" Jerusalém" estreia no Centro Cultural de Belém

de Gonçalo M. Tavares
De 23 de Outubro a 2 de Novembro 2008
Dias 23, 24, 25, 28, 29, 30, 31 de Outubro e 1 de Novembro às 21H00
Dias 26 de Outubro e 2 de Novembro às 16H00
Pequeno Auditório – Sala Eduardo Prado Coelho
Co-produção: CCB/Teatro O Bando
M/16 anos
... Elegemos então a noção de presente como âncora aglutinadora do trabalho dos actores. Uns actores que são artistas, uns artistas que se servem das matérias produzidas na orientação da direcção artística para exercitarem no acto teatra
l as suas próprias convicções....Todos os que fazem teatro sabem que o mais complexo e difícil é saber repetir o acto de dizer e de fazer como se fosse a primeira vez que isso acontecesse. Se os grandes protagonistas da linguagem teatral são os actores, como estar em sintonia com o tempo dos espectadores sem abdicar da mais relevante característica do artista, ou seja, a sua capacidade de abstracção e de representação simbólica? Como, actuando no presente, com a qualidade desse acto irrepetível, não entrar num registo de representação de telenovela, na busca de uma naturalidade e de um realismo quotidiano?
...Queremos um teatro que contribua para acordar as consciências, que provoque reacções e que essas reacções possam ter efeitos na cidade e nos habitantes da cidade. Uma cidade que foi usurpada e sorrateiramente ocupada por uma antiética que nem resíduos de culpa deixa."
(João Brites )
Um espectáculo a preto e branco, com formas e sentimentos definidos mas onde a cor da vida não atenua a sua brutalidade.

Nasceu em 1970. Há seis anos publicou a sua primeira obra. Recebeu o mais importante prémio do Brasil, Portugal Telecom 2007, o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004 com o romance Jerusalém (Caminho); o Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso com o livro O Senhor Valéry (Caminho); o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com Investigações. Novalis (Difel); e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, da Associação Portuguesa de Escritores, com água, cão, cavalo, cabeça (Caminho).
Os seus livros deram origem a peças de teatro, objectos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, bem como a teses académicas em Portugal, Brasil e Itália. Vinte e um dos seus livros estão a ser traduzidos e editados em cerca de vinte países. O seu último livro foi o romance Aprender a rezar na Era da Técnica (Caminho).
Nasce em 1947 em Torres Novas. Artista plástico, cenógrafo, encenador e dramaturgista, é fundador e director do Teatro o bando. Lecciona na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Em Bruxelas frequenta os cursos de Pintura e de Gravura na ENSAAV – La Cambre. No âmbito das artes plásticas realizou exposições individuais e participou em colectivas, encontrando-se a sua obra representada em galerias e museus, portugueses e estrangeiros. A partir de 1971 trabalha como cenógrafo e encenador.
Em 1974 volta para Portugal, onde funda o Teatro o bando, do qual é director. É autor de inúmeros artigos sobre teatro e o processo de criação no bando e de algumas comunicações feitas em congressos da especialidade. Orienta estágios e cursos de formação no domínio do teatro. Encenou espectáculos e eventos no âmbito da Europália e da Lisboa94, e dirigiu a Unidade de Espectáculos da EXPO’ 98. Em 1999 recebe o grau de Comendador da Ordem do Mérito.
Forma-se como actor e mimo em Nápoles e em Paris onde estuda na École de Mime Corporel Dramatique dirigida por Steve Wasson e Corinne Soum. Estuda com Dario Fo, Odin Teatret, Yves Lebreton, Philippe Gaulier. Entre 1993 e 1997 lecciona na Real Escuela Superior de Teatro e Danza de Madrid e trabalha como actor com a companhia francesa Théâtre du Mouvement, no projecto Cities, no âmbito da Academy of Gestural Arts - Les Transversales. Paralelamente, desenvolve estudos sobre a corporalidade no campo das artes performativas e da pedagogia. Desde 1998, é professor de Movimento na Escola Superior de Teatro e Cinema. Licenciado pela Université Paris 8 em Artes do Espectáculo, mestre em Psicopedagogia Perceptiva, é actualmente doutorando na Universidade de Motricidade Humana de Lisboa. Director Artístico da Companhia Teatral Invenciones Cosmicómicas de Madrid integra, desde 2003, a Direcção
É licenciada em Filologia Românica. Fez o curso de Arte de Dizer do Conservatório de Lisboa e o curso de Formação de Actores da Comuna Teatro de Pesquisa. Como bolseira do Conselho da Europa frequentou cursos de voz em França, Bélgica e Suíça. Trabalhou como actriz com a Comuna, com o Novo Grupo e com o Teatro o bando. Como professora ou directora de actores trabalhou com vários encenadores, entre os quais, Fernanda Lapa, Joana Providência, João Ricardo, Jorge Fraga, José Caldas, Miguel Moreira, Ricardo Pais e Rogério de Carvalho. Entre outras iniciativas, actualmente é professora de Voz na ACT – Escola de Actores. Faz parte da Direcção Artística do bando, sendo responsável pela oralidade nos espectáculos desta companhia.
RUI PINA COELHO
Nasce em Évora em 1975. É docente na Escola Superior de Teatro e Cinema desde o ano lectivo de 2006 e 2007, e investigador no Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras de Lisboa, onde colabora no projecto CETbase, e do Centro de Investigação em Teatro e Cinema da ESTC. Colabora com o jornal Público desde Julho 2006, na qualidade de crítico de teatro, e é membro do Conselho Redactorial da revista Sinais de Cena. É Mestre em Estudos de Teatro com a tese intitulada Casa da Comédia – Um palco para uma ideia de teatro. É membro fundador da Trimagisto – Cooperativa de Experimentação Teatral, em Évora.


































