quinta-feira, 31 de maio de 2007

Filho Unico apresenta








Vai para cima de uma dúzia de anos que o trio australiano de Warren Ellis, Mick Turner e Jim White vai lançando discos cá para fora. De digressões nos meados dos anos 90 com Sonic Youth e Pavement, até Turner e White se terem tornado (para «Moon Pix») a banda de Chan Marshall, até às colaborações de Turner com Will Oldham, até Ellis se alistar a tempo inteiro nos Bad Seeds de Nick Cave e, agora, nos Grinderman.
Os Dirty Three estreiam-se em Portugal, no Lux pouco tempo depois de serem convidados a comissariar uma das edições do festival britânico All Tomorrow’s Parties a ter lugar este ano. São dos poucos estandartes do que foi mais marcante da música independente dos anos 90 e dos poucos que se souberam aguentar até ao último quarto da primeira década do século XXI com o mesmo porte, o mesmo rasgo, a mesma importância, e um trabalho sempre coeso e inquisitivo.
Formação invulgar - violino amplificado, guitarra eléctrica e bateria, e para quem não os conhece, saiba-se que há largo tempo vão salvando muito coração perdido. Travam uma batalha de outros tempos, mais clássicos, de encontrar o belo e o sublime, mas levam com eles toda a sujidade e lirismo gutural que lhes oferece a elevação. Parecem trabalhar por índices de beleza, mas nunca a tratam de forma óbvia. Parecem conseguir erguer estruturas de harmonia, textura e ritmo sem nunca lhes dar formas demasiado concretas, laborando e edificando sempre a partir do sensorial, do abstracto, das estruturas fantasmas dos sentimentos, porque sempre souberam que, quanto mais óbvio o sentimento e a forma como se o toca, menor a experiência, menor o impacto. O sensorial no seu melodicamente mais puro, o transcendente no seu mais harmoniosamente catártico.
Jim White e Mick Turner, na bateria e guitarra, respectivamente, autênticos impressionistas livres, num universo cada vez mais cadenciado em empatia e liberdade. Warren Ellis, violino, parece em palco ser o último dos românticos e o mais intenso de todos, todo ele catarse e salvação pelo rebentamento. Com clássicos no seu catálogo como «Horse Stories», «Ocean Songs», «Whatever You Love, You Are», lançaram em 2005 - «Cinder», o seu registo mais recente com participações de Sally Timms e Chan Marshall. É só mais um disco dos Dirty Three - mais um disco diferente dos outros todos que vieram antes.

Concerto: Dirty Three
Local: Lux Frágil
Data: 2 de Junho
Horário: por definir
Entrada: 12€





Jack Rose
Das referências principais do que é tocar guitarra acústica hoje em dia, Jack Rose tem-se vindo a afirmar com a maior solidez como um virtuoso das seis e doze cordas de aço, bem como dos poucos que prossegue para novos territórios a partir do legado deixado ao instrumento pela escola da Takoma de John Fahey, por Robbie Basho, Sandy Bull, Peter Wright ou Charley Patton.
Partindo do vocabulário dos delta blues, da raga indiana, e de uma mescla de vários dialectos da guitarra e outros instrumentos irmãos, Rose é dos raros criadores que inova a partir das músicas tradicionais telúricas, em direcção a resultados, formas e direcções contemporâneas. Passou por cá há já quase três anos, quando tinha acabado de lançar ‘Two Originals Of...’ (compilação de dois discos de tiragem mais limitada), sendo que entretanto editou dois imaculados registos - ‘Kensington Blues’, bem celebrado pela crítica, e recentemente um álbum homónimo pela aRCHIVE. Jack Rose vem tocar duas noites em Lisboa, na residência mensal de Junho da Filho Único na Galeria ZDB, com Norberto Lobo a abrir a data de dia 4, e David Maranha no dobro a começar a festa no dia 5.

