domingo, 9 de setembro de 2007

Em Setembro no Instituto Franco Português

Setembro, um mês rico em acontecimentos no Instituto Franco Português.
Banda Desenhada
1 a 30 de Setembro, NLF
Exposição no âmbito do festival International de Taxi
“Un taxi nommé Nadir”, pranchas da BD de Romain Multier e Gilles Tevessin
(Edições Actes Sud)
FESTIVAL MÚSICA VIVA 2007
11 de Setembro, 21h30, IFP
Sond’Ar-te Electric Ensemble
Agrupamento dedicado ao “repertório misto”, onde se combinam e misturam
instrumentos tradicionais e meios electrónicos. Uma nova iniciativa da Miso
Music Portugal para a temporada 2007/08. Concerto de estreia.
Pedro Amaral: direcção, maestro titular; Frances Lynch: soprano e Jean-Marc
Sullon: electrónica. Direcção artística: Miguel Azguime
Obras de Filipe Pires, Masataka Matsuo, Pedro M. Rocha, Cândido Lima e
Philippe Leroux.
Preço dos bilhetes 10€ ; 5€ até aos 30 anos
co-produção: Instituto Franco-Português. Apoio: British Council, Sacem
Quarta-feira, 12 de Setembro, 21h30, IFP
Orquestra de Altifalantes I – Música Electrónica
MusicAL - concerto integrado na European Conference of Artificial Life 2007,
no seguimento do “Workshop de Música e Vida Artificial” Musical que juntou
cientistas e músicos que trabalham no campo da vida artificial (ou A-Life).
Obras de Jack Stamps ; Scott; Isabel Pires; Daniel Jones; David
Plans Casal; Eduardo Reck Miranda; Graziano Lella; Paula Matthusen;
Alexis Kirke & Lola Perrin; Tim Blackwell
Bilhetes 10€ ; 5€ até aos 30 anos
co-produção: ECAL, Instituto Franco-Português
Quinta-feira, 13 de Setembro, IFP
18h00 :
“Approach to Traditional Culture and Instruments by Japanese
Composers”
Conferência por Masataka Matsuo. Entrada livre
21h30: Electric Voice Theatre
Frances Lynch: soprano; Paul Bull: electrónica
Obras de Judith Weir; Andrew Lovett; Isabel Soveral; Alejandro Viñao
Bilhetes 10€ ; 5€ até aos 30 anos
Apoio: British Council
Sexta-feira, 14 de Setembro, 21h30 , IFP
Saxofínia José Massarão: saxofone soprano; José António Lopes: saxofone alto; MárioMarques: saxofone tenor; Alberto Roque: saxofone barítono, formam o Quartetode saxofones Saxofínia, surgido em 1987 no Conservatório Nacional de Lisboa,na classe do Professor Vítor Santos.
Obras de: António Pinho Vargas ; Clotilde Rosa; Christopher Bochmann;Luís Antunes Pena; José Luís Ferreira; Carlos Azevedo
Bilhetes 10€ ; 5€ até aos 30 anos
Co-produção: Instituto Franco-Português
EXPOSIÇÃO / LIVRO
De 13 de Setembro a 27 de Outubro, IFP
13 de Setembro, 18h30
Apresentação do livro de Brigitte D’Ozouville e Isabelle Lebastard “
Destino
de peixe
” (Livros Horizonte) seguida da Inauguração da Exposição “Destino
de Peixe”. Fotografias de Brigitte D’Ozouville e poemas de Isabelle
Lebastard, duas mulheres que se entusiasmaram por Portugal, sua luz, sua
linguagem. Um conjunto de imagens e de visões que nos lembra simbolicamente
o destino do homem do mar português junto ao Tejo e ao Sado.
20 de Setembro, 19h30, NLF
Lançamento do livro “Un taxi nommé Nadir” de Romain Multier e Gilles Tevessin (Edições ActesSud) No âmbito do festival Internacional do Táxi
29 de Setembro a 25 de Novembro, Culturgest
Jean-Luc Moulène
Conhecido sobretudo pelo seu trabalho em fotografia, J-L. Moulène tem situado a sua prática igualmente nos domínios da escultura e do desenho.
Curador: Miguel Wandschneider
DANÇA
13 e 14 de Setembro, 22h00, Piscina do Jamor, Estádio Nacional
Waterproof
De Daniel Larrieu pela Companhia Astrakan
Reposição de uma das peças emblemáticas da dança contemporânea
Organização: Culturgest -
http://www.culturgest.pt/, www.culturgest.pt
26 e 27 de Setembro às 21h00, IFP
Lígia e Andresa Soares I « O Que Foi Já Era O Que Vier Será » seguido de « Também Passará » de LígiaSoares « Sopro Fino Em Pedra Dura » seguido de « Ventanias de Outono » de AndresaSoares
Concepção/ interpretação – Andresa Soares e Lígia Soares,
Música – JoãoLucas
Uma produção Máquina Agradável com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian edo IFP.
29 e 30 de Setembro às 21h00, IFP
Lígia e Andresa Soares II « Monstros I » de Lígia Soares « Monstros II » de Andresa Soares
Concepção/ interpretação – Andresa Soares e Lígia Soares,
Música – JoãoLucas
Uma produção Máquina Agradável com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian edo IFP.
LER mais, VER melhor
14 de Setembro, 18h30, IFP
Conferência
“Livros de Artista Infantis”, Elisabeth Lortic, especialista em ilustração,
Associação Les Trois Ourses, Paris.
15 de Setembro a 15 de Novembro, AMAC, Barreiro No melhor pano cai o livro Exposição das ilustrações em tecido dos livros da artista Louise-MarieCumont.
17 de Setembro, 15h00, AMAC, Barreiro Workshop de Louise-Marie Cumont
DEBATE
19 de Setembro, 21h00, IFP CAFÉ PHILO Tema : O Tempo O Café Philo está de volta para os seus encontros mensais. Venha debater oTEMPO em português ou francês
22 de Setembro, 11h00, IFP Hora do conto e Workshop “Histoires de vagues…” para crianças 4-9 anos com a artista Pascale Maguerez (www.lafrenchtouch.net)
Curtas-metragens
20, 21 e 22 de Setembro, das 21h00 às 24h00
No âmbito do Festival Internacional do Táxi, o FIKE organizou um concurso de
curtas-metragens tendo o táxi como mote. Venha ver e conhecer em primeira
mão o trabalho dos vencedores.
Uma colaboração Institut pour la Ville en Mouvement, Instituto
Franco-Português e FIKE
TEATRO
20 de Setembro a 28 de Outubro, Teatro Nacional D. Maria II
Peine d’amour perdu / Tanto Amor Desperdiçado
Pela Comédie de Reims. Direcção de Emmanuel Demarcy-Mota
De terça a Sábado às 21h30 e Domingos às 16h00.
CONCERTOS ANTENA 2
24 de Setembro, 19h00, IFP
As cordas descobriram o acordeão
O clássico quarteto de cordas com uma ampla história na música erudita
funde-se com o acordeão, um instrumento contemporâneo de extraordinárias
potencialidades.
Paulo Jorge Ferreira – Acordeão, Xuan Du – Violino I, Alexandra Mendes –
Violino II, Lu Zhenj – Viola, Catherine Strynckx - Violoncelo
Transmissão em directo para a Antena 2














XAVIER TRINDADE no Museu Nacional Soares dos Reis


O Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, recebe a exposição de pintura “Xavier Trindade – Um pintor de Goa (1870-1935)”, de 6 de Setembro a 31 de Outubro.

As 31 obras pertencem ao Espólio Trindade – colecção de pintura de António Xavier Trindade e da filha Ângela Trindade e foram doadas à Fundação Oriente por Esther Trindad Trust, responsável pela preservação do património artístico de ambos os pintores.

António Xavier Trindade nasceu em Goa, em 1870. Uma das características da sua obra é o retrato do quotidiano da Índia, os faquires, as mulheres de sari com o pote para a realização dos rituais (puja), ou o mendigo católico de Goa.
Outro traço específico que assimilou na sua obra é o sentimento religioso e espiritualista do povo indiano, nas suas múltiplas etnias e credos. As pinturas que Xavier Trindade fez das peregrinações dos hindus às águas sagradas do Ganges incluem as vistas dos templos às margens do rio, captando a luz típica daqueles locais.
Pinturas que reflectem a vivência na Índia com tendências do classicismo e naturalismo europeus. Óleos, aguarelas, desenhos e alguns esquissos fazem da obra de Xavier Trindade um verdadeiro exemplo de cruzamento dos universos culturais do Oriente e do Ocidente.
As pinturas de Xavier Trindade distinguem-se pela naturalidade e respeito pela Índia e já foram apresentadas nos Estados Unidos em 1996, no Museu de Arte da Geórgia e na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, em 2005.

A Fundação Oriente assumiu a função de divulgar a obra do pintor em Portugal e a expô-la de forma permanente em Goa.

