quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
SPOON na Aula Magna
Dia 23 de Fevereiro está a chegar e com ele vem um dos mais aguardados concertos do ano, Spoon na Aula Magna. Para a antecipação ser ainda maior, a primeira parte vai ficar a cargo de Mazgani. Após ter sido considerado um dos 20 novos artistas mais promissores da Europa pela prestigiada revista francesa Les Inrockuptibles, os poemas de Mazgani (e de alguns outros poetas) estão prontos para serem apresentados ao público: num formato maioritariamente acústico, intimista e de uma paixão rara.
A actuação serve de apresentação a “Song of the New Heart”, o primeiro álbum de Mazgani, recentemente editado. São treze temas, todos da autoria de Mazgani (música e letra) com a excepção de “Song of the Old Mother”, com poema de William Butler Yeats, e “How Sweet I roam’d from field to field”, poema de William Blake, numa celebração da música que nasce da palavra. Ao ouvirmos “Song of the New Heart” damos por nós a ouvir na voz e no som de guitarra de Mazgani (assim como da banda que o acompanha) influências tão díspares como Leonard Cohen e Echo & the Bunnymen, Tom Waits e The House of Love.
Aula Magna / 23 de Fevereiro / Abertura de Portas - 20H00
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Nuno Teixeira
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Etiquetas: Aula Magna, Concertos
Asas Sobre a América – Wings Over America
De Fevereiro a Julho, a Fundação Luso-Americana (FLAD) organiza o ciclo Asas Sobre a América – Wings Over America como estímulo à divulgação e reflexão sobre os intercâmbios literários entre Portugal e os Estados Unidos da América, no passado e no presente.
A coordenação do ciclo Asas Sobre a América está a cargo da jornalista e escritora Filipa Melo. As sessões têm entrada livre e iniciam-se na próxima quinta-feira às 18h30, no auditório da FLAD, com a palestra Imagens da América, proferida pelo filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço. No mesmo dia, os críticos de cinema, João Lopes, Francisco Ferreira e Vasco Câmara, debatem O regresso dos cowboys.
A partir de 28 de Fevereiro, sete autores portugueses dissertam sobre o seu autor e obra literária norte-americanos de eleição. Três ensaístas abordam os EUA através do cinema, da relação de Fernando Pessoa com Walt Whitman ou das correntes literárias modernistas e pós modernistas. Dez críticos, editores e académicos discutem a relação do cinema norte-americano com a literatura, a edição e o ensino da literatura norte-americana em Portugal.
Gonçalo M. Tavares falará sobre Philip Roth; Manuel António Pina sobre Ezra Pound; Inês Pedrosa sobre Carson McCullers; Lídia Jorge sobre William Faulkner; Pedro Mexia sobre Flannery O’Connor; Ana Luísa Amaral sobre Emily Dickinson e Rui Zink sobre Saul Bellow.
A influência da poesia de Walt Whitman na obra de Fernando Pessoa será abordada pelo tradutor, investigador e ensaísta Richard Zenith, no dia 24 de Abril. A cada palestra segue-se um debate com a assistência.
Em três debates paralelos, dez críticos, académicos e editores discutirão o cinema norte-americano e o que se ensina e edita da literatura norte-americana em Portugal, respectivamente a 21 de Fevereiro, 29 de Maio e 19 de Junho. As sessões são complementadas com projecções e poesia.
Em parceria com várias Universidades situadas fora de Lisboa, a FLAD patrocina a deslocação de estudantes de Estudos Anglo-Americanos e Ciências da Comunicação para assistirem às sessões do ciclo Asas Sobre a América. Será atribuído um prémio, em livros, ao melhor relato por sessão elaborado por um estudante. Este prémio será definido por um júri composto por docentes de cada universidade convidada.
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Nuno Teixeira
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Impressing the Czar no CCB
Estreia o espectáculo, Impressing the Czar de William Forsythe, pelo Royal Ballet of Flanders, no Grande Auditório do CCB, nos dia 21 E 22 Fevereiro às 21.00h.
Impressing the Czar é um bailado em três actos onde a acção narrativa dá lugar à história da civilização ocidental. Forsythe oferece-nos a frenética e espirituosa ironia do bailado clássico na corte do czar – dito por outras palavras, o repertório que a maior parte dos teatros “oficiais” continua a apresentar. Na primeira parte, “Potemkins Unterschrift” (“a assinatura de Potemkin”), Forsythe desenvolve uma profusão de referências às convenções clássicas, passando em revista toda a história da arte e do bailado clássico, desde a Renascença até aos nossos dias. Esta herança cultural surge na terceira parte, “La Maison de Mezzo-Prezzo”. Entre as cenas exuberantes do início e o burlesco da venda em leilão, está a essência desta obra, a dança requintada de “In the middle somewhat elevated”. Esta é a peça que tornou Forsythe mundialmente famoso. Criou-a na Ópera de Paris, um local tão consagrado como o Teatro Mariinsky de São Petersburgo. Em “Bongo Bongo Nageela”, Forsythe apresenta uma peça de um humor extraordinário, uma dança agressiva e atávica interpretada por rapazes e raparigas em fardas escolares inglesas, com saias plissadas. Este momento conduz inexoravelmente a “Mr. Pnut Goes to the Big Top”, onde o “maître des plaisirs”, Mr. Pnut, executa um final surpreendentemente empolgante.
FICHA ARTÍSTICA:
Coreografia - William Forsythe Música, Thom Willems, Leslie Stuck, Eva Crossman-Hecht e Ludwig van Beethoven
Cenografia - Michael Simon
Figurinos -Férial Simon
Consultor técnico - Olaf Winter
Desenho de som - Bernhard Klein
Duração aproximada: 1H30 c/2 intervalos
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Nuno Teixeira
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22:42
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PORTUGAL JAZZ ruma a ODEMIRA
Odemira é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e é para onde o Portugal Jazz se dirige, no próximo dia 23 de Fevereiro. Vamos re-encontrar a Joana Machado com o seu projecto CRUde no Cine-Teatro Camacho Costa. Joana Machado apresentou-se, no Portugal Jazz, pela primeira vez no ano de 2007, em Vila Nova de Cerveira e vai voltar para encantar Odemira. Durante a tarde Afonso Pais, director musical e responsável pelos arranjos deste projecto, vai realizar um Workshop/palestra com elementos das bandas filarmónicas locais. A sua proposta tem como objectivo envolver e informar o educando dos diversos métodos e estruturas constituintes do processo de criação em tempo real, característica mais universal e definitiva do jazz: o improviso. Nós prometemos estar lá para dar a conhecer e oferecer também a revista " jazz.pt" a todos os participantes e espectadores que connosco arriscam a viagem pela hisória do jazz, sempre em português.www.portugaljazz.org
Sítio: http://www.joanamachado.com/
Ponto de Escuta: http://www.myspace.com/joanamachado
PORTUGAL JAZZ 2008
www.portugaljazz.org
Concepção e Produção de JACC - Jazz ao Centro Clube de Coimbra www.jacc.pt
Para consulta das galerias de fotos e artigos Portugal Jazz viaje até ao endereço www.portugaljazz.org
Informações
E-mail:geral@portugaljazz.org
Telefone 239 837 078
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Teresa Arsénio
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Rechenzentrum em Coimbra
Ciclo de música electrónica e multimédia
Rechenzentrum / Alemanha
Teatro Académico de Gil Vicente
Os berlinenses Marc Weiser (áudio) e Lillevän (imagem) são responsáveis pelo projecto multimédia Rechenzentrum. Desde a sua formação, em 1997, que procuram explorar novos processos de música e produção de imagens em movimento, que explanam nas suas apresentações em palco, através da depuração do diálogo áudio-vídeo utilizando o vídeo como instrumento, com o auxílio de computadores e maquinaria digital, tratam a música visualmente.