Norberto Lobo
Enorme revelação da música portuguesa, Norberto Lobo está prestes a editar o seu primeiro registo a solo, ‘Mudar de Bina’, pela Bor Land. É um autêntico milagre o que vai fazendo com a guitarra acústica. Pega no legado de Fahey, oferece-lhe a sua interpretação da lírica de Carlos Paredes e a abertura modal e harmónica de uma vida a ouvir bossa e música brasileira. Norberto é também colaborador com os München, Chullage e Colectivo Páscoa, entre vários outros projectos. Músico nacional raro, que soa a Portugal sem qualquer sentimento de passadismo, encontrando e buscando uma identidade estética que só poderia ter despontado aqui.

David Maranha
Co-fundador da lendária instituição que são os Osso Exótico, David Maranha produz, há praticamente duas décadas, um trabalho de enorme cuidado e critério, desenhado à volta de pesquisas e realizações sobre as formas do drone, do estudo das ressonâncias, do minimalismo e de várias escolas de música repetitiva, bem como da desconstrução de idiomas e verbos musicais.
Vem nesta ocasião apresentar-se no dobro, instrumento onde tem explorado ‘clusters’ harmónicos inusitados, espaço, timbre e textura, com réstias espectrais de algum blues de tradição delta. Tem aumentado recentemente no que diz respeito a actividade ao vivo, com vários concertos enquanto Curia (com Manuel Mota, Margarida Garcia e Afonso Simões), em duo com Margarida Garcia, mantendo sempre a sua actividade com Patrícia Machás, André Maranha e Francisco Tropa nos Osso Exótico. Das figuras maiores da música livre nacional, em constante estado de graça.

Concertos: Jack Rose, Norberto Lobo (dia 4) e David Maranha (dia 5)
Local: Galeria Zé dos Bois
Data: 4 e 5 de Junho
Horário: 22h
Entrada: 7.5€ por dia



Out.Fest 2007

Foi com prazer que aceitámos o convite do Out.Fest para programar os primeiros concertos estrangeiros da história deste festival, que irá decorrer, na sua quarta edição, entre 16 a 23 de Junho. Focando-se principalmente nas novas músicas experimentais, exploratórias e urbanas produzidas em terreno nacional, a programação este ano investe na política de dar espaço a quem vai explorando em som e forma em Portugal, mas convidando também alguns nomes estrangeiros de relevância maior no campo das músicas periféricas.



Wolf Eyes
Figuras de proa indisputadas da revolução do ruído a ter lugar nos últimos anos, os Wolf Eyes são os reis contemporâneos no campo do trabalho textural sobre ruído em formas novas (Anthony Braxton, bastião do free jazz reconheceu-o; Thurston Moore dos Sonic Youth prestou vassalagem), partindo tanto de explorações de formas abertas, como trazendo o noise para o formato, muito distorcido e actualizado, de canção rock. Editaram em 2006 ‘Human Animal’, segundo registo lançado pelos Wolf Eyes na Sub Pop, testamento maior a toda o turbilhão de criatividade que têm vindo a gerar, influenciando centenas de criativos e miúdos a pegar num microfone, nuns pedais de efeitos e a berrar mais um bocado de verdade.



Orthodox
Banda oriunda de Sevilha, editaram recentemente ‘Gran Poder’ pela Southern Lord/Alone, alto tratado de doom metal andaluz. Afirmando que têm como influências maiores Black Sabbath e John Coltrane, pegam no cerimonialismo doom, na parafernália pagã que lhes é local, conseguindo trabalhar formas abertas e invulgares nos canones do metal. Um exemplo ímpar de música fresca a sair de Espanha, que se apresentam em estreia nacional no Out.Fest.



