quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O próximo Rock in Rio


Sunset Rock in Rio

Um novo palco com

actuações únicas e surpreendentes


A organização do Rock in Rio-Lisboa apresentou ontem à Imprensa o novo palco do maior evento de música e entretenimento do mundo.

O Sunset Rock in Rio é um espaço dedicado à experimentação, a encontros inesperados e a concertos únicos.

Será mais do que um palco; será talvez o primeiro passo de um projecto que pretende estender-se por muitos anos.


Segundo Roberta Medina, Vice -Presidente do Rock in Rio - Lisboa " ... não temos dúvidas de que a partir desta primeira edição, muitos artisrtas internacionais vão querer aproveitar este espaço para mostrar novos trabalhos e novas experiências musicais".

Certamente que este convite não deixará de ser ouvido e aproveitado por quem certamente quererá ter o seu nome conhecido no espaço musical internacional.


Este Festival , como o nome indica, é um convite a asssistir ao pôr do sol ao som de boa música.

Tudo vai acontecer ao fim da tarde aí pelas 17 horas e até perto das 21, em momentos únicos que certamente irão marcar a terceira edição portuguesa do evento.

Aguardemos e esperemos que as expectativas criadas se confirmem.

SPOON na Aula Magna

Dia 23 de Fevereiro está a chegar e com ele vem um dos mais aguardados concertos do ano, Spoon na Aula Magna. Para a antecipação ser ainda maior, a primeira parte vai ficar a cargo de Mazgani. Após ter sido considerado um dos 20 novos artistas mais promissores da Europa pela prestigiada revista francesa Les Inrockuptibles, os poemas de Mazgani (e de alguns outros poetas) estão prontos para serem apresentados ao público: num formato maioritariamente acústico, intimista e de uma paixão rara.

A actuação serve de apresentação a “Song of the New Heart”, o primeiro álbum de Mazgani, recentemente editado. São treze temas, todos da autoria de Mazgani (música e letra) com a excepção de “Song of the Old Mother”, com poema de William Butler Yeats, e “How Sweet I roam’d from field to field”, poema de William Blake, numa celebração da música que nasce da palavra. Ao ouvirmos “Song of the New Heart” damos por nós a ouvir na voz e no som de guitarra de Mazgani (assim como da banda que o acompanha) influências tão díspares como Leonard Cohen e Echo & the Bunnymen, Tom Waits e The House of Love.

Aula Magna / 23 de Fevereiro / Abertura de Portas - 20H00

Asas Sobre a América – Wings Over America

De Fevereiro a Julho, a Fundação Luso-Americana (FLAD) organiza o ciclo Asas Sobre a América – Wings Over America como estímulo à divulgação e reflexão sobre os intercâmbios literários entre Portugal e os Estados Unidos da América, no passado e no presente.

A coordenação do ciclo Asas Sobre a América está a cargo da jornalista e escritora Filipa Melo. As sessões têm entrada livre e iniciam-se na próxima quinta-feira às 18h30, no auditório da FLAD, com a palestra Imagens da América, proferida pelo filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço. No mesmo dia, os críticos de cinema, João Lopes, Francisco Ferreira e Vasco Câmara, debatem O regresso dos cowboys.

A partir de 28 de Fevereiro, sete autores portugueses dissertam sobre o seu autor e obra literária norte-americanos de eleição. Três ensaístas abordam os EUA através do cinema, da relação de Fernando Pessoa com Walt Whitman ou das correntes literárias modernistas e pós modernistas. Dez críticos, editores e académicos discutem a relação do cinema norte-americano com a literatura, a edição e o ensino da literatura norte-americana em Portugal.

Gonçalo M. Tavares falará sobre Philip Roth; Manuel António Pina sobre Ezra Pound; Inês Pedrosa sobre Carson McCullers; Lídia Jorge sobre William Faulkner; Pedro Mexia sobre Flannery O’Connor; Ana Luísa Amaral sobre Emily Dickinson e Rui Zink sobre Saul Bellow.
A influência da poesia de Walt Whitman na obra de Fernando Pessoa será abordada pelo tradutor, investigador e ensaísta Richard Zenith, no dia 24 de Abril. A cada palestra segue-se um debate com a assistência.

Em três debates paralelos, dez críticos, académicos e editores discutirão o cinema norte-americano e o que se ensina e edita da literatura norte-americana em Portugal, respectivamente a 21 de Fevereiro, 29 de Maio e 19 de Junho. As sessões são complementadas com projecções e poesia.

Em parceria com várias Universidades situadas fora de Lisboa, a FLAD patrocina a deslocação de estudantes de Estudos Anglo-Americanos e Ciências da Comunicação para assistirem às sessões do ciclo Asas Sobre a América. Será atribuído um prémio, em livros, ao melhor relato por sessão elaborado por um estudante. Este prémio será definido por um júri composto por docentes de cada universidade convidada.

Impressing the Czar no CCB

Estreia o espectáculo, Impressing the Czar de William Forsythe, pelo Royal Ballet of Flanders, no Grande Auditório do CCB, nos dia 21 E 22 Fevereiro às 21.00h.

