sexta-feira, 15 de junho de 2007

Pedro Abrunhosa traz Luz já dia 25


Luz, o quinto disco de originais de Pedro Abrunhosa & Bandemónio, chega ao mercado dia 25 de Junho, ficando disponível para download legal na mesma data.
Na primeira edição, especial e limitada, o álbum apresenta-se com um livro de 64 páginas, com ilustrações e fotografias da autoria do fotógrafo Augusto Brázio.
Luz representa uma nova fase que se abre perante a conjuntura social, estética e humana, a que o mundo, entretanto, forçou o compositor.
De Luz fazem parte, para além do já conhecido “Quem Me Leva Os Meus Fantasmas”, o single que estreou no mês de Abril, canções como “Tenho Uma Arma”, “Dealer e Dilema”, “A Dor Do Dinheiro”, “A Cada Não Que Dizes”, e a já bastante comentada “Balada de Gisberta”, retrato-poema do transsexual assassinado no Porto, em Fevereiro de 2006.
Composto e escrito, como sempre, por Pedro Abrunhosa, o novo disco foi produzido e misturado por Mário Barreiros nos MB Estúdios, no Porto.
Acompanhado, desde 1991, pelos Bandemónio, constituídos por Marco Nunes nas guitarras, Edgar Caramelo nos saxofones, Cláudio Souto nas teclas, João André no baixo, Pedro Martins na bateria, e pelo scratcher Mr. Cheeks, Pedro Abrunhosa afirma-se cada vez mais como cantautor, sendo, simultaneamente, intérprete na voz e no piano.
Participam ainda neste disco, uma vez mais, os The Hornheads, secção de sopros de Prince, bem como o St. Dominic’s Gospel Choir, e ainda uma secção de cordas constituída por 15 elementos.
Entretanto, a digressão “Luz 20072009” teve já início, com 3 concertos nas Queimas do Porto, Coimbra e Lisboa.

Ricardo Azevedo a solo depois dos Ez Special



O PRIMEIRO DISCO A SOLO DO
EX-VOCALISTA DOS EZ SPECIAL

Ricardo Azevedo estreia-se a solo compondo e cantando, pela primeira vez, em português.
O músico confessa que esta vontade de se expressar na língua materna vem de trás, algures em 2003, após o lançamento de “In n’ Out”, o primeiro disco dos Ez Special.
“Confesso que correu muito mal...”, disse. No entanto, persistente, percebeu que o facto de cantar em inglês podia, de alguma forma, ser um obstáculo a uma melhor comunicação com os seus fãs. “Dei aproximadamente 300 concertos pelo país e as pessoas não percebiam a totalidade do que dizia em Inglês. Muita gente me pediu para cantar em português depois dos concertos.”
O ÁLBUM
O álbum foi gravado entre a Maia e a Aguda e contou com as colaborações dos músicos Nuxo Espinheira (Blind Zero), Sérgio Silva (Jaguar Band) e Victor Silva.
Com dois singles neste momento a tocar nas rádios, “Pequeno T2” e “Entre o Sol e a Lua”, Ricardo mostra que a POP é o terreno que continua a pisar melhor.
A escolha de um single mostrou ser uma tarefa difícil para Ricardo.
“Não destaco nenhuma canção das treze. Sou adepto do disco como um todo”, confessou. “Tive também a preocupação de falar em vários temas sensíveis da nossa sociedade, desde a dificuldade em arranjar emprego, à crise do País, a falta de dinheiro e as ansiedades que essas questões criam em qualquer pessoa...
Falo também de paixões, dos defeitos humanos e de problemas sentimentais.”
PREFÁCIO
“Penso que se pudesse definir este trabalho numa palavra, escolheria a palavra ‘Sonhos’. Contudo, penso que ‘Prefácio’ encaixa bem nos meus sonhos, pois são o princípio destes”, explica Ricardo Azevedo.
Uma das boas surpresas deste disco é o tema “Os Meus Defeitos”, o qual é cantado em dueto com Rui Veloso.
“Fui desafiado por algumas pessoas neste processo todo.
O Rui Veloso foi uma delas.
Em 2005 quando os Ez Special tocaram nos Coliseus, fiz o convite ao Rui.
Falei-lhe das minhas canções em Português e ele foi muito intusiasta a ponto de querer cantar uma das minhas músicas portuguesas nos Coliseus.
Infelizmente o Rui estava ocupado e este encontro foi adiado para este disco.”
A produção do álbum ficou entregue a Quico Serrano (Plaza) e Saul Davies (James).
Ricardo fala desta como uma escolha natural. “ O Saul e o Quico tinham sido muito importantes no primeiro disco em que participei...
Para além de ter total confiança neles, achei que eram ideais para esta nova transição.”
O disco já se encontra à venda.

José Reza com "Vida Louca"


Se a canção é uma arma……
Esta introdução parece deslocada na apresentação de um disco que a todos os títulos se poderia considerar inofensivo.

Mas não o é.
A função principal deste trabalho é proporcionar prazer, bem estar, optimismo.
As canções de JOSE REZA são, pelo seu conteúdo estimulante, a panaceia adequada numa altura em que tanto se apregoa a necessidade de levantar a moral dos portugueses,
Por isso, começámos por dizer que a canção é uma arma.
Ou melhor, estas canções, ouvidas sem preconceitos trazem à flor da pele a envolvencia que o - autor-compositor-intérprete - transforma na irresistibilidade de um trabalho que transborda boa disposição e optimismo.

VIDA LOUCA” é uma agradável surpresa, alegre e romântico qb , deste cantor que, lembramos, anda nas cantigas há já alguns anos, tendo dado os seus primeiros passos, ainda muito jovem, com o grupo 1111.