Horário

Terça-Feira, das 14h00 às 18h00
Quarta-Feira a domingo das 10h00 às 18h00
Encerrado à segunda-Feira
Museu Nacional Soares dos Reis (Porto)
Entrada no Museu: 3,00 € (desconto de 50% para 3ª idade e estudantes até aos 25 anos)








Amanhã nas bancas


Ciclo Clint Eastwood em Coimbra

Com uma selecção de filmes da responsabilidade de
Abílio Hernandez Cardoso



o Teatro Académico de Gil Vicente apresenta o


Ciclo de cinema CLINT EASTWOOD


Dias 10, 11, 12, 13, 17 e 18 de Setembro
21h30


Por que razões vos convido a (re)ver estes filmes de Clint Eastwood?
1. Pela surpreendente singularidade da sua obra, impermeável a passageiras modas estilísticas, e herdeira, no contexto da cinematografia norte-americana contemporânea, do grande cinema clássico de Hollywood.
2. Pela sua clarividência em compreender como poucos, e saber expressá-lo como ninguém, o que é afinal o cinema de autor: «That auteur crap is exactly that. It's an ensemble: fifty, forty, twenty – or however big your crew is – guys all working together».
3. Pelo classicismo da sua mise-en-scène, pelo clima de envolvimento e pela cumplicidade que a câmara estabelece com as suas personagens.
4. Pela complexidade moral do seu universo ficcional e pelo olhar lúcido, corajoso, crítico e obstinado que nos oferece da América e do mundo.
Abílio Hernandez Cardoso

Programa

Dia 10
Bird
EUA, 1988, 160`, M/18
Clint Eastwood assina uma versão pessoal da vida do genial saxofonista negro Charlie Parker, num filme fragmentado que vai quebrando progressões psicológicas e emocionais da trajectória do músico, retratado de forma notável numa misteriosa e fascinante amálgama de evocações. Uma bela e nostálgica homenagem ao imortal “Bird” e à sua música, que Forest Whitaker recria de forma portentosa num dos melhores papéis da sua carreira, justamente premiado no Festival de Cannes.

Dia 11
Unforgiven
EUA, 1992, 125`, M/16
"Unforgiven" não foi só o grande e incontestado vencedor dos Oscares da Academia desse ano, mas a confirmação da grande maturidade de Eastwood atrás das câmaras. Por outro lado "Unforgiven" é um Western, género que conseguiu resistir às modas e às mortes anunciadas, onde Eastwood justamente demonstra ser um dos últimos e mais inspirados herdeiros da grande tradição de um cinema genuinamente americano. Mas Eastwood, que tantas vezes encarnou o herói mítico e romântico do Oeste, constrói um Western nos antípodas da saga épica e aventureira. Na verdade, "Unforgiven" é uma obra densa, amarga, sombria e cruel, que reflecte de forma impressionante sobre o abominável acto de matar.

Dia 12
Mystic River
EUA, 2003, 137`, M/12
Mystic River cruza a relação de três amigos de infância com um inquérito para descobrir um assassino. Jimmy Markum, Dave Boyle e Sean Devine cresceram juntos em Boston e passavam os dias a brincar num quarteirão sossegado. Até que um dia, Dave foi vítima de um acontecimento trágico que mudou as suas vidas para sempre. Vinte e cinco anos mais tarde, outro acontecimento trágico volta a reuni-los. A filha de 19 anos de Jimmy é assassinada. Sean, que é polícia, é destacado para o caso, juntamente com o seu colega. Os dois vão ter de estar um passo à frente de Jimmy que, cego de raiva, quer fazer justiça com as próprias mãos. Uma série de coincidências ligam Dave ao crime e isso vai obrigá-lo a lidar com os fantasmas do seu passado, fantasmas que ameaçam também o seu casamento. Todos estes acontecimentos vão pôr em causa a amizade dos três homens e as suas famílias e desenterrar uma inocência perdida demasiado cedo.

Dia 13
Million Dollar Baby
EUA, 2004, 145`, M/16
Um filme sobre os limites. Os limites da determinação, da força, da dedicação, do empenho, a matéria-prima da construção da vida. Clint Eastwood aparece velho, sem disfarces, exposto na usura do tempo sobre o corpo, proporcional ao crescimento da alma. O olhar é austero, preciso. O narrador, aquela soberba voz off que parece dirigida ao espectador e se sabe, no fim, que fala para o buraco negro afectivo da personagem principal, transporta um mundo de reflexão, de amadurecimento triado até à extrema depuração. E o gesto de amor com que culmina a história, libertando de uma sobrevivência cruel quem tinha lutado pela vida até à exaustão, toca no âmago da fragilidade maior de cada um de nós – quanto tempo teremos para sermos quem somos?

Dia 17
Flags of Our Fathers
EUA, 2006, 132`, M/12
Partindo da evocação de um facto concreto, a tomada da ilha de Iwo Jima pelos soldados americanos em 1945, uma das batalhas mais cruciais e sangrentas da 2ª Guerra Mundial, Clint Eastwood filma a América na guerra e, mais do que isso, a percepção pública da América na guerra e o modo como a América se auto-encena nessas circunstâncias, num momento em que o Iraque continua ao fundo, num estado indefinido algures entre uma guerra e um pós-guerra. Outro grande tema neste filme é o do "regresso", o do regresso dos soldados. Voltam de onde, voltam para onde (e quem volta)? As respostas a essas perguntas, solitárias e individuais, são substituídas por uma grande ficção "desumanizante" pronta a servir – arvorados em heróis e em símbolos, os soldados lutam contra a dissolução da sua experiência e, a partir daí, da sua identidade. Não têm outra além da do papel que lhes foi reservado no quadro da grande "ficção" de que se tornaram actores.

Dia 18
Letters from Iwo Jima
EUA, 2006, 140`, M/16
No seguimento de “Flags Of Our Fathers” surge “Letters From Iwo Jima”, a segunda parte do díptico de Clint Eastwood sobre a batalha de Iwo Jima.
Olhando pelo lado japonês, Clint Eastwood humaniza o inimigo americano através de três personagens: o general a cargo da defesa da ilha, Tadamichi Kuribayashi; um ex-padeiro convocado para a guerra, Saigo; e um ex-atleta olímpico, o Tenente Baron Nishi. São sobretudo as cartas dos dois primeiros às suas mulheres que dão nome ao filme.
Da mesma forma que os japoneses mal aparecem em “Flags of our Fathers”, a presença dos americanos neste filme é também reduzida. Mas enquanto o primeiro lidava sobretudo com os efeitos do pós-guerra, o segundo debruça-se mais profundamente sobre a realidade da guerra, a tragédia de morrer sem um motivo válido, a reacção perante a inevitabilidade (“O que vou fazer depois de morreres?”, pergunta a mulher de Saigo quando ele é recrutado) e o conceito de honra (onde entra o ritual suicídio).

Preço normal 4,50€
Preço estudante e sénior 3,50€

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Raquel Tavares na Festa do Avante



Dia 7 de Setembo Raquel Tavares sobe ao palco na Atalaia.
A fadista vai subir ao palco do Auditório 1º de Maio, na Festa do Avante, no contexto de "Uma noite de fados". Vão também estar presentes Aldina Duarte, Ricardo Pereira e Fernando Alvim.
Depois do sucesso do último concerto da fadista em Perpigan, França, no âmbito da 4º edição do " Guitares au Palais", é a vez dos portugueses ouvirem o seu albúm de estreia homónimo, seguindo-se as terras de sua majestade.
Na edição deste ano do "Atlantic Waves" Raquel Tavares estará ao lado de Beatriz Conceição, Maria da Fé, Mafalada Arnouth, Aldina Duarte e Joana Amendoeira. O concerto realiza-se a 1 de Novembro, no Queen Elizabeth Hall.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

HAMELIN em Setembro no Convento das Mónicas




HAMELIN

de Juan Mayorga
M/16
De 7 a 29 de Setembro no Convento das Mónicas
Quarta a Sábado às 21h30
onvento das Mónicas Travessa das Mónicas, 2/4 (ao Largo da Graça) 1100-360 Lisboa
Bilhetes à venda no local, Fnac, lojas Abreu e www.ticketline.pt
Reservas e informações: 961 960 281 e 707 234 234 (Ticket Line)

Tradução António Gonçalves
Com Américo Silva, Ana Lázaro, António Filipe, Ana Teresa Santos, Paulo Pinto, João Meireles, Pedro Carraca, Sérgio Conceição e Sylvie Rocha
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos
Direcção de produção de António Simão e João Miguel Rodrigues
Assistência Ana Lázaro




Hamelin estreou a 12 de Abril de 2007 no Convento das Mónicas.A peça encontra-se editada na Colecção Livrinhos de Teatro Nº 20.
Tradução com o apoio de AET.


(…) Hamelin é uma peça escrita numa linguagem sóbria, concisa e fluente. É, também, uma peça sobre a dificuldade, ou a impossibilidade, de chegar a conclusões, quando a linguagem é tudo o que temos para apurar da verdade, ou, o que é igualmente difícil, para tentarmos destrinçar o bem do mal. (…) O movimento dramatúrgico que os faz estar em cena, assumir as personagens, retirar-se, ouvir as indicações do Comentador, é absolutamente excepcional. (…) Resta-me tornar explícito que Hamelin é um espectáculo de qualidade absolutamente invulgar; vê-lo e revê-lo parece-me um privilégio.

João Carneiro
In Expresso, 28 de Abril de 2007


(…) Hamelin é um espectáculo de grande dinamismo e inteligência. É pertinente, audaz e, teatralmente, extremamente desafiador (…) O elenco muitíssimo equilibrado, ainda que desenha as suas personagens a grosso, assegura um conjunto de figuras bastante credíveis e de uma humanidade tocante. E assim, o teatro em Portugal vai provando que tem memória e vontade de não esquecer.

Rui Pina Coelho
In Público, 21 de Abril de 2007

Hamelin é um conto sobre a culpa dos adultos e o seu castigo. Sobre as crianças de uma cidade que não sabe protegê-los. Sobre um menino e os seus inimigos. Sobre o ruído que o rodeia e o medo que nos olha.

Às vezes ouvimos um som aos nossos pés, ou entre as sombras, e temos medo que os ratos já aqui estejam, entre nós. Agora que éramos tão felizes.

Às vezes ouvimos nas nossas costas o som daquela flauta e dá-nos medo de nos voltarmos e reconhecermos os olhos do flautista. E corremos para os quartos dos nossos filhos para ver se ainda ali estão.

Às vezes tememos que o “Era uma vez” nos alcance como uma língua negra. E que, como uma profecia, cumpra o conto em nós.

Nas versões mais antigas do conto, as crianças nunca voltam a Hamelin. O flautista leva-os para sempre com a formosa música da sua flauta. Arrebatando os filhos inocentes, o flautista outorga à culpa dos pais o mais cruel dos castigos.

