segunda-feira, 15 de outubro de 2007

8ª Edição da Festa do Cinema Francês chegou ao fim

8ª Edição da Festa do Cinema Francês



Terminou hoje, com um concerto no Instituto Franco Português, a 8ª Edição da Festa do Cinema Francês. Enzo Enzo foi a artista convidada para encerrar esta Festa numa interacção com a cinematografia.

Durante mais de uma semana passaram pelo ecran do cinema S.Jorge, em estreia, películas de origem francesa de diversos realizadores e abordando os mais diversos temas.

No entanto três filmes são de salientar: " Le Scaphandre et le Papillon", " Mon Colonel" e " L'Avocat de la Terreur".

O primeiro retrata a história de Jean-Dominique Bauby que, ao sofrer um brutal acidente vascular cerebral, fica sómente com um olho disponivel para o ligar ao mundo exterior.
Só que esta forma de comunicação vai permitir-lhe escrever um livro que testemunhará toda a sua odisseia.
Com esse olho escreve este livro " O escafandro e a borboleta", cujas frases memorizou todas as manhãs, durante semanas, antes de as ditar.
É um filme belo, de emoções violentas, com uma excelente interpretação de Mathieu Amalric, no papel de JeanDo.
A excelente realização de Julian Schnabel conduz-nos numa viagem iniciática aos confins do humano.

Os outros dois filmes retratam aspectos da guerra da Argélia.
Aliás o primeiro é um filme, o segundo um documentário.
No entanto os dois revelam uma vontade desassombrada de enfrentar a questão Argélia, deixando aos outros o direito de julgar, interpretar e talvez esquecer.

Louva-se aqui a cinematografia francesa que traz à ribalta uma questão tão sensível e espera-se que também nós tenhamos a coragem de resolver o problema da guerra colonial que arrastamos e tentamos esquecer há mais de trinta anos.

Juanes não actua no Rock in Rio Lisboa e Madrid


Na sequência de algumas notícias recentemente publicadas, a organização do Rock in Rio informa que o cantor Juanes não está confirmado para as duas edições de 2008 do evento nem irá actuar da Gala de Lançamento do Rock in Rio-Lisboa 2008.

Actualmente, para os cartazes do Rock in Rio-Lisboa e do Rock in Rio-Madrid estão confirmadas as presenças de Ivete Sangalo e Alejandro Sanz, actuando nos dias de abertura de ambas as edições – 30 de Maio em Lisboa e 27 de Junho, em Madrid. A divulgação dos restantes nomes do cartaz será feita ao longo do processo de contratação através dos meios oficiais habituais.

Strip masculino e nu integral


domingo, 14 de outubro de 2007

Joana despede-se da Operação Triunfo



Na quarta Gala da Operação Triunfo 2007, a concorrente expulsa foi a Joana.

Joana que nesta gala teve a visita, surpresa, do seu par de danças de salão e seu ex namorado, Nuno, onde sem qualquer ensaio prévio dançou após a entrevista com Silvia Alberto, deixou muitos dos presentes no estudio da Endemol com a lágrima no olho, devido à sua saída.

Em entrevista ao Hardmusica.com, Joana disse que não achou justa a sua nomeação, uma vez que tinha evoluido.
Afirmou que a Operação Triunfo a ajudou a decidir o que quer na vida, embora de momento esteja indecisa entre a dança, onde actua à seis anos com o Nuno, e cantar. Diz mesmo "ao sonho que é a música não vou dizer adeus", mas por sua vez "não vou deixar de ser dançarina". "Cantar também está nos meus sonhos, é outra das minhas paixões", disse a concorrente. Justifica-se dizendo que "nunca trabalhei na música como trabalhei na dança."

Quanto à actuação da outra nomeada, a Rita, optou por não fazer qualquer comparação, dizendo, apenas, que "a actuação da Rita também foi muito boa".

sábado, 13 de outubro de 2007

PAREDE DE SEGREDOS em exposição em COIMBRA


PAREDE DE SEGREDOS
De 15 a 21 de Outubro

TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE

Uma peça-instalação de poesia a partir da obra de Almeida Garrett «Folhas Caídas» direcção artística Berta Teixeira e Gonçalo Antunes de Azevedoconcepção do dispositivo cénico e instalação Cecil Balmond e Gonçalo Antunes de Azevedono âmbito da estreia do espectáculo “Parede de Segredos”

Quando falamos em instalação, reportamo-nos, numa primeira abordagem, a uma estrutura que se propõe intervir com o espaço tridimensional onde se insere e com o indivíduo que habita e frui esse mesmo espaço. Institui-se uma deliberada procura de comunhão entre o sujeito e o objecto, o qual deixou de ser escultura finita, autónoma, fisicamente impermeável e estanque, para se constituir como algo transformável, mutante e, neste sentido, vivo e pleno de possibilidades físicas e emocionais, ou seja, poéticas. E, no caso da instalação que se apresenta, podemos falar em dupla poesia, uma vez que ao convite de acção recíproca que a instalação naturalmente propõe, é acrescido um conceito de “Parede-Confessionário”, que se pretende constituir como depositária de alegrias e amarguras de um qualquer transeunte.

Do ponto de vista histórico e artístico, a prática da instalação começou por se desenvolver, ainda de modo prematuro, a partir das experiências dadaístas, acabando por “Dada” ser retomado como eixo de orientação nos desenvolvimentos da segunda escola de vanguardas, ou neovanguarda, dos anos sessenta e setenta, numa redefinição do olhar sobre e através do objecto estético. A instalação passaria agora de algo mais ou menos periférico para o centro da prática artística, que se deseja actuante e interactiva com a vida, imbuída de fragmentos, dúvidas, mas plena de possibilidades operatórias. Assim pode ser também entendida esta “Parede de Segredos”. Isabel Nogueira
seg a sex 10h00 – 01h00
sab e dom 14h00 – 01h00
Informações
Teatro Académico de Gil Vicente

teatro@tagv.uc.pt



Bilheteira
Horário - 17h00-22h00

Telefone - 239 855 636


8ª FESTA DO CINEMA FRANCÊS EM COIMBRA


8ª FESTA DO CINEMA FRANCÊS
De 15 a 19 de Outubro
TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE
COIMBRA

Programa

La vie privée [2006, 1h15]

Realização Zina Modiano Argumento Zina Modiano, Mehdi Ben Attia (Baseado em La Coupe d’or de Henry James) Elenco Ouassini Embarek, Darry Cowl, Claire Nadeau, Aurélien Recoing, Marie Modiano Fotografia Mário Castanheira Produção Gémini Films (Paulo Branco)

Sofiane, um jovem com cerca de vinte anos, vai de férias com a mãe para o palácio dos Mellifond, no centro do Pays Noir. A ideia é espairecer, pois acabou de perder a avó que o criou. Nos três dias da estadia, Sofiane vai viver acontecimentos que o vão mudar para sempre.

