rudes atirados com violência. As palavras saem-lhe da boca com fúria de quem já sofreu as tormentas de uma existência marginalizada.
Maria à procura do filho desaparecido, acaba por sucumbir ao cansaço e à indiferença de quem lhe poderia estender a mão nesta jornada.
O João, o pai, não apareceu. O João nunca aparece.
A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu o Prémio da Crítica, relativa ao ano de 2006 à actriz Maria João Luís pela soberba interpretação neste espectáculo que não deixa ninguém indiferente.
Na primeira noite de apresentação, o público esgotou a plateia do Museu dos transportes, as apresentações de hoje e amanhã estão marcadas para as 21:30 e as reservas podem ser efectuadas telefonando para o 239837002.
Teresa Arsénio
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Teresa Arsénio
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Etiquetas: artistas unidos, Coimbra, Teatro
Geologia de Lisboa comemora 25 anos com uma exposição e conferências
"Evocação das Raízes e da Memória"
Programa:
1 de Outubro de 2007 (2.ª feira) 18H30
4 de Outubro de 2007 (5.ª feira) 17H15
Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa http://geologia.fc.ul.pt/

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Etiquetas: Exposições
Os livros ardem mal

Fernanda Câncio é jornalista desde 1987. Iniciou o percurso profissional no «Expresso». De 1991 a 1997, fez parte da redacção da revista «Grande Reportagem», para a qual escreveu a maioria dos textos reunidos em Até Não Perceber – 15 Histórias de Verdade a Caminho da Ficção (Tinta da China, 2007). Esteve de 1997 a 2003 na «Notícias Magazine», tendo colaborado, de 1996 a 2002, com a SIC. É autora de dois livros de reportagem – Olhem para Mim, Dom Quixote, 2003 (sobre jovens que procuram a fama) e Cidades sem Nome, edição da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, 2004 (sobre os subúrbios de Lisboa). Actualmente, é grande repórter do «Diário de Notícias».
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Teresa Arsénio
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Comemorações do DIA MUNDIAL DA MÚSICA em Coimbra
1 de Outubro
17h30Átrio da Casa Municipal da Cultura
· RECITAL COMENTADO - A importância da Música e o seu valor modificador no contexto social, por Virgílio Caseiro, maestro titular da Orquestra Clássica do Centro
· QUARTETO DE CORDAS da Orquestra Clássica do Centro
21h30
Sala Poliv
alente da Casa Municipal da Cultura"Grandes Tesouros da Ópera" * _ RECITAL DE ÓPERA BARROCA E CLÁSSICA**, por Ensemble Vox Angelis
Pedro Nunes _ Barítono Maria José Carvalho _ Soprano
Alexandre Correia _ Violino Heloísa Ribeiro _ Violino
Raquel Andrade _ Violoncelo Álvaro Barriola _ Cravo
** Iniciativa que assume carácter pedagógico, apresentando uma estrutura de apresentação que integra uma explicação oral, pelos músicos, sobre a Ópera Barroca e Clássica, os seus temas, as suas personagens, a importância para a História da Música e para a História da Cultura, bem como uma contextualização do programa a interpretar.
O programa integra Árias a solo, extraídas das Óperas Rinaldo (de Haendel), As Bodas de Fígaro (de Mozart), Il Floridoro (de Stradella) e Giulio Cesare (de Haendel).
Além destas, serão apresentados duetos das óperas A Flauta Mágica e Don Giovanni (de Mozart) e da ópera L'Incoronazione di Poppea (de Monteverdi).
A música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia.
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Teresa Arsénio
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Novo disco de Rita Guerra
À VENDA DESDE
Depois de 2 discos de platina, um dueto com Ronan Keating um concerto de arranque de tournée no Coliseu de Lisboa, Rita Guerra regressa em 2007 com “Sentimento”.
Considerada por muitos uma das maiores vozes nacionais, Rita Guerra provou em 2005 ser uma das artistas mais queridas do público Português.
O novo disco é Rita no seu melhor, as baladas inconfundíveis, uma voz poderosa e única!.
Sentimento está à venda desde 24 de Setembro, mas algumas das canções já estão disponíveis para audição no site oficial de Rita Guerra : http://www.ritaguerra.net/
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Zita Ferreira Braga
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Etiquetas: Música Discos Rita Guerra
Nova peça doTeatro de D.Maria II, agora no Teatro da Politécnica.
