sexta-feira, 4 de maio de 2007

Crazy Horse prolongado até final de Maio


Estreado em Abril, o “Crazy Horse” tem vindo a esgotar sistematicamente o Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, confirmando a sua reputação de espectáculo esteticamente invulgar, elevando o nu a um estatuto de Arte.
Por isso, o Casino Lisboa decidiu prolongar o ciclo de representações ao longo deste mês.
A partir do carismático “God Save our Bareskin” que inicia, desde 1962, o “Crazy Horse” em Paris, sucedem-se mais de uma dezena de quadros que privilegiam a beleza feminina, como “Good Girl”, “Chair Me Up”, “Chain Bang”, “Lola”, “Adagio” ou “Lay, Laser, Lay”.

Com uma excelente plasticidade, o elenco exibe sensuais movimentos de dança, ao ritmo de diferentes sonoridades. Ao longo de hora e meia, as 12 bailarinas interpretam várias personagens a solo, em dueto ou em grupo.

No intuito de preservar as respectivas identidades, Lady Pousse-Pousse, Becky Pimlico ou Alexia Phocea são, apenas, alguns dos nomes que as jovens adoptam em palco, assumindo, em exclusivo, um determinado papel.

O verdadeiro guarda-roupa consiste num intenso jogo de luzes, que “veste” de várias cores os corpos femininos, combinando, ainda, com atraentes acessórios, como as plumas ou as lantejoulas. Com efeito, “Crazy Horse” distingue-se, também, pela importante componente audiovisual, conciliando o lado poético do conceito de “belo” com a projecção de imagens de pura sensualidade.

Da autoria de Alain Bernardin, “Crazy Horse” concretiza o ideal da beleza feminina de hoje, actualizando este conceito de acordo com os modelos ditados pelos criadores de sectores tão variados como a moda, os audiovisuais, o cinema e a publicidade. Os seus espectáculos evoluíram da sucessão de quadros musicais, cómicos e striptease para o visual intimista, pleno de charme e de efeitos visuais que definem a verdadeira Arte do Nu.

O Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa exibe “Crazy Horse” às Terças, Quartas, Quintas-Feiras e Domingos, pelas 22 horas, enquanto às Sextas-Feiras e aos Sábados estão agendadas duas sessões, respectivamente, para as 20 e 30 e, posteriormente, às 23 e 30.

Bilhetes à venda:
Casino Lisboa, Lojas FNAC, Agências Abreu e em Ticketline
Informações e reservas através do telefone: 707 234 234
Preço dos bilhetes: de 30€ a 40€.

Malador em estreia absoluta no Theatro Circo

MALDOROR
por
MÃO MORTA

11 e 12 de Maio
Theatro Circo – Braga

A partir de “Os Cantos de Maldoror”, a obra-prima literária que Isidore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont, deu à estampa nos finais do séc. XIX, os Mão Morta, com os dedos de alguns cúmplices, estruturaram um espectáculo singular onde a música brinca com o teatro, o vídeo e a declamação.
Aí se sucedem as vozes do herói Maldoror e do narrador Lautréamont, algumas imagens privilegiadas das muitas que povoam o livro, sem necessidade de um epílogo ou de uma linearidade narrativa, ao ritmo da fantasia infantil – o palco é o quarto de brinquedos, o espaço onde a criança brinca, onde cria e encarna personagens e histórias dando livre curso à imaginação.

Em similitude com a técnica narrativa presente nos Cantos, a criança mistura em si as vozes de autor, narrador e personagem, criando, interpretando e fazendo interpretar aos brinquedos/artefactos que manipula as visões e as histórias retiradas das páginas de Isidore Ducasse, dando-lhes tridimensionalidade e visibilidade plástica. O espectáculo é constituído pelo conjunto desses quadros/excertos, que se sucedem como canções mas encadeados uns nos outros, recorrendo à manipulação vídeo e à representação.

Como um mergulho no mundo terrível de Maldoror, povoado de caudas de peixe voadoras, de polvos alados, de homens com cabeça de pelicano, de cisnes carregando bigornas, de acoplamentos horrorosos, de naufrágios, de violações, de combates sem tréguas… Sai-se deste mundo por uma intervenção exterior, como quem acorda no meio de um pesadelo, como a criança que é chamada para o jantar a meio da brincadeira – sem epílogo, sem conclusão, sem continuação!

INTERVENIENTES
Texto Original: Isidore Ducasse dito Conde de Lautréamont;
Selecção, Versão Portuguesa e Adaptação: Adolfo Luxúria Canibal;
Música: Miguel Pedro, Vasco Vaz, António Rafael e Mão Morta;
Encenação: António Durães;
Cenografia: Pedro Tudela;
Figurinos: Cláudia Ribeiro;
Vídeo: Nuno Tudela;
Desenho de Luz: Manuel Antunes;
Interpretação: Mão Morta (Adolfo Luxúria Canibal – voz / Miguel Pedro – electrónica e bateria / António Rafael – teclados e xilofone / Sapo – guitarra / Vasco Vaz – guitarra e xilofone / Joana Longobardi – baixo e contrabaixo);
Produção: Theatro Circo e IMETUA – Cooperativa Cultural







Se não mora em Braga, pode reservar os bilhetes da seguinte forma:
* telefona para o Theatro Circo a reservar bilhetes (253 203 800)
* o pagamento dos bilhetes deverá ser feito através de transferência bancária
* deverá confirmar esse pagamento num prazo de 48 horas, enviando o comprovativo do multibanco por email (reservas@theatrocirco.com ) ou por fax (253 262 403)
* no dia do espectáculo, dirige-se com esse email ou fax à bilheteira e levanta os bilhetes


Conheça melhor este espectáculo através do video promocional que se encontra disponível no You Tube
http://www.youtube.com/watch?v=MN6xPLYMy4o

quinta-feira, 3 de maio de 2007

PLÁCIDO CANTOU ...ENFIM

Plácido Domingo cantou , ontem, no Pavilhão Atlântico e encantou.

Plácido tinha de compensar o público português da desilusão do dia 21.
E conseguiu-o realmente!
Entrou em palco, pouco passava das 21,30, e de imediato nos brindou com uma belíssima área francesa.
O catarro estava bem longe da sua voz extraordinária!
Seguiram-se Wagner, Puccini, Massenet.
Por vezes fez-se acompanhar por Virgínia Tola, uma soprano estupenda, que tanto a solo como em dueto se revelou dona de uma voz melodiosa, de timbre suave, firme.
Assistimos a uma encenação magnífica, aligeirando o espectáculo, e tornando-o ainda mais bonito e agradável.
Também a Brodway entrou no Palácio Atlântico, através de " Some Enchanted Evening", que redobrou o encanto da sessão.
Mas Plácido Domingo queria ficar no coração dos portugueses. E para tal que melhor opção senão cantar o Fado?!
E foi assim que Plácido Domingo conquistou definitivamente os seus admiradores e não só.
Com a modéstia que lhe é peculiar, e desculpando-se pelo seu mau português, cantou " Foi Deus" ,com tal emoção que, ao terminar ,a sala se levantou em peso num aplauso único.
Emocionado e contente com o acolhimento da sua surpresa não hesitou em cantar mais dois Fados, de estilos diferentes : " Lisboa ", e " Coimbra ".
O público visivelmente emocionado, e disso podemos falar porque estávamos presentes, ovacionou demoradamente e de pé esta " ousadia" de um tenor que se atreveu a invadir a nossa esfera musical.
Foi soberbo!
Para terminar, Plácido cantou " GRANADA ", uma canção que lhe é tão cara e que na sua voz é ainda mais brilhante!
O público, totalmente rendido à sua voz portentosa, bela, magnífica não deixava de aplaudir e de o tentar manter em palco.
Mas Plácido, agradecido e contente, pega no braço da primeira violoncelo e começa a abandonar o palco seguido por todos os outros elementos da orquestra.
E foi assim que fomos obrigados a deixar o Pavilhão Atlântico, esperando um novo concerto deste artista magnífico.

Uma sugestão à Organização: este espaço não é o melhor para espectáculos deste género.
Temos mais salas com capacidade e acústica para ouvir e apreciar os líricos que nos queiram visitar.

9º Festival do Clube dos Criativos de Portugal

Havana Way em Maio no Casino Estoril

Havana Way no

Du Arte Lounge

do Casino Estoril


Com sugestivas noites de música ao vivo, o Casino Estoril recebe, na próxima Sexta-Feira, os Havana Way, que iniciam, assim, um ciclo de actuações durante o mês de Maio.

No acolhedor espaço do Du Arte Lounge, a banda, de origem cubana, inspira-se nos ritmos latinos do merengue, salsa, cumbias, boleros, chá-chá-chá, mambo, són e bachatas.