23h30
Coeurs [2006, 2h05]

Festival de Veneza 2006 / Prémio de Encenação
Realização Alain Resnais Argumento e diálogos Alan Ayckbourn, baseado na obra de Jean-Michel Ribes Elenco Sabine Azéma, Lambert Wilson, André Dussollier, Pierre Arditi, Jaura Morante, Isabelle Carré Fotografia Eric Gautier Música Mark Snow

Thierry, agente imobiliário, faz os possíveis para encontrar uma casa para Nicole e Dan, um casal de clientes muito exigentes. Na agência, Charlotte, sua colaboradora, empresta-lhe a cassete de um programa de variedades religiosas que ela adora e com o qual Thierry fica profundamente perturbado. A irmã mais nova de Thierry, Gaëlle, procura secretamente o amor, chegando ao ponto de recorrer a anúncios. Dan, um militar de carreira expulso do exército, passa os dias no bar de um hotel onde desabafa com Lionel, o barman. Para assegurar o turno da noite, Lionel recorre a uma auxiliar domiciliária benévola para cuidar de seu pai, Arthur, um velho doente e rabujento. É Charlotte que se apresenta. E, assim, o movimento de uma personagem pode mudar o destino de outra, sem para tal conhecê-la ou sequer cruzar-se com ela.

Dia 16

19h00

Naissance des pieuvres [2007, 1h25]

Selecção oficial Un Certain Regard no Festival de Cannes Prémio da Juventude no Festival de Cabourg 2007
Realização e argumento Céline Sciamma Elenco Pauline Acquart, Louise Blachère, Adèle Henel, Serge BrincatFotografia Crystel Fournier Música Para One (Jean-Baptiste de Laubier)Produção Jérôme Dopffer e Bénédicte Couvreur (Les Productions Balthazar)

Ao assistir por acaso a um espectáculo de natação sincronizada, Marie tem uma verdadeira epifania. A jovem de 15 anos desenvolve uma obsessão pela disciplina, mas esse desejo parece esconder outro: Marie, fascinada pela sensual Floriane, começa a segui-la, entra no seu universo solitário e acaba por se apaixonar. Na solidão dos seus quartos, as duas jovens de 15 anos não são o que pensamos. Se as primeiras vezes são inesquecíveis, é porque não têm leis.

21h30

Mauvaise Foi [2006, 1h28]

Realização Roschdy Zem Argumento e diálogos Roschdy Zem e Pascal Elbé Elenco Cécile de France, Roschdy Zem, Pascal Elbé, Jean-Pierre Cassel Fotografia Jérôme Alméras Música Souad Massi Produção Philippe Godeau

Clara é judia, Ismaël é árabe. Formam um casal feliz e harmonioso. Quando Clara descobre que está grávida, é o dia mais feliz das suas vidas. Está tudo bem…

23h30

Anna M. [2007, 1h46]

Festival Internacional do filme de Berlim 2007 / Selecção Panorama

Realização Michel Spinosa Argumento e diálogos Michel Spinosa Elenco Isabelle Carré, Gilbert Melki, Anne Consigny Fotografia Alain Duplantier Música CocoRosie, Au Revoir Simone Produção Patrick Sobelman (Ex Nihilo)

Anna, uma jovem mulher doce e reservada que sofre de psicose delirante, convence-se de que o Dr. Zanevsky a ama, depois de ter tomado umas palavras suas, anódinas e estritamente profissionais, por uma paixão tácita. Nada poderá demover Anna M. da sua convicção de ser a eleita deste médico de conduta irrepreensível. E quanto mais ele negar, resistir ao seu assédio, tentar fugir dela, mais Anna implorará, convencida de que está a ser posta à prova, rejeitada por sentimento de culpa.

Dia 17
10h30

Serko [2005, 1h40]

Realização Joël Farges Argumento e diálogos Joël Farges e Michel Fessler (adaptado da obra de Jean-Louis Gouraud)Elenco Aleksei Chadov, Jacques Gamblin, Marina Kim Fotografia Igor Luther Música Béatrice Thiriet Produção Catherine Dussart (CDP)

No princípio do Inverno de 1889, Dimitri, montando no Serko, um pequeno cavalo cinzento, abandona as margens do rio Amur, situado nos confins orientais do Império Russo. Após extraordinárias peripécias, chega à corte do Tzar, em Saint-Petersbourg. Tendo percorrido mais de 9.000 quilómetros em menos de 200 dias, o jovem cavaleiro e a sua montada realizaram uma das mais fantásticas proezas equestres de todos os tempos.

19h00

Nue Propriété [2006, 90`]

Mostra internacional de cinema – Veneza 2006 / Competição oficial

Realização Joachim Lafosse Argumento e diálogos Joachim Lafosse et François Pirot Elenco Isabelle Huppert, Jérémie Renier, Yannick Renier Fotografia Hichame Alaouie Produção Joseph Roushop et Martine De Clermont-Tonnerre

Divorciada, Pascale vive numa antiga quinta restaurada com os filhos gémeos – François e Thierry – jovens adultos incapazes de tomarem conta de si próprios. Quando a mãe decide vender a casa de família, os irmãos apercebem-se de que vão ter de viver uma vida de adultos e opõem-se violentamente à venda. A sua relação fusional transforma-se, então, numa guerra fratricida, sob o olhar impotente da mãe.

21h30

Avida [2006, 1h23]

Festival de Cannes 2006 / Selecção oficial – Fora de competição

Realização Benoît Delépine e Gustave Kervern Argumento e diálogos Benoît Delépine e Gustave Kervern Elenco Benoît Delépine, Gustave Kervern, Velvet Fotografia Hugues Poulain Música Jef Benech’ Produção Benoît Jaubert e Mathieu Kassovitz (MNP Entreprise)

Um surdo-mudo e dois viciados em quetamina falham o rapto do cão de uma multimilionária voluptuosa, que aproveita para os obrigar a realizar as suas últimas vontades.

23h30

L`Avocat de la Terreur [2007, 2h15]

Realização e argumento Barbet Schroeder Elenco Jacques Vergès, Béchir Boumaza, Hans-Joachim Klein Fotografia Caroline Champetier, Jean-Luc Perréard
Música Jorge Arriagada Co-produção Rita Dagher (Yalla productions), Wild Bunch

Comunista, anticolonialista, de extrema-direita? Que convicções guiam Jacques Vergès? Barbet Schroeder procura elucidar o "mistério". No início da carreira do enigmático advogado: a guerra da Argélia e Djamilah Bouhired, a pasionaria que encarna o desejo de liberdade do seu povo. Jacques Vergès abraça, então, a causa anticolonialista e casa-se com Djamilah. Em seguida, desaparece durante oito anos. Quando regressa, Vergès defende terroristas de todos os quadrantes (Magdalena Kopp, Anis Naccache, Carlos, …) e monstros históricos como Klaus Barbie. De casos escaldantes em explosões terroristas, Barbet Schroeder percorre os meandros seguidos pelo "advogado do terror" até aos confins do político e do judiciário.


Dia 18

19h00

L’invité [2006, 1h26]

Realização Laurent Bouhnik Argumento David Pharao Elenco Daniel Auteuil, Valérie Lemercier, Thierry Lhermitte, Hippolyte Girardot Fotografia Jean-Paul Agostini Produção Maurice Illouz e Pierre-Ange Le Pogam (Europa Corp.)

Cinquenta anos, há três no desemprego e com os subsídios a diminuir… Gérard já esgotou todos os recursos, quando surge uma oportunidade de emprego na Indonésia. Para lograr os favores do novo patrão, Gérard convida-o para jantar em sua casa. Erro fatal! Apavorada com a ideia de não estar à altura, a mulher, Colette, implora a Alexandre, um vizinho, que os ajude. Guru da comunicação, Alexandre aceita o desafio e, em vinte e quatro horas, dá um novo visual ao casal. Casa, decoração, estilo de vida, ementa do jantar, roupas, cultura geral… Nada lhe escapa! Reviravoltas, golpes de teatro, gaffes e imprevistos… De tudo acontece até que, com os nervos em franja e uma angústia enorme, o casal abre finalmente a porta ao convidado.