Impressing the Czar é um bailado em três actos onde a acção narrativa dá lugar à história da civilização ocidental. Forsythe oferece-nos a frenética e espirituosa ironia do bailado clássico na corte do czar – dito por outras palavras, o repertório que a maior parte dos teatros “oficiais” continua a apresentar. Na primeira parte, “Potemkins Unterschrift” (“a assinatura de Potemkin”), Forsythe desenvolve uma profusão de referências às convenções clássicas, passando em revista toda a história da arte e do bailado clássico, desde a Renascença até aos nossos dias. Esta herança cultural surge na terceira parte, “La Maison de Mezzo-Prezzo”. Entre as cenas exuberantes do início e o burlesco da venda em leilão, está a essência desta obra, a dança requintada de “In the middle somewhat elevated”. Esta é a peça que tornou Forsythe mundialmente famoso. Criou-a na Ópera de Paris, um local tão consagrado como o Teatro Mariinsky de São Petersburgo. Em “Bongo Bongo Nageela”, Forsythe apresenta uma peça de um humor extraordinário, uma dança agressiva e atávica interpretada por rapazes e raparigas em fardas escolares inglesas, com saias plissadas. Este momento conduz inexoravelmente a “Mr. Pnut Goes to the Big Top”, onde o “maître des plaisirs”, Mr. Pnut, executa um final surpreendentemente empolgante.

FICHA ARTÍSTICA:
Coreografia - William Forsythe Música, Thom Willems, Leslie Stuck, Eva Crossman-Hecht e Ludwig van Beethoven
Cenografia - Michael Simon
Figurinos -Férial Simon
Consultor técnico - Olaf Winter
Desenho de som - Bernhard Klein

Duração aproximada: 1H30 c/2 intervalos

PORTUGAL JAZZ ruma a ODEMIRA

Festival Itinerante de Jazz
PORTUGAL JAZZ
23 de Fevereiro às 21H30
Cine-teatro Camacho Costa
Odemira


Odemira é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e é para onde o Portugal Jazz se dirige, no próximo dia 23 de Fevereiro. Vamos re-encontrar a Joana Machado com o seu projecto CRUde no Cine-Teatro Camacho Costa. Joana Machado apresentou-se, no Portugal Jazz, pela primeira vez no ano de 2007, em Vila Nova de Cerveira e vai voltar para encantar Odemira. Durante a tarde Afonso Pais, director musical e responsável pelos arranjos deste projecto, vai realizar um Workshop/palestra com elementos das bandas filarmónicas locais. A sua proposta tem como objectivo envolver e informar o educando dos diversos métodos e estruturas constituintes do processo de criação em tempo real, característica mais universal e definitiva do jazz: o improviso. Nós prometemos estar lá para dar a conhecer e oferecer também a revista " jazz.pt" a todos os participantes e espectadores que connosco arriscam a viagem pela hisória do jazz, sempre em português.www.portugaljazz.org

Sítio: http://www.joanamachado.com/
Ponto de Escuta: http://www.myspace.com/joanamachado

PORTUGAL JAZZ 2008
www.portugaljazz.org
Concepção e Produção de JACC - Jazz ao Centro Clube de Coimbra
www.jacc.pt
Para consulta das galerias de fotos e artigos Portugal Jazz viaje até ao endereço
www.portugaljazz.org
Informações
E-mail:
geral@portugaljazz.org
Telefone 239 837 078

Rechenzentrum em Coimbra

Senses 2
Ciclo de música electrónica e multimédia
Rechenzentrum / Alemanha
23 de Fevereiro às 21H30
Teatro Académico de Gil Vicente
Coimbra


Os berlinenses Marc Weiser (áudio) e Lillevän (imagem) são responsáveis pelo projecto multimédia Rechenzentrum. Desde a sua formação, em 1997, que procuram explorar novos processos de música e produção de imagens em movimento, que explanam nas suas apresentações em palco, através da depuração do diálogo áudio-vídeo ­ utilizando o vídeo como instrumento, com o auxílio de computadores e maquinaria digital, tratam a música visualmente.
Não fazendo distinção entre essas duas vertentes, convertem-nas em ferramenta e veículo da produção de desejos multimédia. Nesse sentido, as suas intervenções ao vivo revestem-se de um carácter orgânico que lhes permite criar um universo sensorial, longe da frieza maquinal que caracteriza alguns criadores que se movem na mesma área. O seu mais recente trabalho, Silence (DVD, ed. Weiser Music, 2007), permite contactar a dimensão épica e visionária do universo em que se movimentam, além de antecipar a sua actuação no TAGV
Fotos http://www.rechenzentrum.org/pics.html
Site Oficial http://www.rechenzentrum.org
Preçário
Preço normal 8,00€
Preço estudante e sénior 6,00€ Preço Amigo/a TAGV 4,00€

Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

Concertos e recitais TAGV "A cor do som"

A Cor do Som
Concertos e Recitais TAGV
Luz e Sombra

22 de Fevereiro às 21H30
Manuela Moniz (Soprano) e João Vasco (Piano)




«Luz e Sombra» incide sobre o Lied alemão e a Mélodie francesa como expoentes da canção lírica na Europa novecentista. O título «Luz e Sombra» alude a alguns dos grandes arquétipos do romantismo, como a eterna oposição entre luz e trevas ou amor e morte. Schubert, Brahms e Strauss surgem no panorama alemão como três dos mais influentes e emblemáticos compositores de Lied. Schubert o precursor, Brahms o progressista e Strauss como expoente de modernidade assente na tradição. Por outro lado, seleccionámos Fauré e Satie como reflexo da França da viragem de século. O contraste entre a suave simplicidade, leveza e nobreza da Mélodie de Fauré e o universo dadaísta, boémio e irónico de Erik Satie.