Os Havana Way constituem, assim, a principal novidade de um diversificado programa de animação protagonizado, também, por Sylvie C., Dora Quarteto, Karma, Garden Quarteto, Beladona Quartet, e Pedro Malagueta acompanhado pela Orquestra do Casino Estoril.

Concebido pelo pianista Victor Zamora, este conjunto convida o público a reviver as contagiantes sonoridades da música cubana.

Trata-se de um quinteto formado, ainda, pelo vocalista Yaniel Martinez, Hector Marquez em Timbales, Dany Machado, no contrabaixo, Fredy Roldan, nas Percussões.

Presença obrigatória nos festivais de música cubana, esta banda já efectuou diversas actuações na Europa, nomeadamente, em Espanha e em França.

Os Havana Way distinguem-se pela inesgotável criatividade de Victor Zamora, que propõe, ainda, a fusão do jazz com os ritmos latinos.


Os Havana Way actuam todas as Sextas-Feiras e Sábados:
Sextas-Feiras: 23.30 - 00.30; 01.30 - 02.30
Sábados: 23.00 - 00.00; 01.00 - 02.00

A animação do Du Arte Lounge, sugere, ainda, entre as 21h e as 2.30h:
- Segunda – Beladona Quartet
- Segunda, Quinta e Domingo - Orquestra Casino
- De Terça a Sábado - Orquestra Casino acompanha o intérprete Pedro Malagueta
- De Terça a Domingo - Garden Quarteto
- Segunda a Sábado - Sylvie C.
- Quarta, Quinta, Sábado e Domingo - Dora Quarteto
- Domingo a Quarta e Sexta - Karma

Recital de Guitarra no Franco Português

Temporada Miso Music Portugal

em residência no IFP

Recital de Pedro Rodrigues para guitarra e electrónica, com obras em estreia absoluta de Jaime Reis e Andre Bartetzki, e ainda peças de Isabel Soveral, Nuccio d'Angelo e Leo Brouwer.


4 de Maio às 21h30
Preço dos bilhetes 5€


Institut Franco-Portugais
Avenida Luís Bívar, 91
Tel: 21 311 14 00

Cello Samba Trio em Portugal

Cello Samba Trio ao vivo
6 de Maio 22h00
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, Moita


Entre os muitos estilos musicais do Brasil, o samba é aquele que melhor representa a vasta diversidade do país.

Depois do grande compositor Villa Lobos, o violoncelo tornou se um ícone musical no Brasil. O seu tom melodioso e romântico, a sua flexibilidade entre a poesia pura e uma articulação “funky”, fez deste instrumento europeu assumisse uma identidade brasileira. O violoncelo foi e é amado por grandes compositores brasileiros como António Carlos Jobim, Egberto Gismonti, Caetano Veloso e Wagner Tiso, entre outros.

O violoncelista, compositor, arranjador e produtor Jaques Morelenbaum, junta todas estas funções e traz-nos uma fantástica panorâmica sobre o desenvolvimento do samba, desde as suas raízes até aos nossos tempos.

Noel Rosa, Ari Barroso, Dorival Caymi, António Carlos Jobim, João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil; Carlinhos Brown e Davi Moraes, eis alguns dos nomes que compõe esta visita.

Jaques Morelenbaum, internacionalmente conhecido especialmente pelo seu trabalho com Caetano Veloso e Sakamoto, goza de um enorme prestigio no nosso país, tendo colaborado com Mariza, Ala dos Namorados e GNR, entre outros.

Neste espectáculo, Jaques Morelenbaum e o seu cello apresentam a história e as estórias do samba. A seu lado dois músicos enormes talentos: Lula Galvão (guitarra), e Rafael Barata (percussão). Cello Samba Trio.

Preço do Bilhete - € 15,00;
Locais de Venda - Bilheteira do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo – Baixa da banheira Telefone de Reservas e Informações - 210888900

Raquel Tavares actua em Lisboa

HISTÓRIA DE UMA CANTADEIRA
Raquel Tavares em concerto


Sala Principal do Teatro da Trindade
Sábado, 5 MAIO 21h30



Se fado quer dizer destino; então que se fale de Raquel Tavares.
Sente-se na voz, na atitude, na expressão e acima de tudo na coragem que tem em assumir-se como “Uma Fadista”.

Tudo isto não pode ser por acaso, nem pelo facto de se falar de uma artista com um enorme talento para representar. Nenhuma grande actriz poderia assumir tão bem este papel…

Alem da versatilidade, Raquel Tavares tem o talento de recriar aquilo que poderia ser um “Fado Balada” ou um “Fado Canção”, num grande fado dos nossos tempos, como nos temas “Noite”, “Querer Cantar”, “Por Momentos” ou “Trazes pedaços de mim”.

Dando-lhes assim a sua interpretação de forma tão carismática.

Existe ao redor da artista um “íman” que atrai a criação de todos os que a rodeiam, desde o disco ao espectáculo que se foi criando por si só, na inspiração daquilo que é o personagem principal e ao mesmo tempo a “musa” deste projecto.

Tinha de ser mesmo assim.

Não se poderia abordar outro tema, senão a “História de uma Cantadeira”.

A história de Raquel Tavares.
Inevitavelmente “O Seu Destino”, aquilo que ela nunca poderia deixar de ser.


Ficha Técnica
Voz: Raquel Tavares
Guitarra Portuguesa: Bernardo Couto
Guitarra Clássica: Diogo Clemente
Baixo: Fernando Araújo
Direcção Musical: Diogo Clemente
Stylist: Carlos Gonçalves
Fotografia: Steve Stoer
Direcção técnica e concepção do espectáculo: Hélder Moutinho
Produção: HM Música

Mariza actua no Algarve


Mariza, actualmente uma das vozes mais emblemáticas da música portuguesa, regressa ao palco dos Casinos do Algarve para dois grandes espectáculos: dia 4 de Maio no Hotel Algarve Casino e dia 5 de Maio no Casino de Vilamoura.

De origem moçambicana, viveu e cresceu na Mouraria, local representativo das influências da sua música e onde ouviu os primeiros fadistas - uns anónimos outros como Fernando Maurício, Amália Rodrigues e Carlos do Carmo, os quais viriam a ser homenageados no seu álbum, “Transparente”.

A fadista tem cantado e encantado com o seu talento.

Por onde passa há plateias esgotadas e críticas resplandecentes.

“Um virar de uma página”, segunda a diva, é a expressão que caracteriza o seu mais recente trabalho, que interpreta com paixão por cantar as palavras dos poetas, um trabalho revelador da própria fadista e que conduz o público à descoberta da sua verdadeira essência.

Ao longo da sua breve mas enriquecida carreira, a artista além de ter recebido enúmeras distinções, teve ainda a oportunidade de actuar em alguns dos mais importantes palcos de todo o mundo, como o Carnegie Hall, o Opera House em Sydney, o Théatre Albeniz em Madrid, ou o Centro Cultural de Belém.

Desta forma, os Casinos do Algarve apresentam o talento e a presença esperada por uma grande legião de fãs.


Jantar concerto - 60,00 (Sessenta) euros por pessoa

Informações e Reservas:
Casino de Vilamoura
Tel. 289 310 000
Fax: 289 310 099

Irmãos Catita no Maxime

Os Irmãos Catita, que este ano ainda só compareceram por duas vezes em Lisboa – nos intervalos das gravações do seu terceiro disco “Budha-se!”, que decorrem em Katmandu – vão dar aos seus seguidores (e são pelo menos três!) o prazer de mais um espectáculo na cidade de Santana Lopes e Carmona Rodrigues.

Eia! Viva a primavera! Consultados os astros, os búzios, as cascas de tremoço, e a linha telefónica de tarot da Maya, ficou decicido que não há melhor data para este espectáculo.

Será no sábado 5 de Maio do ano da graça de 2007!

As cascas de tremoço não mentem! Irmãos Catita ao palco! Atracção especial neste espectáculo é a presença do mágico, magnético e badalado (e canhoto!) baixista Gimba, que irá substituir o seu substituto, ausente em Katmandu.
É uma oportunidade única para ver ao vivo as canções de Mundo Catita (o disco anterior a “Budha-se!”) executadas com rigor pelo seu line up original! Isto com búzios e tremoços (e uma imperialzinha!) nunca falha!!


Sábado 5 maio 07 - abertura de portas às 22h .

Início do concerto às 23h30 .

Cabaret Maxime - Pç. alegria, 58.

Reserva de mesas tel. 213467090

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Martinho Dias leva "Corpo Novo" ao Porto


“Preciso mesmo de tirar esta barriga nojenta que tenho.

Estou farta de me ver ao espelho e vê-la ainda mais saliente.
O chá não ajudou muito.
Hoje vou tomar outra vez.
Ainda parece que sinto em mim a porcaria das bolachas que comi ontem.

E ainda por cima, hoje comi mais.” A.L.


