quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Festival de Teatro terminou na Póvoa do Varzim























Festival E-Aqui-in-Ócio

chegou ao fim


Para além dos prestigiados nomes do teatro português e estrangeiro que marcaram presença no E-Aqui-in-Ócio e das excelentes peças que apresentaram, destacou-se, na programação do festival, o lançamento da Revista Sub-Texto – 10 anos de Varazim Teatro, a registar os dez anos de existência desta associação cultural.


Com esta publicação de reflexão cultural, o Varazim Teatro pretendeu documentar o historial do grupo bem como o testemunho de algumas pessoas que já passaram pelo Varazim ou marcaram presença na Temporada Teatral e, ainda, algumas reflexões de alguns nomes do teatro português e estrangeiro acerca do Varazim Teatro, do Teatro e da Cultura.
O decénio de vida do Varazim Teatro foi também recordado numa exposição que esteve patente no Auditório Municipal e onde estava retratado o trabalho desenvolvido por este grupo em prol da dignificação do Teatro e da Cultura na cidade da Póvoa de Varzim, um esforço crescente e determinante na conquista e sedimentação de públicos, na criação de uma actividade cultural de carácter regular que tem vindo a obter uma cada vez maior adesão por parte da população.




Actualmente, contabiliza cerca de 32 000 espectadores em 113 espectáculos, 33 produções e perto de 100 associados.
Organizado pelo Varazim Teatro, com o apoio da Câmara Municipal, o É-Aqui-in-Ócio foi mais uma iniciativa de destaque na agenda cultural da Póvoa de Varzim a proporcionar diversos momentos de ócio até à abertura da Temporada Teatral.


Poderá recordar todos os estes momentos no portal municipal.




Novo Livro sobre a Beata Alexandrina



A divulgação da Beata Alexandrina conhece novo momento, desta feita através do lançamento do livro “Até aos confins do mundo”, da autoria de José Ferreira, o nº 16 da colecção “Na Linha do Horizonte - Biblioteca Poveira”.
A obra vai ser lançada a 13 de Outubro, às 21h30, no Centro Paroquial de Balasar, com apresentação do Professor Fernando Souto, docente na Escola Secundária de Eça de Queirós. Serão apresentadas as suas duas versões, a portuguesa e a inglesa; o tradutor foi Leo Madigan, Barão do Lumiar, especialista de Fátima com mais de vinte obras publicadas.

O livro vai buscar o título a um anúncio feito à Beata Alexandrina, em 1937, de que após a morte a sua vida chegaria "até aos confins do mundo" e foca diversos aspectos relacionados com a mesma Beata, de uma forma não biográfica, como o seu retrato, produções artísticas que nasceram em sua homenagem (os vitrais de Balasar, entre outras), a sua passagem pela Póvoa de Varzim e ainda a sua relação com a Santa Cruz de Balasar ou a Igreja Paroquial. Aborda também o jejum vivido pela Alexandrina, que passou 13 anos e sete meses sem comer, apenas comungando diariamente.
O autor, natural duma freguesia barcelense, é docente na Escola Secundária de Eça de Queirós. Interessou-se desde cedo pela investigação da história local, tendo colaborado em diversos jornais.
Em 2001 "descobriu" a Beata Alexandrina, dedicando, desde então, grande parte do tempo ao seu estudo.
Para além de escrever em jornais poveiros, lançou, em 2004, o livro antológico Vinde Todos…à Descoberta de Alexandrina e integrou o Secretariado para a Beatificação da Alexandrina de Balasar. Actualmente, presta apoio a estudiosos da Beata de vários países e escreve no site oficial a ela dedicado, em alexandrina.balasar.free.fr.

Alexandrina Maria da Costa, natural de Balasar, nasceu a 30 de Março de 1904 e aí faleceu, com fama de santidade, a 13 de Outubro de 1955; foi beatificada em 25 de Abril de 2004.
Durante a sua vida foram muitos os "peregrinos" que, através de um contacto directo, testemunharam a sua bondade e sabedoria cristãs.
Na actualidade, a romagem mantém-se, agora para a Igreja Paroquial, onde se encontra o seu túmulo, e para a casa onde viveu.




Evocação histórica na Póvoa do Varzim


Cortejo Renascentista

na Póvoa do Varzim


No próximo Domingo, perto de uma centena de figurantes, vestidos com trajes feitos à mão, segundo reproduções da época, vão participar num cortejo renascentista, na Póvoa de Varzim.

A animação que teria tido um acontecimento destes e a possibilidade de assistir à passagem do cortejo real de D. Manuel I vão encher de vida e colorido as ruas da cidade, no dia 14, a partir das 15h30.
Pelos anos de 1500, o rei D. Manuel I terá ido em peregrinação a Santiago de Compostela e, apesar de não se saber qual o caminho que terá seguido para ir até à cidade galega, admite-se que terá pernoitado em Vila do Conde, passando, em seguida, pela Póvoa de Varzim.


Para lembrar a passagem do cortejo real pela nossa cidade, o Museu Municipal está a organizar a sua reprodução, para a qual conta com a dedicada participação do Rancho de Rates e colaboração da Junta de Freguesia de São de Rates.
Para este cortejo foram desenhados e confeccionados 70 fatos completos, todos feitos à mão e com tecidos que se procurou fossem o mais aproximados possível aos da época, o século XVI. Estes trajes estão conservados no Museu Municipal e foram todos feitos na Póvoa, por Elisa Novais que, habitualmente, se dedica à confecção dos guarda-roupas das procissões, e que, para este cortejo, seguiu os esboços que lhe foram fornecidos pelos responsáveis do Museu local.
Vários meses de trabalho, pois, para concretizar um cortejo de grande impacto visual que irá percorrer a cidade desde a zona sul até ao norte, cumprindo o seguinte itinerário: Largo da Lapa, Rua 31 de Janeiro, Praça da República, Rua da Junqueira, Rua dos Cafés, Passeio Alegre e Avenida dos Descobrimentos.



Chapitô com Fado


Espectáculo dos Angry Kids


ANGRY ODD KIDS (AOK)
vão actuar dia 12 de Outubro, pelas 23 horas, na S.A. (Sociedade Anómima), no Furadouro - OVAR.
A entrada é gratuita.

Do alinhamento deste concerto, para além das músicas do Ep-CD "Histórias de sempre", vão também constar vários temas novos, entre os quais o tema "Há Sempre Uma Saída" cuja versão demo já está disponível no myspace da banda em:
www.myspace.com/angryoddkids

O álbum de estreia dos AOK tem edição prevista para o 1º trimestre de 2008.


Cheira bem, cheira a
(Casino) Lisboa…

Uma vez mais, o Casino Lisboa surpreende os seus visitantes.
Atento às últimas tendências do marketing internacional, o Casino Lisboa procedeu à instalação de uma sistema de aromatização de espaços que, desde meados de Setembro, permite aos seus visitantes sentir um agradável aroma perfumado e leveza ambiental nos seus diversos espaços.
Adicionalmente, esta tecnologia permite a inibição de odores desagradáveis, designadamente o tabaco, que possam pairar no ar.
Face ao êxito alcançado, a mesma tecnologia de vanguarda está a ser implementada no Casino Estoril, prevendo-se para breve a sua operacionalização.
De facto, o olfacto é o segundo mais importante sentido do ser humano, superado apenas pela visão. Diversos estudos demonstram que cerca de 75% das emoções sentidas no dia-a-dia são directamente influenciadas pelas memórias olfactivas que guardamos. Tal deve-se ao facto do sentido do olfacto estar directamente ligado ao centro de memórias e emoções no cérebro humano.
A tecnologia – inovadora na sua utilização em Portugal –é já utilizada nos maiores e mais modernos espaços de entretenimento e lazer, designadamente nos Estados Unidos, não só em alguns dos meios emblemáticos Casinos de Las Vegas, mas igualmente em diversas cadeias multinacionais de hotelaria de 5 estrelas.
Tal sistema consiste na acoplação, junto às condutas de insuflação de ar, de equipamentos especiais que injectam os aromas no sistema de ventilação do Casino Lisboa, sendo, então, dispersos por todos os seus espaços.
A empresa associada a este projecto pioneiro no Casino Lisboa é uma das líderes mundiais na aplicação desta tecnologia, bem como no desenvolvimento de um amplo espectro de aromas.
Outra inovação introduzida no Casino Lisboa, prende-se com a utilização de aromas diferentes consoante os espaços em que o visitante se encontra.
Na generalidade dos espaços públicos, estará presente o aroma Sensual D – um aroma jovem, urbano e surpreendente que pretende o reforço da identidade da marca Casino Lisboa junto do seu público alvo, tendencialmente jovem e em linha com as experiências de animação e entretenimento propostas; a excepção ocorre na Sala de Jogos Tradicionais, onde se sentirá no ar o aroma “Vanilla Cigars”, que se caracteriza por conferir ao espaço um ambiente de exclusividade e diferenciação, condizente com a sua decoração e com predominância das madeiras nobres.
Ambos os aromas são um exclusivo, para Portugal, do Casino Lisboa e Casino Estoril.
Mais uma razão para visitar, já, o Casino Lisboa e sentir, pela primeira vez, num grande espaço em Portugal, o novo aroma que paira no ar.

