terça-feira, 9 de outubro de 2007

"Memorial do Convento" volta ao Palácio Nacional de Mafra


MEMORIAL DO CONVENTO
de JOSÉ SARAMAGO


Reposição no Palácio Nacional de Mafra
A partir de 12 de Outubro




Na sequência do sucesso alcançado pelo espectáculo “Memorial do Convento” – que já foi visto por cinco mil espectadores – e dado que continua a registar marcações de escolas e grupos organizados, o Teatro Nacional D. Maria II decidiu repor este trabalho dramatúrgico de Filomena Oliveira e Miguel Real que se inspira no célebre romance de José Saramago. O público é convidado a recordar o reinado de D. João V e a atribulada construção do Palácio de Mafra, no próprio local que inspirou a história.
O espectador revive um momento importante da História de Portugal através dos olhos dos amantes Baltasar e Blimunda, e de Bartolomeu de Gusmão, que alimentava o sonho de voar, um dia.

Sinopse
Ansiando por um filho que tarda, o rei D. João V é avisado por frei António de S. José: “Mande V. Majestade fazer um convento de franciscanos em Mafra e Deus vos dará descendência”. O desejo real desencadeará uma epopeia de homens, um esforço hercúleo de milhares de trabalhadores arregimentados em todo o país, de arquitectos, engenheiros e materiais, vindos do estrangeiro e pagos com o ouro do Brasil, esgotando-o.

Unidos por um amor natural, Blimunda e Baltasar reúnem-se a Bartolomeu de Gusmão e ao seu sonho de voar. A passarola, máquina voadora, misto de barco e de pássaro, nasceu do saber científico de Bartolomeu, da força de trabalho de Baltasar e dos poderes de Blimunda, recolhendo as vontades humanas (as “nuvens fechadas”) que alimentarão a máquina e a farão voar.
Sobre as obras do Convento de Mafra terá passado o Espírito Santo, dizem os padres e acredita o povo.
Voar, nesse tempo, não sendo obra de Deus, só poderia sê-lo do demónio, e assim se anuncia o fim trágico das três personagens maravilhosas.


JOSÉ SARAMAGO – UMA ESCRITA COM IDEIAS

Em “Memorial do Convento”, publicado em 1982, a interrogação sobre o sentido da história de Portugal e sobre o divórcio entre o amor, a vida feliz e o progresso da ciência, por um lado, e a absolutização do poder político num pequeno grupo social, constitui uma das primeiras narrativas em que se evidencia o novo estilo exuberante, barroco, fáustico e festivo de José Saramago.
Mesmo pertencendo ao Partido Comunista Português, a partir da década de 80 Saramago nunca escreveu segundo um cânone literário, não seguiu as modas em vigor, não foi realista, existencialista, estruturalista, pós-modernista, seguiu-se a si próprio, soube ser apenas ele próprio, inventando o estilo literário mais singular no actual panorama da literatura portuguesa.
Foi este estilo e o conteúdo profundamente humano das suas história que lhe valeram, em 1998, a atribuição do primeiro Prémio Nobel da Literatura para um autor português, consagrando a sua ímpar arte da palavra e elevando o seu nome à universalidade da História da Literatura de todos os tempos e lugares.

Filomena Oliveira/Miguel Real

Sobre o espectáculo

Para os escritores Filomena Oliveira e Miguel Real, o romance “Memorial do Convento”, de José Saramago, possuía os elementos necessários para a criação de uma sólida peça de teatro.
Feita a proposta ao autor, que a aceitou, a adaptação foi levada a bom termo e resultou num primeiro espectáculo estreado em 1999 no Teatro da Trindade em resultado da colaboração entre aquele espaço, a Companhia de Teatro de Sintra e a Companhia de Teatro de Almada. Essa primeira versão foi protagonizada por Teresa Gafeira e Jorge Sequerra.
Com a introdução de “Memorial do Convento” no currículo escolar, Filomena Oliveira refez a antiga dramaturgia, propondo-nos agora uma nova versão, readaptada para o público pré-universitário, apresentada no espaço do próprio Palácio de Mafra, onde a acção do romance decorre.

Trata-se de uma versão reduzida – para cinco actores apenas –, que tem atraído sucessivas levas de estudantes, agradados pelo enérgico desempenho dos intérpretes e pelo envolvimento estético que o espectáculo proporciona. Desde a estreia, “Memorial do Convento” já viu a sua carreira prolongada por duas vezes e continua a receber marcações de escolas.




Sobre José Saramago (n. 1922)

Prémio Nobel de Literatura 1998. Nascido no Ribatejo, mas desde muito novo a residir em Lisboa, José Saramago é um caso paradigmático de escritor autodidacta: com um curso em serralharia mecânica concluído em 1939, vai, ao longo dos anos, repartir a sua actividade profissional pela tradução, a direcção literária e de produção numa casa editora, colaborações várias em jornais e revistas (salientando-se a função de crítico literário que manteve na Seara Nova e o jornalismo propriamente dito, tendo orientado o "Suplemento Literário" do “Diário de Lisboa” e sido director-adjunto do “Diário de Notícias”, já no período pós-revolucionário de 1974-75). Tendo embora iniciado a sua carreira nas letras em 1947, com o livro “Terra do Pecado”, é em 1980, com o romance “Levantado do Chão”, história da vida de uma família camponesa do Alentejo desde o início do século até à revolução de Abril e ao advento da reforma agrária, que José Saramago produz aquilo a que já se convencionou chamar o seu "primeiro grande romance". Primeiro porque a partir daí eles se têm sucedido regularmente como outros tantos "grandes romances", o maior dos quais, por ter constituído um autêntico "caso" de celebridade tanto nacional como internacional, com tradução para uma vintena de línguas e adaptação a libretto de ópera, foi sem dúvida “Memorial do Convento” (1982). Fascinante relato da construção do convento de Mafra e do esforço dos homens que o construíram, Memorial do Convento trata também do sonho do "padre voador", Bartolomeu de Gusmão, e da construção da sua Passarola, que voará mercê das vontades dos homens que Blimunda, a que vê através dos corpos e da terra, irá, pacientemente, aprisionando num frasco. Tudo isto é servido por um estilo que passará a constituir forte marca do autor e que se define, basicamente, pela supressão de alguns sinais de pontuação, nomeadamente pontos finais e travessões para introduzir o diálogo entre as personagens, o que vai resultar num ritmo fluido, marcadamente oral e muito próprio, tanto da escrita como da narrativa. Estas características irão, aliás, contribuir para transformar os seus livros em objecto de interesse para encenadores, músicos e realizadores de cinema: “Memorial do Convento”, de que o autor recusou autorizar uma adaptação cinematográfica, foi já adaptado a ópera pelo compositor italiano Azio Corghi, com o título "Blimunda". A estreia mundial, com encenação de Jérôme Savary, realizou-se no Teatro alla Scala, de Milão, em Maio de 1990. Também da peça “In Nomine Dei” foi extraído um libretto: o da ópera "Divara", estreada em Münster (Alemanha), em 31 de Outubro de 1993, com música de Azio Corghi e encenação de Dietrich Hilsdorf. De romance histórico se tem inevitavelmente falado em relação à produção romanesca de Saramago, embora o próprio autor recuse tal etiqueta aplicada às suas obras. E se os romances de José Saramago estão definitivamente modelados numa dimensão histórica (quer os que remetem para o passado - a maioria - quer, por exemplo “A Jangada de Pedra” (1986), que surge como ficção de uma hipótese fantástica situada num futuro), não o estarão menos numa dimensão propriamente humana, naquilo em que a acção e reflexão dos homens, mesmo, ou principalmente, dos mais modestos no interior de cada época histórica, pode pesar para ocasionar desvios, ainda que ficcionais, da "verdade" que a História consignou. Na opinião de Maria Alzira Seixo, será precisamente "desta conjunção entre continuidade temporal e intervenção humana" que Saramago irá "extrair uma noção de alteridade que [...] é a proposta de diálogo entre todo o diverso, ou melhor, de conjunção acertada e dramática das várias condições que situam o homem no mundo, seu entrecruzar doce e fecundo, sua irreparável desarmonia que se deplora e compensa em literatura". Se o romance de José Saramago é histórico, pela dimensão histórica, e fantástico, pela dimensão fantástica, ele é principalmente dos homens e das mulheres na história e da sua capacidade de ver e agir sobre o real para além do crível e do evidente. Parte da extraordinária receptividade que as suas obras têm merecido em todo o mundo, e que culminou com a atribuição do Nobel, dever-se-á, sem dúvida, a esse carácter humanista, a esse reduto de confiança e esperança no poder do humano que a sua obra projecta. De facto, mesmo antes da consagração máxima trazida pelo Nobel, Saramago era já o autor português contemporâneo mais traduzido, com livros editados em todo o mundo, da América do Norte à China, e detinha já um capital de prestígio reconhecido pela atribuição de vários prémios literários internacionais e nacionais - de onde se destacam o Prémio Camões, em 1995 e os prémios Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores (1993) e de Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores (1995) -, doutoramentos honoris causa pelas Universidades de Turim (Itália), Manchester (Inglaterra), Sevilha, Toledo e Castilla-La Mancha (Espanha) e graus honoríficos, como o de Comendador da Ordem Militar de Santiago da Espada e Chevalier de l'Ordre des Arts e des Lettres (atribuído pelo governo francês). É, além disso, membro honoris causa do Conselho do Instituto de Filosofia do Direito e de Estudos Histórico-Políticos da Universidade de Pisa (Itália); membro da Academia Universal das Culturas (Paris); membro correspondente da Academia Argentina das Letras e membro do Parlamento Internacional de Escritores (Estrasburgo). Parte do espólio de José Saramago encontra-se no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional.