Naomi Wolf, feminista norte-americana, no seu livro ‘O Mito da Beleza’, fala da donzela de ferro, um instrumento de tortura da Alemanha medieval.

Era uma espécie de sarcófago com as formas de uma jovem bela e sorridente, e em cujo interior as vítimas, gordas ou magras, altas ou baixas, eram encerradas lentamente para que morressem de inanição ou fossem perfuradas por ferros pontiagudos.
Delicadamente, esse papel cabe hoje aos mass media, à indústria da moda e dos cosméticos.

Por sua vez, a cirurgia estética, tornou-se na solução para libertar homens e mulheres da opressão de estar fora dos padrões transformando o corpo que se encontra fora
do padrão num corpo da moda.

É o corpo-imagem e corpo-mensagem que se apresenta ao espelho da sociedade no palco das visibilidades.

A preocupação com a preservação da beleza e da juventude é legítima e tão antiga quanto a humanidade, porém, o culto da beleza contemporânea não aceita mais a fatalidade das rugas, flacidez ou envelhecimento e transformou-as numa obsessão.


CORPO NOVO é uma série de obras que têm como ponto de partida a beleza padronizada, o glamour, o culto das passerelles, a perfeição/imperfeição, a beleza que se mostra e a beleza que se oculta.
Para algumas destas obras convidei diferentes pessoas a darem o seu contributo, em forma de texto, manifestando as suas visões pessoais acerca da ‘beleza feminina’, do envelhecimento e da ‘máscara’.
Todas as respostas estão literalmente incluídas na pintura, sem, contudo, se fundirem e explicarem.
O texto torna-se também ele num corpo, eventualmente o corpo do seu autor.


Martinho Dias, Abril 2007


Depois de Lisboa, onde Martinho Dias expôs com grande sucesso e prestígio, chega a vez do Porto.

O pintor inaugurará a exposição "Corpo Novo", no próximo dia 4 de Maio pelas 21.30h, no Espaço Servantes.

A exposição de pintura poderá ser vista até dia 30 de Junho.

Matrioshka Sketch Comedy no S. Luiz


CICLO NOVOS VEZES NOVE
NOVOS HUMORISTAS

MATRIOSHKA
Um espectáculo dos Alcómicos Anónimos


Jardim de Inverno
3, 4 e 5 de Maio
Às 23h30


E se cinco humoristas se sentassem à mesa para escrever uma peça de sketches e stand-up comedy?
Não, isso já foi feito. E se tiver sido feito por esses mesmos humoristas? Ah, então assim está bem, mas já não é novidade! É, porque desta vez decidiram mostrar ao público o processo de criação da própria peça. E isso tem piada? Não, mas todos precisamos de comer.

Depois de Terapias de Grupo, os Alcómicos Anónimos apresentam Matrioshka, um espectáculo de comédia que incide nos sketches e intervenções de stand-up. A loja onde pode adquirir um avô novo, a marca de leite favorita dos nerds portugueses, a lenda da “linha” entre dois homens e o Rei do Karaoke. Estes e outros temas podem ser encontrados nesta peça, onde a falta de cenário é compensada por uma mesa e cinco cadeiras em pinho de fino design.

Alcómicos Anónimos
Alexandre Romão
João Miranda
Rui Sinel de Cordes
Salvador Martinha
Zé Beirão

Preço único 5 € Para Reservas : 21 325 76 50 / bilheteira.teatrosaoluiz@egeac.pt
Horário da Bilheteira: todos os dias, das 13h00 às 20h00.

Bill Jones com Arnie Zane Dance Company

BILL T. JONES/ARNIE ZANE DANCE COMPANY
BLIND DATE (2005)
4 e 5 Maio 21h00 Grande Auditório CCB

Bill T. Jones, um dos maiores expoentes da dança contemporânea e uma das vozes mais acutilantes das questões actuais, regressa aos temas morais e políticos com um novo trabalho sobre valores e multiculturalidade.

Nas mãos do coreógrafo Bill T. Jones (1952), a dança torna-se um instrumento extraordinário para sondar as grandes questões da vida e viajar em direcção à compreensão. Neste novo trabalho de uma noite, Blind Date explora temas como o patriotismo, a honra, o sacrifício e o trabalho dedicado a uma causa maior que nós próprios – valores quase perdidos no mundo moderno.

Dotados de uma técnica invulgar, os dez bailarinos desta companhia multicultural – que em breve completa 25 anos e que inclui bailarinos da Turquia, China e México – contam histórias pessoais e movimentam-se num cenário sensorial de cores primárias, imagens de vídeo e influências musicais provenientes de todo o mundo. Como num “blind date” (encontro às cegas), sabedoria e eloquência encontram um fundamentalismo embrutecido nesta explosiva meditação sobre forças e crenças opostas.

O resultado é uma experiência de dança/teatro multifacetada, que “ao combinar preocupações políticas e morais com ingenuidade coreográfica, e aptidão teatral”, é “ao mesmo tempo comovente, sexy, divertido, profundo e triste”.


BLIND DATE (2005)
Coreografia e Direcção: Bill T. Jones
Texto Original: Bill T. Jones e A Companhia
Música Original e Arranjos: Daniel Bernard Roumain (DBR)
Música Interpretada por: Akim “Funk” Buddha (voz de garganta, voz, percussão); Neel Murgai (cítara, daf, voz); Amie Weiss (violino); and DBR (laptop, violino, piano)
Johann Sebastian Bach Sonata para Violino N.º 1 Em Sol menor, BWV 1001: Fuga e Adagio
Mrs. McGrath 1815 Canções tradicionais do folclore irlandês
Security texto de Otis Redding, interpretado por Shaneeka Harrell
Step In the Name of Love de R. Kelly
Cenografia: Bjorn G. Amelan
Desenho de Vídeo: Peter Nigrini
Desenho de Luz: Robert Wierzel
Figurinos: Liz Prince
Software de Controlo de Vídeo criado por Peter Nigrini e Matthew Ostrowski
Intérpretes: Bill T. Jones, Andrea Smith e A Companhia

A Companhia
Asli Bulbul, Leah Cox, Maija Garcia, Shaneeka Harrell, Shayla-Vie Jenkins,
Wen-Chung Lin, Erick Montes, Charles Scott, Donald C. Shorter, Jr., &
Stuart Singer e Andrea Smith

Direcção Musical: Daniel Bernard Roumain (DBR)
Músicos: Akim “Funk” Buddha, Neel Murgai e Amie Weiss

Nabucco no Coliseu de Lisboa


Dias 04 e 05 de Maio em Lisboa
Solistas, coro e orquestra
130 Artistas
Espectacular cenografia e vestuário

NABUCCO, é uma ópera em quatro actos com música de Giuseppe Verdi e libreto de Temistocle Solera, baseada no Antigo Testamento e na obra Nabuchodonosor de Francis Cornue e Anicète Bourgeois.

Foi estreada em 09 de Março de 1842 na La Scala de Milão, foi composta num período particularmente difícil da vida do compositor.

A sua esposa e os dois pequenos filhos tinham falecido pouco tempo antes e Verdi tinha decidido não voltar a compor.

O libreto de Nabucco chegou às suas mãos muito por casualidade.



Primeiro Acto: "Jerusalém"
Os judeus oram diante templo de Salomão. O sumo-sacerdote Zacarias entra com Ana, sua irmã, e Fenena, filha de Nabucco, tida como refém pelos judeus. Zacarias avisa ao povo que Javé não vai abandonar o povo judeu. Ismael, chefe militar e sobrinho do rei de Jerusalém, entra com seus soldados e avisa de que Nabucco destrói tudo.
Zacarias espera que haja um milagre e entrega Fenena a Ismael para que ela tenha sua segurança garantida. Ambos são amantes, e conheceram-se na Babilónia. Abigail, a outra filha de Nabucco -que também é apaixonada por Ismael - entra comandando um exército de assírios para ocupar o templo. Os assírios estão vestidos como judeus. Abigail chantageia Ismael, dizendo que ela salvará seu povo caso ele lhe retribua o amor, mas Ismael não aceita.
Reaparecem os judeus, assustados com a reaproximação de Nabucco, que é enfrentado por Zacarias, que o denuncia por blasfémia e ameaça executar Fenena. Esta é entregue a Nabucco por Ismael, que é reprimido pelos judeus. Nabucco manda incendiar o templo.

Segundo Acto: "O Blasfemo"
Palácio de Nabucco, na Babilónia. Abigail acha um pergaminho no qual é dito que ela é filha de escravos, e não de Nabucco. Jura vingança a ele e a Fenena, enquanto se lembra de Ismael e acha que poderia ter salvado sua vida. Entra o Sumo Sacerdote e avisa que Fenena mandou libertar os prisioneiros judeus, e que, devido à traição, Abigail será nomeada herdeira do trono, em vez de Fenena.


