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Público oferece 3 faixas do novo álbum de João Gil
Amanhã,sexta-feira dia 17 de Outubro, o Público distribui senha de acesso que permite efectuar o download de 3 faixas do novo álbum de João Gil.
Pela primeira vez em 30 anos de carreira, João Gil, um dos maiores compositores portugueses, verdadeiro artesão da canção pop clássica, edita o seu primeiro disco em nome próprio. No Ípsilon do dia 17 de Outubro (sexta-feira), o leitor encontrará uma senha que lhe permitirá efectuar o download de 3 músicas do novo álbum em www.publico.pt/joaogil, 3 dias antes do lançamento oficial do novo álbum, que sairá no dia 20. Dos 13 temas inéditos que compõem “João Gil”, estão várias vozes conhecidas como Rui Veloso, Nuno Norte, António Zambujo entre outros. As letras pertencem a velhos cúmplices de sempre – João Monge ou Margarida Gil – mas também a poetas e escritores como David Mourão-Ferreira, Sophia de Mello Breyner Andresen ou José Eduardo Agualusa, e há até uma assinatura do rapper Sam the Kid. As músicas que os leitores poderão descarregar são Tudo Contigo, Que Sorte! e Hoy el Mar es más azul que el Cielo. “João Gil” é editado a 20 de Outubro. Contém 13 inéditos que confirmam o estatuto à parte de João Gil na música portuguesa: como um verdadeiro artesão da canção.
O Museu do Oriente apresenta o ciclo Made in China, no âmbito do doclisboa 2008 – Festival Internacional de Cinema Documental, entre os dias 17 e 26 de Outubro, com sessões às 21h30, legendadas em português.
Os 12 filmes em exibição traçam um retrato da China profunda, desde 1994 até à actualidade, com um especial enfoque nas relações do indivíduo com a sociedade.
Zhang Yuang, Jia Zhang-ke e Huang Wenmei, são alguns dos realizadores em destaque, que representam o profícuo cinema documental chinês.
Made in China, composto por curtas e longas-metragens, inclui o filme A day to remember, de Liu Wei, uma reflexão sobre o mutismo inquieto no qual caiu a memória do dia 4 de Junho, que assinala os confrontos na Praça de Tiananmen, e como a revolta desse tempo se mantém, ainda hoje, um tema proibido na China.
Neste documentário, filmado no dia 4 de Junho de 2005, o realizador, acompanhado por uma câmara, dirige-se à Praça Tiananmen com uma pergunta: “Que dia é hoje?”.
À medida que questiona as pessoas com quem se cruza, confronta-se com inúmeras respostas evasivas e a recusa da maioria em relembrar os protestos estudantis de há 16 anos.
Muitos afirmam desconhecer os acontecimentos e afastam-se rapidamente, outros limitam-se a olhar para a câmara.
Oportunidade, ainda, para ver Floating Dust, de Huang Wenhai, sobre um grupo de desempregados que, diariamente, se junta num clube de jogos para discutir estratégias de jogo, probabilidades de vencer a lotaria, fórmulas matemáticas que desvendem os segredos da sorte, e códigos escondidos da série televisiva Teletubbies.
Tomando a obsessão pelo jogo como ponto de partida, o filme segue um conjunto de personagens entregues às ilusões de uma vida melhor.
As tradições não são esquecidas neste ciclo e, o filme Little Feet, de Bai Budan, dá a conhecer o costume milenar dos pés enfaixados.
O documentário acompanha a história de Bai Danu, que tem os pés enfaixados desde os sete anos, e Liu Buhan, casados há mais de 40 anos, cujos filhos não concordam sobre a melhor forma de cuidar dos seus velhos pais.
Embora já tenham mais de 80 anos, as duas personagens principais continuam a sair de casa cedo, e a regressar muito tarde, para passarem o dia a trabalhar nos campos.
Por causa dos seus pés enfaixados, Bai Danu caminha com a ajuda de duas bengalas e tem de se sentar enquanto trabalha.
A narrativa é entrecortada pelos testemunhos de outras idosas que falam da tradição dos pés enfaixados.
Na edição deste ano, o doclisboa tem como objectivo, além de mostrar ao público português filmes multipremiados internacionalmente e que ainda não foram exibidos nas salas nacionais, permitir uma reflexão mais aprofundada sobre temas contemporâneos e dar a conhecer, de forma mais sistemática, a cinematografia de outros países.
PROGRAMA: 17 de Outubro21h30
The Last Lumberjacks (Mubang) Realização: Yu GuangyiChina, 2006, 90’, Cor
Língua: legendado em portuguêsM/12
O filme retrata a vida de um grupo de lenhadores, na província de Heilongjiang, e o seu trabalho sob condições climatéricas adversas.
Documentando um modo de vida condenado à extinção pelo progresso civilizacional, o filme revela o modo como as florestas são exploradas para a sobrevivência destes povos, há mais de 100 anos.
Devido à grande dificuldade de transporte, os habitantes desta província usam os métodos artesanais que foram passando ao longo de gerações.
O Inverno é a melhor altura para cortar madeira e o ritual repete-se todos os anos: os aldeões são contratados e reunidos para subir às montanhas onde irão passar a estação inteira a cortar árvores.
Dias a fio, debaixo de neve e gelo, os madeireiros enfrentam, com dignidade, uma dura luta contra os elementos da natureza.
18 de Outubro21h30
Crime and Punishment (Zui Yu Fa)
Realização: Zhao Liang DeChina, 2007, 123´, Cor
Língua: legendado em portuguêsM/12
Filmado na fronteira entre a Coreia do Norte e a China, Crime and Punishment acompanha o dia-a-dia de jovens polícias chineses numa esquadra local.
Como em qualquer outra esquadra do mundo, eles lidam com um variado leque de situações, desde ladrões a pessoas em dificuldades.
O documentário retrata também a competição que se gera entre os jovens guardas em busca de uma promoção e da progressão na carreira, sempre que um guarda mais velho se aposenta.
Um raio-X da China contemporânea que tenta descobrir a sua identidade, no meio de uma luta entre o progresso que chega e a resistência à mudança.
19 de Outubro21h30
We (Wo Men)
Realização: Huang WenhaiChina, 2005, 85´, Cor
Língua: legendado em portuguêsM/12
Em We, as vozes que ouvimos pertencem a cidadãos conscienciosos de que dão o seu melhor na tentativa de aperfeiçoar o estado da Nação chinesa.
A sua ética é clara e simples: quando estão em causa os interesses do Estado, não podemos ficar sentados à espera.
E, contudo, a recompensa por este tipo de dedicação e preocupação resulta, muitas vezes, numa vida de agitação política, anos de constante intimidação e vigilância apertada.
We é um documentário que ilustra os perigos de buscar a liberdade num tempo de obscuridade e numa época em que a crítica requer transformação.
Ao descrever a dura realidade enfrentada por três gerações distintas, desde os jovens aos adultos e aos mais velhos, este é um filme que nos leva a compreender as suas angústias, esperanças, desesperos e, acima de tudo, a sua persistência.
20 de Outubro21h30
A Day to Remember (Wangque de Yitian)
Realização: Liu WeiChina, 2005, 13´, Cor
Língua: legendado em portuguêsM/12
Estamos a 4 de Junho de 2005. O cineasta Liu Wei pega na câmara de filmar e dirige-se à Praça Tiananmen e à Universidade de Beijing com uma pergunta na cabeça: que dia é hoje?
À medida que vai colocando esta questão aos vários estudantes e às pessoas com que se cruza, confronta-se com inúmeras respostas evasivas e a recusa da maioria em relembrar os protestos estudantis de há 16 anos.
Muitos afirmam desconhecer os acontecimentos e afastam-se rapidamente, outros limitam-se a olhar para a câmara.
A Day to Remember reflecte o mutismo inquieto em que a memória do dia 4 de Junho caiu e como a revolta desse tempo se mantém, ainda hoje, um tema proibido na China.
E, contudo, com este filme Liu Wei rompe o silêncio explorando o sentimento de negação de uma nação inteira.
Crazy English (Fengkuamg Yingyu)
Realização: Zhang YuanChina, 1999, 52´, Cor
Língua: legendado em português
Promovendo o estudo do inglês como uma obrigação patriótica, Li Yang organiza, desde 1988, centenas de eventos em cerca de 60 cidades chinesas, para mais de 13 milhões de pessoas. Reunindo gente em sítios tão diversos como a Cidade Proibida, a Grande Muralha ou a ponte Marco Polo, Li conduz as pessoas gritando slogans propagandísticos como: “Isto é o sonho americano” e “Eu quero que isto seja o sonho chinês!”.
Retrato do verdadeiro self made man, a quem o público corresponde como se estivesse perante uma estrela pop ou um carismático político, rendido à sua paixão e energia.