Coro de Câmara da Universidade de Lisboa comemora dez anos com um concerto

Concerto do 10º Aniversário do

Coro de Câmara da Universidade de Lisboa

Com a participação da Orquestra Sinfonietta de Lisboa,
do organista David Cranmer e Solistas

16 Junho Igreja de S. Roque 21h30
O Coro de Câmara da Universidade de Lisboa celebra este ano o seu décimo aniversário. Para comemorar esta efeméride, o Coro de Câmara da Universidade de Lisboa realizará, com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, um concerto na Igreja de São Roque, Sábado, dia 16 de Junho, pelas 21h30.


Programa:

Magnificat (Bach) e Díptico Mariano, obra especialmente composta para a ocasião por Eurico Carrapatoso.

Participarão no concerto o organista David Cranmer e os solistas Sandra Medeiros, Joana Nascimento, Marco Alves dos Santos e Armando Possante.

A Direcção é dos maestros José Robert e Vasco Pearce de Azevedo.

Este agrupamento é responsável pela estreia mundial de várias obras, entre as quais, a Missa Brevis em memória de Aristides de Sousa Mendes, de Sérgio Azevedo, e por inúmeras estreias nacionais.


1ª Parte

Díptico Mariano (estreia absoluta), Eurico Carrapatoso

Coro de Câmara da Universidade de Lisboa

David Cranmer, órgão

Direcção: Maestro José Robert

2ª Parte

Magnificat, J. S. Bach

Coro de Câmara da Universidade de Lisboa
Orquestra Sinfonietta de Lisboa

David Cranmer, órgão

Sandra Medeiros, soprano
Joana Nascimento, contralto
Marco Alves dos Santos, tenor
Armando Possante, baixo

Direcção: Maestro Vasco Pearce de Azevedo

Igreja de S. Roque
Largo Trindade Coelho, Lisboa
Entrada Livre

Comemorações do Centenário do Nascimento de Miguel Torga

TORGA O Canto Interrompido

"O Canto Interrompido" _ música, poesia e dança

16 de Junho, às 18h00, no Pavilhão Centro de Portugal em Coimbra

Para ler Miguel Torga
José Carlos Seabra Pereira - professor de Literatura Portuguesa e de Teoria da Literatura na Faculdade de Letras de Coimbra e na Faculdade de Letras da Universidade Católica. Leccionou na Universidade de Poitiers, onde obteve o Doctorat de Troisième Cycle. É autor de numerosos trabalhos sobre temas de Literatura Portuguesa finissecular. Livros: Decadentismo e Simbolismo na Poesia Portuguesa, Coimbra, centro de Estudos Românicos, 1975., Do fim-de-século ao tempo de Orfeu, Coimbra, Almedina, 1979, L’action littéraire et l’œuvre poétique de Joao de Barros, Poitiers, 1984, ;0 Neo-Romantismo na Poesia Portuguesa (1900-1925), Lisboa, INCM (no prelo);António Nobre - Projecto e Destino, Porto, Ed. Caixotim, 2000;Do Fim-de-século ao Modernismo (vol. VI de História da Literatura Portuguesa), Lisboa, Publ. Alfa, 2002.
Poesia
João Rasteiro – poeta e ensaísta, nasceu no Ameal, vivendo actualmente em Coimbra. É sócio da Associação Portuguesa de Escritores, membro do Conselho de Redacção da Revista Oficina de Poesia e delegado em Portugal da Revista Italiana Il Convívio. Publicou os livros de poesia, A Respiração das Vértebras (Sagesse, 2001), No Centro do Arco (Palimage, 2003) e Os Cílios Maternos (Palimage, 2005). Em 2007 será editado pela Editorial Verbum - Madrid, a obra Salamanca ou a memória do Minotauro. Possui vários poemas publicados em antologias e revistas em Portugal, Brasil, Colômbia, Itália e Espanha. Obteve vários prémios, nomeadamente a Segnalazione di Merito no Concurso Internacionale de Poesia: Publio Virgilio Marone(Itália-2003) e o 1º prémio no Concurso de Poesia e Conto: Cinco Povos Cinco Nações, 2004.
Jorge Fragoso – poeta, ficcionista e editor de profissão, nasceu na Beira, Moçambique, vivendo actualmente em Coimbra. Poesia: Inima, A Mar Arte, 1994; O tempo e o Tédio, Palimage, A fome da Pele, Palimage, 2004; Contos: Rua do Almada, A Mar Arte, 1995; Ficção: Dez horas de memória, Palimage, 1999. Participou em algumas antologias de poesia, como Regresso à Condição – Colectânea de poesia e pintura (Viseu, Instituto Superior Politécnico de Viseu, 2001) e Isto é Poesia (Braga, Labirinto, 2004) e Cânticos de la Frontera, Junta de Castilla y León, 2005. Está ligado à revista Oficina de Poesia – F.L.U.C., de que é subdirector.
