segunda-feira, 19 de maio de 2008

30 minutos novo programa da RTP


Em 30 minutos, 3 histórias de vida




Esta semana, a RTP revela o concretizar do sonho para uma jovem portuguesa.

Natércia Pintor procurou trabalho para conseguir financiar aulas de canto.

À hora a que o programa irá esta 3ª feira à noite para o ar estará a gravar o seu primeiro CD, em Los Angeles, com um dos mais famosos produtores norte-americanos.

Os repórteres da RTP desvendam também, pela primeira vez, a notável energia de vida que Mafalda Ribeiro aplica em tudo o que faz, mesmo que nunca tenha conseguido andar e mesmo que os médicos olhassem com reserva as suas probabilidades naturais.

E partilhamos a nova vida d'"O Maestro": Rui Costa, de fato e gravata, no primeiro dia após o fim da sua carreira como jogador.

"30 minutos" é um programa semanal de reportagem, à 3ª feira, após o Telejornal, na RTP1.

Pedro Moutinho recebe prémio


PEDRO MOUTINHO VENCE

PRÉMIO AMÁLIA RODRIGUES 2008


Pedro Moutinho recebe na próxima 4ª feira, dia 21 de Maio o Prémio Amália Rodrigues 2008 na categoria de Melhor Álbum.

Este galardão é-lhe atribuido numa Gala a realizar no Centro Cultural Olga Cadaval onde o cantor irá interpretar alguns fados do seu reportório.

"Encontro", o álbum premiado pelo juri, é o segundo e o mais recente da carreira de Pedro Moutinho.

É um disco que cruza o tradicional com o moderno e onde as letras pertencem a grandes autores portugueses como Fernando Pessoa, Manuel Alegre ou António Lobo Antunes.

Pedro Moutinho está neste momento a preparar oo seu 3º álbum que será editado no primeiro trimestre de 2009.

MAU com novo album


alkanta festival de Maio a Junho


ALKANTARA FESTIVAL




alkantara festival irá decorrer entre 22 de Maio e 8 de Junho e é um dos maiores festivais de dança e teatro em Portugal: em 17 dias apresentamos 26 espectáculos, em 78 sessões de artistas vindos de 18 países – Portugal, Austrália, Índia, Turquia, Nova Zelândia, República Democrática do Congo, Bélgica, Reino Unido, Suíça, EUA, Alemanha, Argentina, República Checa, Brasil, Líbano, França, Argélia e Colómbia – em 17 teatros e espaços em Lisboa – Auditório Carlos Paredes, Castelo de São Jorge, Centro Cultural de Belém, Culturgest, Espaço Alkantara, Espaço Land, Hospital Miguel Bombarda, Museu da Electricidade/Central Tejo, Museu do Oriente, Palácio Nacional da Ajuda, Maria Matos Teatro Municipal, São Luiz Teatro Municipal, Politécnica, Teatro Meridional.


Comprovando o renome internacional do festival mais de 40 programadores de teatros e festivais internacionais já confirmaram a sua vinda a Lisboa para assistir aos espectáculos do festival.

Secção de cordas da AAC apresenta-se no Café Santa Cruz

Grupo de Cordas
da Secção de Fado da AAC
20 de Maio às 21h45
Café Santa Cruz em Coimbra www.cafesantacruz.com

domingo, 18 de maio de 2008

Klepht ao vivo na FNAC Forum Coimbra

Klepht
"Klepht"
21 de Maio às 22H00
FNAC Forum Coimbra


Os Klepht nasceram em Lisboa e são formados por Diogo Dias (voz, guitarra e piano), Filipe Contente (baixo), Marco Sousa (guitarra), Francisco Duarte (guitarra) e Marco Reis (bateria). O som da banda reflecte influências de nomes como Dave Matthews Band e Pearl Jam. O álbum homónimo aposta num rock melódico cantado em português, como comprova o tema Por Uma Noite, tocado com bastante regularidade nas rádios nacionais.

