sábado, 14 de julho de 2007

Festival de Curtas de Vila do Conde


Prémios atribuidos

Festival de Curtas de Vila do Conde



Após uma semana intensa com a projecção de centenas de películas foram atribuídos os tão ambicionados prémios:


- Prémio Curta Metragem

" Europa 2007 "de Pedro Caldas- Portugal 2007


- Grande Prémio Cidade Vila do Conde

exaequo:

"Capitalism-Child Labour" de Ken Jacobs- Estados Unidos 2007

"Nymph "de Ken Jacobs - Estados Unidos 2007


- Prémio Experimental

" Annem Sinema Ogreniyor" de Mesimi Yetik - Turquia 2006


- Prémio Animação

" Blue Karma Tiger " de Mia Hulterstarm Ececilia Actis - Suécia 2006


- Prémio Documentário

" De Functió" de Jorge Tur - Espanha 2006


- Prémio Ficção

" Compilation-Douze Instants D'Amour Non Partagé" de Frank Beauvais - França 2007


- Prémio Take One

" Gentes do Mar" de Dânia Lucas - Portugal 2007


- Prémio Take One ( Video Run)

1º -" Auto Run"

2º-" Delicaten"

3º-"Inferno"


-Prémio Video Musical

" Birds -Vitalic" de Pleix - França 2006


- Prémio UIP

" Plot Point" de Nicolas Provost- Bélgica 2007


- Prémio Público

"Yaptik - Hasse" de Edgar Ebartenev - Rússia 2006


- Prémio Onda Curta/RTP 2

" Amin" de David Dusa

"Jeu" de Georges Schwizgebel

"Gravity " de Nicolas Provost

" Alguna Tristeza" de Juan Alejandro Ramirez

" The Days and the Hours" de Kristine Samuelson e John Haptas


- Menção Honrosa

" Faq"( Part I) de Sagi Groner


Luis Represas no Casino Estoril

Luís Represas

regressa em concerto
ao Du Arte Lounge do Casino Estoril


O álbum “A História Toda” constitui o ponto de partida para mais um “Grande Concerto” de Luís Represas no Casino Estoril.

Habituado a esgotar o Du Arte Lounge, o cantor não esquecerá, numa versão mais intimista, os seus melhores êxitos. O reencontro com o público está marcado para o próximo dia 19 de Julho, pelas 23 e 30.
O Casino Estoril acolhe, assim, outro concerto dedicado à genuína música portuguesa.

Luís Represas apresentará temas no Du Arte Lounge que reflectem uma, bem sucedida, experiência a solo, assim como outros clássicos dos “Trovante”.
Editado em DVD e duplo CD, “A História Toda” apresenta-se como uma obra completa, reunindo os principais momentos do percurso musical de Luís Represas.
Canções como “Balada das Sete Saias”, “Neva Sobre a Marginal”, “Feiticeira”, “125 Azul”, “Perdidamente”, “Timor”, “Da Próxima Vez”, “Hora do Lobo”, “Foi Como Foi”, “Fora de Tempo” ou “Não Ponhas o Vestido”, explicam o sucesso deste disco.
Bem recebido pelo público, o registo com “A História Toda” assinalou, da melhor forma, os 30 anos de carreira do cantor.

“Penso que atingi o meu objectivo, ou seja, pôr nas mãos das pessoas um documento áudio ou vídeo que não é mais do que o meu cartão de identidade. Foi muito bom sentir que as pessoas entenderam isso”, revela Luis Represas.
Figura de relevo nos “Grandes Concertos do Casino Estoril”, Luís Represas diz que, “este ciclo reveste-se sempre de uma especial intimidade e partilha com o público, ao que não é alheio o conceito misto entre bar e sala de espectáculos”.
“Os Concertos no Du Arte Lounge são, talvez, das ideias mais simpáticas e conseguidas, porque trazem a música portuguesa para perto do público. E isto com um grande sentido de dignidade, profissionalismo e qualidade.

Num país onde os bons hábitos morrem cedo, aqui temos um grande exemplo de longevidade saudável”, conclui.
Com numerosas actuações agendadas pelo País, o artista está envolvido, ainda, noutros importantes projectos. “Estou em fase de composição para um disco novo de originais. Gostava de lançá-lo no fim do ano”, diz Luís Represas.

Festival Delta Tejo na próxima semana



DELTA TEJO


É FESTIVAL NEUTRO EM CARBONO


O Festival Delta Tejo, que decorre no Alto da Ajuda, de 20 a 22 de Julho, vai ser um evento Carbonfree.

As emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelas alterações climáticas, associadas à realização do evento serão integralmente compensadas.

Desta forma, o Delta Tejo torna-se um festival que não contribui para o agravamento das alterações climáticas.
Esta é mais uma iniciativa do programa “Planeta Delta”, que integra várias acções de cariz social e ambiental e cuja missão estratégica é proteger o clima e a biodiversidade e contribuir para um planeta melhor.
As emissões de gases com efeito de estufa durante a realização do festival resultam, entre outras, das viagens em avião (por exemplo, dos artistas internacionais), das viagens dos espectadores (de carro, comboio, autocarro) desde os seus locais de residência até ao recinto e regresso, do tratamento dos resíduos sólidos gerados no festival e da produção de electricidade consumida.
Neste processo de compensação, a empresa de Campo Maior assume-se, mais uma vez, como fonte de exemplo de cidadania empresarial, “desbravando caminhos que esperamos possam vir a ser seguidos por outras empresas ou entidades que pretendem compensar as suas emissões”, salienta o comendador Rui Nabeiro, fundador do Grupo Nabeiro.
Consciente de que existem diversas opções para compensar as emissões, desde projectos voluntários através, por exemplo, da captura de carbono em solos agrícolas, até à compra de licenças de emissão de carbono no Comércio Europeu de Licenças de Emissão, a Delta pretende fazer uma consulta internacional aberta a todos os fornecedores de créditos de emissão.
No processo de cálculo e na consulta ao mercado para aquisição dos créditos de compensação, a Delta conta com a parceria e o apoio da Ecoprogresso – Consultores em Ambiente e Desenvolvimento Sustentado, empresa de consultoria especializada em gestão de carbono e que colabora já com o grupo nestas matérias.



FESTIVAL DELTA TEJO

NEUTRO EM CARBONO

Portugal Jazz continua hoje na Sertão e em Silves


Quinteto de JOSÉ MENEZES “In & Out”

José Menezes (saxofones)
Gonçalo Marques (tromp./flug)
Júlio Resende (piano)
Hugo Antunes (contrabaixo)
João Rijo (bateria)

Este grupo, liderado por um dos mais experientes saxofonistas portugueses e onde se incluem alguns dos melhores músicos da nova geração do Jazz nacional apresentará, na Sertã, um programa expressamente preparado para este concerto integrado no festival itinerante “PortugalJazz”.
Este concerto relembrará a música de Joe Henderson e Woody Shaw, dois dos nomes mais marcantes do Jazz “Blue Note”, nomes que fizeram História e cuja influência permanece até aos dias de hoje. Da surpresa dos temas de Henderson, ao poder tranquilo de uma balada de Woody Shaw, este repertório transporta o público numa viagem por um imaginário onde o inesperado pode acontecer “ao dobrar da esquina”.
Gonçalo Marques, um dos mais originais jovens trompetistas, Júlio Resende, talentoso pianista de quem ainda muito iremos ouvir falar, Hugo Antunes, com quem o contrabaixo ganhou uma nova energia e João Rijo, baterista cuja experiência contradiz a sua juventude, acompanham José Menezes nesta noite de Jazz que ficará, sem dúvida, na memória de quem a ela assistir.



TRIO DE AFONSO PAIS “Subsequências”


Albert Sanz (hammond)
Marco Franco (bateria)
Joana Machado (voz, convidada especial)

«“Subsequências” combina o idioma jazzístico com outras influências musicais e adapta a erudição da típica composição de jazz instrumental a um propósito mais abrangente.»
No seu mais recente projecto discográfico – Subsequências – o guitarrista Afonso Pais inspira-se na forte ligação musical entre Portugal e o Brasil, tendo como convidado Edu Lobo, um dos grandes mestres da Música Popular Brasileira (MPB) e criador do que muitos intitularam a “canção sofisticada”, na qual os sons da MPB se misturam com os universos do jazz e da música erudita. O álbum foi gravado nos MB Estúdios, no Porto, em Abril de 2006, e apresentado ao vivo com Edu Lobo no Festival de Jazz de Valado dos Frades e na Culturgest, em Lisboa. Um disco onde a inspiração do improviso encontra o seu lugar na subtileza de uma canção.