Noutro local, Zacarias ora e tenta convencer os assírios a esquecerem seus ídolos. Fenena entra nos seus aposentos , e este tenta converte-la. Os levitas entram e encontram Ismael, que fora expulso. Zacarias perdoa-lhe, por este ter salvado um judeu - Fenena, agora convertida. Abdalo, conselheiro do palácio, entra e avisa Fenena sobre os boatos referentes à morte de Nabucco, e que sua vida encontra-se em perigo.
Entra o Sumo Sacerdote e proclama a regência de Abigail. É anunciada a sentença de morte aos judeus. Fenena se recusa a entregar o cetro a Abigail. Inesperadamente, entra Nabucco, toma a coroa e a coloca em suas cabeças. Nabucco diz que derrotou Baal e Javé, e por isso mesmo não é rei. É Deus. Nesse instante, cai um raio na cabeça de Nabucco, que fica louco. Abigail recupera a coroa.

Terceiro Acto: "A Profecia"
Jardins Suspensos da Babilónia.

Abigail é proclamada regente e é instigada a condenar à morte os judeus, mas, antes disso, Nabucco entra atordoado. Abigail explica que está na função de regente porque o rei está impedido de reinar, e entrega-lhe a ordem de execução aos judeus, esperando que ele decrete a morte de Fenena - agora, convertida ao judaísmo. Nabucco assina, mas pergunta sobre o que vai acontecer a Fenena, e Abigail avisa que ela também vai morrer, junto com os outros judeus. Nabucco tenta mostrar o documento a Abigail dizendo que ela é uma impostora, mas ela já o tem nas mãos e rasga-o em pedaços. Nabucco chama os guardas, mas não é atendido. Sem mais alternativas, suplica clemência a Abigail, que permanece irredutível.
Enquanto isso, os judeus permanecem descansando do trabalho escravo, diante das margens do Eufrates, e relembram sua pátria perdida. Zacarias anuncia que eles estarão livres do cativeiro em breve, e Javé os ajudará a derrotar a Babilónia.

Quarto Acto: "O ídolo destruído"
Nabucco está nos seus aposentos e ouve o grito por Fenena. Ao olhar para a janela, vê que Fenena está sendo executada. Ao tentar abrir a porta, dá-se conta de que é prisioneiro. Neste momento, Nabucco implora perdão a Javé, pedindo-lhe conversão, assim como ao seu povo. Ao recuperar a razão, entra Abdalo se certifica de que Nabucco é novamente ele próprio, e já está com todas as suas faculdades recuperadas. E tenta recuperar o trono.
Os carrascos preparam a execução de Zacarias e do seu povo. Fenena é aclamada como mártir, e na sua última prece, pede a Javé que a receba no céu. Nabucco acaba com a escravidão dos judeus e anuncia que ele próprio é um deles. A estátua de Baal e destruída e Abigail suicida-se, implorando a Ismael que se una novamente a Fenena. O povo reconhece o milagre, e direcciona louvores a Javé.




A composição empreendida, quase “puxada a ferros”, deu como resultado uma obra que cativou toda Itália.


Na estreia, o papel de Abigail foi interpretado por Giuseppina Strepponi, que se converteria em companheira sentimental e logo esposa de Verdi.



Esta ópera foi o primeiro êxito importante do compositor e com ele iniciam-se os chamados anos de galera, nos quais compôs a um ritmo frenético, produzindo dezassete óperas em doze anos.




O êxito deve-se em parte às qualidades musicais da obra e em parte à associação que fazia o público entre a história do povo israelita e as ambições nacionalista da época.


Um dos símbolos que utilizou, e provavelmente continua utilizando o povo, para reforçar o ideal independentista foi o coro Va pensiero, do terceiro acto.


Este coro de escravos hebreus é, sem dúvida, o número mais popular da ópera.
Na sua época, os italianos assimilaram-no como um canto contra a opressão estrangeira em que viviam.


O êxito da ópera perdura até aos dias de hoje.


É gravada e apresentada nos teatros de ópera com certa frequência.

STATE OPERA OF BULGÁRIA

A companhia State Ópera Of Bulgária contou desde a sua formação em 2001, com os corpos estáveis das óperas estatais búlgaras (Sofia, Plovdiv, Varna, Stara Zagora, Burgas), orquestras e coros de longa tradição e sólida formação musical aos que se juntaram solistas do país e um importante aporte de cantores estrangeiros, geralmente oriundos de outros países da Europa Central, com os que se tem vindo configurando papéis internacionais em todas as suas produções.




Até ao momento, a State Ópera Of Bulgária apresentou-se sempre com os grandes títulos do repertório, fundamentalmente verdiano (Nabucco, Rigoletto, Trovatore, Aida, Otello), com outros de igual preferência popular (Lucía dí Lammermoor, Tosca).



Os acordos consolidados com empresários europeus e norte americanos permitiram centrar a actividade de State Ópera Of Bulgária nas suas tournées internacionais.


Desde a sua criação actua regularmente na Suiça, Alemanha, Holanda, França, Espanha, Portugal e EUA.

Teatro de Marionetas no Museu da Marioneta

Espectáculo de Marionetas
“Agakuke e o Pescador Curandeiro”
Museu da Marioneta
LUA CHEIA – Teatro para Todos, em co-produção com o Museu da Marioneta, apresenta “Agakuke e o Pescador Curandeiro”, o 4º espectáculo de marionetas do ciclo “Agakuke o Inuit” que estreia, no Museu da Marioneta em Lisboa, a 4 de Maio e estará em cena até ao dia 1 de Junho.



Um conto da Micronésia onde a coragem, o mistério e o medo se cruzam.

Agakuke, o Inuit recorda a história de um pescador de uma pequena ilha do arquipélago da Micronésia que todos os dias, antes de ir pescar, se surpreende com o estado do seu barco. Tendo a coragem como única arma, o pescador decide resolver o mistério que o atormenta diariamente, mas aguarda-o um encontro inesperado e assustador.

Nos confins do Oceano Pacífico, espíritos, fantasmas e chamãs juntam-se para oferecer a imortalidade aos habitantes das ilhas.


Serão eles merecedores de tal dádiva?

Espectáculo “Agakuke e o Pescador Curandeiro”:



Horários:
3ª, 5ª e 6ªfeira às 10h30


4ªf às 10h30 e 14h30


sábado às 16h


domingo às 11h30


Bilhetes:


2€ (escolas)


4€ (crianças)


5€ (adultos durante a semana)


6€ (adultos ao fim-de-semana)



Reservas:


Tel: 214 430 591


Fax: 210 093 444


Telm: 966 046 448




Nota: Durante a semana é necessária reserva antecipada

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Exposiçao em V.N.de Famalicao




Revolta Académica de 1907 em exposição no Museu Bernardino Machado

No dia 25 de Abril, em que se celebra o 33.º aniversário da Revolução dos Cravos, que trouxe a liberdade, a democracia e o pluralismo de ideias ao povo português, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão através do Museu Bernardino Machado, inaugura, pelas 18h00, a exposição nacional dedicada ao “Centenário da Revolta Académica de 1907”.


A mostra, que estará patente até dia 2 de Setembro, é constituída por documentos do fundo particular de Bernardino Machado e do Arquivo da Universidade de Coimbra, e ainda um conjunto interessante de fotografias, caricaturas e recortes de imprensa, seleccionados em periódicos da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, de Vila Nova de Famalicão, da Biblioteca Pública Municipal do Porto e da Biblioteca Pública de Braga.


A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira das 10h00 às 17h30 e aos fins-de-semana das 14h30 às 17h30.
A reprovação de José Eugénio Ferreira, licenciado em Direito, nas provas de doutoramento, em Fevereiro de 1907, esteve na origem do protesto da Academia de Coimbra que, rapidamente, evoluiu para um movimento estudantil de dimensão nacional.


A greve nos estabelecimentos de ensino superior e liceus de norte a sul do país, a seguir à condenação pelo Conselho dos Decanos de um grupo de estudantes, considerados os mentores e instigadores da revolta académica, conduziu à intervenção de destacadas personalidades políticas e a uma forte contestação ao governo de João Franco.
Bernardino Machado, na época professor catedrático da Universidade de Coimbra, solidarizou-se com os estudantes, apoiando as reivindicações de reforma do ensino e abolição do foro académico.


A exoneração do cargo, a seu pedido, era inevitável.
Para o presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, Famalicão tem “todas as razões para se associar a este acontecimento nacional”. Desde logo, “porque estamos perante a maior revolta académica do país, que levou ao encerramento da Universidade de Coimbra, à expulsão de estudantes da academia e ao fecho das Cortes”, mas também porque “naquela época, o famalicense Bernardino Machado era professor catedrático em Coimbra, e não hesitou em colocar-se ao lado dos estudantes, demitindo-se da cátedra”.
Por sua vez, o coordenador científico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha, salienta que a “revolta estudantil de 1907 foi um dos acontecimentos sociais e políticos mais relevantes, ocorridos no ocaso da Monarquia”.