in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, Europa-América, 1998




MEMORIAL DO CONVENTO
de JOSÉ SARAMAGO
adaptação dramatúrgica de FILOMENA OLIVEIRA e MIGUEL REAL
encenação FILOMENA OLIVEIRA

orgânica sonora
direcção e música original DAVID MARTINS
masterização e operação BRUNO OLIVEIRA
arranjos para piano SANDRA NUNES
arranjos para voz ANDREIA LOPES

guarda-roupa FLÁVIO TOMÉ
adereços JOÃO MAIS
concepção e construção da passarola FLÁVIO TOMÉ e JOÃO TIAGO
assistente técnico/montagem JOÃO TIAGO
criação e adaptação do espaço CARLOS ARROJA

estruturas cénicas e desenho 3D CARLOS BRUNO
direcção técnica DAVID MARTINS
desenho de luz CARLOS ARROJA, DAVID FLORENTINO e PAULO CUNHA
cenografia e criação do espaço cénico
coordenação VITO e CARLOS ARROJA
equipa de montagem BRUNO OLIVEIRA, BRUNO RIBEIRO, CARLOS BRUNO, JOÃO MOTA e ZÉ PEDRO


com
CLÁUDIA FARIA, PAULO CAMPOS DOS REIS, FLÁVIO TOMÉ, JOÃO MAIS e
FILIPE ARAÚJO
duração 1h20
M/12









Rita Redshoes em Ourém

RITA REDSHOES PELA PRIMEIRA VEZ
AO VIVO EM OURÉM

No seguimento do sucesso de “Dream on Girl”, tema destacado por algumas rádios nacionais e referência como uma das canções do ano, Rita Redshoes apresenta-se pela primeira vez ao vivo, desde a sua estreia na FNAC, no Arte Caffé em Ourém
a partir das 0h00 no próximo dia 12 de Outubro.
Neste aguardado concerto poderemos ficar a conhecer melhor o repertório deste novo talento apresentado pela colectânea “Novos Talentos – FNAC 2007”, e onde certamente a sua música nos transportará para um mundo de sonhos onde a realidade da sua voz nos embala e nos transporta através dum caminho mais maduro, sólido e surpreendente.
“Dream On Girl” marca o arranque de uma carreira... A new star is born!

"Fados" em Nova Iorque


Dia 13 de Outubro
“Fados” apresentado no

Festival de Cinema de Nova Iorque


O aclamado filme “Fados” de Carlos Saura, vai ser exibido durante o Festival de Cinema de Nova Iorque, no dia 13 de Outubro, às 12h00 e às 19h15, no Walter Reade Theater, no Lincoln Center.
Esta mostra conta com a presença dos produtores Ivan Dias, Luís Galvão Teles, António Saura, de representantes do Turismo de Portugal – IP, do Representante Permanente de Portugal junto das Nações Unidas, do Cônsul-Geral de Portugal em Newark, do Delegado do AICEP, da Gestora do Museu do Fado e de Mariza, uma das protagonistas, que dará um concerto, no dia anterior, no Carnnegie Hall, às 20h00, inserido na sua digressão americana.


“Fados” estreou nas salas de cinema portuguesas a 4 de Outubro e conta com a participação de Carlos do Carmo, como consultor musical e de Rui Vieira Nery, como consultor musicológico.

O elenco junta ainda, para além do Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Argentina Santos, D. Vicente da Câmara, Maria da Nazaré, Caetano Veloso, Chico Buarque e Lila Downs a novos fadistas como Ricardo Ribeiro, Pedro Moutinho, Ana Sofia Varela, Carminho e Cuca Roseta.


O projecto está integrado numa trilogia, sobre formas de expressão musical urbanas do século XIX, da qual fazem parte “Flamenco” e “Tango”, do mesmo realizador.

O filme resulta de uma produção da Fado Filmes, Duvideo e Zebra Producciones em co-produção com Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC E.M., Turismo de Portugal I.P. e TVI.

A distribuição nacional é assegurada pela Lusomundo Audiovisuais S.A. e a banda sonora original é produzida pela EMI Music Portugal.

A tomarense Ana Laíns actua em Coimbra

Ana Laíns

TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE
COIMBRA
11 de Outubro às 21h30


Nascida em 1979, em Tomar, Ana Laíns desde cedo começou a cantar, revelando um gosto musical bastante ecléctico. Em 1996 participa nos primeiros concursos de música, tendo ganho vários prémios, sendo também vencedora da edição da Grande Noite do Fado de 1999. Este último prémio foi paralelamente uma descoberta: de acordo com a artista, foi no fado que encontrou a sua melhor forma de expressão.Depois seguiu-se uma tournée por vários países e, com 22 anos, já havia actuado em França, Estados Unidos, Luxemburgo, Bélgica e Alemanha.As primeiras experiências de gravação foram feitas há seis anos atrás no “Songs about Lisbon”, que precedeu o convite da Difference para fazer parte da compilação "Divas do Fado Novo".
Sentidos”, o seu álbum de estreia, surge em 2006 com o selo Different World da Difference e conta também com a estreia do produtor Diogo Clemente que assume a direcção musical e arranjos.Em estúdio teve a participação de Diogo Clemente na guitarra acústica, Fernando Araújo no baixo, Bernardo Couto na guitarra portuguesa, Vicky na percussão, Ricardo Mota no violoncelo e Ruben Alves no acordeão, piano e melódica.
Sentidos” é um disco com 10 verdadeiras canções. Uma abordagem contemporânea ao Fado, onde constam alguns temas mais introspectivos com melodias simples ao estilo de embalar que, por vezes, nos remetem a um imaginário de infância. Por outro lado existem também referências ao Fado na sua forma mais clássica e influências da música tradicional portuguesa.
A escolha literária de Ana Laíns incidiu sobre alguns seus companheiros de mesa-de-cabeceira como Florbela Espanca, Lídia Oliveira, António Ramos Rosa, entre outros.

Ficha Artística
Paulo Loureiro piano, acordeão e clarinete
Ricardo Mota violoncelo
Eurico Machado guitarra portuguesa
Marco André viola e vozes
Nuno Oliveira baixo
Ana Lains voz

Apoios Montepio Geral [patrocinador oficial], Antena 1 [rádio oficial], Diário as Beiras e Rádio Universidade de Coimbra

Preçário
10,00€
Preço Amigo/a TAGV 5,00€


Teatro Académico de Gil Vicente

www.uc.pt/tagv


http://blogtagv.blogspot.com/

Bilheteira: 17h00-22h00


Telefone: 239 855 636




Albino Moura expõe no Casino Estoril


Albino Moura, pintor, escultor
e poeta das imagens e das formas
na Galeria de Arte do Casino Estoril



Inaugura-se na próxima quinta-feira, 11 de Outubro, às 21, 30 horas, uma exposição de Albino Moura, na Galeria de Arte do Casino Estoril, com 54 trabalhos de pintura, desenho e escultura.
É uma mostra de um autor multifacetado, que se iniciou ao lado de dois grandes mestres, Fred Kradolfer e Thomás de Mello/Tom, de quem recebeu, além de ensinamentos técnicos, o gosto pelo lirismo, especialmente visível em boa parte dos seus trabalhos preferidos, as crianças, sempre risonhas e gordinhas, no jeito boteriano que se lhe aponta.
A Arte vive das imagens e das formas, que podem ser frias, inertes ou que podem ter vida e carregar nas suas cores ou nos seus volumes uma componente poética, neste caso, quando o artista plástico é também poeta.

