quinta-feira, 31 de maio de 2007

Biblioteca nacional inaugura exposição


A Biblioteca Nacional de Portugal inaugura hoje, pelas 18:30h., a exposição intitulada «As mãos da escrita», com o patrocínio da REN – Redes Energéticas Nacionais, numa evocação dos 25 anos do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da BNP que incorpora espólios de inúmeros escritores e diversos núcleos documentais de importantes figuras, sobretudo dos séculos XIX e XX.

Com a finalidade de relevar o manuscrito autógrafo nas suas múltiplas facetas – antes de mais, como monumento do património cultural, mas também testemunho do processo de criação textual, além de documento das marcas físicas do autor nos seus materiais de trabalho –, a exposição valoriza a importância deste tipo de materiais e da sua conservação. Sugestivamente, a partir de um auto-retrato de António Pedro – que se representa assinando o seu nome –, a mostra relaciona a escrita e os homens, o autor e os seus papéis, o autor e os papéis dos outros, a correspondência de papéis, os papéis e o seu tempo – escrita que as mãos manipulam, da banca de trabalho do autor à oficina de trabalho do seu estudioso.

Foi a partir do século XVIII que os manuscritos literários emergiram em todo o seu valor, igualmente na multiplicidade de suportes e com a variedade de instrumentos de escrita, até ao mais exuberante exemplar das marcas do escritor e rico testemunho do processo de criação literária. Sobretudo, nos últimos dois séculos, de Almeida Garrett a Eça de Queirós, de Fernando Pessoa a José Saramago, a sobrevivência dos materiais de trabalho do escritor vem permitir que, na multiplicidade de gestos inscritos nos seus papéis – esboços, desenhos, listas, rasuras, rescritas –, um estudo mais aprofundado seja postumamente perseguido para uma melhor compreensão dos seus processos de construção da palavra. E, para além da correspondência entre autores de que as missivas trocadas oferecem um mundo de relações, cada autor é ainda, por vezes, um elo de ligação com os papéis de outros autores como tradutor, adaptador, crítico particular ou simples coleccionador, ampliando aquele mundo cada vez mais complexo dos manuscritos originais.

Puzzle actuam no Music Box


Puzzle – "Ritmo da Pulsação"

DIA 5 DE JUNHO

NO MUSIC BOX

PubliFORDOC

Maio 2007















APRESENTAÇÃO





























NÚMERO DE ANÚNCIOS DA SHORT-LIST




NÚMERO DE ANÚNCIOS FINALISTAS




APRESENTAÇÕES E ASSISTENTES














RANKING DE PAISES PARTICIPANTES





























REPRESENTAÇÃO NACIONAL





























EQUIPA DE JURÍ













Ikea (Lamp) – prémio fordoc 2004








Audi (Zoo) – prémio fordoc 2005






































Zazoo (Little boy) – prémio publi 2004

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Volkswagen (Kids on steps) – prémio publi 2005









SITE OFICIAL DE INTERNET

Motivada pelo sucesso alcançado com as duas primeiras edições, a Associação Nacional de Jovens Formadores e Docentes (FORDOC) organiza uma tournée de apresentações da terceira edição do maior festival de publicidade do nosso país. Com uma selecção que apresenta o “melhor dos melhores”, o PUBLI… FORDOC 2006 tem por base os mais importantes anúncios para televisão, cinema e internet, premiados ou realizados no último ano nas mais importantes mostras internacionais de publicidade.

Com o objectivo de dar a conhecer as estratégias de marketing e publicidade mais interessantes e inovadoras que se realizam em todo o mundo, o festival internacional PUBLI… FORDOC afasta-se do conceito tradicional dos festivais de publicidade, onde, habitualmente, as agências publicitárias têm que pagar à organização do festival para ter os seus anúncios a concurso. Naturalmente, esta situação leva as agências a candidatar somente os anúncios com maiores possibilidades de vir a ser premiados. No festival PUBLI… FORDOC, a organização faz a sua própria recolha mundial de spots publicitários. Começando, naturalmente, por reunir as centenas de anúncios que foram premiados nos maiores eventos internacionais de publicidade do último ano, a organização acrescenta ainda a estas centenas de filmes outros, realizados no mesmo período, que passaram à margem dos grandes festivais, mas que são merecedores de igual atenção.