Sexta-feira 13 em Penela com Carlos Bica



Foi em noite de sexta-feira 13 que o Festival Itinerante de Jazz PORTUGAL JAZZ e Carlos Bica visitaram o castelo medieval de Penela.
Superstições à parte, a verdade é que o infortúnio bateu à porta do Jazz ao Centro Clube (JACC), entidade responsável pela organização do festival. Com hora marcada para as 21:30, o concerto começou com mais de uma hora de atraso. Este início tardio deveu-se a uma falha técnica na corrente eléctrica que alimentava o recinto do evento. Porém, nem a falta de iluminação, nem a demora e o frio da noite que se fazia sentir desmobilizou o público que ocorreu ao local para ver e ouvir dois músicos de referência no panorama do jazz, consagrados em Portugal e aplaudidos além fronteiras.
O contabaixista, radicado na Alemanha, Carlos Bica convidou Mário Delgado a acompanhá-lo à guitarra. A cumplicidade que une estes dois músicos rapidamente transpareceu na harmonia das melodias executadas e na cumplicidade em palco.
Neste concerto Carlos Bica tocou grande parte dos temas do seu projecto a solo “Single”, mas também deambulou pelo albúm “Belivever” (recentemente apresentado com o Trio Azul no Teatro Académico de Gil Vicente) e recordou algumas composições um pouco mais antigas, como foi o caso de “roses for you”. Para além dos temas já conhecidos, concedeu ao público o privilégio de escutar melodias ainda por gravar. Tal como confidenciou durante a actuação, o músico compõe sempre aos pares, “Canção nº2” é o título provisório de uma música a ser integrada num próximo albúm de originais.
Num local carregado de história, como é o caso deste castelo de montanha em pedra de granito, edificado em 1097 pelo conde D. Sisenando e classificado como monumento nacional desde 1910, é fácil viajar no tempo. Foi numa noite mágica que a música pairou no ar e os últimos acordes ecoaram já passava da meia-noite.

Texto e fotografias - Teresa Arsénio


Ciclo de cinema TAGV


Outros Filmes Outros Lugares

Mais um mês, mais um ciclo de cinema no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) em Coimbra
Desta feita, os oito filmes em exibição foram agrupados sob a designação “OUTROS FLMES OUTROS LUGARES”.
Dias 16, 17, 18, 19, 23, 24, 25 e 26 de Julho, às 21:30.
Dia 16 de Julho
A vida dos outros
(Alemanha, 2006, 137`)
De Florian Henckel
Óscar para Melhor Filme Estrangeiro

Situando-se em 1984, cinco anos antes da queda do muro de Berlim, na parte oriental da cidade o socialismo continua a ser preservado através de uma força invisível, a Stasi (policia secreta), cujos métodos são escutas nas residências dos suspeitos e posteriores interrogatórios ininterruptos. Um desses interrogadores, professor universitário e inspector da polícia secreta, pessoa desconfiada por natureza, tem a missão de supervisionar a vigilância a um dramaturgo aparentemente fiel ao Partido. Sabendo que os motivos que geraram a missão são de natureza pessoal (um Ministro corrupto e prevaricador pretende afastar o dramaturgo por ciúmes, já que cobiça a namorada deste; e o chefe da Stasi quer ficar nas boas graças do Ministro), o inspector deixa-se influenciar pelas escutas sobre liberdade e direitos humanos.

Dia 17 de Julho
O Caimão
(França/Itália, 2006, 112`)
De Nanni Moretti

O último filme de Nanni Moretti, uma metáfora sobre a Itália contemporânea, relata a história de um produtor em falência profissional e sentimental, Bruno Bonomo, que tem um passado de produtor de filmes de série Z com títulos inspiradores como "Os Mocassins Assassinos" ou "Maciste vs. Freud". Mas agora não consegue arranjar financiamento para o seu próximo projecto, "O Regresso de Cristóvão Colombo". Estrangulado pelas dívidas e fraquezas, com o casamento em risco e os filhos perdidos, Bruno perde o norte. É aí que o seu caminho se cruza com o de uma jovem realizadora que lhe entrega um guião, "O Caimão".

Dia 18 de Julho
Climas
(Turquia, 2006, 101`, M/12)
De Nuri Bilge Ceylan
Prémio da Crítica Internacional em Cannes em 2006

Climas é um filme feito das subtilezas próprias da amargura. Não existe aqui propriamente uma felicidade, uma satisfação perante a vida, existem palavras que ficam por dizer, sentimentos que ficam por explicar. Há momentos que não voltam e há tempos que passam, de repente é tarde de mais. Mesmo que nos pareça que o tempo se prolonga até à eternidade nos grandes planos do filme, belíssimos, longos e extremamente significativos. [...]Climas vive destes desencontros na vida das pessoas, alimentado por uma bela fotografia e por momentos de suspensão temporal baseados em grandes planos, em tempos longos, como se não existisse tempo. E ficamos com essa sensação de angústia sem tempo, que pode durar toda um vida.
Dia 19 de Julho
A Maldição da Flor Dourada
(China/Hong-Kong, 2006, Cores, 114`, M/16)
De Zhang Yimou
Baseado na peça do chinês Yu Cao, que por seu turno tem várias alusões à obra de Shakespeare, nomeadamente a King Lear, Othello ou Hamlet, esta história de traição, crime e vingança passa-se na China do século X, no final da Dinastia Tang. Na véspera do Festival Chong Yang, flores douradas enchem o Palácio Imperial. O Imperador regressa inesperadamente com o seu segundo filho, o Príncipe Jai. O pretexto é celebrar as festividades com a família, apesar da relação fria que mantêm com a Imperatriz. Durante as grandiosas e belíssimas festividades, negros segredos serão revelados, rebeliões tomarão forma e o sangue manchará o dourado das flores.

Dia 23 de Julho
Inland Empire
(EUA/França/Polónia, 2006, 172`, M/16)
De David Lynch

David Lynch analisa a relação entre o actor e a representação através de uma mulher presa aos papéis que lhe são dados representar, quer na sua profissão quer na sua vida, e para quem a entrega à interpretação torna totalmente difusa a linha entre ambas. A textura maleável do vídeo digital (o filme foi todo filmado em digital de baixa resolução) alia-se a um tempo que se dobra sobre si mesmo, (con)fundindo o ontem, o amanhã, o depois de amanhã, no presente em que é pensado/visto. Pode-se estar em diversos locais ao mesmo tempo ou diversos tempos no mesmo local. Lynch sabe como funciona a mente do espectador, como insistimos sempre em colar os bocados todos da história. Mas ele prefere que cada um faça, na sua mente, o seu próprio filme. Em cada imagem, joga com as nossas expectativas. Usando as palavras que todos conhecemos, constrói uma linguagem com frases novas, surpreendentes e perturbantes.

Dia 24 de Julho
Still Life – Natureza Morta
(China/ Hong Kong, 2006, 108`, M/12)
De Jia Zhang Ke

“Natureza Morta” pertence a uma família do cinema contemporâneo e moderno que tomou como prioridade fazer trabalho de memória: filmar o que está condenado, filmar o que vai desaparecer. No caso, uma cidade chinesa.
Há uma "poesia das ruínas" a trabalhar em "Natureza Morta", e é por ela, pelo seu efeito hipnótico, que a cidade se transforma num labirinto feito de uma estranha e quase acolhedora familiaridade. Aliás, as histórias "humanas" de "Natureza Morta" falam disso: gente que vem de fora à procura de outros, que vieram para Fengjie meses ou anos antes trabalhar nas demolições e nunca mais deram sinal de vida. As entranhas descarnadas de Fengjie também são "o mundo", uma bolsa que acolhe os desenraizados e os volta a enraizar em estado catatónico.

Dia 25 de Julho
A Nuvem
(Alemanha, 2006, 105`, M/12)
De Gregor Schnitzler

Um acidente numa central nuclear perto de Frankfurt lança o pânico no país. Uma gigantesca nuvem radioactiva foi libertada e avança em direcção à cidade de Schlitz. Toda a população que vive nos arredores da central nuclear fica imediatamente contaminada e rapidamente morrem 38.000 pessoas. Todos os que vivem um pouco mais afastados tentam fugir. Entre eles está Hannah, de 16 anos, e o namorado Elmar. À medida que a lei e a ordem deixam de existir, eles tentam escapar da zona de perigo.
Baseado no bestseller de Gudrun Pausewang, o filma procura retratar a angústia, o desespero e a incapacidade de lidar com um acidente nuclear, mesmo num país como a Alemanha.

Dia 26 de Julho
20, 13 – Purgatório
(Portugal, 2006, M/16)
De Joaquim Leitão

Guerra do Ultramar, Norte de Moçambique, 24 de Dezembro de 1969. Uma patrulha percorre a picada, de regresso ao aquartelamento, trazendo um prisioneiro. Estão cansados, avançam sob um calor sufocante, estão desejosos por chegar e têm um dos seus ferido. Avizinham-se também as festividades, para matar por umas horas a saudade e iludir a tristeza de estar longe, da guerra. Contam que terão uma noite em paz, sem tiros, dado o costume da trégua tácita em noite e dia de Natal. Mas não será uma noite tranquila.

