sábado, 13 de outubro de 2007

8ª FESTA DO CINEMA FRANCÊS EM COIMBRA


8ª FESTA DO CINEMA FRANCÊS
De 15 a 19 de Outubro
TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE
COIMBRA

Programa

La vie privée [2006, 1h15]

Realização Zina Modiano Argumento Zina Modiano, Mehdi Ben Attia (Baseado em La Coupe d’or de Henry James) Elenco Ouassini Embarek, Darry Cowl, Claire Nadeau, Aurélien Recoing, Marie Modiano Fotografia Mário Castanheira Produção Gémini Films (Paulo Branco)

Sofiane, um jovem com cerca de vinte anos, vai de férias com a mãe para o palácio dos Mellifond, no centro do Pays Noir. A ideia é espairecer, pois acabou de perder a avó que o criou. Nos três dias da estadia, Sofiane vai viver acontecimentos que o vão mudar para sempre.

23h30
Coeurs [2006, 2h05]

Festival de Veneza 2006 / Prémio de Encenação
Realização Alain Resnais Argumento e diálogos Alan Ayckbourn, baseado na obra de Jean-Michel Ribes Elenco Sabine Azéma, Lambert Wilson, André Dussollier, Pierre Arditi, Jaura Morante, Isabelle Carré Fotografia Eric Gautier Música Mark Snow

Thierry, agente imobiliário, faz os possíveis para encontrar uma casa para Nicole e Dan, um casal de clientes muito exigentes. Na agência, Charlotte, sua colaboradora, empresta-lhe a cassete de um programa de variedades religiosas que ela adora e com o qual Thierry fica profundamente perturbado. A irmã mais nova de Thierry, Gaëlle, procura secretamente o amor, chegando ao ponto de recorrer a anúncios. Dan, um militar de carreira expulso do exército, passa os dias no bar de um hotel onde desabafa com Lionel, o barman. Para assegurar o turno da noite, Lionel recorre a uma auxiliar domiciliária benévola para cuidar de seu pai, Arthur, um velho doente e rabujento. É Charlotte que se apresenta. E, assim, o movimento de uma personagem pode mudar o destino de outra, sem para tal conhecê-la ou sequer cruzar-se com ela.

Dia 16

19h00

Naissance des pieuvres [2007, 1h25]

Selecção oficial Un Certain Regard no Festival de Cannes Prémio da Juventude no Festival de Cabourg 2007
Realização e argumento Céline Sciamma Elenco Pauline Acquart, Louise Blachère, Adèle Henel, Serge BrincatFotografia Crystel Fournier Música Para One (Jean-Baptiste de Laubier)Produção Jérôme Dopffer e Bénédicte Couvreur (Les Productions Balthazar)

Ao assistir por acaso a um espectáculo de natação sincronizada, Marie tem uma verdadeira epifania. A jovem de 15 anos desenvolve uma obsessão pela disciplina, mas esse desejo parece esconder outro: Marie, fascinada pela sensual Floriane, começa a segui-la, entra no seu universo solitário e acaba por se apaixonar. Na solidão dos seus quartos, as duas jovens de 15 anos não são o que pensamos. Se as primeiras vezes são inesquecíveis, é porque não têm leis.

21h30

Mauvaise Foi [2006, 1h28]

Realização Roschdy Zem Argumento e diálogos Roschdy Zem e Pascal Elbé Elenco Cécile de France, Roschdy Zem, Pascal Elbé, Jean-Pierre Cassel Fotografia Jérôme Alméras Música Souad Massi Produção Philippe Godeau

Clara é judia, Ismaël é árabe. Formam um casal feliz e harmonioso. Quando Clara descobre que está grávida, é o dia mais feliz das suas vidas. Está tudo bem…

23h30

Anna M. [2007, 1h46]

Festival Internacional do filme de Berlim 2007 / Selecção Panorama

Realização Michel Spinosa Argumento e diálogos Michel Spinosa Elenco Isabelle Carré, Gilbert Melki, Anne Consigny Fotografia Alain Duplantier Música CocoRosie, Au Revoir Simone Produção Patrick Sobelman (Ex Nihilo)

Anna, uma jovem mulher doce e reservada que sofre de psicose delirante, convence-se de que o Dr. Zanevsky a ama, depois de ter tomado umas palavras suas, anódinas e estritamente profissionais, por uma paixão tácita. Nada poderá demover Anna M. da sua convicção de ser a eleita deste médico de conduta irrepreensível. E quanto mais ele negar, resistir ao seu assédio, tentar fugir dela, mais Anna implorará, convencida de que está a ser posta à prova, rejeitada por sentimento de culpa.

Dia 17
10h30

Serko [2005, 1h40]

Realização Joël Farges Argumento e diálogos Joël Farges e Michel Fessler (adaptado da obra de Jean-Louis Gouraud)Elenco Aleksei Chadov, Jacques Gamblin, Marina Kim Fotografia Igor Luther Música Béatrice Thiriet Produção Catherine Dussart (CDP)

No princípio do Inverno de 1889, Dimitri, montando no Serko, um pequeno cavalo cinzento, abandona as margens do rio Amur, situado nos confins orientais do Império Russo. Após extraordinárias peripécias, chega à corte do Tzar, em Saint-Petersbourg. Tendo percorrido mais de 9.000 quilómetros em menos de 200 dias, o jovem cavaleiro e a sua montada realizaram uma das mais fantásticas proezas equestres de todos os tempos.

19h00

Nue Propriété [2006, 90`]

Mostra internacional de cinema – Veneza 2006 / Competição oficial

Realização Joachim Lafosse Argumento e diálogos Joachim Lafosse et François Pirot Elenco Isabelle Huppert, Jérémie Renier, Yannick Renier Fotografia Hichame Alaouie Produção Joseph Roushop et Martine De Clermont-Tonnerre

Divorciada, Pascale vive numa antiga quinta restaurada com os filhos gémeos – François e Thierry – jovens adultos incapazes de tomarem conta de si próprios. Quando a mãe decide vender a casa de família, os irmãos apercebem-se de que vão ter de viver uma vida de adultos e opõem-se violentamente à venda. A sua relação fusional transforma-se, então, numa guerra fratricida, sob o olhar impotente da mãe.

21h30

Avida [2006, 1h23]

Festival de Cannes 2006 / Selecção oficial – Fora de competição

Realização Benoît Delépine e Gustave Kervern Argumento e diálogos Benoît Delépine e Gustave Kervern Elenco Benoît Delépine, Gustave Kervern, Velvet Fotografia Hugues Poulain Música Jef Benech’ Produção Benoît Jaubert e Mathieu Kassovitz (MNP Entreprise)

Um surdo-mudo e dois viciados em quetamina falham o rapto do cão de uma multimilionária voluptuosa, que aproveita para os obrigar a realizar as suas últimas vontades.

23h30

L`Avocat de la Terreur [2007, 2h15]

Realização e argumento Barbet Schroeder Elenco Jacques Vergès, Béchir Boumaza, Hans-Joachim Klein Fotografia Caroline Champetier, Jean-Luc Perréard
Música Jorge Arriagada Co-produção Rita Dagher (Yalla productions), Wild Bunch

Comunista, anticolonialista, de extrema-direita? Que convicções guiam Jacques Vergès? Barbet Schroeder procura elucidar o "mistério". No início da carreira do enigmático advogado: a guerra da Argélia e Djamilah Bouhired, a pasionaria que encarna o desejo de liberdade do seu povo. Jacques Vergès abraça, então, a causa anticolonialista e casa-se com Djamilah. Em seguida, desaparece durante oito anos. Quando regressa, Vergès defende terroristas de todos os quadrantes (Magdalena Kopp, Anis Naccache, Carlos, …) e monstros históricos como Klaus Barbie. De casos escaldantes em explosões terroristas, Barbet Schroeder percorre os meandros seguidos pelo "advogado do terror" até aos confins do político e do judiciário.


Dia 18

19h00

L’invité [2006, 1h26]

Realização Laurent Bouhnik Argumento David Pharao Elenco Daniel Auteuil, Valérie Lemercier, Thierry Lhermitte, Hippolyte Girardot Fotografia Jean-Paul Agostini Produção Maurice Illouz e Pierre-Ange Le Pogam (Europa Corp.)

Cinquenta anos, há três no desemprego e com os subsídios a diminuir… Gérard já esgotou todos os recursos, quando surge uma oportunidade de emprego na Indonésia. Para lograr os favores do novo patrão, Gérard convida-o para jantar em sua casa. Erro fatal! Apavorada com a ideia de não estar à altura, a mulher, Colette, implora a Alexandre, um vizinho, que os ajude. Guru da comunicação, Alexandre aceita o desafio e, em vinte e quatro horas, dá um novo visual ao casal. Casa, decoração, estilo de vida, ementa do jantar, roupas, cultura geral… Nada lhe escapa! Reviravoltas, golpes de teatro, gaffes e imprevistos… De tudo acontece até que, com os nervos em franja e uma angústia enorme, o casal abre finalmente a porta ao convidado.

21h30

Ensemble, C’est Tout [2007, 1h37]

Realização Claude Berri Argumento e diálogos Claude Berri (Baseado na obra de Anna Gavalda) Elenco Audrey Tautou, Guillaume Canet, Laurent Stocker, Françoise BertinFotografia Agnès Godard Música Frédéric Botton Produção Pathé Renn Productions

O encontro de quatro destinos cruzados, que vão acabar por se aproximar, conhecer, amar, viver debaixo do mesmo tecto. Camille faz limpezas em escritórios à noite e desenha nas horas vagas. Philibert, um jovem aristocrata apaixonado por História, tímido, emotivo e solitário, vive num grande apartamento que pertence à família. Franck é um cozinheiro viril e meigo que adora a avó, Paulette, uma velha senhora frágil e divertida. Juntos vão aprender a suavizar as dúvidas e as mágoas para avançarem e realizarem os seus sonhos.