Deste conjunto de, aproximadamente, 3.000 anúncios e com a quase totalidade dos filmes desconhecida do público português, surgiu a short-list do PUBLI… FORDOC 2006 composta por 240 filmes publicitários. Por sua vez, destes 240 anúncios são seleccionados “os melhores dos melhores” até à duração total de uma hora. Esta “best hour”, que tem o objectivo de reunir numa hora a excelência publicitária do último ano, forma a playlist dos 77 trabalhos finalistas de 2006 que são apresentados em tournée nacional.

A exemplo do que aconteceu nas duas primeiras edições, a organização prepara o agendamento de uma série de apresentações em 2007. Com, aproximadamente, 80 apresentações e um acumulado de 40.000 assistentes, desde 2004, a FORDOC irá continuar a privilegiar os parceiros com que tem trabalhado, no apoio das suas acções educativas e no principio de fidelização dos quase 4.000 associados que já contabiliza.

Com a quase totalidade dos filmes legendados em inglês, a edição de 2006 deu o seu reconhecimento a obras vindas de 33 países para constituição da sua short-list. Sem grande surpresa, os Estados Unidos da América continuam a liderar a tabela de países participantes com 38 anúncios, seguidos de perto pelo Reino Unido com 29 filmes. O terceiro lugar do ranking ficou para a Tailândia com os seus 21 anúncios que, pela primeira vez na história do festival, retira o habitual terceiro lugar à França (este ano com 20 registos). A tabela de participações continua com o quinto lugar da Argentina e da Alemanha com 17 filmes cada.

Tendo por base as duas edições anteriores do festival, é notória a perda de influência dos três países com maior curriculum publicitário. Na realidade, a quantidade de obras vindas dos Estados Unidos da América, Reino Unido e França começou por ter um peso de 58% no total de anúncios presentes na short-list de 2004. Em 2005, esta mesma participação viu descer a sua percentagem para 49% e na edição de 2006, este trio de referência atinge “apenas” os 36% do total de 240 filmes da short-list.

A exemplo do que aconteceu na edição de 2005, Portugal continua representado neste grupo de elite dos 240 melhores registos do ano com um só anúncio. Depois da representação portuguesa, em 2004, ter sido assinada por uma colecção de três anúncios da Prevenção Rodoviária (“Isilda”, “Rosa” e “Salvador”) e de no ano anterior ter sido o anúncio “Corrente” da Optimus a defender as cores nacionais, a edição de 2006 dá o seu reconhecimento à água Luso com o filme “Tu és água”. Contudo, ainda não foi este ano que Portugal se conseguiu estrear no lote de anúncios finalistas.

Curiosamente, tendo só em conta os 77 anúncios finalistas na edição de 2006, o ranking de países tem a surpreendente Argentina com 15 participações, seguida dos Estados Unidos da América com 9 registos e do Reino Unido, Alemanha e Espanha com 6 anúncios cada.

Seguindo o objectivo de criar uma equipa de júri sem quaisquer interesses comerciais de agências ou marcas responsáveis pelos anúncios a concurso, a FORDOC reúne várias equipas de jurados nas diferentes apresentações que realiza. Estas equipas de júri são formadas na sua essência por docentes, formadores e consultores nas áreas do marketing, estratégia, comunicação e publicidade, não deixando de lado outros publi…fanáticos de reconhecidos conhecimentos. Do conjunto de votações individuais destes júris convidados, no ano anterior constituído por 100 elementos, sairá o veredicto da distinção “FORDOC 2006” para o melhor anúncio do ano (atribuído em 2004 à Ikea e em 2005 à Audi) bem como as várias “menções honrosas” da edição de 2006.

No que respeita à distinção “PUBLI… 2006”, atribuída em 2004 à Zazoo e em 2005 à Volkswagen, a escolha será realizada pelos associados FORDOC que votam o melhor anúncio para o público. Desta forma, a organização consegue documentar-se das diferentes opiniões de especialistas e menos especialistas. Esta equipa alargada de associados / jurados, que tem o poder da atribuição da segunda mais importante distinção do festival, foi composta em 2005 por aproximadamente 2.000 colaboradores. A tarefa destes associados é facilitada pela organização que, no início de cada seminário ou workshop, distribui um desdobrável com a listagem dos anúncios a concurso e respectivo boletim de voto.