Também este Hamelin é um conto sobre a culpa dos adultos e o seu castigo. Sobre as crianças de uma cidade que não sabe protegê-los. Sobre um menino e os seus inimigos. Sobre o ruído que o rodeia e o medo que nos olha.

Juan Mayorga



JUAN MAYORGA nasceu em 1965, em Madrid. Licenciado em Filosofia e Matemática, dedicou-se à Filosofia da História e da Estética. A sua tese de doutoramento intitula-se A Filosofia da História de Walter Benjamin e aborda as obras de Walter Benjamin, Ernst Jünger, Georges Sorel, Donoso Cortés, Carl Schmitt e Franz Kafka. É membro do grupo de investigação O Judaísmo – Uma Tradição Esquecida na Europa do Instituto de Filosofia do Conselho Superior de Investigação Científica. Publicou, em 2003 (edições Anthropos de Barcelona), o ensaio Revolución Conservadora y Conservación Revolucionaria. Política y Memoria en Walter Benjamin. É autor de vários textos sobre Lope de Veja, Artaud, Dürrenmatt, Heiner Müller, Valère Novarina e José Sanchis Sinisterra, entre outros. É membro do Conselho de Redacção da revista Primer Acto. Ensina Dramaturgia e História das Ideias na Real Escuela Superior de Arte Dramático de Madrid.
Frequentou os seminários de dramaturgia dirigidos por Marco Antonio de la Parra e José Sanchis Sinisterra, assim como a Royal Court Theatre International Summer School de Londres em 1998. Do seminário dirigido por Marco Antonio de la Parra en 1992, nasceu um pequeno grupo de autores madrilenos – José Ramón Fernández, Luis Miguel González Cruz, Raúl Hernández, Juan Mayorga – que fundam o colectivo El Astillero em 1994. O encenador Guillermo Heras participa igualmente nesta aventura Mayorga começa a dedicar-se à escrita teatral em 1989, ano em que é nomeado para o prémio Marqués de Bradomín por Siete hombre Buenos. Estreou ou publicou os seguintes textos para teatro: Siete hombres Buenos (1989), Más ceniza (1992), O Tradutor de Blumemberg (1994-2000), Concierto Fatal de la Viuda Kolakowski. (1994), El hombre de Oro (1996), El Sueño de Ginebra (1996), El Jardín Quemado (1998), La Mala Imagen (1997), Legión (1998), La Piel (1998), Amarillo (1998-2000), El Crack (1998), Angelus Novus (1999), Cartas de Amor a Stalin (1998), La Mujer de Mi Vida (1999), BRGS (2000), El Gordo y el Flaco (2001), La Mano Izquierda (2001), Una Carta de Sarajevo (2001), Encuentro en Salamanca (2002), La Biblioteca del Diablo (2001), Camino del Cielo (2002), El Buen Vecino (2002), Sonámbulo (A partir de Sobre los Ángeles, de Rafael Alberti; 2003), Animales Nocturnos (2003) e Tres Anillos (2004). Co-autor, com Juan Cavestany, de Alejandro y Ana, Lo que España no Pudo Ver del Banquete de la Boda de la Hija del Presidente (2003), Ultimas Palabras de Copito de Nieve (2004) e Hamelin (2004). Traduziu e adaptou A Visita da Velha Senhora de Friedrich Dürrenmatt, (2000); O Monstro dos Jardins de Calderón (2000), A Dama Boba de Lope (2002), Nathan, o Sábio de Lessing (2003), O Ininimigo do Povo de Ibsen (2007) e Fedra (2007). A sua peça Cartas de Amor a Stalin, em tradução de José Martins, está editada na Campo das Letras. O Tradutor de Blumemberg, em tradução de António Gonçalves, foi editado na
Artistas Unidos revista nº10. Os Artistas Unidos editaram ainda Caminho do Céu, Jardim Queimado e Animais Noctunos nos Livrinhos de Teatro. E preparam, para Outubro, a estreia de Ultimas Palavras do Gorila Albino.

ANTÓNIO GONÇALVES
Traduziu desde 1980 várias obras de vários autores entre eles Roland Barthes, Armand Frémont, Serge Helimi, Le Corbusier, Gabriel Garcia Marquez, Juan José Saer e Manuel Vasquez Montalbán. É, desde Setembro de 1994, tradutor no Parlamento Europeu no Luxemburgo. Pela tradução da trilogía Los Gozos y Las Sombras recebeu em 1999 o Grande Prémio de Tradução do PEn Club e da Associação Portuguesa de Tradutores. Para os Artistas Unidos traduziu textos de Juan Mayora e Antonio Onetti.

AMÉRICO SILVA
Trabalhou com Ávila Costa, José Peixoto, João Lagarto, Carlos Avilez, Rui Mendes, Diogo Dória, Depois da Uma… teatro?, Francisco Salgado, Manuel Wiborg Com os Artistas Unidos participou em O Fim ou Tende Misericórdia de Nós, Prometeu e O Navio dos Negros de Jorge Silva Melo Facas nas Galinhas de David Harrower, Dias Felizes de Samuel Beckett, O Meu Blackie de Arne Sierens, A História do Escrivão Bartleby de Francisco Luís Parreira, CAFÉ de Spiro Scimone, Filoctetes de Heiner Müller, O Encarregado de Harold Pinter, A Noite Canta os Seus Cantos de Jon Fosse, Terrorismo e No Papel da Vitíma dos Irmãos Presniakov, Tão Só o Fim do Mundo de Jean-Luc Lagarce. É membro fundador da Tá Safo com que estreou A Festa de Spiro Scimone, Se o Mundo Não Fosse Assim de José Maria Vieira Mendes e Music-Hall de Jean Luc Lagarce.

ANA LÁZARO
Está a acabar a licenciatura de Teatro - Formação de Actores e Encenadores da Escola Superior de Teatro e Cinema. Nos Artistas Unidos, realizou o estágio curricular e foi assistente de Lilás de Jon Fosse e de Mecenas,Mecenas na Fundação Gulbenkian.

ANA TERESA SANTOS
Entrou no CITAC em 1998. Posteriormente ingressou na Escola Superior de Teatro e Cinema, na licenciatura em Teatro - Formação de Actores e Encenadores onde trabalhou com Rogério de Carvalho, João Brites, Carlos Pessoa, José Peixoto, Madalena Victorino, entre outros. Representou esta escola no Olive Festival, na Sérvia Montenegro, a convite de Álvaro Correia. Participou como actriz no EU Theatre Arts for Children and Young People Festival no Japão, numa encenação de Paulo Lage. Traduziu, adaptou e co-encenou O Equívoco, de Albert Camus. Participou em curtas-metragens de Sílvio Sousa e Cláudia Oliveira. É licenciada em Estudos Portugueses e Franceses pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e é sócia fundadora do Teatro Língua. Nos Artistas Unidos foi assistente de Stabat Mater de Antonio Tarantino e Mecenas, Mecenas na Fundação Calouste Gulbenkian.


ANDREIA BENTO
Tem a Licenciatura da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Realizou o estágio profissional-curricular nas produções dos Artistas Unidos
Vai Vir Alguém de Jon Fosse, encenação de Solveig Nordlund e Ao Olhar Para Ti (Renascido) de Novo de Gregory Motton, com direcção de Isabel Muñoz Cardoso. Como actriz trabalhou no Pogo Teatro, Teatro Infantil de Lisboa, Teatro da Malaposta com Ana Nave, Teatro Aberto com José Wallenstein, e na curta-metragem A Rapariga no Espelho de Pedro Fortes. Autora dos textos para o programa de Cowboy Mouth de Sam Shepard, encenação de Francisco Salgado, no Teatro da Trindade. Com os Artistas Unidos participou em Dias Felizes de Samuel Beckett, encenação Madalena Victorino, Baal de Bertolt Brecht, encenação Jorge Silva Melo, Terrorismo dos Irmãos Presniakov, encenação de Jorge Silva Melo. Foi assistente O Caracal de Judith Herzberg, encenado por Alberto Seixas Santos, A Mata de Jesper Halle, Music-Hall de Jean-Luc Lagarce, entre outros. Encenou As Regras da Arte de Bem Viver na Sociedade Moderna de Jean Luc Lagarce.

ANTÓNIO FILIPE
Estreou-se no teatro em 1980, tendo desenvolvido o seu trabalho em companhias como o Teatro Aberto, o Teatro Ibérico, o Teatro do Século, o Teatroesfera. Trabalhou com encenadores como Fernando Gomes, João Lourenço, Rogério de Carvalho, Inês Câmara Pestana, Luís Assis, Xosé B. Gil, José Carretas, Graça Corrêa, Miguel Loureiro. Foi intérprete em peças de Rojas, Lorca, Valle Inclán, Shakespeare, Sam Shepard, Botho Strauss, Brecht, Erdman, Sergi Belbel, Luís Assis, José Carretas e Teresa Faria, Calderon, Joe Orton, Harold Pinter, Graça Corrêa, Landford Wilson, Armando Nascimento Rosa. Na televisão participou em séries como O Fura Vidas e Jornalistas. Ao longo da sua carreira de actor tem desenvolvido trabalho como cenógrafo em diversas encenações. Com os Artistas Unidos participou em Cada Dia a Cada Um A Liberdade e o Reino, Terrorismo e No Papel da Vítima dos Irmãos Presniakov, O Amor de Fedra de Sarah Kane, Não Posso Adiar o Coração, Marcado Pelo Tipex de Antonio Onetti, Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices de Harold Pinter e outros, Os Animais Domésticos de Letizia Russo, Fábrica de Nada de Judith Herzberg, Breves Textos Para a Liberdade de Arne Lygre, Gro Dahle, Jesper Halle e José Maria Vieira Mendes e Amador de Gerardjan Rijnders.