Aki Onda
Artista de destaque nas músicas experimentais japoneses da última década, Aki Onda é um improvisador, arquivista e crítico de reputação nos meios da música exploratória. Seja através dos seus quatro “radio dramas” já editados, como através da maravilhosa série ‘cassette memories’, em que trabalha gravações de campo antigas e actuais, tratando-as como um diário constante. Tem vindo a colaborar com artistas como Loren Connors, Jac Berrocal, Michael Snow, Oren Ambarchi, Otomo Yoshihide ou Linda Sharrock em variados contextos de criação ou improvisação. Para além também de um currículo já longo enquanto crítico, Onda tem ainda um percurso nas artes visuais, tendo exposto por duas ocasiões nos Anthology Film Archives novaiorquinos. Estreia nacional.



Samara Lubelski
Fundadora dos Hall of Fame, membro da Bummer Road/Medicine Show de Matt Valentine, e produtora para registos maiores de artistas como os Sightings ou Mouthus, Samara Lubelski está prestes a lançar o seu segundo disco de canções pela novaiorquina Social Registry. Violinista e compositora, trabalha o formato canção com uma visão harmónica e orquestral muito própria, pertencente a uma linhagem que une Kevin Ayers, a Robert Wyatt ao próprio Matt Valentine. Recentemente fez também parte da banda para o próximo registo a solo de Thurston Moore, a sair em breve. Apresenta-se ao vivo com dois membros do colectivo/comuna germânico Metabolismus, com quem tem vindo a colaborar há mais de uma década.

Concertos: Wolf Eyes e Orthodox (dia 17), Aki Onda e Samara Lubelski (dia 22)
Local: AMAC – Auditório Municipal Augusto Cabrita
Data: 17 e 22 de Junho
Horário: 21:30h
Entrada: 5€ por dia

Calendário de concertos do Out.Fest:

16 de Junho - AMAC
Variable Geometry Orchestra (VGO)
Tsuki

17 de Junho - AMAC
Wolf Eyes
Orthodox
Tropa Macaca

22 de Junho - AMAC
Samara Lubelski
Curia
Aki Onda
Manuel Gião

23 de Junho – Avenida da Praia
Caveira
Josué O Salvador





Skaters
Filhos da luz e do drone como revisto pelo eixo Double Leopards-Hototogisu/Matthew Bower, comunicam as suas próprias visões de verdade e do abstracto através de camadas monstruosas de som contínuo produzidas com voz, teclados e percussão processados muito para lá do reconhecível. Actualmente a residir em Berlim mas dois putos perfeitos do sol e da praia da Califórnia, Spencer Clarke e James Ferraro são dois inventores de novas manifestações psicadélicas, conseguiram edificar um radiante vocabulário de expressão disforme.

Taurpis Tula
Trio de Heather Leigh Murray (ex-Charalambides), David Keenan (crítico da revista britânic Wire) e Alex Neilson (também Directing Hand, também colaborador Will Oldham, Neil Campbell ou Richard Youngs), ruminam pelos esqueletos da canção tradicional norte-americana e britânica, acrescentando a essa exploração trabalho descendente das várias décadas de free dos últimos 40 anos nestes dois ideários que buscam o espacial e o indizível em contornos diferentes. Estreiam-se em Portugal por ocasião da sua primeira digressão europeia.


No dia seguinte, domingo, 1 de Julho, terá lugar uma matiné com vários outros concertos:

Tight Meat Duo (David Keenan e Alex Neilsen na busca do free)
Heather Leigh Murray (solo)
Vodka Soap (projecto de solo de estrondo de Spencer Clarke dos Skaters)
James Ferraro (solo)
Manuel Mota (solo, a convite da comitiva dos Taurpis Tula)

Concertos: Skaters e Taurpis Tula (dia 30 de junho) Tight Meat Duo, Heather Leigh Murray, James Ferraro, Vodka Soap e Manuel Mota (dia 1 de julho)
Local: Galeria Zé dos Bois
Data: 30 de Junho e 1 de Julho
Horário: 23h (dia 30) e 16h (dia 1)
Entrada: 7.5€ (dia 30) e 5€ (dia 1)
Passe para os dois dias: 10€
Pré-venda do Passe: 8€

Meu Primeiro Festival

«Meu 1º Festival» apoia UNICEF

O “Meu 1º Festival” é um evento inédito e totalmente dedicado às crianças, razão pela qual vai doar parte das receitas obtidas com a venda de bilhetes à UNICEF, contribuindo assim para a construção de “Um mundo mais adequado para as crianças”.