Produção TAGV
Preço normal 4,50€
Preço estudante e sénior 3,50€

Um camião diferente em Lisboa


30 Toneladas pela Diversidade
e Igualdade de Oportunidades


Lisboa é uma das 30 cidades europeias escolhidas para receber a digressão de um camião da União Europeia que tem como objectivo informar os cidadãos acerca da legislação nacional e europeia de combate à discriminação.
O camião azul e amarelo da campanha anti-discriminação da UE, com o lema “Pela Diversidade. Contra a Discriminação” fará paragem na Praça do Comércio, em Lisboa, no próximo sábado, dia 14 de Julho e integrará a Festa da Diversidade e Igualdade de Oportunidades que ali se realiza. O camião estará aberto aos visitantes entre as 12 e as 24 horas contando com um amplo programa informativo e de animação.
Parte integrante da campanha “Pela Diversidade. Contra a Discriminação” da Comissão Europeia, designada para informar os cidadãos dos seus direitos ao abrigo da nova legislação anti-discriminação, a digressão deste camião em 2007 alia-se às actividades do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos.
Os visitantes do camião têm a oportunidade de obter informações e esclarecimentos sobre diversidade no local de trabalho; participar em jogos e concursos, descobrir iniciativas locais e organizações que oferecem os seus serviços e apoio no combate à discriminação e assistir a actuações de grupos de animação.
O veículo de 17 metros de comprimento e 30 toneladas de peso conta com um palco de 50 m2 e está totalmente equipado com a mais recente tecnologia, incluindo um elevador para cadeiras de rodas, que garante fácil acesso aos utilizadores de todos os tipos de cadeiras de rodas e um monitor em Braille ligado a um terminal informativo
A digressão 2007 deste camião informativo decorre entre os meses de Abril e Agosto visitando 30 cidades da França, Austria, Eslovénia Lituânia, Estónia, Bulgária, Malta, Itália, Espanha, Portugal, Luxemburgo, Reino Unido, Alemanha, Eslováquia e Dinamarca, regressando ainda a Portugal a 19 e 20 de Novembro, por altura da Conferência de Encerramento do Ano Europeu.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Museu do Azulejo

As Emoções num Jardim chamado Inverno

Estoril Jazz

De 6 a 15 de Julho no Parque Palmela
ESTORIL JAZZ COM ELENCO IMBATÍVEL

A XXVI edição do Estoril Jazz, o mais antigo festival de Jazz em Portugal, abriu portas a 6 de Julho no Parque Palmela, com dois contrabaixistas de referência na cena jazzística internacional, tendo apresentado ,nessa data ,o Quarteto de Buster Williams, logo seguido pelo Quinteto de Dave Holland (7 Julho).
O Festival apresenta este ano um dos mais diversificados e importantes elencos de sempre, conciliando tradição e modernidade. Os destaques vão para a estreia em Portugal do aclamado e premiado cantor Kurt Elling e para as exibições de Dave Holland, do San Franciso Jazz Collective e de Joshua Redman.
O primeiro fim-de-semana do Estoril Jazz termina com um grupo de referência, o San Francisco Jazz Collective, formação que se estreia em Lisboa e onde milita Joe Lovano e alguns dos mais importantes jazzmen da nova geração, nomeadamente Andre Hayward, Miguel Zenon, Dave Douglas, Stefon Harris, Renee Rosnes, Matt Penman e Eric Harland. O último fim-de-semana do Estoril Jazz inicia-se com trio de Joshua Redman (13 de Julho) e prossegue no dia seguinte com um duplo concerto protagonizado pelo Quinteto de Laurent Filipe e pelo quarteto da voz revelação que é Kurt Elling, encerrando a 15 de Julho com o clássico JATP – Jazz At Palmela Park/ Jazz At the Philharmonic Revisited, apresentando um octeto concebido especificamente para o Estoril Jazz e que actua no espírito de jam-session, reunindo com músicos de diferentes projectos. Este ano os holofotes incidem em Wycliffe Gordon, Terell Stafford, Jesse Davis, Grant Stewart, Roy McCurdy e o trio de Cyrus Chestnut, com o convidado Art Themen.
Todos os concertos decorrem no Auditório Fernando Lopes Graça, no Paque Palmela, Estoril, às 19h00, para maior comodidade do público relativamente às condições atmosféricas, à excepção dos que têm lugar nas sextas feiras, 6 e 13 de Julho, que terão início às 21h30.

Noite de jazz com Carlos Bica em Penela

Começa hoje em Penela o ciclo de cinco concertos do Festival Itinerante PORTUGAL JAZZ.
Para abertura do Festival a organização convidou o contrabaixista Carlos Bica, que vai actuar acompanhado à guitarra por Mário Delgado.
O concerto tem a hora de início marcada para as 21:30, no Castelo de Penela.
O Festival continua viagem amanhã com dois concertos em simultâneo nas cidades de Silves e Sertã, dia 21 de Julho é a vez de Vila Nova de Cerveira receber o jazz e termina esta digressão dia 27 do corrente mês na Figueira da Foz.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Feira Medieval em Sintra

SINTRA TRANSFORMA-SE
NUMA GRANDE FEIRA MEDIEVAL

Sintra
vai recuar no tempo e recebe em S. Pedro, no Largo D. Fernando II (Largo da Feira) uma verdadeira Feira Medieval.
Nos próximos dias 13, 14 e 15 de Julho as atenções estão viradas para uma série de actividades que farão de Sintra um lugar encantado.
Música, malabarismo, gastronomia, teatro artesanato e instrumentos medievais de tortura. Tudo isto e muito mais na Feira Medieval que terá o seguinte horário: 13 de Julho, das 17h00 às 23h30, e 14 e 15 de Julho, das 15h00 às 23h30.
O local estará decorado a rigor, com escudos heráldicos, toldos e bandeiras.
Artesãos estarão a vender e a expor recriações de produtos e alimentos da época, enquanto pelas ruas vagueiam prisioneiros, soldados e caçadores de dragões.
O acesso ao espaço é livre e gratuito e assegura, ao longo de todo o dia, muita música e animação.

PROGRAMA DA FEIRA MEDIEVAL

09h30 – Abertura da Feira
11h00 – Arauto inaugura a Feira. Músicos percorrem o espaço da Feira
12h00 – Pregão do Mercado. Músicos com bombos e cornetas
12h45 – Escárnio de prisioneiros
13h30 – Jograis. Grupo de jograis passeia pelo recinto da Feira
15h30 – Ronda Musical
16h00 – Caçador de Dragões
16h30 – Recreação da lenda do Vale
17h00 – Músicos e actores circulam pelo espaço da Feira
22h00 – Espectáculo nocturno com tambores, faquires e malabaristas

Siza Vieira em Fotografia


Obras de Siza Vieira em fotografia
Arquitectura fotografada

por José Manuel Rodrigues


A Ordem dos Arquitectos apresenta a exposição de fotografia “A estranheza de uma coisa natural”, de José Manuel Rodrigues, sobre trabalhos de Siza Vieira, patente até 16 de Setembro no Centro Português de Fotografia, no Porto.
A exposição nasce do livro “Álvaro Siza UIA 2005 – Candidatura ao prémio UIA Gold Medal 2005”, editado pela Ordem dos Arquitectos, onde é apresentada a obra do arquitecto através de um conjunto de fotografias de José Manuel Rodrigues, o fotógrafo português mais premiado e mais conhecido a nível internacional.
José Manuel Rodrigues propôs a realização desta exposição de dez fotografias reveladas e ampliadas em grande formato; entre elas, as Piscinas de Leça, a Biblioteca de Viana de Castelo e o Depósito de Água, em Aveiro.
O título da mostra transcreve uma frase de Álvaro Siza Vieira, proferida numa conversa com Eduardo Souto Moura, a propósito da sua obra e da reacção das pessoas aos seus trabalhos.
A exposição conta com a parceria institucional da Câmara Municipal de Matosinhos/Centro de Documentação Álvaro Siza, com a colaboração no Centro Português de Fotografia/Direcção-Geral de Arquivos e o patrocínio da Legrand.