Festival Sons do Mundo em Portalegre


quarta-feira, 10 de outubro de 2007

PORTUGAL JAZZ em MONTEMOR-O-VELHO

PORTUGAL JAZZ
FESTIVAL ITINERANTE DE JAZZ


Montemor-o-Velho
13 de Outubro às 22:00
Teatro Esther de Carvalho

Depois da actuação de hoje em Almeirim " a caravana do jazz ruma de seguida a Montemor-o-Velho, onde actua, a 13, o IMI Kollektief do pernambucano tornado alfacinha Alípio C Neto. Mantêm-se no grupo o trompetista e acordeonista Jean-Marc Charmier e o baterista Rui Gonçalves, mas houve mudanças nas outras cadeiras: Jeffrey Davis está agora no vibrafone e Hugo Antunes ocupa-se do contrabaixo. Vai ser no Teatro Esther de Carvalho e segue-se à sessão didáctica marcada para o dia anterior. Discípulo do sublime e irreverente Hermeto Pascoal , também Neto não gosta de percorrer os caminhos mais óbvios. Isso explica que com frequência agarre no formato do pós-bop para o virar do avesso."
In
jazz.pt

Ponto de escuta
http://www.mp3.com/artist/imi-kollektief
Informações
PORTUGAL JAZZ - FESTIVAL ITINERANTE DE JAZZ
www.portugaljazz.org
www.jacc.pt
geral@portugaljazz.org

Orquestra Regional Lira Açoriana em Coimbra

Orquestra Regional Lira Açoriana



TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE

COIMBRA


12 de Outubro às 21H30

Programa
I

Richard Wagner
Abertura de Rienzi em Ré Maior
Antero Ávila
Arquipélago
Ulvaeus e Anderson [arranjos de Johan de Meij]
Highligths from “Chess”

II
Till Eulenspiegel [arranjos de Johan de Meij]
The King’s March
Carlos M. Marques
Cassiopeia (Fantasia)
Steven Reineke
Fate of the Gods

Direcção Maestro António Melo

Organização Direcção Regional da Cultura da Presidência do Governo do Açores, TAGV e Reitoria da UC

Preçário
Preço normal 5,00€
Preço estudante e sénior 3,00€

Informações
Teatro Académico de Gil Vicente
teatro@tagv.uc.pt
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário - 17h00-22h00
Telefone - 239 855 636

Blues em Portalebre


CENTRO DE ARTES DO ESPECTÁCULO DE PORTALEGRE



FESTIVAL SONS DO MUNDO - BLUES

Dia 12 de Outubro

Little Freddie King
Grande Auditório
Inicio 21.30h
Preço único 10€
Livre Trânsito 20 €

O verdadeiro nome de Little Freddie king é Fread E. Martin, e nasceu em McComb, Mississipi, no ano de 1940, perto da rua onde morava Bo Diddley.
O seu pai, Jessie James Martin (assim chamado pelo dono de uma plantação em homenagem ao famoso bandido), foi um guitarrista de blues que trabalhou no circuito sulista de artistas negros do Delta. São daí as suas primeiras recordações, de quando o pai o levava à cidade quando ia tocar: “ ficava cá fora à entrada das “juke joints” e escutava atentamente o som que vinha lá de dentro. Ele passava o tempo todo a tocar, a beber e a divertir-se, assim como toda a gente.”

Freddie eventualmente aprendeu a tocar guitarra sozinho, e começou desde cedo a desenvolver o seu estilo de Country Blues, a que ele chama "Gut Bucket Blues” (que se poderá traduzir livremente por “Blues Sujos vindos das Entranhas").
Com 14 anos, Freddie “apanhou” um comboio desde a quinta onde trabalhava até Nova Orleães, onde ficou com a sua irmã. Aí conheceu músicos tão fundamentais para o som da cidade como Buddy Guy e Slim Harpo.

Foi no início dos anos 60 que Freddie ficou com a alcunha de "Little Freddie King", nome que usou sempre a partir daí, inspirado no famoso guitarrista de blues Freddie King.
“King era bastante conhecido nessa época devido aos instrumentais “Hideaway” (depois tocada por Eric Clapton, entre outros) e “San-Ho-Zay". As pessoas diziam-me constantemente que soava exactamente como ele, porque eu conhecia todas as suas músicas, e então começaram a chamar-me “Little”, e assim ficou…”
A história ainda se torna mais interessante porque anos depois “Little” começou a tocar baixo em N. Orleães na banda do “Big” Freddie King, só não dando o pulo com ele para o Texas devido a outros compromissos.

Os anos 60 foram anos de intensa actividade para Little King, tocando com músicos de Blues como Babe Stoval, Polka Dot Slim, Guitar Grady, Guitar Ray, Snooks Eaglin, Billy Tate, Harmonica Williams, Boogie Bill Webb, Rev Charles Jacobs, Harmonica Slim e Eddie Lang.

Little Freddie King tornou-se num membro habitual e numa das atracções do famoso Festival de Jazz de N. Orleães, e fez digressões pela Europa com Bo Diddley e o mítico John Lee Hooker.
O seu álbum de 1970, "Harmonica Williams and Little Freddie King", é considerado pelos críticos o primeiro registo de blues eléctrico gravado em N. Orleães.
A sua digressão mais inesquecível foi feita em 1981, quando embarcou numa viagem de seis meses pelos Estados Unidos, chegando a tocar em universidades e a participar em palestras sobre blues.

Desde a passagem do milénio, King tem-se mantido muito ocupado, tocando em Montreaux (Suiça), no prestigiado Festival de Jazz, e em festivais de Jazz e blues pelo mundo inteiro, como em Ottawa (Canadá), Nancy e Lille (França), Burnley (Inglaterra), Debrecen (Hungria), assim como em vários festivais nos E. Unidos, em N. Orleães, Portsmouth, Savannah, Nova Iorque, etc.
Site da editora Fat Possum: www.fatpossum.com/media_kits/littlefreddie

Petit Vodo
Café Concerto
Inicio 24.00h
Preço único 5€
Livre Trânsito 20 €

Petit Vodo é o nome do mentor de um original projecto de blues, iniciado em 1997, que começou a sua carreira de músico como baterista de um grupo de blues na sua cidade natal, Bordéus. Vodo toca simultaneamente bateria, guitarra, harmónica e vozes, além de incorporar pedaços de programas de rádio e samples nas suas actuações ao vivo.
A sua carreira discográfica iniciou-se com o mini-álbum “Monon”, de 1998, seguido em 2000 do álbum “69 Stereovox” e de “A Little Big Pig with a Pink Lonely Heart”, em 2004.
Ao vivo, Petit Vodo pode ser descrito como uma mescla do eclético e anárquico Beck, com o trash-rock estético de Hasil Adkins e a entrega frenética em palco de John Spencer, dos Blues Explosion.
As suas maiores influências são mestres do blues, tais como Slim Harpo, Skip James, Dan Pickett e Lighting Hopkins, e outros artistas contemporâneos de nomeada, como G-Love, Beck e os já defuntos Morphine.
Vodo não descarta, porém, influências como o rock and roll experimental de grupos como os Doo Rag, 20 Miles e The Lonesome Organist.
Conceituado no seu país (França), depois de fazer as primeiras partes do famoso grupo de rock Noir Désir, assim como digressões europeias com artistas tão diferentes como RL Burnside, T-Model Ford, Mettalica e Andre Williams, Petit Vodo tem sido capaz de construir a reputação ao vivo de um artista que é uma autêntica “one man band”, uma explosão de blues que atormenta e deslumbra, que como os críticos a apelidam, é “verdadeiramente sulfurosa”.
Depois de concertos esgotados na sua estreia na Inglaterra, Vodo fez as primeiras partes dos Gallon Drunk e dos Penthouse, além da passagem de músicas suas nos principais programas de rádio britânicos, como o do influente e nunca por demais recordado John Peel e o de Steve Lamacq, ambos na BBC, assim como excelentes críticas aos seus álbuns e concertos ao vivo em revistas de referência como a “Mojo”, “NME”, “Melody Maker”, “Kerrang!” e “Music Week”.
O seu trabalho mais recente é “Paradise”, álbum de 2006, lançado pela editora Lollipop.
http://vodo.free.fr/
www.myspace.com/petitvodo

Dia 13 de Outubro

David "Honeyboy" Edwards
Grande Auditório
Inicio 21.30h
Preço único 10€
Livre Trânsito 20 €

David "Honeyboy" Edwards, nascido no ano de 1915, em Shaw, Mississipi, é um dos últimos originais "bluesmen" acústicos do Delta. É uma lenda viva, e a sua história é parte da História do blues.
Como dizem os americanos, Honeyboy é “the real deal/o produto original”.