22 de Outubro21h30
The Square(Guang Chang)
Realização: Hang Yuan e Dua Jing-chuanChina, 1994, 100’, PB
Língua: legendado em portuguêsM/12
Uma das praças mais conhecidas do mundo – a Praça Tiannamen – vista pela câmara dos realizadores Hang Yuan e Dua Jing-chuan que, deliberadamente, se afastam de quaisquer considerações políticas ou históricas do local.
O documentário é um retrato meticuloso da actividade diária naquela praça: a estátua de um polícia, turistas a tirarem fotografias, o içar e o arriar da bandeira, pessoas a fazerem exercício...
23 de Outubro21h30
In Public (Gong Gong Chang Suo)
Realização: Jia Zhang-Ke China, 2001, 32´, Cor
Língua: Chinês. Legendado em portuguêsM/12
Um documentário que, mais uma vez, sintetiza as preocupações estéticas de Jia Zhang-Ke, mostrando como pessoas diferentes podem viver em diferentes espaços.
Algures num tempo e dimensão suspensos, entre a luz e a penumbra, somos transportados através de vários cenários: estações de comboio, paragens de autocarro, pistas de karaoke ou discotecas.
Filmado em Xanxi, uma das mais antigas províncias da China, o espectador partilha aqui a mesma observação e solidão das personagens que apanham o comboio e depois o autocarro durante o seu trajecto através de uma paisagem de trabalho, de uniformes, de silêncios e solidão. Com In Public, Jia Zhang-Ke construiu mais uma das peças que têm vindo a contribuir para uma visão sensível e complexa da China moderna.
Dong
Realização: Jia Zhang-KeChina, 2005, 70´, Cor
Língua: legendado em português
Dong transporta-nos até à velha cidade de Fengjie, na região das Três Gargantas, condenada a ficar submersa pelas águas da maior barragem do Mundo.
Os trabalhos de demolição contrastam com o trabalho do pintor Liu Xiadong que escolhe 11 trabalhadores para personagens de uma tela que ele quer incluir numa colecção que está a pintar.
Absorvido pela realidade dos trabalhadores e daquela região, o pintor sente a agonia de um mundo que finda.
Da China, Liu Xiaodong parte para a Tailândia, onde prossegue o seu trabalho de pintura escolhendo desta vez para modelos 11 jovens raparigas.
Sob um calor abrasador e uma luz violenta, o artista trabalha sem conhecer a língua nem os costumes do país.
Um retrato da condição humana em duas situações distintas mas que têm em comum a imagem da Ásia.
24 de Outubro21h30
Floating Dust
Realização: Huang WenhaiChina, 2003, 111’, Cor
Língua: legendado em português.M/12
Floating Dust revela os sonhos de gente comum, que se junta num clube de jogos, numa pequena vila de uma das mais pobres províncias do sul da China.
Esta é a história de um grupo de desempregados que, diariamente, se reúnem para discutirem estratégias de jogo, probabilidades de vencerem a lotaria, fórmulas matemáticas que desvendem os segredos da sorte e códigos escondidos na série televisiva Teletubbies.
Os sonhos da fortuna fácil confundem-se, aqui, com um mundo de frustrações e o fim da era das ideologias, apresentando-nos a um universo e a uma realidade completamente novos na China. Tomando a obsessão pelo jogo como ponto de partida, o filme segue, assim, um grupo de personagens entregue ao próprio jogo das suas ilusões de uma vida melhor.
25 de Outubro21h30
Mum (Mama)
Realização: Zhang YuanChina, 1990, 90’, PB e Cor
Língua: legendado em portuguêsM/ 12
Mama, a primeira longa-metragem de Zhang Yuan, foi também o primeiro filme independente a ser concretizado na China desde 1949.
O realizador, que desde o início revelou uma forte inclinação pelos temas controversos da sociedade chinesa, contou com a ajuda financeira de diversos amigos.
O filme centra-se na relação entre uma mãe solteira e o filho deficiente, de 11 anos, desenvolvida no cenário de algumas escolas e instituições especiais de apoio a crianças com necessidades especiais.
Captado num tom realista, Mama combina ficção com documentário e conduz a história num contacto muito próximo com a realidade social em que as suas personagens vagueiam.
26 de Outubro21h30
Red Paradise (Hongse Shenjiang)
Realização: Bai BudanChina, 2007, 7´, Cor
Língua: legendado em portuguêsM/12
Num vale incrustado entre sete portentosas montanhas, está uma pequena aldeia onde os habitantes trabalham arduamente na exploração de carvão, sob a supervisão do grande Partido Comunista.
A aldeia de Laoyaogou situa-se naquela que em tempos foi a terra de Jin do Norte, nos subúrbios de Datong, província de Shanxi.
Nos últimos anos, a aldeia tem ultrapassado todo o tipo de dificuldades e realiza “milagres” consecutivos. Em 2006, o rendimento total da aldeia era de 75.430.000 yuan e os habitantes pagavam 8.830.000 yuan de impostos. O rendimento per capita era de 6,187 yuan. Nesse mesmo ano, a aldeia recebeu a distinção de “Civilizada e Harmoniosa Aldeia da Província de Shanxi”.
Os habitantes estão muito gratos a todos os que os ajudaram e, também, ao Partido Comunista.
Little Feet (Xiaojiao Renjian)
Realização: Bai BudanChina, 2005, 114´, Cor
Língua: legendado em português
Aldeia de Xiayao, província de Shanxi. Bai Danu, que desde os sete anos tem os pés enfaixados, e Liu Buhan casaram-se há mais de 40 anos.
Como ambos eram viúvos juntaram os filhos de ambos (dois rapazes e uma rapariga de Bai e as três filhas de Liu). Os seus filhos são já avós e não concordam na melhor maneira de cuidar dos seus velhos pais.
Por isso, embora já tenham mais de 80 anos, os dois saem de casa muito cedo e regressam muito tarde, passando o dia a trabalhar nos campos.
Por causa dos seus pés enfaixados, Bai Nu caminha com a ajuda de duas bengalas e tem de se sentar enquanto trabalha no campo.
A narrativa é entrecortada pelos testemunhos de outras idosas que falam da tradição dos pés enfaixados.
A peça de Fernando Arrabal, com encenação de Adolfo Gutkin, "Guernica" não subirá hoje à cena no Santiago Alquimista devido a acidente sofrido pela intérprete de " Lira", Alexandra Marques.
Desejando rápido restabelecimento, aqui fica a notícia do adiamento deste espectáculo.
A série que vai fazer-nos recuar no tempo e viver o clima dos anos 60 estreia hoje, dia 15 de Outubro, às 21h30, a segunda temporada.
‘Mad Men’, uma série de luxo que arrecadou recentemente seis Emmy Awards e que conta também com dois Golden Globes, estará em exibição às quartas-feiras, no FOX Next – um canal exclusivo do Meo, na posição 62 (pack Meo MIX) – com o patrocínio da Volkswagen. Ontem e hoje, a cidade de Lisboa foi invadida por ardinas espalhados em locais de muita afluência de traseuntes e promotores vestidos à época a passearem pela cidade “montados” em carros americanos e a distribuir o jornal ‘Mad Men News’, com destaque para a chegada da segunda temporada de‘Mad Men’e com conteúdos alusivos aos anos 60. Para além da acção de marketing de guerrilha, o FOX Next e o Meo estão a promover ‘Mad Men’ através de uma campanha de publicidade em imprensa e internet, a decorrer durante o mês de Outubro, um microsite no portal Sapo – http://especial.sapo.pt/MadMen/index.html – e um passatempo on-line direccionado aos clientes ‘sapo.pt’ e promovido através de e-mail marketing. “Os publicitários mais premiados da TV” é um dos claims desta campanha. ‘Mad Men’: o dia a dia da publicidade e dos publicitários dos anos 60.
‘Mad Men’ é uma série provocadora que se desenrola na Nova Iorque dos anos 60 e acompanha os competitivos publicitários de Madison Avenue, um mundo liderado pelo ego onde os protagonistas fazem do negócio uma arte, enquanto as suas vidas são vendidas na praça pública. ‘Mad Men’ foi premiada em 2008 com dois Golden Globes – Melhor Série Dramática e Melhor Actor em Série Dramática (Jon Hamm) – e com seis Emmy Awards, entre os quais se destaca o de Melhor Série Dramática. Em 1960, as agências de publicidade eram um potente poder de influência sobre as massas. A coacção pessoal e profissional e os escândalos sexuais definiam os locais de trabalho e ajudavam à conclusão dos negócios.
A Sterling Cooper Advertising Agency criava campanhas de publicidade – desde a marcas de cigarros a campanhas de candidatos políticos – melhor do que qualquer outra concorrente. Era uma altura de grande crescimento e as mulheres começavam a fazer parte integrante da sociedade e dos escritórios.