Salientando a natureza criativa e humorística dos anúncios, as apresentações do PUBLI… FORDOC têm como orador o próprio Presidente da Equipa de Júri, Paulo Antunes (formador, docente e consultor nas áreas de marketing e publicidade), a quem cabe uma breve explicação dos anúncios e estratégias visualizadas. Estas breves explicações introdutórias, que serão intervaladas ao longo dos nove blocos de anúncios finalistas, pretendem facilitar a avaliação dos filmes com a devida contextualização.

Para mais informações sobre o evento, a organização tem ao dispor o site oficial www.fordoc.com.













APRESENTAÇÕES ENTRE 2003 E 2006










APRESENTAÇÕES FORDOC EM 2007




JANEIRO

11

COIMBRA

DIZEM QUE É UMA ESPECIE DE SEMINÁRIO

AUDITÓRIO ESCOLA SUPERIOR EDUCAÇÃO – ESEC

10:30

SEMINÁRIO

11

COIMBRA

PUBLI… FORDOC 2004 (REPOSIÇÃO)

PAVILHÃO DE S. JOSÉ

15:00

SEMINÁRIO

FEVEREIRO

02

PEDROGÃO GRANDE

PUBLI… MEMORY

PAVILHÃO VIRTUAL 2007

22:00

MOSTRA

07

COIMBRA

WORKSHOP CRIATIVIDADE

SALÃO NOBRE ASSOCIAÇÃO COMERCIAL INDUSTRIAL COIMBRA - ACIC

18:00

WORKSHOP

07

COIMBRA

PUBLI… FORDOC 2006

SALÃO NOBRE ASSOCIAÇÃO COMERCIAL INDUSTRIAL COIMBRA - ACIC

21:30

SEMINÁRIO

MARÇO

09

TOMAR

PUBLI… FORDOC 2006

CINE-TEATRO PARAÍSO

15:00

SEMINÁRIO

09

TOMAR

PUBLI… FORDOC 2006

CINE-TEATRO PARAÍSO

22:00

SEMINÁRIO

15

PEDROGÃO GRANDE

PUBLI… MEMORY

AUDITÓRIO ESC. TECNOLÓGICA PROFISSIONAL ZONA PINHAL - ETPZP

22:00

MOSTRA

16

PEDROGÃO GRANDE

PUBLI… FORDOC 2006

AUDITÓRIO ESC. TECNOLÓGICA PROFISSIONAL ZONA PINHAL - ETPZP

10:00

SEMINÁRIO

16

PEDROGÃO GRANDE

O PERFIL DO EMPREENDEDOR

AUDITÓRIO ESC. TECNOLÓGICA PROFISSIONAL ZONA PINHAL - ETPZP

14:30

SEMINÁRIO

21

LEIRIA

WORKSHOP CRIATIVIDADE

AUDITÓRIO ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL REGIÃO LEIRIA - NERLEI

14:00

WORKSHOP

21

LEIRIA

PUBLI… FORDOC 2006

AUDITÓRIO ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL REGIÃO LEIRIA - NERLEI