Por alguma razão Albino Moura deu a esta exposição o título de Poética das Formas .
É a primeira vez que este artista assume de forma explícita, dedicando-lhe uma exposição, o lado poético da sua personalidade artística.
Albino Moura iniciou-se na pintura em 1959, tendo realizado até hoje 55 exposições individuais, seis das quais apresentadas na Galeria do Casino Estoril e participou em mais de uma centena de colectivas.
Escrevi um dia ser Albino Moura, um pintor de quem se gosta, de quem muita gente gosta, pelo conjunto de valores que distinguem os seus trabalhos – técnica excelente, desenho fácil e expressivo, qualidade na composição e paleta de cores quentes, adequadas a uma temática muito pessoal, em que as crianças sempre têm lugar de relevo.
Esta exposição será acompanhada pelo lançamento de um excelente livro, “Albino Moura, Poeta das Formas”, de 300 páginas, que além de reproduzir todos os trabalhos expostos, pode considerar-se uma antologia da sua obra, com a reprodução de dezenas de outros trabalhos. Este livro é valorizado com texto do crítico da AICA, Edgardo Xavier.


Esta mostra ficará patente ao público até 5 de Novembro, todos os dias, das 15 às 24 horas.

Circo em Braga



“LUCENT DOSSIER

VAUDEVILLE CIRQUE”


A completar a programação seleccionada para a primeira edição de “Burla - Festival do Burlesco”, a 13 de Outubro (21h30), o circo chega mesmo à cidade, com a estreia em Portugal do místico e enigmático “Lucent Dossier Vaudeville Cirque”.

Com uma trupe composta por palhaços, contorcionistas, trapezistas, engolidores de espadas, “performers” de fogo, bailarinas de dança-do-ventre e de estilo burlesco, anões, a clássica mulher com barba, mágicos, malabaristas, “disc-jockeys”, percussionistas ao vivo e banda, entre muitos outros artistas mais ou menos inesperados, o Lucent Dossier Vaudeville Cirque assume-se como um colectivo baseado na magia e na inspiração, que adoptou a criatividade como essência e que tem por objectivo tornar tudo possível.
No âmbito do projecto “Cuddle the World”, a par da performance apresentada no Theatro Circo, o “Lucent Dossier Vaudeville Cirque” vai, também em Braga, pôr em acção a sua vertente de solidariedade, através da apresentação de um espectáculo numa instituição de apoio social da cidade.
Nascido apenas da boa-vontade do colectivo circense, “Cuddle the World” é, segundo os próprios, um projecto através do qual inspiram e interagem com alguns grupos socialmente desfavorecidos de todo o mundo e que começou com uma actuação para as crianças da Casa de Sion, um orfanato da Guatemala.
Formado em 2004 a partir das profundezas da cena artística e musical “underground” de Los Angeles, oLucent Dossier” foi concebido num espírito de criação colaborativa, encarnando um novo estilo de “glamour vaudeville”, envolvido na sua própria mistura de artistas circenses. Em palco, as coreografias interactivas únicas, o guarda-roupa, a música original, os rostos místicos e o trabalho artístico corporal conjugam-se nos artistas empenhados em alcançar o objectivo que os uniu – criar espectáculos de luz humana.

Neste contexto, Roger Fojas, elemento do colectivo circense, reafirma que o objectivo deste projecto consiste em «trazer luz aos espectadores e talvez permitir que esses mesmos espectadores levem o mesmo tipo de luz ao resto do mundo».
Jogando com uma atmosfera carnavalesca distorcida, a partir da qual criam um mundo exclusivo, envolvido numa «deliciosa loucura», os performers do “Lucent Dossier Vaudeville Cirque” definem o seu projecto como «uma explosão de energia e tensão sexual», que se traduz «numa vibrante e visualmente cativante performance» e numa batalha constante para estabelecer uma sólida interacção com o público.
Embora ainda recente, do percurso artístico do “Lucent Dossier Vaudeville Cirque” já fazem parte digressões pela maioria dos Estados norte-americanos e por zonas do globo tão díspares como Irlanda, Japão, Guatemala ou Itália, país onde, em Março de 2007, foram capa da revista Vogue.
De entre as várias colaborações com nomes de destaque no cenário musical norte-americano – 30 Seconds to Mars, Healer, Flaming Lips, Davendra Banhart, entre muitos outros – destaca-se a interpretação do grupo no vídeo do tema “I Write Sins Not Tragedies”, da banda Panic! At the Disco, distinguido com o galardão de “Video of the Year”, nos MTV Video Music Awards de 2006.

Os ingressos, a 10€, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

Mais informação:
Luciana Queirós da Silva (imprensa@theatrocirco.com ou 913 093 094) ou em http://www.lucentdossier.com/, http://www.theatrocirco.com/, reservas@theatrocirco.com e no “call center” 253 203 800.

Luiz Francisco Rebelo de novo em palco

A Desobediência de
Luiz Francisco Rebelo
Estreia dia 11 ,no Teatro da Trindade,
a peça de Luiz Francisco Rebelo, " A Desobediência".
No verão de 1940, quando as tropas alemãs invadiram a França, a salvação de milhares de homens e mulheres que fugiam do regime de terror instaurado na Europa pelo nazismo, dependia de um visto de trânsito para um país neutro.
Aristides de Sousa Mendes, consul de Portugal em Bordéus, dividido entre o cumprimento das ordens ditadas por Salazar e a sua consciência não hesitou em obedecer a esta e desobedecer àquelas. O resultado seria a salvação de cerca de 30 mil judeus e o seu afastamento definitivo da carreira diplomática.
É neste ambiente de terror e temor que se desenrola a peça.
No entanto Aristides não é aqui tratado como um herói mas tão somente como um homem de muitas fraquezas e fragilidades.
A interpretação está a cargo de Rogério Vieira, o protagonista, Carmen Santos, Igor Sampaio, Joana Brandão, João Didelet, José Henrique Neto ( Salazar), Luis Mascarenhas, Marques d'Arede, Nuno Nunes, Rita Loureiro, Rui Santos, Rui Sérgio e Sofia de Portugal.
A encenação é de Rui Mendes que disse ao hardmusica.com que aceitou de bom grado o convite que lhe foi dirigido pelo Teatro da Trindade para encenar a peça. " Peça já minha conhecida, tema apaixonante, e um autor dramático por quem tenho a maior estima e admiração. Um verdadeiro homem de Teatro como temos poucos."
A encenação conseguida por Rui Mendes dá ao texto, já de si forte, a capacidade da transmissão da mensagem de Atistides Sousa Mendes: desobedecer para salvar a Humanidade.
Rui Mendes considera mesmo que o Cônsul de Bordéus terá sido o precursor da objecção de consciência.
Por último de salientar a escolha do enquadramento musical da peça, também da autoria de Rui Mendes: a ópera Nabucco de Verdi, com o seu monumental Coro dos Escravos a ouvir-se no final. Sublime!
Um espectáculo que aconselhamos aos nossos leitores pela sua actualidade e pelo humanismo que por ele perpassa.

Fado no Casino Estoril


Três gerações de Fadistas
no Teatro-Auditório do Casino Estoril

Com o Teatro-Auditório cheio nas duas primeiras edições, o ciclo “O Fado Volta ao Casino Estoril” propõe outro cartaz de eleição para o próximo Domingo, pelas 22 horas.
Numa só noite, Margarida Bessa, António Zambujo, Maria da Fé apresentam os melhores fados dos seus repertórios, com apresentação de Carlos Cruz que, assim, regressa aos palcos.
São três gerações de intérpretes, que sentem o fado de uma forma muito própria, proporcionando um espectáculo que se complementa com diferentes registos da “canção nacional”.
Uma das fadistas deste versátil cartaz é Margarida Bessa, que viveu o primeiro momento alto da sua carreira quando ganhou, em 1994, o Grande RTP Prémio de Fado, em simultâneo com Luís Almada.

Com dois álbuns editados, a intérprete é já um dos valores seguros da “canção nacional”.
Conhecido, também, do público do Casino Estoril, António Zambujo é outra das referências do meio fadista.

No ano passado, recebeu o “Prémio Amália” para o “Melhor Fadista”, estando actualmente a preparar o seu terceiro álbum.
Com mais quatro décadas de carreira, Maria da Fé recorda quando cantou pela primeira vez no Casino Estoril em 1961.

Sobre este novo ciclo de fado, considera-o “prometedor, pois permite a troca de experiências e até para o público notar que há diferentes maneiras de cantar o fado”, diz.
Ao longo da noite, os fadistas serão acompanhados por Paulo Parreira, na guitarra portuguesa, Carlos Garcia, na viola, e Joel Pina, na viola-baixo.


“O Fado Volta ao Casino” propõe-se reunir, no mesmo palco, três gerações fadistas: um intérprete no início de carreira, outro com alguns anos e um terceiro já consagrado.


Aos Domingos à noite, pelas 22 horas, o Teatro-Auditório acolhe o ciclo “O Fado Volta ao Casino”.