A UNICEF foi a organização escolhida pela Elec3city para beneficiar do projecto social do “Meu 1º Festival” por ser considerada a única organização mundial que se dedica especificamente à defesa dos direitos das crianças e em dar resposta às suas necessidades básicas, contribuindo para o seu pleno desenvolvimento.

O ”Meu 1º Festival” mais do que um espectáculo para crianças assume-se como uma forma de ajuda social, o qual se traduz na atribuição mínima de 20 mil euros à UNICEF, com o objectivo de ajudar as crianças mais desfavorecidas. Ao comprar um bilhete para o “Meu 1º Festival”, cada pessoa estará a contribuir com 50 cêntimos que reverterão a favor da UNICEF.

“Sendo o “Meu 1º Festival” o primeiro grande evento dedicado em exclusivo às crianças, onde vão actuar muitas das personagens que fazem parte do imaginário dos mais novos, a Elec3city, enquanto empresa organizadora do evento, para além da preocupação constante em transmitir valores positivos e mensagens pedagógicas, quis evidenciar a forte preocupação com as questões sociais que envolvem as crianças a nível mundial.”, afirma Artur Mendes, Presidente da Elec3city.

Entre os dias 28 de Junho a 01 de Julho, no Parque dos Poetas em Oeiras, o “Meu 1º Festival” vai reunir pela primeira vez num só espaço muitos dos heróis que fazem parte do imaginário das crianças. Com muita música e diversão, o Noddy, o Bob o Construtor e o Ruca já confirmaram presença neste festival. Muitos outros serão anunciados em breve.

Num recinto com cerca de 93 mil metros quadrados, o “Meu 1º Festival” terá ainda diversos espaços onde os mais novos vão poder cantar, brincar, cumprimentar e tirar fotografias com os seus heróis. Para além disso, existirão ainda áreas de restauração e serviços para que crianças e pais se sintam sempre confortáveis.

Os bilhetes para o “Meu 1º Festival” já estão à venda no Pavilhão Atlântico e em www.pavilhaoatlantico.pt; Lojas Fnac (Cascais, Almada, Chiado, Colombo, NorteShopping, Santa Catarina, GaiaShopping, Coimbra, Algarve Shopping e Madeira Shopping); El Corte Inglês (Lisboa e V.N. Gaia), Agência ABEP; Agência Alvalade; Casa Viola (Rua Augusta; Areeiro e Colombo); ACP (sede; Centro Comercial Colombo e Amoreiras).

Até ao próximo 31 de Maio está a decorrer uma promoção. Na compra de bilhetes de grupo (mínimo de 4 pessoas): €20 por pessoa. Os bilhetes VIP: Pack de 4 bilhetes a €180 (estes bilhetes dão acesso a um lugar de estacionamento privativo junto à entrada VIP; acesso directo ao recinto pela entrada VIP; acesso à área VIP, junto ao Palco Principal e credencial VIP). Os bilhetes para escolas: €20 por pessoa (disponíveis apenas para os dias 28 e 29 de Junho. Oferta de um bilhete para professor/assistente em cada 10 bilhetes comprados).

O “Meu 1º Festival” é um evento organizado e produzido pela Elec3city e conta com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras.