18:00

SEMINÁRIO

26

COIMBRA

EDIÇÃO ESPECIAL ADVERCOPY

SALA HOTEL MELIÁ

22:00

SEMINÁRIO

28

FIGUEIRA DA FOZ

EDIÇÃO ESPECIAL PUBLI… SOCIAL

CASINO DA FIGUEIRA DA FOZ

22:00

SEMINÁRIO

ABRIL

26

COIMBRA

PUBLI… FORDOC 2006

AUDITÓRIO INSTITUTO PORTUGUÊS DA JUVENTUDE - IPJ

15:00

SEMINÁRIO

MAIO

23

LISBOA

PUBLI… FORDOC 2006

AUDITÓRIO INSTITUO PORTUGUÊS ADMINISTRAÇÃO MARKETING - IPAM

19:00

SEMINÁRIO

JUNHO

12

AVEIRO

PUBLI… FORDOC 2006

AUDITÓRIO INSTITUO PORTUGUÊS ADMINISTRAÇÃO MARKETING - IPAM

19:00

SEMINÁRIO

JULHO

01

SEIA

PUBLI… CINEMA – THE HIRE

AUDITÓRIO CASA MUNICIPAL

21:30

SEMINÁRIO











ANÚNCIOS FINALISTAS NAS TRÊS EDIÇÕES DO FESTIVAL - RANKING POR PAISES

2006 2005 2004
ARGENTINA 15 ESTADOS UNIDOS 13 ESTADOS UNIDOS 17
ESTADOS UNIDOS 9 FRANÇA 13 REINO UNIDO 17
ALEMANHA 6 REINO UNIDO 8 FRANÇA 15
ESPANHA 6 BÉLGICA 6 TAILÂNDIA 8
REINO UNIDO 6 TAILÂNDIA 6 HOLANDA 6
ROMÉNIA 5 ALEMANHA 5 ALEMANHA 3
FRANÇA 4 BRASIL 5 ESPANHA 2
HOLANDA 4 HOLANDA 4 ÁFRICA DO SUL 1
TAILÂNDIA 4 ROMÉNIA 4 AUSTRIA 1
BRASIL 2 CANADÁ 3 BÉLGICA 1
JAPÃO 2 ITÁLIA 3 BRASIL 1
NORUEGA 2 SINGAPURA 2 HUNGRIA 1
ÁFRICA DO SUL 1 ÁFRICA DO SUL 1 ÍNDIA 1
AUSTRÁLIA 1 ARGENTINA 1 IRLANDA 1
AUSTRIA 1 CHINA 1 ITÁLIA 1
CANADÁ 1 ESPANHA 1 MALÁSIA 1
CROÁCIA 1 ISRAEL 1 REPÚBLICA CHECA 1
DINAMARCA 1 NORUEGA 1
FINLÂNDIA 1
HUNGRIA 1
ITÁLIA 1
MALÁSIA 1
MÉXICO 1
NET 1









ANÚNCIOS SHORT-LIST NAS TRÊS EDIÇÕES DO FESTIVAL - RANKING POR PAISES

2006 2005 2004
ESTADOS UNIDOS 38 ESTADOS UNIDOS 50 ESTADOS UNIDOS 63
REINO UNIDO 29 REINO UNIDO 45 REINO UNIDO 45
TAILÂNDIA 21 FRANÇA 23 FRANÇA 26
FRANÇA 20 ALEMANHA 16 TAILÂNDIA 16
ALEMANHA 17 AUSTRÁLIA 12 HOLANDA 12
ARGENTINA 17 TAILÂNDIA 12 BRASIL 8
ESPANHA 10 BÉLGICA 9 CANADÁ 7
HOLANDA 10 BRASIL 9 ARGENTINA 6
ROMÉNIA 10 CANADÁ 8 BÉLGICA 6
NET 9 ITÁLIA 8 ESPANHA 6
BRASIL 8 HOLANDA 6 ALEMANHA 5
CANADÁ 7 ROMÉNIA 6 ITÁLIA 3
NORUEGA 7 NORUEGA 4 NORUEGA 3
CHINA 6 CHINA 3 PORTUGAL 3
AUSTRIA 4 ESTÓNIA 3 SINGAPURA 3
DINAMARCA 3 GRÉCIA 3 DINAMARCA 2
HUNGRIA 3 JAPÃO 3 JAPÃO 2
ITÁLIA 3 ARGENTINA 2 POLÓNIA 2
JAPÃO 3 AUSTRIA 2 ÁFRICA DO SUL 1
AUSTRÁLIA 2 DINAMARCA 2 AUSTRÁLIA 1
ÁFRICA DO SUL 1 ESPANHA 2 AUSTRIA 1
BÉLGICA 1 FINLÂNDIA 2 FINLÂNDIA 1
BULGÁRIA 1 SINGAPURA 2 HUNGRIA 1
CROÁCIA 1 SUÉCIA 2 ÍNDIA 1
FINLÂNDIA 1 ÁFRICA DO SUL 1 IRLANDA 1
MALÁSIA 1 FILIPINAS 1 MALÁSIA 1
MÉXICO 1 ÍNDIA 1 MÉXICO 1
PERU 1 ISRAEL 1 NOVA ZELÂNDIA 1
PORTUGAL 1 NOVA ZELÂNDIA 1 PERU 1
REPÚBLICA CHECA 1 PORTUGAL 1 REPÚBLICA CHECA 1
REP. ESLÓVACA 1 RÚSSIA 1
SINGAPURA 1 SUÉCIA 1
SUIÇA 1 TAIWAN 1