Preço: 15 euros (1ª plateia), 12 euros e meio (2ª plateia).
Reservas: 939 808 097 ou 914 852 585

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

PORTUGAL JAZZ EM ALMEIRIM

PORTUGAL JAZZ SEGUE VIAGEM PARA ALMEIRIM

10 de OUTUBRO
21:30
CINE-TEATRO DE ALMEIRIM

Depois de Vila Real de Santo António o Portugal Jazz segue viagem a Almeirim, já esta quarta-feira, com o projecto "Kaleidoscópio" de Miguel Martins.
"Após mais uma sessão O Jazz Visita as Escolas, tocam a 10 de Outubro, no Cine-Teatro de Almeirim, os Kaleidoscópio de Miguel Martins, juntando os consagrados Carlos Barretto e José Salgueiro ao guitarrista e compositor. Com uma sonoridade muito europeia, este antigo aluno de Zé Eduardo que estudou também com Philippe Chaterine e frequentou "workshops" de Nguyen Lê não hesita em estender as suas abordagens até ao free jazz ou ao rock."
In
jazz.pt #14

PONTO DE ESCUTA
http://www.myspace.com/miguelmartinskaleidoscopio

Corações em ferrugem

Corações em Ferrugem

Foto: Paula Preto
Dia 10 de Outubro

10h30 e 15h00

Teatro Académico de Gil Vicente



"Falo do tema viagem através da viagem interna – a solidão e o pensamento, e também dos actos, do uso das línguas e dos sotaques. Um espectáculo com sonoridades além-terras, que quer viajar em português, francês, inglês e na língua universal: corpos, emoções, gestos, imagens e sons.
O espectáculo é assegurado por três actores constantemente presentes em cena, e as marionetas, claro. Dois portugueses e uma galesa.
As personagens-marionetas-objectos queixam-se da solidão, acham-se esquecidos mas foram estes que esqueceram tudo e todos, e assim os seus corações foram morrendo. São estes os meus sobreviventes de corpos enferrujados, esquecidos, porque esqueceram.
O coração teima em bater, as personagens parecem nunca morrer."
Luciano Amarelo
TEATRO BRUTO

Ficha Artística
Direcção artística e encenação Luciano Amarelo
A partir dos textos Coração de Porco, A Gaiola, Amarela, A Velha e Coração com Ferrugem do livro E se amanhã o medo, de ONDJAKI
Interpretação Kristin Fredricksson, Luciano Amarelo e Nuno Preto
Cenografia, marionetas e figurinos Luciano Amarelo
Apoio Sandra Neves e Kristin Fredricksson
Construção marionetas e cenografia Sandra Neves
Desenhos Sandra Neves
Assistência à construção Joana Caetano
Direcção técnica Sérgio Julião
Sonoplastia e Operação de Luz e Som Miguel Frazão
Design gráfico João César Nunes
Registo e edição de imagem Paulo Castelo
Fotografia de Cena Paula Preto
Produção Susana Lamarão
Espectáculo integrado na programação do Teatro Bruto para 2007 – Produção de projectos individuais a partir dos contos e do universo do escritor angolano Ondjaki
Duração 45min
Público-alvo crianças dos 6 aos 12 anos
Preçário
Preço normal 8,00 €
Preço estudante e sénior 6,00 €
Preço escolas 3,00 €
Preço Amigo/a TAGV e Protocolo TAGV 4,00€
Informações

Teatro Académico de Gil Vicente

teatro@tagv.uc.pt
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com

Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone +351 239 855 636


quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Documentário sobre José de Guimarães



PROVA DE CONTACTO – ESTREIA


AMANHÃ, DIA 5 DE OUTUBRO, ÀS 23H30



Este é um documentário decisivo no diálogo da cultura portuguesa com o mundo e a Ásia em particular.

Num filme de João Mário Grilo descubra José de Guimarães, o escultor, o pintor e o artista, um nome de sucesso internacional ímpar.

Dois dias após a abertura, em Bruxelas, de uma exposição que lhe é inteiramente dedicada, PROVA DE CONTACTO é o primeiro documentário a abordar a projecção internacional de José de Guimarães, um artista com peças dispersas um pouco por todo o mundo.

Segundo o realizador, João Mário Grilo, PROVA DE CONTACTO, uma co-produção do ICAM/Ministério da Cultura e RTP, é um filme/documentário, cuja “primeira intenção é constituir-se como fonte de informação e exploração da obra de José de Guimarães... no começo, interessa o movimento de descoberta da obra, servindo a câmara e a montagem para sair um retrato claro, uma impressão global, positiva, ainda que bifurcada, matizada pelas próprias interrogações, desafios e resistências que a obra vai criando a qualquer percurso definitivo de exploração... Nesse sentido, a essência formal do projecto assenta, em grande medida, na justificação do seu próprio título: PROVA DE CONTACTO”.

Como afirma José de Guimarães: “o meu processo ou, como lhe chamaram, o sistema Guimarães é uma análise tendo sempre em vista o que acontece à minha volta. Por outro lado, desde o princípio tenho vindo a construir uma linguagem através de sinais e códigos, que vai evoluindo ao longo dos anos e isso é bem patente durante o período em que estive em África. E, mais tarde, à medida que as coisas foram, normalmente, acontecendo e eu tive outro tipo de contactos, nomeadamente na Europa (como Rubens), fui também construindo uma linguagem própria a partir do que ia captando. Em relação ao México, o processo é semelhante: tive, igualmente, um contacto muito profundo com a cultura mexicana, quer com a arte, quer com a arqueologia e a história e apropriei-me de uma série de sinais que introduzi na minha própria linguagem. Portanto, o processo continua, com novos elementos”.

Origem: Portugal / Japão – 2004
Duração: 52m
Produção: Hugo Vieira da Silva, Natali Rajak
Realização: João Mário Grilo

As denúncias e as sugestões em "Reclame"


RECLAME: ESTREIA AMANHÃ,

DIA 5 OUTUBRO, ÀS 19H00 NA RTP2.


O Instituto de Segurança Social fechou uma das creches que foi alvo de reportagem do programa RECLAME

Investigação, denúncia, reportagem ao serviço da comunidade... A RTP2 estreia um estimulante magazine sobre os direitos dos consumidores.

Após tomar conhecimento da reportagem do primeiro programa sobre creches, o Instituto da Segurança Social encerrou uma das instituições retratadas no programa. O infantário, na zona de Alcochete, foi fechado dia 2 de Outubro ao final da tarde. Estava completamente ilegal: não tinha alvará, nem condições mínimas de funcionamento.

Em colaboração com a DECO, a maior associação de consumidores do país, a RTP2 pretende preencher uma lacuna existente no actual panorama televisivo nacional. De facto, RECLAME será o único magazine sobre os direitos dos consumidores existente na televisão portuguesa.

Semanalmente, uma equipa de produtores, jornalistas e experientes câmaras de televisão irão tentar descortinar casos de flagrante violação dos direitos dos portugueses no seu dia-a-dia.

Mas este magazine pretende ir além da simples denúncia, constituindo um canal de estímulo e orientação para a formação de uma sociedade mais responsável e justa, com cidadãos que exercem (e exigem) plenamente os seus direitos.

Devil in Me apresentam novo álbum



Os Devil In Me, que recentemente asseguraram a edição e distribuição do seu mais recente trabalho, " Brothers In Arms", na Europa e nos Estados Unidos da America com o selo da I Scream Records, passando assim a figurar num catalogo que conta com importantes nomes como Madball, Agnostic Front, Blood For Blood, Convict, Ramallah, Payback, Angel Crew, Backfire, Discipline, Fabulous Disaster, Slapshot, entre muitos outros, apresentam no próximo sábado, dia 6 de Outubro, o video para o tema homónimo e primeiro single do seu novo trabalho.


Com lugar no Music Box, no Cais do Sodré, em Lisboa, a acompanhar os DIM neste concerto estarão os SK6 e os Taurina.

O inicio está agendado para as 22h.

Gravado e produzido no Generator Studio por Miguel Marques (Easyway, TwentyInchBurial, More Than A Thousand) e masterizado por Alan Douches (Misfits, Madball, Sick Of It All, Bad Brains, Sepultura, Snapcase, H2O, Strike Anywhere) no West West Side Music Studio, em Nova Iorque, "Brothers In Arms" conta com a participação de Lou Koller e Craig Setari (Sick Of It All), Martijn (No Turning Back ), Richie (For The Glory), Tiago Afonso (Easyway) e Ex Peão (Dealema).