Portuguêses presentes com Marionetas e formas Animadas

Companhias portuguesas marcam presença no FIMFA Lx7


Cabaret Molotov

Teatro de Marionetas do Porto (Portugal)

Teatro Maria Matos (Sala Principal) - 2 de Junho às 22h00 e 3 de Junho às 17h00

Cabaret Molotov é um espectáculo que resulta de um trabalho de experimentação em que o Teatro de Marionetas do Porto tenta levar o seu modo de fazer teatro ao encontro de uma certa poética associada ao circo. Em Cabaret Molotov deambulam coristas apaixonadas, trapezistas, clowns absurdos, músicos de sete instrumentos, homens-coelho, homens-bala, ursos ciclistas, caniches cantores, dançarinos e bailarinas que dançam ao som de valsas, tangos, polkas, tarantelas e velhas canções de Kurt Weil. Terá o Cabaret Molotov existido, ou tudo não passará de um lugar inventado por Vladimir, o Russo, para cenário do seu amor à trapezista Matrioska?

Entrada: 15€ | 10€ e 7,50€ com descontos

Agakuke e o Pescador Curandeiro

Lua Cheia Teatro para todos (Portugal)

Museu da Marioneta – 31 de Maio e 1 de Junho | 10h30 | Espectáculo Extra no âmbito do Santos Design District – dia 31 de Maio, às 21h30

Agakuke o inuit, recorda a fascinante história de um pescador duma pequena ilha do arquipélago da Micronésia, que fica surpreendido com o estado do seu barco, todos os dias antes de ir pescar. Com a sua coragem como única arma, o pescador decide resolver o mistério que o atormenta, mas espera-o um encontro inesperado e assustador. Nos confins do Oceano pacífico, espíritos, fantasmas e xamãs juntam-se para oferecer a imortalidade aos habitantes das ilhas. E estes? Serão merecedores da dádiva? Oceânia – um conto da Micronésia.

Entrada 10h30: 6 € | 4€ e 2€ com descontos/escolas

Entrada 21h30: 5€ | 4€ com descontos


Robertos e Outras Marionetas

Trulé (Portugal)

Museu da Marioneta (Claustro) – 5 de Junho | 10h30 e 15h30

“Robertos e outras Marionetas” é um espectáculo em que as técnicas tradicionais convivem com novas propostas de manipulação transportando o espectador para o mundo mágico das marionetas. Nele se mostra o tradicional pelas marionetas de fios ou a “Tourada”, marionetas de luva, que acontece na barraquinha onde o manipulador através da palheta com sons agudos sublinha o ritmo alucinante dos robertos, e a inovação por técnicas mais arrojadas em que a constante é a mão ou o braço do manipulador como suporte para a construção da marioneta. Foi atribuído ao espectáculo “Robertos e outras Marionetas” o prémio combinação da manipulação moderna com os Robertos tradicionais na República Checa em Praga (2006).

Entrada livre

Festival de Marionetas e de Formas Animadas



Angel

Duda Paiva (Brasil)



Museu da Marioneta – 5 e 6 de Junho às 22h00

No princípio era a palavra

Um grito na escuridão…

O espectáculo retrata a história clássica de um vagabundo que encontra um anjo num cemitério, os dois fazem deste local um lar. Através do anjo, entramos no ambivalente mundo dos sonhos, maldições e revelações. Será o anjo um companheiro, um mensageiro, um juiz, ou apenas a alucinação de um vagabundo que bebeu demais? Duda Paiva mistura dança, marionetas e a confissão numa história de amor profano.

Angel já recebeu os seguintes prémios:

-Festival Lutke 2006, Ljubljana, Eslovénia. Little Prince, Prémio de Melhor Espectáculo;

-Festival Baj Pomorski, Torun, Polónia (25-11-05) Prize of Polish Artists' Association Prémio de Melhor Manipulação;

-Festival Spectaculo Interesse Ostrava, República Checa (24-09-05) Grande Prémio e Prémio do Público.

Entrada: 5 € normal | 4€ com descontos


Le Petit Cirque – cirque d’objets sonores

Laurent Bigot (França)


C.A.Ma – Centro de Artes da Marioneta – 5 e 6 de Junho | 21h00, 23h00 e 24h00

Le Petit Cirque é um objecto sonoro complexo, feito de madeira, de plástico, de fios, de energia e de fragilidade. Um sopro pode fazê-lo vibrar. Doze pequenos microfones extraem múltiplos recursos na pista do Petit Cirque. A manipulação é arriscada, o perigo da queda está sempre presente. É um circo sonoro da mesma forma que o teatro pode ser musical. É também teatro de objectos, entre performance e pesquisa sonora, um concerto miniatura que se escuta num espaço intimista.