PARCEIROS FORDOC 2006

Filho Unico apresenta








Vai para cima de uma dúzia de anos que o trio australiano de Warren Ellis, Mick Turner e Jim White vai lançando discos cá para fora. De digressões nos meados dos anos 90 com Sonic Youth e Pavement, até Turner e White se terem tornado (para «Moon Pix») a banda de Chan Marshall, até às colaborações de Turner com Will Oldham, até Ellis se alistar a tempo inteiro nos Bad Seeds de Nick Cave e, agora, nos Grinderman.
Os Dirty Three estreiam-se em Portugal, no Lux pouco tempo depois de serem convidados a comissariar uma das edições do festival britânico All Tomorrow’s Parties a ter lugar este ano. São dos poucos estandartes do que foi mais marcante da música independente dos anos 90 e dos poucos que se souberam aguentar até ao último quarto da primeira década do século XXI com o mesmo porte, o mesmo rasgo, a mesma importância, e um trabalho sempre coeso e inquisitivo.
Formação invulgar - violino amplificado, guitarra eléctrica e bateria, e para quem não os conhece, saiba-se que há largo tempo vão salvando muito coração perdido. Travam uma batalha de outros tempos, mais clássicos, de encontrar o belo e o sublime, mas levam com eles toda a sujidade e lirismo gutural que lhes oferece a elevação. Parecem trabalhar por índices de beleza, mas nunca a tratam de forma óbvia. Parecem conseguir erguer estruturas de harmonia, textura e ritmo sem nunca lhes dar formas demasiado concretas, laborando e edificando sempre a partir do sensorial, do abstracto, das estruturas fantasmas dos sentimentos, porque sempre souberam que, quanto mais óbvio o sentimento e a forma como se o toca, menor a experiência, menor o impacto. O sensorial no seu melodicamente mais puro, o transcendente no seu mais harmoniosamente catártico.
Jim White e Mick Turner, na bateria e guitarra, respectivamente, autênticos impressionistas livres, num universo cada vez mais cadenciado em empatia e liberdade. Warren Ellis, violino, parece em palco ser o último dos românticos e o mais intenso de todos, todo ele catarse e salvação pelo rebentamento. Com clássicos no seu catálogo como «Horse Stories», «Ocean Songs», «Whatever You Love, You Are», lançaram em 2005 - «Cinder», o seu registo mais recente com participações de Sally Timms e Chan Marshall. É só mais um disco dos Dirty Three - mais um disco diferente dos outros todos que vieram antes.

Concerto: Dirty Three
Local: Lux Frágil
Data: 2 de Junho
Horário: por definir
Entrada: 12€





Jack Rose
Das referências principais do que é tocar guitarra acústica hoje em dia, Jack Rose tem-se vindo a afirmar com a maior solidez como um virtuoso das seis e doze cordas de aço, bem como dos poucos que prossegue para novos territórios a partir do legado deixado ao instrumento pela escola da Takoma de John Fahey, por Robbie Basho, Sandy Bull, Peter Wright ou Charley Patton.
Partindo do vocabulário dos delta blues, da raga indiana, e de uma mescla de vários dialectos da guitarra e outros instrumentos irmãos, Rose é dos raros criadores que inova a partir das músicas tradicionais telúricas, em direcção a resultados, formas e direcções contemporâneas. Passou por cá há já quase três anos, quando tinha acabado de lançar ‘Two Originals Of...’ (compilação de dois discos de tiragem mais limitada), sendo que entretanto editou dois imaculados registos - ‘Kensington Blues’, bem celebrado pela crítica, e recentemente um álbum homónimo pela aRCHIVE. Jack Rose vem tocar duas noites em Lisboa, na residência mensal de Junho da Filho Único na Galeria ZDB, com Norberto Lobo a abrir a data de dia 4, e David Maranha no dobro a começar a festa no dia 5.