A vida de Edwards está interligada com muitas das legendas do blues, incluindo Robert Johnson, Charlie Patton, Big Joe Williams, Sonny Boy Williamson, Howlin' Wolf, Peetie Wheatstraw, Sunnyland Slim, Lightnin' Hopkins, Big Walter, Little Walter, Magic Sam, Muddy Waters, e... bom, digamos apenas que a lista não termina por aqui…
Em 1942, Alan Lomax (musicólogo autor das gravações mais importantes da história do blues, feitas através da América inteira) gravou Honeyboy em Clarksdale, Mississipi, para preservação na Livraria do Congresso, num total de 15 faixas.

Edwards não voltou a gravar comercialmente até 1951, quando a sua música "Who May Your Regular Be", foi passada a vinil pela “Arc Records”. Na mesma época, gravou também "Build A Cave" como Mr. Honey, para a editora Artist.
Mudando para Chicago no início dos anos 50, Honeyboy começou a tocar em pequenos clubes e esquinas de rua, tendo como companheiros Floyd Jones, Johnny Temple, e Kansas City Red.
Em 1953, Edwards gravou para a prestigiada Chess Records uma série de músicas que se mantém inéditas, excepto o clássico "Drop Down Mama", que foi incluído numa colectânea.

Em 1972, Honeyboy conheceu Michael Frank, encetando uma amizade que os levou quatro anos depois a tocar em dueto como “The Honeyboy Edwards Blues Band”.
Em 1979, com os amigos Sunnyland Slim, Kansas City Red, Floyd Jones e Big Walter Horton gravou o clássico álbum "Old Friends".
As gravações de Honeboy recolhidas pela Livraria do Congresso e outras mais recentes foram compiladas em 1992 na antologia "Delta Bluesman".
Além destas gravações, Honeyboy escreveu uma série de êxitos do blues, incluindo "Long Tall Woman Blues", "Sweet Home Chicago" e "Just Like Jesse James".

Aos 93 anos, Honeyboy Edwards continua a palmilhar os palcos da Estrada do Blues, viajando de “juke joints” para clubes nocturnos e festivais de blues, tocando a verdadeira música do Delta e continuando a espantar os seus fãs de todas as idades.
Site oficial:
www.davidhoneyboyedwards.com
My Space:
www.myspace.com/honeyboyedwards

Reverendo Vince Anderson
Café Concerto
Inicio 24.00h
Preço único 5€
Livre Trânsito 20 €

O Reverendo Vince Anderson nasceu em período de férias em 1970, no Monte Palomar, Califórnia, à época o maior telescópio do mundo.
A família de Anderson mudou-se seguidamente para a cidade de Fresno, onde o futuro Reverendo cresceu influenciado pela música cristã menos convencional.
Depois de terminar o secundário, começou os seus estudos de música clássica, entrando para o Conservatório do Pacífico, onde estudou piano Clássico.
Foi neste local, que segundo ele próprio recebeu a “vocação” para servir Deus.

Depois de São Francisco e Denver, onde ministrou serviços religiosos para os inadaptados da sociedade americana, o já Reverendo Anderson mudou-se em 1994 para Nova Iorque, para estudar Teologia no Seminário Metodista.
Os 3 meses que esteve no Seminário serviram apenas para descobrir que Deus o chamava para tarefas espirituais em lugares menos convencionais, como bares e tabernas. Consequentemente, agarrou num acordeão e num piano, e começou a dar serviços semanais nos bares mais mal frequentados do Lower East Side nova-iorquino e em Brooklyn.

Depois de uma breve estadia com a Igreja da Vida Universal, o Reverendo criou a sua própria igreja, denominada Igreja do Espírito Inquieto de Deus em Cristo, cujos membros são recrutados nos próprios concertos, e que é sediada em qualquer lugar onde o Reverendo actua.
A sua forma de chamamento espiritual está, segundo o próprio, baseada na inclusão e na abertura a todos os membros da sociedade, através do caminho espiritual individual. Anderson, como membro ordenado já celebrou inúmeros casamentos e baptismos.

A sua música é por ele denominada "Dirty Gospel/Gospel Sujo", título que não pretende ofender, mas lembrar as pessoas que a humanidade é uma parte importante do Gospel. Refere-se também aos elementos do Blues puro que o Reverendo “invoca” para a sua música.
Ainda nas palavras de Anderson, “o Dirty Gospel permite tanto o sagrado como o secular, já que a linha entre ambos é muito ténue”.
A esperança do Reverendo Anderson é que todos os espectadores se possam relacionar com o seu Gospel sujo, independentemente das suas crenças religiosas.

Em 2000, o Reverendo criou a sua própria editora, obviamente chamada “Dirty Gospel”, na qual lançou os álbuns “I Need Jesus”, “ The 13th Apostle”, “The Blackout Sessions” e o próximo "100% JESUS".
Anderson tem ultimamente realizado serviços nocturnos religiosos com a sua banda nova-iorquina "The Love Choir/ O Coro do Amor", assim como extensas digressões pelo mundo, espalhando a sua mensagem de música, amor e aceitação de todos.
Site oficial:
www.reverendvince.com
My Space:
www.myspace.com/reverendvinceanderson

Informações

CENTRO DE ARTES DO ESPECTÁCULO DE PORTALEGRE

Tel.:245 307 498

E-mail: geral.caep@cm-portalegre.pt

Web: www.cm-portalegre.pt/caep

Blog: www.caeportalegre.blogspot.com

MySpace: www.myspace.com/caeportalegre

Atrocidades da PIDE nos cinemas


JULGAMENTO, um filme Leonel Vieiracom Alexandra Lencastre, Júlio César, José Eduardo, Carlos Santos, FernandaSerrano e Henrique Viana
NOS CINEMAS 11 OUTUBRO

Para aqueles que sofreram as injustiças e atrocidades cometidas pela PIDE durante o antigo regime, é um pouco difícil esquecer o passado. No entanto, e apesar de ser esse o cenário em que se move, Julgamento é mais do que um filme sobre confrontos entre fascistas e anti-fascistas, é um thriller emocionante que assenta em questões morais relacionadas com a fina linha que separa a justiça da vingança.

Durante os anos 70, uma família e um grupo de amigos unidos pela mesma causa são devastados pela prisão e consequente morte, sob circunstâncias mal explicadas, de um deles, Marcelino. Quase 30 anos depois, a memória daquele trágico acontecimento, assim como da sua própria prisão e tortura nas mãos da PIDE, continua a atormentar os três homens: Jaime (Júlio César), Miguel (José Eduardo) e Henrique (Henrique Viana). Durante o julgamento do primeiro caso da sua filha (Fernanda Serrano) enquanto advogada de defesa, Jaime reconhece no arguido o ex-PIDE que o torturou e aos seus amigos.
Ainda abalado pela descoberta, desabafa primeiro com Joana (Alexandra Lencastre), filha de Marcelino com quem mantém uma relação, que pensa ter encontrado o homem responsável pela morte do seu pai. Depois de levar Miguel com ele a uma audiência e de descobrir que este partilha da sua desconfiança, as dúvidas transformam-se em certezas. Num acto impensado, Jaime vai envolvê-los a todos novamente numa espiral de violência e ódio, ao tornarem-se cúmplices de rapto e posterior tortura do ex-PIDE.

Julgamento é uma história cheia de suspense que o vai agarrar desde o primeiro instante. Leonel Vieira já deu várias provas do seu valor enquanto realizador, seja no cinema com Zona J ou A Selva, ou na televisão com Ballet Rose. À realização, junta-se uma óptima direcção de arte (João Martins) e fotografia (José António Loureiro) e um núcleo duro de extraordinárias representações dos actores Júlio César, José Eduardo e Henrique Viana. Para além disso, neste filme apoiado pela TVI, todo o elenco adicional está repleto de estrelas televisivas bem conhecidas do público como Bárbara Norton de Matos, Raquel Henriques, ou a apresentadora Marta Leite de Castro.
ESTÁ NA HORA DE ACORDAR O PASSADO.