Exposição “A estranheza de uma coisa natural”
Centro Português de Fotografia, Campo Mártires da Pátria, Porto
14 de Julho a 16 de Setembro
Terça a Sexta 15h00 às 18h00
Sábados, domingos e feriados 15h00 às 19h00

NOTAS BIOGRÁFICAS:

José Manuel Rodrigues nasceu em Lisboa em 1951. Viveu em Paris, França (1968/1969) e na Holanda entre 1969 e 1993. Estudou fotografia na Holanda, nas Escolas Superiores de Fotografia em Haia (1975/1989) e Apeldoorn, e tirou um curso de realização em vídeo no prestigiado Instituto Santbergen, em Hilversum (1990).
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (1986/1987, 1995 e 1996). Recebeu, em 1992, uma bolsa de trabalho do Fonds voor de Beeldende Kunst (Fundação para as Belas-Artes, Holanda). Foi-lhe atribuída uma bolsa de trabalho pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal, em 1997.
Recebeu o prémio Vrije Creatieve Opdracht (Prémio de Fotografia Criativa) pelo Amsterdamse Kunstraad (Conselho para as Artes, Amesterdão) em 1982.
Em 1999, foi galardoado, em conjunto com o poeta Manuel Alegre, com o Prémio Pessoa pelo conjunto da sua obra artística e pela sua contribuição às artes em Portugal.
Ensinou fotografia em várias instituições em Roterdão, Porto, Évora e Caldas de Rainha.
A sua obra está representada em várias colecções privadas e públicas, em Portugal e no estrangeiro, Dutch Art Foundation, Van Reekum Galerie (Apeldoorn), Prentenkabinet (Leiden), La Bibliothèque Nationale (Paris).
A sua obra está presente em numerosos catálogos, monografias, publicações periódicas e obras colectivas, destacando as recentes incursões na fotografia da arquitectura e da cidade nos livros: “As Cidades de Álvaro Siza” (Livreira Figueirinhas, Porto, 2001); “(In)formar a modernidade. Arquitecturas Portuenses, 1923-1943” (FAUP publicações, Porto, 2001); “Panorâmicas” (Câmara Municipal de Matosinhos, 2003); “Habitar J.P. Falcão de Campos” (Edições Caleidoscópio, Casal de Cambra, 2004) e “Habitar Portugal 2003-2005” (Ordem dos Arquitectos, Lisboa, 2006).


Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira nasceu em Matosinhos em 1933. Estudou Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto entre 1949 e 1955, sendo a sua primeira obra construída em 1954.
Ensinou na ESBAP entre 1966 e 1969; reingressou em 1976 como Professor Assistente de "Construção". Foi “Professor Visitante” na Escola Politécnica de Lausanne, na Universidade de Pensilvânia, na Escola de Los Andes em Bogotá, na Graduate School of Design of Harvard University como "Kenzo Tange Visiting Professor" e leccionou na Faculdade de Arquitectura do Porto.
Exerce a profissão na cidade do Porto.
Foi distinguido com vários Prémios, designadamente o «Pritzker Prize» (conhecido como o Prémio “Nobel” da Arquitectura) e o Prémio Secil de Arquitectura em 1996, 2000 e 2006.
É membro da American Institute of Arts and Science e "Honorary Fellow" do Royal Institute of British Architects.
Doutor "Honoris Causa" pela Universidade Politécnica de Valência (1992), pela Escola Politécnica Federal de Lausanne (1993), pela Universidade de Palermo (1995), pela Universidade Menendez Pelayo, Santander (1995), pela Universidad Nacional de Ingeniería de Lima, Peru (1995), pela Universidade de Coimbra (1997), pela Universidade Lusíada (1999) pela Universidade Federal de Paraíba, João Pessoa - Brasil (2000); pela Università degli Studi di Napoli Federico II, Polo delle Scienze e delle Tecnologie, Nápoles – Itália (2004); Pela Universidade de Arquitectura e Urbanismo de Bucareste “Ion Mincu” – Roménia (2005).

Novas Exposições em Serralves

DUAS NOVAS EXPOSIÇÕES
NO MUSEU E NA CASA DE SERRALVES:
HARALD KLINGELHÖLLER E LUISA CUNHA, SEXTA13 DE JULHO

No Museu estará a exposição "O Mar na Maré Baixa Sonhado", do artista alemão Harald Klingelhöller, um dos mais reconhecidos escultores europeus da actualidade.
Nos espaços da Casa de Serralves, a exposição de Luísa Cunha, uma das artistas mais singulares e inovadoras do universo artístico português.
Ambas as mostras serão inauguradas amanhã, sexta-feira ,à noite em festa aberta ao público e com a presença dos artistas.
Harald Klingelhöller emergiu nos anos 80 com trabalhos baseados nas complexas relações entre a linguagem e a escultura. A exposição que agora se apresenta no Museu de Serralves, comissariada pelo seu Director-adjunto, Ulrich Loock, centra-se em trabalhos recentes embora inclua algumas esculturas de há vinte anos atrás.
Luisa Cunha apresenta na Casa de Serralves uma primeira selecção antológica do seu trabalho, reunindo obras realizadas desde inícios da década de 90 até à actualidade, instalando-as através do desafio que elas assumem perante as características arquitectónicas dos espaços utilizados. Luisa Cunha transforma os locais em que é apresentado em situações que modificam o contexto desses locais através do texto, do som, da fotografia, do objecto e do desenho, confrontando o espectador com as suas expectativas decorrentes da sua presença num determinado espaço.
Miguel Wandschneider é o comissário desta exposição.

Nova festa no Maxime


IRMÃOS CATITA

FESTA BIKINI

14 JULHO no MAXIME


Parar é morrer, e os Fabulosos Irmãos Catita não páram! Estiveram em Lloret de Mar, deram uma saltada a Cannes, arrasaram em Nice, pintaram a manta em Monte Carlo, esgotaram a cerveja em San Remo, estiveram de ressaca em Capri, fizeram uma orgia no Vaticano, engravidaram adolescentes em Nápoles, esbofetearam polícias em Ibiza, destruiram hotéis em Torremolinos, e agora regressam - calmamente - à pátria! Será que vão saltar? Irão arrasar? Pintarão a manta? Esgotarão a cerveja? Estarão de ressaca? Farão uma orgia? Engravidarão adolescentes? Esbofetearão polícias? Destruirão hotéis? Ninguém, sabe. Nem eles próprios! E esse é o grande encanto e o maior atractivo desta banda com idade mental de adolescente prenhe!
Depois desta arrasadora digressão, estes copinhos-de-leite com barriga-de-cerveja, vão “lavar a loiça toda” em território nacional! Chegarão de iate a Lisboa no dia 14 de Julho, para uma actuação viril e musculada no Cabaret Maxime – porventura a casa de diversão nocturna mais antiga da cidade – onde estrearão o seu novo disco (de Surf Rock) – “Cú ao Léu em Carcavelos”. O single “Mete e Tira o Bikini” vai estar na ordem do dia, ou não fosse esta a “Festa Bikini” mais alegre e elegante da nossa moderna e cosmopolita metrópole!
Undress code para as garotas será Bikini = um ingresso grátis. Os rapazes que se consolem, pois tanta garota ao léu já é um regalo para os olhos! Enlouqueça e apareça! Mais vale uma na mão que duas no bikini. Com os Fabulosos Irmãos Catita, tudo é impossível!

Novo single de David Fonseca



SUPERSTARS

O NOVO SINGLE DE DAVID FONSECA


Na próxima 2ª feira, dia 16, será editada a nova canção de David Fonseca, o 1º single do novo trabalho de originais com edição prevista para o início de Outubro.

Depois da aventura Silence 4, David Fonseca lançou até à data dois trabalhos a solo que obtiveram junto do público e da crítica destaque assinalável: “Sing Me Something New” (2003) e “Our Hearts Will Beat As One” (2005). Pelo meio, também a participação no projecto Humanos. Ao vivo, foram inúmeros os concertos, destacando-se os realizados no último ano no Festival Sudoeste, Aula Magna, e mais recentemente na Queima das Fitas do Porto, isto para além da deslocação a Austin/USA para participação no mega-festival South by Southwest.

Chega agora a altura de avançar com a primeira canção do novo disco, a enérgica e luminosa “Superstars”, abrindo caminho a um álbum cheio de surpresas.
“O lançamento do primeiro single é sempre uma aventura, um abrir de porta a uma nova etapa artística. O tema “Superstars” é uma maneira muito efusiva de começar este caminho e estou muito entusiasmado com este novo lançamento.”, diz David Fonseca.

Envolto num assobio que vai viciar este Verão, “Superstars” vai estrear juntamente com o seu vídeoclip, realizado pelo próprio David Fonseca, mais um exemplo da multidisciplinariedade da sua personalidade artística.
“É a primeira vez que realizo um vídeo sozinho, foi uma experiência incrível que espero repetir.”, diz David. “Acabei por levar algum do imaginário que rodeia esta música para uma formato visual e expandir o tema para uma área que me é muito familiar.”

Rodado em 2 dias em vários locais de Lisboa, o vídeo conta com a fotografia de Paulo Segadães (baterista dos Vicious Five) e a sua história baseia-se num sonho do próprio David. O vídeo terá estreia nacional já na próxima segunda-feira no blog de David Fonseca (em http://davidfonseca.blogs.sapo.pt/), a não perder!