Referindo-se à participação de Bernardino Machado nesta revolta académica, Norberto Cunha salienta que “embora repudiando o alegado envolvimento do Partido Republicano na greve”, o antigo presidente da República “apoiava as suas reivindicações, porque as justificava a liberdade de pensamento, a moral e a renovação do ensino”.
Neste sentido, o responsável explica ainda que “na greve ficaram frente a frente e num painel que se alastrou a nível nacional, a propósito de um mero acto académico, o principio da autoridade (Monarquia) e o principio da liberdade (República)”.

FICHA TÉCNICA



Exposição documental
Título: “Centenário da Revolta Académica de 1907”



Local: Museu Bernardino Machado
Data: de 25 de Abril a 2 de Setembro de 2007
Horário: De terça a sexta-feira das 10h00 às 17h30 e aos fins-de-semana das 14h30 às 17h30
Entrada Livre

3-5 de Maio em Coimbra


SEGUNDO CONGRESSO INTERNACIONAL MIGUEL TORGA

Ópera em S.Carlos


Teatro Nacional de São Carlos


2. 3. 4. 5. 8. 9. 10. Maio _ 20:00h

6. Maio 2007 _ 16:00h

L’italiana in Algeri, ópera de enorme êxito de Gioachino Rossini, regressa
ao palco do São Carlos numa produção do Festival International d’Art Lyrique
d’Aix-en-Provence em co-produção com o Grand Théâtre do Luxemburgo e
o Teatro Nacional de São Carlos.

Com direcção musical de Donato Renzetti e encenação de Toni Servillo.

Companhia Bill T.Jones em Serralves



“BLAUVELT MOUNTAIN" COMPANHIA BILL T. JONES/ARNIE ZANE



2 MAI, 22H, Auditório de Serralves



“Blauvelt Mountain (A Fiction)” (1980) foi um dos trabalhos realizados por Bill T. Jones e Arnie Zane que primeiramente assinalou a chegada do duo ao mundo da dança.


Esta peça apresenta-nos diversas verdades coexistentes e presentes na forma como Catherine Cabeen e Leah Cox dançam.


Aliás, a repetição está largamente patente no trabalho.


Um conjunto de material transporta o público e os intérpretes para inúmeras situações e emoções que se vão multiplicando.


Ao ver a mesma proposta repetidamente, os olhos prendem-se a determinados acontecimentos, podendo o público observar como essas cenas mudaram com o passar do tempo, tornando-se mais confortáveis e empolgantes.


Sussurrar implica a passagem de uma situação tensa entre o público e os performers para um caso mais informal e compreensivo.


Uma vez que nos sentimos mais familiarizados com a rotina e percebemos o que os bailarinos desejam, o segredo já não é tão confidencial.



Bill T. Jones e Arnie Zane



Bill T. Jones e Arnie Zane conheceram-se em 1971, quando frequentavam a Universidade de Nova Iorque, em Binghamton, realizando desde logo o seu primeiro dueto Begin the Beguine.


Em 1973, co-fundaram, juntamente com Lois Welk e Jill Becker, um colectivo de dança denominado American Dance Asylum.


Em 1982, Jones e Zane formaram a Companhia de Dança Bill T. Jones/Arnie Zane.
No decorrer dos seus 25 anos de existência, a relação pessoal entre os artistas proporcionou material para as suas performances, contribuindo para a redefinição da estrutura do dueto e para a expressão de questões relacionadas com a identidade, forma e crítica social.
Conjuntamente, criaram várias co-produções como Intuitive Momentum (1982), Secret Pastures (1984) – com cenários de Keith Haring – e History of Collage (1988), peça que aborda as questões sobre a sexualidade, o racismo e estruturas do poder político.
Foi com a estreia mundial de Intuitive Momentum, em 1983, com o baterista lendário Max Roach, na Brooklyn Academy of Music que a companhia integrou a cena internacional.
Em 1988, após a morte de Zane, vítima de sida, Jones tornou-se director artístico, coreógrafo e representante da Companhia.


A partir dessa data, foram criados trabalhos notáveis como Last Supper at Uncle Tom’s Cabin/Promised Land (1990), The Mother of Three Sons (1990) e Still Here (1994).




Actualmente, a Companhia de Harlem é aclamada como uma das companhias mais inovadoras no mundo da dança contemporânea.

domingo, 29 de abril de 2007

Passatempo Inter Rail 7 Maravilhas do Mundo





“Passatempo InterRail -


Conhece as 7 Maravilhas do Mundo”

O Verão está de volta e é tempo para inesquecíveis viagens com o InterRail.

A pensar nisso, a CP oferece 5 Passes Inter Rail Global Pass - 4 para menores de 26 anos e 1 para maiores de 26 anos - para viajar por essa Europa fora.

Para que um seja seu, só tem que participar entre 30 de Abril a 13 de Maio e responder às duas questões que a CP coloca:

a) Quais os monumentos candidatos às 7 Maravilhas do Mundo que pode visitar com o Passe InterRail?

b) Para si, qual a principal vantagem do Passe InterRail?



Envie as respostas para passatempos@mail.cp.pt, com as seguintes informações:


- Nome

- E-mail

- Telemóvel

- Data de Nascimento


sábado, 28 de abril de 2007

Duas propstas no CCB




Maratona do Dia Mundial da Dança em Aveiro

Maratona da Dança
Comemorações do Dia Mundial da Dança 2007
REDE Associação de Estruturas para a Dança

Dia 29 de Abril │ Domingo Manhã, Tarde e Noite
Vários Espaços do Teatro
Entrada Gratuita mediante lotação dos espaços

No dia 29 de Abril, o Teatro Aveirense será palco das mais diversas apresentações de Dança, Vídeo, Performances e Conversas com o público.
A pretexto das comemorações do Dia Mundial da Dança, a REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, organiza um dia inteiro de actividades relacionadas com a área, onde vários artistas poderão apresentar os seus trabalhos.

A REDE foi fundada em 2003 e integra actualmente 18 estruturas profissionais, ligadas à dança contemporânea independente, que trabalham (desde o início da década de 90) em áreas de formação, criação e programação.

Assim, no dia 29, às 11H da manhã, no Salão Nobre, Maria João Garcia e Joclécio Azevedo iniciam as comemorações do Dia Mundial da Dança, com uma conversa sobre as “Novas Gerações da Criação Contemporânea”.

Da parte da tarde, às 14H é a vez de Aldara Bizarro apresentar na Sala Estúdio um espectáculo para crianças, dos 7 aos 12 anos.

No palco da Sala Principal, às 15H, são cinco as breves apresentações de dança que teremos a oportunidade de ver com Luciana Fina, Inês Negrão, Sérgio Cruz, Ana Araújo e Vânia Mendes.

Às 16H15 são retomadas as Mostras no palco com trabalhos de Joclécio Azevedo e Né Barros.

Ás 16H45, será a vez de Cristiana Rocha, Pedro Carvalho, Sofia Neuparth, Diniz Sanchez e Laura Bañuelos apresentarem as suas coreografias na Sala Estúdio.

Às 18H15 vários intérpretes dão vida à Dança na Sala Principal: Maria João Garcia, Mariana Amorim, Sílvia Pinto Coelho, Clara Carrapatoso, Inês Moita e Luís Félix, Vera Mota, Isabel Barros, Clara Andermatt, Vítor Rua, Catarina Miranda e Ainhoa Vidal.

Depois de uma pequena pausa, no foyer principal do Teatro, Margarida Mestre e Miguel Pereira apresentam - Desconcerto M$Ms.

O Dia Mundial da Dança encerra com um espectáculo da Vera Mantero, às 20H30.

Dia Maundial da Dança em Vila Franca de Xira


Dia Mundial da Dança


A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, através do Pelouro da Cultura, associa-se às comemorações do Dia Mundial da Dança, com o seguinte programa a concretizar no Largo da Câmara:


16.00 Horas - Escola de Danças de Salão da Juventude da Castanheira
16.20 Horas - Escola de Sevilhanas “Luna Triana” do Ateneu Artístico Vilafranquense
16.40 Horas - Escola de Danças de Salão do Ateneu Artístico Vilafranquense
17.00 Horas - Escola de Sevilhanas da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense


Caso as condições climatéricas não permitam a realização do evento no local indicado, o mesmo será transferido para o Ateneu Artístico Vilafranquense.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

António Calvário volta ao Maxime


O velhinho Maxime da Pr. da Alegria recebe o novíssimo António Calvário – O Rei da Canção! – para um espectáculo único, na noite de 28 de Abril.


Para o cantor de “Regresso” é um regresso ao palco onde já brilhou e encantou, num tempo em que a casa servia ostras e artistas de inigualável gabarito! António Calvário volta a ser nome grande num cartaz onde já figuraram Júlio Iglesias, Charles Aznavour, Rafael, Tony de Matos e ainda Hipólito Matateu, o «artista português» da pasta medicinal Couto!