O QUE SABEMOS
CONFERÊNCIA DE RICHARD FEYNMAN
NO LABORATÓRIO CHIMICO DO MUSEU DE CIÊNCIA
TEATRO DA POLITÉCNICA
a partir de QED de Peter Parnel
encenação Amândio Pinheiro
assistência de encenação Laura Nardi
com Júlio Martin e Maria João Falcão
De 29 de Set. a 15 de Dez. de 2007
Sexta e Sábado às 21h, Domingo às 16h
escolas, de terça a sexta sob marcação
Produção: TNDM II
Um professor encontra-se no seu gabinete a preparar uma conferência cujo tema é: "O que sabemos" .
No desenrolar dessa reflexão, assombrada pelo espectro da morte, surge uma ex-aluna que o relembra de outras paixões que moldaram a sua forma de sentir-se vivo.
Num cenário histórico, monumental e único, percorremos com o Nobel da Física Richard Feynman – investigador e exímio pedagogo que leccionou no Caltech, um dos mais prestigiados institutos de investigação tecnológica mundiais – algumas das descobertas mais significativas da ciência da segunda metade do séc. XX.
Feynman, questionando tudo o que já terá sido criado ,porque se não consigo criar não compreendo, é o seu lema, escalpeliza tudo desde sentimentos a átomos.
O Hardmusica.com esteve no ensaio e aconselha a peça aos seus leitores.
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Zita Ferreira Braga
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Salvem o Conservatório Nacional de Lisboa
O estado de degradação do salão nobre do Conservatório Nacional de Lisboa levou o Movimento Fórum Cidadania a lançar uma petição na Internet a exigir obras de recuperação do espaço centenário.
início deste ano foi criada uma entidade empresarial dependente do Ministério da Educação, denominada Parque Escolar, que está encarregue da recuperação das escolas secundárias, incluíndo as escolas de música e dança e o Instituto Gregoriano de Lisboa.
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OsGregos. Tesouros do Museu Benaki de Atenas na Gulbenkian
Foi hoje inaugurada ,no Museu Calouste Gulbenkian, a exposição: Os Gregos. Tesouros do Museu Benaki, Atenas.
Constituída por 157 objectos cedidos pelo Museu Benaki de Atenas englobando obras de escultura, ourivesaria, cerâmica,pintura, têxteis, metais e arte do livro, esta exposição pretende apresentar um panorama representativo da arte produzida em territórios gregos ao longo de 8000 anos, desde o período Neolítico ( 6ºmilénio A.C.) até à independência do país em 1830.
E perante os nossos olhos perpassa a História do povo Grego contada por brincos iguais à nossa filigrana, vasos de oferenda às divindades onde a qualidade das folhas neles desenhadas dizia do grau de riqueza do ofertante, tapeçarias que contam a história da opressão otomana, ícones que relembram que durante o domínio turco quem realmente tinha o poder era o chefe da igreja ortodoxa.
É a história da civilização ocidental que se pode agora visitar no Museu da Gulbenkian. Porque quando se fala da Civilização Grega fala-se das origens da Civilização Ocidental. Segundo o Dr.João Castel-Branco Pereira, director do Museu Calouste Gulbenkian " a matriz da identidade é feita de memórias" e são essas memórias que ali nos lembram a nossa identidade.
A exposição está patente na Sala de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian.
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Zita Ferreira Braga
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Portugal Jazz a caminho do Montijo
In revista "jazz.pt" #14
Ponto de escuta
Informações
Tel +351 239 837 078 / 913 085 645
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Teresa Arsénio
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Tchékhov e a Arte Menor hoje em cena no TAGV
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Teresa Arsénio
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Etiquetas: Coimbra, Teatro Académico Gil Vicente
Pregões voltam a Lisboa

Por ocasião das Jornadas do Património, o Museu da Água vai reviver os velhos Pregões que habitavam e em alguns ainda habitam as nossas memórias.Frases e personagens que marcaram o dia-a-dia de Lisboa e que pelo menos por um dia vão voltar a ser ouvidas pelas ruas da Capital.
Os Pregões fazem parte da nossa memória colectiva.
Quem não se lembra dos Aguadeiros, da vendedeira de Figos, da Varina ou do RR Mexilhão, da Fava Rica e do Limpa Chaminés?
Todos eles irão estar amanhã dia 28, a partir das 12:00 horas na Rua Augusta.
A concentração terá início em frente à Pastelaria Suiça, seguindo-se depois a descida da Rua Augusta.
Apareça, para este momento realmente “histórico”
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Presidente da Câmara não marcou presença
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Etiquetas: Cinema
Concerto na Casa da Música

Domingo, 30 de Setembro
Orquestra Nacional do Porto
Takuo Yuasa direcção musical

18:00 Sala Suggia €15
Programa
Felix Mendelssohn Mar calmo e viagem próspera, op.27
Benjamin Britten Four Sea Interludes, op.33a e Passacaglia, op.33b de Peter Grimes
Cândido Lima LUMINA – olhar e o mar*
Claude Debussy La Mer
Num programa composto pelas mais célebres obras-primas dedicadas ao mar, a Orquestra Nacional do Porto interpreta Lumina, do compositor Cândido Lima, em estreia mundial.