Este blog será ainda o local para seguir os Webisódios quinzenais feitos pelo próprio David, onde se poderão ouvir excertos do novo disco e seguir os bastidores deste novo lançamento.

O primeiro Webisódio será lançado já na próxima sexta-feira, 13 de Julho.

“Superstars” estará disponível para download legal a partir do dia 16 nas plataformas digitais habituais.

Agenda de concertos (Julho/Agosto):
20 de Julho/22H – Ílhavo – Semana Jovem
28 de Julho/22H – Vila de Rei – Ar Livre
21 de Agosto/21H30 – Figueira da Foz – Casino
25 de Agosto/22H – Porto – Noites Ritual Rock

Festival de Almada no S.Luiz










O Festival de Almada no São Luiz
Romeu e Julieta




Aterballetto
13 e 14 de Julho
Sexta e Sábado, às 21h00


Esta história, capaz de tocar as cordas do coração, tem afectado todas as artes, tem surgido em todos os cenários possíveis e tem sempre revelado a sua habilidade em nos envolver num turbilhão de paixões, afirma Mauro Bigonzetti, coreógrafo da prestigiada companhia italiana Aterballetto.

É o amor que desperta paixões, continua Bigonzetti, leva os seres humanos aos seus limites, transferindo-os a lugares onde decide a alma, libertando instintos que se pensavam suavizados, que intensificam o valor de um encontro e que conduzem a violenta imprudência de uma colisão.
Nunca uma história foi contada com tanta frequência e atravessou tantas fronteiras, geográficas, culturais e sociais, como a de Romeu e Julieta.

Na Grécia Antiga um mito, como o vento ou um rio, atravessava terras e culturas, mudando de história para história, mas transportando sempre o seu significado profundo. Assim, nos nossos dias, o mito de Romeu e Julieta atravessa todas as categorias sociais do mundo ocidental. É, provavelmente, a mais bem conhecida história da nossa cultura.

Para além das personagens e do cenário, são os sentimentos infiltrados na história e determinantes para a sua estrutura que tocam a nossa sensibilidade como Ocidentais.
Paixão, Conflito, Destino, Amor, Morte: as cinco divindades deste mito.



FICHA ARTÍSTICA




Uma ideia de MAURO BIGONZETTI e FABRIZIO PLESSI
Coreografia MAURO BIGONZETTI
Cenário e Figurinos FABRIZIO PLESSI
Montagem musical baseada em SERGEI PROKOFIEV
Desenho de Luz CARLO CERRI
Consultor musical BRUNO MORETTI




MAURO BIGONZETTI

Iniciou a sua carreira como bailarino na Ópera de Roma.

Em 1982 juntou-se à companhia Aterballetto. As colaborações mais significativas desse período foram com Alvin Ailey, Glen Tetley, William Forsythe and Jennifer Muller. Em 1990 criou a sua primeira coreografia, Sei in movimento, com música de J.S. Bach, que estreou no Teatro Sociale in Grassina.

Em 1992 deixou o Aterballetto e começou a trabalhar como freelancer, colaborando com várioas companhias internacionais (English National Ballet, Ballet National de Marseille, Stuttgarter Ballett, Deutsche Oper Berlin, Staatsoper Dresden, Ballet Teatro Argentino, Balé da Cidade de São Paulo, Ballet Gulbenkian, New York City Ballet, State Ballet Ankara, Ballet du Capitole Toulouse) e também italianas (Ballet do Teatro alla Scala, Ópera de Roma, Arena Verona, Teatro San Carlo de Nápoles).
Em 1997 tornou-se Director Artístico e Coreógrafo Principal do Aterballetto, contribuindo para a construção de uma companhia nova e de um repertório novo.

As suas obras mais importantes, apresentadas em grandes teatros mundiais, são Songs, Persephassa, Furia Corporis, Comoedia Canti, A MidsummerNight’s Dream, Cantata, Rossini Cards, Vespro, Les Noces, Psappha, WAM e Romeo and Juliet.

FABRIZIO PLESSI

Estudou na Academia de Belas Artes de Veneza. Em 1968 começou a utilizar a água como característica principal nas suas obras. A água e o fogo tornaram-se num leitmotif das suas instalações, filmes, vídeos e espectáculos. Os seus trabalhos são hoje em dia apresentados em museus em todo o mundo. Em 1982 a sua vídeo-obra foi apresentada no Centro Pompidou em Paris.

A partir daí concentrou-se no “ambiente natural”, explorando as possibilidades do vídeo e incorporando estruturas tridimensionais. Entre os seus inúmeros trabalhos na área da cenografia e dos figurinos, destacam-se o cenário e os figurinos da ópera A Queda de Ícarus, coreografia de Frederic Flamand e música de Michael Nyman, apresentada na Opéra Nationale “La Monnaie” em Bruxelas (1989) e o cenário do concerto de Luciano Pavarotti no Central Park, Nova Iorque (1993). Em 1998 o Museu Guggenheim de Nova Iorque organizou uma grande retrospectiva das suas mais conhecidas instalações de vídeo.

Em 2000 criou uma catarata electrónica gigante, feita com 16 milhões de cores diferentes, para o novo edifício da Sony em Berlim.

Na Bienal de Veneza de 2001, a cidade dedicou-lhe a exposição Waterfire no Museu Correr, apresentando as suas mais recentes obras sobre a temática da água e do fogo.

Participou na Bienal de Veneza de 2005 com a escultura Mare Verticale, um projecto especial da Bienal e do Ministério de Negócios Estrangeiros Italiano.

ATERBALLETTO

A Companhia Aterballetto é a principal companhia italiana de bailado para a produção e distribuição de espectáculos.

Mauro Bigonzetti é o seu Director Artístico desde 1997. O repertório da Companhia inclui coreografias de Mauro Bigonzetti, Michele Abbondanza, Antonella Bertoni, Itzik Galili, de jovens coreógrafos europeus, assim como de coreógrafos internacionais, como William Forsythe e Jiri Kylian.

Fundada em 1979, a companhia construiu um repertório importante, com obras de Glen Tetley, Alvin Ailey e Lucinda Childs. Detém, igualmente, os direitos de apresentação de grandes produções da história da dança do século XX assinadas por George Balanchine, Kenneth McMillan, Antony Tudor, Josè Limon, Hans Van Manen, Leonide Massine, David Parsons e Maurice Béjart.

Ao longo dos anos, uma série de colaborações com prestigiados coreógrafos, compositores, cenógrafos e figurinistas, consolidaram a qualidade de Aterballetto, contribuindo para a sua reputação como uma das melhores companhias dança italianas.

Composta sobretudo por solistas, todos com elevadíssimo nível técnico e capazes de interpretar papéis extremamente exigentes de vários estilos de dança, Aterballetto é reconhecido nacional e internacionalmente.







João Pombeiro apresenta livro em Aveiro

Amanhã, o jornalista João Pombeiro
vai estar em Aveiro
para falar sobre o seu livro

Pela Boca Morre o Peixe.

Esta iniciativa ocorre pelas 21h00,
na Bertrand do Fórum Aveiro.




Nestes anos de democracia conhecemos vários líderes partidários, primeiros-ministros, presidentes da República, em suma, políticos.

Uns brilhantes, outros menos inspirados, uns arrogantes ou reservados outros coléricos e afirmativos.
Mas, uma coisa é certa, todos nos proporcionaram, nem que por um segundo, um momento de riso, de gargalhada. Porque pela boca, não há dúvida, morre o peixe. Através destas personagens ficámos a saber que a política também se serve fria, quase tão fria como uma vichyssoise, aprendemos que invocar Deus e Cristo tem os seus riscos, que ninguém escapa ao sexo, nem os políticos, dos velhos aos novos, marialvas ou gentlemen, ensinaram-nos a multiplicar e a subtrair, e principalmente ficámos a saber que, quando o verniz estala, quando a «diplomacia» cai como um castelo de cartas, quando os protagonistas não se entendem, a política transforma-se num filme de acção de quinta categoria.


João Pombeiro é editor da Notícias Sábado, suplemento de Sábado do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias.