23h30

Gradiva [2006, 1h58]

Selecção oficial Fora de Competição – Mostra de Veneza 2006

Realização e argumento Alain Robbe-Grillet Elenco Arielle Dombasle, James Wilby, Dany Verissimo, Farid Chopel Fotografia Dominique Colin Produção Pascal Judelewicz (Acajou Films)

Um jovem crítico de arte inglês, John Locke, instala-se nas ruínas de um antigo palácio perto de Marraquexe, onde trabalha na redacção de um livro sobre o orientalismo pictural e, em especial, sobre o tema da mulher como objecto: objecto de arte, objecto erótico, objecto de amor louco. A pretexto de lhe arranjar esboços autênticos executados por Delacroix em Marrocos, um falsário leva John para uma cilada em que irá ser acusado do crime sexual cometido por outro.

Dia 19

17h00

Dialogue avec mon jardinier [2006, 1h50]

Realização Jean Becker Argumento Jean Becker, Jean Cosmos, Jacques Monnet (Baseado na obra de Henri Cueco)Elenco Daniel Auteuil, Jean-Pierre Darroussin Fotografia Jean-Marie Dreujou Produção ICE3, Studio Canal

Um pintor parisiense quarentão bastante famoso regressa ao centro da França profunda para tomar posse da casa da sua juventude. O casarão tem em volta um terreno bastante grande, mas o pintor não tem nem a vontade nem o talento necessários para o tratar. É um antigo colega da primária, que perdera de vista e que volta assim a encontrar miraculosamente, que será o jardineiro. O pintor descobre nele um homem que, primeiro, o intriga e, depois, o maravilha, com a franqueza e a simplicidade do seu olhar sobre o mundo.

19h00

Michou d´auber [2005, 2h04]

Realização Thomas GilouArgumento Thomas Gilou, Messaoud Hattou Diálogos Jean Cosmos, Thomas Gilou, Messaoud Hattou Elenco Gérard Depardieu, Nathalie Baye, Mathieu Amalric, Samy Seghir Fotografia Robert Alazraki Música Alexandre Desplat Produção Europa Corp. (Michel Feller), TF1 Films Production (Pierre-Ange Le Pogam)

Estamos em 1960, no contexto conturbado dos "acontecimentos" da Argélia. Messaoud, 9 anos, vive em Aubervilliers. Com a mãe doente, o pai vê-se obrigado a colocá-lo numa família de acolhimento. Gisèle vive na região do Berry com o marido, Georges, um antigo militar. Para acolher Messaoud, Gisèle decide ocultar a sua identidade perante a população da aldeia, mas também perante Georges. Messaoud torna-se então Michel, "Michou", e é com esta identidade que vai descobrir a França profunda. Mas a mentira de Gisèle acabará por ser descoberta.

21h30

Je crois que je l’aime [2007, 1h30]

Selecção oficial do Festival City of Lights de Los Angeles 2007

Realização Pierre Jolivet Argumento Pierre Jolivet Simon Michael Elenco Vincent Lindon, Sandrine Bonnaire, François Berléand Fotografia Pascal Ridao Co-produção François Hamel (Vendredi Film), StudioCanal, TF1 Films Production

Lucas, um rico empresário de 43 anos, solteiro, acaba de passar por um profundo desgosto de amor. Conhece então Elsa, de 38 anos, uma bela ceramista famosa, a quem encomendou um fresco para decorar o átrio da empresa. Irresistivelmente atraído por ela, Lucas vai tentar conquistá-la. No entanto, apesar de ser muito hábil nos negócios, sente-se completamente inseguro no amor. Por isso, decide incumbir o detective privado da empresa de descobrir por que estranho motivo é que esta bela mulher ainda está solteira. Mas se Elsa descobre, coitado do Lucas...

23h30
Les chansons d’Amour [2007, 1h40]

Selecção oficial/ Festival de Cannes 2007

Realização Christophe Honoré Argumento e diálogos Christophe Honoré Elenco Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni, Clotilde Hesme, Brigitte Roüan Fotografia Rémy Chevrin Música Alex Beaupain Produção Paulo Branco

Todas as canções de amor contam a mesma história:
« Il y a trop de gens qui t’aiment »...
« Je ne pourrais jamais vivre sans toi »...
« Sorry Angel »...
Les Chansons d’Amour conta também esta história: Julie e Ismaël, um casalinho que convidou Alice a participar na sua vida conjugal, é confrontado com o "amor sem tabus", onde cada um procura ser amado…

Preçário 3.50€
Sessão para a infância 1.00€
Filmes legendados em português

Organização Alliance Française de Coimbra e Instituto Franco – Português de Lisboa
Informações
Teatro Académico de Gil Vicente
teatro@tagv.uc.pt
Bilheteira
Horário - 17h00-22h00
Telefone - 239 855 636

Mostra de Cinema Brasileiro no Cinema S.Jorge



Fundação Luso-Brasileira
Mostra de Cinema Brasileiro

homenageia Glória Pires e cineastas




A 2.ª Mostra de Cinema Brasileiro, que decorre de 18 a 21 de Outubro, no Cinema São Jorge, organizada pela Fundação Luso-Brasileira, em co-produção com a EGEAC E.M. presta homenagem à actriz Glória Pires e aos realizadores brasileiros Jorge Furtado e Daniel Filho, entre outros.
Com o objectivo de apresentar o cinema brasileiro contemporâneo ao público português e à comunidade brasileira residente em Portugal, vão ser exibidos 11 filmes.

A iniciativa conta ainda com duas mesas redondas, nas quais participam personalidades conhecidas do cinema brasileiro e português.
A Mostra tem início dia 18 de Outubro.

Para o primeiro dia, está agendada a exibição, reservada a convidados, da comédia “Saneamento Básico” (2007), de Jorge Furtado. Uma longa-metragem que, apesar do tema contemporâneo, tem um enredo de estrutura clássica, baseado nas personagens da Commedia Dell’Arte e onde se faz referência às desigualdades sociais existentes no Brasil, bem como às necessidades básicas ainda distantes da população brasileira. Do elenco fazem parte nomes conhecidos do grande público, como Camila Pitanga e Wagner Moura, protagonistas na novela “Paraíso Tropical”, actualmente em exibição no nosso país.
O filme será exibido ao público, no segundo dia da Mostra, data dedicada ao cineasta.

Jorge Furtado estreou-se como realizador em 2002 com “Houve uma vez dois Verões”, mas foi com “O Homem que Copiava” que chegou ao grande público, tendo ganho o Grande Prémio Cinema Brasil, em 2003. Ambas as películas são exibidas neste dia, realizando-se também uma mesa redonda com a presença do realizador.
O dia 20 de Outubro é dedicado ao trabalho conjunto de Glória Pires e Daniel Filho. “A Partilha”, “Se eu fosse você” e “O Primo Basílio” são os filmes a exibir e que contam com a participação da actriz. Baseado no romance homónimo de Eça de Queiroz, o “Primo Basílio” conta a história de uma jovem romântica, casada com um engenheiro, mas que acaba por se envolver com o seu primo, um elegante bon-vivant. Vivendo entre a paixão e o amor, a jovem é chantageada pela empregada, interpretada por Glória Pires, que descobre o seu caso extraconjugal.
Daniel Filho, depois de ter trabalhado vários anos na Rede Globo como actor e realizador, tornou-se num dos mais poderosos executivos, dirigindo várias telenovelas de sucesso.

Actualmente possui a sua própria produtora e exerce a função de supervisor artístico na Globo Filmes. Glória Pires estreou-se na televisão com apenas 5 anos de idade, em 1969. Ganhou o prémio de melhor actriz no Festival de Cinema de Havana (1995) com o filme “O Quatrilho”. Actualmente integra o elenco da novela “Paraíso Tropical”. Também a actriz e o realizador marcam presença na mesa redonda marcada para este dia.
No último dia da Mostra de Cinema Brasileiro são exibidos “Proibido proibir”, de Jorge Dúran, “O Céu de Suely”, de Karim Aïnouz, “Dois filhos de Francisco”, de Breno Silveira e “O Ano em que meus pais partiram de férias”, de Cao Hamburguer.
A Mostra conta ainda com a presença de Ilda Santiago e Breno Silveira. Directora do Festival do Rio, um dos maiores eventos na área de cinema da América Latina, Ilda é também uma das fundadoras do Grupo Estação, uma das mais dinâmicas empresas de exibição, distribuição e promoção de filmes no Brasil. Breno Silveira, festejado director de fotografia de importantes longas-metragens, estreou-se na realização com a cine biografia de uma das duplas caipiras mais famosas do país, Zezé di Camargo e Luciano, em “Dois Filhos de Francisco”, um êxito de bilheteira.

Sobre a Fundação Luso-Brasileira

A Fundação Luso-Brasileira é uma entidade de utilidade pública que promove iniciativas de carácter cultural, educativo, científico, empresarial e assistencial, nos países lusófonos.
Tem como principal objectivo representar a excelência da cultura portuguesa e concretizar a aproximação entre Portugal e o Brasil.
João Rendeiro é o presidente do Conselho de Administração da Fundação Luso-Brasileira, do qual fazem parte, também, personalidades da sociedade portuguesa tais como Miguel Horta e Costa e Vasco Rocha Vieira. O Conselho de Administradores é, ainda, composto por Francisco Murteira Nabo e Horácio Roque.
André Jordan, António Guterres, Clara Ferreira Alves, Diogo Vaz Guedes, Fernando Pinto, Stefano Saviotti, Teresa Caeiro e Vasco de Mello são algumas figuras destacadas que integram o Conselho de Curadores.