Lumina é uma metáfora musical que, segundo o compositor, “evoca os mistérios do mundo da Física e das artes contemporâneas para cuja compreensão Einstein desempenhou papel determinante, materializando-o em descobertas e intuições que a efeméride dos 100 anos põe em destaque com as celebrações dedicadas à Teoria da Relatividade.”
Mar calmo e viagem próspera de Felix Mendelssohn foi escrita em 1828 e pensada, tal como a Cantata op.112 de Beethoven, a partir de dois breves poemas de Goethe – Meeresstille e Glückliche Fahrt.
O mar é igualmente uma presença assídua na extensa produção de Benjamin Britten, que escreveu Peter Grimes, op.33 sobre um libreto de Montagu Slater, a partir de um poema de George Crabber, tendo também presente a sua própria e estreita relação com a costa de Suffolk, para a qual tinha vista a casa onde nasceu.
Também na globalidade da produção musical de Claude Debussy o tema da água em todas as suas possíveis manifestações ocupa um lugar de destaque: águas límpidas ou turvas, que escondem, matam ou dão vida, estagnadas ou em movimento e nos seus diversos estados e formas são o tema de muitas das suas obras, das miniaturas para piano ao grande fresco sinfónico La mer, trois esquisses symphoniques, estreado em 1905.
A direcção musical deste concerto está a cargo de Takuo Yuasa, cuja versatilidade é reconhecida por orquestras de todo o mundo, que o convidam para dirigir tanto o repertório standard como obras menos conhecidas de grandes compositores.
em Teoria e Composição, tendo-se mudado mais tarde para a Europa para estudar direcção.
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Zita Ferreira Braga
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Festa no Maxime mais uma vez
29 SETEMBRO
É verdade! Setembro é o mês da uva e das vindimas! Por isso, a grande confraria vínico-musical Os Irmãos Catita, decidiu comemorar a anual efeméride com uma noitada musical .
A orgia – que se quer das antigas – está marcada para a arena do Maxime, na vínica noite de 29 de Setembro, com abertura de portas marcada com a magia da meia-noite. Viva a uva!
Venha pisar uvas connosco e ouvir as Bacoradas mais delirantes da confraria! Junte-se à nossa cooperativa da farra e da uva, e divirta-se a valer com a nossa orquestra-de-copos! Traga as suas próprias uvas! Traje só com parra e ganhe uma garrafa! Venha destilar o néctar dos néctares na companhia dos amigos! Atreva-se a comparecer mascarado de Adão! Traga a sua embalagem de Ortophaltan!
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Zita Ferreira Braga
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quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Deolinda vai ao Music Box
Deolinda é um projecto lisboeta de música original popular portuguesa, inspirado pelo fado e as suas origens tradicionais.
Encarnam a Deolinda:
Ana Bacalhau, na voz
José Pedro Leitão, no contrabaixo
Luís José Martins, na guitarra clássica
Pedro da Silva Martins, na guitarra clássica
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Zita Ferreira Braga
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Exposição de Fotografia em Braga
“METÁFORAS DO SENTIR”
O Museu da Imagem, em Braga, inaugura sábado (29 de Setembro, 18h00) a exposição de fotografia “Metáforas do Sentir”, de António Drumond, membro do designado “Grupo IF” que expõe regularmente desde 1980.
A mostra, que vai estar patente ao público até 18 de Novembro neste espaço cultural do Município de Braga dedicado à fotografia, pode ser apreciada de terça a sexta-feira (11h00/19h00) e aos sábados e domingos (14h30/18h30).
De acordo com o Director do Museu da Imagem, a obra fotográfica de António Drumond reveste-se de alguma peculiaridade no panorama da fotografia portuguesa: «como é sabido, o território fotográfico nacional foi fortemente dominado, a partir dos anos de 1950, pelo designado salonismo, prática improdutiva e inconsequente que domina até quase aos finais da década de 1970; a génese da criação artística de Drumond localiza-se no início dos anos de 1960, num interesse mais próximo da pintura e no contacto com alguns artistas plásticos da mesma época».
É, no entanto, a partir de 1976 que eclode o verdadeiro interesse pela fotografia de António Drumond, cuja aprendizagem tem lugar de forma autodidacta e informal, no seio da então Associação Fotográfica do Porto.