Maria Toscano - tem vindo a crescer – desde 15 de Maio de 1963, dia em que nasceu alentejana de Campo Maior – poeta, declamadora, cantora e actriz de teatro, desde 1997, tem criado e realizado o que designa como rituais poéticos: sessões diferenciadas da prática declamatória, fundadas no cruzamento experimental de técnicas teatrais participativas que implicam a participação do público-parceiro, activo interlocutor. Poesia: do Vagar e da Memória,1997, Palimage Ed.; as palavras contidas, 1998, Editora Minerva de Coimbra; para além das coisas, 1998, e A Utopia da Coragem, 1999 - ambas da Palimage Ed.; a madre da casa da avó-os nomes infinitos do ser, 2002, Pé de Página Editores; Portugalito, 2002, Palimage Editora.
António Vilhena poeta e ficcionista, nasceu em Beja, vivendo actualmente em Coimbra. A sua paixão é a cultura clássica. Exerce a sua actividade profissional na Escola Universitária das Artes de Coimbra e mantém uma posição permanente de intervenção sobre a cultura e o acto de fazer cultura no país em geral. Poesia: Do Ventre da Terra, 1987; Trança D´Água, 1989; Mais Felizes que o Sonho, 1996; Prosa Poética: A Eterna Paixão de Nunca Estar Contente, 1991; Literatura Infantil: O Piano Adormecido, 2005.
Poesia e canto
Carlos Carranca – poeta, ensaísta, declamador, cantor e animador cultural, nasceu na Figueira da Foz. É sócio da A.P.E. e fundador e membro da direcção do Círculo Cultural Miguel Torga. Poesia – Imagem, Lisboa, 1981; Ressurreição, Coimbra, 1992; 7 Poemas para Carlos Paredes, Lisboa, 1994; Pedras suspensas, Lisboa, 1996; O espírito da raiz, Lisboa, 1997; Lousã em Menino, Lisboa, 1998; Neste lugar sem portas, Lisboa, 2002.Ensaio – Torga, o português do mundo, Coimbra, 1988; Miguel Torga e a África portuguesa, Lisboa, 1995; O Fantasma de Pascoaes, Lisboa, 1996; Torga – o bicho religioso, Lisboa, 2000; A Nostalgia de Deus ou a palavra perdida em Miguel Torga, Lisboa, 2001; O sentimento religioso em Torga e em Unamuno, Lisboa, 2002.
Dança contemporânea
Cláudia Afonso e Andreia Morado – Cláudia Afonso iniciou os seus estudos em ballet clássico, tendo tido igualmente formação em dança Jazz e dança Contemporânea na Associação Trampolim. Andreia Morado iniciou a sua formação em dança, na modalidade de break-dance na cidade de paris. Cláudia Afonso e Andreia Morado fundaram o Colectivo de Intervenção Social Onigma Semper. Este Colectivo tem vindo a desenvolver várias actividades relacionadas com a dança em vários espaços da cidade de Coimbra, como O Mover do Ser, apresentado no ano de 2006 no Teatro Gil Vicente. As suas performances têm tido a colaboração de artistas de várias artes, como músicos, pintores, designers e poetas, assim como a colaboração de várias associações locais, designadamente a Comunidade S. Francisco de Assis.
Acompanhamento musical
Durval Moreirinhas - é natural de Celorico de Basto. É sem dúvida um dos mestres na viola de acompanhamento de fado, balada ou guitarra. Nomes grandes da canção de Coimbra foram por si acompanhados – Luís Goes, Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Machado Soares, António Bernardino, etc. Também os maiores solistas de guitarra, com maior ou menor incidência temporal, foram por si acompanhados: Jorge Tuna, António Portugal, Octávio Sérgio, Fontes Rocha, etc. Já actuou em algumas das mais célebres salas de concerto mundiais: Lincoln Center (N. York), Olympia (Paris), tendo até hoje colaborado em dezenas de gravações de discos e actuado em vários programas de rádio e televisão nacionais e estrangeiros.
Acesso gratuito