‘Mad Men’ retrata as aventuras sexuais e conflitos morais num ramo profissional inovador e de alta pressão, ao mesmo tempo que expõe os homens e mulheres que moldaram as esperanças, sonhos e desejos, explorando a verdadeira natureza humana escondida nos tradicionais e reprimidos valores familiares da América dos anos 60. ‘Mad Men’ desenrola-se em torno da personagem principal desta série dramática, Don Draper (Jon Hamm), um publicitário/director criativo e homem ambicioso, confiante, e de grande sucesso junto dos seus colegas de trabalho na Sterling Cooper Advertising Agency e também junto das mulheres.
Don Draper tem um passado tão misterioso que nem a sua própria mulher, Betty Draper (January Jones), o conhece. À medida que Don Draper planeia as suas campanhas nas salas de reunião e nos quartos de hotel, ele tenta estar sempre à frente das últimas tendências e dos jovens que chegam à profissão com o objectivo de os destronar. Entre os diversos personagens secundários, aqueles que maior destaque têm na trama de ‘Mad Men’ são: Peggy Olsen (Elisabeth Moss), a nova secretária de Draper; Pete Campbell (Vincent Kartheiser), um jovem ambicioso que inveja o lugar de Draper; e Roger Sterling (Jonh Slaterry), um dos sócios e bom amigo do protagonista. Nesta segunda temporada a série continuará a esbater a linha que separa a verdade da mentira e a percepção da realidade.
A vida privada de Don Draper encontra novas complicações, e ele novas maneiras de as ultrapassar em grande estilo. O mundo da publicidade começa a mover-se numa nova direcção, conseguirá a Sterling Cooper acompanhar o ritmo? Matthew Weiner é o criador e produtor executivo de ‘Mad Men’ – e também de ‘Os Sopranos’, cuja estreia está agendada para dia 30 de Outubro no FOX Crime –, uma série produzida pela American Movie Classics (AMC).
As curtas-metragens são as protagonistas da final do “Fast Forward Portugal-Film Festival”, evento organizado pela Associação Cultural Velha-a-Branca que o Theatro Circo acolhe a 18 de Outubro (21h45).
Partindo de um tema específico, o “Fast Forward”, festival de curtas-metragens que este ano concretiza a sua terceira edição em Braga, desafia as equipas concorrentes a, num prazo limite de 24 horas, escrever, filmar e editar um filme com duração máxima de três minutos.
Após o processo de realização dos projectos cinematográficos, o festival culmina, pela primeira vez no palco da sala principal do Theatro Circo, com a projecção dos trabalhos entregues e a selecção dos vencedores, distinguidos com o “Prémio de Melhor Filme” e “Prémio do Público”.
Realizado inicialmente em Chicago (EUA), o festival “Fast Forward”, que acontece igualmente em Dublin (Irlanda), repete-se em Braga desde 2006, ano em que passou a integrar o conjunto de eventos desenvolvidos pelo Estaleiro Cultural-Velha-a-Branca.
Constituída em 2004 como cooperativa sem fins lucrativos, a Associação Cultural Velha-a-Branca surgiu com o objectivo de promover a criação e divulgação artística e cultural, recorrendo, para tal, ao desenvolvimento de actividades tão variadas como sessões de poesia, conversas, lançamento de livros, concertos, exposições ou cursos de história.
“Música” será o tema da próxima “Festa na Rua” organizada pelo SEXTA
Dia 17 de Outubro, das 17h às 19h, workshop de percussão na Alameda das Universidades No âmbito das comemorações do seu 1º aniversário, dia 26 de Outubro, o semanário gratuito SEXTA está a levar a cabo uma série de iniciativas, que se prolongarão durante todo o mês de Outubro, e que têm como mote, “O SEXTA comemora consigo”.
O tema da próxima animação de rua, já no dia 17, será a MÚSICA, e o desafio é fazer com que as pessoas façam parte de uma orquestra muito sui generis.
Será criado um espaço inteiramente dedicado à música, onde o transeunte poderá observar e até mesmo interagir com instrumentos à sua disposição.
A intenção é criar pequenos momentos em que serão feitos workshops de percussão e bombos portugueses, onde o objectivo é conseguir criar orquestras de rua compostas pelos cidadãos amadores.
Uma experiência divertida e enriquecedora para quem observa e para quem participa.
A “Festa na Rua”, que se baseia em várias animações de rua temáticas, terá lugar na Alameda das Universidades em Lisboa, (cidade Universitária), entre as 17h e as 19h, durante todas as sextas do mês de Outubro.
Esta iniciativa tem como objectivo proporcionar aos leitores experiências de entretenimento, lazer, descontracção e muita diversão.
As próximas acções do SEXTA terão lugar nos dias 24 e 31 de Outubro, e os temas serão “Crianças” e “Saúde e Bem-Estar”, respectivamente.
A produção destes eventos é da responsabilidade do semanário SEXTA, com a associação de alguns dos seus anunciantes, e os espectáculos serão levados a cabo pela “Artelier?” - Companhia das Artes de Animação e do Teatro de Rua.
Esta companhia é conhecida pelo seu trabalho inovador e de referência na animação e no teatro de rua a nível nacional e internacional, tendo já desenvolvido inúmeras performances para manifestações de cultura popular, como o Carnaval, festas de cidade, animação de parques e inaugurações de sítios públicos.
Personalidade nunca faltou a Simone de Oliveira. Um temperamento marcado pelo excesso: excesso de talento, de vontade, de querer. Excesso de expressão e paixão.Iniciando bastante nova uma carreira de cantora, Simone revela ainda rapariga, uma intensidade interpretativa que imediatamente a distingue das restantes vozes femininas da época.O seu reportório de cançonetista não foge, nesses primeiros anos de carreira, aos estereótipos criativos dos compositores consagrados da época. Desses tempos iniciais guardam-se vivas memórias de prémios e consagrações sucessivas. Mas Simone quererá sempre mais da sua arte. Por sua iniciativa vai procurar cada vez melhores compositores e letristas, aproximando-se assim de grandes nomes tais como: Ary dos Santos, Nazareth Fernandes, entre outros. Simone de Oliveira consegue fazer história: história da música popular urbana mas também a história das mentalidades.
50 anos de uma vasta carreira marcada por festivais da canção, peças de teatro, musicais, programas de televisão e rádio, cinema, cerca de 80 títulos discográficos, digressões no estrangeiro e inúmeros espectáculos. O espectáculo Intimidades que apresenta no ambiente único do Cabaret MAXIME traz-nos de novo a voz profunda de Simone de Oliveira num espectáculo apaixonante, onde sobressai a cumplicidade entre a cantora e o maestro Nuno Feist.
Depois da experiência cultural única que viveu ao longo deste ano, durante o qual cantou (e encantou!) a fadista Raquel Tavares vai actuar, este mês, em terras lusas, mais propriamente no Casino da Figueira.
Na bagagem, a fadista leva o seu mais recente álbum, "Bairro", editado em Maio, e de onde foi retirado o single “Rosa da Madragoa”, bem como alguns temas do disco de estreia homónimo que a deram a conhecer ao grande público.
Assim, no dia 17 de Outubro, a vencedora do Prémio Revelação Casa da Imprensa 2007 sobe ao palco do Salão Caffé do Casino da Figueira, quando forem 23h, acompanhada de Guilherme Banza na Guitarra Portuguesa, Marco Oliveira na Viola de Fado e Fernando Araújo no Baixo. .
A moda em três actos é a proposta do Braga Parque para dar a conhecer a nova colecção Outono-Inverno das lojas do shopping. Dois dias de moda, três desfiles e mais de duas dezenas de conhecidos modelos, actores e apresentadores de televisão constituem o cartaz de moda através do qual serão apresentadas as tendências quentes da estação
.No dia 17, às 21h30, a conhecida apresentadora Ana Mesquita pisa a passarela do Braga Parque e conduz a apresentação do primeiro dos três desfiles que, neste fim-de-semana, dão a conhecer as propostas de moda e acessórios das mais de 100 lojas presentes neste espaço comercial.
A tarde de sábado fica reservada para as colecções infantis e a partir das 16 horas os jovens modelos prometem dar vida e cor ao vestuário dedicado aos mais pequenos. Cláudia Borges apresenta o ultimo dos três desfiles, reservado para as propostas mais desportivas e casuais. O 20º desfile do Braga Parque fica este ano marcado por três momentos de festa e de glamour, onde os melhores manequins nacionais e algumas caras bem conhecidas das séries e telenovelas da televisão prometem causar sensação.
Conferência e novos compositores animam Auditório Municipal
Uma das grandes novidades da segunda edição das Noites de Ópera é a conferência “Crónica de uma cerimónia perdida”, a cargo de Joel Costa e agendada para 19 de Outubro na Biblioteca Municipal de Portimão Manuel Teixeira Gomes.
O conferencista, que chegou a ser cantor lírico, é conhecido pela sua actividade radiofónica, sobretudo enquanto responsável por programas e crónicas na Antena 2, especialmente vocacionados para a música erudita.