Programa
1ª Parte
F. Schubert (1797-1828)
Heidenröslein
An die Nachtigall
Der König in Thule
Gretchen am Spinnrade
J. Brahms (1833-1897)
Wie Melodien zieht es mir
An die Nachtigall
R. Strauss (1864-1949)
Allerseelen
Zueignung
2ª Parte
E. Satie (1866-1925)
Gnossiène III
G. FaurÉ (1845-1924)
Le papillon et la fleur
Après un rève
En prière
Fleur Jetée
E. Satie
Daphénéo
Le Chapelier
Je te veux
Preçário
Preço normal 10,00 €
Preço estudante e sénior 8,00 €
Preço escolas 3,00 €
Preço família 15,00 €
Preço amigo/a TAGV e estudantes dos Conservatórios 5,00 €

Organização TAGV
Apoio Reitoria da UC
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

FESTIVAL “SEIA JAZZ & BLUES”

FESTIVAL “SEIA JAZZ & BLUES”
Minnemann Blues Band
22 de Fevereiro às 21H45




Wolfram Minnemann chegou a tocar com Jimmy Hendrix e ao mudar-se para Portugal, teve como primeiro guitarrista na sua banda de Blues, Rui Veloso. É um apaixonado pelos blues, na maioria da sua autoria e é um verdadeiro entertainer em palco.

Informações
Casa Municipal da Cultura de Seia
Telf.: 238 310 251 / 238 310 230 Fax: 238 310 236 Telemóvel: 964862521
E-mail:
seia-cultura@mail.telepac.pt
site: www.casadaculturadeseia.com
Bilheteira do Cinema: Telf. 238 310 249
Horário da bilheteira
Segunda a sexta-feira das 14 horas às 17h30
Sextas e sábados das 20h30 às 23 horas
Domingos das 14h30 às 17h30 e das 20h30 às 23 horas

Obesidade em Reportagem na RTP


Vidas XXL” é um trabalho da jornalista Paula Rebelo, com imagem de Pedro Bryton Nunes e edição de José Vilas Boas.

Neste Programa - Os custos da Obesidade em Portugal ultrapassam anualmente os 550 milhões de euros por ano e em Inglaterra, país que connosco partilha o pódio dos mais gordos, mais de 1,5 mil milhões sendo igualmente responsável por 13% das mortes.

Nas escolas inglesas podemos encontrar crianças que nunca viram uma maça ou uma laranja, nas portuguesas alunos que bebem refrigerantes em vez de leite, croissants e chocolates em vez de um almoço equilibrado nas cantinas. Esta realidade não explica totalmente porque seis em cada dez crianças europeias têm excesso de peso mas é um flagrante indício de que se está a perder a luta contra a Obesidade.

O problema dos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento mata mais que o SIDA ou a Subnutrição. Nos Estados Unidos, a Obesidade afecta já 119 milhões de habitantes e os números continuam a "engordar". No Velho Continente, a União Europeia pensa programas de urgência para atacar a doença que está a pôr à prova os serviços de saúde.

O Em Reportagem mostra o quadro da doença em Portugal e estratégias que também o Reino Unido adoptou para tentar travar a patologia a que Organização Mundial de Saúde chama Epidemia do Século XXI.

“Vidas XXL” é um trabalho da jornalista Paula Rebelo, com imagem de Pedro Bryton Nunes e edição de José Vilas Boas, hoje pelas 21h.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Documentários NGC


O National Geographic Channel apresenta no próximo domingo dia 24 em repetição às 13.40h, "Os Exploradores da National Geographic: O Mistério das Múmias Chinesas", logo de seguida às 14.30h, o documentário “Armadilha Mortal do Dinossauro".

O National Geographic Channel reabre um antigo caso de pessoas desaparecidas e tenta encontrar a origem de um grupo de múmias enigmáticas encontradas a oeste da China. Aquilo que vai ser investigado pode alterar o que sabemos a respeito do mundo. Os quatro indivíduos faziam parte de um mundo desaparecido que existiu na China Ocidental algures entre 2600 e 4000 anos atrás, muito antes de Marco Pólo ou da Rota da Seda. Todavia, estes corpos mumificados têm um aspecto europeu e estavam acompanhados de ferramentas que nessa altura ainda não existiam nessa região do mundo. Quem eram? De onde vinham? Como conseguiram influenciar a disseminação da cultura e da tecnologia na era pré-histórica? Spencer Wells, explorador da National Geographic, junta-se à investigação sobre as múmias encontradas na bacia do Tarim. Agora, graças aos últimos avanços nas tecnologias do ADN e à base de dados Genographic, começam a aparecer novas respostas que nos permitem conhecer melhor a história que une o Oriente e o Ocidente.

Acompanhamos a National Geographic numa viagem à zona ocidental da China, à bacia seca e desolada do Junggar, onde foram encontrados restos de uma nova espécie de dinossauros. Uma equipa de paleontólogos dirigida pelos doutores Clark, da George Washington University, e Xu Xing, da Academia das Ciências da China, desenterra as respostas que permitem solucionar um buraco negro virtual na evolução dos dinossauros.

Domingo, 24 de Fevereiro às 13.40h e 14.30h.

Estudos de Movimento

Correntes d' Escritas até à próxima!