Entrada: 2€

Quim Barreiros com novo trabalho


Era moço quando fui para Lisboa, e tive que abandonar a minha terra natal.

Era rapaz e saí da minha aldeia, para enfrentar a guerra da nossa capital.

Desde garoto que sou muito corajoso e, toda a vida fui teimoso, a perseguir um ideal de ser um dia um homem realizado, com o nome respeitado no cenário musical.

Eh pá eu sou um homem feliz, consegui o que eu quis, o meu povo a cantar, a dançar a minha música em todo o meu país.

Já corri mundo, sempre fui bem recebido, estimado e ajudado pelos nossos emigrantes, eu agradeço ao povo português e quero dar um abraço à malta, aos estudantes.

E aos meus músicos, grandes sacrificados que sempre foram mal pagos, mas é esse o nosso fado, à mulher, aos filhos e à família desculpem a minha vida, a todos muito obrigado.”

Esta é a letra de um dos temas incluídos no mais recente trabalho de Quim Barreiros – “Use Álcool”, uma biografia cantada de forma única, ou não fosse Quim Barreiros um intérprete incontornável no panorama musical português. Um dos cantores mais requisitados e aplaudido, em Portugal e além fronteiras, que conta com uma “agenda” de concertos completamente preenchida durante todo o ano, ou não fosse também, Quim Barreiros, cantor obrigatório em qualquer “Queima das Fitas”.

“Use álcool” é o mais recente trabalho de Quim Barreiros que, com a sua mestria no jogo dos sentidos das palavras, anima com a sua música qualquer festa em que participa, com a alegria e boa disposição que lhe é característica.

Constituído por 10 temas, este cd reúne algumas surpresas onde, para além do tema “autobiográfico” que é “Trakinage”, encontra-se um tema que irá concerteza provocar sorrisos nas plateias ao ser interpretado… o porquê do tema “O meu pópó´” ser destacado? Isso desafiamos a descobrir e verá que será uma mais valia neste cd.

Destacamos ainda o tema que dá nome a este novo álbum de originais “Use álcool”, uma aposta de Quim Barreiros no formato que lhe dá sucessos atrás de sucessos nestes já longos anos de carreira. 10 temas alegres e bem disposto que convidam à dança e à animação pela noite fora que, sem “malícia”, provocam saudáveis sorrisos e são a garantia de momentos bem passados, onde quer que escute “Use álcool”.

“Use álcool” o novo trabalho de Quim Barreiros para consumir sem receio de multas, “ressacas”ou restrições.

Marionetas e formas animadas em Festival



The Great War

Hotel Modern (Holanda)

Teatro Maria Matos (Sala Principal) – 31 de Maio e 1 de Junho | 22h00

Neste espectáculo um décor de cinema em miniatura é instalado no palco de um teatro. A audiência é testemunha da reconstituição das paisagens da Frente Ocidental numa escala miniatura. Os performers criam e manipulam, em frente do público, miniaturas de campos de batalha e outras paisagens, feijões, lama, bombas de fumo, escovas, serradura, pregos oxidados e ramos de salsa como árvores. Chove de um vaporizador de plantas, há bombardeamentos a partir de um bico de gás. Uma paisagem campestre transforma-se numa venenosa ferida de lama. As imagens são filmadas com câmaras digitais e mini-câmaras, montadas em directo e projectadas num ecrã maior do que a vida, estes campos de batalha em miniatura transformam-se em cenas hiper-realistas de guerra.