Nas palavras do maestro José Ferreira Lobo, director artístico das Noites de Ópera de Portimão, “estaremos em presença de um magnífico e polémico orador, que partilha as suas ideias de forma extremamente interessante”.
“O estudioso aborda as temáticas com recurso a uma linguagem bastante acessível, suscitando na plateia o diálogo participado, ao apresentar exemplos e ao promover o debate”, sublinha Ferreira Lobo.
O tema da conferência, marcada para as 21h30, foca o programa do evento que decorre entre 14 e 26 do corrente no Auditório Municipal de Portimão, criando pontes com a psicologia, a política, a história e demais ciências sociais.
Outra inovação em 2008 tem a ver com a afirmação de jovens valores, de que o compositor portimonense Cristóvão Silva será o primeiro exemplo, com a apresentação da obra inédita “Cantata Erótica”, que está marcada para as 19h30 do dia 21 Outubro, no Auditório Municipal de Portimão.
Para o director artístico, trata-se de uma “excelente e pouco comum ocasião de visibilidade para os talentos emergentes, que assim podem dar-se a conhecer, tirando partido das sinergias e da ideia subjacente à génese do festival”.
Dadas as suas características, o espectáculo, com entrada livre, destina-se a um público maior de 18 anos.
A comunidade escolar também vai ser envolvida na programação, assistindo nos dias 15 e 17 ao divertido espectáculo “Super Barbeiro”, especialmente dirigido aos mais novos. A primeira actuação está marcada para as 14h00 e a segunda para as 11h00.
Segundo o maestro, “esta é uma ocasião soberana para que os professores expliquem aos seus alunos diversos aspectos, dos intérprete aos próprios bastidores, numa espécie de aula prática”.
“…dia 26 de Abril de 2008 cumpriu-se 71 anos do cruel bombardeamento da cidade de Guernica. O primeiro sobre uma cidade aberta. A cidade ficou destruída mas permaneceu de pé a celebre árvore que simboliza a sua história e identidade. Esse brutal acontecimento foi imortalizado por Picasso e hoje, nesse branqueamento da memória que diferentes interesses praticam, muitas pessoas, sobretudo jovens, pensam que «Guernica» é apenas um quadro de Pablo Picasso…”
Peça: “Guernica” Texto: “Guernica” de Fernando Arrabal (1959). Estreia: dias 5,6 e 7 de Junho de 2008 pelas 21.30h Local: Sala Arlequim – Café Teatro, Santiago Alquimista Hora: Quinta a Sábado pelas 21.30h. Duração: aproximadamente 75 min Reposição: de 16 de Outubro a 4 de Dezembro. Digressão: a partir de Janeiro
Sinopse pelo encenador Adolfo Gutikin:
“Fanchu e Lira” são um casal de idosos bascos que se conhecem desde miúdos, levaram uma vida rural e simples e há mais de cinquenta anos, vivem num pequeno casebre nos limites da cidade de Guernica. Daí, por uma janela, vê-se a famosa “árvore” Apesar do tempo, Fanchu e Lira continuam a amar-se e brincam como adolescentes, com o vigor que distingue os bascos, tratando de superar com gargalhadas amargas e humor negro, a catástrofe que se abate sobre eles. A Peça é a história da destruição sistemática do Lugar destes anciãos. Dois pequenos seres desprotegidos arrasados pelas bombas incendiárias da aviação nazi alemã que auxilia - em Espanha - os avanços brutais das tropas fascistas do General Franco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936/1939). É a história destes adoráveis, frágeis e simpáticos avós atrapalhados na sua humilde casa, numa guerra civil, no meio de um bombardeamento esmagador, suportando a destruição sistemática da inelutável queda da sua casa, sendo perceptível a impotência para se defenderem.
A desproporção das forças enfrentadas: por um lado, a delicadeza e fragilidade do amor de dois idosos que só se têm um ao outro e, por outro, as forças militares de enorme poder destrutivo, com as armas mais modernas e poderosas do seu tempo (sobretudo a aviação).
Da sua crueldade e abuso, disparando com a impunidade que permite a distância da superioridade aérea, resulta uma das imagens mais expressivas e comovedoras que o teatro contemporâneo conseguiu plasmar. Sem escrever um panfleto, teatralizando o esmagamento daquelas pessoas do povo, desprotegidas, Arrabal apresenta um poderoso e poético manifesto a favor da paz e contra a guerra. É uma imagem muito forte do destino de seres anónimos - população civil, normalmente mulheres, velhos e crianças, esmagados à distância com a impunidade de disparos pelo ar sem o perigo de serem alcançados pelas antiaéreas. É a grande indústria mecânica alemã dedicada a construir uma maquinaria destrutiva, motivada pelo desejo do lucro e encarregue da tarefa pelo Estado dominado pela ideologia mais cruel e assassina do século XX.
A mulher: Lira, ficou enterrada debaixo dos escombros e, à medida que se sucedem os bombardeamentos, fica cada vez mais e mais enterrada; entretanto, Fanchu, desesperado, tenta por todos os meios ao seu alcance salvá-la, resgatá-la de entre os entulhos ou, pelo menos, aliviar os seus sofrimentos com piadas e auxílios mínimos. Muitas vezes ridículos. Neste primeiro bombardeamento da Segunda Guerra Mundial, como ficou conhecido o ataque da aviação nazi a Guernica, o mundo inteiro viu, com dois anos de antecedência como se aplicaria a politica nazi no resto de Europa (e do mundo) a força brutal de um exército que aplicou um genocídio sistemático e impiedoso, tendo como objectivo a aniquilação total do “inimigo”, aplicando critérios de limpeza étnica com o que, pouco tempo depois, conquistaria meia Europa. Aquele brutal ataque nazi foi um ensaio do que se tornou depois familiar na Segunda Guerra Mundial a partir de 1939 nas cidades de Varsóvia, Londres, Leninegrado e em muitas outras cidades europeias e, no final da Guerra, também nas cidades alemãs que assim conheceram o brutal ataque contra uma povoação indefesa.
As mais célebres, pelo significado, do inicio da era nuclear, foram as cidades de Hiroshima e Nagasaki. Desde então e até aos nossos dias, quer por ar quer por outros meios, assistimos a destruições maciças de cidades habitadas, por inimigos armados com explosivos cada vez mais poderosos e sofisticados. As imagens de refugiados desprotegidos, andando pelos campos com a sua carga de restos palpitantes nos braços e de chagas nas suas costas, tornaram-se habituais e tragicamente comuns. Contra a anestesia da repetição de imagens brutais, fica esta pequena esperança de um mundo diferente, melhor...
Currículo do Encenador – Adolfo Gutkin:
Português por naturalização desde 1994, nasceu na Argentina (Buenos Aires) em 1936, e reside em Portugal desde 1978. Formado em Buenos Aires, profissionaliza-se como actor no grupo independente Nuevo Teatro, onde trabalha sob direcção de Pedro Asquini e Alejandra Boero.