Rap, hoje, no Teatro S. Luiz


Intercasa na FIL este sábado



Nos 30.000 m2 de exposição, pode-se visitar também a CASA IDEAL, que inaugura oficialmente dia 9 de Outubro das 18H00 às 22H00 e conta com a presença dos 19 decoradores e arquitectos de interiores que melhor representam as tendências do sector em Portugal: Paula Laranjo, Vera Moreira, Graça e Gracinha Viterbo, Artur Miranda, Jacques Bec, Fernando Hipólito, Gabriela e Rebecca Leon, Pedro Guimarães, Catarina Rosas, Cláudia e Catarina Soares Pereira, Elsa Matias, Manuel Francisco Jorge, Ana e Pedro Seiça Ramos, Maria Barros e Cristina Jorge de Carvalho.

EM DESTAQUE!!

Dia 9 - 19h00 - Conferência com o Arquitecto Dante Donegani – Director da Dómus Academy de Milão, no âmbito da Exposição Dimensão Design Center
Local: Auditório Pav. 2

Dia 10 – 14H30 - Seminário Design Protegido na Intercasa
Organização: Centro Português de Design
Local: Auditório II – Centro Reuniões FIL
Dia 10 – 19H00 às 21H00 - Workshop “Espaço Cozinha”
Com a presença dos designers Giulio Iacchetti e Francesco Bettoni
Organização: Universidade Lusófona
Local: Auditório Pav. 2

Dia 11 – 15H30 às 18H00 - Seminário : Marketing das Marcas
Organização: Câmara Municipal de Paredes e Ass. Empresarial de Paredes
Local: Auditório Pav. 2

Dia 12 – 15H30 às 18H00 - 4º Forum Nacional de Especialistas de Mobiliário de Cozinha
Organização: Organização: CMC – Central de Compras S.A
Local: Auditório II – Centro Reuniões FIL

Dia 13 - 14h30 - Seminário “ Falar do Móvel”
Promotor: APCMC – Associação Portuguesa de Comércio de Mobiliário
Local: Auditório III – Centro Reuniões FIL

EXPOSIÇÃO PERMANENTE:
”Cadeira Parade 2007”
Cadeiras produzidas por jovens artistas plásticos, inspiradas em grandes nomes da arte contemporânea . A Cadeira vencedora foi inspirada em duas obras do Mestre Nadir Afonso.

INTERCASA 6 a 14 de Outubro 2007
15h00 – 23h00 – Profissionais e Público

Culturas Musicais europeias no Museu da Múscia

.:: «CULTURAS MUSICAIS DA UNIÃO EUROPEIA: UMA VIAGEM INSTRUMENTAL» ::.
Até 29 de Dezembro de 2007

O Museu da Música é o palco de uma viagem-exposição ao mundo dos instrumentos e culturas musicais da União Europeia (UE), num itinerário que prevê pequenas paragens em cada um dos 27 países membros e regresso a casa para o encerramento da Presidência Portuguesa.

Porque viagens há muitas, queremos desta vez levar os viajantes ao encontro de uma pequena porção da diversidade musical e instrumental que se encontra pelos quatro cantos da UE, devidamente reproduzida à escala do Museu. Os embaixadores escolhidos são os instrumentos; afinal sem eles dificilmente se faz música.

Para animar o percurso até 29 de Dezembro, altura em que a viagem chega ao fim, prevê-se a realização de actividades de divulgação da música dos 27. Não deixe de se juntar a nós nesta viagem de descoberta musical visitando a exposição e o blog que criámos (http://museudamusica.blogspot.com/). Se puder, ajude-nos também a passar palavra.

Órgão de rua de 1860 em concerto no Museu da Música

.:: PAÍSES BAIXOS ::.
6 de Outubro de 2007 / 16:30 h



Assinalando o dia dos Países Baixos, o Museu da Música proporcionará aos visitantes a oportunidade de assistir a um pequeníssimo “concerto” de um órgão de rua Gavioli de 1860, instrumento que representa o País na exposição e que foi distinguido com a medalha de bronze na Exposição Universal de Paris em 1867.

Os órgãos de rua, também conhecidos por realejos, são elementos fundamentais da cultura neerlandesa. Como o próprio nome sugere, estes instrumentos percorriam as ruas de muitas cidades da Holanda, mas também de outros países da Europa.

A audição deste instrumento não seria possível sem a indispensável colaboração de Luís Cangueiro, coleccionador que gentilmente cedeu a peça para a exposição.

Música tradicional do Chipre

.:: NO MAN’S LAND ::.
5 de Outubro de 2007 / 18:00 h


A viagem instrumental pelas culturas musicais da União Europeia leva-nos agora ao Chipre para ouvir música tradicional cipriota interpretada pelo grupo No Man’s Land, num concerto organizado com o apoio da Embaixada do Chipre em Lisboa, no Museu da Música.


A entrada é livre.

Criado em 2005, No Man’s Land é o primeiro grupo constituído por mulheres a interpretar músicas tradicionais da Ilha de Chipre. O nome do grupo evoca o território controlado pelas Nações Unidas, designado por “terra de ninguém”, que separa os dois lados em oposição na Ilha dividida desde 1974. Ao mesmo tempo constitui uma pequena provocação ao universo da música tradicional cipriota, reservado exclusivamente aos homens.

Através das vozes de Anna, Niki e Angelina e dos sons do Vkiolin (violino), do Laouto (tipo de alaúde tocado na Grécia continental e nas Ilhas), do Tamboutsia (tamborete) e da Pidkiavlin (flauta de cana), seremos transportados numa viagem por Chipre, Grécia e Ásia Menor. O repertório alternará músicas e danças muito conhecidas, com outras que se popularizaram através do trabalho de recolha e das interpretações de nomes como o de Michalis Terlikkas ou Evagoras Karagiorgis.

8ª Edição da Festa do Cinema Francês

8ª Edição da Festa do Cinema Francês


Teve ontem lugar no Cinema S. Jorge a abertura da 8ª Edição da Festa do Cinema Francês que contou com a preseça de várias entidades e ainda do produtor e realizador do filme inaugural.
" Les Chansons d'Amour" é a história de um jovem que vive em Paris com a namorada, numa rotina que começa a tornar-se entediante. Mas essa rotina é inesperadamente interrompida por um acontecimento terrivel.
Trata-se de uma comédia musical com requinte e malícia, que apresenta várias formas de viver a dois, a três, em família, em sociedade ,entre homossexuais, heterossexuais.
A sua visão é abrangente. Tal qual um filme popular.
Christophe Honoré ,presente na sala, reafirmou o gosto que teve em trabalhar com Louis Garrel e com o produtor Paulo Branco.

Festival da Canção Júnior 2007

Festival da Canção Júnior 2007


Com a presença de Hugo Andrade, José Poiares , Ramon Galarza e Pedro Madeira, vencedor da primeira edição, foi ontem apresentada à Comunicação Social o "perfil" da segunda edição daquele Festival.

Trata-se de um concurso de canções com autoria e interpretação de jovens cantores com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos; tem ainda como objectivo dar a conhecer jovens talentos na área da autoria, composição musical e na área da interpretação.

Todos os intérpretes intervieram, de uma forma ou de outra, nas canções que interpretam.

O Festival da Canção Júnior 2007 terá lugar no Teatro Tivoli no próximo dia 5 de Outubroe será transmitido em directo na RTP1 e na RTP Internacional.
Será apresentado por Jorge Gabriel e Merche Romero que contarão com a ajuda de dois jovens- Luis Ganito e Débora Amado.

São 12 os concorrentes e para além das 12 canções haverá outros momentos musicais e de dança.
O apuramento da cançãovencedora será feito através de televoto.
O vencedor deste Festival irá representar a RTP no Festival Eurovisão da Canção Júnior 2007 que se realizará na cidade de Roterdão ( Holanda ) no dia 8 deDezembro.
Segundo Hugo Andrade o que se pretende não é tanto a competição mas sim estimular o gosto pela Música na sua vertente criativa.

O hardmusica.com deseja o melhor para todos os concorrentes.

Rádio e Televisão do Estado com novo director



Luís Marinho é o novo director de Informação da Rádio e Televisão de Portugal (RTP).

Ao novo responsável junta-se na direcção de informação, José Alberto de Carvalho, como director-executivo de Informação para a Televisão, e João Barreiros, como director-executivo de Informação para a Rádio.

As nomeações foram já confirmadas pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que deu o seu parecer favorável.

Clã e Vermillion reabrem sala em Portalegre

Nos dias 4,5 e 6 de Outubro o CAEP (Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre) vai promover um festa de reabertura e regresso a uma programação regular, após um interregno de dois meses.