Galeria Gay com Exposição







Eugénia Melo e Castro comemora 25 anos de carreira

A Cantora, Eugénia Melo e Castro, apresenta o seu mais recente trabalho em Portugal, "Poportugal" e comemora 25 anos de carreira.

A cantora vem acompanhada por sete músicos, cuja a direção musical está a cargo de Eduardo Queiróz.

Nesta série de espectáculos, Eugénia Melo e Castro apresentará alguns temas de maior sucesso da sua carreira, de acordo com o seu momento musical actual, serão também aprsentados temas do álbum "Des Construções", trabalho que é inteiramente dedicado a Chico Buarque e o seu último trabalho "Poportugal".

O espectáculo de estreia, no Centro Cultural de Belém, será gravado em DVD.

Datas e locais dos Concertos:

16 de Junho - Centro Cultural de Belém - Lisboa

21 de Junho - Coliseu Micaelense - Ponta Delgada

23 de Junho - Teatro Cine - Covilhã

28 de Junho - Teatro Académico Gil Vicente - Coimbra

30 de Junho - Casa da Música - Porto

04 de Julho - Teatro das Figuras - Faro

05 de Julho - Teatro Joaquim D'Almeida - Montijo


Os bilhetes estão à venda nos locais habituais.

Doc's Kingdom - Seminário de Cinema Documental


DOC'S KINGDOM 2007
SERPA, PORTUGAL
19-24 JUNHO
Como ponto de partida desta edição, buscámos a função e a força da palavra.
A palavra lida, a palavra dita, a voz, o texto.
Dentro e fora de campo.
O monólogo, o diálogo, a conversa, a entrevista, a palavra em circulação.
Como a palavra se instala com a imagem, como se inscreve nela ou se confronta com ela. Propomo-lo como exercício de reaprendizagem, contra o automatismo e a banalização do discurso verbal.
E, de novo, propomo-lo juntamente com actos de descoberta – de filmes e de universos de autor. Haverá tempo para mergulhar em universos pessoais, oriundos de territórios muito diferentes, e haverá um convite para viajar entre eles, escutando os ecos que possam surgir.
E haverá ainda cruzamentos pontuais com autores não presentes, ou títulos históricos convocados pela sua força vital.
A palavra, então, não como tema exclusivo, mas como sugestão de partida.
Um ponto de partida, não necessariamente o ponto de chegada.
Presenças confirmadas dos cineastas
David MacDougall
Considerado um dos mais importantes realizadores etnográficos, David MacDougall tem desenvolvido o seu trabalho na Austrália, filmando comunidades indígenas e desde 1997 tem realizado obras de referência em torno da realidade da escola de elite Doon School, no norte da India. Premiado um pouco por todo o mundo, David MacDougall vai marcar presença no Doc’s Kingdom durante o fim-de-semana.
Peter Nestler
É um dos convidados que trará a Serpa a sua experiência enquanto realizador de filmes de teor histórico para as televisões Alemã e Sueca. Com um percurso de cerca de 50 obras documentais, Peter Nestler é um dos mais proeminentes realizadores na Europa.
Vladimir Léon
Nos seus filmes, o cineasta privilegia os temas políticos, analisando a intima ligação entre a História, passado e presente. Vladimir Léon é igualmente actor, tendo feito parte do elenco de filmes de realizadores como Eric Rohmer.
Pierre Creton
Também de França, Pierre Creton fortemente enraizado com a actividade agrícola e rural, traz-nos uma visão invulgar e literária do seu quotidiano.
Gonçalo Tocha
Balaou, o filme que traz a Serpa, venceu dois prémios no último Indielisboa - melhor longa-metragem portuguesa e melhor fotografia de longa metragem portuguesa. É o segundo filme e a primeira longa deste realizador, que é também músico, autor de instalações e programador.
E ainda o filme
Ice de Robert Kramer He Fengming de Wang Bing, o último filme deste realizador chinês estreado em Cannes e agora apresentado pela primeira vez em Portugal no Doc’s Kingdom.

Julio Pereira com "Geografias" pela Som Livre

O álbum “Geografias”, com data de saida dia 18 da Som Livre, assinala o regresso de Júlio Pereira ao bandolim, um instrumento que acompanha o músico desde a infância e que neste disco se conjuga de forma inédita com a guitarra portuguesa.
Depois de ter composto para crianças, com “Faz-de-conta” (2003), Júlio Pereira gravou um álbum instrumental onde demonstra o seu virtuosismo como intérprete e autor.

Nos onze temas de “Geografias” o músico viaja para várias latitudes, combinando sonoridades e ritmos que à partida podem não fazer sentido juntos.
“Este é um disco onde vou a mais sítios, porque a música instrumental leva as pessoas a lugares diferentes”, afirmou Júlio Pereira à Lusa.

Se dentro de “Fado Luso” há música popular portuguesa e ritmos africanos, “Porta do Oriente” remete para rotas longínquas e “Santa Moura” num instante parece uma canção de embalar, para de seguida fazer lembrar canto árabe ou uma moda minhota.
São geografias recriadas por Júlio Pereira a partir de uma memória pessoal e da combinação entre bandolim, guitarra portuguesa, viola, bouzouki e sintetizadores.
“Esta mistura, sobretudo do bandolim com a guitarra portuguesa, acho que deve ter sido a primeira em termos de trabalho com alguma profundidade”, disse.
Para o novo álbum, Júlio Pereira contou ainda com a colaboração de três vozes femininas num registo de vocalizações que funcionam como um instrumento: Sara Tavares, Marisa Pinto, dos Donna Maria, e Isabel Dias, do grupo tradicional minhoto Raízes.
Em “Geografias”, o músico abdicou de tocar todos os instrumentos em estúdio, repartindo as despesas com Miguel Veras (viola acústica) e Bernardo Couto (guitarra portuguesa).
O processo de composição e de gravação acabou por ser inédito, precisamente por causa dessa partilha.
“Compor é um acto solitário, mas esta é a primeira vez que componho à frente de outra pessoa”, referiu o autor, recordando as sessões em que experimentava temas novos no bandolim.

Júlio Pereira, que durante muitos anos ficou praticamente conotado com o cavaquinho, diz que prefere cada vez mais o bandolim.
“O cavaquinho é uma memória”, afirma o tocador ao recordar o sucesso alcançado com o álbum “Cavaquinho” em 1981.
“Não sei o que é que aconteceu, mas teve consequências completamente inesperadas e é a partir daí que saio do anonimato”, assinala.
Actualmente, é o bandolim o instrumento que mais gosta de tocar, por ser, entre os cordofones pequenos, “aquele que tem mais possibilidades de evolução”.
É também o instrumento que o acompanha desde a infância, nos tempos em que o pai o ensinou a tocar “modinhas tradicionais”.

Além de ser um disco com composições inspiradas na música popular e tradicional, “Geografias” introduz ainda apontamentos electrónicos, com a presença discreta de sintetizadores em temas como “Colares de Luz” e “Porta do Oriente”.
Júlio Pereira explica que sempre teve apetência tanto para instrumentos tradicionais como para os novos instrumentos.
“Faço parte de uma geração que é transversal às duas coisas. Apanho tanto o que é antigo como os novos instrumentos”, refere num exercício de memória que o leva aos tempos da guitarra eléctrica e do rock na década de 1970.

Pode haver quem só se lembre de Júlio Pereira a tocar cavaquinho e viola braguesa ou ao lado de Zeca Afonso, com quem tocou durante muitos anos.
Mas a verdade é que Júlio Pereira fez parte do movimento rock da década de setenta, no pós-25 de Abril, empunhando uma guitarra eléctrica e gravando com grupos como os Petrus Castrus e os Xarhanga.
“Há uma grande parte da minha vida em que oiço géneros musicais que não passam por nada do que é, digamos, tradicional”, reforça Júlio Pereira.
No entanto, o músico garante que não regressará a esses tempos e que se afastou do rock como músico.