21h30

Ensemble, C’est Tout [2007, 1h37]

Realização Claude Berri Argumento e diálogos Claude Berri (Baseado na obra de Anna Gavalda) Elenco Audrey Tautou, Guillaume Canet, Laurent Stocker, Françoise BertinFotografia Agnès Godard Música Frédéric Botton Produção Pathé Renn Productions

O encontro de quatro destinos cruzados, que vão acabar por se aproximar, conhecer, amar, viver debaixo do mesmo tecto. Camille faz limpezas em escritórios à noite e desenha nas horas vagas. Philibert, um jovem aristocrata apaixonado por História, tímido, emotivo e solitário, vive num grande apartamento que pertence à família. Franck é um cozinheiro viril e meigo que adora a avó, Paulette, uma velha senhora frágil e divertida. Juntos vão aprender a suavizar as dúvidas e as mágoas para avançarem e realizarem os seus sonhos.

23h30

Gradiva [2006, 1h58]

Selecção oficial Fora de Competição – Mostra de Veneza 2006

Realização e argumento Alain Robbe-Grillet Elenco Arielle Dombasle, James Wilby, Dany Verissimo, Farid Chopel Fotografia Dominique Colin Produção Pascal Judelewicz (Acajou Films)

Um jovem crítico de arte inglês, John Locke, instala-se nas ruínas de um antigo palácio perto de Marraquexe, onde trabalha na redacção de um livro sobre o orientalismo pictural e, em especial, sobre o tema da mulher como objecto: objecto de arte, objecto erótico, objecto de amor louco. A pretexto de lhe arranjar esboços autênticos executados por Delacroix em Marrocos, um falsário leva John para uma cilada em que irá ser acusado do crime sexual cometido por outro.

Dia 19

17h00

Dialogue avec mon jardinier [2006, 1h50]

Realização Jean Becker Argumento Jean Becker, Jean Cosmos, Jacques Monnet (Baseado na obra de Henri Cueco)Elenco Daniel Auteuil, Jean-Pierre Darroussin Fotografia Jean-Marie Dreujou Produção ICE3, Studio Canal

Um pintor parisiense quarentão bastante famoso regressa ao centro da França profunda para tomar posse da casa da sua juventude. O casarão tem em volta um terreno bastante grande, mas o pintor não tem nem a vontade nem o talento necessários para o tratar. É um antigo colega da primária, que perdera de vista e que volta assim a encontrar miraculosamente, que será o jardineiro. O pintor descobre nele um homem que, primeiro, o intriga e, depois, o maravilha, com a franqueza e a simplicidade do seu olhar sobre o mundo.

19h00

Michou d´auber [2005, 2h04]

Realização Thomas GilouArgumento Thomas Gilou, Messaoud Hattou Diálogos Jean Cosmos, Thomas Gilou, Messaoud Hattou Elenco Gérard Depardieu, Nathalie Baye, Mathieu Amalric, Samy Seghir Fotografia Robert Alazraki Música Alexandre Desplat Produção Europa Corp. (Michel Feller), TF1 Films Production (Pierre-Ange Le Pogam)

Estamos em 1960, no contexto conturbado dos "acontecimentos" da Argélia. Messaoud, 9 anos, vive em Aubervilliers. Com a mãe doente, o pai vê-se obrigado a colocá-lo numa família de acolhimento. Gisèle vive na região do Berry com o marido, Georges, um antigo militar. Para acolher Messaoud, Gisèle decide ocultar a sua identidade perante a população da aldeia, mas também perante Georges. Messaoud torna-se então Michel, "Michou", e é com esta identidade que vai descobrir a França profunda. Mas a mentira de Gisèle acabará por ser descoberta.

21h30

Je crois que je l’aime [2007, 1h30]

Selecção oficial do Festival City of Lights de Los Angeles 2007

Realização Pierre Jolivet Argumento Pierre Jolivet Simon Michael Elenco Vincent Lindon, Sandrine Bonnaire, François Berléand Fotografia Pascal Ridao Co-produção François Hamel (Vendredi Film), StudioCanal, TF1 Films Production

Lucas, um rico empresário de 43 anos, solteiro, acaba de passar por um profundo desgosto de amor. Conhece então Elsa, de 38 anos, uma bela ceramista famosa, a quem encomendou um fresco para decorar o átrio da empresa. Irresistivelmente atraído por ela, Lucas vai tentar conquistá-la. No entanto, apesar de ser muito hábil nos negócios, sente-se completamente inseguro no amor. Por isso, decide incumbir o detective privado da empresa de descobrir por que estranho motivo é que esta bela mulher ainda está solteira. Mas se Elsa descobre, coitado do Lucas...

23h30
Les chansons d’Amour [2007, 1h40]

Selecção oficial/ Festival de Cannes 2007

Realização Christophe Honoré Argumento e diálogos Christophe Honoré Elenco Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni, Clotilde Hesme, Brigitte Roüan Fotografia Rémy Chevrin Música Alex Beaupain Produção Paulo Branco

Todas as canções de amor contam a mesma história:
« Il y a trop de gens qui t’aiment »...
« Je ne pourrais jamais vivre sans toi »...
« Sorry Angel »...
Les Chansons d’Amour conta também esta história: Julie e Ismaël, um casalinho que convidou Alice a participar na sua vida conjugal, é confrontado com o "amor sem tabus", onde cada um procura ser amado…

Preçário 3.50€
Sessão para a infância 1.00€
Filmes legendados em português

Organização Alliance Française de Coimbra e Instituto Franco – Português de Lisboa
Informações
Teatro Académico de Gil Vicente
teatro@tagv.uc.pt
Bilheteira
Horário - 17h00-22h00
Telefone - 239 855 636

Mostra de Cinema Brasileiro no Cinema S.Jorge



Fundação Luso-Brasileira
Mostra de Cinema Brasileiro

homenageia Glória Pires e cineastas




A 2.ª Mostra de Cinema Brasileiro, que decorre de 18 a 21 de Outubro, no Cinema São Jorge, organizada pela Fundação Luso-Brasileira, em co-produção com a EGEAC E.M. presta homenagem à actriz Glória Pires e aos realizadores brasileiros Jorge Furtado e Daniel Filho, entre outros.
Com o objectivo de apresentar o cinema brasileiro contemporâneo ao público português e à comunidade brasileira residente em Portugal, vão ser exibidos 11 filmes.

A iniciativa conta ainda com duas mesas redondas, nas quais participam personalidades conhecidas do cinema brasileiro e português.
A Mostra tem início dia 18 de Outubro.

Para o primeiro dia, está agendada a exibição, reservada a convidados, da comédia “Saneamento Básico” (2007), de Jorge Furtado. Uma longa-metragem que, apesar do tema contemporâneo, tem um enredo de estrutura clássica, baseado nas personagens da Commedia Dell’Arte e onde se faz referência às desigualdades sociais existentes no Brasil, bem como às necessidades básicas ainda distantes da população brasileira. Do elenco fazem parte nomes conhecidos do grande público, como Camila Pitanga e Wagner Moura, protagonistas na novela “Paraíso Tropical”, actualmente em exibição no nosso país.
O filme será exibido ao público, no segundo dia da Mostra, data dedicada ao cineasta.