Ainda em Buenos Aires é fundador (com Augusto Fernandes, Agustin Alezzo e Carlos Gandolfo) e dirige o grupo “Juan Cristobal”, posteriormente denominado “La Mascara”. Complementa a sua formação com estudando História da Arte e do Teatro, Dança Moderna, Direcção Teatral, Foniatria, Voz e Dicção e Pedagogia Teatral e integra ainda o “Teatro Popular Bonaerense”. Em 1962, depois de viajar por diversos países da América Latina, fixa-se em Cuba onde, para além de aprofundar os seus estudos em Psicologia, Estética, Filosofia e História da Arte, é fundador, com Jaime Swentisky, da primeira Escola de Teatro de Santiago de Cuba e do Conjunto Dramático de Oriente, do qual é director geral e artístico, e professor de interpretação. Participa, com o seu elenco de actores e técnicos do CDO na criação de um canal de Televisão “Tele-Rebelde”, actualmente Canal 2. Durante este período não só encena como interpreta obras de Ben Johnson, Brecht e Lizarraga e dirige peças “A Senhora Júlia” de A. Strindberg, “O Amante” de H. Pinter e “Guernica” de Fernando Arrabal. Com Maria Eugenia Garcia e Augusto Blanca, funda o grupo “Teatrova” sendo Membro de Honra do movimento “Nueva Trova Cubana”. Várias vezes premiado como encenador e autor, trabalhou como actor de teatro, rádio, televisão e cinema; Autor de numerosas peças de teatro (Prémio Especial Casa de las Américas 1968), em 2007 Cuba prestou-lhe numerosas homenagens, sendo nomeado Membro de Honra da “Union de Artistas y Escritores de Cuba – UNEAC”.. Em 1969 aceita o convite para encenador do Grupo de Teatro da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Dirige “Volpone”, de Ben Johnson, obtendo o Prémio da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e o Prémio da Casa da Imprensa, como melhor espectáculo do ano. Nesse ano, de regresso à América do Sul Buenos Aires, põe em cena uma nova versão de “Cementério de Automoviles”, de Fernando Arrabal, em Buenos Aires no Teatro IFT de que fora fundador, e no Teatro Solis de Montevideo. Em 1970, regressado a Lisboa e ao Grupo de Teatro da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, repõe “Volpone” e estreia a criação colectiva “Melin 4” (seleccionada como melhor espectáculo do ano), obras que participaram no Festival Internacional de Teatro de San Sebastian (Espanha). Durante este período ministrou, para a Fundação Calouste Gulbenkian um curso para actores e encenadores profissionais portugueses (entre eles encontram-se algumas das mais destacadas figuras do teatro, cinema e televisão portuguesas) e tornou-se Membro de Honra da Associação Académica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Em 1973, perseguido pela PIDE é expulso de Portugal. Volta a Cuba e à direcção do Conjunto Dramático de Oriente, onde assina alguns espectáculos musicais. Co-criador de uma nova estação televisiva cubana, dirige ciclos de cinema para a televisão e participa como actor em algumas produções. Após o 25 de Abril e a convite do TEUC- Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, do qual foi Director Artístico durante sete anos, regressa a Portugal onde, a par da sua actividade no TEUC funda, com profissionais portugueses, o Teatro do Mundo, com o qual percorre alguns festivais internacionais. Volta a leccionar na Fundação Calouste Gulbenkian e funda um novo grupo - Maizum – em que dirige, entre outras, “Um Jipe em Segunda Mão”, de Fernando Dacosta, seleccionado pela Crítica e pela Secretaria de Estado da Cultura para o Prémio Nacional Almeida Garrett (1987). Funda o Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral (IFICT) do qual é presidente e onde exerce, para além das funções directivas, funções docentes, contribuído quer para a formação de actores e quadros culturais dos países africanos de expressão oficial portuguesa, nomeadamente Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné e São Tomé, quer para a formação de actores, encenadores, produtores, sonoplastas, luminotécnicos, etc., actualmente figuras importantes no cinema, teatro e televisão em Portugal. Co-Fundador (1987), com José Monleón, do Instituto Internacional do Teatro do Mediterraneo – IITM, presidiu a cimeiras internacionais de teatro. No mesmo ano, a convite da Fundação Gulbenkian, participa no Ciclo "Azares da Expressão" e dirige a obra "À Procura do Presente", com actores profissionais e alguns alunos do IFICT Em 1988 participou, como Presidente do IFICT, na reunião de Formação da Rede de Centros Culturais Europeus, em Arc-et-Senants, organizado pelo Conselho da Europa e em Bolonha no IETM (Encontro de Directores e Produtores do Teatro Europeu). Escreveu textos de teatro utilizados em várias escolas nos cursos de formação de actores (“Fagulhas”, “Ex-que-lecto”, “Lola y la muerte”, etc..). Encenou e/ou dirigiu mais de 70 espectáculos teatrais – de pequeno, médio e grande formato, quer em espaços tradicionais, quer ao ar livre ou espaços não convencionais tais como: - TEUC: “E Agora?” apresentada no Festival Internacional de Lyon de 1978. “História de Zé e Maria” criação colectiva participante no Festival Universitário de Lyon, Nantes e Rennes; “Homo Dramaticus”, apresentada em Dublin e Moscovo e Prémio de Encenação no Festival Internacional de Sitges (Espanha) 1091. - TEATRO DO MUNDO: A Secreta Família", obra com que participa nos Festivais de Vitória e Pamplona (Espanha) em 1979 e "O Guardião do Rio"., - MAIZUM – “O Amante" de H. Pinter, incluído na Primeira Jornada de Teatro, em 1982; "Dracula's Concert", (Festival Internacional de Sitges, 1982); "Gilgamesh", (Festival Internacional de Sites, 1983); “Um Jipe em Segunda Mão”, de Fernando Dacosta, seleccionado pela Crítica e Secretaria de Estado da Cultura para o Prémio Nacional Almeida Garrett (1987); "Tutankamon e a sua Rainha". -TEATRO DA CAIXA - "O Avarento",1º Prémio APTA (Associação Portuguesa de Teatro Amador) e 2º Prémio Festival de Teatro da Câmara Municipal de Lisboa (1984) - IFICT – "O Olho", teatralização de uma lenda de São Tomé (Festival de Sitges, 1983); “Eclipse do Sol”, teatralização de poemas e lendas africanas; “O Grande Desafio”; “A Companheira”; A Marcha”; “A Criação”; “Homo Dramaticus” . - “Ex-que-lecto”, estreado no Café Teatro Santiago Alquimista; «Santiago Alquimista” e “Tele-Jornal”» textos especialmente escrito para espectáculo de Café-Teatro na sala do mesmo nome, num ciclo de «teatro a la table» concebido para a participação do público. De 1988 e até 1996, foi director das nove edições dos “Festivais de Outono de Lisboa (Teatro, Dança e Música)”. Como Produtor, em 1988, criou a empresa “Eutaxia” através da qual organizou grandes eventos e espectáculos nacionais e internacionais, nomeadamente (durante alguns anos) as Festas da Cidade de Lisboa e as Festas da Cidade de Santarém. Organizou numerosas tournées internacionais com diversos grupos: “Opera de Pequim”, “Ta Fantástika”, “Cossacos da Rússia”, “Ballet Bolsdhoi”, “Ópera Nacional Búlgara”, “Marcel Marceau”, “Circo Nacional da China” e agrupamentos de música e de dança em todas as modalidades (Clássica, popular, étnica, etc.). Apresentou o tango argentino pela primeira vez em Portugal em 1992. Lisboa recebeu no Coliseu a grande delegação artística argentina que participou oficialmente na Expo 92 de Sevilha, com expressões de tango e folclore argentinos. E em 1998 organizou a 4ª Cimeira Mundial do Tango em Lisboa e em mais 6 cidades portuguesas. Em 2000/2001 elabora um projecto de grande magnitude para a criação de um Parque Temático em Valência (TerraNatura), escrevendo 32 jogos dramáticos, criando itinerários culturais, aventuras e ainda uma comédia musical (El Tigre), Terra Natura inaugurou-se em 2005. Em 2003 em Lisboa, em 2004 no Porto e em 2005 novamente em Lisboa, organiza as produções e apresentação em Portugal, do Grande Circo Nacional da China. Em 2005 foi escolhido para fazer parte dos sócios Fundadores da Academia Nacional do Tango, em Portugal. A 16 de Março de 2005, a Sociedade Portuguesa de Autores organiza uma homenagem à sua vida profissional como criador e formador de várias gerações de artistas portugueses. Em 2006 encena, em colaboração com Paula Freitas, dois exercícios finais com os alunos do curso de interpretação do IFICT. Estes espectáculos tiveram como apoio os textos “Fagulhas”, escritos por Gutkin para alunos de teatro. No mesmo sentido, encena um espectáculo para o lançamento do livro “Portugal e os Judeus” de Jorge Martins. Publica artigos nas Revistas “Gaceta de Cuba”, “Assaig” (Barcelona) e “Primer Acto” (Madrid). Em Cuba estreia-se a sua obra “Lola y la muerte”, com o título “Mediterrâneos”, sob a direcção de Raúl Pomares, espectáculo realizado pelo grupo “Teatro de Dois», que fará em seguida uma tournée por Portugal, apresentando-se em Beja, Lisboa e outras cidades. Publica um artigo na revista “Primer Acto”, a pedido de José Monleón pelo cinquentenário da revista. Publica notas ao programa em Cuba, com motivo da estreia da peça de Anton arrufat “Sete contra Tebas”, notas reproduzidas na revista “Assaig” , de Barcelona, sob a direcção de Ricart Salvat. Desde 1981 Director do IFICT. Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral, associação cultural sem fins lucrativos de utilidade pública), é actualmente o Director artístico e administrativo do Café Teatro Santiago Alquimista, que mantêm uma programação cultural de aproximadamente 200 actividades/eventos por ano. Foi júri de concursos nacionais e internacionais de dramaturgia e teatro. Colaborou como ensaísta e/ou conferencista em revistas, publicações, eventos e festivais internacionais. Escreveu várias peças de teatro e programas para a televisão, assim como artigos e ensaios sobre teoria teatral. È responsável pela recuperação, adaptação e abertura, no espaço do IFICT do Café Teatro Santiago Alquimista com actividades de café-teatro, música e dança, quase todas as noites. É autor das seguintes peças: Argentina - 1957/58 “Las mentiras de Caroso” (teatro infantil) Cuba – “Juegos de Agitación”; “Chilecracia”; “La Cuestión de Panamá”; “Ordem e Progresso”; “La Sierra Chiquita”; “Don Quijote y Superman”; “El Tifus”; “Mi Querido Sócio”; “Juegos de Reflexión”; “El Respiradero” (Prémio Especial Concurso Internacional «Casa das Américas», Cuba, 1968) «La Compañera» (1º. Prémio de Actuação Feminina no 1º. Festival de Teatro Cubano); “El Actor”; “La Creación”. Portugal – “A Secreta Família”; “O Guardião do Rio”; “À Procura do Presente”; “Juguemos en el Bosque”; “Fagulhas”; “Militango”; “El Tigre” e “El Arca de Noé” (comedias musicais concebidas para o Parque Temático «Terra Natura» em Espanha) “A Cena do Crime “ (Serie televisiva -13 capítulos contendo a adaptação de 13 cenas de crime famosas da história do teatro universal) Conferências e artigos publicados: 1963 - «Mayacovsky por si mismo» - Teatro Cuba. Santiago de Cuba, Oriente. 1968. - “Teatro Cubano, Panorama actual y perspectivas» Universidade de Oriente, Santiago de Cuba. 1969. - «O Teatro Propiciatório» - Universidade Clássica de Lisboa. 1970. - «Amerindias», uma experiência de criação colectiva. Revista Universitária. Universidad de Oriente. Santiago de Cuba. 1971 – “Teatro burgués, teatro proletário”. Biblioteca Eliva Cape. Santiago de Cuba. - «O Teatro, a Crítica e a Sociedade». Publicado em Lisboa. Edição de autor. 1980. - “El teatro como espectáculo” Texto para um curso de formação de encenadores. 1981. -«Festa Popular e Teatro» Revista «Teatro Universitário». Coimbra, Portugal 1984 - “Notas críticas sobre o Festival de Sitges”. Revista “Antzerti” País Basco. – “O texto e o Acto-, resposta a Bernard Dort”. Publicado no livro - «O texto e o Acto», Fundação Calouste Gulbenkian. - «Teatro e sexualidade», Publicado no 2º Tomo de «Sexologia em Portugal», (dentro do tema geral: sexualidade e cultura» - «Le ideologie nascono soavi ed inveechiano crudeli!». Revista «Luci della cittá». - «O ensino no teatro». Encontro Luso - Espanhol de Profissionais de Teatro. 1988 -«O barroco em reflexão» - Torre de Belem - 20 - 5 - 88 - Lisboa. 1989 -Coloquio «O Sagrado e as Artes», «O teatro e os Espaços Sagrados», Publicado em 1995 pela Fundação Gulbenkian 1989/90- «A tragédia e o mundo ibérico » - Carnuntum – Austria (89); Encontro internacional de teatro antigo, dedicado a «Antígona» - Delfos(90) 1993 -«Para falar de criação», Conferência realizada no 1º. Congresso de Teatro Português. Fundação Calouste Gulbenkian. 1995 - «O teatro e o tempo». Encontro internacional de Teatro Antigo. Delfos 1997 - «Situação dramática e coreografias». - Encontro Internacional do IITM. Badajoz - «Corpo, cultura e Pensamento», Faculdade de Motricidade Humana, Lisboa - «A função social do teatro». Encontro Nacional de Teatro e Educação. Palmela. - «A loucura na arte ou a arte na loucura». Congresso de Psiquiatría. Hospital Júlio de Matos, Lisboa 1998 - «De Gardel ao Ché», No âmbito da 4ª Cimeira Mundial do Tango, Museu República e Resistência”Lisboa. - «O erotismo no teatro». Ciclo «Erotismo na Arte». Hospital Julio de Matos, Lisboa 1999. - «Do superficial e do profundo». A propósito dos espectáculos piromusicais e de fogos artificiais. - «La forma como discurso», publicação bilingue, valenciano e castelhano) Encontros de dramaturgos ibéricos, Valldigna, Valencia, Espanha. 2000 – “«Hamlet» Primeira experiência de psicodrama no teatro”. Encontro Internacional de Psicodrama - Sala «Santiago Alquimista» e Hospital Julio de Matos. Lisboa
Na próxima quarta-feira, 15 de Outubro, às 21h30, Dagoberto Carvalho Júnior apresenta duas das suas obras na Biblioteca Municipal.
A Cidadela do Espírito e A Boa Mesa de Eça de Queiroz foram os livros escolhidos para apresentação entre a basta bibliografia que o autor já publicou sobre Eça de Queirós.
A Cidadela do Espírito : considerações sobre a Arte Sacra na Obra de Eça de Queiroz, publicado no Recife, em 1994, revela, segundo o autor, “o espírito místico de Eça, que o realismo como religião de estética literária, tantas vezes, sacrificou ao anticlericalismo de sua geração".
Já com 2ª edição, este livro versa sobre um tema que ainda não fora investigado por nenhum estudioso da obra queirosiana, examinando, no que diz respeito à arte sacra, a presença de símbolos e imagens, a descrição que Eça faz de igrejas e tipos religiosos.
A Boa Mesa de Eça de Queiroz, recentemente publicado pela Editorial Tormes do Recife, resulta da compilação de um ensaio e várias crónicas.
Dagoberto Carvalho Júnior, médico, escritor, historiador e mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco, é um dos maiores cultores de Eça de Queirós no Brasil.
Está ligado à Academia Piauiense de Letras e é Presidente da Sociedade Eça de Queiroz, Recife.
O escritor é também autor de numerosa bibliografia queirosiana, tendo colaborado na edição da obra Completa de Eça de Queiroz, no Dicionário de Eça de Queiroz, no Dicionário Temático da Lusofonia e na Revista Brasileira, edição comemorativa do centenário da morte do escritor promovida pela Academia Brasileira de Letras em 2000.
1 de Novembro: CAEP, Portalegre 8 de Novembro: Teatro Viriato, Viseu 14 de Novembro: ZDB, Lisboa 19 de Dezembro: Teatro Municipal, Guarda Informações www.muspace.com/deadcombo
Let's Start A Fire Email: raquellains@letstartafire.comSite: www.letstartafire.com Myspace: www.myspace.com/raquellains
Dia 13, 21h00 Deux jours à tuer De Jean Becker [França, 2007, 85`, M/12] Sessão com a presença do realizador Jean Becker Antoine (Albert Dupontel), 42 anos, é um publicitário de sucesso com uma vida perfeita. É casado com Cécile (Marie-Josée Croze), de quem tem dois filhos, vive numa boa casa, tem amigos e mantém com os vizinhos uma boa relação. Um dia, o equilíbrio da sua vida perfeita desfaz-se. Adoptando uma atitude de intransigência, começa a questionar tudo o que construiu nos últimos anos – casamento, filhos, profissão, amizades. Perante o espanto daqueles que o rodeiam, destrói, no espaço de uma semana, toda a estrutura da sua vida... Dia 13, 23h30 Survivre avec les loups De Véra Belmont [França/ Alemanha/ Bélgica, 2007, 118`, M/12] Segunda Guerra Mundial. Misha (Mathilde Goffart), uma criança judia de 8 anos, cujos pais foram deportados, abandona a família que a recolheu e parte em busca dos progenitores. Sabe apenas que estes estão algures para Este. Com a ajuda de uma bússola e pelos seus próprios pés, percorre a Bélgica, toda a Alemanha e a Polónia, na esperança de os encontrar. Para sobreviver, evita os homens e a sua violência, junta-se a uma alcateia de lobos e torna-se num deles. Dia 14, 21h00 Paris De Cédric Klapisch [França, 2007, 130`, M/12] Pierre (Romain Duris), um jovem bailarino parisiense, descobre que sofre de uma doença que lhe poderá ser fatal. A perspectiva da morte faz com que valorize a sua vida e a das pessoas com quem se cruza diariamente no seu bairro, seja a sua irmã (Juliette Binoche), os vizinhos ou os comerciantes. Através de um novo olhar, Pierre