PAULO PINTO
Nasceu há 34 anos é actor profissional hà 16 anos tendo iniciado a sua formação como actor em 1988 no IFICT (Instituto de Formação Investigação e Criação Teatral). Estreou-se em 1989 no espectáculo Pierrot e Arlequim de Almada Negreiros encenado por Filipe Lá Féria. Desde essa altura tem desenvolvido actividade como actor em teatro, cinema e televisão: Participou em mais de 30 peças de teatro encenadas por, entre outros: Rogério de Carvalho, Adolfo Gutkin, António Pires, Luís Miguel Cintra, Inês Câmara Pestana, Ana Tamen, António Capelo, Adriano Luz e Almeno Gonçalves, Fernanda Lapa e Francisco Camacho e Lúcia Sigalho. Em cinema trabalhou com os seguintes realizadores: João Pinto Nogueira, Gonçalo Luz, Rita Nunes, Miguel Mendes, Rita Palma, Ivo Ferreira, Rosa Coutinho Cabral e Edgar Pêra. Com os Artistas Unidos participou em A Fábrica de Nada de Judith Herzberg, Os Animais Domésticos de Letizia Russo, A Mata de Jesper Halle, Breves Textos Para a Liberdade de vários autores., Lilás de Jon Fosse e História de Amor (Ultimos Capitulos) de Jean-Luc Lagarce.

JOÃO MEIRELES
Trabalhou com Luís Varela, Manuel Borralho, Ávila Costa, Adolfo Gutkin, Aldona Skiba-Lickel, José António Pires, o Pogo Teatro e o Teatro Bruto. Com os Artistas Unidos trabalha regularmente desde 1995 sendo actualmente um dos directores da companhia. Nos Artistas Unidos participou em António Um Rapaz de Lisboa de Jorge Silva Melo O Fim Ou Tende Misericórdia de Nós de Jorge Silva Melo, As Canções do Pobre BB, Na Selva das Cidades, A Queda do Egoísta Johann Fatzer e Baal de Bertolt Brecht, O Navio dos Negros de Jorge Silva Melo, O Meu Blackie de Arne Sierens, Filoctetes de Heiner Müller, Nunzio de Spiro Scimone, Cada Dia a Cada Um A Liberdade E O Reino, Não Posso Adiar o Coração, No Papel da Vítima dos Irmãos Presniakov, Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices de Harold Pinter e outros, Os Animais Domésticos de Letizia Russo e Music-Hall de Jean Luc Lagarce. Dirigiu A História do Escrivão Bartleby de Francisco Luís Parreira, O Encarregado de Harold Pinter e Marcado Pelo Tipex de António Onetti.

PEDRO CARRACA
Trabalhou com os encenadores António Feio, Fernando Gomes, Aldona Skiba-Lickel, Clara Andermatt, Luís Miguel Cintra, João Brites, Raul Atalaia, Fernanda Lapa, Almeno Gonçalves, Adriano Luz, Castro Guedes, Diogo Dória, Jorge Listopad, José Mora Ramos, Maria do Céu Guerra. Com Jorge Silva Melo trabalha regularmente desde 1996. Sócio-fundador de Depois da uma…teatro?, criou com Rui Guilherme Lopes Equimoses, Acquotidiano, Homem Mau e Longe. Com os Artistas Unidos interpretou O Fim ou Tende Misericórdia de Nós, Prometeu e O Navio dos Negros de Jorge Silva Melo, O Meu Blackie de Arne Sierens, E Depois de Xavier Durringer, O Amante de Harold Pinter, T1 de José Maria Vieira Mendes, Vive Quem Vive de Jacques Prévert e Terrorismo e No Papel da Vítima dos Irmãos Presnyakov, Os Animais Domésticos de Letizia Russo, A Fábrica de Nada de Judith Herzberg, Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices de Harold Pinter, A Mata de Jesper Halle, Music-Hall de Jean-Luc Lagarce e Lilás de Jon Fosse. Encenou Homem Mau, Longe de Rui Guilherme Lopes, Mouchette de Arne Sierens. Interpretou Made In China de Mark O’Rowe numa encenação de António Simão. Com a Tá Safo participou em A Festa de Spiro Scmone. Dirigiu O Senhor Armand Dito Garrincha de Serge Valetti.

SÉRGIO CONCEIÇÃO
Tem o Curso de Artes da Escola de Artes e Ofícios do Chapitô. Realizou o seu estágio na Companhia Olga Roriz em 2005. Participou em várias animações circenses. Em 2002 ficou em terceiro lugar do Concurso Novos Coréografos, com um trabalho com Joana Pacheco. Trabalhou com António Pires e Fernando Heitor. Actualmente é assistente no Chapitô. Nos Artistas Unidos, em 2006, entrou em A Mata de Jesper Halle e em 2007 em Amador de Gerardjan Rijnders.

SYLVIE ROCHA
Trabalhou com Rogério de Carvalho, Joaquim Benite, Jorge Listopad, Miguel Guilherme, José Martins e José Wallenstein. Com Os Satyros participou em Woyzeck de Büchner. Com Brigitte Jacques trabalhou em Sertório de Corneille (Teatro da Cornucópia). Trabalhou com Luís Pais em Nada do Outro Mundo de António Cabrita. Com Manuel Wiborg trabalhou em O Amante de Ninguém a partir de Dostoiévski e Universos e Frigoríficos de Jacinto Lucas Pires. Na televisão participou nas telenovelas Desencontros, Roseira Brava, Filhos do Vento e Os Lobos. No cinema trabalhou com Pedro Ruivo, Joaquim Sapinho, João César Monteiro, Pedro Caldas, Jacinto Lucas Pires e Jorge Silva Melo. Com os Artistas Unidos participou em António, Um Rapaz de Lisboa de Jorge Silva Melo, Prometeu de Jorge Silva Melo. A Tragédia de Coriolano de Shakespeare, A Queda do Egoísta Johann Fatzer de Bertolt Brecht, Crime e Castigo de José Maria Vieira Mendes, Falta de Sarah Kane, Sonho de Outono de Jon Fosse, Cada Dia a Cada Um a Liberdade e o Reino de Jorge Silva Melo e Pedro Marques. Recentemente e com os Artistas Unidos interpretou Marcado Pelo Tipex de Antonio Onetti, encenação de João Meireles, Inverno de Jon Fosse Os Animais Domésticos de Letizia Russo, Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices de Harold Pinter (encenações de Jorge Silva Melo), Orgia de Pier Paolo Pasolini, com encenação de Pedro Marques, Lilás de Jon Fosse com encenação de João Miguel Rodrigues Fosse e História de Amor (Ultimos Capitulos) de Jean-Luc Lagarce.


ANTÓNIO SIMÃO
Trabalhou com Margarida Carpinteiro, António Fonseca, Aldona Skiba-Lickel, Ávila Costa, João Brites, Melinda Elteston, Filipe Crawford, Joaquim Nicolau, Antonino Solmer e Jean Jourdheuil. Com os Artistas Unidos trabalha regularmente desde 1995. Criou em 97 o espectáculo Uma Solidão Demasiado Ruidosa baseado em Bohumil Hrabal. Sócio fundador da APA, produziu e interpretou Universos e Frigoríficos de Jacinto Lucas Pires e dirigiu. Com os Artistas Unidos participou em António, Um Rapaz de Lisboa, O Fim ou Tende Misericórdia de Nós, Prometeu, O Navio dos Negros de Jorge Silva Melo, Os Irmãos Geboers e Mouchette de Arne Sierens, A História do Escrivão Bartleby de Francisco Luís Parreira, E Depois de Xavier Durringer, Na Selva das Cidades, A Queda do Egoísta Johann Fatzer, Baal de Bertolt Brecht, Victoria Station de Harold Pinter, T1 de José Maria Vieira Mendes, Vive Quem Vive de Jacques Prévert, que também dirigiu (com Joana Bárcia), Terrorismo e No Papel da Vítima dos Irmãos Presniakov, Marcado Pelo Tipex de Antonio Onetti, Os Animais Domésticos de Letizia Russo, A Fábrica de Nada de Judith Herzberg, Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices de Harold Pinter, A Mata de Jesper Halle Music-Hall de Jean-Luc Lagarce, e Lilás de Jon Fosse. Dirigiu ainda Atendedor de Chamadas e Peça Alter Nativa de Finn Iunker Agá, o Piolho e Made in China de Mark O´Rowe.

JOÃO MIGUEL RODRIGUES
Estreou-se em O Despertar da Primavera de Frank Wedekind (enc.: João Mota/Comuna). Trabalhou com Carlos do Rosário (Teatro de Portalegre), Aldona Skiba-Lickel, Joaquim Nicolau, Antonino Solmer e Adolfo Simón (Dante, Compañia de Teatro). No teatromosca, dirigiu e participou como actor em vários espectáculos, entre os quais, A Última Gravação de Krapp de Samuel Beckett e Tristão e o Aspecto da Flor de Francisco Luís Parreira. Participou como assistente e actor no espectáculo Peça Alter Nativa de Finn Iunker, com direcção artística de António Simão (co-produção Teatro de Inverno / C.C.B.). No cinema participou no filme Tarde Demais de José Nascimento e nas curtas-metragens Nunca Estou Onde Pensas Que Estou de Jorge Cramez, Pastoral e Quem É Ricardo? de José Barahona. Com os Artistas Unidos participou em No Papel da Vítima dos Irmãos Presniakov, Os Animais Domésticos de Letizia Russo, Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices de Harold Pinter e vários autores e A Fábrica de Nada de Judith Herzberg, encenou e participou em Lilás de Jon Fosse em 2007.