Não fazendo distinção entre essas duas vertentes, convertem-nas em ferramenta e veículo da produção de desejos multimédia. Nesse sentido, as suas intervenções ao vivo revestem-se de um carácter orgânico que lhes permite criar um universo sensorial, longe da frieza maquinal que caracteriza alguns criadores que se movem na mesma área. O seu mais recente trabalho, Silence (DVD, ed. Weiser Music, 2007), permite contactar a dimensão épica e visionária do universo em que se movimentam, além de antecipar a sua actuação no TAGV
Fotos http://www.rechenzentrum.org/pics.html
Site Oficial http://www.rechenzentrum.org
Preçário
Preço normal 8,00€ Preço estudante e sénior 6,00€ Preço Amigo/a TAGV 4,00€
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail teatro@tagv.uc.pt
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Teresa Arsénio
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Concertos e recitais TAGV "A cor do som"
Concertos e Recitais TAGV
Luz e Sombra
Manuela Moniz (Soprano) e João Vasco (Piano)
«Luz e Sombra» incide sobre o Lied alemão e a Mélodie francesa como expoentes da canção lírica na Europa novecentista. O título «Luz e Sombra» alude a alguns dos grandes arquétipos do romantismo, como a eterna oposição entre luz e trevas ou amor e morte. Schubert, Brahms e Strauss surgem no panorama alemão como três dos mais influentes e emblemáticos compositores de Lied. Schubert o precursor, Brahms o progressista e Strauss como expoente de modernidade assente na tradição. Por outro lado, seleccionámos Fauré e Satie como reflexo da França da viragem de século. O contraste entre a suave simplicidade, leveza e nobreza da Mélodie de Fauré e o universo dadaísta, boémio e irónico de Erik Satie.
Programa
1ª Parte
F. Schubert (1797-1828)
Heidenröslein
An die Nachtigall
Der König in Thule
Gretchen am Spinnrade
J. Brahms (1833-1897)
Wie Melodien zieht es mir
An die Nachtigall
R. Strauss (1864-1949)
Allerseelen
Zueignung
2ª Parte
E. Satie (1866-1925)
Gnossiène III
G. FaurÉ (1845-1924)
Le papillon et la fleur
Après un rève
En prière
Fleur Jetée
E. Satie
Daphénéo
Le Chapelier
Je te veux
Preçário
Preço normal 10,00 €
Preço estudante e sénior 8,00 €
Preço escolas 3,00 €
Preço família 15,00 €
Preço amigo/a TAGV e estudantes dos Conservatórios 5,00 €
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail teatro@tagv.uc.pt
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Teresa Arsénio
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FESTIVAL “SEIA JAZZ & BLUES”

Wolfram Minnemann chegou a tocar com Jimmy Hendrix e ao mudar-se para Portugal, teve como primeiro guitarrista na sua banda de Blues, Rui Veloso. É um apaixonado pelos blues, na maioria da sua autoria e é um verdadeiro entertainer em palco.Informações
Casa Municipal da Cultura de Seia
Telf.: 238 310 251 / 238 310 230 Fax: 238 310 236 Telemóvel: 964862521
E-mail: seia-cultura@mail.telepac.pt
site: www.casadaculturadeseia.com
Bilheteira do Cinema: Telf. 238 310 249
Horário da bilheteira
Segunda a sexta-feira das 14 horas às 17h30
Sextas e sábados das 20h30 às 23 horas
Domingos das 14h30 às 17h30 e das 20h30 às 23 horas
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Teresa Arsénio
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Obesidade em Reportagem na RTP
Neste Programa - Os custos da Obesidade em Portugal ultrapassam anualmente os 550 milhões de euros por ano e em Inglaterra, país que connosco partilha o pódio dos mais gordos, mais de 1,5 mil milhões sendo igualmente responsável por 13% das mortes.
Nas escolas inglesas podemos encontrar crianças que nunca viram uma maça ou uma laranja, nas portuguesas alunos que bebem refrigerantes em vez de leite, croissants e chocolates em vez de um almoço equilibrado nas cantinas. Esta realidade não explica totalmente porque seis em cada dez crianças europeias têm excesso de peso mas é um flagrante indício de que se está a perder a luta contra a Obesidade.
O problema dos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento mata mais que o SIDA ou a Subnutrição. Nos Estados Unidos, a Obesidade afecta já 119 milhões de habitantes e os números continuam a "engordar". No Velho Continente, a União Europeia pensa programas de urgência para atacar a doença que está a pôr à prova os serviços de saúde.
O Em Reportagem mostra o quadro da doença em Portugal e estratégias que também o Reino Unido adoptou para tentar travar a patologia a que Organização Mundial de Saúde chama Epidemia do Século XXI.
“Vidas XXL” é um trabalho da jornalista Paula Rebelo, com imagem de Pedro Bryton Nunes e edição de José Vilas Boas, hoje pelas 21h.
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Anónimo
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Documentários NGC

O National Geographic Channel apresenta no próximo domingo dia 24 em repetição às 13.40h, "Os Exploradores da National Geographic: O Mistério das Múmias Chinesas", logo de seguida às 14.30h, o documentário “Armadilha Mortal do Dinossauro".