Entrada: 15€ | 10€ e 7,50€ com descontos


Pish Dolls

The Pish Dolls (Reino Unido)

Teatro Maria Matos (MM Café) – 31 de Maio e 1 de Junho às 23h30 | 3 de Junho às 16h30 e às 18h30

Um espectáculo surrealista e kitsch. Barbies com um tempero punk: trituradas, abertas e cortadas, chegam com os seus amigos GI-Joe. Eles não são melhores: alterados, atarracados, articulados. Estão todos em cena e aprendem os hits da cultura punk-rock. Um dos espectáculos de pequeno formato mais estranhos a ter sucesso nas ruas, bares, espaços alternativos e em festivais de todo o mundo, como o Edinburgh Fringe Festival.


Da incrível banda destes seres maníacos podemos ouvir músicas de grupos como: Toy Dolls, The Dead Kennedys, Metallica, Black Sabath, AC/DC, Iron Maiden, Rammstein, Guns N’ Roses, Thin Lizzy, Motorhead The exploited, Anti-Now Here League, e muito mais.

Entrada livre


Homocatodicus

Compagnie l’Excuse (França)

Teatro Maria Matos (MM Café) – 31 de Maio e 1 de Junho | 21h30

Quando um Dom Quixote dos tempos catódicos parte à procura de um amor impossível, nos labirintos da cidade, constrói os sonhos na sua mente e estes tornam-se realidade. Um espectáculo em que marionetas, actores-manipuladores, público e imagens se manuseiam mutuamente.

Entrada livre

Agostinho da Silva na Feira do Livro

No próximo Domingo, dia 3, no Anfiteatro aberto da Feira do Livro de Lisboa, a partir das 17h00, decorrerá uma sessão evocativa de Agostinho da Silva, subordinada ao tema "Agostinho da Silva, Primeiro Português do Portugal Futuro".

Far-se-á igualmente uma apresentação das obras entretanto saídas no âmbito do Centenário de Agostinho da Silva:
- Agostinho da Silva: uma Antologia, Ed. Âncora (org. de Paulo Borges).
- Agostinho da Silva e o Pensamento Luso-Brasileiro, Ed Âncora (org. de Renato Epifânio).
- Tempos de Ser Deus: a espiritualidade ecuménica de Agostinho da Silva, Ed. Âncora (de Paulo Borges).
- Línguas de Fogo. Paixão, Morte e Iluminação de Agostinho da Silva, Ed. Ésquilo (de Paulo Borges).
- O Essencial sobre Agostinho da Silva, Ed. IN-CM (de Romana Valente Pinho).
- Religião e Metafísica no pensar de Agostinho da Silva, Ed. IN-CM (de Romana Valente Pinho).
- Raízes Intemporais da vida e da alma de Agostinho da Silva, Ed. Sete
Caminhos (de Elizabete de Almeida Ellys).
- Viva a República! Viva o Rei! Cartas Inéditas de Agostinho da Silva, Ed.
Zéfiro (org. de Teresa Sabugosa).
- Agostinho da Silva: um perfil filosófico, Ed. Zéfiro (de João Maria de
Freitas Branco).
- Reencontrar Agostinho da Silva: o Poeta e o Poema, Ed. Zéfiro (de José
Flórido).
- O caminho da afirmação, o caminho da renúncia: dois percursos de
Agostinho da Silva, Ed. Zéfiro (de José Flórido).
- Agostinho da Silva: ele próprio, Ed. Zéfiro (transcrição de uma gravação
realizada por António Escudeiro; com DVD).
- Agostinho da Silva, o Português dos três M (Mestre, Marujo e Monge), Ed.
Zéfiro (de Fátima Murta).
- In Memoriam de Agostinho da Silva: 100 anos, 150 nomes, Ed. Zéfiro (org.
de Renato Epifânio, Romana Valente Pinho e Amon Pinho Davi).
- Visões de Agostinho da Silva, Ed. Zéfiro (de Renato Epifânio).
- Agostinho da Silva, Pensador do Mundo a Haver, Ed. Zéfiro (org. de Renato
Epifânio).
- Agostinho da Silva, Caderno de Lembranças, Ed. Zéfiro (org. de Romana
Valente Pinho e Amon Pinho Davi).