Sessão Final das Correntes d' Escritas



Num misto de festa e saudade dos dias mágicos do Correntes d´Escritas, terminou, no Auditório Municipal a nona edição deste singular encontro de escritores de expressão ibérica.
A plateia do Auditório voltou a transbordar para a cerimónia de despedida e de entrega dos prémios literários desta edição.
Num ritual que já se tornou obrigatório, escritores, editores e convidados foram sendo chamados ao palco, pelo vereador do pelouro da Cultura, Luís Diamantino, para receberem uma aguarela que simboliza o agradecimento pela sua participação no encontro – para cada pessoa havia uma aguarela diferente, tendo unicamente um tema comum, a Póvoa de Varzim.


Ao palco subiu também Ruy Duarte de Carvalho, acolhido com um enorme aplauso, para receber o prémio Casino da Póvoa, que este ano distinguiu com 20 mil euros o seu livro Desmedida.

Ruy Duarte de Carvalho, que se deslocou de propósito à Póvoa para receber o prémio, já tinha participado numa das edições do Correntes d´Escritas. Nas poucas palavras que dirigiu ao público, agradeceu a distinção concedida e agradeceu também, voltando-se para a enorme roda de escritores atrás de si, no palco, “aos meus patrícios e compatriotas, que me ajudaram a chegar até aqui.”
O prémio juvenil Correntes d´Escritas/ Papelaria Locus foi entregue a Beatriz Soares, estudante do segundo ano de medicina e que foi distinguida entre mais de meia centena de trabalhos inéditos a concurso.

Na despedida desta nona edição, o vereador Luís Diamantino lembrou que está já em preparação o número 10 – dez anos de vida do encontro, que se hão-se comemorar em 2009 com a mesma magia, amizade e informalidade, o que talvez seja, segundo ele, o segredo do sucesso do Correntes d´Escritas.






Sonho e Linguagem em mais uma sessão de Correntes d'Escritas


Cada Homem é uma Língua




“Cada Homem é uma Língua” foi o tema que encerrou as mesas de debate desta 9ª edição do Correntes d’Escritas, que hoje terminou.


Nela participaram alguns dos grandes vultos da literatura de expressão ibérica. Foram eles Leonardo Padura, Mia Couto, Onésimo Teotónio de Almeida, Pepetela e Tabajara Ruas, num debate moderado por Maria João Seixas, que do tema disse ser “complexo, enigmático e estimulante”, comparando-o ainda à grandeza do mar “e contraditório nos termos”. Foram várias as abordagens feitas, tantas ou mais do que os escritores participantes, perante um público que mais uma vez encheu o
Auditório Municipal.
Três equívocos e uma sugestão resume a intervenção de Mia Couto, cuja recriação da língua é já sua imagem de marca por julgar que “é necessário inventar uma língua para reproduzir a natureza humana que quero mostrar”. Para o escritor moçambicano o primeiro equívoco passa por se achar que esta recriação linguística passa apenas pela literatura; o segundo de que é um processo linguístico; e o terceiro equívoco de que o “escritor tem à sua disposição uma língua já feita. Ambicionamos falar a língua dos sonhos e só ganhamos individualidade quando aprendemos a falar a língua de todos os homens, a língua dos sonhos”. E deixou uma sugestão: a recriação não tem a ver com o aspecto literário, tem a ver com ser feliz, com fazer da linguagem um brinquedo. “Não somos apenas usuários da língua, somos seus autores”, disse, acrescentando ainda que “precisamos de uma escola que nos liberte da dimensão funcional da palavra, para que sejamos inventores da língua e viajantes do sonho”.
“Pensei que este tema era perfeito, pois parecia-me que nele tudo cabe”, disse Pepetela, antes de listar os vários aspectos sobre os quais pode ser analisada a língua. Começou pela biologia, por descrever os vários tipos de língua que poderia ser; depois, pela questão do uso da língua portuguesa, tema já mais do que debatido, como acrescentou; pela questão da uniformização da língua, dando exemplo de gerações de escritores africanos que “torturam a língua portuguesa” para serem lidos. Mas nenhuma destas abordagens mereceu agradou a Pepetela, que preferiu analisar a questão imaginando a língua como vivência singular, que provoca uma sensibilidade própria. “Cada pessoa tem o seu percurso dentro do mesmo grupo”, explicou, “ e percursos díspares levam a respostas singulares”.

A análise técnica veio pela mão de Leonardo Padura. “Cada homem é a sua língua”, começou por dizer, analisando depois a evolução da literatura cubana e da língua literária cubana, que nasceu do emergir, a partir do século XX, da “consciência da necessidade de criar uma linguagem literária”, criada a partir da revitalização da linguagem popular. Passando para as personagens, o escritor cubano explicou que a linguagem por elas utilizada atribui-lhes características, permite saber de que estrato social é ou qual a sua maneira de pensar. E essa linguagem também se adapta às circunstâncias pois, como explicou, “a linguagem que uso aqui não é a mesma que uso na minha rua, entre amigos”, uma afirmação que justifica a sua não concordância com o tema, explicando que “um homem é muitas línguas e todas essas línguas são um homem”.
"Camões, / Seu nome retorcido como um búzio! / Nele sopra Netuno...".Assim começa um poema de Mário Quintana, que Tabajara Ruas considerou ter sido a sua epifania. Tinha pouco mais de 20 anos quando se deparou com os escritos do também autor brasileiro, aos quais não ficou indiferente, até porque, como explicou, “nem eu nem meus amigos percebíamos aquele idioma”. E foi uma homenagem a Mário Quintana que Tabajara Ruas apresentou ao público, sob forma de um texto sobre o escritor mal-amado, mal compreendido e esquecido, que em vez de ser entendido como provocador, era antes considerado antiquado.