O National Geographic Channel reabre um antigo caso de pessoas desaparecidas e tenta encontrar a origem de um grupo de múmias enigmáticas encontradas a oeste da China. Aquilo que vai ser investigado pode alterar o que sabemos a respeito do mundo. Os quatro indivíduos faziam parte de um mundo desaparecido que existiu na China Ocidental algures entre 2600 e 4000 anos atrás, muito antes de Marco Pólo ou da Rota da Seda. Todavia, estes corpos mumificados têm um aspecto europeu e estavam acompanhados de ferramentas que nessa altura ainda não existiam nessa região do mundo. Quem eram? De onde vinham? Como conseguiram influenciar a disseminação da cultura e da tecnologia na era pré-histórica? Spencer Wells, explorador da National Geographic, junta-se à investigação sobre as múmias encontradas na bacia do Tarim. Agora, graças aos últimos avanços nas tecnologias do ADN e à base de dados Genographic, começam a aparecer novas respostas que nos permitem conhecer melhor a história que une o Oriente e o Ocidente.
Acompanhamos a National Geographic numa viagem à zona ocidental da China, à bacia seca e desolada do Junggar, onde foram encontrados restos de uma nova espécie de dinossauros. Uma equipa de paleontólogos dirigida pelos doutores Clark, da George Washington University, e Xu Xing, da Academia das Ciências da China, desenterra as respostas que permitem solucionar um buraco negro virtual na evolução dos dinossauros.
Domingo, 24 de Fevereiro às 13.40h e 14.30h.
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Nuno Teixeira
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Estudos de Movimento
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Nuno Teixeira
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Etiquetas: Escola Superior deDança
Correntes d' Escritas até à próxima!
Num misto de festa e saudade dos dias mágicos do Correntes d´Escritas, terminou, no Auditório Municipal a nona edição deste singular encontro de escritores de expressão ibérica.
A plateia do Auditório voltou a transbordar para a cerimónia de despedida e de entrega dos prémios literários desta edição.
Num ritual que já se tornou obrigatório, escritores, editores e convidados foram sendo chamados ao palco, pelo vereador do pelouro da Cultura, Luís Diamantino, para receberem uma aguarela que simboliza o agradecimento pela sua participação no encontro – para cada pessoa havia uma aguarela diferente, tendo unicamente um tema comum, a Póvoa de Varzim.
Ao palco subiu também Ruy Duarte de Carvalho, acolhido com um enorme aplauso, para receber o prémio Casino da Póvoa, que este ano distinguiu com 20 mil euros o seu livro Desmedida.
O prémio juvenil Correntes d´Escritas/ Papelaria Locus foi entregue a Beatriz Soares, estudante do segundo ano de medicina e que foi distinguida entre mais de meia centena de trabalhos inéditos a concurso.
Na despedida desta nona edição, o vereador Luís Diamantino lembrou que está já em preparação o número 10 – dez anos de vida do encontro, que se hão-se comemorar em 2009 com a mesma magia, amizade e informalidade, o que talvez seja, segundo ele, o segredo do sucesso do Correntes d´Escritas.
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Zita Ferreira Braga
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Sonho e Linguagem em mais uma sessão de Correntes d'Escritas
“Cada Homem é uma Língua” foi o tema que encerrou as mesas de debate desta 9ª edição do Correntes d’Escritas, que hoje terminou.
Nela participaram alguns dos grandes vultos da literatura de expressão ibérica. Foram eles Leonardo Padura, Mia Couto, Onésimo Teotónio de Almeida, Pepetela e Tabajara Ruas, num debate moderado por Maria João Seixas, que do tema disse ser “complexo, enigmático e estimulante”, comparando-o ainda à grandeza do mar “e contraditório nos termos”. Foram várias as abordagens feitas, tantas ou mais do que os escritores participantes, perante um público que mais uma vez encheu o
Auditório Municipal.
Três equívocos e uma sugestão resume a intervenção de Mia Couto, cuja recriação da língua é já sua imagem de marca por julgar que “é necessário inventar uma língua para reproduzir a natureza humana que quero mostrar”. Para o escritor moçambicano o primeiro equívoco passa por se achar que esta recriação linguística passa apenas pela literatura; o segundo de que é um processo linguístico; e o terceiro equívoco de que o “escritor tem à sua disposição uma língua já feita. Ambicionamos falar a língua dos sonhos e só ganhamos individualidade quando aprendemos a falar a língua de todos os homens, a língua dos sonhos”. E deixou uma sugestão: a recriação não tem a ver com o aspecto literário, tem a ver com ser feliz, com fazer da linguagem um brinquedo. “Não somos apenas usuários da língua, somos seus autores”, disse, acrescentando ainda que “precisamos de uma escola que nos liberte da dimensão funcional da palavra, para que sejamos inventores da língua e viajantes do sonho”.
“Pensei que este tema era perfeito, pois parecia-me que nele tudo cabe”, disse Pepetela, antes de listar os vários aspectos sobre os quais pode ser analisada a língua. Começou pela biologia, por descrever os vários tipos de língua que poderia ser; depois, pela questão do uso da língua portuguesa, tema já mais do que debatido, como acrescentou; pela questão da uniformização da língua, dando exemplo de gerações de escritores africanos que “torturam a língua portuguesa” para serem lidos. Mas nenhuma destas abordagens mereceu agradou a Pepetela, que preferiu analisar a questão imaginando a língua como vivência singular, que provoca uma sensibilidade própria. “Cada pessoa tem o seu percurso dentro do mesmo grupo”, explicou, “ e percursos díspares levam a respostas singulares”.
A análise técnica veio pela mão de Leonardo Padura. “Cada homem é a sua língua”, começou por dizer, analisando depois a evolução da literatura cubana e da língua literária cubana, que nasceu do emergir, a partir do século XX, da “consciência da necessidade de criar uma linguagem literária”, criada a partir da revitalização da linguagem popular. Passando para as personagens, o escritor cubano explicou que a linguagem por elas utilizada atribui-lhes características, permite saber de que estrato social é ou qual a sua maneira de pensar. E essa linguagem também se adapta às circunstâncias pois, como explicou, “a linguagem que uso aqui não é a mesma que uso na minha rua, entre amigos”, uma afirmação que justifica a sua não concordância com o tema, explicando que “um homem é muitas línguas e todas essas línguas são um homem”.
"Camões, / Seu nome retorcido como um búzio! / Nele sopra Netuno...".Assim começa um poema de Mário Quintana, que Tabajara Ruas considerou ter sido a sua epifania. Tinha pouco mais de 20 anos quando se deparou com os escritos do também autor brasileiro, aos quais não ficou indiferente, até porque, como explicou, “nem eu nem meus amigos percebíamos aquele idioma”. E foi uma homenagem a Mário Quintana que Tabajara Ruas apresentou ao público, sob forma de um texto sobre o escritor mal-amado, mal compreendido e esquecido, que em vez de ser entendido como provocador, era antes considerado antiquado.