Informações
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24hE-mail:
fnac.coimbra@fnac.pt

Optimus Alive!08- Música e Ciência



10 CIENTISTAS
10, 11 E 12 DE JULHO



Pela primeira vez, em Portugal, um festival de música e a investigação científica, estabelecem uma parceria com vista à realização de acções que pretendem aproximar a ciência da sociedade.Do lado da música está o Optimus Alive!08, o Maior Evento de Música e Arte do ano, que na segunda edição conta com artistas de luxo como Rage Against The Machine, Bob Dylan e Neil Young.

A investigação científica aparece com a garantia de qualidade do Instituto Gulbenkian de Ciência, que acolhe cerca de 300 investigadores, divididos por 32 grupos de investigação.
No recinto do Optimus Alive!08, durante os dias 10, 11 e 12 de Julho, vão estar presentes 10 cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência, disponíveis para responder a qualquer dúvida dos festivaleiros.

Para além da acção a decorrer no recinto, a Everything is New, em parceria com o Instituto Gulbenkian de Ciência, vai atribuir uma bolsa de estudo na área da biodiversidade, que visa apoiar um projecto de investigação de recém-licenciados.

Com a atribuição desta bolsa, o Optimus Alive!08 e o Instituto Gulbenkian de Ciência, pretendem incentivar a investigação numa área fundamental para o Planeta Terra e ajudar a promover a sua sustentabilidade.
ARTISTAS CONFIRMADOS PARA O OPTIMUS ALIVE!08:

10 Cientistas Ben Harper & The Innocent Criminals Bob Dylan Boys Noize Brodinski Busy P Cansei de Ser Sexy DJ Mehdi Donavon Frankenreiter Galactic featuring Lyrics Born and Boots Riley (of The Coup) Gogol Bordello Gossip Hercules & Love Affair John Butler Trio Krazy Baldhead MGMT MR Flash MSTRKRFT Neil Young Nouvelle Vague

Alkantara Festival começa a 22 de Maio


A 22 de Maio arranca o alkantara festival 2008 com o espectáculo de abertura Tempest II de Lemi Ponifasio (Nova Zelândia), às 21h00 no São Luiz Teatro Municipal.


Em 17 dias apresentamos em Lisboa 26 espectáculos, em 78 sessões de artistas vindos de Portugal, Austrália, Índia, Turquia, Nova Zelândia, República Democrática do Congo, Bélgica, Holanda, Grã-Bretanha, Suíça, EUA, Alemanha, Argentina, República Checa, Brasil, Líbano, França, Argélia e Colómbia, em 17 teatros e espaços em Lisboa (Auditório Carlos Paredes, Castelo de São Jorge, Centro Cultural de Belém, Culturgest, Espaço Alkantara, Espaço Land, Hospital Miguel Bombarda, Museu da Electricidade/Central Tejo, Museu do Oriente, Palácio Nacional da Ajuda, Maria Matos Teatro Municipal, São Luiz Teatro Municipal, Politécnica, Teatro Meriodional).

sábado, 17 de maio de 2008

Play no Casino Lisboa




PLAY



20 Maio a 1 Junho




Play é o mais recente projecto dos Kataklò, uma companhia italiana que arriscou, com sucesso, um espectáculo onde a poesia do teatro se aliam à disciplina da dança e das acrobacias desportivas.

Do grego "eu danço, dobrando-me e contorcendo-me", os Kataklò são formados por jovens atletas que em palco quebram a rígida disciplina desportiva, aplicando a sua mestria em coreografias inovadoras que aliam a dança e a ginástica com o teatro e a poesia.

Com cerca de uma década de existência, os Kataklò têm Giulia Staccioli como fundadora. Ex-campeã olímpica de ginástica rítmica, Giulia Staccioli participou em diversas competições internacionais, onde se destacam as participações nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984) e de Seoul (1988).