Dia 04 de Outubro – Clã
Grande Auditório
Inicio 21.30h
Preço único 15€

A comemorar 15 anos de carreira, os Clã estão de regresso aos álbuns originais, depois de experiências paralelas e digressões além fronteiras. Musical e visualmente diferente do seu antecessor, «Rosa Carne», o quinto registo dos Clã é determinado e feminino na apresentação, rico e lírico nas composições de Regina Guimarães, Carlos Tê, Adolfo Luxúria Canibal e Arnaldo Antunes.
Diferente na sonoridade mas inconfundível no estilo, este novo registo traz os Clã de volta aos palcos portugueses, onde na última década e meia têm promovido a música portuguesa e em português.
Com canções da autoria de Hélder Gonçalves, que volta a assinar uma das letras neste novo trabalho, os Clã prometem surpreender com um espectáculo que complementa a mensagem.

Manuela Azevedo- voz e percussões
Hélder Gonçalves – transbaixos, guitarra acústica e voz
Miguel Ferreira – sintetizadores e voz
Pedro Biscaia – rhodes, juno e órgão hammond
Pedro Rito – baixo eléctrico
Fernando Gonçalves – bateria

Dia 05 de Outubro – Vermillion Lies
Grande Auditório
Inicio 21.30h
Preço único 10€

As Vermillion Lies são um acto de cabaret constituído por duas irmãs, Kim e Zoe Boekbinder, duas talentosas artistas, criadoras de estranhas e assustadoramente belas canções, e com duas vozes surreais e de uma beleza rara.
Ao longo da sua carreira, as irmãs têm ganho uma reputação de grandes artistas em palco, com arranjos de elevada qualidade.

O seu som é polido e criado com instrumentos convencionais e outros menos, como guitarras, pianos, máquinas de escrever, pianos de brincar, tachos e panelas, etc.

As Vermillion Lies já actuaram ao longo dos anos com nomes de destaque, tais como The Ditty Bops, Camper Van Beethoven, Jason Webley e Carla Kihlstedt.
O seu mais recente álbum, “Separated by Birth”, está dividido em dois actos, com 16 músicas que vão desde o jazz retro e melodias líricas de inspiração folk, até a descomprometidas baladas de circo com acordeões e pianos de brincar.
Este recente disco teve produção de Myles Boisen, que já trabalhou com nomes como Tom Waits, The Tigerlillies e The Club Foot Orchestra.

Reconhecidas pelas grandes performances ao vivo e pelos criativos arranjos musicais, as “Vermillion Lies” apresentam-se no palco na companhia de duas bailarinas e de alguns dos conceituados músicos que contribuíram para a realização do álbum “Separeted by Birth”.

"Assistir a um concerto das Vermillion Lies é como assistir à abertura de um presente embrulhado e oferecido por um avô demente. Entre as músicas interpretadas no palco, as irmãs Boekbinder abrem-nos caixas e mais caixas de canções, oferecendo-nos inesperados presentes, como pianos de brincar e máquinas de escrever, que depois tratam de incorporar na sua música com laivos de folk."
Stuart Thornton, Monterey County Weekly

“As Vermillion Lies lembram-nos um circo em toda a sua glória e esplendor primordial. Sem esquecer os seus pianos de brincar, os seus instrumentos de cordas, acordeões e com as vocalizações dramaticamente sensuais das irmãs Zoe e Kim Boekbinder, as Vermillion Lies por vezes ainda completam o seu acto circense com dançarinos burlescos...
Hubba, hubba!!! “
Melanie Glover, California Aggie

Dia 05 de Outubro – Capitão Fantasma
«Quina das Beatas»
Café -Concerto
Inicio 23.00h
Entrada 3 €

“Saiu da terra, voltou a respirar o ar poluído da cidade, para trás deixou um caixão vazio. À sua frente estende-se um novo tempo, o tempo do fantasma. O novo álbum, “Viva Cadáver”, é Capitão Fantasma no seu melhor, irónico, corrosivo, destinado a viver para sempre…. Para toda a eternidade!”

Os Capitão Fantasma formaram-se em 1988 com o final dos Emílio e a Tribo do Rum. Gravaram o seu primeiro disco em 1992, intitulado "Hu uá uá". Foi um ponto de viragem na música Portuguesa, dando uma maior visibilidade ao movimento que nessa altura rebentava de norte a sul do país, tendo mesmo influenciado muitas outras bandas de Rock ’n’ Roll.

Marcados sempre pela entrada e saída de elementos, só em 1996 gravaram um novo álbum de originais, "Contos do Imaginário e do Bizarro". Deste, como do anterior álbum, ficaram registadas músicas incontornáveis na história do Rock em Portugal. Incómoda e omnipresente, a banda continuou sempre a funcionar com coerência e honestidade no seu projecto.

Agora em 2007, surge "Viva Cadáver", e surgem também uns Capitão Fantasma com a sua melhor formação de sempre, juntando-se aos membros originais Jorge Bruto na voz e Tiago Sério na bateria, o "regressado" André "A.J" Joaquim na guitarra e ainda Bráulio no baixo.

Fechem as portas e tranquem as janelas.....o Monstro Vive!

Dia 06 de Outubro – Electronicat - "Chez Toi"
Café-Concerto
Inicio 23.00h
Preço único 5€

Electronicat é o alter-ego do prolífico músico e performer francês Fred Bigot.

Observando a sua jà extensa carreira, confrontamo-nos com um artista que sente de forma invulgar a sua música, um talento único que jà actuou ao lado de nomes como Stereolab, Felix Kubin, Magas, Khan, Max Turner e Timo Kaukolampi, e fez também remixes de nomes conceituados como os Depeche Mode.
Os seus concertos, sempre uma ocasião uníca, jà receberam críticas positivas da China à Roménia, até Nova Iorque e Berlim, onde reside.
Aí, Fred Bigot colabora habitualmente com artistas de vàrios campos e dançarinos, acentuando a sua capacidade de inexaustão para trabalhar em quantidade e qualidade, e manter-se com um elevado nível de qualidade.

O seu recente álbum, "Chez Toi", o sétimo da sua carreira, é a prova mais uma vez de que sabe tocar música rock, sabe provocar e também inspirar, com uma inteligência que não dá tréguas.
Suaves vocalizações electrónicas, letras multilingues, demenciais silêncios, tudo isto acompanha a música, uma mistura de reconhecidos acordes do rock e de música “noise”, industrial e electrónica, aliados a uma perversa veia cibernética, que transporta a sua música para as pistas de dança e para os palcos experimentais do Século XXI.

Em suma, com o seu humor e vitalidade, o projecto Electronicat faz jus à sua fama de “performer ao vivo de proporções loucas” (explodingplastic.com).

Ana Moura, finalmente, actua em Lisboa


Ana Mora actua no CCB, no próximo domingo dia 7 pelas 21h, onde dará um concerto especial com muitos convidados.
Fausto, o prestigiado cantautor português que escreveu para Ana o seu primeiro fado, "E Viemos Nascidos do Mar", é uma das presenças convidadas, assim como Tim Ries, o saxofonista que acompanha os Rolling Stones em palco e que a deu a conhecer à banda britânica quando a chamou a participar no 2º volume do seu “The Rolling Stones Project”.
Tim contribuiu compondo “Velho Anjo” e participa em “A Sós Com a Noite”.
A fechar este elenco especial teremos Zé Pato (Ciganos d’Ouro) que participou no disco de estreia de Ana Moura dando voz em “Vou Dar de Beber à Dor”, e Pedro Jóia também responsável pelos arranjos deste tema e de “Preso Entre o Sono e o Sonho”.

A acompanhar Ana Moura, o excepcional trio de músicos que gravou "Para Além da Saudade": Custódio Castelo (guitarra portuguesa); Filipe Larsen (viola baixo) e Jorge Fernando (viola) também produtor do disco e director musical do espectáculo, autor de um dos fados mais emblemáticos da sua carreira "Os Búzios" e que poderá ser ouvido na noite de 7 de Outubro no CCB a par de temas tradicionais como Fado Blanc, Fado Azenha ou “O Fado da Procura” de Amélia Muge.

Uma noite a não perder para ouvir “Para além da saudade” ao vivo!

Obra prima de Carlos Saura estreia hoje


A estreia em Portugal do documentário "Fados" do realizador espanhol Carlos Saura, foi acolhido com entusiasmo pelo público lisboeta na ante-estreia, que aplaudiram, como num concerto, cada um dos temas da popular música lusa compilados no filme.


"Fados" foi apresentado nos festivais de Toronto, San Sebastián e do Rio de Janeiro, e se desculpou por não falar português quando se dirigiu ao público, antes de começar a projeção.
- Como um espanhol se atreve a vir a Portugal para fazer um filme sobre fados? - perguntou Saura ao apresentar a obra e lembrar que outros cineastas não haviam abordado o tema, incluindo os próprios portugueses.
- Tive a sorte de ter sido eu, no momento, o que fez esta película - completou o realizador, que destacou diante do público luso "o amor e o enorme respeito por todos os artistas" com quem trabalhou no filme.


Os espectadores da ante-estreia, entre eles personalidades da vida cultural e social portuguesa, aplaudiram com entusiasmo o filme, que foi apresentado no cinema São Jorge, em pleno centro da capital do fado.