Para quem já conhece o Correntes d’Escritas, já conhece também Onésimo Teotónio de Almeida, e já sabe que nas suas intervenções nunca faltam as histórias e as anedotas. Por isso, foram muitas as gargalhadas que eclodiram no Auditório. O sotaque foi o aspecto escolhido pelo escritor para debater o tema. Como explicou, “cada um de nós fala o nosso dialecto, com o nosso timbre”, continuando dizendo que “a língua não é de ninguém, cada um fala a sua língua”, que em grade medida depende da localização geográfica das pessoas. “A língua é bonita porque é nossa, quer a que aprendemos em casa, quer a que aprendemos na Pátria”, concluiu.
Terminou assim um ciclo de nove mesas de debate que proporcionou momentos de grande beleza a quem assistiu. Discutiu-se música, poesia, a volúpia e a perversidade na escrita, a realidade e a literatura. Para o ano há mais, mas pode sempre revisitar o Correntes d’Escritas 2008 no portal municipal.
Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
4490-438 Póvoa de Varzim
Telefone: 252.090.026
Fax: 252.611.882
Email: grpc@cm-pvarzim.pt
“Cada Homem é uma Língua” foi o tema que encerrou as mesas de debate desta 9ª edição do Correntes d’Escritas, que hoje terminou.
Nela participaram alguns dos grandes vultos da literatura de expressão ibérica. Foram eles Leonardo Padura, Mia Couto, Onésimo Teotónio de Almeida, Pepetela e Tabajara Ruas, num debate moderado por Maria João Seixas, que do tema disse ser “complexo, enigmático e estimulante”, comparando-o ainda à grandeza do mar “e contraditório nos termos”. Foram várias as abordagens feitas, tantas ou mais do que os escritores participantes, perante um público que mais uma vez encheu o
Auditório Municipal.
Três equívocos e uma sugestão resume a intervenção de Mia Couto, cuja recriação da língua é já sua imagem de marca por julgar que “é necessário inventar uma língua para reproduzir a natureza humana que quero mostrar”. Para o escritor moçambicano o primeiro equívoco passa por se achar que esta recriação linguística passa apenas pela literatura; o segundo de que é um processo linguístico; e o terceiro equívoco de que o “escritor tem à sua disposição uma língua já feita. Ambicionamos falar a língua dos sonhos e só ganhamos individualidade quando aprendemos a falar a língua de todos os homens, a língua dos sonhos”. E deixou uma sugestão: a recriação não tem a ver com o aspecto literário, tem a ver com ser feliz, com fazer da linguagem um brinquedo. “Não somos apenas usuários da língua, somos seus autores”, disse, acrescentando ainda que “precisamos de uma escola que nos liberte da dimensão funcional da palavra, para que sejamos inventores da língua e viajantes do sonho”.
“Pensei que este tema era perfeito, pois parecia-me que nele tudo cabe”, disse Pepetela, antes de listar os vários aspectos sobre os quais pode ser analisada a língua. Começou pela biologia, por descrever os vários tipos de língua que poderia ser; depois, pela questão do uso da língua portuguesa, tema já mais do que debatido, como acrescentou; pela questão da uniformização da língua, dando exemplo de gerações de escritores africanos que “torturam a língua portuguesa” para serem lidos. Mas nenhuma destas abordagens mereceu agradou a Pepetela, que preferiu analisar a questão imaginando a língua como vivência singular, que provoca uma sensibilidade própria. “Cada pessoa tem o seu percurso dentro do mesmo grupo”, explicou, “ e percursos díspares levam a respostas singulares”.
A análise técnica veio pela mão de Leonardo Padura. “Cada homem é a sua língua”, começou por dizer, analisando depois a evolução da literatura cubana e da língua literária cubana, que nasceu do emergir, a partir do século XX, da “consciência da necessidade de criar uma linguagem literária”, criada a partir da revitalização da linguagem popular. Passando para as personagens, o escritor cubano explicou que a linguagem por elas utilizada atribui-lhes características, permite saber de que estrato social é ou qual a sua maneira de pensar. E essa linguagem também se adapta às circunstâncias pois, como explicou, “a linguagem que uso aqui não é a mesma que uso na minha rua, entre amigos”, uma afirmação que justifica a sua não concordância com o tema, explicando que “um homem é muitas línguas e todas essas línguas são um homem”.
"Camões, / Seu nome retorcido como um búzio! / Nele sopra Netuno...".Assim começa um poema de Mário Quintana, que Tabajara Ruas considerou ter sido a sua epifania. Tinha pouco mais de 20 anos quando se deparou com os escritos do também autor brasileiro, aos quais não ficou indiferente, até porque, como explicou, “nem eu nem meus amigos percebíamos aquele idioma”. E foi uma homenagem a Mário Quintana que Tabajara Ruas apresentou ao público, sob forma de um texto sobre o escritor mal-amado, mal compreendido e esquecido, que em vez de ser entendido como provocador, era antes considerado antiquado.
Para quem já conhece o Correntes d’Escritas, já conhece também Onésimo Teotónio de Almeida, e já sabe que nas suas intervenções nunca faltam as histórias e as anedotas. Por isso, foram muitas as gargalhadas que eclodiram no Auditório. O sotaque foi o aspecto escolhido pelo escritor para debater o tema. Como explicou, “cada um de nós fala o nosso dialecto, com o nosso timbre”, continuando dizendo que “a língua não é de ninguém, cada um fala a sua língua”, que em grade medida depende da localização geográfica das pessoas. “A língua é bonita porque é nossa, quer a que aprendemos em casa, quer a que aprendemos na Pátria”, concluiu.
Terminou assim um ciclo de nove mesas de debate que proporcionou momentos de grande beleza a quem assistiu. Discutiu-se música, poesia, a volúpia e a perversidade na escrita, a realidade e a literatura. Para o ano há mais, mas pode sempre revisitar o Correntes d’Escritas 2008 no portal municipal.
Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
4490-438 Póvoa de Varzim
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Zita Ferreira Braga
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Alunos de Vila do Conde à conversa com escritores
Onésimo Teotónio de Almeida e Ondjaki à conversa com alunos de Vila do Conde
Muitas histórias do dia-a-dia em Angola e dos tios de Ondjaki, a tia Fernanda, o tio Chico e o tio Vítor, foram servindo para os alunos descobrirem o autor que não se considera um escritor.”Ainda hoje não sei se sou escritor, mas depois de ter publicado já não consigo fugir a essa designação”, comentou. Licenciado em Sociologia, o autor confessou que, apesar de ter tido sempre boas notas, nunca gostou do curso e não sabe porque o concluiu. Acerca do seu encontro com jovens estudantes, Ondjaki explicou que é uma troca de ensinamentos e conhecimentos. Depois de ter estado, esta manhã, à conversa com crianças de sete anos, o escritor “soube quem eram os D’ZRT”. Perante o riso da plateia, Onésimo interveio: “São jogadores de futebol?”.