2.ª Mostra de Cinema Brasileiro

18 a 21 de Outubro
Cinema São Jorge
Entrada: 3,50€

Programa:
Dia 18
“Saneamento Básico”, de Jorge Furtado reservado a convidados

Dia 19 (dedicado ao trabalho de Jorge Furtado)
16h30 – “Houve uma vez dois Verões”
18h00 – “Meu tio matou um cara”
19h30 – “Homem que copiava”
21h00 – Mesa redonda com Jorge Furtado
22h00 – “Saneamento Básico”

Dia 20 (dedicado ao trabalho de Daniel Filho e Glória Pires)
18h00 – “ A Partilha”
19h30 – “Se eu fosse você”
21h00 – Mesa redonda com Daniel Filho e Glória Pires
22h00 – “O Primo Basílio”

Dia 21
16h00 – “Proibido proibir”, de Jorge Dúran
18h00 – “ O Céu de Suely”, de Karim Aïnouz
19h30 – “Dois Filhos de Francisco”, de Breno Silveira
22h00 – “O ano em que meus pais partiram de férias”, de Cao Hamburguer

Música de Percussão em Braga

“SONS DO CONSERVATÓRIO”
TRAZEM RITMOS DA PERCUSSÃO
AO THEATRO CIRCO






“Litle Sea Gongs”, “Mister C”., “Rock Trap”, “Blow and Clap” e “Drummers go Latin” são alguns dos compositores que a Classe de Percussão do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga apresenta, a 14 de Outubro (11h00), no Theatro Circo.

Designado “Sons do Conservatório”, o programa – que resulta de uma parceria entre o Pelouro Municipal da Cultura, o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian e o próprio Theatro Circo – dá mais uma vez cumprimento aos objectivos deste complexo cultural: fomentar e induzir a produção e co-produção de conteúdos culturais de iniciativa local e regional.

Com direcção musical de Helena Pereira e Hugo Vieira, o concerto didáctico tem como protagonistas os alunos deste estabelecimento de ensino integrados na Classe de Percussão.

Realçando a importância da participação de alunos muito jovens – a partir dos 5 anos –, «aspecto inédito em todo o país», Carlos Meireles, vice-presidente do Conselho Executivo do Conservatório de Braga salienta igualmente o resultado positivo que estes concertos têm vindo a proporcionar, constituindo «uma forma privilegiada de mostrar à cidade as actividades da instituição».

Para além de dar a conhecer à comunidade o trabalho efectuado nesta escola de artes musicais, o concerto didáctico, composto pela apresentação e interpretação das obras musicais e pela inédita execução de uma peça com interacção do plateia, tem ainda como objectivo a maior familiarização do público com os instrumentos que compõem a classe de percussão e a sua sensibilização para os sons que produzem e os movimentos que implicam.

Os ingressos, a 2€, podem ser adquiridos nas bilheteiras do Theatro Circo.




sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Open Day em Portimão


Pavilhão desportivo de Portimão recebe apresentação de modalidades de BTS
Inserido nas comemorações dos 10 anos de existência, o ginásio BetoFitnessClub organiza este sábado, dia 13 de Outubro, pelas 18h00 o maior open day do Algarve.
O Pavilhão Gimnodesportivo de Portimão volta a acolher esta iniciativa de divulgação do desporto. Nesta jornada, em que se praticarão todas as modalidades de BTS, será demonstrado que a idade não tem importância.
No Gimodesportivo estarão presentes 12 instrutores certificados pela Manz Produções, e com a participação de dois instrutores vindos da própria Manz.

Mais de 400 pessoas irão experimentar os 250 steps e as 100 barras de pump aguardam também, ansiosamente por si, neste este fim-de-semana de festa que continua noite dentro com a famosa música de aniversário e o apagar das velas na discoteca Katedral na Praia da Rocha.

Concerto com Septeto Maria Balbi e Solistas da Orquestra Gulbenkian

Salão Nobre da Câmara Municipal de Portimão recebe concerto, este sábado.

A Fundação Calouste Gulbenkian aproxima, uma vez mais o público da música clássica. É já este sábado, 13 de Outubro, que num concerto conjunto entre Septeto Maria Balbi e os Solistas da orquestra da Gulbenkian são apresentados compositores com obras tão distintas como Beethoven e Schoenberg.
O Salão Nobre da Câmara Municipal de Portimão vai ser o palco do espectáculo que tem inicio às 21h30. Portimão é a única cidade algarvia que se juntou à iniciativa da Fundação.

Noites de Ópera em Portimão


Gala de Ópera em Outubro, La Traviata, Fidelio e Tosca
As Noites de Ópera de Portimão iniciam-se no dia 16 de Outubro com a Gala de Ópera – Momentos, um espectáculo que vai reunir as mais belas árias de ópera numa viagem por compositores como Mozart, Verdi ou Bizet, e que vai contar com a participação do Coro Infantil do Grupo Coral Adágio.

Nos dias 19 e 20 de Outubro será a vez de La Traviata de Giuseppe Verdi, uma ópera em três actos baseada na novela La Dame aux Camélias de Alexandre Dumas filho.

No dia 23 de Outubro sobe ao palco a versão concerto de Fidelio, uma obra em dois actos de Beethoven, segundo a peça francesa Leonore, ou L’Amour Conjugal de Jean Nicolas Bouilly.

A Ópera Tosca de Puccini encerra a primeira edição das Noites de Ópera de Portimão, com actuações nos dias 26 e 27 de Outubro.

As Noites de Ópera de Portimão deram origem a um CD que reúne obras de compositores que marcaram a história do canto lírico, uma colectânea que pretende ser uma mostra do evento e que vai estar à venda no local do espectáculo.

Todos os espectáculos vão ter lugar no remodelado Auditório Muncipal de Portimão. Para além da pintura interior e exterior sala, os lugares são marcados e numerados, e as cadeiras foram substituídas tendo em vista o conforto e a comodidade dos espectadores.
Outra das novidades das Noites de Ópera de Portimão é o Serviço de Acompanhamento de Crianças. Destinado a crianças entre os 3 e os 8 anos, e assegurado por animadores com experiência, este serviço de entretenimento gratuito vai ser disponibilizado nos dias dos espectáculos a partir das 21h00, até ao fim do mesmo, mediante marcação prévia
.

Há fados no Chapitô


Seu Jorge em Portugal


Simone actua no Casino Estoril


Referência da música popular brasileira, Simone actua, em concerto, no Casino Estoril, no próximo dia 17 de Outubro. A cantora baiana, de São Salvador, regressa ao Salão Preto e Prata para apresentar os melhores sucessos de uma versátil carreira, incluídos, aliás, no seu novo álbum, “Simone ao Vivo”.

No âmbito do ciclo de comemorações do 50º aniversário da Estoril Sol, a intérprete de “Começar de Novo”, “Tô Voltando” ou “Jura Secreta” assegura, assim, a tradição e o “glamour” das noites de Gala no Casino Estoril.

Acompanhada pelo virtuosismo musical da sua inseparável banda, Simone divide o palco com Ricardo Leão, na direcção musical e teclados, Waltinho Villaça, na guitarra e violão, Tavinho Menezes, na guitarra e violão, Caca Cólon, na bateria, Fernando Souza, no baixo, e André Siqueira, na percussão.

Em versão de CD e DVD, “Simone ao Vivo” reúne um elenco de temas, bem conhecidos do público, como “Saravá, Sarava”, “O Que Será à Flor da Terra”, “Desenho de Giz”, “Sob Medida / Fica Comigo Esta Noite”, “É Festa”, “Ex-Amor”, Dia Branco”, “Nós”, “Parei Contigo” ou “O Amanhã”.

Num registo original, Simone protagoniza, ainda, vários duetos: “Encontros e Despedidas” e “Cigarra”, com Milton Nascimento; “Vitoriosa” e “Dandara”, com Ivan Lins; e “Não Vá Ainda” e “Idade do Céu”, numa dupla com Zélia Duncan.

Filha de um cantor de ópera e de uma pianista, Simone cresceu convivendo numa aprendizagem permanente com a música. Muito jovem, em 1972, lançou o seu primeiro trabalho fonográfico, intitulado precisamente “Simone”.

Com um elenco de 35 discos gravados, Simone construiu um notável percurso musical. Em três décadas, a artista recebeu várias distinções por álbuns como “Corpo e Alma”, de 1982, “Desejos”, de 1984 ou “Cristal”, de 1985. Posteriormente, são referências, entre outros, “Sou Eu”, gravado em 1993, “Seda Pura”, em 2001, “Feminino, em 2002” e, mais recentemente, “Baiana de Gema”, em 2004.

Com o Welcome Drink marcado para as 20 horas, no Du Arte Lounge, seguir-se-á o jantar, pelas 21 horas, no Salão Preto e Prata. Simone sobe ao palco pelas 23 horas. O preço é de € 80 por pessoa, sendo recomendado como traje o fato escuro.

Por imperativo legal, o acesso aos espaços do Casino Estoril é reservado a maiores de 18 anos.

AOK em Ovar


ANGRY ODD KIDS (AOK)
vão actuar dia 12 de Outubro, pelas 23 horas, na S.A. (Sociedade Anómima), no Furadouro - OVAR.
A entrada é gratuita.
Do alinhamento deste concerto, para além das músicas do Ep-CD "Histórias de sempre", vão também constar vários temas novos, entre os quais o tema "Há Sempre Uma Saída" cuja versão demo já está disponível no myspace da banda em:
www.myspace.com/angryoddkids
O álbum de estreia dos AOK tem edição prevista para o 1º trimestre de 2008.

Domingos há fado no Estoril



Tal como vem sendo divulgado, ao novo ciclo de FADOS NO CASINO ESTORIL foi acrescido factor valorativo que certamente motivará a atenção do público interessado em poder apreciar as inegáveis capacidades de Comunicação do apresentador convidado para a condução das noites de Domingo no TEATRO AUDITÓRIO do CASINO ESTORIL. Nada mais, nada menos que Carlos Cruz, que aceitou o convite do seu homónimo, o Produtor a quem coube a iniciativa por este ciclo de espectáculos, sob responsabilidade da sua própria Empresa C2E.