Norberto Lobo
Enorme revelação da música portuguesa, Norberto Lobo está prestes a editar o seu primeiro registo a solo, ‘Mudar de Bina’, pela Bor Land. É um autêntico milagre o que vai fazendo com a guitarra acústica. Pega no legado de Fahey, oferece-lhe a sua interpretação da lírica de Carlos Paredes e a abertura modal e harmónica de uma vida a ouvir bossa e música brasileira. Norberto é também colaborador com os München, Chullage e Colectivo Páscoa, entre vários outros projectos. Músico nacional raro, que soa a Portugal sem qualquer sentimento de passadismo, encontrando e buscando uma identidade estética que só poderia ter despontado aqui.

David Maranha
Co-fundador da lendária instituição que são os Osso Exótico, David Maranha produz, há praticamente duas décadas, um trabalho de enorme cuidado e critério, desenhado à volta de pesquisas e realizações sobre as formas do drone, do estudo das ressonâncias, do minimalismo e de várias escolas de música repetitiva, bem como da desconstrução de idiomas e verbos musicais.
Vem nesta ocasião apresentar-se no dobro, instrumento onde tem explorado ‘clusters’ harmónicos inusitados, espaço, timbre e textura, com réstias espectrais de algum blues de tradição delta. Tem aumentado recentemente no que diz respeito a actividade ao vivo, com vários concertos enquanto Curia (com Manuel Mota, Margarida Garcia e Afonso Simões), em duo com Margarida Garcia, mantendo sempre a sua actividade com Patrícia Machás, André Maranha e Francisco Tropa nos Osso Exótico. Das figuras maiores da música livre nacional, em constante estado de graça.

Concertos: Jack Rose, Norberto Lobo (dia 4) e David Maranha (dia 5)
Local: Galeria Zé dos Bois
Data: 4 e 5 de Junho
Horário: 22h
Entrada: 7.5€ por dia



Out.Fest 2007

Foi com prazer que aceitámos o convite do Out.Fest para programar os primeiros concertos estrangeiros da história deste festival, que irá decorrer, na sua quarta edição, entre 16 a 23 de Junho. Focando-se principalmente nas novas músicas experimentais, exploratórias e urbanas produzidas em terreno nacional, a programação este ano investe na política de dar espaço a quem vai explorando em som e forma em Portugal, mas convidando também alguns nomes estrangeiros de relevância maior no campo das músicas periféricas.



Wolf Eyes
Figuras de proa indisputadas da revolução do ruído a ter lugar nos últimos anos, os Wolf Eyes são os reis contemporâneos no campo do trabalho textural sobre ruído em formas novas (Anthony Braxton, bastião do free jazz reconheceu-o; Thurston Moore dos Sonic Youth prestou vassalagem), partindo tanto de explorações de formas abertas, como trazendo o noise para o formato, muito distorcido e actualizado, de canção rock. Editaram em 2006 ‘Human Animal’, segundo registo lançado pelos Wolf Eyes na Sub Pop, testamento maior a toda o turbilhão de criatividade que têm vindo a gerar, influenciando centenas de criativos e miúdos a pegar num microfone, nuns pedais de efeitos e a berrar mais um bocado de verdade.



Orthodox
Banda oriunda de Sevilha, editaram recentemente ‘Gran Poder’ pela Southern Lord/Alone, alto tratado de doom metal andaluz. Afirmando que têm como influências maiores Black Sabbath e John Coltrane, pegam no cerimonialismo doom, na parafernália pagã que lhes é local, conseguindo trabalhar formas abertas e invulgares nos canones do metal. Um exemplo ímpar de música fresca a sair de Espanha, que se apresentam em estreia nacional no Out.Fest.