Da dedicação e pesquisa das raízes da música tradicional e popular portuguesa saíram álbuns como “O meu bandolim” (1992), “Miradouro” (1988), “Braguesa” (1983) ou este “Geografias”.
Para Setembro, Júlio Pereira prepara uma digressão por Portugal e Espanha, onde “Geografias” também será também editado.
O músico quer que os concertos sejam um prolongamento do álbum, com a participação em palco dos músicos Miguel Veras e Bernardo Couto.
A digressão, ainda sem datas anunciadas, será a primeira em nome próprio ao cabo de dez anos, marcados apenas por actuações como convidado de outros músicos.
“Nos últimos anos toquei sobretudo lá fora”, afirmou o músico, constatando que o actual cenário musical português não é dos melhores.
Júlio Pereira reconhece que a música instrumental de raiz popular e tradicional não passa tanto na rádio ou na televisão, mas esta realidade é contornada através da Internet.
No portal Myspace.com o músico apresenta algumas das suas composições e não esconde a surpresa ao ver que tem cem ou duzentas audições diárias dos seus temas.
Em apenas dois meses registou 12 mil audições no myspace, um espaço virtual acessível para milhões de utilizadores onde “a música acaba por se tornar física”.
“Não imaginava que isto ia acontecer - disse - e não tenho dúvidas de que a Internet é o maior dos presentes”...



Oferta de bilhetes para o teatro


DARWIN E O CANTO
DOS CANÁRIOS CEGOS
Para se habilitar a um convite duplo, responda às seguintes questõese envie o seu formulário de participação

1. Charles Darwin desenvolveu a teoria científica de
a) Selecção Natural
b) Exploração Espacial
c) Heliocentrismo

2. "Darwin e o canto dos canários cegos" é encenado por
a) Helder Costa
b) Murilo Dias César
c) Luís Thomar

3. O Núcleo de Produção para a Infância e Juventude do Grupo de Teatro A Barraca, criado em 2001, designa-se
a) A Barraca dos miúdos
b) A Barraca das crianças
c) A Barraca dos pequenos

Envie-nos as sua respostas, até dia 15 às 23.59h, para: resposta a passatempo
Nome
B.I. N.º
E-mail
Telefone


A aventura à roda do mundo

A barbárie da escravidão

Emma, o humor e a companheira

A alegria e loucura da invenção

O sonho, o delírio, o medo

A glória, o sucesso Universal!

Durante este espectáculo o público vai assistir ao aventuroso e dificil percurso do extraordinário cientista inventor da teoria da evolução das espécies.Durante a viagem no navio Beagle - 4 anos à roda do mundo -, examinando animais e pássaros, recolhendo plantas, cracas e fósseis, Darwin adquiriu as bases físicas essenciais para fundamentar a sua teoria. E foi durante essa viagem que assumiu o compromisso de lutar contra a escravidão depois de ter assistido a um negro cortar a sua própria língua; tinham-no cegado para cantar melhor como faziam com os canários.

Esse crime traumatizou-o para sempre, e foi com o auxilio de Emma, sua mulher e companheira de investigação que superou os medos e as hesitações de ordem religiosa que o afligiam.
Teatro A BARRACA
Largo de Santos, 2 . Lisboa
Quintas, Sextas e Sábados às 21h30
Domingos às 17h00

Polo III da Trienal de Arquitectura inaugura amanhã


Inauguração Pólo III da Trienal de Arquitectura de Lisboa + Conferência Álvaro Siza Vieira


Inaugura amanhã, às 18 horas, com a presença do Ministro da Economia, Manuel Pinho, o Pólo III da Trienal de Arquitectura de Lisboa – Museu da Electricidade.
O Pólo III alberga duas exposições: Uma Exposição de Arquitectura: Monográfica de Siza Vieira, comissariada por Carlos Castanheira e Inner City, que reúne obra escultórica do artista Arnie Zimmerman.
Às 21 horas, o arquitecto Siza Vieira profere uma conferência sobre a Fundação Iberê Camargo, no Auditório 3 do CCB, a que seguirá uma conversa com os arquitectos José Mateus, Gonçalo Byrne e Ricardo Carvalho.
O Pólo III da Trienal de Arquitectura de Lisboa estará aberto até ao dia 26 de Julho, das 10h às 21h (encerra à segunda-feira).

Bilhetes para os Rolling Stones

No Casino Estoril e Casino Lisboa
Clube IN oferece bilhetes
para concerto dos Rolling Stones

Numa iniciativa conjunta do Casino Estoril e do Casino Lisboa, os frequentadores dos espaços de máquinas automáticas poderão ser contemplados com 300 bilhetes para o concerto único dos Rolling Stones.
Para tanto, basta que seja aderente do Clube IN e que utilize o seu cartão nas “slot machines” nos próximos dias 17, 18 e 19 de Junho, entre as 15 e as três horas da madrugada.
De uma forma aleatória, o Clube IN seleccionará os vencedores dos 300 bilhetes para o concerto.

Recorde-se que os Rolling Stones actuam no próximo dia 25 de Junho, no Estádio de Alvalade, em Lisboa.

Joana Amendoeira canta em Almeirim


Joana Amendoeira vai cantar a Almeirim



Depois do concerto na prestigiada sala de espectáculos Teatrum do Centro Cultural Millenáris Park em Budapeste, onde (en)cantou, cantando o fado de Portugal e de Lisboa, grandes poetas portugueses e grandes autores do fado e ainda duas canções em húngaro, adaptadas para a guitarra portuguesa e para o fado, músicas de nomes tão famosos neste país como são o caso de Gábor Presser, Zorán e János Brody.