Jorge Furtado estreou-se como realizador em 2002 com “Houve uma vez dois Verões”, mas foi com “O Homem que Copiava” que chegou ao grande público, tendo ganho o Grande Prémio Cinema Brasil, em 2003. Ambas as películas são exibidas neste dia, realizando-se também uma mesa redonda com a presença do realizador.
O dia 20 de Outubro é dedicado ao trabalho conjunto de Glória Pires e Daniel Filho. “A Partilha”, “Se eu fosse você” e “O Primo Basílio” são os filmes a exibir e que contam com a participação da actriz. Baseado no romance homónimo de Eça de Queiroz, o “Primo Basílio” conta a história de uma jovem romântica, casada com um engenheiro, mas que acaba por se envolver com o seu primo, um elegante bon-vivant. Vivendo entre a paixão e o amor, a jovem é chantageada pela empregada, interpretada por Glória Pires, que descobre o seu caso extraconjugal.
Daniel Filho, depois de ter trabalhado vários anos na Rede Globo como actor e realizador, tornou-se num dos mais poderosos executivos, dirigindo várias telenovelas de sucesso.

Actualmente possui a sua própria produtora e exerce a função de supervisor artístico na Globo Filmes. Glória Pires estreou-se na televisão com apenas 5 anos de idade, em 1969. Ganhou o prémio de melhor actriz no Festival de Cinema de Havana (1995) com o filme “O Quatrilho”. Actualmente integra o elenco da novela “Paraíso Tropical”. Também a actriz e o realizador marcam presença na mesa redonda marcada para este dia.
No último dia da Mostra de Cinema Brasileiro são exibidos “Proibido proibir”, de Jorge Dúran, “O Céu de Suely”, de Karim Aïnouz, “Dois filhos de Francisco”, de Breno Silveira e “O Ano em que meus pais partiram de férias”, de Cao Hamburguer.
A Mostra conta ainda com a presença de Ilda Santiago e Breno Silveira. Directora do Festival do Rio, um dos maiores eventos na área de cinema da América Latina, Ilda é também uma das fundadoras do Grupo Estação, uma das mais dinâmicas empresas de exibição, distribuição e promoção de filmes no Brasil. Breno Silveira, festejado director de fotografia de importantes longas-metragens, estreou-se na realização com a cine biografia de uma das duplas caipiras mais famosas do país, Zezé di Camargo e Luciano, em “Dois Filhos de Francisco”, um êxito de bilheteira.

Sobre a Fundação Luso-Brasileira

A Fundação Luso-Brasileira é uma entidade de utilidade pública que promove iniciativas de carácter cultural, educativo, científico, empresarial e assistencial, nos países lusófonos.
Tem como principal objectivo representar a excelência da cultura portuguesa e concretizar a aproximação entre Portugal e o Brasil.
João Rendeiro é o presidente do Conselho de Administração da Fundação Luso-Brasileira, do qual fazem parte, também, personalidades da sociedade portuguesa tais como Miguel Horta e Costa e Vasco Rocha Vieira. O Conselho de Administradores é, ainda, composto por Francisco Murteira Nabo e Horácio Roque.
André Jordan, António Guterres, Clara Ferreira Alves, Diogo Vaz Guedes, Fernando Pinto, Stefano Saviotti, Teresa Caeiro e Vasco de Mello são algumas figuras destacadas que integram o Conselho de Curadores.

2.ª Mostra de Cinema Brasileiro

18 a 21 de Outubro
Cinema São Jorge
Entrada: 3,50€

Programa:
Dia 18
“Saneamento Básico”, de Jorge Furtado reservado a convidados

Dia 19 (dedicado ao trabalho de Jorge Furtado)
16h30 – “Houve uma vez dois Verões”
18h00 – “Meu tio matou um cara”
19h30 – “Homem que copiava”
21h00 – Mesa redonda com Jorge Furtado
22h00 – “Saneamento Básico”

Dia 20 (dedicado ao trabalho de Daniel Filho e Glória Pires)
18h00 – “ A Partilha”
19h30 – “Se eu fosse você”
21h00 – Mesa redonda com Daniel Filho e Glória Pires
22h00 – “O Primo Basílio”

Dia 21
16h00 – “Proibido proibir”, de Jorge Dúran
18h00 – “ O Céu de Suely”, de Karim Aïnouz
19h30 – “Dois Filhos de Francisco”, de Breno Silveira
22h00 – “O ano em que meus pais partiram de férias”, de Cao Hamburguer

Música de Percussão em Braga

“SONS DO CONSERVATÓRIO”
TRAZEM RITMOS DA PERCUSSÃO
AO THEATRO CIRCO






“Litle Sea Gongs”, “Mister C”., “Rock Trap”, “Blow and Clap” e “Drummers go Latin” são alguns dos compositores que a Classe de Percussão do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga apresenta, a 14 de Outubro (11h00), no Theatro Circo.

Designado “Sons do Conservatório”, o programa – que resulta de uma parceria entre o Pelouro Municipal da Cultura, o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian e o próprio Theatro Circo – dá mais uma vez cumprimento aos objectivos deste complexo cultural: fomentar e induzir a produção e co-produção de conteúdos culturais de iniciativa local e regional.

Com direcção musical de Helena Pereira e Hugo Vieira, o concerto didáctico tem como protagonistas os alunos deste estabelecimento de ensino integrados na Classe de Percussão.

Realçando a importância da participação de alunos muito jovens – a partir dos 5 anos –, «aspecto inédito em todo o país», Carlos Meireles, vice-presidente do Conselho Executivo do Conservatório de Braga salienta igualmente o resultado positivo que estes concertos têm vindo a proporcionar, constituindo «uma forma privilegiada de mostrar à cidade as actividades da instituição».

Para além de dar a conhecer à comunidade o trabalho efectuado nesta escola de artes musicais, o concerto didáctico, composto pela apresentação e interpretação das obras musicais e pela inédita execução de uma peça com interacção do plateia, tem ainda como objectivo a maior familiarização do público com os instrumentos que compõem a classe de percussão e a sua sensibilização para os sons que produzem e os movimentos que implicam.

Os ingressos, a 2€, podem ser adquiridos nas bilheteiras do Theatro Circo.




sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Open Day em Portimão


Pavilhão desportivo de Portimão recebe apresentação de modalidades de BTS
Inserido nas comemorações dos 10 anos de existência, o ginásio BetoFitnessClub organiza este sábado, dia 13 de Outubro, pelas 18h00 o maior open day do Algarve.
O Pavilhão Gimnodesportivo de Portimão volta a acolher esta iniciativa de divulgação do desporto. Nesta jornada, em que se praticarão todas as modalidades de BTS, será demonstrado que a idade não tem importância.
No Gimodesportivo estarão presentes 12 instrutores certificados pela Manz Produções, e com a participação de dois instrutores vindos da própria Manz.

Mais de 400 pessoas irão experimentar os 250 steps e as 100 barras de pump aguardam também, ansiosamente por si, neste este fim-de-semana de festa que continua noite dentro com a famosa música de aniversário e o apagar das velas na discoteca Katedral na Praia da Rocha.

Concerto com Septeto Maria Balbi e Solistas da Orquestra Gulbenkian

Salão Nobre da Câmara Municipal de Portimão recebe concerto, este sábado.

A Fundação Calouste Gulbenkian aproxima, uma vez mais o público da música clássica. É já este sábado, 13 de Outubro, que num concerto conjunto entre Septeto Maria Balbi e os Solistas da orquestra da Gulbenkian são apresentados compositores com obras tão distintas como Beethoven e Schoenberg.
O Salão Nobre da Câmara Municipal de Portimão vai ser o palco do espectáculo que tem inicio às 21h30. Portimão é a única cidade algarvia que se juntou à iniciativa da Fundação.