Site Oficial

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Trilogia dos Dragões no Centro Cultural de Belém



LA TRILOGIE DES DRAGONS

(A TRILOGIA DOS DRAGÕES)

ROBERT LEPAGE EX MACHINE



DIAS 12, 13, 14, 16 E 17 DE OUTUBRO

DIAS 12, 16 E 17: 18H30 DIAS 13 E 14 ÀS 16H

PALCO DO GRANDE AUDITÓRIO DO CCB




Legendado em português
Duração aproximada: 6 horas com 3 intervalos
Co-apresentação: CCB Robert Lepage ExMachina


A Trilogia dos Dragões fala de uma China imaginária, que se desenhava na cabeça de duas meninas dos anos trinta educadas no ambiente misterioso do bairro chinês do Quebeque, hoje desaparecido. Uma das raparigas, a única personagem que terá contacto com todas as partes da peça, iniciava o espectáculo com algumas palavras que anunciavam, em simultâneo os limites e o interesse do projecto: “Nunca fui à China…”

No início, não havia nada, ou quase nada. Seis actores, o encenador que os escolheu, com dois cenógrafos e um produtor, e que procuram a rota do Oriente. Um terreno vazio que se tornou num parque de estacionamento, onde a imaginação e a memória se deveriam aprofundar.
No início, havia três bairros chineses: o de Quebeque, nos anos trinta, que iria servir de pano de fundo ao dragão verde, primaveril, aquático; o de Toronto, próspero nos anos cinquenta, decoração do dragão vermelho, de terra e de fogo; o de Vancôver, dos anos oitenta, florescente, onde se estende o dragão branco, outonal e aéreo.
Existia a China imaginária, do mito e do comércio, Tintim e o lótus azul, Tao, Yi King, mah jong, tai chi, lavandarias e comida chinesa, yin, yang, riquexó, chin chin e made em Hong Kong. Havia a história da tia Marie-Paule casada com um chinês, a mãe nos CWAC (Canadian Women’s Army Corps), o guarda do parque de estacionamento e a sua cabana, e uma bola de vidro que tocava uma música japonesa.
No início, havia Françoise e Jeanne. Têm doze anos, e são inseparáveis. Brincam na loja com caixas de sapatos, recriando a Rua St-Joseph e as suas lojas. Havia Lépine o gato-pingado… Havia a barbearia do pai de Jeanne, onde ela cruza olhares com Bédard, cujos cabelos ruivos a fascinam… Havia a lavandaria do velho Wong, onde chegou, numa noite fresca, William S. Crawford, vindo de Inglaterra na esperança de instalar o seu negócio no Quebeque…
Talvez se descubra nesta peça uma nova resposta para a pergunta feita tantas vezes, entre o fumo do ópio, o tai chi e os cânticos maoístas:
Então, com que é que sonha o chinês da lavandaria do bairro chinês de Saint-Roche?
A Trilogia dos Dragões, Grande Prémio do Festival de Teatro das Américas em 1987, já foi apresentada em mais de quarenta cidades da América do Norte, Europa e Oceânia, de 1985 a 1992.

LA TRILOGIE DES DRAGONS (A TRILOGIA DOS DRAGÕES)


Apresentada na sua versão integral de seis horas, no circuito do Festival de Teatro das Américas de 1987, no hangar número 9 de Vieux Port de Montreal, A Trilogia dos Dragões suscita um momento raro de deslumbramento. Este espectáculo já deu a volta ao mundo e projectou o criador e encenador Robert Lepage para os grandes palcos mundiais.
O regresso de Lepage ao antigo jardim Zen da sua peça seminal, sugere a sua forma peculiar de conceber uma peça sobre a memória e a transmissão, um momento para nos dar prazer. Remexe, então, as pedras, para que a magia que se desprende da folhagem, com o perfume do Oriente e do Ocidente, irrompa arrebatadamente.
Assistido por uma nova equipa de actores e de designers, Lepage reconstitui os cenários, dando-lhes a forma de uma antiga oficina de caminhos-de-ferro. Num enorme rectângulo de areia e cascalho, situado num parque de estacionamento no meio do nada e apenas iluminado pela claridade nocturna, Jeanne e Françoise reencarnam os personagens principais desta saga, em torno da qual gravitam figuras inesquecíveis: Crawford, Lee Wong, Bédard, Morin, Stella, Irmã Marie-de-la-Grâce, Yukali, Pierre, entre muitas outras.

UMA VALSA NUM BERÇO

Esta fabulosa saga tem a estrutura de uma valsa a três tempos, assinalando a Primavera, o Outono e o Inverno. No primeiro tempo, uma valsa de inocência, de premonições e de destinos em declínio. No segundo tempo, uma valsa de guerra, de viagens e de progresso. No terceiro tempo, uma valsa de morte e de renascimento. Esta longa dança migratória viaja entre a Ásia e o Ocidente até às portas do Oriente, levando-nos através de três bairros chineses: Quebeque, Toronto e Vancôver, passando por Hong Kong, Inglaterra, Tóquio, Hiroxima, a China de Mao, e perseguindo a trajectória do cometa de Halley os percursos de vida projectados na História universal, entre 1910 e 1985.

Movidos por um fluxo de energia vital, os personagens revelam a sua vida através dos sulcos cavados por uma trama imaginária mal explorada, ligadas ao refluxo do Ocidente. O Oriente. Na abertura da peça, três vozes na sombra, com sonoridades familiares e desconhecidas, vozes de mulheres e de homens articuladas, convidam-nos a embarcar numa viagem: “Nunca fui à China. Quando era pequeno, havia casas aqui. Aqui era o bairro chinês. Se esgravatares o chão com as unhas encontrarás água e óleo de motor. Se escavares mais fundo, é provável que encontres pedaços de porcelana e de jade e as fundações das famílias chinesas que ali viveram. Se escavares ainda mais fundo, chegarás à China.”

A MAGIA DO IMPALPÁVEL

No palco de A Trilogia dos Dragões, o movimento é cíclico, marcado por uma dinâmica ternária, quebrando a lógica da oposição binária entre o mito e a realidade, o corpo e o espírito, a intuição e a razão, a interioridade e a exterioridade, o sublime e o trivial, o trágico e o cómico. A obra materializa-se através de impulsos, de sensações sugestivas, de condensações temáticas e metafóricas. A dança, o gesto, a palavra, os objectos e a acção formam um corpus, estimulam esta conspiração poética de falas, de linguagens, de códigos, de referências e de citações, de respirações íntimas daqueles seres que habitam, vivem e morrem nos corpos dos actores. O que nos é dado a ver são cenas representadas simultaneamente no espaço-tempo de uma canção, abraçando o Quebeque, Toronto, Tóquio e uma base militar na Inglaterra; sequências montadas em contraponto dentro de uma narrativa que é comentada; partituras dançadas, reunindo a acção através de movimentos de
tai chi e passos de tango; metáforas inseridas na trama anedótica; rupturas de tons e de ritmos que relançam o movimento nas suas oscilações entre o humor e a seriedade, a emoção e a contenção.

TRÊS DRAGÕES NUM RECTÂNGULO DE AREIA

Vários exemplos para descrever a forma harmoniosa da escrita, o seu tecido orgânico, urdido e bordado com múltiplos elementos: caixas de sapatos, sapatos, patins, panos, fósforos, uma bicicleta, uma cadeira rolante, um riquexó, lâmpadas eléctricas, pincéis, telas e uma bola de vidro; fatos e perucas.
Personagens e actores que recriam o mundo num rectângulo de areia organizado pela luz, pela música, por coreografias, por imagens projectadas num ecrã de publicidade.

Robert Lepage põe em cena o teatro do duplo[1], projectando a sua saga de vida, de morte e de transformação incessante, através de um foco de luz que transporta os personagens e os espectadores para uma China imaginária. O que os espectadores trazem consigo, o que um colectivo de actores, lançados em 1985, numa operação de pesquisa arqueológica e imaginária, é esvaziado num parque de estacionamento do bairro Saint Roch do Quebeque, local outrora ocupado por uma comunidade chinesa.
Cada detalhe de A Trilogia dos Dragões contém todo o espectáculo, reproduzindo o princípio do holograma. Os setenta e cinco anos de vida e as dezenas de vidas que se sucedem ao longo de três gerações depositar-se-ão numa galeria de arte em Vancôver. O terceiro e último movimento da valsa dos dragões acompanha duas jovens artistas, filhas da terceira geração de migrantes e de mestiçagem, numa reflexão sobre a arte e a criação, numa luta constante entre o impulso de vida e a morte, entre a interioridade e a exterioridade, entre a vontade e a alma, entre o visível e o invisível.
Neste teatro-instalação onde os personagens da saga vêm morrer, vê-se o Oriente e o Ocidente a reflectir-se no mar do Pacífico, aldeões chineses a celebrar o ano do dragão, Pierre e Yukali a fazer amor num jardim Zen, guardado por três dragões que repousam num leito de estrelas. Ao mesmo tempo, um piloto da Air France mergulha na noite entre Vancôver e o Japão, a cabeça de Stella fere o metal, Françoise enterra uma bola de vidro, Crawford volta a Hong Kong pela chaminé. Um velho vigia sai da sua guarita e recolhe a bola de vidro, artefacto de uma representação que se extingue.
Antonin Artaud dizia que o teatro era oriental, Ariane Mnouchkine referia-se ao Oriente como o local onde qualquer artista ocidental deve regressar se quiser recuperar o corpo e a carne do teatro.