Aki Onda
Artista de destaque nas músicas experimentais japoneses da última década, Aki Onda é um improvisador, arquivista e crítico de reputação nos meios da música exploratória. Seja através dos seus quatro “radio dramas” já editados, como através da maravilhosa série ‘cassette memories’, em que trabalha gravações de campo antigas e actuais, tratando-as como um diário constante. Tem vindo a colaborar com artistas como Loren Connors, Jac Berrocal, Michael Snow, Oren Ambarchi, Otomo Yoshihide ou Linda Sharrock em variados contextos de criação ou improvisação. Para além também de um currículo já longo enquanto crítico, Onda tem ainda um percurso nas artes visuais, tendo exposto por duas ocasiões nos Anthology Film Archives novaiorquinos. Estreia nacional.



Samara Lubelski
Fundadora dos Hall of Fame, membro da Bummer Road/Medicine Show de Matt Valentine, e produtora para registos maiores de artistas como os Sightings ou Mouthus, Samara Lubelski está prestes a lançar o seu segundo disco de canções pela novaiorquina Social Registry. Violinista e compositora, trabalha o formato canção com uma visão harmónica e orquestral muito própria, pertencente a uma linhagem que une Kevin Ayers, a Robert Wyatt ao próprio Matt Valentine. Recentemente fez também parte da banda para o próximo registo a solo de Thurston Moore, a sair em breve. Apresenta-se ao vivo com dois membros do colectivo/comuna germânico Metabolismus, com quem tem vindo a colaborar há mais de uma década.

Concertos: Wolf Eyes e Orthodox (dia 17), Aki Onda e Samara Lubelski (dia 22)
Local: AMAC – Auditório Municipal Augusto Cabrita
Data: 17 e 22 de Junho
Horário: 21:30h
Entrada: 5€ por dia

Calendário de concertos do Out.Fest:

16 de Junho - AMAC
Variable Geometry Orchestra (VGO)
Tsuki

17 de Junho - AMAC
Wolf Eyes
Orthodox
Tropa Macaca

22 de Junho - AMAC
Samara Lubelski
Curia
Aki Onda
Manuel Gião

23 de Junho – Avenida da Praia
Caveira
Josué O Salvador





Skaters
Filhos da luz e do drone como revisto pelo eixo Double Leopards-Hototogisu/Matthew Bower, comunicam as suas próprias visões de verdade e do abstracto através de camadas monstruosas de som contínuo produzidas com voz, teclados e percussão processados muito para lá do reconhecível. Actualmente a residir em Berlim mas dois putos perfeitos do sol e da praia da Califórnia, Spencer Clarke e James Ferraro são dois inventores de novas manifestações psicadélicas, conseguiram edificar um radiante vocabulário de expressão disforme.

Taurpis Tula
Trio de Heather Leigh Murray (ex-Charalambides), David Keenan (crítico da revista britânic Wire) e Alex Neilson (também Directing Hand, também colaborador Will Oldham, Neil Campbell ou Richard Youngs), ruminam pelos esqueletos da canção tradicional norte-americana e britânica, acrescentando a essa exploração trabalho descendente das várias décadas de free dos últimos 40 anos nestes dois ideários que buscam o espacial e o indizível em contornos diferentes. Estreiam-se em Portugal por ocasião da sua primeira digressão europeia.


No dia seguinte, domingo, 1 de Julho, terá lugar uma matiné com vários outros concertos:

Tight Meat Duo (David Keenan e Alex Neilsen na busca do free)
Heather Leigh Murray (solo)
Vodka Soap (projecto de solo de estrondo de Spencer Clarke dos Skaters)
James Ferraro (solo)
Manuel Mota (solo, a convite da comitiva dos Taurpis Tula)

Concertos: Skaters e Taurpis Tula (dia 30 de junho) Tight Meat Duo, Heather Leigh Murray, James Ferraro, Vodka Soap e Manuel Mota (dia 1 de julho)
Local: Galeria Zé dos Bois
Data: 30 de Junho e 1 de Julho
Horário: 23h (dia 30) e 16h (dia 1)
Entrada: 7.5€ (dia 30) e 5€ (dia 1)
Passe para os dois dias: 10€
Pré-venda do Passe: 8€