RITA LOPES ALVES
Trabalhou no guarda-roupa de vários filmes de Jorge Silva Melo, Pedro Costa, Joaquim Sapinho, João Botelho, Margarida Gil, Luís Filipe Costa e Cunha Teles. No teatro tem trabalhado com Jorge Silva Melo como cenógrafa e figurinista desde 1994. Realizou o guarda-roupa de Universos e Frigoríficos de Jacinto Lucas Pires para a APA. Tem dirigido os trabalhos de cenografia e figurinos no projecto Artistas Unidos n´A Capital. Ultimamente, assinou as cenografias de Terrorismo dos Irmãos Presniakov, O Caracal e A Fábrica de Nada de Judith Herzberg, T1 de José Maria Vieira Mendes, O Nosso Hóspede de Joe Orton, Se o Mundo Não Fosse Assim de José Maria Vieira Mendes, No Papel da Vitíma dos Irmãos Presniakov, As Regras da Arte de Bem Viver Na Sociedade Moderna de Jean-Luc Lagarce, Os Animais Domésticos de Letizia Russo, Orgia de Pier Paolo Pasolini, Paixão Segundo João e Stabat Mater de Antonio Tarantino, Lilás de Jon Fosse, Amador de Gerardjen Rijnders e História de Amor ( Ultimos Capitulos) de Jean-Luc Lagarce.
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PEDRO DOMINGOS
Esteve quatro temporadas no Teatro da Malaposta. Trabalha com Jorge Silva Melo desde 1994, tendo assinado a luz de todos os espectáculos dos Artistas Unidos. Trabalhou regularmente com a Re.Al e com o Teatro Bábá. Assinou igualmente a luz de Hotel Orpheu de Gabriel Gbadamosi (um projecto de Miguel Hurst e Manuel Wiborg), A Noite é Mãe do Dia de Lars Norén (encenação de Solveig Nordlund), Equimoses – Nódoas Na Cidade de Rui Guilherme Lopes e Pedro Carraca, Universos e Frigoríficos de Jacinto Lucas Pires (APA), Amok de Jacinto Lucas Pires (encenação de Luis Gaspar), De Que Falamos Quando Falamos De Amor de Raymond Carver (encenação de Cristina Carvalhal), Por Favor Deixe Mensagem (encenação de João Lagarto) e vários espectáculos de Diogo Dória. É membro do projecto "Popol-vuh" e director técnico do Teatro da Luz. É membro fundador da Ilusom, uma das sociedades instaladas no edifício de A Capital. Participa desde o início no projecto Artistas Unidos n´ A Capital.


SÉRGIO POMBO NO CONVENTO DAS MÓNICAS




DESENHO
de Sérgio Pombo

A partir de 7 de Setembro no Convento das Mónicas (ao Largo da Graça)





Enquanto estiverem instalados no Convento das Mónicas, os Artistas Unidos manterão um espaço dedicado às artes plásticas. Esta actividade prolonga aquilo que foi realizado no Teatro Taborda onde expuseram artistas como Álvaro Lapa, Pedro Chorão, Pedro Proença, Xana, Sofia Areal, Sérgio Pombo, Ana Isabel Rodrigues.


SOBRE SÉRGIO POMBO

Sérgio Pombo cria um espaço minado em seu redor e em nosso redor, move-se obrigando o nosso olhar ao mesmo exercício de perícia, cautela e exorcização do medo.
João Pinharanda


COM A RAPIDEZ DAS ESTRELAS CADENTES, FULGURANTES

Às vezes aparecem figuras, homens, mulheres, um dorso, uma perna, pernas. Às vezes, muitas vezes, o dorso desfaz-se na paisagem que não sei se é paisagem se é vazio, esvai-se, há uma luz talvez branca que as rasga, as corta, as personagens confundem-se com a parede – ou o nada – e esbatem-se alguns dos objectos soltos, isolados, dançando a dança dos satélites naquelas que seriam naturezas mortas, não fosse a pintura de Sérgio Pombo sempre tão viva, tão escandalosamente viva e nua, tão rasgada pela tinta fresca, imanência dessa liberdade que tem de pintar lembrando, vendo pela ponta dos dedos, táctil, vendo como quem modela, pintando como quem espalha o desalinho na noite da casa.
Foram sempre feitas nesta noite, desarrumadas ainda agora, as pinturas de Sérgio Pombo e, por mais antigas que sejam, mais juvenis, mais seguras pelo ensino dos seus mestres, ele, que aprendeu com professores e deles herdou gosto e técnicas, ele, que, novito, frequentava os maiores e os via, no desarrumo dos ateliês e das noites, ansioso por atirar ao mundo a sua tinta crua, ele que agarra no papel ou na tela mais do que a pinta, agarra com garras de que a tinta é resto, parece sempre que esteve acordado toda a noite e que ainda são de ontem estas imagens, venham elas dos anos 60, dos 80 ou de ontem ainda, sangrando sempre a sua intensidade vibrante.
Há este estranho espelho no Sérgio, qualquer trabalho que dele vejo, magoado ainda pelas nódoas da vida, é sempre a última coisa, a mais sincera, a mais dorida que nos contou, rindo talvez, nu, exposto, homem sem máscara que se desprende do saber e inventa, teima.
E talvez seja esse o seu segredo raro: cada trabalho do Sérgio é de hoje, ainda traz o bulício desta noite, a sua nuvem incerta, o seu silêncio, ainda estas sombras são as sombras negras da noite de ontem, o canto – lancinante, que ele tem esse condão, de nos fazer chorar – parece ter começado agora mesmo, há uma insolente adolescência que fica para sempre na sua pintura convulsiva.
Parecem não ter passado, serem de ontem apenas os seus trabalhos.
Nada mais falso, há no Sérgio um saber trespassado por gerações de pintura, ele compõe, pinta, inventa as formas com o saber transmitdo por séculos, há nele toda uma história transmitida de boca em orelha, no convívio vivido dos pintores e das tintas. Mas o que ele consegue, é, e isso é raro, é, livre, lutar para que tudo pareça começar aqui, mesmo aqui, nestas costelas que sublinha com a veemência de um vermelho, nesta pele que parece arrancar, nestas personagens solitárias, nuas, tão nuas, desfazendo-se, desfeitas na memória, emergindo apenas, submersas, lembradas, esquecidas, nestes rostos que três pinceladas de cinzento desferem contra a visão, desfoque, movimento, contorsão, espasmo.
Chamaram-lhe expressionista, chamaram-lhe selvagem, chamaram-lhe alemão, tinha-lhe chamado hiper-realista, ácido, interrogativo, destrutivo, é tudo verdade, mas são nomes feitos e a pintura de Sérgio Pombo está sempre naquele momento cru em que se está a fazer, cheira ao momento presente, cheira a tinta, essa humidade.
À medida que o tempo avança e as modas caducam, Sérgio Pombo, que viu ruir a pintura académica, que viu morrer o saber das escolas, que viu voltar a cantar o canto selvagem das desabridas cores, o Sérgio, que, noite após noite, vive pintando, pinta vivendo, mancha a tela, rasga-a com a espessa tinta dramática de uma primeira vez.
Tudo, promete, é sempre novo e acaba de sair do estúdio de todas as noites.
Os acordes selvagens de alguma música moderna, jazz, Stravinsky ou o rock brutal, até, recomeçam aqui, mas tudo é novo, a tinta tem sempre a dor da primeira vez e tudo se passou tão depressa, tão vibrantemente depressa que a antiquissima ambição dos pintores, pintar antes de se sumir a nuvem, pintar a luz da única hora, saber que nada é o mesmo daqui a um minuto, parar o tempo, é nele dado conseguido: ele é o instante de toda a nudez, sabe que as horas passam e não há tempo para esperar, pinta, como os antigos romperam, pinta prestamente, presto, prestissimo.
E os velhos venezianos da prestura abriram-lhe as portas, eles que, cego Ticiano ou amargurado Tintoretto, desfizeram a ilusão em nome do movimento.
Vem de longe e de muitas destruições o gesto recomeçado de Sérgio Pombo – e o seu incrível saber das cores que se acumulam, planos e cores, linhas e manchas, cores que usa com o esplendor dos barrocos, sem temor.
A tremenda força realmente erótica da sua pintura virá desta presença desencarnada, encarnada, descarnada: é feroz a nudez das suas personagens, atravessadas por pincéis velozes, desgovernados, cintilantes, tumultuosos.
E a estranha melodia daqueles espaços vazios, que vão de um corpo a outro, que se escondem, que se atiram, espaços onde a figura se funde, a triste, estranha tristeza e melodiosa daqueles papéis onde só um triângulo, às vezes um esguicho de tinta, uma forma inacabada, às vezes um outro triângulo, um corpo, joelho, nádegas, peitos, sexos, costas, dorsos, colunas, vértebras.
Só os amantes sabem o que é a nudez dos corpos, ranho, esperma, suor, pele, sangue, ferida, crostas.
E é essa nudez, cintilando na brutal colisão destas tintas, essa vida berrada, ciciada, apagada, poluída, ensombrada, desfeita, cama, corpos, quem poluiu estes lençóis, quem deixou vazio este papel, quem retirou a vida a estas sombras perplexas, atónitas, quem matou, se a vida, essa escandaleira, persiste, suja e esplendorosa, gritantemente afirmada, quem separou os sexos – e dói-nos esta separação –, quem nos atravessa tão depressa, cometa, raio, luz, tinta branca, mão talvez, outro corpo na noite.
Não há no Sérgio Pombo o gosto domingueiro da pintura afiambrada, ele é indomável, sozinho, franco, tão franco, tão sozinho - e insistindo na ferocidade.
E porque encontrou a passagem subtil entre o desenho e a pintura, fez tábua rasa das doutrinas que tudo separavam, avançou, pintou, pintou tanto, desenhou, encontra a mancha, a linha, o papel, a tinta, tudo lhe serve para pintar e ele pinta como quem martela, hercúleo, trágico, desprovido do saber que sabe, pois, para ele, o instante luz ainda, brilha a verdade crua, tão desavergonhada, tão perto da impudícia, verdade jubilatória, voluptuosa.
A pintura de Sérgio Pombo – pintura, desenho, com figuras ou sem, a pintura que nele tudo é pintura, irredutivelmente pintura – é tão brilhantemente viva que ofusca, é tão desassombrada que nos assalta o equilíbrio, sofre, “o dia em que nasci morra e pereça”, dizia Job, amaldiçoa-nos – mas promete-nos o humano, o humano presente, o humano simplesmente, a vida de hoje, esta, sufocantemente bela na sua crueza rápida, na sua imensa solidão.
Porque Sérgio Pombo, com a rapidez das estrelas cadentes no céu de todas as noites, persegue a beleza, promete-nos que ela aí vem, está a chegar, voluptuosa, fulgurante, escandalosamente nova, de ontem à noite sempre, nua ainda.
Jorge Silva Melo