Para quem já conhece o Correntes d’Escritas, já conhece também Onésimo Teotónio de Almeida, e já sabe que nas suas intervenções nunca faltam as histórias e as anedotas. Por isso, foram muitas as gargalhadas que eclodiram no Auditório. O sotaque foi o aspecto escolhido pelo escritor para debater o tema. Como explicou, “cada um de nós fala o nosso dialecto, com o nosso timbre”, continuando dizendo que “a língua não é de ninguém, cada um fala a sua língua”, que em grade medida depende da localização geográfica das pessoas. “A língua é bonita porque é nossa, quer a que aprendemos em casa, quer a que aprendemos na Pátria”, concluiu.
Terminou assim um ciclo de nove mesas de debate que proporcionou momentos de grande beleza a quem assistiu. Discutiu-se música, poesia, a volúpia e a perversidade na escrita, a realidade e a literatura. Para o ano há mais, mas pode sempre revisitar o Correntes d’Escritas 2008 no portal municipal.


Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
4490-438 Póvoa de Varzim
Telefone: 252.090.026
Fax: 252.611.882
Email: grpc@cm-pvarzim.pt

“Cada Homem é uma Língua” foi o tema que encerrou as mesas de debate desta 9ª edição do Correntes d’Escritas, que hoje terminou.
Nela participaram alguns dos grandes vultos da literatura de expressão ibérica. Foram eles Leonardo Padura, Mia Couto, Onésimo Teotónio de Almeida, Pepetela e Tabajara Ruas, num debate moderado por Maria João Seixas, que do tema disse ser “complexo, enigmático e estimulante”, comparando-o ainda à grandeza do mar “e contraditório nos termos”. Foram várias as abordagens feitas, tantas ou mais do que os escritores participantes, perante um público que mais uma vez encheu o
Auditório Municipal.
Três equívocos e uma sugestão resume a intervenção de Mia Couto, cuja recriação da língua é já sua imagem de marca por julgar que “é necessário inventar uma língua para reproduzir a natureza humana que quero mostrar”. Para o escritor moçambicano o primeiro equívoco passa por se achar que esta recriação linguística passa apenas pela literatura; o segundo de que é um processo linguístico; e o terceiro equívoco de que o “escritor tem à sua disposição uma língua já feita. Ambicionamos falar a língua dos sonhos e só ganhamos individualidade quando aprendemos a falar a língua de todos os homens, a língua dos sonhos”. E deixou uma sugestão: a recriação não tem a ver com o aspecto literário, tem a ver com ser feliz, com fazer da linguagem um brinquedo. “Não somos apenas usuários da língua, somos seus autores”, disse, acrescentando ainda que “precisamos de uma escola que nos liberte da dimensão funcional da palavra, para que sejamos inventores da língua e viajantes do sonho”.
“Pensei que este tema era perfeito, pois parecia-me que nele tudo cabe”, disse Pepetela, antes de listar os vários aspectos sobre os quais pode ser analisada a língua. Começou pela biologia, por descrever os vários tipos de língua que poderia ser; depois, pela questão do uso da língua portuguesa, tema já mais do que debatido, como acrescentou; pela questão da uniformização da língua, dando exemplo de gerações de escritores africanos que “torturam a língua portuguesa” para serem lidos. Mas nenhuma destas abordagens mereceu agradou a Pepetela, que preferiu analisar a questão imaginando a língua como vivência singular, que provoca uma sensibilidade própria. “Cada pessoa tem o seu percurso dentro do mesmo grupo”, explicou, “ e percursos díspares levam a respostas singulares”.

A análise técnica veio pela mão de Leonardo Padura. “Cada homem é a sua língua”, começou por dizer, analisando depois a evolução da literatura cubana e da língua literária cubana, que nasceu do emergir, a partir do século XX, da “consciência da necessidade de criar uma linguagem literária”, criada a partir da revitalização da linguagem popular. Passando para as personagens, o escritor cubano explicou que a linguagem por elas utilizada atribui-lhes características, permite saber de que estrato social é ou qual a sua maneira de pensar. E essa linguagem também se adapta às circunstâncias pois, como explicou, “a linguagem que uso aqui não é a mesma que uso na minha rua, entre amigos”, uma afirmação que justifica a sua não concordância com o tema, explicando que “um homem é muitas línguas e todas essas línguas são um homem”.
"Camões, / Seu nome retorcido como um búzio! / Nele sopra Netuno...".Assim começa um poema de Mário Quintana, que Tabajara Ruas considerou ter sido a sua epifania. Tinha pouco mais de 20 anos quando se deparou com os escritos do também autor brasileiro, aos quais não ficou indiferente, até porque, como explicou, “nem eu nem meus amigos percebíamos aquele idioma”. E foi uma homenagem a Mário Quintana que Tabajara Ruas apresentou ao público, sob forma de um texto sobre o escritor mal-amado, mal compreendido e esquecido, que em vez de ser entendido como provocador, era antes considerado antiquado.