Em A Trilogia dos Dragões, Robert Lepage põe em cena o teatro do duplo. Ocidente e Oriente olham-se, à noite, no espelho do Pacífico.
Lorraine Hébert
no programa do Festival de théâtre des Amériques
Tradução: Mafalda Melo Sousa


ROBERT LEPAGE


Homem do teatro polivalente, Robert Lepage exerce com igual mestria os cargos de encenador, cenógrafo, autor dramático, actor e realizador. Reconhecido pela crítica mundial, cria e leva a palco obras originais que subvertem as regras de realização teatral clássica, nomeadamente pela utilização de novas técnicas. Inspira-se na história contemporânea e a sua obra, moderna e insólita, transcende as fronteiras.
Nasceu no Quebeque em 1957. Muito cedo, descobriu a paixão pela geografia e, atraído por todas as formas de arte, vem-se a interessar pelo teatro. Em 1975, então com 17 anos, entra no Conservatório de Arte Dramática do Quebeque. Em 1978, faz um estágio em Paris e no seu regresso participa em diversas criações onde acumula os papéis de comediante, autor e encenador. Dois anos mais tarde, ingressou no Théâtre Repère.
Em 1984, criou a peça Circulations que foi apresentada por todo o Canadá e que recebeu o prémio da melhor produção canadiana, no âmbito da Quinzena Internacional de Teatro do Quebeque. No ano seguinte criou La Trilogie des Dragons (“A Trilogia dos Dragões”), espectáculo que teve um grande reconhecimento internacional. Seguiram-se as peças Vinci (1986), Le Polygraphe (1987) e Les Plaques tectoniques (1988). Em 1988, fundou a sua própria sociedade de gestão profissional, Robert Lepage inc. (RLI).
De 1989 a 1993, ocupou o cargo de director artístico do Teatro Francês do Centro Nacional das Artes em Otava. Paralelamente a esta nova função, prosseguiu a sua carreira artística apresentando Les Aiguilles et l’opium (1991-1993/1994-1996), Corolian, Macbeth, La Tempête (1992-1994) e A Midsummer Night’s Dream (1992), peça que lhe permitiu tornar-se o primeiro norte-americano a dirigir uma peça de Shakespeare no Royal National Theatre de Londres.
O ano de 1994 marca uma etapa importante na carreira de Robert Lepage com a fundação de uma companhia multidisciplinar, Le Projet ExMachina, da qual é director artístico. Esta nova equipa apresentou ininterruptamente Les Sept Branches de La rivière Ota (1994), Le Songe d’une nuit d’été (1995), bem como o espectáculo a solo Elseneur (1995-1997).
Ainda em 1994, aborda pela primeira vez o cinema fazendo os cenários e realizando a longa-metragem Le Confessionnal, apresentado no ano seguinte na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Em seguida, realizou Le Polygraphe (1996), Nô (1997), Possible Worlds (2000), uma primeira longa-metragem em inglês (versão original) e, por fim, em 2003, a adaptação para cinema da sua peça La Face cachée de la Lune.
Foi com o seu incentivo que o centro de produção pluridisciplinar a Caserne nasceu em Junho de 1997, em Quebeque. Nestes novos espaços, Robert Lepage e a sua equipa criaram e produziram La Géométrie des miracles (1998), Zulu Time (1999), La Face cachée de la Lune (2000), La Casa Azul (2001), The Busker’s Opera (2004), uma nova versão de La Trilogie des Dragons com novos actores (2003), ópera 1984 baseada no romance de Georges Orwell, com direcção musical do maestro Lorin Maazel (2005), Le Projet Andersen (2005), a nova criação de Ex Machina Lipsynch (2007) e The Rake’s Progress ópera de Igor Stravinsky apresentada numa grande estreia no Théâtre Royal de la Monnaie de Bruxelas, em Abril de 2007.

Como consequência do êxito que obteve recebeu numerosos convites que lhe permitiram aplicar os seus conhecimentos artísticos noutras áreas. Foi com sucesso que encenou as óperas Le Château de Barbe-Bleue e Erwartung (1992). Em 1993, assinou a encenação da digressão mundial do espectáculo de Peter Gabriel, The Secret World Tour. Voltou à cena lírica assegurando a encenação de La Damnation de Faust no Japão, em 1999, e posteriormente em Paris em 2001. Em 2000, participou na exposição Métissages no Museu da Civilização de Quebeque. Em 2002, de novo com Peter Gabriel encenou o espectáculo Growing Up Live. Em Fevereiro de 2005, apresentou KÀ, um espectáculo em permanência do Cirque du Soleil em Las Vegas, do qual foi o criador e encenador.
A obra de Robert Lepage foi coroada de numerosos prémios. Entre os mais prestigiados destacam-se, em 1999, la Médaille des Officiers de l’Ordre National du Québec. Em Setembro de 2000, recebeu o Prémio de La SORIQ (La Sociedade das Relações Internacionais do Quebeque), pelo êxito alcançado fora do Quebeque. Em Outubro de 2001, foi galardoado pela Associação dos World Leaders no Harbourfront Centre, o que sublinha uma vez mais a dimensão da sua carreira internacional. Em 2002, a França presta-lhe homenagem concedendo-lhe a Legião de Honra. Foi nomeado Grand Québécois pela Câmara do Comércio do Quebeque e recebeu o Herbert Whittaker Drama Bench Award pela sua contribuição excepcional para o teatro canadiano. No ano seguinte, recebeu o prémio Denise-Pelletier, a mais alta distinção
concedida pelo governo do Quebeque no domínio das artes do palco, bem como o prémio Gascon-Thomas concedido pela Escola Nacional de Teatro. Em 2004 foi-lhe atribuído o Prémio Hans-Christian-Andersen confiado a um artista excepcional que contribuiu para honrar internacionalmente o nome de Hans Christian Andersen. Em 2005, recebeu o prémio Samuel-de-Champlain concedido pelo Institut France-Canada pela sua contribuição para a cultura francesa, e o prémio Stanislavski pela sua contribuição para o teatro internacional e os êxitos obtidos nas produções La Trilogie des Dragons (“A Trilogia dos Dragões”), Les Sept Branches de la rivière Ota e The Busker’s Opera. Em 2007, o Festival de l’Union des Théâtres de l’Europe concedeu-lhe o prestigiado prémio Europe. Robert Lepage é o artista mais jovem laureado com este prémio, desde Ariane Mnouchkine, o segundo artista não europeu depois de Bob Wilson e o primeiro cuja base de trabalho não se situa na Europa.



FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA :
Texto : Marie Brassard, Jean Casault, Lorraine Côté, Marie Gignac, Robert Lepage, Marie Michaud
Encenação: Robert Lepage
Assistência dramatúrgica: Marie Gignac
Assistente de encenação: Félix Dagenais
Assistente de encenação, versão original: Philippe Soldevila

Interpretação:
Sylvie Cantin: Uma velha chinesa, Stella, Irmã Marie-de-la-Grâce
Jean Antoine Charest: Morin o Barbeiro, oficial americano, enfermeiro e outros
Simone Chartrand: Françoise e outras
Hugues Frenette: Bédard, Lépine o Gato-pingado, Pierre Lamontagne
Tony Guilfoyle:
Crawford, o médico
Éric Leblanc: O velho chinês, Lee Wong, o piloto e outros
Véronika Makdissi-Warren: Jeanne e outras
Emily Shelton: Uma velha chinesa, Yukali (3 gerações)

Música original: Robert Caux
Assistência e arranjos: Jean-Sébastien Côté
Interpretação da música: Martin Gauthier
Cenografia original: Jean François Couture, Gilles Dubé
Assistente de cenografia e de adereços: Vano Hotton
Assistente de adereços: Marie-France Larivière
Desenho de luz: Sonoyo Nishikawa
Desenho original de luz: Louis-Marie Lavoie, Lucie Bazzo
Figurinista: Marie-Chantale Vaillancourt
Assistente: Sylvie Courbron
Multimédia: Jacques Collin
Criação de imagens: Lionel Arnould

Agente do encenador: Lynda Beaulieu
Direcção de produção e de digressão: Louise Roussel
Adjunta de produção: Marie-Pierre Gagné
Direcção técnica: Serge Côté
Direcção técnica (digressão): Patrick Durnin
Direcção de cena: Annie Pilon
Operação de luz: Dominic Minguy-Jean
Operação de som e vídeo: Claude Cyr
Responsável por guarda-roupa e adereços: Marie-France Larivière

Chefe maquinista: Paul Bourque
Assistente da responsável dos figurinos e adereços: Sylvie Courbron
Estagiário de produção: Claudia Couture
Consultor técnico: Tobie Horswill
Concepção de figurinos: Nicole Gadoury, Valérie Couture, Stéban Sanfaçon
Realização de perucas e postiços: Joëlle Monty e Richard Hanson; Rachel Tremblay
Consultor para o movimento: Harold Rhéaume
Construção do décor: Les Conceptions Visuelles Jean-Marc Cyr
Música adicional: Youkali/ Musique de Kurt Weill, textos de Roger Fernay
Obra utilizada com a autorização da European American Music Corporation, agente para The Kurt Weill Foundation for Music, Inc. e agente para Heugel S.A.

Imagens do Espectáculo do Exército Canadiano: Fox Movietonews, Inc.
Tradução para cantonês: Truong Chanh Trung
Produção: Ex Machina

Co-produção: Bergen Internasjonale Festival, Bergen
BITE: 05, Barbican, Londres
Centre Cultural de Belém, Lisboa
Festival de Otono, Madrid
Festwochen / Berliner Festspiele
Kampnagel, Hamburgo
Le Festival de théâtre des Amériques, Montréal
Les Francophonies en Limousin, Limoges

Pilar de Yzaguirre – Ysarca Art Promotions, Madrid
Schauspielhaus Zürich / Zürcher Festspiele"
Teatr Dramatyczny, Varsóvia
Zagreb World Theatre Festival, Croácia

Produtor delegado, Europa, Japão: Richard Castelli
Adjunto do produtor delegado, Europa, Japão: Sarah Ford, Florence Berthaud
Produtor delegado, Reino Unido: Michael Morris
Produtor delegado, Américas, Ásia (excepto Japão), Oceânia, Nova Zelândia: Menno Plukker
Produtor da Ex Machina: Michel Bernatchez
Agradecimentos: Michel Gosselin, Jeffrey Hall

Ex Machina é apoiada pelo Conseil des Arts du Canada, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Comércio Internacional do Canadá, o Conseil des Arts et des Lettres do Quebeque e a Cidade do Quebeque.


