Entramos numa sala vazia com uma cama no centro. Que cama é esta, interrogamo-nos: um refúgio? Um local de repouso tranquilo? Um fim? Há uma viagem no tempo e espaço à volta deste catafalco, e o que move tudo é algo que não se pode entender/perceber/compreender. A sala onde entramos é um buraco para o nada. É o lugar onde, por um momento, a alma fica suspensa antes de se descolar do corpo. Está tudo imóvel: os gestos, as memórias, as palavras de conforto, o remorso, o último batimento do coração que se repete até ao infinito. Vita Mia é uma vigília. A cama é um barco de pedra e a sala é o mar que nos consome e desaparece.Para saber o que vai acontecer, ou o que aconteceu, na área da cultura e do lazer, este blog é uma das melhores formas para se manter actualizado. Concertos, Festivais de Musica, Livros, Exposições, Teatro, Bailado,Televisão, Cinema, Causas Socias e muito mais serão publicados neste blog. Para envio de noticias: geral@hardmusica.pt
segunda-feira, 3 de março de 2008
VITA MIA
Vita Mia, espectáculo escrito e encenado por Emma Dante em 2004, é a tentativa desesperada de uma mãe adiar, até ao limite, a última dança antes da morte. A peça está em cena nos dias 3, 4 e 5 de Março as 21.00h no Pequeno Auditório.
Entramos numa sala vazia com uma cama no centro. Que cama é esta, interrogamo-nos: um refúgio? Um local de repouso tranquilo? Um fim? Há uma viagem no tempo e espaço à volta deste catafalco, e o que move tudo é algo que não se pode entender/perceber/compreender. A sala onde entramos é um buraco para o nada. É o lugar onde, por um momento, a alma fica suspensa antes de se descolar do corpo. Está tudo imóvel: os gestos, as memórias, as palavras de conforto, o remorso, o último batimento do coração que se repete até ao infinito. Vita Mia é uma vigília. A cama é um barco de pedra e a sala é o mar que nos consome e desaparece.
Entramos numa sala vazia com uma cama no centro. Que cama é esta, interrogamo-nos: um refúgio? Um local de repouso tranquilo? Um fim? Há uma viagem no tempo e espaço à volta deste catafalco, e o que move tudo é algo que não se pode entender/perceber/compreender. A sala onde entramos é um buraco para o nada. É o lugar onde, por um momento, a alma fica suspensa antes de se descolar do corpo. Está tudo imóvel: os gestos, as memórias, as palavras de conforto, o remorso, o último batimento do coração que se repete até ao infinito. Vita Mia é uma vigília. A cama é um barco de pedra e a sala é o mar que nos consome e desaparece.
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