Nasceu em Évora em Agosto de 1978, mas foi em Lisboa que se licenciou em Comunicação Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

Entre 2000 e 2001, foi jornalista na produtora Companhia de Ideias, tendo transitado em 2002 para a revista Grande Reportagem, onde exerceu o cargo de jornalista até ao ano de 2005.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Portugal Jazz Festival Itinerante de Jazz


Passando ao lado de qualquer superstição, o maior festival itinerante de jazz de Portugal, tem o seu inicio esta sexta-feira 13, no castelo de Penela.
Cinco concertos compõem o cenário musical do “Portugal Jazz – Festival Itinerante de Jazz”, com cinco formações de referência do panorama jazzístico nacional, em cinco cidades acolhedoras deste evento: Penela, Sertã, Silves, Vila Nova de Cerveira e Figueira da Foz. Um indicativo da dinâmica ímpar deste Festival, com concertos, acções didácticas e distribuição da revista “jazz.pt” por todos os participantes, com a certeza de que o jazz pode ser acessível a todos os ouvidos e pode chegar a todas as latitudes.
Mais informações na página WWW.PORTUGALJAZZ.ORG

" Habitar Portugal" em Tavira






Depois de ter passado pela Bienal de Veneza


Exposição “Habitar Portugal”
em Tavira


A exposição itinerante “Habitar Portugal”, uma mostra de obras arquitectónicas construídas entre 2003 e 2005, está patente na Biblioteca Municipal de Tavira, de 14 de Julho a 31 de Agosto.
A exposição é organizada pela Ordem dos Arquitectos, com a parceria institucional do Ministério da Cultura Instituto das Artes, e apresenta 76 projectos de sete regiões, representativos das diferentes linguagens e da multiplicidade de autores da arquitectura portuguesa contemporânea.
A escolha das obras expostas reflecte o panorama da arquitectura do século XXI em Portugal: da pequena à grande intervenção, da habitação unifamiliar ao complexo residencial colectivo, do espaço privado ao público, no qual está incluída a Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, local da exposição.
Depois de ter passado pela Bienal de Veneza e pelo Centro Cultural de Belém, onde foi vista por cerca de 20 mil pessoas, a “Habitar Portugal” percorre, desde Janeiro, espaços culturais de diferentes cidades portuguesas de norte a sul do país.


Exposição “Habitar Portugal”

Biblioteca Municipal de Tavira
14 de Julho a 31 de Agosto
Terça a Sexta das 10h00 às 19h00
Sábado e Segunda-feira das 14h00 às 19h30

Casino Lisboa-exposição de cartoons

Casino Lisboa expõe até Domingo
desenhos premiados do “World Press Cartoon”

O Casino Lisboa acolhe os desenhos satírico/humorísticos premiados no “World Press Cartoon Sintra 2007”, até ao próximo Domingo.
No espaço circundante do Arena Lounge, estão em exibição as 30 obras distinguidas pelo júri do certame.
Em continuação do êxito registado no Casino Estoril, esta exposição promete, agora, suscitar o interesse dos visitantes do Casino Lisboa.
Trata-se de mais uma oportunidade de observar os vários cartoons premiados, designadamente, do sueco Riber Hansson, que evoca o Presidente Russo, Vladimir Putin. Esta obra venceu a 3ª edição “World Press Cartoon Sintra 2007”, recebendo o Grande Prémio e o 1º Prémio na Categoria de Caricatura.
A obra da portuguesa Cristina Sampaio, que obteve o 1º Prémio de Cartoon Editorial, e o trabalho do indonésio Tommy Thomdean, o melhor na categoria de Desenho de Humor, constituem outros pólos de atracção no Casino Lisboa.

Pousada do Castelo de Óbidos- uma das 7 maravilhas de Portugal




Pousada de Óbidos eleita uma das
7 Maravilhas de Portugal



Nobreza, História, Natureza e Harmonia.
Esta é a Pousada do Castelo, em Óbidos.

A Pousada do Castelo, situada no Castelo de Óbidos, foi eleita uma das 7 Maravilhas de Portugal.

Inserida no interior das muralhas do século XII, em 1951 a Pousada de Óbidos foi a primeira Pousada de Portugal a ser construída num edifício histórico e é uma das mais belas jóias da arquitectura portuguesa.

Para os visitantes, a Pousada do Castelo proporciona uma experiência única de viver a História e a beleza natural de Portugal.

Elevada no interior das seculares muralhas que rodeiam a cidade de Óbidos, a Pousada do Castelo possui o estatuto de Monumento Nacional e é, actualmente, o único Monumento eleito ainda habitado.

Na Pousada do Castelo revivem-se os cenários e ambientes históricos.

O edifício, de cunho manuelino, possui nove quartos, entre os quais três suites com decoração medieval nas torres de D. Fernando e de D. Dinis.

A vista que a Pousada do Castelo proporciona é marcada, a oeste, pelo mar e a norte pelo vale verdejante. A gastronomia é também um dos tesouros da Pousada onde se destacam as Vieiras frescas com maçã e agrião e as famosas Trouxas de ovos.

O primitivo Paço, de estilo Manuelino, situado na ala norte do castelo, foi erguido por D. João de Noronha, Conde de Dijon e alcaide da vila, no início do século XVI.

No andar nobre, dominando o Paço, rasgam-se duas janelas Manuelinas e um portal de verga golpeada, ornado de troncos entrançados e rematado pelo escudo régio e pelo brasão dos Noronhas. O paço quinhentista foi criteriosamente recuperado após os efeitos do terramoto de 1755.

Óbidos, vila medieval, é também um importante património histórico, conhecida pelas pequenas casas de paredes brancas com listas azuladas, janelas floridas, ruelas e escadarias de belos empedrados.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Casino Estoril com exposição de Robert de la Cal


“Os Sonhos e as Imagens”
de Robert de la Cal na
Galeria de Arte do Casino Estoril


Robert de la Cal, toda a vida um apaixonado pela pintura, realiza, aos 60 anos, a sua primeira exposição individual na Galeria de Arte do Casino Estoril, a inaugurar no próximo dia 13 de Julho, sexta-feira, às 21,30 horas.
Tendo nascido no Missouri, Estados Unidos, cedo foi viver para Havana com seus pais, a jornalista Martha de la Cal e Benito de la Cal, um cubano de ascendência espanhola. No início dos anos 60 a família deslocou-se para Madrid, onde o jovem Robert estudou pintura e desenho, primeiro na FAE e mais tarde no IADE.
Durante o período da sua estada em Espanha, visitou diversas capitais europeias – Roma, Atenas, Paris, Ankara e outras grandes cidades – tendo como objectivo principal conhecer os grandes museus, conhecimento que lhe proporcionou apreciar as obras de alguns dos mais notáveis mestres da pintura dos países visitados.
Tais visitas avivaram em Robert o seu gosto pela pintura e quando em 1967 se fixou com a família em Lisboa, retomou o estudo do Desenho e da Pintura na ARCO, que frequentou durante quatro anos (1981/1985).
Na exposição que agora irá inaugurar, Robert de la Cal apresenta uma selecção de três dezenas dos seus muitos trabalhos. É a concretização de um sonho de longos anos, razão talvez da escolha para esta exposição do nome de Os sonhos e as imagens, representativas da sua linguagem pictórica, que se divide entre o neofigurativismo, o geometrismo e o expressionismo abstracto, a escrita dominante nas obras de produção mais recente.
Esta exposição ficará patente ao público todos os dias, das 15 às 24 horas, até 25 de Julho.

Rossini no Festival de Sintra

O Barbeiro de Sevilha,
no Palácio Nacional de Queluz,
dias 12, 13 14 de Julho, 21 horas


O Barbeiro de Sevilha, de Gioacchino Rossini, é uma ópera cómica em dois actos.
Esta história divertida com um estilo cómico e inteligente mostra-nos a avidez pela vida que surge no despontar do amor jovem.O Conde Almaviva apaixona-se pela bela Rosina, que é mantida como uma prisioneira pelo seu guardião, o Dr. Bártolo. Almaviva contrata o multifacetado e astuto Fígaro para o ajudar a libertá-la, o que consegue recorrendo a engenhosos truques e divertidos disfarces.
Nesta produção da Op-Companhia de Ópera, a diversão da música de Rossini transparece, realçada pela interpretação carregada de humor, divertindo plateias e encantando o público por todo o país.
De Gioacchino Rossini
Elenco:
Ana Paula Russo Luís Rodrigues Mário João Alves João Merino João Oliveira Ana Luísa Cardoso Jorge MartinsEncenação: Carlos Avilez


Marky Ramone em Corroios




“HEY HO… LET’S GO SUMMER FESTIVAL”

MARKY RAMONE


15 de Julho no Cine-Teatro Corroios

Abertura das Portas : 16 horas


MARKY RAMONE, nasceu em 15 de julho de 1956 em Brooklyn, Nova York, e é precisamente no dia em que comemora o seu 51º aniversário que regressa a Portugal para mais um concerto. Marky foi baterista dos Ramones desde 1978 onde substituiu Tommy.

Além dos Ramones tocou nos The Voivods e nos Dust.

Em 1983 saiu dos Ramones, voltando depois em 1987 onde se manteve até ao final da banda. Já no passado mês de Janeiro, Marky Ramone passou pelos palcos nacionais dando um grande concerto em Lisboa.