O VOO DA COR NO BRANCO DA MEMÓRIA

Pode ser o desenho a atiçar o fogo: a linha que encontra o lume, e explode numa e noutra direcção, até chegar a um filtro de tapeçaria que a fixa na sua teia. Sérgio Pombo, de Colónia a Lisboa, estende esse triângulo místico por cuja fresta se espreita um horizonte de incêndio; mas logo a nuvem das imagens desce o seu peso de equilíbrio, fazendo subir o prato das figuras, onde a fragmentação instala a sua lógica até chegar à ordem do segmento. E assistimos a esse jogo em que o papel suga pedaços do quotidiano, juntando-os sob a forma da colagem, mas libertando-os ao mesmo tempo da sua efemeridade. De um lado, esses restos do contemporâneo denunciam a perda, o sentido frágil do mundo, a inutilidade das coisas por que passamos, e que deixamos que passem por nós; por outro lado, um brilho de espelho capta o voo do sonho, perfis ou apenas sugestões, e deixa-nos imaginar o que, de Colónia a Lisboa, permanece, mesmo que apenas sob esta forma políptica, para que reconstituamos os lapsos e os tempos do humano.
Nuno Júdice


SÉRGIO POMBO
Nasceu em Lisboa em 1947.
Vive e trabalha em Lisboa.

FORMAÇÃO
Estudou pintura com Roberto Araújo. Frequentou vários anos os cursos de gravura da Cooperativa de Gravadores Portugueses – Gravura (1965166187).
Curso de Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1972).
Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian de 1976 a 1979 em Portugal e de 1992 a 1993 na Alemanha.
Viveu e trabalhou na Alemanha de 1991 a 1993.

PRÉMIOS E REPRESENTAÇÕES OFICIAIS
1980 – Representação Nacional no Festival de Pintura de Cagnes-sur-Mer.
1992 – Representação Nacional na XII Bienal de Paris.
1984 – Representação Portuguesa à 18.8 Bienal de 5. Paulo.
1981 – Prémio Nacional de Gravura.
1983 – Prémio de Gravura do Banco de Fomento Nacional.
1984 – Prémio de Aquisição de Lagos.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS (selecção)

1973 – Galeria de 5. Francisco, Lisboa.
1977 – Galeria Diagonale, Paris.
1978 – Galeria de Arte Moderna S.N.B.A., Lisboa.
1983 – Galeria Diagonal (escultura), Cascais.
1984 – Galeria Cómicos, Lisboa 1 Galeria Quadrum, Lisboa.
1986 – Altamira, Lisboa.
1987 – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 1 Galeria Quadrum, Lisboa.
1988 – Loja de Desenho, Lisboa.
1990 – Galeria Alda Cortez, Lisboa.
1992 – Galeria Giefarte, Lisboa.
1994 – Galeria Giefarte, Lisboa.
1997 – Galeria Trem, Faro.
1999 – Galeria Edicarte, Funchal.
2000 – Galeria Reverso (escultura), Lisboa.
2001 – Fundação Calouste Gulbenkian –C.A.M. Lisboa (pintura)

COLECÇÕES ONDE ESTÁ REPRESENTADO

Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
Ministério da Cultura
Museu de Arte Contemporânea
Caixa Geral de Depósitos
Parlamento Europeu
Numerosas colecções privadas
Numerosas colecções colectivas

Nos Artistas Unidos

2005 – A NOITE ALEMÃ E OS OUTROS DIAS – Teatro Taborda

DARWIN E O CANTO DOS CANÁRIOS CEGOS

DE NOVO EM CENA NUMA CURTÍSSIMA TEMPORADA

DARWIN E O CANTO DOS CANÁRIOS CEGOS

A digressão que A Barraca efectuou em Julho/ Agosto de 2007 por Fortaleza, Belo Horizonte, Recife, Natal e Rio de Janeiro foi uma iniciativa coroada de êxito.
Para este bom resultado, muito contribuíram anteriores idas ao Brasil que deixaram A BARRACA como símbolo de qualidade e inovação teatral.
Desta vez, levámos uma única peça: “ Darwin e o canto dos canários cegos”, de Murilo Dias César / Helder Costa, também autor da encenação.
O tema da evolução das espécies – hoje assunto da maior relevância dada a ofensiva do “Criacionismo” - ,foi amplamente discutido em debates e em conferências em várias dessas cidades, assim se confirmando uma vez mais a contemporaneidade do repertório da BARRACA.
Em Setembro vamos repor o espectáculo numa curta temporada nos dias 7, 8, 9, 14, 15 e 16, sexta e sábado às 21h30 e domingo às 17h00.
Informações e reservas: 213965360

EXPOSIÇÃO DE PINTURA DULCE ZAMITH

"As Quatro Estações"2007Acrílico s/ tela

Dulce Zamith

A MÚSICA DA COR
5 a 18 de Setembro

Casa Municipal da Cultura de Coimbra
Galeria do Átrio


Segunda a Sexta
9h00 às 18h30






A história do JAZZ & BLUES



Espectáculo multimédia
A HISTÓRIA DO JAZZ & BLUES
por RUI AZUL INDEX



7 de Setembro, 22:00, São Pedro do Sul

Encontros Blues/Jazz RUI AZUL INDEX
Rui Azul - sax tenor, narração
Alex Rodriguez - trompete
Carl Minnemann – contrabaixo
Renato Diz – piano
Rui Ferraz – bateria

14 e 15 de Setembro, 23:30, Matosinhos

B FLAT JAZZ CLUB
RUI AZUL INDEX
Rui Azul - sax tenor, narração
Alex Rodriguez – trompete
Alberto Jorge- contrabaixo
Pedro Costa – piano
Guilherme Piedade – bateria

4 de Outubro, 22:00, Tondela

FESTIVAL JAZZIN' TONDELA - ACERT
RUI AZUL INDEX
Rui Azul - sax tenor, narração
Alex Rodriguez – trompete
Alberto Jorge- contrabaixo
Pedro Costa – piano
Guilherme Piedade – bateria

13 de Outubro, 22:00, Barcelos

Concerto Multimedia - Auditório da Biblioteca Municipal
RUI AZUL INDEX
Rui Azul - sax tenor, narração
Alex Rodriguez - trompete
Rui Ferraz - bateria

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Red Bull Air Race no Porto e na RTP


Depois de serem aplaudidos por mais de 500 000 adeptos em Budapeste há duas semanas, os 13 pilotos da Red Bull Air Race World Series disputam nos céus de Portugal a oitava etapa nos dias 31 de Agosto e 1 de Setembro.

O líder do campeonato Mike Mangold (USA Team Cobra) e os seus opositores irão defrontar-se na sessão de qualificação de sexta-feira pelas 14h sobre o rio Douro entre as margens do Porto e Gaia.

Isto foi razão suficiente para os pilotos descolarem em conjunto para uma visita aérea à cidade antes da corrida de sabado com um “voo de reconhecimento” do percurso.

A corrida final da Red Bull Air Race World Series realizar-se no sábado pelas 13h.

Hoje os 13 pilotos defrontam-se por um dos doze lugares nas sessões de eliminatórias de sábado, antes dos quartos de final, semi-finais e final.

Após a passagem por Portugal, a F1 dos ares viaja para San Diego, nos Estados Unidos da América, e termina em Perth, na Austria.

A transmissão televisiva a efectuar pela RTP no dia 1 de Setembro - a partir das 13h00 na RTPN e das 14h45 na RTP1 - envolve complexos meios técnicos: 20 câmaras, imagens em directo a partir dos aviões, um helicóptero, sistemas de medição da distância entre o avião a ponte e a água e centenas de metros de cabos.

Esta grande operação de televisão - quer pela complexidade técnica, quer pela espectacularidade de imagens - tem a coordenação de João Fernando Ramos, contando ainda com Daniel Catalão e Júlio Isidro, os responsáveis pela narração desportiva da prova.

Ao longo da emissão contamos com vários pontos de reportagem que irão permitir conhecer a festa a decorrer nas margens do rio Douro, onde está prevista a presença de centenas de milhares de espectadores .

O Red Bull Air Race é uma competição eletrizante em que os pilotos mais talentosos do mundo desafiam uns aos outros em uma corrida aérea de velocidade, precisão e habilidade.
A competição apresenta uma nova e dinâmica categoria de pilotagem conhecida por “Air Racing”, onde o objetivo é seguir uma rota cheia de desafios no céu fazendo o menor tempo possível.

Voando sozinhos contra o relógio, os pilotos devem executar giros apertados em um circuito slalom que consiste em mastros ou pilões especialmente projetados chamados de “Air Gates”.
O Red Bull Air Race não é só velocidade – a precisão é crucial para o sucesso, pois qualquer erro incorre em penalidades ao tempo do piloto.

Voar perto do chão a velocidades que podem alcançar até 400 km/h enquanto se tenta difíceis manobras em curvas requer uma habilidade imensa que apenas um certo número de pilotos no mundo possui. Por isso os pilotos são selecionados a dedo de acordo com suas perícia e experiência. Esses pilotos estão no auge de suas carreiras. E têm mesmo que estar – o Air Race exige muito de suas habilidades de pilotagem.

Para se ter uma idéia eles têm que suportar forças de até 10G. Não há espaço para erros.