Saura afirmou que não tem preferência por nenhum dos três filmes de sua trilogia musical, integrada também por "Tango" e "Flamenco", e garantiu que se divertiu realizando os três.
O cineasta ficou surpreso pela forma como "Fados" foi acolhido em Toronto e San Sebastián e confessou o seu gosto pelo cinema musical o mantém interessado nessa temática.


No filme aparecem as grandes figuras portuguesas do género, desde Mariza, Amalia Rodrigues a Camané ou Carlos de Carmo, e artistas como os brasileiros Caetano Veloso e Chico Buarque e a mexicana Lila Downs, em um desfile de perspectivas sobre o gênero, em que não faltam fusões com música africana, rap e flamenco.


Para Mariza, o filme, sem diálogos nem interpretação, é como um álbum sobre o fado, que não tem outro argumento senão a própria música, e cujas páginas Saura trilha ao som da guitarra portuguesa e do profundo sentimento vocal dos fadistas.
O filme, em que Saura destacou o "s" final do título porque mostra vários fados, estreia hoje em Portugal, onde é esperado com muito interesse pela crítica cinematográfica.
O Hardmusica.com esteve presente e aconselha, vivamente, o visionamento de "Fados".

Cirque du Solei com sessão extra


As cinco sessões do Cirque Du Soleil agendadas para as 21h30, entre os dias 28 de Novembro e 2 de Dezembro, encontram-se esgotadas. No entanto, o público tem mais uma oportunidade de assistir ao espectáculo sábado, dia 1 de Dezembro, pelas 17 horas.

Pela primeira vez, na história do Cirque du Soleil, foram criadas letras para as faixas instrumentais, trazendo à música uma dimensão poética. Os textos são em inglês, francês, espanhol e em português. Também pela primeira vez, os músicos e cantores do Cirque du Soleil estarão no centro do palco, enquanto a música será a força motriz por trás deste gigantesco evento.
Preço dos bilhetes e locais de venda:
Plateia VIP ¬ 75,00 Euros
Plateia A ¬ 65,00 Euros
Balcão 0 ¬ 60,00 Euros
Balcão 1 ¬ 55,00 Euros
Balcão 2 ¬ 35,00 Euros
Pavilhão Atlântico, El Corte Inglês, ACP, Fnac, CTT, Agências ABEP e Alvalade, Ticketline (Reservas: +351 707 234 234 e www.ticketline.pt)

Paul Auster em sessão, única, de autografos


Hoje pelas 12h, Paul Auster estará presente, na Livraria Bulhosa de Entrecampos, para autografar o seu mais recente livro "A Vida Interior de Martin Frost"

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

TERRATORGA

O TEATRÃO apresenta

TERRATORGA

De 4 de OUTUBRO a 17 de NOVEMBRO
Museu dos Transportes
Coimbra

O espectáculo, mais do que utilizar as palavras de Torga ou o seu legado escrito, é construído a partir dele.
Torga e as suas palavras desafiaram O Teatrão a pensar a nossa relação com a Terra, a Família, a Infância, obrigando a uma reflexão sobre a nossa própria memória, tanto individual como colectiva.
TerraTorga apresenta-se como um espectáculo essencialmente sensorial, não narrativo, onde os actores tentam, através da criação de vários quadros, regressar à essência, regressar à Terra, regressar a Torga.
Paralelamente à temporada do espectáculo, decorrem Oficinas de Expressão Artística em que o que se pretende é partilhar com o público os métodos que guiaram O Teatrão na construção do espectáculo. Assim, pais e filhos são convidados a pensar, projectar, experimentar e a construir, em conjunto, o seu próprio Reino Maravilhoso.

O Teatrão

PORTUGAL JAZZ
FESTIVAL ITINERANTE DE JAZZ


JÚLIO RESENDE QUARTETO
6 de Outubro
Vila Real de Santo António

Este Quarteto tem como repertório fundamental composições originais de Júlio Resende, mas também a recriação de standards do Jazz e de outras músicas como a Pop ou Rock. A integração no universo jazzístico deste Quarteto de influências que vão da música erudita (como Chopin ou Bach) ao Funk ( como James Brown), denotam uma música ampla mas com uma identidade unificadora que é dada pela linguagem improvisacional muito autêntica de cada elemento do grupo.
“Diz-se que é nos sonhos que as almas abandonam a sua prisão-corpo e viajam sem os constrangimentos das leis físicas, atravessando paredes, quebrando distâncias. Daí que nos sonhos possamos fazer coisas sobre-humanas. Somos nos sonhos maiores do que o próprio mundo, porque nos sonhos somos o próprio mundo, criamo-lo. O que anseio da minha música é esta liberdade criadora da alma nos sonhos, e é no Jazz e na sua valorização da liberdade que a minha alma encontrou o seu sonho.” Júlio Resende

Ponto de escuta
www.julioresende.com
Info
Telf:239 837 078 / 913 085 645
E-mail: geral@portugaljazz.org

«Senses» abre com Tim Hecker

Concerto de pré-apresentação do ciclo Senses

música electrónica e multimédia





Tim Hecker

6 de Outubro às 21:30

Teatro Académico de Gil Vicente

Coimbra


O ciclo «Senses» pretende ser uma mostra de formas de criação contemporânea em que música e imagem se combinam em espectáculos multimédia. O trabalho com a materialidade digital será o denominador comum aos artistas a apresentar. Tal como na temporada anterior, em cada noite será possível observar o contraste entre dois projectos, por vezes associados a uma determinada editora. (...) Manuel Portela


O músico e artista sonoro Tim Hecker é uma referência da nova electrónica canadiana. Obras como "Radio Amor", "Mirages" ou "Harmony In Ultra Violet" relevam ambiências de intersecção entre melodia, dissonância e ruído e estruturam uma carreira de uma maturação criativa rara. Trabalhou com os Fly Pan Am e Oren Ambarchi e assina composições techno sob o nome de Jetone. Grava regularmente para a Alien 8, Kranky ou Mille Plateaux e escreve peças para instalações e dança contemporânea. Com presenças em festivais tão importantes como o Sonar (Barcelona) ou o Mutek (Montreal), apresenta-nos agora a sua emotiva e majestosa arte.

Organização TAGV, no âmbito da programação «TAGV Digital»
Programação Afonso Macedo
Preço normal 8,00€
Preço estudante e sénior 6,00€
Preço Amigo/a TAGV 4,00€
Mais info em www.sunblind.net , www.myspace.com/thimotyhecker

Teatro Académico de Gil Vicente


Bilheteira
Informações e reservas
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Zé do Telhado na Malaposta


“ZÉ DO TELHADO”



Espectáculo para maiores de 16 anos.
De 04 de Outubro a 04 de Novembro – 5ª a Sábado ás 21H30 e Domingos ás 16H00

José do Telhado nasceu em 1816, na aldeia de Castelões, comarca de Penafiel.
Seu pai, Joaquim do Telhado era um famoso assaltante, capitão de uma corja de ladrões mas de nada a família sabia.

Junto de um tio francês, com quem vive durante 5 anos, aprende de arte de castrador. O tio tinha uma filha por quem José do Telhado se apaixona e viria a casar mais tarde.
Aos 19 anos vem para Lisboa, onde participa na conhecida revolta dos marechais, em 1837.

Em 1846 dá-se a revolta popular.

Por vontade do povo, José do Telhado comanda este levantamento popular.


BILHETES: 10€ (preço sujeito aos descontos praticados pela Malaposta)



Contactos de Imprensa:
Magda Gomes e Vera Almeida
Gabinete de Relações Públicas e Divulgação

Centro Cultural Malaposta
Rua Angola
2620 - 492 Olival Basto
Odivelas, metro Senhor Roubado
Telf.: 21 938 31 00

Cascais em Teatro no Casino Estoril

Com o intuito de apoiar o teatro amador, o Casino Estoril estreia a peça “De Menina Cascais a Cascais Menino”, no dia 5 pelas 21h30.

Com encenação de Ricardo Carriço, este ciclo de representações inspira-se em Cascais, nomeadamente, no mar, na sua História, e na sua gente, descrevendo, ainda, a identidade e tradições da Vila.

No espaço cénico do Teatro-Auditório, a peça “De Menina Cascais a Cascais Menino”, da autoria de Maria Helena Torrado, é protagonizada pelo Grupo de Teatro Amador da Sociedade Musical de Cascais.

Baseada na obra de Pedro Falcão intitulada, precisamente, “De Menina Cascais a Cascais Menino” inspira-se nos reis e nos pescadores de Cascais, aqueles que representam as pessoas genuínas desta Vila intimamente ligada ao mar.

De Menina Cascais a Cascais Menino” divide-se em três partes.