Noites de Ópera em Portimão


Gala de Ópera em Outubro, La Traviata, Fidelio e Tosca
As Noites de Ópera de Portimão iniciam-se no dia 16 de Outubro com a Gala de Ópera – Momentos, um espectáculo que vai reunir as mais belas árias de ópera numa viagem por compositores como Mozart, Verdi ou Bizet, e que vai contar com a participação do Coro Infantil do Grupo Coral Adágio.

Nos dias 19 e 20 de Outubro será a vez de La Traviata de Giuseppe Verdi, uma ópera em três actos baseada na novela La Dame aux Camélias de Alexandre Dumas filho.

No dia 23 de Outubro sobe ao palco a versão concerto de Fidelio, uma obra em dois actos de Beethoven, segundo a peça francesa Leonore, ou L’Amour Conjugal de Jean Nicolas Bouilly.

A Ópera Tosca de Puccini encerra a primeira edição das Noites de Ópera de Portimão, com actuações nos dias 26 e 27 de Outubro.

As Noites de Ópera de Portimão deram origem a um CD que reúne obras de compositores que marcaram a história do canto lírico, uma colectânea que pretende ser uma mostra do evento e que vai estar à venda no local do espectáculo.

Todos os espectáculos vão ter lugar no remodelado Auditório Muncipal de Portimão. Para além da pintura interior e exterior sala, os lugares são marcados e numerados, e as cadeiras foram substituídas tendo em vista o conforto e a comodidade dos espectadores.
Outra das novidades das Noites de Ópera de Portimão é o Serviço de Acompanhamento de Crianças. Destinado a crianças entre os 3 e os 8 anos, e assegurado por animadores com experiência, este serviço de entretenimento gratuito vai ser disponibilizado nos dias dos espectáculos a partir das 21h00, até ao fim do mesmo, mediante marcação prévia
.

Há fados no Chapitô


Seu Jorge em Portugal


Simone actua no Casino Estoril


Referência da música popular brasileira, Simone actua, em concerto, no Casino Estoril, no próximo dia 17 de Outubro. A cantora baiana, de São Salvador, regressa ao Salão Preto e Prata para apresentar os melhores sucessos de uma versátil carreira, incluídos, aliás, no seu novo álbum, “Simone ao Vivo”.

No âmbito do ciclo de comemorações do 50º aniversário da Estoril Sol, a intérprete de “Começar de Novo”, “Tô Voltando” ou “Jura Secreta” assegura, assim, a tradição e o “glamour” das noites de Gala no Casino Estoril.

Acompanhada pelo virtuosismo musical da sua inseparável banda, Simone divide o palco com Ricardo Leão, na direcção musical e teclados, Waltinho Villaça, na guitarra e violão, Tavinho Menezes, na guitarra e violão, Caca Cólon, na bateria, Fernando Souza, no baixo, e André Siqueira, na percussão.

Em versão de CD e DVD, “Simone ao Vivo” reúne um elenco de temas, bem conhecidos do público, como “Saravá, Sarava”, “O Que Será à Flor da Terra”, “Desenho de Giz”, “Sob Medida / Fica Comigo Esta Noite”, “É Festa”, “Ex-Amor”, Dia Branco”, “Nós”, “Parei Contigo” ou “O Amanhã”.

Num registo original, Simone protagoniza, ainda, vários duetos: “Encontros e Despedidas” e “Cigarra”, com Milton Nascimento; “Vitoriosa” e “Dandara”, com Ivan Lins; e “Não Vá Ainda” e “Idade do Céu”, numa dupla com Zélia Duncan.

Filha de um cantor de ópera e de uma pianista, Simone cresceu convivendo numa aprendizagem permanente com a música. Muito jovem, em 1972, lançou o seu primeiro trabalho fonográfico, intitulado precisamente “Simone”.

Com um elenco de 35 discos gravados, Simone construiu um notável percurso musical. Em três décadas, a artista recebeu várias distinções por álbuns como “Corpo e Alma”, de 1982, “Desejos”, de 1984 ou “Cristal”, de 1985. Posteriormente, são referências, entre outros, “Sou Eu”, gravado em 1993, “Seda Pura”, em 2001, “Feminino, em 2002” e, mais recentemente, “Baiana de Gema”, em 2004.

Com o Welcome Drink marcado para as 20 horas, no Du Arte Lounge, seguir-se-á o jantar, pelas 21 horas, no Salão Preto e Prata. Simone sobe ao palco pelas 23 horas. O preço é de € 80 por pessoa, sendo recomendado como traje o fato escuro.

Por imperativo legal, o acesso aos espaços do Casino Estoril é reservado a maiores de 18 anos.

AOK em Ovar


ANGRY ODD KIDS (AOK)
vão actuar dia 12 de Outubro, pelas 23 horas, na S.A. (Sociedade Anómima), no Furadouro - OVAR.
A entrada é gratuita.
Do alinhamento deste concerto, para além das músicas do Ep-CD "Histórias de sempre", vão também constar vários temas novos, entre os quais o tema "Há Sempre Uma Saída" cuja versão demo já está disponível no myspace da banda em:
www.myspace.com/angryoddkids
O álbum de estreia dos AOK tem edição prevista para o 1º trimestre de 2008.

Domingos há fado no Estoril



Tal como vem sendo divulgado, ao novo ciclo de FADOS NO CASINO ESTORIL foi acrescido factor valorativo que certamente motivará a atenção do público interessado em poder apreciar as inegáveis capacidades de Comunicação do apresentador convidado para a condução das noites de Domingo no TEATRO AUDITÓRIO do CASINO ESTORIL. Nada mais, nada menos que Carlos Cruz, que aceitou o convite do seu homónimo, o Produtor a quem coube a iniciativa por este ciclo de espectáculos, sob responsabilidade da sua própria Empresa C2E.

Quando da entrada surpresa em palco, na noite do passado dia 30 de Setembro, para Apresentação do Grupo Artístico QUATRO CANTOS, Carlos Cruz foi brindado com fortíssima ovação pela maior parte do público de pé, o que, certamente, lhe terá permitido rapidamente ganhar a sua tradicional confiança e poder de comunicação, esvanecendo os nervos com que confessou ter partilhado os primeiros momentos de palco, ao lado do anfitrião seu homónimo.

Para terceiro espectáculo, estão programadas as actuações de Margarida Bessa, António Zambujo e Maria de Fé.

Tal como nas noites anteriores, espera-se um animado e diversificado Espectáculo de Fado, com um novo factor surpresa a ser revelado nesta terceira noite de “O Fado volta ao Casino”.

A China imaginária no CCB


A Trilogia dos Dragões fala de uma China imaginária, que se desenhava na cabeça de duas meninas dos anos trinta educadas no ambiente misterioso do bairro chinês do Quebeque, hoje desaparecido. Uma das raparigas, a única personagem que terá contacto com todas as partes da peça, iniciava o espectáculo com algumas palavras que anunciavam, em simultâneo os limites e o interesse do projecto: “Nunca fui à China…”

No início, não havia nada, ou quase nada.

Seis actores, o encenador que os escolheu, com dois cenógrafos e um produtor, e que procuram a rota do Oriente.

Um terreno vazio que se tornou num parque de estacionamento, onde a imaginação e a memória se deveriam aprofundar.
No início, havia três bairros chineses: o de Quebeque, nos anos trinta, que iria servir de pano de fundo ao dragão verde, primaveril, aquático; o de Toronto, próspero nos anos cinquenta, decoração do dragão vermelho, de terra e de fogo; o de Vancôver, dos anos oitenta, florescente, onde se estende o dragão branco, outonal e aéreo.