O que faz o Air Race tão eletrizante e interessante para os espectadores é a proximidade com a multidão. Vôos baixos em uma rota relativamente compacta dão às pessoas um gostinho da emoção de perto.
A criação do Air Race foi idealizada pela Red Bull, que convidou o renomado piloto húngaro Peter Beseynei para ajudar a refinar o conceito do evento.

O primeiro Red Bull Air Race aconteceu no Air Power em Zeltweg, Áustria, em 2003.

O evento foi reconhecido como um grande sucesso. Estava claro que a competição tinha enorme potencial.

Os Air Races subseqüentes aconteceram na Hungria, Inglaterra e Estados Unidos e seguiram uma evolução até chegarem no formato atual: o Red Bull Air Race World Series.

A primeira série mundial começou em 2005, acontecendo em 7 lugares diferentes do mundo com 10 pilotos aclamados internacionalmente competindo. 11 pilotos participaram da edição de 2006 do Red Bull Air Race World Series em 9 localidades internacionais espetaculares, quando o americano Kirby Chambliss ganhou o título de campeão mundial na etapa final em Perth, na Austrália.

Este ano aos pilotos que competiram em 2006 vão se juntar mais dois ases da aviação, que passarão pelos céus de 10 cidades ao redor do mundo.

As corridas aéreas têm raízes nos Estados Unidos, mas diferentemente daquelas competições em que o objetivo é puramente velocidade, o Red Bull Air Race traz outra dimensão para o desafio: a habilidade. Eles estão usando alguns dos aviões mais leves, ágeis e sensíveis que existem. No entanto, essencialmente, são a perseverança e a habilidade do piloto que determinam quem será coroado o próximo campeão do Red Bull Air Race World Series.

Musica Tradicional em Braga


“Caminhos da Romaria”, “Origem”, “Canto D’Aqui “e “Arco do Bojo” são os agrupamentos que, a 1e 2 de Setembro (sábado e domingo), protagonizam, na Avenida Central, a oitava edição do Festival de Música Tradicional de Braga.

Com uma programação exclusivamente dedicada à música tradicional da região, a iniciativa do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga é composta pelas actuações ao vivo de três formações oriundas do concelho e de um grupo convidado, o “Arco do Bojo”, representante da zona do Valongo, Porto.

Juntamente com o grupo “Caminhos da Romaria”, é à formação convidada que são atribuídas as honras de abertura do festival, com a subida ao palco da Avenida Central às 21h30 de sábado (1 de Setembro).

Convidando ainda o público bracarense a usufruir de uma tarde de regresso às inconfundíveis origens musicais minhotas, o certame prossegue domingo (2, 16h00) com as actuações dos agrupamentos “Origem” e “Canto d’Aqui”.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

CSI Miami, V Temporada, com Joaquim de Almeida no AXN


O AXN tem o prazer de anunciar que no próximo dia 30 de Agosto, pelas 21h30, irá apresentar em rigoroso exclusivo o 15º episódio da 5ª temporada da série C.S.I. Miami.

O episódio em questão conta com a presença do actor português Joaquim de Almeida.

C.S.I. MIAMI


O 15º episódio da 5ª temporada de C.S.I. Miami, “Man Down”, escrito por Ildy Modrovich e realizado por Karen Gaviola, é a continuação do episódio anterior, “No Man’s Land”.

Horatio leva Eric Delko às urgências do hospital. Delko está em estado crítico depois de ter sido atingido na sequência de um tiroteio. Da parte dos médicos as notícias não são animadoras, até que depois de terem declarado a morte do agente, os médicos tentam a reanimação mais uma vez. Depois dos resultados aparentemente positivos, os colegas de Eric Delko estão agora um pouco mais livres para perseguirem os criminosos. Todos os indícios apontam para Cruz… No decorrer das investigações descobrem uma conta bancária nas Ilhas Caimão em nome de Joseph Trevi (Joaquim de Almeida). Trevi fica, obviamente, em maus lençóis e terá muito que explicar a Horatio…

Será Joseph Trevi realmente o criminoso que a equipa liderada por Horatio Caine procura? E Eric Delko estará realmente recuperado?

Respostas a não perder no próximo dia 30 de Agosto!

Estreia: Quinta 30 de Agosto às 21.30

Título original: C.S.I. Miami
Ano de produção: 2006
País de produção: EUA
Género: policial
Duração: 60 minutos
Produtor executivo: Jerry Bruckheimer
Realizador: Karen Gaviola
Intérpretes: David Caruso, Emily Procter, Adam Rodriguez, Kandhy Alexander,Jonathan Togo, Rex Linn, Eva La Rue


O AXN emite através da TV Cabo, Cabovisão, TVTEL,
AR Telecom, CLIX SmarTV, Meo, DStv (Angola e Moçambique), Vodafone e TMN

Sétima Profecia no AXN



Em Setembro, aos Sábados o espaço de cinema no AXN é dedicado às Mulheres com Carácter.

SÉTIMA PROFECIA

Ao mesmo tempo que ocorrem vários fenómenos inexplicáveis em diversos pontos do Planeta, Abby Quinn, uma jovem norte-americana, permanece no Estado onde vive.

Depois de uma gravidez bastante complicada, começa a sentir medo no momento em que ela e o marido alugam o seu apartamento a David, um misterioso vagabundo.

Abby, depois de viver várias experiências metafísicas muito violentas, dá-se conta de que David está a levar a cabo as místicas profecias do Dia do Juízo Final.

Abby Quinn tem razões para acreditar que o fim do Mundo está prestes a chegar com a morte do seu filho, o sétimo sinal da profecia do último livro bíblico, o Apocalipse.

Emissão: Sábado 1 de Setembro às 22h30


Título original: The Seventh Sign
Ano de produção: 1988
País de produção: EUA
Género: suspense, policial
Duração: 93 minutos
Realizador: Carl Schultz
Intérpretes: Demi Moore, Michael Biehn, Jurgen Prochnow


O AXN emite através da TV Cabo, Cabovisão, TVTEL,
AR Telecom, CLIX SmarTV, Meo, DStv (Angola e Moçambique), Vodafone e TMN

A escultura nas Igrejas de Lisboa


Patriarcado de Lisboa
Sector dos Bens Culturais da Igreja

Itinerários temáticos
A Escultura nas Igrejas de Lisboa
Carlos Moura e Sandra Costa Saldanha

20 de Outubro de 2007

Inscrições Abertas
a partir de 3 Set. 2007

O Sector dos Bens Culturais da Igreja do Patriarcado de Lisboa vai dar início, a partir do próximo dia 20 de Outubro de 2007, a uma série de Itinerários Temáticos em Igrejas de Lisboa, conduzidos por especialistas nas respectivas áreas de abordagem.


Promovendo, de modo qualificado, uma parte significativa do vasto património histórico e artístico da Diocese de Lisboa, pretende-se, com esta iniciativa, transportar todos os participantes à fruição e observação de obras de arte consideradas exemplares.


Com início no salão nobre de São Vicente de Fora, cada itinerário terá a duração de um dia, incluindo, durante a manhã, 2 conferências, 1 visita guiada e almoço no mosteiro e, durante a tarde, 2 itinerários a igrejas de Lisboa, representativas da temática proposta.

Horário e local
Das 10:00 às 17:30 h, com início no salão nobre do mosteiro de São Vicente de Fora

Preços
Público em Geral: 60 €
Sócios APHA: 50 €
Inclui: Conferências, Visitas guiadas, Almoço no Mosteiro de S. Vicente, Transporte entre igrejas e Certificado de participação

Inscrições
Os interessados deverão enviar, até 12 de Outubro de 2007, a ficha de inscrição, devidamente preenchida e acompanhada do respectivo pagamento, para:
Itinerários Temáticos em Igrejas de Lisboa
Patriarcado de Lisboa. Sector dos Bens Culturais da Igreja
Mosteiro de São Vicente de Fora
Campo de Santa Clara, 1100-472 Lisboa

Secretariado (a partir de 3 Set. 2007)
Das 10:00h - 13:00h
Dr. Alexandre Salgueiro
Telf. 218 810 500

Informações
itiner.igrejas@netcabo.pt

Coordenação executiva
Pe. António Pedro Boto de Oliveira
Sandra Costa Saldanha

Programa do itinerário
10:00 h Acolhimento no Patriarcado de Lisboa
10:15 h Abertura
10:30 h Conferência Um Núcleo de Escultura Devocional Barroca – Os bustos relicários do desaparecido convento de N. Sra. da Esperança, por Carlos Moura
11:00 h Conferência A Cultura Visual Romana e os Paradigmas da Escultura de Lisboa Setecentista, por Sandra Costa Saldanha
11:30 h Intervalo
12:00 h Visita guiada à igreja de São Vicente de Fora
13:00 h Almoço no Mosteiro de S. Vicente de Fora
14:00 h Saída do Patriarcado de Lisboa
14:30 h Visita guiada à Capela das Albertas
16:00 h Visita guiada à Basílica da Estrela
17:30 h Regresso ao Patriarcado de Lisboa


Patriarcado de Lisboa
Mosteiro de São Vicente de Fora
Campo de Santa Clara, 1100-472 Lisboa
Tel.: 218 810 500
Fax: 218 810 555

http://www.patriarcado-lisboa.pt/
http://www.apha.pt/

Teatro Villaret muda de gestão


UAU deixa gestão do Teatro Villaret Ao longo de 8 anos, a UAU tornou-se uma das mais fortes produtoras de Teatro em Portugal, realizando um trabalho continuo, aproximando o teatro ao publico.
Mais de 30 diferentes espectáculos, foram apresentados por centenas de artistas a mais de 1 milhão de espectadores no Teatro Villaret, tendo produzido peças com um enorme sucesso, como O Último a Rir , Conversa da Treta , Deixa-me Rir , Arte , Jantar de Idiotas e 2 Amores , entre muitas outras.
Algumas estiveram em digressão levando o trabalho da UAU um pouco por todo o país.
O sucesso deu força e ânimo para a assunção do risco que é garantir a gestão e programação de uma sala de Teatro a tempo inteiro.
Ganhando experiência a cada novo desafio, a UAU foi crescendo, aventurando-se cada vez mais na busca de um caminho próprio, tendo como principal objectivo a satisfação do público, também ele, cada vez mais diferenciado e exigente.
Foi pautado por esta máxima e a retirada de 60 lugares por parte do IGAC, que nos levaram a deixar a gestão do Teatro Villaret apostando em levar a sua programação teatral para o Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa.