O Rei da Canção fará uma viagem pelos seus grande exitos – “Oração”, “Regresso”, “Avé Maria dos Namorados”, “Tricana”, “Encontro Para Amanhã”, etc, e ainda brindará a audiência com algumas surpresas do seu último CD “Volta”, acompanhado pelo seu conjunto privativo.

António Calvário – provávelmente o maior cantor português de todos os tempos – mostra assim a Lisboa e ao mundo que não há voz que o tempo apague, e que o vigor com que deu várias voltas ao globo, de plateias a seus pés, está intacto!

Steel Drumming interpreta Zeca Afonso


O Drumming – Grupo de Percussão, nasceu no Porto, em 1999, com direcção artística do percussionista espanhol Miquel Bernat.

Desde o seu início tem vindo a contribuir para o estímulo da evolução da percussão, em todos os seus domínios, em Portugal e na cultura ocidental.

Nos seus primeiros anos de existência ganhou imediatamente a simpatia do público e da crítica especializada, tornando-se numa referência na vida musical portuguesa.

Como objectivo artístico prioritário, o Drumming pretende direccionar, ao mais alto nível, a percussão, não só pela divulgação do repertório já existente, como pelo convite a compositores contemporâneos a criarem novas obras para o grupo, incitando-os a quebrar barreiras musicais no domínio da percussão.

Neste projecto de tributo a um autor o grupo apresenta-se como Steel Drumming, uma nova face do Drumming – Grupo de Percussão.

A Steel Drumming tem a particularidade de tocar com as chamadas Steel Drums (ou Steel Pans), que são instrumentos musicais criados a partir de bidões de aço originários das ilhas caribenhas de Trinidad e Tobago e Saint Vincent.

Graças às suas possibilidades rítmicas, melódicas, harmónicas, bem como ao próprio movimento ou coreografia conseguida pelos músicos na sua performance, é um instrumento com uma adesão sem precedentes na história da música.

O que o Drumming se propõe a realizar neste espectáculo, com duração aproximada de 60 minutos, é a prestação de um tributo a uma das figuras mais influentes da música e cultura portuguesas: José Afonso.

Composta pelo quinteto de músicos: Rui Rodrigues, Paulo Costa, João Tiago, Juca Monteiro e António Sérgio e pelos cantores/intérpretes convidados: JP Simões (ex-Belle Chase Hotel), Miguel Guedes dos Blind Zero e Sofia Ribeiro, uma nova e prometedora voz no universo do jazz português, a Steel Drumming desafia-se, neste novo espectáculo, a criar novos arranjos, feitos pelos próprios elementos do grupo, bem como de reconhecidos músicos portugueses como Bernardo Sassetti, Pedro Moreira e António Augusto Aguiar, Mário Laginha, Pedro Moreira, Vasco Mendonça e Telmo Marques, baseados em temas originais de Zeca Afonso. Por outro lado, também convidamos compositores portugueses como Nuno Côrte-Real, Carlos Guedes e também o elemento do Drumming, Jeffrey Davis, para comporem novas peças inspiradas na obra do incontornável cantautor.

Este compositor multifacetado percorreu no seu repertório diversas áreas musicais, desde as baladas de Coimbra à música tradicional, tendo também composto música para teatro.

A sua obra musical continua ainda hoje a dar frutos e a influenciar as novas gerações de músicos e artistas.

Admirado pela sua personalidade e forma de estar na vida, foi um homem solidário, movido por causas e ideais que lhe pareciam justos. José Afonso era um ser humano que se guiava por uma utopia, e que nunca parou por muito tempo no mesmo lugar físico ou filosófico.


Um dia disse de si mesmo: “Alguma coisa do que sou e fui foi em viagem.”

Os Contos de Malador pelos Mão Morta

A partir de “Os Cantos de Maldoror”, a obra-prima literária que Isidore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont, deu à estampa nos finais do séc. XIX, os Mão Morta, com os dedos de alguns cúmplices, estruturaram um espectáculo singular onde a música brinca com o teatro, o vídeo e a declamação, nos próximos dias 11 e 12 de Maio no Theatro Circo, em Braga.

Aí se sucedem as vozes do herói Maldoror e do narrador Lautréamont, algumas imagens privilegiadas das muitas que povoam o livro, sem necessidade de um epílogo ou de uma linearidade narrativa, ao ritmo da fantasia infantil – o palco é o quarto de brinquedos, o espaço onde a criança brinca, onde cria e encarna personagens e histórias dando livre curso à imaginação.

Em similitude com a técnica narrativa presente nos Cantos, a criança mistura em si as vozes de autor, narrador e personagem, criando, interpretando e fazendo interpretar aos brinquedos/artefactos que manipula as visões e as histórias retiradas das páginas de Isidore Ducasse, dando-lhes tridimensionalidade e visibilidade plástica. O espectáculo é constituído pelo conjunto desses quadros/excertos, que se sucedem como canções mas encadeados uns nos outros, recorrendo à manipulação vídeo e à representação.

Como um mergulho no mundo terrível de Maldoror, povoado de caudas de peixe voadoras, de polvos alados, de homens com cabeça de pelicano, de cisnes carregando bigornas, de acoplamentos horrorosos, de naufrágios, de violações, de combates sem tréguas… Sai-se deste mundo por uma intervenção exterior, como quem acorda no meio de um pesadelo, como a criança que é chamada para o jantar a meio da brincadeira – sem epílogo, sem conclusão, sem continuação!

Veja algumas imagens desta peça, aqui.

Ficha Técnica

Texto Original: Isidore Ducasse dito Conde de Lautréamont;
Selecção, Versão Portuguesa e Adaptação: Adolfo Luxúria Canibal;
Música: Miguel Pedro, Vasco Vaz, António Rafael e Mão Morta;
Encenação: António Durães;
Cenografia: Pedro Tudela;
Figurinos: Cláudia Ribeiro;
Vídeo: Nuno Tudela;
Desenho de Luz: Manuel Antunes;
Interpretação: Mão Morta (Adolfo Luxúria Canibal – voz / Miguel Pedro – electrónica e bateria / António Rafael – teclados e xilofone / Sapo – guitarra / Vasco Vaz – guitarra e xilofone / Joana Longobardi – baixo e contrabaixo);
Produção: Theatro Circo e IMETUA – Cooperativa Cultural

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Dia Mundial da Dança no S. Luiz



29 de Abril
De Sábado para Domingo, a partir da meia-noite

Realiza-se pela segunda vez, no Jardim de Inverno, a festa Rav´Ormance de Comemoração do Dia Mundial da Dança.

Para esta edição, voltámos a convidar artistas, criadores e intérpretes da ICDP (Invisível Comunidade da Dança Portuguesa) a apresentar performances musicais, criadas para este evento. Haverá ainda a participação de dois sets de DJs e VJs, bem como várias surpresas.

DJs Victor Alves e Lara Soft e Mata Hari – Where were u in 82?
Com a participação de Anabela Mourato, Bruno Cochat, Carlos Garcia, Clara Andermatt, Félix Lozano, Fernanda Paulo, Filipa Francisco, Judite Dias, Júnior Pessoa, Maria Ana Filipe, Martinho Silva, Paulo Duarte Ribeiro, Rita Cruz, Ruben Garcia, Ruben Santos e Sofia Borges.

Organização:


Preçário:
€6 (inclui uma bebida de cápsula)

Ratos do Porão comemoram 25 anos e vêm a Portugal


A Xuxa Jurássica Produções tem o prazer e a honra de apadrinhar o regresso a Portugal dos veteranos Ratos de Porão.


No ano em que comemora 25 anos de carreira, a mais importante banda punk/hardcore brasileira vai marcar presença em Portugal no próximo dia 27 de Abril para um concerto exclusivo no Cine-Teatro Ginásio Clube de Corroios.


Esta será uma das três únicas datas que a banda brasileira reservou para a Europa e ao que tudo indica poderá muito bem ser o último concerto dos Ratos de Porão em Portugal depois de divulgados os problemas de saúde do seu líder João Gordo.


Além de servir para celebrar 25 anos de carreira, o concerto servirá também para a banda apresentar o seu mais recente trabalho de originais, o 29º, "Homem Inimigo Do Homem", editado no passado ano de 2006.


A acompanhar a banda neste seu regresso a terras lusitanas estarão os portugueses Devil In Me , que aproveitarão também eles a oportunidade para dar a conhecer o seu segundo trabalho de originais, "Brothers In Arms", e os Simbiose e Ho-Chi-Minh.


Online estão alguns videos gravados ao vivo durante a presença da banda no Xuxa Jurássica Club Tour, em 2004.