Quando da entrada surpresa em palco, na noite do passado dia 30 de Setembro, para Apresentação do Grupo Artístico QUATRO CANTOS, Carlos Cruz foi brindado com fortíssima ovação pela maior parte do público de pé, o que, certamente, lhe terá permitido rapidamente ganhar a sua tradicional confiança e poder de comunicação, esvanecendo os nervos com que confessou ter partilhado os primeiros momentos de palco, ao lado do anfitrião seu homónimo.

Para terceiro espectáculo, estão programadas as actuações de Margarida Bessa, António Zambujo e Maria de Fé.

Tal como nas noites anteriores, espera-se um animado e diversificado Espectáculo de Fado, com um novo factor surpresa a ser revelado nesta terceira noite de “O Fado volta ao Casino”.

A China imaginária no CCB


A Trilogia dos Dragões fala de uma China imaginária, que se desenhava na cabeça de duas meninas dos anos trinta educadas no ambiente misterioso do bairro chinês do Quebeque, hoje desaparecido. Uma das raparigas, a única personagem que terá contacto com todas as partes da peça, iniciava o espectáculo com algumas palavras que anunciavam, em simultâneo os limites e o interesse do projecto: “Nunca fui à China…”

No início, não havia nada, ou quase nada.

Seis actores, o encenador que os escolheu, com dois cenógrafos e um produtor, e que procuram a rota do Oriente.

Um terreno vazio que se tornou num parque de estacionamento, onde a imaginação e a memória se deveriam aprofundar.
No início, havia três bairros chineses: o de Quebeque, nos anos trinta, que iria servir de pano de fundo ao dragão verde, primaveril, aquático; o de Toronto, próspero nos anos cinquenta, decoração do dragão vermelho, de terra e de fogo; o de Vancôver, dos anos oitenta, florescente, onde se estende o dragão branco, outonal e aéreo.

Existia a China imaginária, do mito e do comércio, Tintim e o lótus azul, Tao, Yi King, mah jong, tai chi, lavandarias e comida chinesa, yin, yang, riquexó, chin chin e made em Hong Kong. Havia a história da tia Marie-Paule casada com um chinês, a mãe nos CWAC (Canadian Women’s Army Corps), o guarda do parque de estacionamento e a sua cabana, e uma bola de vidro que tocava uma música japonesa.
No início, havia Françoise e Jeanne. Têm doze anos, e são inseparáveis. Brincam na loja com caixas de sapatos, recriando a Rua St-Joseph e as suas lojas. Havia Lépine o gato-pingado… Havia a barbearia do pai de Jeanne, onde ela cruza olhares com Bédard, cujos cabelos ruivos a fascinam… Havia a lavandaria do velho Wong, onde chegou, numa noite fresca, William S. Crawford, vindo de Inglaterra na esperança de instalar o seu negócio no Quebeque…
Talvez se descubra nesta peça uma nova resposta para a pergunta feita tantas vezes, entre o fumo do ópio, o tai chi e os cânticos maoístas:
Então, com que é que sonha o chinês da lavandaria do bairro chinês de Saint-Roche?

A Trilogia dos Dragões, Grande Prémio do Festival de Teatro das Américas em 1987, já foi apresentada em mais de quarenta cidades da América do Norte, Europa e Oceânia, de 1985 a 1992.

LA TRILOGIE DES DRAGONS (A TRILOGIA DOS DRAGÕES)

Apresentada na sua versão integral de seis horas, no circuito do Festival de Teatro das Américas de 1987, no hangar número 9 de Vieux Port de Montreal, A Trilogia dos Dragões suscita um momento raro de deslumbramento.

Este espectáculo já deu a volta ao mundo e projectou o criador e encenador Robert Lepage para os grandes palcos mundiais.
O regresso de Lepage ao antigo jardim Zen da sua peça seminal, sugere a sua forma peculiar de conceber uma peça sobre a memória e a transmissão, um momento para nos dar prazer. Remexe, então, as pedras, para que a magia que se desprende da folhagem, com o perfume do Oriente e do Ocidente, irrompa arrebatadamente.
Assistido por uma nova equipa de actores e de designers, Lepage reconstitui os cenários, dando-lhes a forma de uma antiga oficina de caminhos-de-ferro. Num enorme rectângulo de areia e cascalho, situado num parque de estacionamento no meio do nada e apenas iluminado pela claridade nocturna, Jeanne e Françoise reencarnam os personagens principais desta saga, em torno da qual gravitam figuras inesquecíveis: Crawford, Lee Wong, Bédard, Morin, Stella, Irmã Marie-de-la-Grâce, Yukali, Pierre, entre muitas outras.

UMA VALSA NUM BERÇO

Esta fabulosa saga tem a estrutura de uma valsa a três tempos, assinalando a Primavera, o Outono e o Inverno. No primeiro tempo, uma valsa de inocência, de premonições e de destinos em declínio. No segundo tempo, uma valsa de guerra, de viagens e de progresso. No terceiro tempo, uma valsa de morte e de renascimento. Esta longa dança migratória viaja entre a Ásia e o Ocidente até às portas do Oriente, levando-nos através de três bairros chineses: Quebeque, Toronto e Vancôver, passando por Hong Kong, Inglaterra, Tóquio, Hiroxima, a China de Mao, e perseguindo a trajectória do cometa de Halley os percursos de vida projectados na História universal, entre 1910 e 1985.
Movidos por um fluxo de energia vital, os personagens revelam a sua vida através dos sulcos cavados por uma trama imaginária mal explorada, ligadas ao refluxo do Ocidente. O Oriente. Na abertura da peça, três vozes na sombra, com sonoridades familiares e desconhecidas, vozes de mulheres e de homens articuladas, convidam-nos a embarcar numa viagem: “Nunca fui à China. Quando era pequeno, havia casas aqui. Aqui era o bairro chinês. Se esgravatares o chão com as unhas encontrarás água e óleo de motor. Se escavares mais fundo, é provável que encontres pedaços de porcelana e de jade e as fundações das famílias chinesas que ali viveram. Se escavares ainda mais fundo, chegarás à China.”

A MAGIA DO IMPALPÁVEL

No palco de A Trilogia dos Dragões, o movimento é cíclico, marcado por uma dinâmica ternária, quebrando a lógica da oposição binária entre o mito e a realidade, o corpo e o espírito, a intuição e a razão, a interioridade e a exterioridade, o sublime e o trivial, o trágico e o cómico. A obra materializa-se através de impulsos, de sensações sugestivas, de condensações temáticas e metafóricas. A dança, o gesto, a palavra, os objectos e a acção formam um corpus, estimulam esta conspiração poética de falas, de linguagens, de códigos, de referências e de citações, de respirações íntimas daqueles seres que habitam, vivem e morrem nos corpos dos actores. O que nos é dado a ver são cenas representadas simultaneamente no espaço-tempo de uma canção, abraçando o Quebeque, Toronto, Tóquio e uma base militar na Inglaterra; sequências montadas em contraponto dentro de uma narrativa que é comentada; partituras dançadas, reunindo a acção através de movimentos de tai chi e passos de tango; metáforas inseridas na trama anedótica; rupturas de tons e de ritmos que relançam o movimento nas suas oscilações entre o humor e a seriedade, a emoção e a contenção.

TRÊS DRAGÕES NUM RECTÂNGULO DE AREIA
Vários exemplos para descrever a forma harmoniosa da escrita, o seu tecido orgânico, urdido e bordado com múltiplos elementos: caixas de sapatos, sapatos, patins, panos, fósforos, uma bicicleta, uma cadeira rolante, um riquexó, lâmpadas eléctricas, pincéis, telas e uma bola de vidro; fatos e perucas. Personagens e actores que recriam o mundo num rectângulo de areia organizado pela luz, pela música, por coreografias, por imagens projectadas num ecrã de publicidade. Robert Lepage põe em cena o teatro do duplo[1], projectando a sua saga de vida, de morte e de transformação incessante, através de um foco de luz que transporta os personagens e os espectadores para uma China imaginária. O que os espectadores trazem consigo, o que um colectivo de actores, lançados em 1985, numa operação de pesquisa arqueológica e imaginária, é esvaziado num parque de estacionamento do bairro Saint Roch do Quebeque, local outrora ocupado por uma comunidade chinesa.
Cada detalhe de A Trilogia dos Dragões contém todo o espectáculo, reproduzindo o princípio do holograma. Os setenta e cinco anos de vida e as dezenas de vidas que se sucedem ao longo de três gerações depositar-se-ão numa galeria de arte em Vancôver. O terceiro e último movimento da valsa dos dragões acompanha duas jovens artistas, filhas da terceira geração de migrantes e de mestiçagem, numa reflexão sobre a arte e a criação, numa luta constante entre o impulso de vida e a morte, entre a interioridade e a exterioridade, entre a vontade e a alma, entre o visível e o invisível.
Neste teatro-instalação onde os personagens da saga vêm morrer, vê-se o Oriente e o Ocidente a reflectir-se no mar do Pacífico, aldeões chineses a celebrar o ano do dragão, Pierre e Yukali a fazer amor num jardim Zen, guardado por três dragões que repousam num leito de estrelas. Ao mesmo tempo, um piloto da Air France mergulha na noite entre Vancôver e o Japão, a cabeça de Stella fere o metal, Françoise enterra uma bola de vidro, Crawford volta a Hong Kong pela chaminé. Um velho vigia sai da sua guarita e recolhe a bola de vidro, artefacto de uma representação que se extingue.
Antonin Artaud dizia que o teatro era oriental, Ariane Mnouchkine referia-se ao Oriente como o local onde qualquer artista ocidental deve regressar se quiser recuperar o corpo e a carne do teatro.