Joana Amendoeira ainda aceitou o convite do músico Zorán, onde cantou 2 músicas perante mais de 14 mil pessoas, tendo sido um dos momentos mais altos do concerto.

Agora, chega a vez da fadista escalabitana apresentar o seu mais recente álbum “À flor da pele” em Almeirim, junto á biblioteca da cidade, dia 17 de Junho, pelas 22h.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Festa do Fado no Castelo de S.Jorge

Festa do Fado



Maria Ana Bobone convida Tetvocal – 15 de Junho
Festa do Fado Castelo S. Jorge 22h


Esta parceria teve início com a participação dos Tetvocal no último disco de Maria Ana Bobone, “Nome de Mar”, onde dividem o tema “Súplica” criando uma ligação harmoniosa entre a conjugação das várias vozes pelo arranjo de Ricardo Rocha, também produtor musical do disco.

Neste concerto, para além de interpretarem, individualmente, alguns temas de ambos os repertórios, vão juntar-se para interpretar temas de fado com arranjos especiais para as vozes dos Tetvocal e, Maria Ana Bobone, vai cantar temas do universo dos seus convidados, incluindo temas retirados dos seus discos “Tetvocal” e “Lado A”... ficam por revelar quais...

A acompanhá-los estarão Ricardo Rocha (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola) e Marino de Freitas (viola baixo).


Maria Alice ao lado de Ana Maria – 16 de Junho
Festa do Fado Castelo S. Jorge 22h


Maria Alice continua a espalhar o calor do seu último trabalho “Lágrima e Súplica”, um misto de coladera, mornas e salsa crioula que nos trazem o sabor a sal de Cabo Verde e a doçura de uma voz sensual e intensa.
Ana Maria, angolana de nascença, canta fado como se sempre tivesse vivido em Lisboa. “Trago Fado nos Sentidos”, o seu último disco, é uma simbiose de temas clássicos do fado e dos ritmos quentes das suas raízes cantados num tom límpido e cristalino.

Esta parceria vai mostrar-nos uma outra forma de fado. A fusão entre o fado clássico e África. Amor, saudade e tristeza cantadas de forma universal através da música.


Bilhetes à venda:
Ticketline, Lojas FNAC e Castelo de S. Jorge
Preço: 12.50€

Lançamento na Quinta Pedagógica


ALGODÃO DE CIMA
de INÊS BLU RODRIGUES & ANTÓNIO ANTUNES CARVALHO


A Quinta Pedagógica tem o prazer de anunciar que servirá de anfitriã para o lançamento deste livro que narra as aventuras e descobertas da Alice e do seu melhor amigo, o Artur, passadas em Algodão de Cima, “… uma pequena aldeia de cor verde, rodeada das serras do Rabadão e do Carvalhal, de matas e pinhais, onde o sol é dourado e com riscas de ternura.”
Venha até à Quinta Pedagógica no dia 16 de Junho, pelas 16h30m e assista à sessão de apresentação do livro.

Monstros Marinhos no Oceanário de Lisboa



Exposição Monstros Marinhos


Oceanário de Lisboa desvenda mistérios dos mares


" Monstros Marinhos - Os oceanos no tempo dos Dinossauros " é o título da exposição que o Oceanário de Lisboa inaugura amanhã, 15 de Junho, com o objectivo de dar a conhecer répteis marinhos ancestrais e revelar as mais recentes teorias sobre as causas que terão provocado a sua extinção.

A exposição está dividida em quatro cenários distintos que pretendem dar a conhecer a Terra, em termos geológicos, enquanto planeta em constante mudança e os seus mecanismos de evolução.

O impacto do conceito " monstros marinhos " na evoluçao cultural dos povos é a primeira abordagem desta mostra. O visitante é, de seguida, confrontado com uma visão científica sobre a evolução do Planeta Terra e as diversas variações que têm ocorrido ao longo dos tempos.
A exposição prossegue para um ambiente futurista, apresentando a evolução do planeta desde a sua criação e deixando à imaginação do visitante qual o futuro da Terra.
E a mensagem mais importante que retiramos desta visita é tão somente esta: " Eles não puderam mudar o seu destino, nós podemos..."

No átrio do Oceanário está um "verdadeiro" monstro marinho, com mais de 20 metros de comprimento e 800 kg de peso. Construída apenas com material reciclado, esta escultura pretende chamar a atenção para a necessidade da reciclagem tendo como objectivo a preservação do meio ambiente.

Esta exposição , a inaugurar amanhã, manter-se-à patente ao público,durante um ano, havendo no entanto algumas inovações no decurso destes doze meses.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Marchas Populares na Avenida da Liberdade

Mais uma vez a Avenida da Liberdade foi palco do desfile das Marchas Populares deLisboa.


Em 1932 teve início este concurso, no Parque Mayer e foi então vencedora a Marcha de Campo de Ourique, que não vimos desfilar há já três anos.

Ontem desfilaram 20 marchas a concurso, e a Avenida encheu-se de cor, música e, por vezes, de muita beleza.

A primeira foi a Marcha da Mouraria, organizada pelo Grupo Desportivo da Mouraria.
Vinha alegre e vistosa com padrinhos bem conhecidos da televisão: Manuel Luis Goucha e Cristina Ferreira.
A actuação foi correcta e graciosa. Mas no final da mesma, com o arder em cascata dos manjericos, incendiaram-se e foi necessária a intervenção dos bombeiros.
E isto valeu-lhes a desclassificação. Foi pena.