Onésimo Teotónio de Almeida vive nos EUA, onde é professor. Disse que “tenho idade para ser vosso avô e pai do Ondjaki, mas venho aqui para aprender convosco”.
Finalmente, o escritor deixou um conselho aos jovens vilacondenses: “leiam!
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Zita Ferreira Braga
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Etiquetas: debates, Póvoa do Varzim
Alunos de Vila do Conde com escritores à conversa
Onésimo Teotónio de Almeida e Ondjaki estiveram hoje à tarde à conversa com alunos de Vila do Conde na Biblioteca Municipal.
Completamente rendidos ao bom humor dos dois escritores, os jovens de dezasseis anos não pararam de rir durante quase duas horas. Ambos com o dom de encantar plateias, Ondjaki e Onésimo foram apresentando-se através de histórias hilariantes que prenderam a atenção dos jovens do início ao fim deste encontro.
Muitas histórias do dia-a-dia em Angola e dos tios de Ondjaki, a tia Fernanda, o tio Chico e o tio Vítor, foram servindo para os alunos descobrirem o autor que não se considera um escritor.”Ainda hoje não sei se sou escritor, mas depois de ter publicado já não consigo fugir a essa designação”, comentou. Licenciado em Sociologia, o autor confessou que, apesar de ter tido sempre boas notas, nunca gostou do curso e não sabe porque o concluiu. Acerca do seu encontro com jovens estudantes, Ondjaki explicou que é uma troca de ensinamentos e conhecimentos. Depois de ter estado, esta manhã, à conversa com crianças de sete anos, o escritor “soube quem eram os D’ZRT”. Perante o riso da plateia, Onésimo interveio: “São jogadores de futebol?”.
Onésimo Teotónio de Almeida vive nos EUA, onde é professor. Disse que “tenho idade para ser vosso avô e pai do Ondjaki, mas venho aqui para aprender convosco”. Onésimo concorda com Ondjaki: “não penso em mim como um escritor. Não gosto de estar fechado entre paredes a escrever. Prefiro conviver com as pessoas”.
Finalmente, o escritor deixou um conselho aos jovens vilacondenses: “leiam!
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Zita Ferreira Braga
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Outros escritores nas Correntes d'Escritas
O bom humor de Francisco José Viegas, o orgulho da nacionalidade angolana de Pepetela e a literatura castelhana do jovem escritor Ignacio del Valle preencheram a manhã dos alunos da Escola Secundária Rocha Peixoto que tiveram oportunidade de conhecer melhor estes escritores, dispostos a satisfazer as curiosidades dos jovens.
Questionado sobre a utilização do pseudónimo de Pepetela, Artur Pestana elucidou os presentes de que se trata de um nome de origem quimbundo, complexo dialectal falado em Angola que significa ‘pestana’.
Terrorista de Berkeley, como se veio a intitular a obra foi, em 2007, editado pela Dom Quixote. A este propósito, Pepetela confessou que “escrever só para mim é outra liberdade, outro prazer. A partir da altura em que se começa a publicar, a preocupação com o que se escreve centra-se, essencialmente, no leitor”. Ignacio del Valle também considera que ninguém escreve para si mesmo e o momento mágico para o autor acontece quando o leitor se emociona com aquilo que lê. Francisco José Viegas partilhou que “escrevo por prazer meu e por necessidade. É preciso ganhar a vida. A dimensão do prazer é muito exagerada, o prazer é algo muito mais intenso e forte”. O escritor e jornalista disse que nos últimos anos tem publicado, essencialmente, romances policiais porque “é um género que permite fazer patifarias e experimentar um lado de irresponsabilidade que eu gosto de vez em quando”. Com a poesia, o escritor versátil e multifacetado, assumiu que tem uma relação marginal, o género poético faz parte de outra coisa, “respira outra linguagem”, afirmou.
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Zita Ferreira Braga
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FESTIVAL “SEIA JAZZ & BLUES” NA CASA DA CULTURA DE SEIA

O programa contempla quatro concertos, um no dia 22 de Fevereiro (sexta-feira) com Minnemann Blues Band; outro no dia 23 (sábado), com Down Home; outro no dia 29 de Fevereiro (sexta-feira), com o Sexteto Mário Barreiros e a encerrar, dia 1 de Março (sábado), com Toni Solá Quartet c/ Harry Allen.
O programa inclui a realização de dois Workshop’s: “Os Blues” por Wolfram Minnemann no Centro Musical de Seia, dia 23, pelas 15 horas e “A Bateria” por Mário Barreiros, no Conservatório de Música de Seia, dia 1 de Março às 15 horas.
Preçário
Para os dois primeiros concertos de Blues o bilhete normal é de 3 euros e com descontos (Cartão Municipal da Juventude e / ou Idoso) – 1,5 Euros. Para os concertos de Jazz o bilhete normal é de 7 euros e com descontos – 3,5 euros. A organização colocou à venda um pack que dá acesso aos quatro concertos, no valor de 15 €.
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Teresa Arsénio
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6ª Edição Portalegre JazzFest

Grande Auditório às 21:30
Júlio Resende nasceu em Faro e começou a tocar piano aos quatro anos de idade. Mais tarde, inicia os seus estudos no Conservatório Maria Campina, com a professora de piano Oxanna Anikeeva e o professor de formação musical, Paulo Cunha. Não nasceu para intérprete clássico, pois não consegue tocar uma peça sem ter vontade de improvisar. Assim, iniciou os seus estudos de jazz em 2000 com o contrabaixista e pedagogo Zé Eduardo.
Posteriormente, fez parte do Ensemble do Hot Clube que tem o intuito de representar a Escola do Hot Clube em eventos culturais. Pelo Hot Clube também ganhou o prémio para “Melhor Combo” no âmbito do concurso inter-escolas realizado na Festa do Jazz do Teatro S.Luís em 2005.
Participou em vários workshops internacionais, nos quais trabalhou com professores de prestigiadas Universidades de Jazz dos E.U.A., como a “New School for Jazz and Contemporary Music” e a “Berklee College of Music”: Aaron Goldberg, Gary Versage, Greg Tardy, Matt Penman, Frank Tiberi, Mark Ferber, Jonathan Kreisberg, Omer Avital, entre outros.