Em A Trilogia dos Dragões, Robert Lepage põe em cena o teatro do duplo.
Ocidente e Oriente olham-se, à noite, no espelho do Pacífico.
Lorraine Hébert no programa do Festival de théâtre des Amériques
Tradução: Mafalda Melo Sousa

ROBERT LEPAGE
Homem do teatro polivalente, Robert Lepage exerce com igual mestria os cargos de encenador, cenógrafo, autor dramático, actor e realizador. Reconhecido pela crítica mundial, cria e leva a palco obras originais que subvertem as regras de realização teatral clássica, nomeadamente pela utilização de novas técnicas. Inspira-se na história contemporânea e a sua obra, moderna e insólita, transcende as fronteiras.
Nasceu no Quebeque em 1957. Muito cedo, descobriu a paixão pela geografia e, atraído por todas as formas de arte, vem-se a interessar pelo teatro. Em 1975, então com 17 anos, entra no Conservatório de Arte Dramática do Quebeque. Em 1978, faz um estágio em Paris e no seu regresso participa em diversas criações onde acumula os papéis de comediante, autor e encenador. Dois anos mais tarde, ingressou no Théâtre Repère.
Em 1984, criou a peça Circulations que foi apresentada por todo o Canadá e que recebeu o prémio da melhor produção canadiana, no âmbito da Quinzena Internacional de Teatro do Quebeque. No ano seguinte criou La Trilogie des Dragons (“A Trilogia dos Dragões”), espectáculo que teve um grande reconhecimento internacional. Seguiram-se as peças Vinci (1986), Le Polygraphe (1987) e Les Plaques tectoniques (1988). Em 1988, fundou a sua própria sociedade de gestão profissional, Robert Lepage inc. (RLI).
De 1989 a 1993, ocupou o cargo de director artístico do Teatro Francês do Centro Nacional das Artes em Otava. Paralelamente a esta nova função, prosseguiu a sua carreira artística apresentando Les Aiguilles et l’opium (1991-1993/1994-1996), Corolian, Macbeth, La Tempête (1992-1994) e A Midsummer Night’s Dream (1992), peça que lhe permitiu tornar-se o primeiro norte-americano a dirigir uma peça de Shakespeare no Royal National Theatre de Londres.
O ano de 1994 marca uma etapa importante na carreira de Robert Lepage com a fundação de uma companhia multidisciplinar, Le Projet ExMachina, da qual é director artístico. Esta nova equipa apresentou ininterruptamente Les Sept Branches de La rivière Ota (1994), Le Songe d’une nuit d’été (1995), bem como o espectáculo a solo Elseneur (1995-1997). Ainda em 1994, aborda pela primeira vez o cinema fazendo os cenários e realizando a longa-metragem Le Confessionnal, apresentado no ano seguinte na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Em seguida, realizou Le Polygraphe (1996), Nô (1997), Possible Worlds (2000), uma primeira longa-metragem em inglês (versão original) e, por fim, em 2003, a adaptação para cinema da sua peça La Face cachée de la Lune.
Foi com o seu incentivo que o centro de produção pluridisciplinar a Caserne nasceu em Junho de 1997, em Quebeque. Nestes novos espaços, Robert Lepage e a sua equipa criaram e produziram La Géométrie des miracles (1998), Zulu Time (1999), La Face cachée de la Lune (2000), La Casa Azul (2001), The Busker’s Opera (2004), uma nova versão de La Trilogie des Dragons com novos actores (2003), ópera 1984 baseada no romance de Georges Orwell, com direcção musical do maestro Lorin Maazel (2005), Le Projet Andersen (2005), a nova criação de Ex Machina Lipsynch (2007) e The Rake’s Progress ópera de Igor Stravinsky apresentada numa grande estreia no Théâtre Royal de la Monnaie de Bruxelas, em Abril de 2007.
Como consequência do êxito que obteve recebeu numerosos convites que lhe permitiram aplicar os seus conhecimentos artísticos noutras áreas. Foi com sucesso que encenou as óperas Le Château de Barbe-Bleue e Erwartung (1992). Em 1993, assinou a encenação da digressão mundial do espectáculo de Peter Gabriel, The Secret World Tour. Voltou à cena lírica assegurando a encenação de La Damnation de Faust no Japão, em 1999, e posteriormente em Paris em 2001. Em 2000, participou na exposição Métissages no Museu da Civilização de Quebeque. Em 2002, de novo com Peter Gabriel encenou o espectáculo Growing Up Live. Em Fevereiro de 2005, apresentou KÀ, um espectáculo em permanência do Cirque du Soleil em Las Vegas, do qual foi o criador e encenador.
A obra de Robert Lepage foi coroada de numerosos prémios. Entre os mais prestigiados destacam-se, em 1999, la Médaille des Officiers de l’Ordre National du Québec. Em Setembro de 2000, recebeu o Prémio de La SORIQ (La Sociedade das Relações Internacionais do Quebeque), pelo êxito alcançado fora do Quebeque. Em Outubro de 2001, foi galardoado pela Associação dos World Leaders no Harbourfront Centre, o que sublinha uma vez mais a dimensão da sua carreira internacional. Em 2002, a França presta-lhe homenagem concedendo-lhe a Legião de Honra. Foi nomeado Grand Québécois pela Câmara do Comércio do Quebeque e recebeu o Herbert Whittaker Drama Bench Award pela sua contribuição excepcional para o teatro canadiano. No ano seguinte, recebeu o prémio Denise-Pelletier, a mais alta distinção concedida pelo governo do Quebeque no domínio das artes do palco, bem como o prémio Gascon-Thomas concedido pela Escola Nacional de Teatro. Em 2004 foi-lhe atribuído o Prémio Hans-Christian-Andersen confiado a um artista excepcional que contribuiu para honrar internacionalmente o nome de Hans Christian Andersen. Em 2005, recebeu o prémio Samuel-de-Champlain concedido pelo Institut France-Canada pela sua contribuição para a cultura francesa, e o prémio Stanislavski pela sua contribuição para o teatro internacional e os êxitos obtidos nas produções La Trilogie des Dragons (“A Trilogia dos Dragões”), Les Sept Branches de la rivière Ota e The Busker’s Opera. Em 2007, o Festival de l’Union des Théâtres de l’Europe concedeu-lhe o prestigiado prémio Europe. Robert Lepage é o artista mais jovem laureado com este prémio, desde Ariane Mnouchkine, o segundo artista não europeu depois de Bob Wilson e o primeiro cuja base de trabalho não se situa na Europa.



FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA :




Texto: Marie Brassard, Jean Casault, Lorraine Côté, Marie Gignac, Robert Lepage, Marie Michaud
Encenação: Robert Lepage
Assistência dramatúrgica: Marie Gignac
Assistente de encenação: Félix Dagenais
Assistente de encenação, versão original: Philippe Soldevila

Interpretação:
Sylvie Cantin: Uma velha chinesa, Stella, Irmã Marie-de-la-Grâce
Jean Antoine Charest: Morin o Barbeiro, oficial americano, enfermeiro e outros
Simone Chartrand: Françoise e outras
Hugues Frenette: Bédard, Lépine o Gato-pingado, Pierre Lamontagne
Tony Guilfoyle: Crawford, o médico
Éric Leblanc: O velho chinês, Lee Wong, o piloto e outros
Véronika Makdissi-Warren: Jeanne e outras
Emily Shelton: Uma velha chinesa, Yukali (3 gerações)

Música original: Robert Caux
Assistência e arranjos: Jean-Sébastien Côté
Interpretação da música: Martin Gauthier
Cenografia original: Jean François Couture, Gilles Dubé
Assistente de cenografia e de adereços: Vano Hotton
Assistente de adereços: Marie-France Larivière
Desenho de luz: Sonoyo Nishikawa
Desenho original de luz: Louis-Marie Lavoie, Lucie Bazzo
Figurinista: Marie-Chantale Vaillancourt
Assistente: Sylvie Courbron
Multimédia: Jacques Collin
Criação de imagens: Lionel Arnould

Rita Redshoes ao vivo em Ourem


RITA REDSHOES AO VIVO EM OURÉM


No seguimento do sucesso de “Dream on Girl”, tema destacado por algumas rádios nacionais e referência como uma das canções do ano, Rita Redshoes apresenta-se pela primeira vez ao vivo, desde a sua estreia na FNAC, no Arte Caffé em Ourém, hoje, a partir das 0h00.
Neste aguardado concerto poderemos ficar a conhecer melhor o repertório deste novo talento apresentado pela colectânea “Novos Talentos – FNAC 2007”, e onde certamente a sua música nos transportará para um mundo de sonhos onde a realidade da sua voz nos embala e nos transporta através dum caminho mais maduro, sólido e surpreendente.

Dream On Girl” marca o arranque de uma carreira...