O regresso estava previsto para 22 de Julho no festival de Vilar de Mouros, mas o cancelamento desde histórico festival de Verão antecipou a visita de Marky Ramone e da sua banda ao nosso país.
Inserido num festival intitulado "HEY HO... LET’S GO SUMMER FESTIVAL" o regresso de Marky será apadrinhado pelos THE QUEERS, banda Punk/rock Americana fundada em 1982, e pelos portugueses CAPITÃO FANTASMA, MATA-RATOS, DECRETO 77, GRANKAPO e BLESS THE OGGS.

Os bilhetes têm o preço de 19 euros se comprados antecipadamente ou 22 euros se comprados no dia do concerto.

Locais de venda :

Portugal Ultra, Dark Doll, Velvet Touch, Carbono (Amadora e Lisboa), Xaranga e Cine-Teatro Corroios.
Será esta, quem sabe, a ultima oportunidade de ver ao vivo esta lenda do punk no nosso país. Não é permitido perder a actuação de Marky, revisitando os temas históricos dos míticos RAMONES.

António Chainho na Feira de Artesanato do Estoril


ANTÓNIO CHAINHO
actua na 44ª Feira de Artesanato do Estoril
(recinto em frente ao Centro de Congressos do Estoril),
esta 6ª feira, dia 13 de Julho, às 21:30h
acompanhado na viola de fado por Fernando Alvim
e pela voz de Isabel Noronha

Schubert no Centro Comercial de Belém


“SCHUBERTÍADA”

13 de Julho 2007 21H00
Pequeno Auditório
Duração aproximada: 2h com intervalo
Schostakovich-Ensemble (DSCH)
Filipe Pinto-Ribeiro – piano
Tatiana Samouil – violino
Justus Grimm – violoncelo


Programa

I

Franz SCHUBERT (1797-1828)


Sonata para violino e piano em Lá Maior, D. 574
I. Allegro moderato
II. Scherzo: Presto
III. Andantino
IV. Allegro vivace
Franz SCHUBERT (1797-1828)
Sonata “Arpeggione” para violoncelo e piano em Lá menor, D. 821
I. Allegro moderato
II. Adagio
III. Allegretto

II


Franz SCHUBERT (1797-1828)


Trio para piano, violino e violoncelo n.º 2 em Mi bemol Maior, D. 929
I. Allegro
II. Andante com moto
III. Scherzo: Allegro moderato
IV. Allegro moderato
Notas ao Programa
Sonata para violino e piano em Lá Maior, D. 574


Este duo, escrito em 1817, adopta uma estrutura formal já experimentada nas sonatinas para violino e piano, escritas no ano anterior.

O que a distingue das sonatinas é uma maior elaboração e uma maior eloquência e equilíbrio no discurso entre os dois instrumentos. Esta peça permaneceu anónima até 1851, data em que foi baptizada como “Duo” e publicada por Diabelli.
Sonata “Arpeggione” para violoncelo e piano em Lá menor, D. 821
Esta peça, que conserva ainda hoje grande popularidade, foi fruto de um perfeito acaso.

Foi escrita com o objectivo de promover as qualidades do arpeggione, um instrumento derivado da viola da gamba, comparável ao violoncelo (pela forma) e da guitarra (pelas seis cordas). Também designado por guitarra-violoncelo, ou ainda por guitarra de arco, este instrumento, criado em 1823 pelo luthier vienense Johann Georg Staufer, teve uma existência efémera.

Terá sido provavelmente Staufer a encomendar a peça a Schubert, em Novembro de 1824. Vincenz Schuster, virtuoso impulsionador do arpeggione, estreou a peça em sua casa, com o próprio Schubert ao piano.

A primeira edição, que contava ainda com uma transcrição para violino e violoncelo, surgiu apenas em 1871.

Entretanto foram aparecendo transcrições para viola e guitarra, versões orquestrais da parte de piano, entre outras.

Hoje, a peça é geralmente tocada numa versão para violoncelo e piano. Composta por três andamentos, tem um carácter tranquilo, charmoso e improvisado.
Trio n.º 2, em Mi bemol Maior, D. 929
Segundo o manuscrito original pertencente à família Wittgenstein, este trio foi escrito em Viena, em Novembro de 1827.

A sua primeira execução pública decorreu no mês seguinte, na imponente sala vienense Musikverein. Uma segunda execução, organizada pelo próprio compositor, teve lugar na mesma sala em Março de 1828. À semelhança de outras obras deste período, a estruturação formal deste trio foi cuidadosamente trabalhada, estando subjacente a preocupação de assegurar uma unidade temática entre os quatro andamentos.

A partitura foi editada pela Editora Probst, em Leipzig, a qual pagou ao compositor apenas 30 florins, um quarto do valor comercial esperado por uma obra desta envergadura. Schubert viria a morrer ainda antes de ter oportunidade de rever as provas de impressão da partitura.


SCHOSTAKOVICH-ENSEMBLE (DSCH)


“A música de câmara exige do compositor a mais perfeita das técnicas e uma grande profundidade de pensamento. Compor obras de música de câmara é significativamente mais difícil do que compor obras orquestrais…
A pobreza de pensamento na música de câmara é simplesmente insuportável.”
Dmitri Schostakovich

O Schostakovich-Ensemble (DSCH) é um agrupamento de música de câmara criado no ano do centenário do nascimento de Dmitri Schostakovich (2006) com o propósito de divulgar a sua mensagem artística através da interpretação da sua obra de música de câmara e da obra de outros compositores, independentemente do espaço temporal que ocupam na História da Música.
Apresentou-se em concerto em várias capitais europeias como Lisboa, Estocolmo, Tallinn e Moscovo, obtendo o reconhecimento unânime da crítica especializada.
Desde a sua fundação, o Schostakovich-Ensemble (DSCH) contou com a participação dos violinistas Tatiana Samouil, Ludwig Dürichen e José Despujols, dos violetistas Natalia Tchitch e Mateusz Stasto, dos violoncelistas Pavel Gomzkiakov, Vicente Rosas Chuaqui e Justus Grimm, dos pianistas Rosa Maria Barrantes e Filipe Pinto-Ribeiro e dos cantores Zlata Rubinova e Yuri Kissin. O seu repertório é composto pela obra de música de câmara de Dmitri Schostakovich, Franz Schubert, Wolfgang Amadeus Mozart, Maurice Ravel, Johannes Brahms, Fernando Lopes-Graça, Robert Schumann, Ludwig van Beethoven, Sofia Gubaidulina, entre outros.
O Schostakovich-Ensemble (DSCH) tem a direcção artística de Filipe Pinto-Ribeiro.
Qual o significado do criptograma DSCH no nome Schostakovich-Ensemble?
O criptograma DSCH é o famoso motivo musical ré-mi bemol-dó-si utilizado por Schostakovich em várias obras. Trata-se de uma assinatura musical oculta que foi criada a partir das primeiras letras do seu nome e apelido em caracteres latinos que, na língua alemã, correspondem a notas musicais: Dmitri SCHostakovich = D-ré, S (lê-se “e s”) -mi bemol, C-dó e H-si.
Ao interpretar ou ouvir a sua música, pressente-se o enigma irresistível que encerra o seu credo artístico de autenticidade e humanismo. As obras de música de câmara de Schostakovich exigem aos intérpretes um apurado realismo sonoro e profundidade espiritual: este é o objectivo do Schostakovich-Ensemble (DSCH).


TATIANA SAMOUIL – violino


Nasceu em São Petersburgo, numa família de músicos. Aos nove anos estreou-se como solista com a Orquestra Nacional da Moldávia, sob a direcção de seu pai, Alexander Samouil.
Diplomou-se com menção especial do júri no Conservatório Tchaikovski de Moscovo, na classe de Maia Glezarova. Concluiu o mestrado no Conservatório Real de Bruxelas com Igor Oistrakh, onde recebeu o Prémio Especial Maurice Lefrank. Estudou ainda com José Luis Garcia na Escola Superior de Música Rainha Sofia em Madrid.
Foi distinguida com o 1.º Prémio no Concurso Tenuto, o Grand-Prix do Concurso Henri Vieuxtemps, a medalha de ouro no Concurso Mundial de Violino Michael Hill, a medalha de bronze no Concurso Tchaikovski de Moscovo e é ainda laureada do Concurso Jean Sibelius e do Concurso Rainha Elisabeth de Bruxelas.
Tocou como solista com a Orquestra Nacional da Rússia, Orquestra Nacional da Bélgica, Orquestra Sinfónica de São Petersburgo, Orquestra Sinfónica da Holanda, Orquestra Sinfónica do Teatro Colón de Buenos Aires, Orquestra Sinfónica do Teatro La Monnaie, Orquestra da Rádio da Finlândia, Filarmónica de Nijni Novgorod, Filarmónica de Auckland, Orquestra Nacional de Câmara de Toulouse, Deutsches Kammerorchester de Berlim, sob a direcção, entre outros, de G. Varga, B. Engeset, M. Harth-Bedoya, Alexander Rabhari, K. Ono, H. Beissel, A. Anissimov e L. Gorelik.
Tem uma actividade intensa no domínio da música de câmara tocando, entre outros, com Gérard Caussé, Bruno Pasquier, Michaela Martin, Frans Helmersson, Katia e Marielle Labèque, Sonia Wieder-Atherton e Augustin Dumay.
É docente na Chapelle Musicale Reine Elisabeth e no Instituto Superior de Música de Namur. É concertino da Orquestra Sinfónica do Teatro La Monnaie de Bruxelas.