Para quem já conhece o Correntes d’Escritas, já conhece também Onésimo Teotónio de Almeida, e já sabe que nas suas intervenções nunca faltam as histórias e as anedotas. Por isso, foram muitas as gargalhadas que eclodiram no Auditório. O sotaque foi o aspecto escolhido pelo escritor para debater o tema. Como explicou, “cada um de nós fala o nosso dialecto, com o nosso timbre”, continuando dizendo que “a língua não é de ninguém, cada um fala a sua língua”, que em grade medida depende da localização geográfica das pessoas. “A língua é bonita porque é nossa, quer a que aprendemos em casa, quer a que aprendemos na Pátria”, concluiu.
Terminou assim um ciclo de nove mesas de debate que proporcionou momentos de grande beleza a quem assistiu. Discutiu-se música, poesia, a volúpia e a perversidade na escrita, a realidade e a literatura. Para o ano há mais, mas pode sempre revisitar o Correntes d’Escritas 2008 no portal municipal.


Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
4490-438 Póvoa de Varzim
Telefone: 252.090.026
Fax: 252.611.882
Email: grpc@cm-pvarzim.pt








Alunos de Vila do Conde à conversa com escritores



Onésimo Teotónio de Almeida e Ondjaki à conversa com alunos de Vila do Conde

na Biblioteca Municipal.


Completamente rendidos ao bom humor dos dois escritores, os jovens de dezasseis anos não pararam de rir durante quase duas horas. Ambos com o dom de encantar plateias, Ondjaki e Onésimo foram apresentando-se através de histórias hilariantes que prenderam a atenção dos jovens do início ao fim deste encontro.
Muitas histórias do dia-a-dia em Angola e dos tios de Ondjaki, a tia Fernanda, o tio Chico e o tio Vítor, foram servindo para os alunos descobrirem o autor que não se considera um escritor.”Ainda hoje não sei se sou escritor, mas depois de ter publicado já não consigo fugir a essa designação”, comentou. Licenciado em Sociologia, o autor confessou que, apesar de ter tido sempre boas notas, nunca gostou do curso e não sabe porque o concluiu. Acerca do seu encontro com jovens estudantes, Ondjaki explicou que é uma troca de ensinamentos e conhecimentos. Depois de ter estado, esta manhã, à conversa com crianças de sete anos, o escritor “soube quem eram os D’ZRT”. Perante o riso da plateia, Onésimo interveio: “São jogadores de futebol?”.


Onésimo Teotónio de Almeida vive nos EUA, onde é professor. Disse que “tenho idade para ser vosso avô e pai do Ondjaki, mas venho aqui para aprender convosco”.

Onésimo concorda com Ondjaki: “não penso em mim como um escritor. Não gosto de estar fechado entre paredes a escrever. Prefiro conviver com as pessoas”.


Finalmente, o escritor deixou um conselho aos jovens vilacondenses: “leiam!



Alunos de Vila do Conde com escritores à conversa

Onésimo Teotónio de Almeida e Ondjaki estiveram hoje à tarde à conversa com alunos de Vila do Conde na Biblioteca Municipal.

Completamente rendidos ao bom humor dos dois escritores, os jovens de dezasseis anos não pararam de rir durante quase duas horas. Ambos com o dom de encantar plateias, Ondjaki e Onésimo foram apresentando-se através de histórias hilariantes que prenderam a atenção dos jovens do início ao fim deste encontro.
Muitas histórias do dia-a-dia em Angola e dos tios de Ondjaki, a tia Fernanda, o tio Chico e o tio Vítor, foram servindo para os alunos descobrirem o autor que não se considera um escritor.”Ainda hoje não sei se sou escritor, mas depois de ter publicado já não consigo fugir a essa designação”, comentou. Licenciado em Sociologia, o autor confessou que, apesar de ter tido sempre boas notas, nunca gostou do curso e não sabe porque o concluiu. Acerca do seu encontro com jovens estudantes, Ondjaki explicou que é uma troca de ensinamentos e conhecimentos. Depois de ter estado, esta manhã, à conversa com crianças de sete anos, o escritor “soube quem eram os D’ZRT”. Perante o riso da plateia, Onésimo interveio: “São jogadores de futebol?”.
Onésimo Teotónio de Almeida vive nos EUA, onde é professor. Disse que “tenho idade para ser vosso avô e pai do Ondjaki, mas venho aqui para aprender convosco”. Onésimo concorda com Ondjaki: “não penso em mim como um escritor. Não gosto de estar fechado entre paredes a escrever. Prefiro conviver com as pessoas”.
Finalmente, o escritor deixou um conselho aos jovens vilacondenses: “leiam!

Outros escritores nas Correntes d'Escritas


Três escritores - três realidades diferentes


O bom humor de Francisco José Viegas, o orgulho da nacionalidade angolana de Pepetela e a literatura castelhana do jovem escritor Ignacio del Valle preencheram a manhã dos alunos da Escola Secundária Rocha Peixoto que tiveram oportunidade de conhecer melhor estes escritores, dispostos a satisfazer as curiosidades dos jovens.


Questionado sobre a utilização do pseudónimo de Pepetela, Artur Pestana elucidou os presentes de que se trata de um nome de origem quimbundo, complexo dialectal falado em Angola que significa ‘pestana’.