No final da sua carreira de atleta, integrou a Companhia Momix onde confirmou a potencialidade da aliança entre o seu treino como ginasta e a sua paixão pela dança.


A mistura de disciplinas, à partida tão díspares e incompatíveis, originou Indiscipline (1996), o primeiro espectáculo, com Giulia a assinar a direcção artística.
O sucesso foi grande, dando à companhia uma imensa visibilidade internacional.

Desde então, os Kataklò já correram o mundo apresentando os seus espectáculos, bem como foram convidados para eventos como a Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim (2006), as festas de Passagem de Ano de Hong-Kong, os JO de Sidney, o Festival Fringe de Edimburgo.
Pela primeira vez em Portugal, os Kataklò prometem transgredir as regras, evidenciar os lugares comuns, olhar para a realidade às avessas e animar tudo o que é inanimado.

Esta é a vocação de um grupo inovador e ousado que, acima de tudo, pretende conquistar um espaço para além das fronteiras habituais do teatro.

Ouse não perder! "Eles expressam a arte do movimento corporal de forma singular!", Close Up"Os bailarinos-atletas movem-se em estruturas metálicas: Play é um espectáculo fascinante", La Reppublica"Play mistura balé e ginástica com movimentos atléticos e acrobáticos.

Ou seja, é o encontro da dança com o desporto, tudo no mesmo palco."

Mostra de Pintura de Luis Athouguia no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz



O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz
apresenta uma importante mostra de pintura de Luís Athouguia, intitulada Onirismo em Contramão.

Nas suas elaborações plásticas, Luís Athouguia utiliza diferentes formatos e, a partir daí, adapta umas formas que se vão criando e transformando em visões plenas de dinamismo, caos, serenidade, força, negação ou afirmação... segundo a direcção do núcleo inicial, sobrepondo e confrontando cores distintas, criando velaturas e zonas opacas, iluminando e sombreando, jogando, enfim, com o elemento plástico e com todos os seus efeitos, isto é, manifestando o duplo aspecto da liberdade e da dimensão espiritual da cor e da abstracção.

De certo modo as suas composições são estados de alma, ou por outro, paisagens de alma, sintetizando o real ao convertê-lo em linhas e planos, dois elementos essenciais que são suficientes para dizer tudo.


Ou, o que é o mesmo, optando pela representação do universal submetendo o detalhe ao conjunto e desterrando toda a particularidade individual, mas sem deixar, no entanto, de preservar nas suas pinturas o lirismo, o espírito expressivo do interior.
Luís Athouguia nasceu em Cascais. É diplomado pelo IADE, Instituto Superior de Design, em Lisboa.

Participou em relevantes exposições internacionais, Bienais de Arte e encontros de Arte Postal. Desde 1983 realizou mais de duas centenas de exposições de Pintura (55 individuais). Representado em museus, instituições e importantes colecções nacionais e estrangeiras. Foi distinguido com o Prémio Vespeira na Bienal do Montijo.

Museu do Oriente abre as portas noi Dia Internacional dos Museus


Dia Internacional dos Museus

ENTRADA GRATUITA

NO MUSEU DO ORIENTE

O Museu do Oriente volta a abrir as suas portas, gratuitamente, a 18 de Maio, domingo, para um conjunto de iniciativas que vão do teatro às visitas guiadas, passando pelos ateliês infantis, para celebrar o Dia Internacional dos Museus.

A representação da peça “Antes de Começar”, da autoria de Almada Negreiros, com produção do Grupo Crinabel Teatro, é uma das actividades programadas para este dia.

Influenciadas pela mestria de Almada Negreiros nas artes plásticas, as personagens de “Antes de Começar” são dois bonecos, que se vão descobrindo num exercício de estilo, que combina a fantasia do universo plástico com a simplicidade da narrativa, tornando profundamente clara a sua mensagem: é urgente comunicar.