Existia a China imaginária, do mito e do comércio, Tintim e o lótus azul, Tao, Yi King, mah jong, tai chi, lavandarias e comida chinesa, yin, yang, riquexó, chin chin e made em Hong Kong. Havia a história da tia Marie-Paule casada com um chinês, a mãe nos CWAC (Canadian Women’s Army Corps), o guarda do parque de estacionamento e a sua cabana, e uma bola de vidro que tocava uma música japonesa.
No início, havia Françoise e Jeanne. Têm doze anos, e são inseparáveis. Brincam na loja com caixas de sapatos, recriando a Rua St-Joseph e as suas lojas. Havia Lépine o gato-pingado… Havia a barbearia do pai de Jeanne, onde ela cruza olhares com Bédard, cujos cabelos ruivos a fascinam… Havia a lavandaria do velho Wong, onde chegou, numa noite fresca, William S. Crawford, vindo de Inglaterra na esperança de instalar o seu negócio no Quebeque…
Talvez se descubra nesta peça uma nova resposta para a pergunta feita tantas vezes, entre o fumo do ópio, o tai chi e os cânticos maoístas:
Então, com que é que sonha o chinês da lavandaria do bairro chinês de Saint-Roche?

A Trilogia dos Dragões, Grande Prémio do Festival de Teatro das Américas em 1987, já foi apresentada em mais de quarenta cidades da América do Norte, Europa e Oceânia, de 1985 a 1992.

LA TRILOGIE DES DRAGONS (A TRILOGIA DOS DRAGÕES)

Apresentada na sua versão integral de seis horas, no circuito do Festival de Teatro das Américas de 1987, no hangar número 9 de Vieux Port de Montreal, A Trilogia dos Dragões suscita um momento raro de deslumbramento.

Este espectáculo já deu a volta ao mundo e projectou o criador e encenador Robert Lepage para os grandes palcos mundiais.
O regresso de Lepage ao antigo jardim Zen da sua peça seminal, sugere a sua forma peculiar de conceber uma peça sobre a memória e a transmissão, um momento para nos dar prazer. Remexe, então, as pedras, para que a magia que se desprende da folhagem, com o perfume do Oriente e do Ocidente, irrompa arrebatadamente.
Assistido por uma nova equipa de actores e de designers, Lepage reconstitui os cenários, dando-lhes a forma de uma antiga oficina de caminhos-de-ferro. Num enorme rectângulo de areia e cascalho, situado num parque de estacionamento no meio do nada e apenas iluminado pela claridade nocturna, Jeanne e Françoise reencarnam os personagens principais desta saga, em torno da qual gravitam figuras inesquecíveis: Crawford, Lee Wong, Bédard, Morin, Stella, Irmã Marie-de-la-Grâce, Yukali, Pierre, entre muitas outras.

UMA VALSA NUM BERÇO

Esta fabulosa saga tem a estrutura de uma valsa a três tempos, assinalando a Primavera, o Outono e o Inverno. No primeiro tempo, uma valsa de inocência, de premonições e de destinos em declínio. No segundo tempo, uma valsa de guerra, de viagens e de progresso. No terceiro tempo, uma valsa de morte e de renascimento. Esta longa dança migratória viaja entre a Ásia e o Ocidente até às portas do Oriente, levando-nos através de três bairros chineses: Quebeque, Toronto e Vancôver, passando por Hong Kong, Inglaterra, Tóquio, Hiroxima, a China de Mao, e perseguindo a trajectória do cometa de Halley os percursos de vida projectados na História universal, entre 1910 e 1985.
Movidos por um fluxo de energia vital, os personagens revelam a sua vida através dos sulcos cavados por uma trama imaginária mal explorada, ligadas ao refluxo do Ocidente. O Oriente. Na abertura da peça, três vozes na sombra, com sonoridades familiares e desconhecidas, vozes de mulheres e de homens articuladas, convidam-nos a embarcar numa viagem: “Nunca fui à China. Quando era pequeno, havia casas aqui. Aqui era o bairro chinês. Se esgravatares o chão com as unhas encontrarás água e óleo de motor. Se escavares mais fundo, é provável que encontres pedaços de porcelana e de jade e as fundações das famílias chinesas que ali viveram. Se escavares ainda mais fundo, chegarás à China.”

A MAGIA DO IMPALPÁVEL

No palco de A Trilogia dos Dragões, o movimento é cíclico, marcado por uma dinâmica ternária, quebrando a lógica da oposição binária entre o mito e a realidade, o corpo e o espírito, a intuição e a razão, a interioridade e a exterioridade, o sublime e o trivial, o trágico e o cómico. A obra materializa-se através de impulsos, de sensações sugestivas, de condensações temáticas e metafóricas. A dança, o gesto, a palavra, os objectos e a acção formam um corpus, estimulam esta conspiração poética de falas, de linguagens, de códigos, de referências e de citações, de respirações íntimas daqueles seres que habitam, vivem e morrem nos corpos dos actores. O que nos é dado a ver são cenas representadas simultaneamente no espaço-tempo de uma canção, abraçando o Quebeque, Toronto, Tóquio e uma base militar na Inglaterra; sequências montadas em contraponto dentro de uma narrativa que é comentada; partituras dançadas, reunindo a acção através de movimentos de tai chi e passos de tango; metáforas inseridas na trama anedótica; rupturas de tons e de ritmos que relançam o movimento nas suas oscilações entre o humor e a seriedade, a emoção e a contenção.

TRÊS DRAGÕES NUM RECTÂNGULO DE AREIA
Vários exemplos para descrever a forma harmoniosa da escrita, o seu tecido orgânico, urdido e bordado com múltiplos elementos: caixas de sapatos, sapatos, patins, panos, fósforos, uma bicicleta, uma cadeira rolante, um riquexó, lâmpadas eléctricas, pincéis, telas e uma bola de vidro; fatos e perucas. Personagens e actores que recriam o mundo num rectângulo de areia organizado pela luz, pela música, por coreografias, por imagens projectadas num ecrã de publicidade. Robert Lepage põe em cena o teatro do duplo[1], projectando a sua saga de vida, de morte e de transformação incessante, através de um foco de luz que transporta os personagens e os espectadores para uma China imaginária. O que os espectadores trazem consigo, o que um colectivo de actores, lançados em 1985, numa operação de pesquisa arqueológica e imaginária, é esvaziado num parque de estacionamento do bairro Saint Roch do Quebeque, local outrora ocupado por uma comunidade chinesa.
Cada detalhe de A Trilogia dos Dragões contém todo o espectáculo, reproduzindo o princípio do holograma. Os setenta e cinco anos de vida e as dezenas de vidas que se sucedem ao longo de três gerações depositar-se-ão numa galeria de arte em Vancôver. O terceiro e último movimento da valsa dos dragões acompanha duas jovens artistas, filhas da terceira geração de migrantes e de mestiçagem, numa reflexão sobre a arte e a criação, numa luta constante entre o impulso de vida e a morte, entre a interioridade e a exterioridade, entre a vontade e a alma, entre o visível e o invisível.
Neste teatro-instalação onde os personagens da saga vêm morrer, vê-se o Oriente e o Ocidente a reflectir-se no mar do Pacífico, aldeões chineses a celebrar o ano do dragão, Pierre e Yukali a fazer amor num jardim Zen, guardado por três dragões que repousam num leito de estrelas. Ao mesmo tempo, um piloto da Air France mergulha na noite entre Vancôver e o Japão, a cabeça de Stella fere o metal, Françoise enterra uma bola de vidro, Crawford volta a Hong Kong pela chaminé. Um velho vigia sai da sua guarita e recolhe a bola de vidro, artefacto de uma representação que se extingue.
Antonin Artaud dizia que o teatro era oriental, Ariane Mnouchkine referia-se ao Oriente como o local onde qualquer artista ocidental deve regressar se quiser recuperar o corpo e a carne do teatro.