O autor angolano referiu que nas suas obras é muito recorrente a história do seu país, meio para dar a conhecer a realidade vivida em Angola e reforçar a sua identidade, motivos que justificam também a utilização de símbolos representativos das diferentes culturas angolanas. Sobre o seu último livro, subordinado ao tema do terrorismo, Pepetela revelou que se tratava de um livro que escreveu sem intenção de publicar. “Estava em São Francisco para participar numa conferência e senti necessidade de escrever para mim” afirmou o escritor angolano confessando que na altura em que escreveu, guardou o seu texto convicto que não seria para publicar. No entanto,
Terrorista de Berkeley, como se veio a intitular a obra foi, em 2007, editado pela Dom Quixote. A este propósito, Pepetela confessou que “escrever só para mim é outra liberdade, outro prazer. A partir da altura em que se começa a publicar, a preocupação com o que se escreve centra-se, essencialmente, no leitor”. Ignacio del Valle também considera que ninguém escreve para si mesmo e o momento mágico para o autor acontece quando o leitor se emociona com aquilo que lê. Francisco José Viegas partilhou que “escrevo por prazer meu e por necessidade. É preciso ganhar a vida. A dimensão do prazer é muito exagerada, o prazer é algo muito mais intenso e forte”. O escritor e jornalista disse que nos últimos anos tem publicado, essencialmente, romances policiais porque “é um género que permite fazer patifarias e experimentar um lado de irresponsabilidade que eu gosto de vez em quando”. Com a poesia, o escritor versátil e multifacetado, assumiu que tem uma relação marginal, o género poético faz parte de outra coisa, “respira outra linguagem”, afirmou.



FESTIVAL “SEIA JAZZ & BLUES” NA CASA DA CULTURA DE SEIA

FESTIVAL “SEIA JAZZ & BLUES”
Festival Internacional de Jazz e Blues
4ª edição
CASA DA CULTURA DE SEIA
22 de Fevereiro a 01 de Março



O programa contempla quatro concertos, um no dia 22 de Fevereiro (sexta-feira) com Minnemann Blues Band; outro no dia 23 (sábado), com Down Home; outro no dia 29 de Fevereiro (sexta-feira), com o Sexteto Mário Barreiros e a encerrar, dia 1 de Março (sábado), com Toni Solá Quartet c/ Harry Allen.
O programa inclui a realização de dois Workshop’s: “Os Blues” por Wolfram Minnemann no Centro Musical de Seia, dia 23, pelas 15 horas e “A Bateria” por Mário Barreiros, no Conservatório de Música de Seia, dia 1 de Março às 15 horas.
Durante o Festival haverá uma pequena Feira de livros, CD’s e DVD’s no Foyer do Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura.

Preçário
Para os dois primeiros concertos de Blues o bilhete normal é de 3 euros e com descontos (Cartão Municipal da Juventude e / ou Idoso) – 1,5 Euros.
Para os concertos de Jazz o bilhete normal é de 7 euros e com descontos – 3,5 euros. A organização colocou à venda um pack que dá acesso aos quatro concertos, no valor de 15 €.

Informações
Casa Municipal da Cultura de Seia
Av. Luís Vaz de Camões
6270 – 484 – SEIA
Telf.: 238 310 251 / 238 310 230 Fax: 238 310 236 Telemóvel: 964862521
site: www.casadaculturadeseia.com
Bilheteira do Cinema: Telf. 238 310 249
Horário da bilheteira
Segunda a sexta-feira das 14 horas às 17h30
Sextas e sábados das 20h30 às 23 horas
Domingos das 14h30 às 17h30 e das 20h30 às 23 horas

6ª Edição Portalegre JazzFest

Portalegre JazzFest
21 a 23 de Fevereiro
Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre



A 6ª edição do Portalegre JazzFest começa já no próximo dia 21 com a actuação de Júlio Resende
Júlio Resende “Da Alma”
Grande Auditório às 21:30
Júlio Resende piano
Zé Pedro Coelho saxofone tenor
João Custódio contrabaixo
João Rijo bateria

Júlio Resende nasceu em Faro e começou a tocar piano aos quatro anos de idade. Mais tarde, inicia os seus estudos no Conservatório Maria Campina, com a professora de piano Oxanna Anikeeva e o professor de formação musical, Paulo Cunha. Não nasceu para intérprete clássico, pois não consegue tocar uma peça sem ter vontade de improvisar. Assim, iniciou os seus estudos de jazz em 2000 com o contrabaixista e pedagogo Zé Eduardo.

Posteriormente, fez parte do Ensemble do Hot Clube que tem o intuito de representar a Escola do Hot Clube em eventos culturais. Pelo Hot Clube também ganhou o prémio para “Melhor Combo” no âmbito do concurso inter-escolas realizado na Festa do Jazz do Teatro S.Luís em 2005.

Participou em vários workshops internacionais, nos quais trabalhou com professores de prestigiadas Universidades de Jazz dos E.U.A., como a “New School for Jazz and Contemporary Music” e a “Berklee College of Music”: Aaron Goldberg, Gary Versage, Greg Tardy, Matt Penman, Frank Tiberi, Mark Ferber, Jonathan Kreisberg, Omer Avital, entre outros.

Entre os músicos com quem já tocou conta-se Pedro Moreira, Bernardo Moreira, Alexandre Frazão, Nuno Ferreira, Matt Lester, Hugo Alves, Bruno Pedroso, Maria Viana, entre outros.

Recentemente formou o Júlio Resende 4teto, com o intuito de trabalhar composições originais suas, e com o qual tem actuado em Auditórios e clubes de Jazz por todo o país. O primeiro disco do seu quarteto, “Da Alma”, saíu no final de 2007 através da editora Clean Feed.
Ponto de escuta

http://www.julioresende.com/
www.myspace.com/julioresende
Preçario
Preço único 10 euros
Livre-Trânsito 20 euros
Informações
CAE Portalegre
Telef.:245 307 498 Fax.:245 307 544

Denisa canta, hoje, no Portugal no Coração

A pouco mais de quinze dias da sua participação no Festival da Canção, Denisa Silva vai, hoje, ao Portugal no Coração interpretar três músicas.
Denisa Mara Silva tem 28 e é natural do Porto Santo, Madeira.