Entre os músicos com quem já tocou conta-se Pedro Moreira, Bernardo Moreira, Alexandre Frazão, Nuno Ferreira, Matt Lester, Hugo Alves, Bruno Pedroso, Maria Viana, entre outros.
Recentemente formou o Júlio Resende 4teto, com o intuito de trabalhar composições originais suas, e com o qual tem actuado em Auditórios e clubes de Jazz por todo o país. O primeiro disco do seu quarteto, “Da Alma”, saíu no final de 2007 através da editora Clean Feed.
Ponto de escuta
http://www.julioresende.com/
www.myspace.com/julioresende
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Teresa Arsénio
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Denisa canta, hoje, no Portugal no Coração
A pouco mais de quinze dias da sua participação no Festival da Canção, Denisa Silva vai, hoje, ao Portugal no Coração interpretar três músicas.
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Anónimo
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Poesia em debate nas Correntes d'Escritas
Moderada por Luís Machado, com a participação de Filipa leal, Janet Nuñez, Jorge Sousa Braga e Teresa Rita Lopes, a mesa “Poesia: a bem dita e a mal dita” prestava-se a levar os participantes por vários caminhos.
Habituada a ler em público poesia, Filipa Leal analisou a importância da interpretação, afirmando que a poesia oferece essa possibilidade sonora de entender o mundo e que se “poesia rima com melodia, essa melodia precisa de ser dita”. E, a este propósito, citou Torga e esse poema em que ele diz:
“Não tenhas medo, ouve:
É um poemaUm misto de oração e de feitiço...Sem qualquer compromisso, Ouve-o atentamente,De coração lavado”
Quando soube do tema da mesa em que ia participar, Janet Nuñez confessa que foi remetida para as suas memórias de infância, quando, na escola, era obrigada a decorar poesia para recitar no final do ano lectivo ou em dias festivos, como o dia da Mãe. E, recorrendo às palavras de Garcia Lorca, na sua Teoria y Juego del duende, aqueles poemas “aborreciam-nos tanto que estiveram a ponto de se converter em pimenta de irritação”. Depois, segundo a poetisa colombiana, o tema remeteu-a também para os poetas malditos, como Mallarmé, Rimbaud ou Verlaine, e para os benditos, que, na história da Literatura, estão catalogados como poetas místicos.
Mas foi a importância do ritmo e do som que Janet sublinhou porque, para ela, “a poesia bem escrita não tem a ver com a ortografia, nem com a escolha de palavras rebuscadas, nem tão pouco com o uso adequado da gramática ou com o uso da rima, mas sim com o ritmo, o tom, uma cadência adequada e um selo pessoal, que é a visão do poeta, o reflexo do seu mundo e das suas circunstâncias.”
Para Jorge Sousa Braga, a poesia começou por ser oral e, ao longo dos tempos, nunca deixou de ser lida e cantada, tendo a voz humana permanecido como o fio condutor mais perfeito da poesia. Remetendo para a actualidade e para as novas tecnologias, Sousa Braga referiu a existência de páginas na Internet em que é possível ouvir interpretações de poesia, mas, para ele, há algo no poema que só a voz de quem o escreve pode transmitir, independentemente de ser bem ou mal dito.
Servindo-se da sua experiência como professora primária, Teresa Rita Lopes lembra como há alguns anos não havia criança que não soubesse um ou mais poemas de cor. E essa memorização era incitada nas escolas e nas famílias, quando era hábito chamá-las para declamarem o que sabiam de cor.
Lembrando que, saber de cor é saber com o coração e incorporar o que se sabe, Teresa Rita Lopes, recordou António Aleixo e a forma como tanta gente sabe, ainda hoje, de memória, algumas quadras de um poeta que, afinal, quase não sabia escrever.
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Zita Ferreira Braga
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Mia Couto com alunos da Póvoa do varzim
Quanto à sua outra actividade, a biologia, Mia Couto brincou afirmando que “sou muito mau biólogo. Não confiem em mim. A biologia atrai-me, não pelas respostas exactas, mas pelas dúvidas que suscita e, a escrita, tem essa mesma inquietação da procura por soluções”.
André Sant’Anna também esteve presente nesta conversa com os alunos. O escritor contou que o seu pai era escritor e a sua mãe música. Como “o meu pai ficava muitas horas fechado no quarto a escrever, a sofrer com as suas personagens, e a minha mãe a divertir-se com a sua música, eu nunca quis nada com a literatura e sempre quis ser músico”. Brasileiro, André Sant’Anna brincou que “aproveito estes momentos para dizer mal do Brasil. Muitas pessoas têm a ideia de que o meu país é apenas pobre financeiramente, mas o Brasil está empobrecido culturalmente. Somos quase obrigados a ter relações sexuais e perde-se a noção do que é o amor e a amizade verdadeira e é isto que os meus livros retratam”.
Pedro Teixeira Neves, o terceiro escritor e o único português, presente nesta conversa, explicou que “escrever para mim é uma inevitabilidade”, mas “só na faculdade é que comecei a escrever. Até aí só me interessei por futebol e por música”.
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Zita Ferreira Braga
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Os mais pequenos em Correntes d'Escritas
Foi uma das novidades nesta nona edição do Correntes d’Escritas, que no seu programa de actividades paralelas inclui uma mesa destinada a alunos do 4º ano do 1º ciclo de Ensino Básico da Póvoa de Varzim.
Sob o tema “Conta-me um conto”, Cristina Norton, Ondjaki, Rui Grácio e Vergílio Alberto Vieira reuniram-se esta manhã no Diana Bar perante uma plateia de 125 alunos das EB 1 nº 2 dos Sininhos, nº 3 do Desterro, nº 1 de Refojos – Aver-o-Mar e nº 1 Praça – Rates.
Rui Grácio fez uma pequena apresentação baseada no texto da sua nova obra Olá, eu sou um Livro, e que será apresentado hoje, às 17h00, na Casa da Juventude.
Também Cristina Norton aproveitou uma das suas obras infanto-juvenis para falar com os alunos. Um Barco de Chocolate foi o ponto de partida para a visita de muitos contos que a autora escreveu, transportando os alunos para um mundo de magia, sempre presente na literatura infantil. De nacionalidade argentina, a viver em Portugal há vários anos, mas com raízes um pouco por todo o mundo, Cristina Norton explicou que Um Barco de Chocolate é mais do que o nome do livro, é uma recordação da sua infância, pois seu pai dizia que um dia iriam viajar para a Europa num barco de chocolate.