European Academy Ensemble

European Academy Ensemble
27 de Abril de 2007
Fundação Calouste Gulbenkian

Grande Auditório

19h00


Temos o prazer de o desafiar para o concerto European Academy Ensemble, onde convivem a “new music”, o jazz, e o pop/rock. Participam neste evento transnacional 3 agrupamentos musicais, o Ensemble Perspective, a European Movement Jazz Orchestra e o Basement Pop, com destaque para a presença do fado com Ana Sofia Varela Fernandes.

Um quarto agrupamento, o Ensemble 07, reúne músicos dos diferentes agrupamentos tentando unir os vários estilos.

Este concerto acontece no âmbito das comemorações do Aniversário do Tratado de Roma e no quadro da Presidência Alemã da União Europeia.

O Governo Alemão foi o promotor deste projecto dedicado à música contemporânea, a que se associaram Portugal e a Eslovénia, países que se seguem à Alemanha na tarefa de presidir a U.E.

Assim, 60 jovens, portugueses, eslovenos e alemães atravessaram as fronteiras da Europa para ensaiarem juntos durante 10 dias e posteriormente fazerem uma digressão pela Europa, interpretando música especialmente composta para o projecto.

Berlim, Bremen, Bruxelas, Colónia, Lisboa, Ljubljana, Zagreb e Roma são algumas das cidades que integram esta digressão.


Informações mais detalhadas em Europäische Ensemble-Akademie

Feira da Serra de Primavera de Tavira 2007



9ª Feira da Serra de Primavera de Tavira 2007
27, 28, 29 DE ABRIL

Numa organização da Câmara Municipal de Tavira e da Associação In Loco, Tavira convida a uma visita à 9ª edição da Feira da Serra de Primavera nos próximos dias 27, 28, 29 de Abril, no Jardim do Coreto, Praça Republica, Rua do Cais e Rua Jacques Pessoa.

Os habitantes e os visitantes podem encontrar uma mostra diversificada das actividades, artesanato e produtos tradicionais da região da Serra do Caldeirão e de Tavira, assim como de outros pontos do país, aliando a inovação à tradição, num espaço único de animação e sabores serranos.
O horário de funcionamento da feira será o seguinte:
- Sexta 27 das 18 h às 23.00 h

- Sábado 28 das 10.00 h às 24.00 h

-Domingo 29 das 10.00 h às 23.00 h

A feira contará com a presença de aproximadamente uma centena e meia de expositores, e aí poderá saborear e comprar o melhor da produção artesanal desta região: Cestaria, Malhas, Rendas, Ferro e Latão, Miniaturas e Brinquedos em madeira, Cerâmica e Azulejaria, Trapologia e Tecelagem, Empreita, Trabalhos em Couro, Joalharia e Bijutaria, Velas decorativas, Vitrais, Bambu e Seda.

Aguardentes e Licores, Vinhos, Doçaria Regional, Compotas e Frutos Secos, Pão e Costas, Mel e derivados, Queijos e Enchidos, Produtos de Agricultura Biológica, Ervas Aromáticas e Medicinais, entre outros produtos.

A Animação Infantil estará presente ao longo dos dias com ateliers de: jogos tradicionais, ateliers de expressão plástica, artesanias, pintura em papel cenário e desenho, pinturas corporais; de expressão musical e a arte do conto;

A feira este ano apresenta-se em estreita articulação com o festival ARTFEST que pretende promover jovens artistas e espectáculos nas várias áreas das artes e que se desenvolve por todo o do país.

27- Sexta
18h -Abertura
Grupo de Campeiros da Conceição de Tavira

21h30 Animação de Rua
Fogo e Percussão – Sentage
Uma performance onde o fogo, a percussão, a dança e o canto são uma constante.

28- Sábado
10H - Fotografia
WORKSHOP – Lomo
Estimular a criatividade artística através do meio da fotografia.
Para qualquer pessoa, de qualquer idade, com ou sem conhecimento prévios de fotografia.

Não é necessário ter câmara.

17h - Teatro
Contos do Bosque - Teatro Ao Largo
Contos do Bosque é o mais recente espectáculo de rua do grupo, com uma mensagem ecológica. Uma dramatização de contos populares irlandeses, situada no mundo dos bosques.

O espectáculo tem uma qualidade irlandesa distinta, não só pelas histórias e personagens mas também pela dança, música e canções tradicionais, as quais são acompanhadas ao vivo com instrumentos tradicionais.

18H 30 – Desfile de Moda e Concurso Tradição e Inovação
O já tradicional desfile de moda que todos os anos anima a feira irá concorrer para demonstrar uma vez mais que o artesanato não se limita ao fabrico de artigos úteis ou decorativos, mas que apresenta modelos de vestuário e acessórios muito interessantes.

Agregado ao Concurso Tradição e Inovação este desfile é um evento mais desafiador, do que um mero momento de passerelle, pois tem como objectivo chamar a atenção para uma realidade tradicional e genuína que pode promover os jovens estilistas e os artesãos numa mostra de inovação e bom gosto.

Jovens da Terra e convidados desfilarão apresentando as criações e acessórios a concurso.


21H – Animação de Rua
Fogo e Percussão – Sentage
Uma performance onde o fogo, a percussão, a dança e o canto são uma constante.

22:30H – Praça da República
Grupo Sons de Cá
O som dos Sons de Cá é arejado abrangente e original.

Consegue uma maturidade visível, com poemas fortes, cantados em português e feito de características particulares que resulta na fusão de sonoridades passadas, presentes e futuras. Relato de um povo carente, são a denúncia pela força das palavras aliadas à música que as apresenta.

29 – Domingo
15H Fotografia
WORKSHOP (Continuação) – Lomo
Exposição das fotografias.

16h - Rancho Folclórico de Santa Catarina da Fonte do Bispo

17H – Praça da República
Animação em Andas
SENHORES CINZENTOS - Teatro do Mar
Senhores Cinzentos é uma animação em andas que pretende caracterizar a forma como as actuais manifestações de poder, a economia, a globalização e a massificação cultural estão a aniquilar as tradições e a poesia, elementos caracterizadores da cultura e da alma dos povos.
Este trabalho, de forte carácter visual e sensitivo, mistura o teatro, a dança, as técnicas circenses e a performance, é realizado em percurso e em permanente ligação e contracena com o público e o espaço urbano.
Uma grande festa onde o movimento, a cor, a alegria, a dança, os malabares, substituirão o conflito e a tensão inicial para dar lugar à celebração da vida...

21H – Praça da República
Animação de Rua
Fogo e Percussão – Sentage
Uma performance onde o fogo, a percussão, a dança e o canto são uma constante.

22:00H – Praça da República
Música
O'Que Strada
Universal e indescrítivel, a sua sonoridade ousa uma fusão única impregnada do espírito do fado, do ska, da pop, do funáná e de outras histórias que cruzam o seu caminho. Esta trupe de 5 músicos, com os seus instrumentos base: a guitarra À portuguesa, a contra-bacia, a guitarra rítmica, a voz e o acordeão, falam entre eles uma língua singular, energética e popular numa viagem sonora 99% acoustic style.

30 – Segunda-feira
21:30H - Cine-Teatro António Pinheiro
Cinema
MOSTRA DE CURTAS METRAGENS
Mostra de cinema português num claro contributo à divulgação dos melhores trabalhos que se têm realizado em Portugal. Uma selecção de filmes premiados nas categorias de ficção, documentário e animação.

STOCKMARKET® em Lisboa e Porto















Na Fundição de Oeiras, nos dias 28 e 29 de Abril, e na Exponor nos dias 12 e 13 de Maio, esta edição Primavera-Verão, com um custo de entrada de 3 euros, vai ser mais do que um espaço que reúne uma grande oportunidade para comprar biquinis e fatos de banho, discos, malas de viagem, têxteis casa, joalharia, livros ou roupas de todos os estilos.


Para aqueles que não querem perder pitada desta edição, o STOCKMARKET® realiza em cada sexta-feira que antecede o evento - 27 de Abril na Fundição de Oeiras e 11 de Maio na Exponor - o Preview, um evento ‘exclusivo’, uma festa, com ingressos a 20 euros.

Nesta 9ª edição, a grande surpresa que o STOCKMARKET® tem para os seus visitantes são as novas lojas que este ano se associaram ao evento: Carnaby Tribute, Oficina do Livro, Harlot Shoes, Dunhill, Gola Classics, Laltramoda, Mothercare, 5ª Avenida, Perfumaria Roger Federer, Prémaman, Lacoste, Puma, Papelaria Fernandes, ID Clothes, Haute Fashion, Grão d’Areia, Dom Colletto, entre outras.