Em A Trilogia dos Dragões, Robert Lepage põe em cena o teatro do duplo.
Ocidente e Oriente olham-se, à noite, no espelho do Pacífico.
Lorraine Hébert no programa do Festival de théâtre des Amériques
Tradução: Mafalda Melo Sousa

ROBERT LEPAGE
Homem do teatro polivalente, Robert Lepage exerce com igual mestria os cargos de encenador, cenógrafo, autor dramático, actor e realizador. Reconhecido pela crítica mundial, cria e leva a palco obras originais que subvertem as regras de realização teatral clássica, nomeadamente pela utilização de novas técnicas. Inspira-se na história contemporânea e a sua obra, moderna e insólita, transcende as fronteiras.
Nasceu no Quebeque em 1957. Muito cedo, descobriu a paixão pela geografia e, atraído por todas as formas de arte, vem-se a interessar pelo teatro. Em 1975, então com 17 anos, entra no Conservatório de Arte Dramática do Quebeque. Em 1978, faz um estágio em Paris e no seu regresso participa em diversas criações onde acumula os papéis de comediante, autor e encenador. Dois anos mais tarde, ingressou no Théâtre Repère.
Em 1984, criou a peça Circulations que foi apresentada por todo o Canadá e que recebeu o prémio da melhor produção canadiana, no âmbito da Quinzena Internacional de Teatro do Quebeque. No ano seguinte criou La Trilogie des Dragons (“A Trilogia dos Dragões”), espectáculo que teve um grande reconhecimento internacional. Seguiram-se as peças Vinci (1986), Le Polygraphe (1987) e Les Plaques tectoniques (1988). Em 1988, fundou a sua própria sociedade de gestão profissional, Robert Lepage inc. (RLI).
De 1989 a 1993, ocupou o cargo de director artístico do Teatro Francês do Centro Nacional das Artes em Otava. Paralelamente a esta nova função, prosseguiu a sua carreira artística apresentando Les Aiguilles et l’opium (1991-1993/1994-1996), Corolian, Macbeth, La Tempête (1992-1994) e A Midsummer Night’s Dream (1992), peça que lhe permitiu tornar-se o primeiro norte-americano a dirigir uma peça de Shakespeare no Royal National Theatre de Londres.
O ano de 1994 marca uma etapa importante na carreira de Robert Lepage com a fundação de uma companhia multidisciplinar, Le Projet ExMachina, da qual é director artístico. Esta nova equipa apresentou ininterruptamente Les Sept Branches de La rivière Ota (1994), Le Songe d’une nuit d’été (1995), bem como o espectáculo a solo Elseneur (1995-1997). Ainda em 1994, aborda pela primeira vez o cinema fazendo os cenários e realizando a longa-metragem Le Confessionnal, apresentado no ano seguinte na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Em seguida, realizou Le Polygraphe (1996), Nô (1997), Possible Worlds (2000), uma primeira longa-metragem em inglês (versão original) e, por fim, em 2003, a adaptação para cinema da sua peça La Face cachée de la Lune.
Foi com o seu incentivo que o centro de produção pluridisciplinar a Caserne nasceu em Junho de 1997, em Quebeque. Nestes novos espaços, Robert Lepage e a sua equipa criaram e produziram La Géométrie des miracles (1998), Zulu Time (1999), La Face cachée de la Lune (2000), La Casa Azul (2001), The Busker’s Opera (2004), uma nova versão de La Trilogie des Dragons com novos actores (2003), ópera 1984 baseada no romance de Georges Orwell, com direcção musical do maestro Lorin Maazel (2005), Le Projet Andersen (2005), a nova criação de Ex Machina Lipsynch (2007) e The Rake’s Progress ópera de Igor Stravinsky apresentada numa grande estreia no Théâtre Royal de la Monnaie de Bruxelas, em Abril de 2007.
Como consequência do êxito que obteve recebeu numerosos convites que lhe permitiram aplicar os seus conhecimentos artísticos noutras áreas. Foi com sucesso que encenou as óperas Le Château de Barbe-Bleue e Erwartung (1992). Em 1993, assinou a encenação da digressão mundial do espectáculo de Peter Gabriel, The Secret World Tour. Voltou à cena lírica assegurando a encenação de La Damnation de Faust no Japão, em 1999, e posteriormente em Paris em 2001. Em 2000, participou na exposição Métissages no Museu da Civilização de Quebeque. Em 2002, de novo com Peter Gabriel encenou o espectáculo Growing Up Live. Em Fevereiro de 2005, apresentou KÀ, um espectáculo em permanência do Cirque du Soleil em Las Vegas, do qual foi o criador e encenador.
A obra de Robert Lepage foi coroada de numerosos prémios. Entre os mais prestigiados destacam-se, em 1999, la Médaille des Officiers de l’Ordre National du Québec. Em Setembro de 2000, recebeu o Prémio de La SORIQ (La Sociedade das Relações Internacionais do Quebeque), pelo êxito alcançado fora do Quebeque. Em Outubro de 2001, foi galardoado pela Associação dos World Leaders no Harbourfront Centre, o que sublinha uma vez mais a dimensão da sua carreira internacional. Em 2002, a França presta-lhe homenagem concedendo-lhe a Legião de Honra. Foi nomeado Grand Québécois pela Câmara do Comércio do Quebeque e recebeu o Herbert Whittaker Drama Bench Award pela sua contribuição excepcional para o teatro canadiano. No ano seguinte, recebeu o prémio Denise-Pelletier, a mais alta distinção concedida pelo governo do Quebeque no domínio das artes do palco, bem como o prémio Gascon-Thomas concedido pela Escola Nacional de Teatro. Em 2004 foi-lhe atribuído o Prémio Hans-Christian-Andersen confiado a um artista excepcional que contribuiu para honrar internacionalmente o nome de Hans Christian Andersen. Em 2005, recebeu o prémio Samuel-de-Champlain concedido pelo Institut France-Canada pela sua contribuição para a cultura francesa, e o prémio Stanislavski pela sua contribuição para o teatro internacional e os êxitos obtidos nas produções La Trilogie des Dragons (“A Trilogia dos Dragões”), Les Sept Branches de la rivière Ota e The Busker’s Opera. Em 2007, o Festival de l’Union des Théâtres de l’Europe concedeu-lhe o prestigiado prémio Europe. Robert Lepage é o artista mais jovem laureado com este prémio, desde Ariane Mnouchkine, o segundo artista não europeu depois de Bob Wilson e o primeiro cuja base de trabalho não se situa na Europa.



FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA :




Texto: Marie Brassard, Jean Casault, Lorraine Côté, Marie Gignac, Robert Lepage, Marie Michaud
Encenação: Robert Lepage
Assistência dramatúrgica: Marie Gignac
Assistente de encenação: Félix Dagenais
Assistente de encenação, versão original: Philippe Soldevila

Interpretação:
Sylvie Cantin: Uma velha chinesa, Stella, Irmã Marie-de-la-Grâce
Jean Antoine Charest: Morin o Barbeiro, oficial americano, enfermeiro e outros
Simone Chartrand: Françoise e outras
Hugues Frenette: Bédard, Lépine o Gato-pingado, Pierre Lamontagne
Tony Guilfoyle: Crawford, o médico
Éric Leblanc: O velho chinês, Lee Wong, o piloto e outros
Véronika Makdissi-Warren: Jeanne e outras
Emily Shelton: Uma velha chinesa, Yukali (3 gerações)

Música original: Robert Caux
Assistência e arranjos: Jean-Sébastien Côté
Interpretação da música: Martin Gauthier
Cenografia original: Jean François Couture, Gilles Dubé
Assistente de cenografia e de adereços: Vano Hotton
Assistente de adereços: Marie-France Larivière
Desenho de luz: Sonoyo Nishikawa
Desenho original de luz: Louis-Marie Lavoie, Lucie Bazzo
Figurinista: Marie-Chantale Vaillancourt
Assistente: Sylvie Courbron
Multimédia: Jacques Collin
Criação de imagens: Lionel Arnould

Rita Redshoes ao vivo em Ourem


RITA REDSHOES AO VIVO EM OURÉM


No seguimento do sucesso de “Dream on Girl”, tema destacado por algumas rádios nacionais e referência como uma das canções do ano, Rita Redshoes apresenta-se pela primeira vez ao vivo, desde a sua estreia na FNAC, no Arte Caffé em Ourém, hoje, a partir das 0h00.
Neste aguardado concerto poderemos ficar a conhecer melhor o repertório deste novo talento apresentado pela colectânea “Novos Talentos – FNAC 2007”, e onde certamente a sua música nos transportará para um mundo de sonhos onde a realidade da sua voz nos embala e nos transporta através dum caminho mais maduro, sólido e surpreendente.

Dream On Girl” marca o arranque de uma carreira...

Confraria do Bucho no Casino Estoril

Confraria do Bucho de Arganil
promove convívio no Casino Estoril

Está marcado para o dia 13 de Outubro, no Casino Estoril, o 2.º Capítulo da Confraria Gastronómica do Bucho, acontecimento que assinala o 1.º aniversário do que é a mais recente manifestação associativa do concelho de Arganil.
Esta opção é, no entender da respectiva Mordomo-Mor, drª Fernanda Maria Dias, “uma forma de homenagear os nossos conterrâneos radicados em Lisboa, pois eles são os continuadores dos que nas primeiras décadas do século XX, souberam assumir-se em diáspora de maneira a retirar as suas terras das condições de subdesenvolvimento em que se encontravam”.
Para a Mordomo-Mor, o que é um fruto desse singular associativismo da chamada Beira-Serra, a Confraria Gastronómica do Bucho, quer assim “evidenciar o reconhecimento pelo que fizeram pelas suas terras, mas também expressar o seu orgulho pelo trabalho que têm desenvolvido nos mais diversos sectores da vida lisboeta, com especial realce para as áreas da restauração e similiares”.
A Confraria Gastronómica do Bucho foi fundada, oficialmente, no dia 6 de Abril de 2006, com a assinatura da escritura da constituição, e os seus primeiros corpos sociais foram eleitos na reunião da Assembleia Constituinte, efectuada nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Arganil, em 8 de Maio do mesmo ano.
O 1.º Capítulo foi realizado no dia 14 de Outubro, decorrendo a cerimónia de entronização dos confrades nos Paços do Concelho de Arganil, e o almoço comemorativo no antigo Mosteiro de S. Pedro, em Folques.
Inserido no programa das suas Jornadas Temáticas, a Confraria levou a efeito no dia 30 de Junho do ano em curso, a celebração do centenário da visita a Arganil do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe, acto que serviu também para evocar Antero Alte da Veiga, um natural da freguesia de Cerdeira, célebre guitarrista de Coimbra que então ofereceu um concerto às figuras régias e que, mais tarde, viria a dar concertos em Espanha (foi cônsul de Portugal na Corunha) e em 1929, foi convidado a gravar na cidade inglesa de Liverpool.
A Confraria Gastronómica do Bucho tem como seu objectivo primordial, a defesa do Bucho, com património cultural concelhio, tanto em termos da defesa da qualidade como da sua promoção comercial.
O Bucho consiste na forma de aproveitamento do estômago do porco, sendo recheado de diversos modos, consoante a terra em que é produzido, sendo os mais conhecidos os de Folques (consistindo o recheio em minúsculos pedaços de lombo misturados numa massa formada por pão, ovos e salsa, para além dos temperos) e o de Vila Cova de Alva que, de um modo geral, leva pedaços de carne marinados em vinho, cebola picada, alhos, arroz e várias especiarias.
De salientar que estes Buchos, os que conseguiram maior notoriedade, são produzidos em terras onde existiram Ordens Religiosas. Assim, em Folques, o mosteiro de S. Pedro começou a ser erigido em finais do século XI princípios do século XII pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, que ali se mantiveram até ao século XVI. Posteriormente, foram integrados no Mosteiro de Santa Cruz (Coimbra) e a estrutura monacal foi vendida a particulares com a extinção da Ordens Religiosas masculinas, em 1834.
No mesmo ano foi também vendido o convento de S. António, de Vila Cova de Alva, que existia desde 1713, por iniciativa dos frades franciscanos.
O programa do 2.º Capítulo da Confraria, a realizar no próximo dia 13 de Outubro, será iniciado às 18H30, com a concentração das Confrarias, junto à Fonte Cibernética (Casino Estoril), seguindo-se às 19H00 horas, o desfile com entrada para o Foyer Panorâmico, onde será servido um “porto-de-honra”.
Às 19H45, será feita a entrada no Salão “Preto e Prata”, onde decorrerá a cerimónia de entronização, na qual será “orador oficial” o confrade Prof. Mendes Ferrão (catedrático jubilado do Instituto Superior de Agronomia) que apresentará uma comunicação intitulada “A influência dos Descobrimentos Portugueses na troca de plantas”.
Segue-se o jantar às 21H30 e, no final, às 23H00 horas, será apresentado o Show do Casino Estoril “Four: Espírito dos Elementos”.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Circo no Casino Lisboa

Casino Lisboa aposta em Outubro
nas noites de Novo Circo


Com uma expressiva adesão de público, os espectáculos de Novo Circo constituem uma das principais referências das noites de animação no Casino Lisboa. Nas duas primeiras semanas de Outubro, Paulo Ponce apresenta um número de malabarismo, enquanto Mikhail Stepanov exibe um inovador exercício de “Robot Aerial Straps”, a partir do dia 16.
Considerado um dos melhores malabaristas do mundo, Paulo Ponce estreia um ciclo de actuações, na próxima Segunda-Feira.
Pela primeira vez no Casino Lisboa, o artista distingue-se pela versatilidade da sua performance, na qual sobressai a velocidade de movimentos e de reflexos.
Nascido na Argentina, Paulo Ponce, de 34 anos, começou, bem cedo, o seu percurso artístico, nomeadamente, em vários espectáculos de circo, teatro e variedades. Mais tarde, quando enveredou pelo malabarismo, conquistou uma invejável notoriedade.
Num registo inconfundível, Mikhail Stepanov regressa ao Casino Lisboa, no próximo dia 16. Desta vez, o artista russo protagoniza um novo exercício de “Robot Aerial Straps”, até ao final de Outubro.
Mikhail Stepanov reside na Alemanha, desde 1999, tendo participado em diversos espectáculos de entretenimento e produções circenses e em países como a Bélgica, a França ou a Argentina.