Seguiu-se a Marcha dos Olivais, organizada pelo Grupo de Pesca e Desporto de Santa Maria Dos Olivais.
Sob o lema " Olivais, as Aves da Beira-Rio e o Futuro", os marchantes cumpriram a sua tarefa, e os padrinhos António Calvário e Ana continuaram com eles Avenida abaixo.

Surge então a Marcha do Alto do Pina lembrando a burguesia e a fidalguia de finais do século VIII e que por ali vivia.
Os padrinhos foram Filipa Cardoso e Beto. A actuação foi agradável. A organização pertenceu ao Ginásio do Alto do Pina.

Mais um intervalo, dos não mais acabam.

Mas para diversificar um pouco o ambiente aparece a Marcha do Cavalo, numa alusão clara à droga, que rapidamente foi expulsa, violentamente, pelos seguranças de serviço.

E agora surge a Marcha de Alcântara, organizada pela Sociedade Filarmónica Alunos Esperança e que tem como padrinhos Artur Garcia e Linda Rodrigues.
Com o tema " Pátios e Vilas de Lisboa: O Outro Lado Da Fábrica" apresentaram , com os seus arcos, alguns aspectos da tradição operária que caracteriza aquele bairro.

A Marcha da Bica, que se lhe seguiu, entrou com muita alegria invocando os "Fadistas do Meu Bairro".
A organização pertenceu ao Marítimo Lisboa Clube teve como padrinhos, Teresa Siqueira e Tiago Torres da Silva.

E surge agora a Marcha de Marvila, muito colorida e com uma coreografia bonita.
Com o tema " Velhos Jogos de Taberna" os marchantes simularam jogos de cartas e outros com as questiúnculas que lhes são costumeiras.
A organização pertenceu à Sociedade Musical 3 de Agosto de 1885 e teve como padrinhos Daniel Cardoso e Mariana Monteiro.

A Marcha de Alfama entrou de forma brilhante tanto pelo colorido dos seus arcos como pela beleza do guarda roupa.
Alfama é um bairro de muitas gentes e daí a escolha dos trajes regionais de sabor nortenho lembrando essa miscigenação.
A organização foi do Centro Cultural Dr. Magalhães Lima e os padrinhos foram Cinha Jardim e João Baião.

A Marcha do Bairro Alto apresentou arcos vistosos, alguma cor mas pouco brilho. O tema Lisboa, Bairro Alto e Arraiais lembra a época festiva e popular que se vive.
A organização foi do Lisboa Clube de Janeiro e os padrinhos Rita Viegas e Paulo Silva.

A Marcha da Graça trouxe o Coração de Lisboa e a saudade do Parque Mayer. Bonita e com muita "graça" e lembrando talvez ao futuro Presidente da Câmara de Lisboa que o Parque Mayer não está esquecido e que " por favor não deixem que o Parque Mayer deixe de bater, não deixem Lisboa morrer".
A organização pertenceu ao Clube Desportivo da Graça e os padrinhos foram a conhecida Carla Andrino e Octávio de Matos.

A Marcha do Beato, organizada pelo Ateneu Madre de Deus teve como tema " Beato ama Lisboa". Brilho, cor, alegria e sentimento de festa foi o que o Beato nos ofereceu nesta noite de festa. Os padrinhos foram Sara Aleixo e Fernando Rocha.

A Academia Recreativa Leais Amigos e Beneficência " A voz do Operário" organizou a Marcha de S. Vicente que se apresentou com arcos vistosos e guarda roupa colorido.
Os padrinhos que abrilhantaram esta marcha foram Cristina Areias e José Moutinho.

Madragoa, Mar de Esperança é o tema que nos traz a bonita e alegre Marcha da Madragoa com uns padrinhos que saudaram efusivamente o público presente numa alegria esfusiante: Diogo Amaral e Cláudia Vieira. A pesca estava representada nos arcos a través de nomes de vários portos portugueses e a homenagem a Fernanda Batista surge numa canção que lhe é dedicada. Fernanda Batista aplaudiu , de pé, a "sua" marcha , enquanto durou a actuação.
O guarda roupa era vistoso e bonito e a coreografia, bem concebida, enquadrou um vira da Nazaré bem dançado. A organização foi do Esperança Atlético Clube.

O Bairro de Campolide apresentou uma Marcha que evocava as Escadinhas deLisboa.
A organização esteve a cargo do Sport Lisboa e Campolide e teve como padrinhos Cristina Oliveira e João Carvalho.

A Marcha de Benfica, organizada pelo Clube Futebol Benfica ,teve como padrinhos Fernanda Freitas e Fernando Pereira.
O tema A Festa das Marchas homenageava esta manifestação popular tipicamente alfacinha.
Pena os marchantes não terem ensaiado melhor as cantigas. A desafinação foi desastrosa. O guarda roupa era vistoso e adequado.

O recente Bairro da Bela Flor apareceu mais uma vez com a sua marcha, organizada pelo Santana Futebol Clube e com padrinhos pouco conhecidos: Vanessa Marques e José Luis.

A Marcha do Lumiar surgiu cheia de luz e cor. Os arcos vistosos faziam um bonito efeito de conjunto. O tema evocava o cinema no Lumiar e os marchantes cumpriram alegremente a sua missão.
A organização foi da Academia Musical 1º de Junho de 1893 e teve como padrinhos, Mónica Sintra e Carlos Ribeiro.

A Marcha de Santa Engrácia desceu a Avenida, evocando a História da Cidade, com mouros e cristãos à mistura.
A organização pertenceu ao Centro Cultural Popular de Santa Engrácia e apadrinharam esta marcha Iva Domingues e Francisco Mendes.