O riso e as gargalhadas chegaram com a intervenção de Ondjaki, que questionou os alunos sobre qual era o conto mais curto do mundo. “O conto mais curto do mundo é este: Era uma vez… e acabou”, desvendou, explicando depois que neste conto há espaço para muito mais, pois podemos acrescentar elementos à história, saber o que aconteceu e como acabou. Foi este o ponto de partida para os alunos construírem os seus próprios contos, partindo apenas de uma palavra. De conto mais curto do mundo, a estória ganhou conteúdo, imaginação, através da interacção com os alunos. “Escrever um conto é aumentar o que vimos, o que ouvimos e o que sonhamos”, concluiu.
Da mala de Vergílio Alberto Viera saltou um sol e na mesa nasceu uma flor para acompanhar a leitura de um conto sobre a Abelha Giroflé. O conto foi desvendado em primeira mão para os alunos presentes, pois faz parte de um livro que ainda não foi lançado e que Ondjaki irá ilustrar.
Seguiram-se as perguntas por parte dos alunos, que perderam a timidez e até poemas declamaram. Assim, ficaram a saber que Ondjaki gostou muito de escrever Ynari, a menina das 5 tranças (livro que todas as crianças conheciam) e que o seu nome verdadeiro não é Ondjaki, antes outro que é segredo indesvendável. Souberam também que Rui Grácio começou a escrever em 1993, que Cristina Norton escreve contos infantis porque, já depois de os filhos crescidos, sentiu necessidade de escrever para outras crianças e que Vergílio Alberto Vieira deve a seus pais a sua dedicação à escrita, pois incentivaram-no à leitura quando ainda era muito novo.
Terminadas as perguntas, foram muitas as crianças que, de livros na mão, esperaram pelos autógrafos dos escritores.
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Zita Ferreira Braga
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Filme brasileiro na Póvoa do Varzim
Em “Neto e o Domador de Cavalos”, Tabajara Ruas retoma a história do herói brasileiro do século XIX, António de Souza Netto, que esteve na origem do livro “Netto perde a sua Alma”, escrito por Tabajara e adaptado por ele mesmo para o cinema, em 2001.
Depois de “Netto perde a sua Alma”, explica o escritor, “a personagem ficou tão grande que tive que fazer este segundo filme, ‘Netto e o Domador de Cavalos’ e estou já a trabalhar num terceiro, porque gostaria de fazer uma trilogia em torno dele, e que já tem título, será ‘Netto nos Braços da Moura’”.
Na Póvoa para participar na nona edição do Correntes d´Escritas, Tabajara Ruas fala com orgulho do segundo filme da saga de Netto que, como explica, não se baseia, desta vez, num livro, resultando antes de um guião especificamente escrito para o cinema.
“Netto e o Domador de Cavalos” retoma, pois, o herói farroupilha, o general António de Souza Netto, que participou em todas as guerras de fronteira no sul do Brasil, no século passado. Um republicano, segundo Tabajara, contra a escravatura e o império numa época em que o Brasil era ainda o único império esclavagista na América do Sul de 1835.
O romance “Netto perde a sua alma” deu origem a um filme que ganhou quatro kikitos, no Festival de Cinema de Gramado 2001, o maior festival de cinema do Brasil e América Latina e o filme que agora passou na Póvoa é a sua continuação.
Antônio de Souza Netto, general brasileiro, descendente de emigrantes açorianos, é ferido durante a Guerra do Paraguai (1861-1866) e recolhido ao Hospital Militar de Corrientes, na Argentina, onde viria a falecer.
Apesar de tantas batalhas, o guerreiro, com porte de herói galante, encontrou tempo para casar, ter duas filhas e cuidar de sua estância em Piedra Sola, distrito de Tacuarembó, no Uruguai.
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Zita Ferreira Braga
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Correntes d'Escritas não param na Póvoa do Varzim

“Escrever é um Gesto Perverso”
Literatura e perversão – ligação possível ou impossível? Foi este o desafio para a 4ª mesa de debate do Correntes d’Escritas, que teve como tema “Escrever é um Gesto Perverso”.
Com moderação de Carlos Quiroga, a mesa ficou marcada pelo espanto e estranheza que tal tema colocou e que obrigou a alguma pesquisa por parte de todos os participantes, a saber Adolfo García Ortega, André Sant’Anna, Eugenia Almeida, José Norton e Mário Pinheiro.
Num primeiro momento esta ligação entre literatura e perversão parecia impossível para García Ortega, pois, na sua opinião, a literatura é algo de transparente e a perversão algo de obscuro. Uma segunda análise, já a nível etimológico, permitiu ao escritor espanhol chegar a uma outra conclusão: por definição no dicionário, perverso significa algo de mau e viciante e também diz respeito a algo que é alterado negativamente. Ora, se escrever é viciante e ler implica a alteração da conduta, então Escrever é um Gesto Perverso.
Também Eugenia Almeida investigou a palavra perverso. Primeiro através do dicionário, depois na literatura ligada à psicanálise (onde tudo é perverso e “e as palavras nunca significam o mesmo que para o resto dos mortais”, disse) e finalmente, junto de um amigo especialista em etimologia. Foi ele que lhe deu, como definição de perverso, “tomar algo e dar a volta”, algo que, de facto, acontece na literatura, “um mundo de possibilidades, onde posso corrigir, inventar palavras, voltar atrás.”
Tal conclusão teve a concordância de José Norton, cuja experiência literária passa, em grande medida, pela elaboração de biografias, trabalho que pede um grande esforço de investigação. E é neste trabalho que José Norton vê perversidade, ao dar a volta “a ideias feitas que tenho encontrado em biografias que eu, através da minha investigação, concluo que não foi bem assim. Passo a ideia real, dou a volta às coisas”.
Na mesa participou ainda André Sant’Anna, cuja obra está marcada pela temática da sexualidade, que alguns vêem como perverso. “Mais do que a literatura é a arte que perverte a cultura” disse, “e a cultura tenta impor um formato”.
A fechar a mesa, Mário Pinheiro confessou também a sua estranheza face ao tema, um bom sinal, referiu, pois “estranhar é começar a compreender as coisas”. Conclui, então que “não há perversidade no simples acto de escrever, poderá é haver subversão”, identificado a perversidade não na literatura em si própria mas na comercialização da mesma: “a perversidade consiste no encher dos bolsos à custa da ingenuidade dos outros”, afirmou.
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Zita Ferreira Braga
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Mais uma edição de Correntes d'Escritas
Abrindo o debate à mesa, José Manuel Vasconcelos tentou subverter o tema, afirmando que, para ele, deveria ser “escrevo com o tamanho que tenho e não, sou do tamanho do que escrevo”.
Para Miguel Real, o tema não causou qualquer problema, uma vez que, como afirmou, não o analisou na primeira pessoa, tendo feito exactamente o raciocínio proposto por José Manuel Vasconcelos, isto é, considerando que, nomeadamente no caso de grandes nomes da literatura, os escritores são do tamanho da sua obra e da sua escrita.