Paralelamente, decorrem as oficinas destinadas ao público mais jovem: “Mascare-se quem puder!”, para crianças entre os 5 e 11 anos, explora as peças que integram a exposição temporária “Máscaras da Ásia”.

Depois de uma breve caracterização de um conjunto de deuses e heróis, os mais novos terão a oportunidade de escolher uma personagem e criar as suas próprias máscaras.

Destinado a um público adolescente, o ateliê “Educação Intercultural para Jovens”, tem por objectivo promover o debate de diferentes abordagens à problemática da aceitação e gestão das diferenças.

Os visitantes terão, ainda, a oportunidade de conhecer a exposição “A Caminho do Oriente”, com exibições dos projectos anuais desenvolvidos pelas escolas que aceitaram o desafio, promovido pelo Serviço Educativo do Museu do Oriente, há cerca de um ano, em torno do tema “A Viagem”, e de participar em visitas guiadas às exposições permanentes e temporária.

A exposição permanente, que engloba 1.400 peças alusivas à presença portuguesa na Ásia e 650 pertencentes à colecção Kwok On, agrupadas sob a temática “Deuses da Ásia”, está representada por obras das áreas da pintura, cerâmica, têxteis e outras artes decorativas.

A exposição temporária é inteiramente dedicada às “Máscaras da Ásia”.

Composta por mais de duas centenas de exemplares da Índia, Sri Lanka, Tailândia, Indonésia, China, Coreia e Japão, as máscaras apresentam-se em diversos materiais que vão desde a madeira ao papier mâché, passando pelo tecido e pelo metal.

Mais do que um museu, este espaço, único no país, apresenta-se como um centro cultural multidisciplinar, dotado de um Serviço Educativo e equipado com um Auditório, Centro de Reuniões, Centro de Documentação, Loja, Cafetaria e Restaurante.

Em Braga Termas Romanas evocam Dia Internacional dos Museus



TERMAS ROMANAS E FONTE DO ÍDOLO

EVOCAM DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS


A Câmara Municipal de Braga proporciona domingo (18 de Maio) o acesso gratuito aos espaços museológicos sob a sua tutela – Termas Romanas do Alto da Cividade e Fonte do Ídolo –, assim evocando o Dia Internacional dos Museus, que então se comemora.




O balneário público identificado como Termas Romanas do Alto da Cividade foi descoberto em 1977, tendo sido construído nos inícios do século II, juntamente com um teatro anexo, que se encontra em escavação.


Classificadas como monumento nacional, as termas inserem-se numa área arqueológica vedada e protegida, tendo sido alvo de musealização, que, domingo, pode ser visitada das 11h00 às 17h00.

A Fonte do Ídolo, com acesso pela Rua do Raio, é reconhecido como um santuário rupestre edificado nos inícios do século I em que se destaca uma figura com toga, com cerca de 1, 10 metros, segurando na mão um objecto que os especialistas admitem ser uma cornucópia.

De acordo com a arqueóloga Manuela Martins, estamos perante um local de grande relevância patrimonial e científica, quer pela sua originalidade, quer também pela informação que faculta acerca das divindades indígenas veneradas nos primórdios da Gallaecia meridional.

Apesar de ser dedicado a deuses autóctones, o santuário da Fonte do Ídolo possui um marcado estilo clássico – diz.

A Fonte do Ídolo pode ser visitada domingo das 11h00 às 17h00.

O Dia Internacional dos Museus decorre este ano sob o tema “Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento”, uma proposta de reflexão sobre o seu papel social e ético na comunidade e uma sugestão de parcerias com as organizações e de promoção do diálogo sobre as questões sociais e culturais.

Exposições, visitas guiadas, concertos, peças de teatro, filmes, gastronomia, ateliês e outras actividades, são algumas das muitas propostas que os museus e palácios têm para oferecer neste dia.