Participou no mais recente "caça talentos musicais", o Operação Triunfo, tendo ficado em 5º lugar.
A” menina do mar” de Porto Santo é uma mulher cheia de força, muito faladora, faz tudo com muita intensidade.

Viveu quase sempre na ilha do Porto Santo.

Já adulta estudou um ano na zona do Porto e não gostou, voltou ás suas ilhas, para terminar o curso de educadora de infância.

Foi professora de expressão dramática e musical do 1º ciclo por 3 anos, no Funchal.

Adora crianças, mas gosta ainda mais de cantar e por isso resolveu dedicar-se 100% à música.

Sendo filha única tem uma relação muito forte com o pai.
A Denisa tatua aquilo que considera importante no corpo, a sua estrela da sorte, a palavra amizade em caracteres chineses, um trevo com o número 7, o seu número da sorte.

Sempre fez desporto, primeiro, patinagem e depois hóquei...ao longo da vida partiu as duas pernas...mas foi o desporto que a fez viajar por todo o país e alargar os seus horizontes.

Emissão em directo na RTP1 e RTP Internacional, hoje pelas 15h.

Poesia em debate nas Correntes d'Escritas


Poesia: a bem dita e a mal dita


Moderada por Luís Machado, com a participação de Filipa leal, Janet Nuñez, Jorge Sousa Braga e Teresa Rita Lopes, a mesa “Poesia: a bem dita e a mal dita” prestava-se a levar os participantes por vários caminhos.

Desde logo, e para quem ouve, as diferentes interpretações do bem dita, ou bendita, mal dita, ou maldita. Interpretações essas que remetem para o aspecto sonoro da poesia, para a importância da forma como ela é dita e assim transmitida a quem a escuta, em vez de a ler. Portanto, se escrever poesia não é fácil, dizê-la é, para muitos, também uma tarefa difícil, podendo mesmo interferir na forma como ela é recebida e apreciada por quem a ouve, e foi por aqui que partiu a abordagem do tema em debate.
Habituada a ler em público poesia, Filipa Leal analisou a importância da interpretação, afirmando que a poesia oferece essa possibilidade sonora de entender o mundo e que se “poesia rima com melodia, essa melodia precisa de ser dita”. E, a este propósito, citou Torga e esse poema em que ele diz:
“Não tenhas medo, ouve:
É um poemaUm misto de oração e de feitiço...Sem qualquer compromisso, Ouve-o atentamente,De coração lavado”
Quando soube do tema da mesa em que ia participar, Janet Nuñez confessa que foi remetida para as suas memórias de infância, quando, na escola, era obrigada a decorar poesia para recitar no final do ano lectivo ou em dias festivos, como o dia da Mãe. E, recorrendo às palavras de Garcia Lorca, na sua Teoria y Juego del duende, aqueles poemas “aborreciam-nos tanto que estiveram a ponto de se converter em pimenta de irritação”. Depois, segundo a poetisa colombiana, o tema remeteu-a também para os poetas malditos, como Mallarmé, Rimbaud ou Verlaine, e para os benditos, que, na história da Literatura, estão catalogados como poetas místicos.
Mas foi a importância do ritmo e do som que Janet sublinhou porque, para ela, “a poesia bem escrita não tem a ver com a ortografia, nem com a escolha de palavras rebuscadas, nem tão pouco com o uso adequado da gramática ou com o uso da rima, mas sim com o ritmo, o tom, uma cadência adequada e um selo pessoal, que é a visão do poeta, o reflexo do seu mundo e das suas circunstâncias.”

Para Jorge Sousa Braga, a poesia começou por ser oral e, ao longo dos tempos, nunca deixou de ser lida e cantada, tendo a voz humana permanecido como o fio condutor mais perfeito da poesia. Remetendo para a actualidade e para as novas tecnologias, Sousa Braga referiu a existência de páginas na Internet em que é possível ouvir interpretações de poesia, mas, para ele, há algo no poema que só a voz de quem o escreve pode transmitir, independentemente de ser bem ou mal dito.

Para concluir afirmou que “Um poema bem dito é o que nos entra directamente no coração”. E nós, que só o ouvimos, podemos atrever-nos a perguntar: bem dito ou bendito?
Servindo-se da sua experiência como professora primária, Teresa Rita Lopes lembra como há alguns anos não havia criança que não soubesse um ou mais poemas de cor. E essa memorização era incitada nas escolas e nas famílias, quando era hábito chamá-las para declamarem o que sabiam de cor.

Memorizar poemas, dizê-los, aprender a apreciar a sua sonoridade é, para Teresa Rita Lopes, fundamental porque a poesia também tem uma tradição oral, porque a palavra aspira a ter um corpo de sonoridades, a ser dita e a ter ritmo. E, se tal se aplica à poesia, poderá também aplicar-se à prosa.
Lembrando que, saber de cor é saber com o coração e incorporar o que se sabe, Teresa Rita Lopes, recordou António Aleixo e a forma como tanta gente sabe, ainda hoje, de memória, algumas quadras de um poeta que, afinal, quase não sabia escrever.

Essa proximidade que a poesia pode ter com quem a lê, memoriza, declama, com os mais jovens que actualmente se esquecem que, as letras das canções que sabem de cor são afinal, também elas, poesia.