O Castelo chegou com a magia da Noite no Castelo. Quando a noite chega o Castelo, que é visitado diáriamente por milhares de pessoas é devolvido aos residentes que o amam.
A Marcha do Castelo foi organizada pelo Grupo Desportivo do Castelo teve como madrinha Chiquita.

E chega a Marcha de Carnide organizada pela Sociedade dramática de Carnide.
A aldeia de Carnide era um lugar de labor de distracção e alegria nas hortas, retiros e tabernas.
E é a evocação destes tempos que Marcha de Carnide nos traz. Os campos que rodeavam a cidade estão ali bem caracterizados.
Os padrinhos foram Heitor Lourenço e Mané Ribeiro.

E o desfile termina com a Marcha da Ajuda. Foram evocados os fidalgos que ao longo dos séculos foram ficando e deixando os seus costumes entre a população local.
Pouca originalidade, quer no guarda roupa quer na coreografia.
A organização pertenceu ao Ajuda Clube e teve como padrinhos Maya e José Manuel Castro.

E assim terminou a edição de 2007 das Marchas Populares que comemoraram assim 75 anos de existência.
De salientar o esforço e o trabalho voluntário de cerca de duas mil pessoas que tentaram abrilhantar mais uma noite das Festas da Cidade.
Ganhou a Marcha de Alfama, mas todas as outras merecem uma menção honrosa.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Arraial no Chiado com comida portuguêsa


Como é próprio destes dias, também no Chiado os vizinhos se juntaram e decidiram comemorar com os amigos o Santantoninho.

Assim, a loja A VIDA PORTUGUESA e a COMIDA NO CHIADO, da Cafetaria do Museu do Chiado, convidam todos os amigos e conhecidos para um final de tarde em tom de arraial.

A partir das 18h00, ocupamos a Rua Anchieta, servindo um menu especialmente dedicado à quadra, onde não faltarão a broa de sardinha, os queques de bifanas com coentros, as bolinhas de berlim e os rebuçados de mangerico e sangrias de várias tonalidades.

Ideal para marcar encontro com os amigos antes dos programas nocturnos mais intensivos, visitar a novamente aberta loja A VIDA PORTUGUESA, agora renovada e mais bonita, comprar um mangerico pop (as melhores quadras da quadra são as nossas, garantimos!) ou até um Trono de Santo António para ir montar para casa.

E, claro, não podemos deixar de agradecer ao nosso vizinho Armando Teixeira que do alto da sua janela nos dará música…


Rua Anchieta, ao Chiado
Hoje, 18h00 – 00h00

Tudo pronto para o grande desfile das Marchas Populares


Marchas Populares de Lisboa reúnem 1056 marchantes na Avenida da Liberdade

A EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural apresenta mais uma edição das tradicionais Marchas Populares de Lisboa, hoje, às 20h45. Na Avenida da Liberdade desfilam 1.056 marchantes, divididos por 22 marchas.

O tema deste ano é o 75º aniversário da iniciativa e os 860 anos da tomada de Lisboa.

Cada marcha é composta por 24 pares de marchantes, quatro aguadeiros, 12 músicos no cavalinho, um par suplente, um par de mascotes, um porta-estandarte, um par de padrinhos, um ou dois ensaiadores e entre 15 a 20 membros da comissão técnica.

Os instrumentos obrigatórios do cavalinho são: um clarinete, dois trombones, um bombardino, uma tuba, uma caixa e um bombo de pratos.

O tempo de exibição para cada marcha é de cinco a sete minutos.

O tema da Grande Marcha de Lisboa, interpretado por todas as marchas, é “Beijos de Lisboa”, da autoria de Eurico Cebolo.

Para o público que quiser assistir ao desfile, de entrada gratuita, foram colocados ao longo da Avenida 3.500 lugares em bancadas e 840 cadeiras.

A partir das 18h00 o trânsito da Avenida da Liberdade encontra-se fechado, para quem se deslocar de transportes públicos, o Metropolitano de Lisboa funcionará até à 01h00.


Outras informações:

Padrinhos

Infantil Carlos Alberto Vidal, Joana Vieira

Mercados Anita Guerreiro, Joaquim Monchique

Ajuda Maya, José Manuel Castro

Alcântara Artur Garcia, Linda Rodrigues

Alfama Cinha Jardim, João Baião

Alto do Pina Filipa Cardoso, Beto

Bairro Alto Rita Viegas, Paulo Silva

Beato Sara Aleixo, Quimbé

Bela Flor Vanessa Marques, José Luís

Benfica Fernanda Freitas, Fernando Pereira

Bica Teresa Siqueira, Tiago Torres da Silva

Campolide Cristina Oliveira, João Carvalho

Carnide Heitor Lourenço, Mané Ribeiro

Castelo Chiquita, Luís Viegas

Graça Carla Andrino, Octávio Matos

Lumiar Mónica Sintra, Carlos Ribeiro

Madragoa Cláudia Vieira, Diogo Amaral

Marvila Daniel Cardoso, Mariana Monteiro

Mouraria Manuel Luís Goucha, Cristina Ferreira

Olivais António Calvário, Ana

Santa Engrácia Iva Domingues, Francisco Mendes

São Vicente Cristina Areias, José Moutinho


JÚRI

Presidente Francisco Teófilo

Coreografia Armando Jorge

Cenografia Catarina Amaro

Figurino Mafalda Estácio

Letra Miguel Viterbo

Música Jorge Salgueiro

Desempenho do Cavalinho Délio Gonçalves

Apreciação Geral Luís Moreira

Representante da EGEAC Joaquim Silva Nunes

Escola Superior de Dança com espectáculo



A ESCOLA SUPERIOR DE DANÇA APRESENTA NOVO ESPECTÁCULO A 15 DE JUNHO