Confraria do Bucho no Casino Estoril

Confraria do Bucho de Arganil
promove convívio no Casino Estoril

Está marcado para o dia 13 de Outubro, no Casino Estoril, o 2.º Capítulo da Confraria Gastronómica do Bucho, acontecimento que assinala o 1.º aniversário do que é a mais recente manifestação associativa do concelho de Arganil.
Esta opção é, no entender da respectiva Mordomo-Mor, drª Fernanda Maria Dias, “uma forma de homenagear os nossos conterrâneos radicados em Lisboa, pois eles são os continuadores dos que nas primeiras décadas do século XX, souberam assumir-se em diáspora de maneira a retirar as suas terras das condições de subdesenvolvimento em que se encontravam”.
Para a Mordomo-Mor, o que é um fruto desse singular associativismo da chamada Beira-Serra, a Confraria Gastronómica do Bucho, quer assim “evidenciar o reconhecimento pelo que fizeram pelas suas terras, mas também expressar o seu orgulho pelo trabalho que têm desenvolvido nos mais diversos sectores da vida lisboeta, com especial realce para as áreas da restauração e similiares”.
A Confraria Gastronómica do Bucho foi fundada, oficialmente, no dia 6 de Abril de 2006, com a assinatura da escritura da constituição, e os seus primeiros corpos sociais foram eleitos na reunião da Assembleia Constituinte, efectuada nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Arganil, em 8 de Maio do mesmo ano.
O 1.º Capítulo foi realizado no dia 14 de Outubro, decorrendo a cerimónia de entronização dos confrades nos Paços do Concelho de Arganil, e o almoço comemorativo no antigo Mosteiro de S. Pedro, em Folques.
Inserido no programa das suas Jornadas Temáticas, a Confraria levou a efeito no dia 30 de Junho do ano em curso, a celebração do centenário da visita a Arganil do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe, acto que serviu também para evocar Antero Alte da Veiga, um natural da freguesia de Cerdeira, célebre guitarrista de Coimbra que então ofereceu um concerto às figuras régias e que, mais tarde, viria a dar concertos em Espanha (foi cônsul de Portugal na Corunha) e em 1929, foi convidado a gravar na cidade inglesa de Liverpool.
A Confraria Gastronómica do Bucho tem como seu objectivo primordial, a defesa do Bucho, com património cultural concelhio, tanto em termos da defesa da qualidade como da sua promoção comercial.
O Bucho consiste na forma de aproveitamento do estômago do porco, sendo recheado de diversos modos, consoante a terra em que é produzido, sendo os mais conhecidos os de Folques (consistindo o recheio em minúsculos pedaços de lombo misturados numa massa formada por pão, ovos e salsa, para além dos temperos) e o de Vila Cova de Alva que, de um modo geral, leva pedaços de carne marinados em vinho, cebola picada, alhos, arroz e várias especiarias.
De salientar que estes Buchos, os que conseguiram maior notoriedade, são produzidos em terras onde existiram Ordens Religiosas. Assim, em Folques, o mosteiro de S. Pedro começou a ser erigido em finais do século XI princípios do século XII pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, que ali se mantiveram até ao século XVI. Posteriormente, foram integrados no Mosteiro de Santa Cruz (Coimbra) e a estrutura monacal foi vendida a particulares com a extinção da Ordens Religiosas masculinas, em 1834.
No mesmo ano foi também vendido o convento de S. António, de Vila Cova de Alva, que existia desde 1713, por iniciativa dos frades franciscanos.
O programa do 2.º Capítulo da Confraria, a realizar no próximo dia 13 de Outubro, será iniciado às 18H30, com a concentração das Confrarias, junto à Fonte Cibernética (Casino Estoril), seguindo-se às 19H00 horas, o desfile com entrada para o Foyer Panorâmico, onde será servido um “porto-de-honra”.
Às 19H45, será feita a entrada no Salão “Preto e Prata”, onde decorrerá a cerimónia de entronização, na qual será “orador oficial” o confrade Prof. Mendes Ferrão (catedrático jubilado do Instituto Superior de Agronomia) que apresentará uma comunicação intitulada “A influência dos Descobrimentos Portugueses na troca de plantas”.
Segue-se o jantar às 21H30 e, no final, às 23H00 horas, será apresentado o Show do Casino Estoril “Four: Espírito dos Elementos”.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Circo no Casino Lisboa

Casino Lisboa aposta em Outubro
nas noites de Novo Circo


Com uma expressiva adesão de público, os espectáculos de Novo Circo constituem uma das principais referências das noites de animação no Casino Lisboa. Nas duas primeiras semanas de Outubro, Paulo Ponce apresenta um número de malabarismo, enquanto Mikhail Stepanov exibe um inovador exercício de “Robot Aerial Straps”, a partir do dia 16.
Considerado um dos melhores malabaristas do mundo, Paulo Ponce estreia um ciclo de actuações, na próxima Segunda-Feira.
Pela primeira vez no Casino Lisboa, o artista distingue-se pela versatilidade da sua performance, na qual sobressai a velocidade de movimentos e de reflexos.
Nascido na Argentina, Paulo Ponce, de 34 anos, começou, bem cedo, o seu percurso artístico, nomeadamente, em vários espectáculos de circo, teatro e variedades. Mais tarde, quando enveredou pelo malabarismo, conquistou uma invejável notoriedade.
Num registo inconfundível, Mikhail Stepanov regressa ao Casino Lisboa, no próximo dia 16. Desta vez, o artista russo protagoniza um novo exercício de “Robot Aerial Straps”, até ao final de Outubro.
Mikhail Stepanov reside na Alemanha, desde 1999, tendo participado em diversos espectáculos de entretenimento e produções circenses e em países como a Bélgica, a França ou a Argentina.

Festival de Teatro terminou na Póvoa do Varzim























Festival E-Aqui-in-Ócio

chegou ao fim


Para além dos prestigiados nomes do teatro português e estrangeiro que marcaram presença no E-Aqui-in-Ócio e das excelentes peças que apresentaram, destacou-se, na programação do festival, o lançamento da Revista Sub-Texto – 10 anos de Varazim Teatro, a registar os dez anos de existência desta associação cultural.


Com esta publicação de reflexão cultural, o Varazim Teatro pretendeu documentar o historial do grupo bem como o testemunho de algumas pessoas que já passaram pelo Varazim ou marcaram presença na Temporada Teatral e, ainda, algumas reflexões de alguns nomes do teatro português e estrangeiro acerca do Varazim Teatro, do Teatro e da Cultura.
O decénio de vida do Varazim Teatro foi também recordado numa exposição que esteve patente no Auditório Municipal e onde estava retratado o trabalho desenvolvido por este grupo em prol da dignificação do Teatro e da Cultura na cidade da Póvoa de Varzim, um esforço crescente e determinante na conquista e sedimentação de públicos, na criação de uma actividade cultural de carácter regular que tem vindo a obter uma cada vez maior adesão por parte da população.




Actualmente, contabiliza cerca de 32 000 espectadores em 113 espectáculos, 33 produções e perto de 100 associados.
Organizado pelo Varazim Teatro, com o apoio da Câmara Municipal, o É-Aqui-in-Ócio foi mais uma iniciativa de destaque na agenda cultural da Póvoa de Varzim a proporcionar diversos momentos de ócio até à abertura da Temporada Teatral.


Poderá recordar todos os estes momentos no portal municipal.




Novo Livro sobre a Beata Alexandrina



A divulgação da Beata Alexandrina conhece novo momento, desta feita através do lançamento do livro “Até aos confins do mundo”, da autoria de José Ferreira, o nº 16 da colecção “Na Linha do Horizonte - Biblioteca Poveira”.
A obra vai ser lançada a 13 de Outubro, às 21h30, no Centro Paroquial de Balasar, com apresentação do Professor Fernando Souto, docente na Escola Secundária de Eça de Queirós. Serão apresentadas as suas duas versões, a portuguesa e a inglesa; o tradutor foi Leo Madigan, Barão do Lumiar, especialista de Fátima com mais de vinte obras publicadas.

O livro vai buscar o título a um anúncio feito à Beata Alexandrina, em 1937, de que após a morte a sua vida chegaria "até aos confins do mundo" e foca diversos aspectos relacionados com a mesma Beata, de uma forma não biográfica, como o seu retrato, produções artísticas que nasceram em sua homenagem (os vitrais de Balasar, entre outras), a sua passagem pela Póvoa de Varzim e ainda a sua relação com a Santa Cruz de Balasar ou a Igreja Paroquial. Aborda também o jejum vivido pela Alexandrina, que passou 13 anos e sete meses sem comer, apenas comungando diariamente.
O autor, natural duma freguesia barcelense, é docente na Escola Secundária de Eça de Queirós. Interessou-se desde cedo pela investigação da história local, tendo colaborado em diversos jornais.
Em 2001 "descobriu" a Beata Alexandrina, dedicando, desde então, grande parte do tempo ao seu estudo.
Para além de escrever em jornais poveiros, lançou, em 2004, o livro antológico Vinde Todos…à Descoberta de Alexandrina e integrou o Secretariado para a Beatificação da Alexandrina de Balasar. Actualmente, presta apoio a estudiosos da Beata de vários países e escreve no site oficial a ela dedicado, em alexandrina.balasar.free.fr.

Alexandrina Maria da Costa, natural de Balasar, nasceu a 30 de Março de 1904 e aí faleceu, com fama de santidade, a 13 de Outubro de 1955; foi beatificada em 25 de Abril de 2004.
Durante a sua vida foram muitos os "peregrinos" que, através de um contacto directo, testemunharam a sua bondade e sabedoria cristãs.
Na actualidade, a romagem mantém-se, agora para a Igreja Paroquial, onde se encontra o seu túmulo, e para a casa onde viveu.




Evocação histórica na Póvoa do Varzim


Cortejo Renascentista

na Póvoa do Varzim


No próximo Domingo, perto de uma centena de figurantes, vestidos com trajes feitos à mão, segundo reproduções da época, vão participar num cortejo renascentista, na Póvoa de Varzim.

A animação que teria tido um acontecimento destes e a possibilidade de assistir à passagem do cortejo real de D. Manuel I vão encher de vida e colorido as ruas da cidade, no dia 14, a partir das 15h30.
Pelos anos de 1500, o rei D. Manuel I terá ido em peregrinação a Santiago de Compostela e, apesar de não se saber qual o caminho que terá seguido para ir até à cidade galega, admite-se que terá pernoitado em Vila do Conde, passando, em seguida, pela Póvoa de Varzim.


Para lembrar a passagem do cortejo real pela nossa cidade, o Museu Municipal está a organizar a sua reprodução, para a qual conta com a dedicada participação do Rancho de Rates e colaboração da Junta de Freguesia de São de Rates.
Para este cortejo foram desenhados e confeccionados 70 fatos completos, todos feitos à mão e com tecidos que se procurou fossem o mais aproximados possível aos da época, o século XVI. Estes trajes estão conservados no Museu Municipal e foram todos feitos na Póvoa, por Elisa Novais que, habitualmente, se dedica à confecção dos guarda-roupas das procissões, e que, para este cortejo, seguiu os esboços que lhe foram fornecidos pelos responsáveis do Museu local.
Vários meses de trabalho, pois, para concretizar um cortejo de grande impacto visual que irá percorrer a cidade desde a zona sul até ao norte, cumprindo o seguinte itinerário: Largo da Lapa, Rua 31 de Janeiro, Praça da República, Rua da Junqueira, Rua dos Cafés, Passeio Alegre e Avenida dos Descobrimentos.