O Brasil chega ao Palácio de Queluz


Modinhas e Lundus no Tempo da Corte
D. João VI - 200 Anos

Há 200 anos, pressionado pelas investidas de Napoleão Bonaparte, o Príncipe Regente D. João desferiu-lhe um golpe estratégico de grande envergadura ao transferir a Corte para sua colônia do Brasil: escapou ileso, salvaguardou a Coroa e mudou o eixo político do mundo de sua época, deixando os franceses, literalmente, a ver navios!

Era preciso aparelhar a nova sede do Reino e D. João não perdeu tempo.

A modorra colonial desapareceu e a vida acelerou o passo em todos os sentidos. Este exato momento histórico marcou uma extraordinária convergência de música e de músicos no Rio de Janeiro.

O Brasil contava com o insigne Padre José Maurício Nunes Garcia, sendo a mais importante referência musical no Brasil dessa época.

A ele vieram juntar-se duas figuras de projeção da música erudita, Marcos Portugal e Sigismund Neukomm.

Os recitais Modinhas e Lundus no Tempo da Corte retratam esse momento histórico, com peças representativas da época, e contarão com a participação dos sopranos Luiza Sawaya e Lúcia Lemos, do tenor Fernando Serafim, do flautista Nuno Ivo Cruz e do pianista Nicholas McNair.


17/Maio - 21h00 Palácio Nacional de Queluz

Entrada Franca


Museu da Imagem em Braga com nova exposição




Museu da Imagem -
17 Maio > 29 Junho 2008


O Museu da Imagem, em Braga, inaugura a 17 de Maio (18h00) a exposição de fotografia “Vislumbres”, de Manuel Nunes de Almeida, mostra inédita realizada nos anos de 1960 com uma estética completamente fora de época, através de imagens a cor com interessantes e criativos jogos lumínicos.

De acordo com o texto do catálogo, as imagens em causa constituem uma oportunidade para, pela primeira vez, travar conhecimento com uma obra que possui «uma característica peculiar»: «apesar de já terem mais de quatro décadas, o seu autor quis, deliberadamente, mantê-las no anonimato absoluto até aos nossos dias».

E é com um imenso contentamento que agora as vemos expostas – subscreve o autor, Fernando José Pereira –, pois a continuidade desse secretismo não permitiria o seu desvendar.

Devemos, por isso e antes de mais, estar gratos ao autor por ter permitido a sua divulgação, autor que, embora contrariado e, sobretudo, desconfiado, acedeu e colaborou em pleno na preparação da exposição.

As fotografias em causa, todas feitas durante a década de sessenta, mostram «vivências privadas de um tempo que não deixou saudades», sendo fruto «de um investimento conceptual numa área aparentemente exterior aos interesses do autor».

Arquitecto de formação, — possui uma obra, também ela rara, mas de elevada qualidade e que permite uma visão das possibilidades de acerto com o seu tempo, isto é, com a arquitectura modernista, num país obstinado em manter um fechamento nos nossos dias, por vezes, demasiado esquecido — modernista por convicção, Fernando José Pereira transferiu para as suas obras arquitectónicas a austeridade formal e cromática que lhe está intimamente associada.

«Um dos seus autores de referência, Adolf Loos, lançava, nos anos vinte, o alerta: ornamento é crime!

É por isso, desde logo, sinónimo de um investimento experimental intenso a sua opção fotográfica pela cor», lembra este especialista em fotografia.

A fotografia a cor – recorda ainda – impôs-se tardiamente em Portugal, praticamente só na década de oitenta, o que acrescenta importância a esta mostra: «a partir de agora, sabemos que na década de sessenta, na solidão de um atelier, se estavam a produzir estimulantes experimentações artísticas “avant la lettre”.

«As fotografias de Manuel Nunes de Almeida são muito mais que simples imagens.


Elas são, sobretudo, o resultado de uma intensa experimentação conceptual e cromática, que, não nos parece ser exagero, se afasta da prática fotográfica para se introduzir declaradamente no universo (ao tempo) recém-expandido das artes plásticas», faz questão de sublinhar Fernando José Pereira.