[1] Conceito desenvolvido pelo dramaturgo Antonin Artaud em o "Teatro e seu Duplo" (Le Théâtre et son Double, 1935), considerado um dos livros mais influentes do teatro do século XX. Robert Lepage incorpora esta linguagem, dando-lhe corpo nas suas peças: Em ‘A Trilogia dos Dragões’, esta fórmula está novamente presente.

"Memorial do Convento" volta ao Palácio Nacional de Mafra


MEMORIAL DO CONVENTO
de JOSÉ SARAMAGO


Reposição no Palácio Nacional de Mafra
A partir de 12 de Outubro




Na sequência do sucesso alcançado pelo espectáculo “Memorial do Convento” – que já foi visto por cinco mil espectadores – e dado que continua a registar marcações de escolas e grupos organizados, o Teatro Nacional D. Maria II decidiu repor este trabalho dramatúrgico de Filomena Oliveira e Miguel Real que se inspira no célebre romance de José Saramago. O público é convidado a recordar o reinado de D. João V e a atribulada construção do Palácio de Mafra, no próprio local que inspirou a história.
O espectador revive um momento importante da História de Portugal através dos olhos dos amantes Baltasar e Blimunda, e de Bartolomeu de Gusmão, que alimentava o sonho de voar, um dia.

Sinopse
Ansiando por um filho que tarda, o rei D. João V é avisado por frei António de S. José: “Mande V. Majestade fazer um convento de franciscanos em Mafra e Deus vos dará descendência”. O desejo real desencadeará uma epopeia de homens, um esforço hercúleo de milhares de trabalhadores arregimentados em todo o país, de arquitectos, engenheiros e materiais, vindos do estrangeiro e pagos com o ouro do Brasil, esgotando-o.

Unidos por um amor natural, Blimunda e Baltasar reúnem-se a Bartolomeu de Gusmão e ao seu sonho de voar. A passarola, máquina voadora, misto de barco e de pássaro, nasceu do saber científico de Bartolomeu, da força de trabalho de Baltasar e dos poderes de Blimunda, recolhendo as vontades humanas (as “nuvens fechadas”) que alimentarão a máquina e a farão voar.
Sobre as obras do Convento de Mafra terá passado o Espírito Santo, dizem os padres e acredita o povo.
Voar, nesse tempo, não sendo obra de Deus, só poderia sê-lo do demónio, e assim se anuncia o fim trágico das três personagens maravilhosas.


JOSÉ SARAMAGO – UMA ESCRITA COM IDEIAS

Em “Memorial do Convento”, publicado em 1982, a interrogação sobre o sentido da história de Portugal e sobre o divórcio entre o amor, a vida feliz e o progresso da ciência, por um lado, e a absolutização do poder político num pequeno grupo social, constitui uma das primeiras narrativas em que se evidencia o novo estilo exuberante, barroco, fáustico e festivo de José Saramago.
Mesmo pertencendo ao Partido Comunista Português, a partir da década de 80 Saramago nunca escreveu segundo um cânone literário, não seguiu as modas em vigor, não foi realista, existencialista, estruturalista, pós-modernista, seguiu-se a si próprio, soube ser apenas ele próprio, inventando o estilo literário mais singular no actual panorama da literatura portuguesa.
Foi este estilo e o conteúdo profundamente humano das suas história que lhe valeram, em 1998, a atribuição do primeiro Prémio Nobel da Literatura para um autor português, consagrando a sua ímpar arte da palavra e elevando o seu nome à universalidade da História da Literatura de todos os tempos e lugares.

Filomena Oliveira/Miguel Real

Sobre o espectáculo

Para os escritores Filomena Oliveira e Miguel Real, o romance “Memorial do Convento”, de José Saramago, possuía os elementos necessários para a criação de uma sólida peça de teatro.
Feita a proposta ao autor, que a aceitou, a adaptação foi levada a bom termo e resultou num primeiro espectáculo estreado em 1999 no Teatro da Trindade em resultado da colaboração entre aquele espaço, a Companhia de Teatro de Sintra e a Companhia de Teatro de Almada. Essa primeira versão foi protagonizada por Teresa Gafeira e Jorge Sequerra.
Com a introdução de “Memorial do Convento” no currículo escolar, Filomena Oliveira refez a antiga dramaturgia, propondo-nos agora uma nova versão, readaptada para o público pré-universitário, apresentada no espaço do próprio Palácio de Mafra, onde a acção do romance decorre.

Trata-se de uma versão reduzida – para cinco actores apenas –, que tem atraído sucessivas levas de estudantes, agradados pelo enérgico desempenho dos intérpretes e pelo envolvimento estético que o espectáculo proporciona. Desde a estreia, “Memorial do Convento” já viu a sua carreira prolongada por duas vezes e continua a receber marcações de escolas.




Sobre José Saramago (n. 1922)

Prémio Nobel de Literatura 1998. Nascido no Ribatejo, mas desde muito novo a residir em Lisboa, José Saramago é um caso paradigmático de escritor autodidacta: com um curso em serralharia mecânica concluído em 1939, vai, ao longo dos anos, repartir a sua actividade profissional pela tradução, a direcção literária e de produção numa casa editora, colaborações várias em jornais e revistas (salientando-se a função de crítico literário que manteve na Seara Nova e o jornalismo propriamente dito, tendo orientado o "Suplemento Literário" do “Diário de Lisboa” e sido director-adjunto do “Diário de Notícias”, já no período pós-revolucionário de 1974-75). Tendo embora iniciado a sua carreira nas letras em 1947, com o livro “Terra do Pecado”, é em 1980, com o romance “Levantado do Chão”, história da vida de uma família camponesa do Alentejo desde o início do século até à revolução de Abril e ao advento da reforma agrária, que José Saramago produz aquilo a que já se convencionou chamar o seu "primeiro grande romance". Primeiro porque a partir daí eles se têm sucedido regularmente como outros tantos "grandes romances", o maior dos quais, por ter constituído um autêntico "caso" de celebridade tanto nacional como internacional, com tradução para uma vintena de línguas e adaptação a libretto de ópera, foi sem dúvida “Memorial do Convento” (1982). Fascinante relato da construção do convento de Mafra e do esforço dos homens que o construíram, Memorial do Convento trata também do sonho do "padre voador", Bartolomeu de Gusmão, e da construção da sua Passarola, que voará mercê das vontades dos homens que Blimunda, a que vê através dos corpos e da terra, irá, pacientemente, aprisionando num frasco. Tudo isto é servido por um estilo que passará a constituir forte marca do autor e que se define, basicamente, pela supressão de alguns sinais de pontuação, nomeadamente pontos finais e travessões para introduzir o diálogo entre as personagens, o que vai resultar num ritmo fluido, marcadamente oral e muito próprio, tanto da escrita como da narrativa. Estas características irão, aliás, contribuir para transformar os seus livros em objecto de interesse para encenadores, músicos e realizadores de cinema: “Memorial do Convento”, de que o autor recusou autorizar uma adaptação cinematográfica, foi já adaptado a ópera pelo compositor italiano Azio Corghi, com o título "Blimunda". A estreia mundial, com encenação de Jérôme Savary, realizou-se no Teatro alla Scala, de Milão, em Maio de 1990. Também da peça “In Nomine Dei” foi extraído um libretto: o da ópera "Divara", estreada em Münster (Alemanha), em 31 de Outubro de 1993, com música de Azio Corghi e encenação de Dietrich Hilsdorf. De romance histórico se tem inevitavelmente falado em relação à produção romanesca de Saramago, embora o próprio autor recuse tal etiqueta aplicada às suas obras. E se os romances de José Saramago estão definitivamente modelados numa dimensão histórica (quer os que remetem para o passado - a maioria - quer, por exemplo “A Jangada de Pedra” (1986), que surge como ficção de uma hipótese fantástica situada num futuro), não o estarão menos numa dimensão propriamente humana, naquilo em que a acção e reflexão dos homens, mesmo, ou principalmente, dos mais modestos no interior de cada época histórica, pode pesar para ocasionar desvios, ainda que ficcionais, da "verdade" que a História consignou. Na opinião de Maria Alzira Seixo, será precisamente "desta conjunção entre continuidade temporal e intervenção humana" que Saramago irá "extrair uma noção de alteridade que [...] é a proposta de diálogo entre todo o diverso, ou melhor, de conjunção acertada e dramática das várias condições que situam o homem no mundo, seu entrecruzar doce e fecundo, sua irreparável desarmonia que se deplora e compensa em literatura". Se o romance de José Saramago é histórico, pela dimensão histórica, e fantástico, pela dimensão fantástica, ele é principalmente dos homens e das mulheres na história e da sua capacidade de ver e agir sobre o real para além do crível e do evidente. Parte da extraordinária receptividade que as suas obras têm merecido em todo o mundo, e que culminou com a atribuição do Nobel, dever-se-á, sem dúvida, a esse carácter humanista, a esse reduto de confiança e esperança no poder do humano que a sua obra projecta. De facto, mesmo antes da consagração máxima trazida pelo Nobel, Saramago era já o autor português contemporâneo mais traduzido, com livros editados em todo o mundo, da América do Norte à China, e detinha já um capital de prestígio reconhecido pela atribuição de vários prémios literários internacionais e nacionais - de onde se destacam o Prémio Camões, em 1995 e os prémios Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores (1993) e de Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores (1995) -, doutoramentos honoris causa pelas Universidades de Turim (Itália), Manchester (Inglaterra), Sevilha, Toledo e Castilla-La Mancha (Espanha) e graus honoríficos, como o de Comendador da Ordem Militar de Santiago da Espada e Chevalier de l'Ordre des Arts e des Lettres (atribuído pelo governo francês). É, além disso, membro honoris causa do Conselho do Instituto de Filosofia do Direito e de Estudos Histórico-Políticos da Universidade de Pisa (Itália); membro da Academia Universal das Culturas (Paris); membro correspondente da Academia Argentina das Letras e membro do Parlamento Internacional de Escritores (Estrasburgo). Parte do espólio de José Saramago encontra-se no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional.