JUSTUS GRIMM – violoncelo


Nascido em Hamburgo, Justus Grimm recebeu aos cinco anos a sua primeira lição de violoncelo de seu pai.
Mais tarde, estudou em Saarbrücken com Ulrich Voss e em Colónia/Estocolmo com Claus Kanngiesser e Frans Helmerson. Participou em masterclasses com Steven Isserlis, Heinrich Schiff, Boris Pergamenschikov e William Pleeth.
Justus Grimm recebeu o primeiro prémio como violoncelista na Escola Superior de Música de Colónia e foi premiado no Concurso de Escolas Superiores de Música na Alemanha.
Em 1999, com o pianista Florian Wiek, ganhou o primeiro prémio no Concurso Nacional “Deutscher Musikrat”, e obteve ainda o primeiro prémio e medalha de ouro no Concurso Internacional “Maria Canals” em Barcelona. Desde então, apresentam-se regularmente em vários festivais pela Europa (Ludwigsburger Festspiele, Festival van Vlaanderen, Grieg Festival na Noruega, Festival Zermatt na Suíça, Festival Mitte Europa).
Desde 1999, é o primeiro Violoncelo Solo da Ópera Nacional de la Monnaie, em Bruxelas.
Justus Grimm teve a sua estreia como solista em 1993 com a Orquestra Filarmónica de Hamburgo. Posteriormente, tem-se apresentado com a Orquestra Filarmónica de Bona, Staatsorchester Rheinische Philharmonie, Orquestra Sinfónica de la Monnaie, Orquestra Filarmónica de Brandenburgo, Orchestra Royal de Wallonie, Orquestra de Câmara da União Europeia, English Chamber Orchestra, em salas de concerto como a Berliner Konzerthaus, Musikhalle Hamburg, Beethovenhalle Bonn, a Cologne Philharmonie e o Palais des Beaux Arts em Bruxelas, em parceria com os músicos Heribert Beissel, Gerard Caussé, Augustin Dumay, Abdel Rahman El Bacha, Kazushi Ono ou Antonio Pappano.
Para além de numerosas apresentações em rádio e televisão (WDR, NDR, SWR, DLF, RTBF, VRT, Musique France…), Justus Grimm gravou um CD com obras de Beethoven, Brahms e Schostakovich para a etiqueta Ars Musici. Para a mesma etiqueta, gravou recentemente um CD com o Trio Wiek, incluindo obras de Weber e Mendelssohn. Desde 2004, Justus Grimm é professor de violoncelo no IMEP, em Namur.


FILIPE PINTO-RIBEIRO – piano


Nasceu no Porto. É doutorado com a máxima classificação pelo Conservatório Tchaikovski de Moscovo, e considerado um dos músicos portugueses mais relevantes da actualidade.
Enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou no Conservatório Tchaikovski de Moscovo sob a orientação de Liudmila Roschina – chefe de cátedra de piano – tendo concluído, com a classificação “Excelente” a todas as disciplinas, o Doutoramento em Interpretação Pianística.
Em Portugal, estudou com Helena de Sá e Costa e graduou-se com Pedro Burmester na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, no Porto.
Recebeu a influência de diversos mestres e participou com frequência em masterclasses internacionais. Foi apreciado e aconselhado por alguns dos maiores nomes do panorama pianístico mundial, incluindo Elisso Virsaladze e Dmitri Bashkirov.
É professor no Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares, em Almada, e na Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Tem orientado frequentemente masterclasses de piano.
O seu CD de estreia, interpretando obras de Modest Mussorgsky, Alexander Scriabin, Dmitri Schostakovich, Claude Debussy e Maurice Ravel, está em segunda edição (Numérica 1118). O CD Berlin Sessions (Numérica 1105), gravado pelo pianista na capital alemã, contendo sonatas de Domenico Scarlatti, Carlos Seixas, Ludwig van Beethoven, Richard Wagner e Serguei Prokofiev, obteve excelente recepção por parte do público e da crítica musical.
Gravou um CD em duo com a pianista Rosa Maria Barrantes incluindo obras de Gabriel Fauré, Eric Satie, Claude Debussy, Francis Poulenc e Maurice Ravel (Numérica 1119).
Desenvolve uma intensa actividade solística e camerística, abrangendo um vasto repertório que se estende do barroco até aos nossos dias.
Fez a estreia em Portugal de obras como os 24 Prelúdios e Fugas, Opus 87 de Dmitri Schostakovich, a chaconne de Sofia Gubaidulina, o Concerto para piano e orquestra, Opus 33 de Antonín Dvorák ou a versão para piano de As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz de Joseph Haydn.
Apresenta-se frequentemente a solo com diversas orquestras, como a Orquestra Filarmónica da Arménia, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Nacional do Porto, sob a direcção, entre outros, dos maestros Marc Tardue, Roman Brogli-Sacher e John Nelson.
É director artístico do Schostakovich-Ensemble (DSCH).
Pianista laureado, tem actuado em algumas das principais cidades da Europa, Ásia e América, vendo o seu pianismo reconhecido como ímpar pela crítica especializada.
Franz Schubert (1797-1828)
Nasceu em Viena. Compositor austríaco, foi buscar a sua inspiração criadora aos seus antecessores imediatos, Mozart e Haydn, que determinaram o seu estilo, reconhecendo na música do seu contemporâneo Beethoven “um ideal inatingível”. Realizou-se plenamente no domínio lírico, especificamente no Lied, género que os seus antecessores ainda não tinham abordado. Entre a abundante produção de Schubert, as sonatas são injustamente negligenciadas, facto que se deve principalmente ao desconhecimento desta parte do repertório schubertiano.
Representa a personalidade contemplativa, viajante solitário com aspirações panteístas. A sua música reflecte essa ânsia de fuga e de lirismo, é prolixa, fértil em prolongamentos e digressões, repetitiva.

Na realidade, a mais bela da sua música é feita de reminiscências de temas inesquecíveis. Ao génio melódico, alia-se o génio modulador do compositor, que oscila incessantemente entre tonalidades maiores e menores, alargando o domínio da tonalidade e definindo as fronteiras da atonalidade.

Em Schubert, a escrita pianística toma as cores da intimidade e da espontaneidade; a sua fantasia transcende as regras, para cantar a ternura ou a melancolia risonha.

João Pedro Pais no Casino Estoril


João Pedro Pais ao vivo
no Casino Estoril


Compositor e intérprete, João Pedro Pais é a principal atracção dos “Grandes Concertos do Casino Estoril”, na próxima Quinta-Feira, às 23 e 30.
De regresso ao Du Arte Lounge, o artista convida o público a revisitar os êxitos mais expressivos do seu repertório.
João Pedro Pais editou, recentemente, “Lado a Lado”, um projecto iniciado, em 2006, com Mafalda Veiga. São vários duetos, que exploram novas sonoridades e unem o universo musical dos dois artistas.
Nos seus concertos, João Pedro Pais recupera, habitualmente, êxitos como “Ninguém é de Ninguém”, “Louco Por Ti”, “Nada de Nada”, “Resto de Tudo”, “Lembra-te de Mim”, “Mentira”, “Mais Que Uma Vez”, “Um Pouco de Ti” ou “Não Há”.
João Pedro Pais é reconhecido pelos arranjos e som de inquestionável qualidade.

Os álbuns “Tudo Bem”, “Segredos”, “Outra Vez” ou “Falar por Sinais” constituem alguns dos momentos mais altos do seu percurso musical.
Após esgotar, no ano passado, o Du Arte Lounge, onde o público, predominantemente jovem, se rendeu à sua melhor música, João Pedro Pais regressa aos “Grandes Concertos do Casino Estoril” para outra actuação inspirada nos seus registos mais românticos.
Presença obrigatória no Du Arte Lounge, João Pedro Pais sublinha que este ciclo de concertos, “constitui um contributo muito importante na divulgação da música nacional, nomeadamente pela forma como tem convidado músicos portugueses para actuarem no seu palco”.
A animação no Du Arte Lounge será assegurada, a partir das 21 horas, com a participação de vários agrupamentos residentes.

Recorde-se que, por imperativo legal, o acesso aos espaços do Casino Estoril é reservado a maiores de 18 anos.

Começou a competição em Vila do Conde

O terceiro dia do Festival de Curtas de Vila do Conde contou com um pequeno incidente numa das principais sessões, a das 21.30h.