Novo Circo no Casino Lisboa

Arte do Novo Circo

em evidência no Casino Lisboa


Apreciado pelo público do Arena Lounge, o programa do Novo Circo é assegurado por artistas de dimensão internacional. Nas duas primeiras semanas de Junho, Irina Pitzu exibe um exercício de “Contortion & Hoop”. Posteriormente, de 16 a 30, Daniel & Reynald apresentam um número de “Forças Combinadas”.

Conhecida pela sua criatividade, Irina Pitzu estreia um ciclo de actuações, na próxima Sexta-Feira. A artista propõe uma série de exercícios de contorção e equilibrismo de “Hulla Hoop”, desafiando a sua própria capacidade de controlo corporal.

Irina Pitzu distingue-se pela flexibilidade e coordenação dos seus movimentos, seja com um, dois ou vários arcos. Com uma invulgar graciosidade, a artista assina momentos de rara beleza estética.

No dia 16, será a vez de Daniel & Reynald protagonizar um número de Forças Combinadas. Com uma grande mestria técnica, esta dupla concilia o domínio do equilíbrio corporal, mantendo sempre uma elegância especial nas suas performances.


Aliás, desde que ganharam o prémio “New Act” 1994, no 18º Festival de Monte-Carlo, a dupla Daniel & Reynald preenche a sua agenda com actuações nos mais prestigiados palcos mundiais.

Com entrada livre, o Novo Circo apresenta:

- De 1 a 15 de Junho: Irina Pitzu em “Contortion & Hoop”

- De 16 a 30 de Junho: Daniel & Reynald em “Forças Combinadas”

O Detecetive das Estrelas vai estar em Lisboa


"O DETECTIVE DAS ESTRELAS"

inserido na festa do circo

Local : FESTA do CIRCO (Parque de jogos 1º de Maio-Lisboa).

Datas e Horários: Domingo | 3 de Junho’07 | 17h - 20h.

Bilheteira:Público geral €10 | Associados INATEL €7 | Crianças dos 4 aos 12 anos €5.

Locais de venda:

Lojas FNAC | Ticketline | www.ticketline.pt | Parque de Jogos 1º de Maio (dia 3 deJunho).

Informações / reservas: Tel.: 210 027 150 | 707 234 234 | www.inatel.pt

nota: a festa do circo é organizada pelo INATEL.

Para mais informações:

Tel: 218 460 738

Fax: 218 150 688

trupilariante@trupilariante.com

www.trupilariante.com

Museu da Água com Avô Cantigas

DIA da CRIANÇA no MUSEU da ÁGUA

Na próxima sexta-feira dia 1 de Junho, o Museu da Água promove uma grande festa para todas as crianças.

A partir das 14:30 horas, a Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos vai a abrir as suas portas para uma tarde memorável.

Todas as crianças vão poder participar e pintar, um mega mural alusivo às crianças (temos tintas e pincéis para toda a gente).

A partir das 15:00 horas as emoções vão subir ao rubro com o espectáculo do Avô Cantigas.

A tarde termina com lanche

Como assinalamos ainda os 10 anos do Serviço Educativo do Museu, iremos ter uma pequena cerimónia de atribuição dos prémios deste ano.

A tarde encerra com um lanche para todos (daqui ninguém sai sem comer!)!

Estamos a fazer um grande esforço no sentido de dar uma grande visibilidade a este evento, pelo que agradecemos antecipadamente toda a colaboração que possam dispensar, nomeadamente na divulgação deste convite.

Neste últimos 10 anos, o Serviço Pedagógico do Museu da Água interagiu com mais de 200.000 crianças, 18.000 professores e 1.600 escolas.

Fernando Neves - 917 256 722

Museu da Água http://museudaagua.epal.pt



Música Electrónica em Portalegre