Isabel da Nóbrega resolveu pegar no tema por outro ponto de vista, considerando que “sou do tamanho do que leio e não do que escrevo”.
Carme Riera pegou também na questão da leitura, afirmando que “somos o que lemos”.
Para José Eduardo Agualusa “qualquer livro, sendo bom, é maior do que o seu autor”, o que significa que, para o escritor, a obra assume, desde logo, o papel principal na equação. Para ele, o escritor é quase um personagem da sua própria obra, sendo também todos os outros que vieram antes dele e que o fizeram escritor.
Eduardo Mendoza fechou a mesa de debate recorrendo ao humor das histórias que resolveu partilhar com o público e que arrancaram bastantes gargalhadas e aplausos. E, para o escritor, a questão é muito subjectiva porque “o tamanho e o talento individual são questões muito relativas”.
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Zita Ferreira Braga
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O Fotógrafo dos Escritores na Póvoa do Varzim
O Auditório Municipal recebeu, esta tarde, uma apresentação fotográfica multimédia onde estão espelhados 30 anos de trabalho, onde estão incluídas muitas das imagens recolhidas durante as três edições do Correntes d'Escritas em que já participou.
O fotógrafo argentino é dotado de uma especial sensibilidade para captar a verdadeira essência da criação literária e comenta: “Não se pode fotografar escritores sem amar a literatura”.
Acerca do Correntes d'Escritas e da sua participação nesta edição, através desta apresentação, Daniel Mordzinski afirma que pretende devolver um pouco de tudo aquilo que o Encontro lhe proporciona.
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Zita Ferreira Braga
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Correntes d'Escritas apresenta novos livros
Se Mendoza vem, pela primeira vez ao Correntes d´Escritas, Padura não é um estreante e, para falar do seu livro, coisa que, segundo ele, é um dos exercícios mais difíceis que existe, começou por afirmar, com piada, que “quando um cubano fala devagar, está a falar português”. E foi neste seu “português” recém-adquirido, que o escritor explicou que A Neblina do Passado é realmente o regresso de Mário Conde, personagem recorrente nos seus romances policiais. Só que este já não é um romance policial. Mário Conde deixou de ser polícia e decidiu abrir um pequeno negócio de compra e venda de livros antigos, o que o vai levar de encontro à literatura cubana do século XIX e, mais concretamente, à descoberta de um livro onde um personagem feminino vai tomar conta do seu imaginário. É esta mulher, cuja história ele tenta seguir, que o vai levar numa viagem pela Havana dos anos 50 e pela Havana contemporânea. As noites da capital cubana, os boleros, a dança, o fascínio de uma época do passado, tudo isso povoa este livro de Leonardo Padura, que, para o romance trouxe ainda o sentimento de derrota e desencanto da sua geração e daqueles que, ainda assim, e tal como ele, decidiram permanecer em Cuba e aí continuar a escrever.
Para falar do seu livro, Eduardo Mendoza decidiu começar pelo título: Maurício ou as Eleições Sentimentais. Um título, segundo ele estranho e que nem ele próprio sabe se entende muito bem. Se a acção se desenrola em Espanha, a Espanha dos anos 80, onde já se consolidou a democracia, a história pode bem situar-se em qualquer outro país, uma vez que o romance lida com, como referiu Mendoza, “a aprendizagem da normalidade”. Essa aprendizagem da passagem à idade adulta, quando morrem os sonhos da adolescência.
Segundo o autor, Maurício ou as Eleições Sentimentais é a história de personagens jovens e das suas escolhas de vida, quando supostamente se tomam decisões, mas, na realidade essas decisões até nem nos pertencem a cem por cento, sendo antes um produto de toda a envolvente social e até familiar. O livro trata, pois, tendo como pano de fundo a Espanha dos anos 80, das transições pessoais e colectivas e a pergunta final é: o que aconteceu às esperanças, aos projectos de vida, aos projectos de mudança da vida de cada um e até do país em que se insere? O que acontece aos sonhos que têm que morrer nessa “aprendizagem da normalidade” que implica a passagem para a vida adulta?
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" Histórias de Luanda" nascem na Póvoa do Varzim
De um verso do poeta angolano António Gonçalves saem estas “Histórias de Luanda”, com o travo agridoce das pitangas.
É a realidade da sociedade angolana, representada nas histórias dos habitantes da capital, que constitui o cerne deste documentário - é que Luanda é tão forte que parece um país, afirma Ondjaki.
Dois jovens angolanos da mesma geração, Ondjaki, escritor, e Kiluanje, realizador, com Inês Gonçalves, responsável pela imagem, passaram dois meses em Luanda, em 2005, a realizar entrevistas.
Luanda nunca tinha sido filmada assim, através do testemunho dos que nela vivem, dos seus sonhos, das suas realidades, expondo as suas fragilidades e os seus encantos. Os conflitos entre a população e a esfera política, a proliferação do sector informal, as desilusões e as aspirações, o questionamento do espaço urbano e do futuro de uma Angola em acelerado crescimento. Estas dez personagens falam também das suas vidas, do seu modo de agir sobre a realidade, da música que não pode parar.
“Oxalá cresçam Pitangas” é, pois, esse acentuar da esperança no futuro. O olhar de uma nova geração sobre uma cidade e um país que se confundem na sua realidade cultural.
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Zita Ferreira Braga
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Exposição na Póvoa do Varzim
"Mosaico de um país de muitas terras e de um povo de muitas nações, esta galeria de fotografias vem despida de preconceitos, de exegeses - até de guião.
Carlos Pinto Coelho descreve, desta forma, no prefácio do álbum da exposição, a exposição fotográfica de Luis de Almeida.
O fotógrafo apresentou, ontem a tarde, a exposição "Moçambique de hoje", na Biblioteca Municipal.
Moçambique de Hoje é um retrato enamorado desse país. O álbum que reúne 154 imagens, com prefácio de Carlos Pinto Coelho, é dedicado a todos aqueles que estão ligados a Moçambique. A exposição, que estará na Biblioteca Municipal até 15 de Março, é a selecção de doze dessas imagens.
Na inauguração de ontem, Luís Diamantino referiu que estas imagens não em tempo, "são de ontem, hoje e amanhã". O vereador do Pelouro da Cultura afirmou que a exposição traz-nos Africa em todo o seu esplendor.
Mia Couto interveio na inauguração para parabenizar Luís de Almeida pelo trabalho concretizado.
Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
4490-438 Póvoa de Varzim
Telefone: 252.090.026
Fax: 252.611.882
Email: grpc@cm-pvarzim.pt
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