assiste ao desenrolar das histórias destas pessoas, dos seus problemas, dos seus encontros e das suas emoções... Dia 14, 23h30 Toi et moi De Julie Lopes-Curval [França, 2006, 94`, M/12] Redactora de fotonovelas para a revista “Toi & Moi”, Ariane (Julie Depardieu) inspira-se na sua vida amorosa e na da sua irmã Lena (Marion Cotillard) para compor as suas histórias, ainda que bastante romanceadas. Na realidade, as suas vidas são muito pouco românticas. Ariane persegue Farid (Tomer Sisley) na esperança de que ele se transforme, miraculosamente, no seu príncipe encantado. E Lena vive entediada a sua relação com François (Eric Berger). Ambas se debatem num mundo de dúvidas, emoções, desgostos e desejos. Entre o cinzento das suas existências monótonas e o colorido das fotonovelas, conseguirão realmente estas duas irmãs encontrar o verdadeiro amor? Dia 15, 10h30 La Reine Soleil De Philippe Leclerc [França/Hungria/Bélgica, 2007, 77`, M/6] Antigo Egipto, 18ª dinastia. Akhesa é uma princesa linda, impetuosa e rebelde, filha do faraó Akhenaton. Recusando-se a viver confinada ao interior do palácio real, e ignorando a razão pela qual a sua mãe, a Rainha Nefertiti, se encontra exilada, foge com a ajuda do príncipe Thout na esperança de a encontrar. Sem consciência dos perigos de uma viagem destas, Akhesa e Tout navegam pelo Nilo e atravessam as dunas quentes do deserto, tendo como únicas armas a coragem e a inocência... Dia 15, 21h00 Délice Paloma De Nadir Moknèche [França, 2007, 134`, M/12] Precisa de uma licença de construção? Ou de uma rapariga atraente e disponível? Pelo preço certo, Madame Aldjeria (Biyouna), benfeitora nacional da Argélia, soluciona todos os problemas, realiza todos os sonhos. Para isso conta com a ajuda dos seus recrutas, bonitos e pouco escrupulosos. É justamente uma dessas recrutas, Paloma (Aylin Prandi), que com a sua doçura e sensualidade vai causar grande sensação entre os clientes de Madame Aldjeria, e também no seu filho, Riyade (Daniel Lundh)... Dia 15 de Outubro, 23h30 Le Tueur De Cédric Anger [França, 2007, 90`, M/12] Paris, época de Natal. Léo Zimmerman é um homem de negócios, aparentemente exemplar, que vive sobretudo para a filha. Os investimentos que faz na bolsa, trazem-lhe ganhos avultados, mas sente-se espiado. É um homem stressado que já não sonha. Um dia é visitado no seu escritório por Dimitri Kopas que se apresenta como um cliente normal. Contudo, o empresário percebe que Kopas está ali para o matar. Desvairado pela paranóia e pela ansiedade, Leo Zimmerman decide confrontar o seu executor e propor-lhe um pacto… Dia 16, 21h00 Le Premier cri De Gilles de Maistre [França, 2007, 100`, M/12] Durante um eclipse total do sol pela lua, avistado em todo o mundo, o destino de várias personagens reais cruza-se num momento único e universal: o nascimento de um bebé. Esta é a emocionante e verdadeira história sobre o nosso primeiro grito da vida, aquele que emitimos quando nascemos e que anuncia a nossa chegada ao mundo. Das areias quentes do Sahara às planícies brancas da Sibéria, da beleza sagrada do Ganges ao Japão tradicional, este é um filme com imagens únicas, onde o cenário é a própria Terra. Um contraste de terras, de pessoas e de culturas, na mais bela e insólita das viagens. O nascimento no grande ecrã, visto à escala do planeta. Dia 16, 23h30 Faut que ça danse! De Noémie Lvovsky [França/ Suíça, 2007, 100`, M/12] Na família Bellinsky há o pai, Salomon (Jean-Pierre Marielle), que com 80 anos refuta qualquer intenção de monotonia. Entre as coreografias de Fred Astaire, que ele tanto aprecia, e a busca incessante por uma companheira, vive cada momento com grande energia; A mãe, Geneviéve (Bulle Ogier), que progride no seu processo de infantilização, de acordo com as indicações dadas pelo mentor e companheiro de todas as horas, Mr Mootoosamy (Bakary Sangaré); E Sarah (Valeria Bruni-Tedeschi), a filha, que tem de encontrar o equilíbrio adequado entre um pai que idolatra, mas que também a exaspera, e uma mãe, que há tempos deixou de tentar compreender. Mantém um relacionamento estável com François (Arié Elmaleh), mas fica surpresa ao descobrir que está grávida, pois sempre se julgou estéril. Tem agora a responsabilidade de constituir uma nova família... Dia 17, 21h00 Les LIP, l'imagination au pouvoir De Christian Rouaud [França, 2007, 118`, M/12] A aventura começa a 17 de Abril de 1973, na fábrica de relógios LIP, em Palente, na periferia de Besançon. Outrora uma empresa próspera, a LIP encontrava-se então nas mãos de novos proprietários que apresentavam um plano de despedimentos dramático para os operários como única saída para a empresa. A resistência organizada pelos trabalhadores deu origem a um movimento de luta incrível, que durou vários anos, mobilizou multidões em França e na Europa, multiplicou as acções ilegais sem ceder à tentação da violência, apoiando-se na democracia directa e numa imaginação incandescente! E a prática da auto-gestão afirmou-se como alternativa, utilizando o mote “É possível: nós produzimos, nós vendemos, nós pagamos”. Dia 17, 23h30 Un baiser s’il vous plaît De Emmanuel Mouret [França, 2007, 100`, M/12] De passagem por Nantes apenas uma noite, Emilie (Julie Gayet) conhece Gabriel (Michaël Cohen). Ambos ficam seduzidos um pelo outro, mas cada um tem a sua vida e sabem que nunca mais se verão. Ele gostaria de a beijar, e ela também… mas uma história que lhe contaram sobre um beijo com consequências, impede-a. É então que Emilie conta essa história. Dia 18, 18h00 Le Deuxième soufflé De Alain Corneau [França, 2007, 156`, M/12] Gu (Daniel Auteuil), um perigoso e respeitado gangster francês condenado a prisão perpétua, consegue evadir-se da prisão no final dos anos cinquenta. Perseguido pela polícia, só pensa em fugir para fora do país com Manouche (Mónica Bellucci), a mulher que ama. Para o fazer precisa de dinheiro e aceita entrar num último assalto. Vítima de uma maquinação, acaba por ficar com fama de traidor e vai ter que limpar a sua honra… Dia 18, 21h00 Le Fils de l'épicier De Éric Guirado [França, 2007, 96`, M/12] Quando Antoine (Nicolas Cazalé) propõe a Claire (Clothilde Hesme), sua melhor amiga, emprestar-lhe dinheiro para que ela possa prosseguir os estudos, está muito longe de imaginar onde o levará a sua promessa. O Verão chegou e o jovem deixa a cidade de Paris para ir ajudar os pais, numa vila rural do sul de França. O pai, merceeiro ambulante, adoeceu e Antoine, embora contrariado, mas com a sua promessa para cumprir, aceita substitui-lo no abastecimento de mercearias aos povoados mais isolados. Aquilo que começou por ser uma contrariedade transforma-se numa riquíssima (re)descoberta, num retorno à alegria de viver e, quem sabe, ao amor... Dia 18, 23h30 Promets-moi De Emir Kusturica [Sérvia/ França, 2007, 126`, M/12] Tsane (Uros Milovanovic) vive com o avô (Aleksandar Bercek) num povoado, no cimo de uma colina. Juntamente com Bossa (Ljiljana Blagojevic), a vizinha, que é também a professora de Tsane, são os três únicos habitantes daquele lugar. Um dia, o avô revela que poderá estar perto de morrer e antes que isso aconteça o neto deverá cumprir três desejos seus. Para fazer a vontade ao avô, Tsane segue até à cidade mais próxima. Mas enquanto o jovem se debate com a confusão urbana, com redes mafiosas e outros tumultos, o avô descobre, onde menos espera, as delícias do amor... Preçário Preço sessão 3,50€ Preço geral (5 sessões) 10,00€ Sessão infantil (dia 15, 10h30) 1,00€ [Entrada Gratuita para grupos escolares] TODOS OS FILMES SÃO LEGENDADOS EM PORTUGUÊS OrganizaçãoAlliance Française de Coimbra e Instituto Franco – Português de Lisboa Informações Teatro Académico de Gil Vicente Praça da República _ 3000-343 Coimbra Tel.: +351 239 855630 _ Fax: +351 239 855637 E-mail: teatro@tagv.uc.pt; Url: www.uc.pt/tagv; Blog: http://blogtagv.blogspot.com/ Bilheteira: 17h00-22h00 _ segunda a sábado _ telefone: 239 855 636
Dissemos há tempos que António Calvário era um Senhor da nossa música ligeira que se mostrou sempre à altura das circunstâncias apesar de muitas contrariedades e se hoje se fala de clubes de fãs que se saiba o que eram fãs quando o Sr. Calvário andava por perto, histórias há que até a roupa lhe rasgaram! Desta notícia regista-se a declaração de MacDonald: Calvário "é um ícone da cultura pop que, injustamente, tal como outros, foi remetido no universo do nacional-cançonetismo".Vale sempre ouvir António Calvário!