in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, Europa-América, 1998




MEMORIAL DO CONVENTO
de JOSÉ SARAMAGO
adaptação dramatúrgica de FILOMENA OLIVEIRA e MIGUEL REAL
encenação FILOMENA OLIVEIRA

orgânica sonora
direcção e música original DAVID MARTINS
masterização e operação BRUNO OLIVEIRA
arranjos para piano SANDRA NUNES
arranjos para voz ANDREIA LOPES

guarda-roupa FLÁVIO TOMÉ
adereços JOÃO MAIS
concepção e construção da passarola FLÁVIO TOMÉ e JOÃO TIAGO
assistente técnico/montagem JOÃO TIAGO
criação e adaptação do espaço CARLOS ARROJA

estruturas cénicas e desenho 3D CARLOS BRUNO
direcção técnica DAVID MARTINS
desenho de luz CARLOS ARROJA, DAVID FLORENTINO e PAULO CUNHA
cenografia e criação do espaço cénico
coordenação VITO e CARLOS ARROJA
equipa de montagem BRUNO OLIVEIRA, BRUNO RIBEIRO, CARLOS BRUNO, JOÃO MOTA e ZÉ PEDRO


com
CLÁUDIA FARIA, PAULO CAMPOS DOS REIS, FLÁVIO TOMÉ, JOÃO MAIS e
FILIPE ARAÚJO
duração 1h20
M/12









Rita Redshoes em Ourém

RITA REDSHOES PELA PRIMEIRA VEZ
AO VIVO EM OURÉM

No seguimento do sucesso de “Dream on Girl”, tema destacado por algumas rádios nacionais e referência como uma das canções do ano, Rita Redshoes apresenta-se pela primeira vez ao vivo, desde a sua estreia na FNAC, no Arte Caffé em Ourém
a partir das 0h00 no próximo dia 12 de Outubro.
Neste aguardado concerto poderemos ficar a conhecer melhor o repertório deste novo talento apresentado pela colectânea “Novos Talentos – FNAC 2007”, e onde certamente a sua música nos transportará para um mundo de sonhos onde a realidade da sua voz nos embala e nos transporta através dum caminho mais maduro, sólido e surpreendente.
“Dream On Girl” marca o arranque de uma carreira... A new star is born!

"Fados" em Nova Iorque


Dia 13 de Outubro
“Fados” apresentado no

Festival de Cinema de Nova Iorque


O aclamado filme “Fados” de Carlos Saura, vai ser exibido durante o Festival de Cinema de Nova Iorque, no dia 13 de Outubro, às 12h00 e às 19h15, no Walter Reade Theater, no Lincoln Center.
Esta mostra conta com a presença dos produtores Ivan Dias, Luís Galvão Teles, António Saura, de representantes do Turismo de Portugal – IP, do Representante Permanente de Portugal junto das Nações Unidas, do Cônsul-Geral de Portugal em Newark, do Delegado do AICEP, da Gestora do Museu do Fado e de Mariza, uma das protagonistas, que dará um concerto, no dia anterior, no Carnnegie Hall, às 20h00, inserido na sua digressão americana.


“Fados” estreou nas salas de cinema portuguesas a 4 de Outubro e conta com a participação de Carlos do Carmo, como consultor musical e de Rui Vieira Nery, como consultor musicológico.

O elenco junta ainda, para além do Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Argentina Santos, D. Vicente da Câmara, Maria da Nazaré, Caetano Veloso, Chico Buarque e Lila Downs a novos fadistas como Ricardo Ribeiro, Pedro Moutinho, Ana Sofia Varela, Carminho e Cuca Roseta.


O projecto está integrado numa trilogia, sobre formas de expressão musical urbanas do século XIX, da qual fazem parte “Flamenco” e “Tango”, do mesmo realizador.

O filme resulta de uma produção da Fado Filmes, Duvideo e Zebra Producciones em co-produção com Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC E.M., Turismo de Portugal I.P. e TVI.

A distribuição nacional é assegurada pela Lusomundo Audiovisuais S.A. e a banda sonora original é produzida pela EMI Music Portugal.

A tomarense Ana Laíns actua em Coimbra

Ana Laíns

TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE
COIMBRA
11 de Outubro às 21h30


Nascida em 1979, em Tomar, Ana Laíns desde cedo começou a cantar, revelando um gosto musical bastante ecléctico. Em 1996 participa nos primeiros concursos de música, tendo ganho vários prémios, sendo também vencedora da edição da Grande Noite do Fado de 1999. Este último prémio foi paralelamente uma descoberta: de acordo com a artista, foi no fado que encontrou a sua melhor forma de expressão.Depois seguiu-se uma tournée por vários países e, com 22 anos, já havia actuado em França, Estados Unidos, Luxemburgo, Bélgica e Alemanha.As primeiras experiências de gravação foram feitas há seis anos atrás no “Songs about Lisbon”, que precedeu o convite da Difference para fazer parte da compilação "Divas do Fado Novo".
Sentidos”, o seu álbum de estreia, surge em 2006 com o selo Different World da Difference e conta também com a estreia do produtor Diogo Clemente que assume a direcção musical e arranjos.Em estúdio teve a participação de Diogo Clemente na guitarra acústica, Fernando Araújo no baixo, Bernardo Couto na guitarra portuguesa, Vicky na percussão, Ricardo Mota no violoncelo e Ruben Alves no acordeão, piano e melódica.
Sentidos” é um disco com 10 verdadeiras canções. Uma abordagem contemporânea ao Fado, onde constam alguns temas mais introspectivos com melodias simples ao estilo de embalar que, por vezes, nos remetem a um imaginário de infância. Por outro lado existem também referências ao Fado na sua forma mais clássica e influências da música tradicional portuguesa.
A escolha literária de Ana Laíns incidiu sobre alguns seus companheiros de mesa-de-cabeceira como Florbela Espanca, Lídia Oliveira, António Ramos Rosa, entre outros.

Ficha Artística
Paulo Loureiro piano, acordeão e clarinete
Ricardo Mota violoncelo
Eurico Machado guitarra portuguesa
Marco André viola e vozes
Nuno Oliveira baixo
Ana Lains voz

Apoios Montepio Geral [patrocinador oficial], Antena 1 [rádio oficial], Diário as Beiras e Rádio Universidade de Coimbra

Preçário
10,00€
Preço Amigo/a TAGV 5,00€


Teatro Académico de Gil Vicente

www.uc.pt/tagv


http://blogtagv.blogspot.com/

Bilheteira: 17h00-22h00


Telefone: 239 855 636




Albino Moura expõe no Casino Estoril


Albino Moura, pintor, escultor
e poeta das imagens e das formas
na Galeria de Arte do Casino Estoril



Inaugura-se na próxima quinta-feira, 11 de Outubro, às 21, 30 horas, uma exposição de Albino Moura, na Galeria de Arte do Casino Estoril, com 54 trabalhos de pintura, desenho e escultura.
É uma mostra de um autor multifacetado, que se iniciou ao lado de dois grandes mestres, Fred Kradolfer e Thomás de Mello/Tom, de quem recebeu, além de ensinamentos técnicos, o gosto pelo lirismo, especialmente visível em boa parte dos seus trabalhos preferidos, as crianças, sempre risonhas e gordinhas, no jeito boteriano que se lhe aponta.
A Arte vive das imagens e das formas, que podem ser frias, inertes ou que podem ter vida e carregar nas suas cores ou nos seus volumes uma componente poética, neste caso, quando o artista plástico é também poeta.