Chapitô com Fado


Espectáculo dos Angry Kids


ANGRY ODD KIDS (AOK)
vão actuar dia 12 de Outubro, pelas 23 horas, na S.A. (Sociedade Anómima), no Furadouro - OVAR.
A entrada é gratuita.

Do alinhamento deste concerto, para além das músicas do Ep-CD "Histórias de sempre", vão também constar vários temas novos, entre os quais o tema "Há Sempre Uma Saída" cuja versão demo já está disponível no myspace da banda em:
www.myspace.com/angryoddkids

O álbum de estreia dos AOK tem edição prevista para o 1º trimestre de 2008.


Cheira bem, cheira a
(Casino) Lisboa…

Uma vez mais, o Casino Lisboa surpreende os seus visitantes.
Atento às últimas tendências do marketing internacional, o Casino Lisboa procedeu à instalação de uma sistema de aromatização de espaços que, desde meados de Setembro, permite aos seus visitantes sentir um agradável aroma perfumado e leveza ambiental nos seus diversos espaços.
Adicionalmente, esta tecnologia permite a inibição de odores desagradáveis, designadamente o tabaco, que possam pairar no ar.
Face ao êxito alcançado, a mesma tecnologia de vanguarda está a ser implementada no Casino Estoril, prevendo-se para breve a sua operacionalização.
De facto, o olfacto é o segundo mais importante sentido do ser humano, superado apenas pela visão. Diversos estudos demonstram que cerca de 75% das emoções sentidas no dia-a-dia são directamente influenciadas pelas memórias olfactivas que guardamos. Tal deve-se ao facto do sentido do olfacto estar directamente ligado ao centro de memórias e emoções no cérebro humano.
A tecnologia – inovadora na sua utilização em Portugal –é já utilizada nos maiores e mais modernos espaços de entretenimento e lazer, designadamente nos Estados Unidos, não só em alguns dos meios emblemáticos Casinos de Las Vegas, mas igualmente em diversas cadeias multinacionais de hotelaria de 5 estrelas.
Tal sistema consiste na acoplação, junto às condutas de insuflação de ar, de equipamentos especiais que injectam os aromas no sistema de ventilação do Casino Lisboa, sendo, então, dispersos por todos os seus espaços.
A empresa associada a este projecto pioneiro no Casino Lisboa é uma das líderes mundiais na aplicação desta tecnologia, bem como no desenvolvimento de um amplo espectro de aromas.
Outra inovação introduzida no Casino Lisboa, prende-se com a utilização de aromas diferentes consoante os espaços em que o visitante se encontra.
Na generalidade dos espaços públicos, estará presente o aroma Sensual D – um aroma jovem, urbano e surpreendente que pretende o reforço da identidade da marca Casino Lisboa junto do seu público alvo, tendencialmente jovem e em linha com as experiências de animação e entretenimento propostas; a excepção ocorre na Sala de Jogos Tradicionais, onde se sentirá no ar o aroma “Vanilla Cigars”, que se caracteriza por conferir ao espaço um ambiente de exclusividade e diferenciação, condizente com a sua decoração e com predominância das madeiras nobres.
Ambos os aromas são um exclusivo, para Portugal, do Casino Lisboa e Casino Estoril.
Mais uma razão para visitar, já, o Casino Lisboa e sentir, pela primeira vez, num grande espaço em Portugal, o novo aroma que paira no ar.

Festival Sons do Mundo em Portalegre


quarta-feira, 10 de outubro de 2007

PORTUGAL JAZZ em MONTEMOR-O-VELHO

PORTUGAL JAZZ
FESTIVAL ITINERANTE DE JAZZ


Montemor-o-Velho
13 de Outubro às 22:00
Teatro Esther de Carvalho

Depois da actuação de hoje em Almeirim " a caravana do jazz ruma de seguida a Montemor-o-Velho, onde actua, a 13, o IMI Kollektief do pernambucano tornado alfacinha Alípio C Neto. Mantêm-se no grupo o trompetista e acordeonista Jean-Marc Charmier e o baterista Rui Gonçalves, mas houve mudanças nas outras cadeiras: Jeffrey Davis está agora no vibrafone e Hugo Antunes ocupa-se do contrabaixo. Vai ser no Teatro Esther de Carvalho e segue-se à sessão didáctica marcada para o dia anterior. Discípulo do sublime e irreverente Hermeto Pascoal , também Neto não gosta de percorrer os caminhos mais óbvios. Isso explica que com frequência agarre no formato do pós-bop para o virar do avesso."
In
jazz.pt

Ponto de escuta
http://www.mp3.com/artist/imi-kollektief
Informações
PORTUGAL JAZZ - FESTIVAL ITINERANTE DE JAZZ
www.portugaljazz.org
www.jacc.pt
geral@portugaljazz.org

Orquestra Regional Lira Açoriana em Coimbra

Orquestra Regional Lira Açoriana



TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE

COIMBRA


12 de Outubro às 21H30

Programa
I

Richard Wagner
Abertura de Rienzi em Ré Maior
Antero Ávila
Arquipélago
Ulvaeus e Anderson [arranjos de Johan de Meij]
Highligths from “Chess”

II
Till Eulenspiegel [arranjos de Johan de Meij]
The King’s March
Carlos M. Marques
Cassiopeia (Fantasia)
Steven Reineke
Fate of the Gods

Direcção Maestro António Melo

Organização Direcção Regional da Cultura da Presidência do Governo do Açores, TAGV e Reitoria da UC

Preçário
Preço normal 5,00€
Preço estudante e sénior 3,00€

Informações
Teatro Académico de Gil Vicente
teatro@tagv.uc.pt
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário - 17h00-22h00
Telefone - 239 855 636

Blues em Portalebre


CENTRO DE ARTES DO ESPECTÁCULO DE PORTALEGRE



FESTIVAL SONS DO MUNDO - BLUES

Dia 12 de Outubro

Little Freddie King
Grande Auditório
Inicio 21.30h
Preço único 10€
Livre Trânsito 20 €

O verdadeiro nome de Little Freddie king é Fread E. Martin, e nasceu em McComb, Mississipi, no ano de 1940, perto da rua onde morava Bo Diddley.
O seu pai, Jessie James Martin (assim chamado pelo dono de uma plantação em homenagem ao famoso bandido), foi um guitarrista de blues que trabalhou no circuito sulista de artistas negros do Delta. São daí as suas primeiras recordações, de quando o pai o levava à cidade quando ia tocar: “ ficava cá fora à entrada das “juke joints” e escutava atentamente o som que vinha lá de dentro. Ele passava o tempo todo a tocar, a beber e a divertir-se, assim como toda a gente.”

Freddie eventualmente aprendeu a tocar guitarra sozinho, e começou desde cedo a desenvolver o seu estilo de Country Blues, a que ele chama "Gut Bucket Blues” (que se poderá traduzir livremente por “Blues Sujos vindos das Entranhas").
Com 14 anos, Freddie “apanhou” um comboio desde a quinta onde trabalhava até Nova Orleães, onde ficou com a sua irmã. Aí conheceu músicos tão fundamentais para o som da cidade como Buddy Guy e Slim Harpo.

Foi no início dos anos 60 que Freddie ficou com a alcunha de "Little Freddie King", nome que usou sempre a partir daí, inspirado no famoso guitarrista de blues Freddie King.
“King era bastante conhecido nessa época devido aos instrumentais “Hideaway” (depois tocada por Eric Clapton, entre outros) e “San-Ho-Zay". As pessoas diziam-me constantemente que soava exactamente como ele, porque eu conhecia todas as suas músicas, e então começaram a chamar-me “Little”, e assim ficou…”
A história ainda se torna mais interessante porque anos depois “Little” começou a tocar baixo em N. Orleães na banda do “Big” Freddie King, só não dando o pulo com ele para o Texas devido a outros compromissos.

Os anos 60 foram anos de intensa actividade para Little King, tocando com músicos de Blues como Babe Stoval, Polka Dot Slim, Guitar Grady, Guitar Ray, Snooks Eaglin, Billy Tate, Harmonica Williams, Boogie Bill Webb, Rev Charles Jacobs, Harmonica Slim e Eddie Lang.

Little Freddie King tornou-se num membro habitual e numa das atracções do famoso Festival de Jazz de N. Orleães, e fez digressões pela Europa com Bo Diddley e o mítico John Lee Hooker.
O seu álbum de 1970, "Harmonica Williams and Little Freddie King", é considerado pelos críticos o primeiro registo de blues eléctrico gravado em N. Orleães.
A sua digressão mais inesquecível foi feita em 1981, quando embarcou numa viagem de seis meses pelos Estados Unidos, chegando a tocar em universidades e a participar em palestras sobre blues.