«Se bem que aquela instituição tivesse uma matiz fortemente salonista, Drumond nunca se enfeudou fortemente nesse caminho, procurando antes tomar conhecimento do que de mais sério se produzia», conta Rui Prata, sublinhando que a revista francesa “Camera” e autores como Ralph Gibson, Josef Koudelka, Jean-Loup Sief e mais tarde Robert Fr
Em 1978, o autor das imagens que dão agora corpo a esta mostra do Museu da Imagem entra no “Grupo IF”, no Porto, tendo participado em todas as suas actividades, nomeadamente na exposição do Museu Soares do Reis intitulada “Esquinas do Tempo”, que, à época, marcou a cena nacional.
Já nos finais da década de 1980, com praticamente dez anos de percurso na fotografia, Drumond assume uma vontade de mudança de conteúdos.
«Não negando as influências do humanismo francês ou do neo-realismo italiano, sente um forte desejo de se libertar desses códigos visuais e partir para uma linguagem mais construída e afastada de um instante encontrado ocasionalmente numa qualquer deambulação», evoca Rui Prata.
O director do Museu da Imagem cita Bernardo Pinto de Almeida para afirmar que o autor em referência «preferiu desde sempre mergulhar no espaço interrogativo da sua própria solidão, apetrechando-se para o fazer da sua única capacidade de considerar a contemplação como processo interior do acto criativo».
O processo de criação do fotógrafo – lembra Prata – é solitário e, no quadro dessa solidão, confirma-se nestas imagens um gosto pelo intimismo, por uma delicadeza dos conteúdos e por uma poesia visual.
As imagens da década de 80 oferecem, assim, fragmentos de corpos e tecidos que conferem uma forte sensualidade da representação, acentuada pela visibilidade do grão, evocando o universo imagético de Ralph Gibson.
«Essa sensualidade é ainda acentuada pelo carácter de ausência, pela textura dos tecidos, pelos tons de cinza. E o olhar do fotógrafo vai-se soltando, tornando-se cada vez mais ousado e ao encontro da sua própria essência.
Segundo o Director do Museu da Imagem, na maioria das fotografias realizadas por Drumond a partir do ano 2000 a presença humana é cada vez mais escassa, dando-se primazia ao diálogo dos objectos que criam uma rima e um jogo metafórico que ultrapassa a intenção do autor.
«Cada espectador pode, de acordo com as suas referências culturais, tecer um código interpretativo próprio para cada uma das imagens. Algumas podem remeter-nos para momentos de sofrimento ou tortura, outras para rituais ou memórias passadas, enquanto doutras emerge um jogo de sensibilidade obscura onde a negritude do fundo nos pode ainda evocar o medo», considera.
Para Rui Prata, a pedra de toque da obra de António Drumond assenta precisamente no criar destas imagens, aparentemente simples, mas imersas numa complexa teia psicológica evocativa dum universo surrealista.
«Drumond é um apaixonado do imagético onírico que procura materializar, a partir de interferências cruzadas, as suas emoções numa teatralização de objectos de significado múltiplo. Cada composição emana um jogo simbólico que se corporiza em imagens fotográficas plenas de intensidade e alegorias, onde cada espectador é confrontado com a sua própria realidade», conclui.
António Drumond nasceu no Funchal em 1936, tendo vindo residir para o Porto em 1959, onde se licenciou em Economia. Expõe regularmente desde os anos de 1980.
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Zita Ferreira Braga
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Coimbra, um diálogo com o património

Visitas guiadas
11h30 e 15h00
Torre de Almedina e Edifício Chiado
Os dois edifícios, que integram o Museu Municipal de Coimbra, enquadram-se em artérias urbanas que foram, em momentos históricos diferentes, espaços de elevada azáfama comercial.
As visitas têm início na Torre de Almedina, compreendendo o visionamento de um filme que aborda a evolução urbana de Coimbra, seguido de uma explicação e respectivo enquadramento histórico, com base numa maqueta do Núcleo da Cidade Muralhada, que versará a contextualização e localização das principais artérias comerciais da Idade Média na Cidade (Rua das Tendas e Rua das Fangas, actuais Quebra Costas e Rua Fernandes Tomás).
Posteriormente, é realizada uma visita ao Edifício Chiado, sucursal dos Grandes Armazéns lisboetas, situado na Rua Ferreira Borges, antiga Rua da Calçada, uma das principais artérias comerciais de Coimbra desde o século XV até aos nossos tempos.
Acesso gratuito, sujeito a inscrição prévia
Telef. 239 833 771; fax nº239 837 967
e-mail: cidade.muralhada@cm-coimbra.pt
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Teresa Arsénio
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Coimbra dança
O projecto Semana(d)ança pretende contribuir para o desenvolvimento dos conhecimentos teóricos e práticos na área da dança contemporânea e destina-se a jovens (maiores de 15 anos), estudantes
universitários, artistas e público em geral.
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Teresa Arsénio
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