Por alguma razão Albino Moura deu a esta exposição o título de Poética das Formas .
É a primeira vez que este artista assume de forma explícita, dedicando-lhe uma exposição, o lado poético da sua personalidade artística.
Albino Moura iniciou-se na pintura em 1959, tendo realizado até hoje 55 exposições individuais, seis das quais apresentadas na Galeria do Casino Estoril e participou em mais de uma centena de colectivas.
Escrevi um dia ser Albino Moura, um pintor de quem se gosta, de quem muita gente gosta, pelo conjunto de valores que distinguem os seus trabalhos – técnica excelente, desenho fácil e expressivo, qualidade na composição e paleta de cores quentes, adequadas a uma temática muito pessoal, em que as crianças sempre têm lugar de relevo.
Esta exposição será acompanhada pelo lançamento de um excelente livro, “Albino Moura, Poeta das Formas”, de 300 páginas, que além de reproduzir todos os trabalhos expostos, pode considerar-se uma antologia da sua obra, com a reprodução de dezenas de outros trabalhos. Este livro é valorizado com texto do crítico da AICA, Edgardo Xavier.


Esta mostra ficará patente ao público até 5 de Novembro, todos os dias, das 15 às 24 horas.

Circo em Braga



“LUCENT DOSSIER

VAUDEVILLE CIRQUE”


A completar a programação seleccionada para a primeira edição de “Burla - Festival do Burlesco”, a 13 de Outubro (21h30), o circo chega mesmo à cidade, com a estreia em Portugal do místico e enigmático “Lucent Dossier Vaudeville Cirque”.

Com uma trupe composta por palhaços, contorcionistas, trapezistas, engolidores de espadas, “performers” de fogo, bailarinas de dança-do-ventre e de estilo burlesco, anões, a clássica mulher com barba, mágicos, malabaristas, “disc-jockeys”, percussionistas ao vivo e banda, entre muitos outros artistas mais ou menos inesperados, o Lucent Dossier Vaudeville Cirque assume-se como um colectivo baseado na magia e na inspiração, que adoptou a criatividade como essência e que tem por objectivo tornar tudo possível.
No âmbito do projecto “Cuddle the World”, a par da performance apresentada no Theatro Circo, o “Lucent Dossier Vaudeville Cirque” vai, também em Braga, pôr em acção a sua vertente de solidariedade, através da apresentação de um espectáculo numa instituição de apoio social da cidade.
Nascido apenas da boa-vontade do colectivo circense, “Cuddle the World” é, segundo os próprios, um projecto através do qual inspiram e interagem com alguns grupos socialmente desfavorecidos de todo o mundo e que começou com uma actuação para as crianças da Casa de Sion, um orfanato da Guatemala.
Formado em 2004 a partir das profundezas da cena artística e musical “underground” de Los Angeles, oLucent Dossier” foi concebido num espírito de criação colaborativa, encarnando um novo estilo de “glamour vaudeville”, envolvido na sua própria mistura de artistas circenses. Em palco, as coreografias interactivas únicas, o guarda-roupa, a música original, os rostos místicos e o trabalho artístico corporal conjugam-se nos artistas empenhados em alcançar o objectivo que os uniu – criar espectáculos de luz humana.

Neste contexto, Roger Fojas, elemento do colectivo circense, reafirma que o objectivo deste projecto consiste em «trazer luz aos espectadores e talvez permitir que esses mesmos espectadores levem o mesmo tipo de luz ao resto do mundo».
Jogando com uma atmosfera carnavalesca distorcida, a partir da qual criam um mundo exclusivo, envolvido numa «deliciosa loucura», os performers do “Lucent Dossier Vaudeville Cirque” definem o seu projecto como «uma explosão de energia e tensão sexual», que se traduz «numa vibrante e visualmente cativante performance» e numa batalha constante para estabelecer uma sólida interacção com o público.
Embora ainda recente, do percurso artístico do “Lucent Dossier Vaudeville Cirque” já fazem parte digressões pela maioria dos Estados norte-americanos e por zonas do globo tão díspares como Irlanda, Japão, Guatemala ou Itália, país onde, em Março de 2007, foram capa da revista Vogue.
De entre as várias colaborações com nomes de destaque no cenário musical norte-americano – 30 Seconds to Mars, Healer, Flaming Lips, Davendra Banhart, entre muitos outros – destaca-se a interpretação do grupo no vídeo do tema “I Write Sins Not Tragedies”, da banda Panic! At the Disco, distinguido com o galardão de “Video of the Year”, nos MTV Video Music Awards de 2006.

Os ingressos, a 10€, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

Mais informação:
Luciana Queirós da Silva (imprensa@theatrocirco.com ou 913 093 094) ou em http://www.lucentdossier.com/, http://www.theatrocirco.com/, reservas@theatrocirco.com e no “call center” 253 203 800.

Luiz Francisco Rebelo de novo em palco

A Desobediência de
Luiz Francisco Rebelo
Estreia dia 11 ,no Teatro da Trindade,
a peça de Luiz Francisco Rebelo, " A Desobediência".
No verão de 1940, quando as tropas alemãs invadiram a França, a salvação de milhares de homens e mulheres que fugiam do regime de terror instaurado na Europa pelo nazismo, dependia de um visto de trânsito para um país neutro.
Aristides de Sousa Mendes, consul de Portugal em Bordéus, dividido entre o cumprimento das ordens ditadas por Salazar e a sua consciência não hesitou em obedecer a esta e desobedecer àquelas. O resultado seria a salvação de cerca de 30 mil judeus e o seu afastamento definitivo da carreira diplomática.
É neste ambiente de terror e temor que se desenrola a peça.
No entanto Aristides não é aqui tratado como um herói mas tão somente como um homem de muitas fraquezas e fragilidades.
A interpretação está a cargo de Rogério Vieira, o protagonista, Carmen Santos, Igor Sampaio, Joana Brandão, João Didelet, José Henrique Neto ( Salazar), Luis Mascarenhas, Marques d'Arede, Nuno Nunes, Rita Loureiro, Rui Santos, Rui Sérgio e Sofia de Portugal.
A encenação é de Rui Mendes que disse ao hardmusica.com que aceitou de bom grado o convite que lhe foi dirigido pelo Teatro da Trindade para encenar a peça. " Peça já minha conhecida, tema apaixonante, e um autor dramático por quem tenho a maior estima e admiração. Um verdadeiro homem de Teatro como temos poucos."
A encenação conseguida por Rui Mendes dá ao texto, já de si forte, a capacidade da transmissão da mensagem de Atistides Sousa Mendes: desobedecer para salvar a Humanidade.
Rui Mendes considera mesmo que o Cônsul de Bordéus terá sido o precursor da objecção de consciência.
Por último de salientar a escolha do enquadramento musical da peça, também da autoria de Rui Mendes: a ópera Nabucco de Verdi, com o seu monumental Coro dos Escravos a ouvir-se no final. Sublime!
Um espectáculo que aconselhamos aos nossos leitores pela sua actualidade e pelo humanismo que por ele perpassa.

Fado no Casino Estoril


Três gerações de Fadistas
no Teatro-Auditório do Casino Estoril

Com o Teatro-Auditório cheio nas duas primeiras edições, o ciclo “O Fado Volta ao Casino Estoril” propõe outro cartaz de eleição para o próximo Domingo, pelas 22 horas.
Numa só noite, Margarida Bessa, António Zambujo, Maria da Fé apresentam os melhores fados dos seus repertórios, com apresentação de Carlos Cruz que, assim, regressa aos palcos.
São três gerações de intérpretes, que sentem o fado de uma forma muito própria, proporcionando um espectáculo que se complementa com diferentes registos da “canção nacional”.
Uma das fadistas deste versátil cartaz é Margarida Bessa, que viveu o primeiro momento alto da sua carreira quando ganhou, em 1994, o Grande RTP Prémio de Fado, em simultâneo com Luís Almada.

Com dois álbuns editados, a intérprete é já um dos valores seguros da “canção nacional”.
Conhecido, também, do público do Casino Estoril, António Zambujo é outra das referências do meio fadista.

No ano passado, recebeu o “Prémio Amália” para o “Melhor Fadista”, estando actualmente a preparar o seu terceiro álbum.
Com mais quatro décadas de carreira, Maria da Fé recorda quando cantou pela primeira vez no Casino Estoril em 1961.

Sobre este novo ciclo de fado, considera-o “prometedor, pois permite a troca de experiências e até para o público notar que há diferentes maneiras de cantar o fado”, diz.
Ao longo da noite, os fadistas serão acompanhados por Paulo Parreira, na guitarra portuguesa, Carlos Garcia, na viola, e Joel Pina, na viola-baixo.


“O Fado Volta ao Casino” propõe-se reunir, no mesmo palco, três gerações fadistas: um intérprete no início de carreira, outro com alguns anos e um terceiro já consagrado.


Aos Domingos à noite, pelas 22 horas, o Teatro-Auditório acolhe o ciclo “O Fado Volta ao Casino”.

Preço: 15 euros (1ª plateia), 12 euros e meio (2ª plateia).
Reservas: 939 808 097 ou 914 852 585