A peça abre com uma introdução histórica, revelando os momentos mais marcantes da Vila, enquanto a segunda parte descreve as tradições dos residentes de Cascais.

Finalmente, na terceira etapa, a peça propõe o sonho e a esperança, convidando o público a imaginar um mundo melhor.

Ao acolher, em Outubro, a peça “De Menina Cascais a Cascais Menino”, o Casino Estoril apoia, assim, o teatro amador, no intuito de colaborar activamente na descoberta de novos talentos.

Com produção de Ricardo Carriço, José Inês Martins e Maria da Luz Anacleto, a música original é assinada pelos Estúdios Magisom, enquanto o guarda-roupa foi criteriosamente seleccionado por Miguel do Vale e Inês Mata.


A peça de teatro amador “De Menina Cascais a Cascais Menino” estará em cena, até ao final do mês de Outubro, todas as Sextas-Feiras e Sábados, pelas 21h30.


Preço: 15 €.

Para grupos de 10 ou mais pessoas, o custo dos ingressos é de 7, 5 €.

Recorde-se que, por imperativo legal, o acesso aos espaços do Casino Estoril é reservado a maiores de 18 anos.

Erasmus oferece concerto dos The Gift

THE GIFT NO CCB

4 OUTUBRO 21H PRAÇA DO MUSEU


ENTRADA LIVRE


No âmbito das comemorações do 20º ANIVERSÁRIO DO PROGRAMA ERASMUS promovidas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, no dia 4 de Outubro, pelas 21h, na Praça do Museu, os THE GIFT regressam ao CCB com “Fácil de Entender”.


Este concerto, de entrada livre, é uma excelente oportunidade para ver (ou rever) ao vivo uma das bandas mais carismáticas do actual panorama musical português.

4º Festival Internacional de Jazz Acert

4º Festival Internacional de Jazz Acert



5ª Feira - 4 de Outubro
MAGIC MALIK ORCHESTRA
França
Nome incontornável de uma geração inovadora do universo jazzístico, Magic Malik demonstrou desde cedo uma sensibilidade particular para a dimensão musical. Talvez assim se explique que este artista se tenha invariavelmente norteado pela sua intuição, ao longo de um percurso que foge das linhas direitas e simples para se desdobrar em destinos de sonoridades inexploradas, conquistadas ao sabor das circunstâncias.Das pulsações house e dos sons urbanos de St. Germain ao jazz do Groove Gang de Julien Lourau, sem esquecer a incursão pelo pop clássico, Malik sempre imprimiu um sentido claro às suas cumplicidades artísticas, dotando-as de humanidade e elegância.Fazendo-se acompanhar por uma orquestra de grande qualidade, Malik oferece ao público uma formação impregnada de espírito de aventura, sede de mudança e gosto pela pesquisa e experimentalismo musical, na fronteira do jazz e da música electrónica.
Malik Mezzadri - flauta e voz
Jean-Luc Lehr - baixo
Maxime Zampieri - bateria
Jozef Dumoulin - piano y teclados
SOFIA RIBEIRO & MARC DEMUTH DUO
PORTUGAL E LUXEMBURGO
A partir de uma cumplicidade musical iniciada em Barcelona há três anos, a cantora portuguesa Sofia Ribeiro e o contrabaixista luxemburguês Marc Demuth têm vindo a construir um projecto ao longo das suas já numerosas prestações em clubes de jazz e festivais, por toda a Europa e nos EUA. Uma colaboração muito bem sucedida, que resultou na gravação do seu primeiro disco, intitulado "Dança da Solidão", ao vivo no "L’Inoui" (Luxemburgo).
Surpreendentes na escolha que fazem de temas de diferentes estilos, passando por compositores tão diversos como Milton Nascimento, Cole Porter, Pixinguinha, Janita Salomé e Carl Perkins, com arranjos adaptados a esta formação peculiar. À mistura temos muita improvisação e, sem dúvida, a comunicação e a cumplicidade entre estes dois instrumentos que, apesar de extremos, se completam.
Sofia Ribeiro - voz
Marc Demuth - contrabaixo
6ª Feira - 5 de Outubro
MÁRIO LAGINHA TRIO
Portugal
"Espaço", o mais recente trabalho da formação Mário Laginha Trio, pretende explorar os pontos de contacto, as coincidências conceptuais e as "inspirações" mútuas entre os universos musical e arquitectónico. A música situa-se, assim, num ponto equidistante entre o universo acústico e a forma.
Nesta nova aventura artística, o pianista Mário Laginha conta com a cumplicidade de grandes músicos que já o haviam acompanhado em gravações e nos numerosos concertos com a cantora Maria João.
Lançado em Junho de 2007 e forte candidato a disco de jazz nacional do ano, eis um encontro raro no qual a arquitectura serviu como pretexto para um grande trabalho de jazz, numa viagem insuflada por uma aguçada curiosidade e uma originalidade inconfundível.
Mário Laginha – piano
Alexandre Frazão – bateria
Bernardo Moreira - contrabaixo
Sábado - 6 de Outubro
RICHARD BONA
Camarões
Poucos músicos reúnem tanto consenso como este camaronês, cujo talento tem sido reconhecido nas actuações com alguns dos mais sonantes nomes da música da actualidade. Bona construiu um percurso musical único. Na fronteira do jazz, criou uma música com impressões digitais que a transformam e que a tornam carismática e inconfundível, temperando-a com um gostinho genuinamente universal.
Neste concerto, integrado na digressão mundial de apresentação do seu último álbum, "Tiki", Bona transporta-nos aos mais profundos meandros de África, local de mitos e intimidade ancestral.
E não se pode esquecer, naturalmente, a importância da sua banda inter-racial, composta por músicos provenientes de África, da América e da Europa, com quem o artista cria um mapa de sonoridades muito características, no qual o público é convidado a participar activamente. Multi-instrumentista, compositor e exímio contrabaixista, Bona possui uma voz suave, à qual não será alheia uma pitada de nostalgia.
Richard Bona – Baixo, voz
Etienne Stadwijk – teclados
Adam Stoler – guitarra
Taylor Haskins - trompete
Samuel Torres – percussão
Ernesto Simpson – bateria
Informações

"Rock in Rio Escola Solar" arrancou hoje!

Arrancou hoje o concurso " Rock in Rio Escola Solar " levando energia às escolas de todo o país


" Rock in Rio Escola Solar" é o nome da primeira grande acção integrada no Projecto Social do Rock in Rio-Lisboa 2008, dedicado, este ano, à causa ambiental. O maior evento de música e entretenimento do mundo volta a Lisboa para a sua terceira edição em Portugal assumindo um verdadeiro compromisso social e ambiental utilizando o seu forte poder de comunicação para mobilizar crianças e jovens de todo o país.
O Rock in Rio, a SIC Esperança, o Ministério da Economia e Inovação e o Ministério da Educação juntam-se num projecto totalmente inovador que vai abranger todo o país, através de uma forte acção de sensibilização e mobilização ambiental e social nas escolas.
Os Xutos e Pontapés juntaram-se à iniciativa como embaixadores do Projecto Social do Rock in Rio- LIsboa 2008.
A acção que hoje foi apresentada vai ao encontro da temática e objectivos definidos pela organização do Rock in Rio-Lisboa 2008 para o projecto social: consciencialização, sensibilização e acçãode toda a população no que respeita às alterações climáticas.
O concurso hoje lançado-" Rock in Rio Escola Solar"-é um desafio às escolas do 2º e 3º ciclos do ensino secundário de todo o país que deverão apresentarprojectos que conjuguem benefícios de carácter ambiental e social.

Para mais informações sobre o " Rock in Rio Escola Solar" pode consultar-se www.rochinrio-lisboa.sapo.pt.

"Operárias e Burguesas" de Maria Alice Samara


Operárias e Burguesas

As Mulheres no Tempo da República



Foi ontem apresentado ao público o novo trabalho da historiadora Maria Alice Samara, de seu nome " Operárias e Burguesas - As Mulheres no Tempo da República ".

Pioneiras, activistas, progressistas,académicas, jornalistas, médicas, escritoras, advogadas ou simples anónimas estas mulheres iniciaram uma dura e longa batalha pela sua emancipação e igualdade a nível social, político e cultural.

Neste livro Maria Alice Samara conta-nos as supreendentes histórias destas mulheres, as suas origens, os seus casamentos, ambições e sonhos.

Muitas destas ambições caíram por terra com o final da I República e com o advento de Estado Novo que procura remeter a mulher para a esfera doméstica. Mas durante estes anos de República foram livres de pensar e sonhar.


Maria Alice Samara nasceu em 1974 e é mestre em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Actualmente está a preparar o doutoramento pela mesma universidade onde é investigadora do Instituto de História Contemporânea.