O duplo CD “O melhor de António Calvário”, já editado, reúne temas dos "anos de ouro", os anos 60, do cantor, que está a celebrar 50 anos de carreira, entre eles, "Regresso" e "Oração". "São temas da década de 1960, que corresponde aos anos de ouro e que foi o arranque da minha carreira. Era a coqueluche e estava em voga", disse à Lusa António Calvário. O duplo CD, editado pela Valentim de Carvalho/IPlay, reúne 40 canções, algumas em duo com nomes como Simone de Oliveira, Madalena Iglésias, Maria de Lourdes Resende ou Maria Fernanda Soares. Outras canções são versões de temas estrangeiros como "The rain in Spain", do filme "My fair lady". "As versões eram garantia de sucesso e muitas vezes fazíamo-las antes de chegarem a Portugal, até para abrir mercado à versão estrangeira", explicou o cantor. O duplo CD inclui canções de 1960, como "Regresso", de que se inclui a primeira versão gravada com o conjunto de Sivuca, até 1966. "Esta canção, ‘Regresso’, marcou-me, porque a apresentei num festival da canção da Emissora Nacional e foi um sucesso, tendo-me dado a conhecer ao país inteiro", disse o cantor. De 1966 o álbum tem canções como “Sou ribatejano” (Jerónimo Bragança/Nóbrega e Sousa) e “Namorados de Domingo” (Francisco Nicholson/Eugénio Pepe). João Macdonald, que assina o texto que acompanha o duplo CD, referiu à Lusa que a actual edição "esgota o que existe em arquivo de Calvário, na Valentim de Carvalho, relativamente a esta época (1960-1966), tudo gravado pelo Hugo Ribeiro, trazendo para digital pela primeira vez um grande número de temas". Para Macdonald, Calvário "é um ícone da cultura pop que, injustamente, tal como outros, foi remetido no universo do nacional-cançonetismo". À Lusa, Calvário definiu-se como um "cantor recreativo" e considerou "sem propósito e maldosa" a qualificação de "nacional-cançonetista". "Canto em português, sou cançonetista e sou nacional, mais nada, e daí?", interrogou. Macdonald e Calvário partilham a opinião de que é essencial conhecer o que existiu e dar a conhecer às gerações mais novas os êxitos pop da música portuguesa "de ontem". António Calvário foi eleito entre 1962 e 1972 cinco vezes Rei da Rádio, título que ainda detém, recordou à Lusa, "pois não voltou a acontecer tal eleição", além de ter sido eleito Rei da TV. Esta edição discográfica surge a partir da selecção de 34 EP gravados pelo cantor numa altura em que "fazia literalmente parar o trânsito", segundo Macdonald. "O melhor de António Calvário" integra-se nas comemorações dos seus 50 anos de carreira artística, no âmbito das quais editou em Junho um CD com inéditos, uma autobiografia e realizará dia 25 de Outubro um espectáculo no Teatro Lethes, em Faro.
Sab. 15 de Novembro – Beach House «Quina das Beatas» - Espaço Café -Concerto Inicio 23.00h Entrada 5 € M/4 anos
Alex Scally e Victoria Legrand conheceram-se através de um amigo mútuo em 2004, tendo formado os Beach House na Primavera de 2005 (o ano chinês do Galo), depois de ambas as partes terem chegado à conclusão que tinham um incomum vínculo musical. Enquanto passavam tempo juntos a gravar e a tocar, Alex (todo o tipo de cordas) e Victoria (formação em piano e em voz lírica) apreciaram o facto de não namorarem, não serem parentes e não terem crescido juntos.
Quando estas questões lhes são postas por jornalistas, o grupo têm um prazer especial em explicar que de facto não são namorados, não estão relacionados familiarmente, e não, não cresceram juntos… Estranhamente, ambos eram entidades separadas antes de se conhecerem.
Alex cresceu em Baltimore, enquanto Victoria nasceu em França, de pais americanos, tendo ido viver aos 6 anos de idade para a pitoresca Baltimore, para onde regressou depois de muitos anos de adolescência saltimbanca a viver e viajar pelo mundo. O par concorda que as suas inspirações musicais são demasiado numerosas para fazer uma lista, mas afortunadamente ambos gostam de ouvir música, e nos últimos tempos o que ouviram foram grupos como os The Zombies, Neil Young, Emitt Rhodes, Dusty Springfield, The Supremes, Nirvana, Earth, Ann Peebles, The Beach Boys, Hank Williams, Ravel, John Cale, Velvet Underground, Elliott Smith, Tony, Caro & John, The Beatles, e Daniel Johnston ,entre outros. Os Beach House gravaram o seu primeiro álbum em 2006, com o título homónimo de “Beach House”, seguido em 2008 por “Devotion”, um registo igualmente surrealista e oniríco, mas mais maduro. Recentemente têm estado em digressão com artistas como os Grizzly Bear, Arbouretum e Clientele. Quando não estão em extensas digressões, os Beach House passam o seu tempo com trabalhos em part-time, Alex como carpinteiro e Victoria como empregada de bar… Em Outubro de 2008 os Beach House publicaram o single “Used to Be”, que mereceu honras de destaque e “streaming” no conceituado sitepitchfork.com, e que continua da mesma forma discreta mas coerente, líquida e suave a sua aventura musical, que fazendo parte da linhagem de grupos como os Cocteau Twins, Galaxie 500 e Damon & Naomi, consegue ter no entanto uma identidade própria e uma expressividade temática que merece uma audição atenta e devotada.
Holocausto: a memória do passado em nome do futuro
“Como é possível guardar a memória do passado em nome do futuro?” esta foi uma das muitas questões deixadas no ar na conferência sobre o Holocausto moderada por José Manuel Fernandes (director do Público), que decorreu no passado sábado, na Biblioteca Municipal. O Presidente da Câmara Municipal, José Macedo Vieira, não pôde deixar de exprimir o seu pensamento perante o genocídio e as tragédias que ameaçam o mundo: “Vivemos num mundo de incertezas e cada vez mais tenho uma única certeza, como afirmou o filósofo grego Sócrates, «Só sei que nada sei»”.
Esther Mucznik, uma das conferencistas convidadas, apresentou razões irrefutáveis para o ensino da Holocausto, desde logo o facto de se tratar de um acontecimento onde foram assassinados cerca de seis milhões de judeus.
“Não podemos abstrair-nos de uma realidade tão trágica e temos de combater o negacionismo” afirmou a investigadora judia consciente de que a única maneira de combater essa negação da realidade é através do debate e do estudo.
“Só através do conhecimento e análise do Holocausto podemos detectar e compreender noutros conflitos algo que caracterizou este massacre”, acrescentou.
Esther Mucznik considera o Holocausto um acontecimento sem precedentes, pois “pela primeira vez, toda uma máquina de Estado colocou-se ao dispor do extermínio de um povo inteiro. Hitler não matou a totalidade dos judeus mas destruiu toda uma cultura e civilização. Hoje, a cultura judaica que existe na Europa é uma cultura morta”, afirmou.
Apesar de Portugal não ter participado na guerra, a presença dos judeus no nosso país faz parte da nossa História e foi-nos claramente relatada por Dora Caeiro, Professora de História, que participou na conferência reflectindo sobre a conduta, ora favorável ora repressiva, dos reis portugueses perante este povo.
Esther Mucznik alertou ainda para a “desumanização do inimigo, único meio para o planeamento do extermínio, que conduz à desumanização dos perpetuadores deste empreendimento sistemático de doze anos de exclusão e discriminação judaica”.
Apesar dos motivos apresentados serem mais que suficientes para justificar o ensino do Holocausto, Esther reconhece que estarmos a 60 anos da tragédia acrescido do facto do sucedido ir contra a religião e valores que nos foram incutidos dificultam a tarefa. “O Holocausto tornou-se um património da Humanidade, pelo lado negativo, claro.”, concluiu a investigadora. Gabriela Fernandes, responsável pela publicação de vários livros sobre o Holocausto, refutou a ideia de Esther afirmando que “há valores que são intemporais” e a realidade que nós queremos saber é terrível”.
A palestrante manifestou a sua constante indagação perante a indiferença com que as pessoas reagiram ao massacre e a passividade face ao genocídio, atitude de insensibilidade perante o outro que actualmente também se verifica em várias dimensões e que ela apelida de “banalidade do mal”.
Um mal que foi, em parte, reconstruído pelo testemunho de Esther Mucznik e Gabriela Fernandes que juntamente com José Manuel Fernandes e Margarida Delgado realizaram uma acção de formação em Israel no Verão passado e se disponibilizaram a transmitir uma fascinante lição sobre a história do Holocausto. Resultado dessa viagem foi também uma exposição intitulada “O Ensino do Holocausto no Século XXI” do Museu Yad Vashem que está patente na Biblioteca Municipal até ao dia 25 deste mês e que retrata o terror vivido pelos judeus desde o momento em que se convertem em cidadãos inferiores, privados de direitos (1933) até à altura em que são vítimas das maiores atrocidades e um terço do seu povo é exterminado (1945).
Irá tornar-se mais informativo, com mais sugestões e inovador. Dado o elevado número de ciber-leitores do blog optámos pelo formado de jornal on-line que estará no ciber espaço já este mês.
Será a nossa prenda de Natal.
Mas para que o novo Jornal Hardmusica vá ao encontro dos desejos dos nossos milhares de leitores, contamos com o seu apoio enviando-nos toda a informação possível sobre os seus eventos.