Animada por um ano de sucesso neste novo espaço, a UAU promete manter o seu ritmo de trabalho na busca de aliciantes projectos, estreando já no próximo dia 18 Setembro, no Auditório dos Oceanos, Casino Lisboa, a peça Os Melhores Sketches dos Monty Python, com os actores António Feio, Bruno Nogueira, Jorge Mourato, José Pedro Gomes e Miguel Guilherme.

NOITE HAVAIANA NA LOUSÃ


Especial Diana na RTP








A RTP 1, por ocasião do 10º aniversário da morte da Princesa Diana, preparou um ciclo de programação dedicado à princesa do povo.


5ª Feira

21h00 - O ÚLTIMO DIA DE DIANA

Recordar Diana numa viagem através das suas últimas 24 horas
Marcando o aniversário da morte de Diana, este documentário, centra-se nos acontecimentos do ultimo dia da princesa, centrando-se sobretudo no papel da imprensa.

Este documentário, obra de uma equipa brilhante, narra a cronologia dos acontecimentos que rodearam a desastre em que Diana morreu. O filme recorre a imagens inéditas e fotografias tiradas nas últimas horas de vida, revelando a verdadeira história por trás das notícias. É revelador sobretudo do papel da imprensa nesses momentos antes do acidente. E mostra a história dessa relação entre imprensa e Diana.

O documentário conta com testemunhos de pessoas que privaram com Diana e que habitaram o seu mundo. Sobretudo interessantes os depoimentos dos responsáveis e editores de jornais e televisões.

Este documentário aborda questões ainda inexplicadas e revela alguns segredos, numa narrativa dos terríveis acontecimentos que culminaram com o desastre no túnel em Paris, nesse dia fatídico de Agosto de 97.
Duração: 60M


6ª feira

21h55 - DIANA: OS ÚLTIMOS DIAS DE UMA PRINCESA

Para assinalar o décimo aniversário da morte de Lady Di, um documentário poderoso e comovente!

Para assinalar o décimo aniversário da morte da princesa Diana no fatal acidente que chocou o mundo, um poderoso e comovente documentário que retrata a trágica história de um dos maiores ícones do século XX

Do seu noivado com o Príncipe de Gales em 1981 até a sua trágica morte num acidente de carro a 31 de Agosto de 1997 em Paris, Lady Di era a mulher mais famosa do mundo e uma das figuras mais marcantes do século XX: um ícone da moda, um ideal de beleza e elegância feminina, admirada pela sua dedicação à caridade e às causas humanitárias.

Para assinalar o décimo aniversário da morte da princesa Diana no fatal acidente que chocou o mundo, um poderoso e comovente documentário que retrata a trágica história de um dos maiores ícones do século XX

Um ano depois do divórcio do Príncipe de Gales, ela vivia a sua vida ao máximo na companhia de Dodi Al Fayed. Tinha finalmente ganho algum controlo na sua vida e boas perspectivas para o futuro. Porém tragicamente tudo acaba uma noite em Paris...

Um poderoso documentário que revela as últimas seis semanas da vida da princesa e que inclui algumas entrevistas chave que nos permite compreender a extraordinária e enigmática personalidade da "princesa do povo".

Duração: 50M x 2
Produção: Rebecca Hedderly
Realização: Richard Dale


Domingo

21h30 - MARIA ELISA ENTREVISTA TINA BROWN

Tina Brown, um depoimento revelador sobre a Princesa Diana, numa entrevista conduzida por Maria Elisa

Quando se assinalam dez anos da morte da princesa Diana, chega às livrarias a mais completa biografia desse ícone britânico, que mesmo uma década depois continua a atrair a atenção de todo o mundo: “The Diana Chronicles” desfaz mitos e lista os casos amorosos da princesa.

O livro foi escrito pela jornalista inglesa Tina Brown, que acompanhou em Londres a ascensão da princesa. E como editora das revistas “Vanity Fair” e “New Yorker”, nos EUA, observou bem de perto o auge da fama e a morte inesperada de Diana, tornando-se uma das pessoas que mais sabiam sobre a conhecida oficialmente como Princesa de Gales e vulgo Lady Di no coração do povo.

Maria Elisa entrevista Tina Brown, a autora do mais controverso livro sobre a vida de Diana, "The Diana Chronicles".


22h15 - A RAINHA

Um olhar sobre a forma como a Família Real britânica foi afectada e o que aconteceu nos bastidores do poder quando a tragédia bateu à porta, em 1997

A morte repentina da Princesa Diana deixou o mundo em choque em Agosto de 1997. Incapaz de compreender a reacção emocional do público britânico, a rainha Elizabeth II fecha-se com a família real no palácio Balmoral. O universo conservador da rainha de Inglaterra e da Família Real britânica entrou em colisão com um moderno e recém-eleito Primeiro-ministro, Tony Blair.

"The Queen", dirigido por Stephen Frears, foi vencedor do Óscar de Melhor Actriz.
Em Agosto de 1997 a morte da Princesa Diana chocou o mundo inteiro.
A princesa do povo, como mais tarde viria a ser chamada, foi vítima de um fatal acidente de viação em Paris provocado por uns paparazzi que buscavam a última foto sensação da tão mediática Lady Di.
A resposta da família real britânica ao trágico e inesperado acidente foi manter a privacidade das emoções e não tornar público o funeral e as condolências prestadas a Lady Di.

Em total contraste a esta posição conservadora e protectora tomada pela Rainha Isabel II (Helen Mirren), está a posição defendida por um então recém primeiro-ministro Tony Blair (Michael Sheen) que apelava a um funeral público onde o povo pudesse despedir-se da sua adorada princesa.


“The Queen” é um filme que segue as heranças britânicas de um gosto especial pelas biografias de figuras importantes, especialmente de monarcas que marcaram a história. No entanto, este filme não se trata de uma biografia da vida da Rainha Isabel II, mas sim de um episódio específico da vida da monarca que veio, de certa forma, pôr em causa o seu papel como governante.

O realizador Stephen Frears, que o ano passado nos brindou com o divertido “Mrs.Henderson Presents”, procurou completar as imagens ficcionais deste acontecimento com imagens reais e de arquivo, a fim de dar uma maior credibilidade ao filme.

“The Queen” é um filme composto por uma dicotomia: por um lado vemos a reacção contida e algo fria da família real em relação à morte da Lady Di, enquanto do outro lado vemos um povo emotivo a chorar a morte da sua princesa.
No meio encontramos um primeiro-ministro que procura ser o mediador entre os desejos afectuosos do povo britânico e uma Rainha que pretende resguardar os seus sentimentos mais íntimos e privados.
Helen Mirren foi galardoada no Festival de Veneza deste ano com o prémio de Melhor Actriz, prémio que não podia ter sido melhor entregue visto este ser um dos papéis femininos do ano.
A actriz conseguiu dar a Isabel II uma imagem não só de uma mulher forte que tenta a todo o custo manter o equilíbrio na sua família e nas relações com o seu povo, mas também uma mulher com sentimentos e extremamente humana (veja-se a cena em que a rainha vai ver o veado degolado).


Origem: Reino Unido / França / Itália – 2006
Duração: 97 minutos
Realização: Stephen Frears
Classific.: M/12
Com: Helen Mirren, Michael Sheen, James Cromwell


2ª Feira

23h15 - DEBATE ESPECIAL: DIANA

Por ocasião do 10.º aniversário da morte da princesa, a RTP promove um debate, moderado por Maria Elisa

No 10.º aniversário da morte da princesa Diana, no fatal acidente que chocou o mundo, a RTP promove um Debate Especial, moderado por Maria Elisa.

Debate especial para analisar o que mudou na relação entre as figuras públicas e os meios de comunicação.
Haverá um antes e depois de Diana?

Terylene no Maxime


Terylene foi a primeira fibra totalmente sintética do mundo, criada pelo químico J. R. Whinfield no ano de 1941.

Em 1942, os direitos foram vendidos à empresa ICI que iniciou a sua produção maciça em 1955. Desde 1970, o terylene tornou-se a fibra sintética de maior utilização, nomeadamente em tecidos.
As vantagens da utilização do terylene prendem-se com o facto de manter a sua forma após lavagem, reduzindo a necessidade de uma constante passagem a ferro.
Esta fibra teve uma enorme popularidade nos anos 50, 60 e 70; plissou as saias das raparigas e vincou as calças dos rapazes. O terylene vestiu os bailes de liceu e o namoro dos nossos pais, tias e avós.


Em termos musicais, terylene é um dueto de voz e guitarra, que se dedica a interpretar canções de charme de que já muito poucos se lembram.

Ou porque foram escritas há cinquenta anos, ou porque, simplesmente, são boas demais para passar na rádio.

Talvez por serem canções que mandam que se saiba cantar e tocar.
Os terylene são o Francisco Ferro (voz) e o Rui Correia (guitarra).

Actuam preferencialmente em espaços intimistas, sítios onde as letras das músicas se percebem.


Terylene - é preciso ter fibra
sábado, 1 setembro 07 . abertura de portas às 22h
bilhetes 8 € com oferta da 2ª bebida
cabaret maxime - pç. alegria, 58 em lisboa . tel. 213467090
mais informaçoes 962804368
producoes@banana.com.pt
www.myspace.com/bananaproducoes
http://www.terylene.net/