Para além destas lojas e marcas que são a grande novidade desta edição Primavera –Verão, os visitantes vão poder contar com as lojas e as marcas que já são uma referência como a Espace Cannelle, a Rosebud, a Stock Stivali Shop, a Hoss, a Fred Perry, Prassa, Trena, Onara, Vicri, Moutinho e Marques, Clube Chocolate, Gerard Darel, Rosebud, Lollipops, D.Sample, Pop King, Charlot, Jotex (com design Luís Buchinho), entre muitas outras.

De destacar ainda a participação dos criadores nacionais – José António Tenente, Nuno Baltazar, Lidija Kolovrat, Katty Xiomara e Ricardo Dourado, com as suas peças de grande originalidade.

No que diz respeito às infra-estruturas do evento, no espaço Lounge o tema escolhido é a ‘Água’.

É a edição de Primavera-Verão, é cor, é diversão e, por isso, os arquitectos da Mood vão novamente imprimir àquele espaço o conceito criativo, o conforto, a animação e com estes a possibilidade de reunir os amigos.

Na restauração, o STOCKMARKET® continua a contar com as propostas saudáveis e saborosas do restaurante Go Natural.

O Espaço Kids oferece aos pais um dia de compras tranquilo.

“A Organização está bastante expectante com esta edição do STOCMARKET®.

Esperamos um grande evento quer pelo facto de a lista de marcas participantes estar ainda mais aperfeiçoada quer pela grande animação que preparámos.

Sabemos que vamos encontrar visitantes felizes como na edição anterior e isso é muito gratificante para nós que nos esforçamos por fazer do STOCKMARKET® uma festa para encontro de amigos e um espaço para passear em família” confessa Carla Sousa, Directora e mentora do projecto STOCKMARKET®.

Para mais informações: www.stockmarketshow.com

CAMANÉ e a Orquestra Sinfónica Portuguesa


OUTRAS CANÇÕES II

CAMANÉ E A ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA

Sala Principal

27 Abr ~ 6 Maio

Quinta a Domingo às 21h00



O projecto que Camané se propõe agora apresentar, de título Outras Canções II, vem na sequência do Outras Canções realizado em 2004, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Depois dessa primeira experiência fora do ambiente musical do Fado, este é sem dúvida mais um desafio para Camané, uma vez que a sua grande capacidade interpretativa tem sido posta à prova noutros projectos e reconhecida por todos ao longo do seu percurso artístico.

Assim, e porque a Música no seu sentido genérico sempre fez parte da sua vida, Camané quis homenagear os seus intérpretes, autores e compositores de eleição.

A base deste espectáculo sustém-se numa vontade de oferecer e partilhar as músicas que marcaram gerações, para além da sua, e que eternizaram vozes como a de Sinatra, Elis, Tony de Matos, Brel… a surpresa desta vez é que o universo não se prende apenas com a palavra em português tornando a aventura Maior…

A cargo de Pedro Moreira fica a direcção musical, os arranjos que dividirá com Mário Laginha, Filipe Melo e Bernardo Sassetti e a regência da Orquestra Sinfónica Portuguesa, reconhecida pela soberba qualidade musical dos seus instrumentistas sob o trabalho de notáveis chefes de orquestra, já demonstrada em inúmeros concertos por todo o mundo.

Na escolha de repertório para este espectáculo houve o cuidado de vincar uma dinâmica no desenrolar das canções. A nível de sonoridade, o vibrar das cordas e o sibilo dos sopros engrandecem as interpretações de Camané; por outro lado o “aconchego” musical de um combo de músicos (piano, guitarra, contrabaixo, bateria) contribui para um ambiente musical mais “jazzy” e “bluesy”.

Para Camané são múltiplas as referências, deste e de outros cantos do mundo… de Weil a Rodgers, de Jobim a Bola de Nieve, de Lennon e McCartney a Hannon: com todos eles aprendeu a estar mais atento, a interiorizar a sua forma de estar na música, a crescer enquanto artista.

Para nós, o que os une – a criatividade, a voz, a originalidade, a musicalidade, a interioridade, a autenticidade, a maturidade...- características que adivinham a universalidade dos grandes intérpretes.


Ficha Técnica

Direcção Musical e Direcção de Orquestra: Pedro Moreira
Arranjos: Pedro Moreira, Filipe Melo, Mário Laginha e Bernardo Sassetti
Músicos: Filipe Melo (piano), Mário Delgado (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo), Alexandre Frazão (bateria), João Moreira (trompete)
Produção: São Luiz Teatro Municipal
Colaboração: Orquestra Sinfónica Portuguesa

Bilhetes à venda:

Teatro São Luiz, Ticketline, Lojas Abreu e Agência Alvalade
Preços: entre 15€ e 25€

16º Festival Interceltico


16º Festival Intercéltico

Aproxima-se a Primavera e com ela chega mais uma edição do Festival Intercéltico.

Ao mesmo tempo que celebramos a renovação e o futuro, evocamos a memória das raízes ancestrais que nos conduziram até ao presente.

Sem perder de vista esta identidade própria que é comum a diversos povos e importa preservar, músicos galegos, portugueses e irlandeses virão até nós para contar as histórias inspiradas nas suas tradições musicais, às quais souberam acrescentar, com originalidade e inovação novas leituras e interpretações.

Assim, nos dias 27 e 28 de Abril abre-se o palco do renovado Cinema Batalha, no Porto, para acolher, com o entusiasmo de sempre, os ecos desta música ancestral, cujas origens se perdem no tempo, mas que continua a conquistar e a tocar o coração dum vasto público.

Aos portugueses LŨMEN confiamos a tarefa de abrir a presente edição do Intercéltico e assim, subirá ao palco, no dia 27, esta jovem banda do Porto que escolheu enveredar por um caminho novo, para o qual trouxeram as suas experiências anteriores e muita criatividade.

A primeira noite do Festival seguirá ao som dos TÉADA, os representantes irlandeses, nesta 16ª edição do Intercéltico.

Para abrir a segunda noite do Festival Intercéltico convidamos outra banda nacional –, uma formação constituída por músicos oriundos de várias formações musicais, que recorrem aos sons do mundo utilizando instrumentos tradicionais como o didgeridoo, a tabla, o violino, o acordeão ou a máquina de escrever, entre outros.
O projecto musical denominado PEPE VAAMONDE GRUPO fecha o Festival.

A exemplo de anos anteriores, o Intercéltico também viajará pelo país e levará a festa a Arcos de Valdevez, com a realização de dois concertos:

no dia 27 estará presente a BRIGADA VICTOR JARA, a banda referência da música tradicional portuguesa, que desde a primeira hora assumiu um papel pioneiro na abordagem do nosso património musical.

Ao longo dos 30 anos de carreira, que agora comemora, a BRIGADA marcou decisivamente o panorama nacional, preservando e divulgando, a música de raiz tradicional.
E para encerrar em beleza as Noites Intercélticas dos Arcos de Valdevez subirão ao palco os irlandeses TÉADA.

Moranguito lida mal com olhares de fã masculino

Na passada terça feira decorreu, numa discoteca lisboeta, a festa de apresentação do Creamfields Lisboa 2007, onde estavam muitas figuras publicas, entre elas Isaac Alfaiate.

Um fã do actor de Morangos com Açucar olhava-o fixamente, sem lhe dirigir nenhuma palavra.


Não muito contente com o facto de o rapaz estar a olhar para ele, o actor pergunta "que foi? nunca viste?". O jovem rapaz responde, apenas, "não!". Não gostando da resposta do seu fã, Isaac tenta virar-se ao mesmo em tom de ameaça fisica.

Um dos seus amigos impede que ele reaja dessa forma e acabam, ele e o seu grupo, por abandonar o local onde se encontrava o rapaz.

Será que o actor não se sente bem com olhares de fãns masculinos? Ou será que pretendia mostrar ao grupo de o acompanhava que era muito "macho"?

Atenção Isaac Alfaite, pois como figura pública deverá aceitar os olhares de todas as pessoas, independentemete do sexo, raça ou cor.
Crédito fotográfico de IsaacAfaiate.net

quarta-feira, 25 de abril de 2007

25 de Abril-Mitos de uma Revolução um livro de Maria Inácia Rezola

Tendo como cenário o Quartel do Carmo e com a presença de individualidades ligadas ao 25 de Abril, foi apresentado ao público o romance " 25 de Abril-Mitos de uma Revolução " da autoria de Maria Inácia Rezola. ( Editora Esfera dos Livros ).

Ramalho Eanes apresentou, e Medeiros Ferreira comentou os slides passados em ecran gigante.

Neste romance, porque de romance se trata uma vez que o desenrolar da História é sempre um romance, neste romance dizia, passados mais de trinta anos sobre aquele dia, começam a compreender-se alguns acontecimentos que poderão desmistificar alguns "mitos" que fazem parte da história do 25 de Abril.
Neste livro, Maria Inácia Rezola traz-nos uma visão geral da Revolução, analisando os seus episódios mais polémicos, sem medo de desconstruir mitos e idéias formadas sobre este episódio fundamental do século xx português.