Desde a passagem do milénio, King tem-se mantido muito ocupado, tocando em Montreaux (Suiça), no prestigiado Festival de Jazz, e em festivais de Jazz e blues pelo mundo inteiro, como em Ottawa (Canadá), Nancy e Lille (França), Burnley (Inglaterra), Debrecen (Hungria), assim como em vários festivais nos E. Unidos, em N. Orleães, Portsmouth, Savannah, Nova Iorque, etc.
Site da editora Fat Possum: www.fatpossum.com/media_kits/littlefreddie

Petit Vodo
Café Concerto
Inicio 24.00h
Preço único 5€
Livre Trânsito 20 €

Petit Vodo é o nome do mentor de um original projecto de blues, iniciado em 1997, que começou a sua carreira de músico como baterista de um grupo de blues na sua cidade natal, Bordéus. Vodo toca simultaneamente bateria, guitarra, harmónica e vozes, além de incorporar pedaços de programas de rádio e samples nas suas actuações ao vivo.
A sua carreira discográfica iniciou-se com o mini-álbum “Monon”, de 1998, seguido em 2000 do álbum “69 Stereovox” e de “A Little Big Pig with a Pink Lonely Heart”, em 2004.
Ao vivo, Petit Vodo pode ser descrito como uma mescla do eclético e anárquico Beck, com o trash-rock estético de Hasil Adkins e a entrega frenética em palco de John Spencer, dos Blues Explosion.
As suas maiores influências são mestres do blues, tais como Slim Harpo, Skip James, Dan Pickett e Lighting Hopkins, e outros artistas contemporâneos de nomeada, como G-Love, Beck e os já defuntos Morphine.
Vodo não descarta, porém, influências como o rock and roll experimental de grupos como os Doo Rag, 20 Miles e The Lonesome Organist.
Conceituado no seu país (França), depois de fazer as primeiras partes do famoso grupo de rock Noir Désir, assim como digressões europeias com artistas tão diferentes como RL Burnside, T-Model Ford, Mettalica e Andre Williams, Petit Vodo tem sido capaz de construir a reputação ao vivo de um artista que é uma autêntica “one man band”, uma explosão de blues que atormenta e deslumbra, que como os críticos a apelidam, é “verdadeiramente sulfurosa”.
Depois de concertos esgotados na sua estreia na Inglaterra, Vodo fez as primeiras partes dos Gallon Drunk e dos Penthouse, além da passagem de músicas suas nos principais programas de rádio britânicos, como o do influente e nunca por demais recordado John Peel e o de Steve Lamacq, ambos na BBC, assim como excelentes críticas aos seus álbuns e concertos ao vivo em revistas de referência como a “Mojo”, “NME”, “Melody Maker”, “Kerrang!” e “Music Week”.
O seu trabalho mais recente é “Paradise”, álbum de 2006, lançado pela editora Lollipop.
http://vodo.free.fr/
www.myspace.com/petitvodo

Dia 13 de Outubro

David "Honeyboy" Edwards
Grande Auditório
Inicio 21.30h
Preço único 10€
Livre Trânsito 20 €

David "Honeyboy" Edwards, nascido no ano de 1915, em Shaw, Mississipi, é um dos últimos originais "bluesmen" acústicos do Delta. É uma lenda viva, e a sua história é parte da História do blues.
Como dizem os americanos, Honeyboy é “the real deal/o produto original”.

A vida de Edwards está interligada com muitas das legendas do blues, incluindo Robert Johnson, Charlie Patton, Big Joe Williams, Sonny Boy Williamson, Howlin' Wolf, Peetie Wheatstraw, Sunnyland Slim, Lightnin' Hopkins, Big Walter, Little Walter, Magic Sam, Muddy Waters, e... bom, digamos apenas que a lista não termina por aqui…
Em 1942, Alan Lomax (musicólogo autor das gravações mais importantes da história do blues, feitas através da América inteira) gravou Honeyboy em Clarksdale, Mississipi, para preservação na Livraria do Congresso, num total de 15 faixas.

Edwards não voltou a gravar comercialmente até 1951, quando a sua música "Who May Your Regular Be", foi passada a vinil pela “Arc Records”. Na mesma época, gravou também "Build A Cave" como Mr. Honey, para a editora Artist.
Mudando para Chicago no início dos anos 50, Honeyboy começou a tocar em pequenos clubes e esquinas de rua, tendo como companheiros Floyd Jones, Johnny Temple, e Kansas City Red.
Em 1953, Edwards gravou para a prestigiada Chess Records uma série de músicas que se mantém inéditas, excepto o clássico "Drop Down Mama", que foi incluído numa colectânea.

Em 1972, Honeyboy conheceu Michael Frank, encetando uma amizade que os levou quatro anos depois a tocar em dueto como “The Honeyboy Edwards Blues Band”.
Em 1979, com os amigos Sunnyland Slim, Kansas City Red, Floyd Jones e Big Walter Horton gravou o clássico álbum "Old Friends".
As gravações de Honeboy recolhidas pela Livraria do Congresso e outras mais recentes foram compiladas em 1992 na antologia "Delta Bluesman".
Além destas gravações, Honeyboy escreveu uma série de êxitos do blues, incluindo "Long Tall Woman Blues", "Sweet Home Chicago" e "Just Like Jesse James".

Aos 93 anos, Honeyboy Edwards continua a palmilhar os palcos da Estrada do Blues, viajando de “juke joints” para clubes nocturnos e festivais de blues, tocando a verdadeira música do Delta e continuando a espantar os seus fãs de todas as idades.
Site oficial:
www.davidhoneyboyedwards.com
My Space:
www.myspace.com/honeyboyedwards

Reverendo Vince Anderson
Café Concerto
Inicio 24.00h
Preço único 5€
Livre Trânsito 20 €

O Reverendo Vince Anderson nasceu em período de férias em 1970, no Monte Palomar, Califórnia, à época o maior telescópio do mundo.
A família de Anderson mudou-se seguidamente para a cidade de Fresno, onde o futuro Reverendo cresceu influenciado pela música cristã menos convencional.
Depois de terminar o secundário, começou os seus estudos de música clássica, entrando para o Conservatório do Pacífico, onde estudou piano Clássico.
Foi neste local, que segundo ele próprio recebeu a “vocação” para servir Deus.

Depois de São Francisco e Denver, onde ministrou serviços religiosos para os inadaptados da sociedade americana, o já Reverendo Anderson mudou-se em 1994 para Nova Iorque, para estudar Teologia no Seminário Metodista.
Os 3 meses que esteve no Seminário serviram apenas para descobrir que Deus o chamava para tarefas espirituais em lugares menos convencionais, como bares e tabernas. Consequentemente, agarrou num acordeão e num piano, e começou a dar serviços semanais nos bares mais mal frequentados do Lower East Side nova-iorquino e em Brooklyn.

Depois de uma breve estadia com a Igreja da Vida Universal, o Reverendo criou a sua própria igreja, denominada Igreja do Espírito Inquieto de Deus em Cristo, cujos membros são recrutados nos próprios concertos, e que é sediada em qualquer lugar onde o Reverendo actua.
A sua forma de chamamento espiritual está, segundo o próprio, baseada na inclusão e na abertura a todos os membros da sociedade, através do caminho espiritual individual. Anderson, como membro ordenado já celebrou inúmeros casamentos e baptismos.

A sua música é por ele denominada "Dirty Gospel/Gospel Sujo", título que não pretende ofender, mas lembrar as pessoas que a humanidade é uma parte importante do Gospel. Refere-se também aos elementos do Blues puro que o Reverendo “invoca” para a sua música.
Ainda nas palavras de Anderson, “o Dirty Gospel permite tanto o sagrado como o secular, já que a linha entre ambos é muito ténue”.
A esperança do Reverendo Anderson é que todos os espectadores se possam relacionar com o seu Gospel sujo, independentemente das suas crenças religiosas.

Em 2000, o Reverendo criou a sua própria editora, obviamente chamada “Dirty Gospel”, na qual lançou os álbuns “I Need Jesus”, “ The 13th Apostle”, “The Blackout Sessions” e o próximo "100% JESUS".
Anderson tem ultimamente realizado serviços nocturnos religiosos com a sua banda nova-iorquina "The Love Choir/ O Coro do Amor", assim como extensas digressões pelo mundo, espalhando a sua mensagem de música, amor e aceitação de todos.
Site oficial:
www.reverendvince.com
My Space:
www.myspace.com/reverendvinceanderson

Informações

CENTRO DE ARTES DO ESPECTÁCULO DE PORTALEGRE

Tel.:245 307 498

E-mail: geral.caep@cm-portalegre.pt

Web: www.cm-portalegre.pt/caep

Blog: www.caeportalegre.blogspot.com

MySpace: www.myspace.com/caeportalegre

Atrocidades da PIDE nos cinemas


JULGAMENTO, um filme Leonel Vieiracom Alexandra Lencastre, Júlio César, José Eduardo, Carlos Santos, FernandaSerrano e Henrique Viana
NOS CINEMAS 11 OUTUBRO

Para aqueles que sofreram as injustiças e atrocidades cometidas pela PIDE durante o antigo regime, é um pouco difícil esquecer o passado. No entanto, e apesar de ser esse o cenário em que se move, Julgamento é mais do que um filme sobre confrontos entre fascistas e anti-fascistas, é um thriller emocionante que assenta em questões morais relacionadas com a fina linha que separa a justiça da vingança.

Durante os anos 70, uma família e um grupo de amigos unidos pela mesma causa são devastados pela prisão e consequente morte, sob circunstâncias mal explicadas, de um deles, Marcelino. Quase 30 anos depois, a memória daquele trágico acontecimento, assim como da sua própria prisão e tortura nas mãos da PIDE, continua a atormentar os três homens: Jaime (Júlio César), Miguel (José Eduardo) e Henrique (Henrique Viana). Durante o julgamento do primeiro caso da sua filha (Fernanda Serrano) enquanto advogada de defesa, Jaime reconhece no arguido o ex-PIDE que o torturou e aos seus amigos.
Ainda abalado pela descoberta, desabafa primeiro com Joana (Alexandra Lencastre), filha de Marcelino com quem mantém uma relação, que pensa ter encontrado o homem responsável pela morte do seu pai. Depois de levar Miguel com ele a uma audiência e de descobrir que este partilha da sua desconfiança, as dúvidas transformam-se em certezas. Num acto impensado, Jaime vai envolvê-los a todos novamente numa espiral de violência e ódio, ao tornarem-se cúmplices de rapto e posterior tortura do ex-PIDE.

Julgamento é uma história cheia de suspense que o vai agarrar desde o primeiro instante. Leonel Vieira já deu várias provas do seu valor enquanto realizador, seja no cinema com Zona J ou A Selva, ou na televisão com Ballet Rose. À realização, junta-se uma óptima direcção de arte (João Martins) e fotografia (José António Loureiro) e um núcleo duro de extraordinárias representações dos actores Júlio César, José Eduardo e Henrique Viana. Para além disso, neste filme apoiado pela TVI, todo o elenco adicional está repleto de estrelas televisivas bem conhecidas do público como Bárbara Norton de Matos, Raquel Henriques, ou a apresentadora Marta Leite de Castro.
ESTÁ NA HORA DE ACORDAR O PASSADO.

Site Oficial