As fotografias que dão corpo a “Vislumbres” dividem-se em três núcleos fundamentais: a abstracção pura; a encenação de pequenas estórias com bonecos de pequeníssimo formato; e a construção de imagens de um forte pendor plástico, também elas com bonecos agora de dimensão superior.
No primeiro dos momentos estamos perante imagens que se colocam como construções mentais em torno da ideia plástica de abstracção, não tirando partido, deliberadamente, dos pequenos truques que a tecnologia fotográfica amplamente nos fez chegar para tentar alcançar os mesmos objectivos.

Aqui o que se encontra é o pleno domínio da composição em todos os seus níveis e uma situação de claro paralelismo, já não com a fotografia, mas com os desenvolvimentos mais recentes (da altura) das artes plásticas e da pintura em particular.
No segundo núcleo a atenção vira-se para a metaforização do quotidiano.
Cenas da banalidade do dia-a-dia, contudo, aqui tratadas com uma imensa sensibilidade e aproximação, que as retira decisivamente da observação diletante tantas vezes presente nestas circunstâncias.

Por fim, uma chamada de atenção para a carga poética das composições apresentadas no terceiro e último núcleo: a intencionalidade plástica é aqui o vínculo mais forte.

Toda a construção das imagens se encontra condicionada por esse factor decisivo — espécie de pinturas transfiguradas em fotografias.

Estas constituem-se como configurações mentais, que o são, de pleno direito, e adquirem a identidade, à data tão longínqua, de obras de arte.

As fotografias de Manuel Nunes de Almeida – conclui o seu apresentador para esta mostra inédita – não são imagens de fotógrafo, são sobretudo obras de um artista.

Manuel Nunes de Almeida nasceu no Porto em 1924, onde vive e trabalha.
Concluiu o curso de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1953 com a classificação de 19 valores.
Como membro do corpo técnico da EDP, projectou vários equipamentos de grande importância arquitectónica, sendo de salientar a igreja e as casas do pessoal dirigente em Picote.
Entre 1990 e 1996 foi assessor da Fundação de Serralves para a selecção de obras para o futuro Museu de Arte Contemporânea.
“Vislumbres” vai estar patente ao público no Museu da Imagem até 29 de Junho, tem acesso livre e pode ser visitada de terça a sexta-feira (11h00/19h00) e aos sábados e domingos (14h30/18h00).

Vila Franca de Xira comemora Dia Internacional dos Museus



Museu do Neo-Realismo assinala

Noite dos Museus
e Dia Internacional dos Museus

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, através do Museu do Neo-realismo,
associa-se, dias 17 e 18 de Maio, às comemorações do Dia Internacional dos Museus (onde se inclui a ‘Noite dos Museus’), que se assinala oficialmente a 18 de Maio.
Estas celebrações foram instituídas pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), com o objectivo de sensibilizar o público para o importante papel dos museus na sociedade.

O tema proposto para 2008 é “Museus como Agentes de Mudança Social e Desenvolvimento".
Neste âmbito, o Museu do Neo-Realismo apresenta o seguinte Programa:

 Sábado - 17 de Maio – “Noite dos Museus”
17.30 Horas – Oficina de Expressão Plástica “Um Pomar a Descobrir” – Para crianças
dos 2 aos 4 e dos 5 aos 7 anos, pintura com pigmentos naturais (especiarias)
(Actividade sujeita a marcação prévia junto do MNR)
21.30 Horas – Actuação do Coro “Notas Soltas” no Atrium do MNR
22.00 Horas – Visita guiada ao Museu no Neo-Realismo, por David Santos
(Coordenador do MNR)

 Domingo - 18 de Maio – “Dia Internacional dos Museus”
15.00 Horas - Visita guiada ao Museu no Neo-Realismo, por David Santos

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Hoje na RTP2






Sábado na RTP2


21:00H – DIGA LÁ EXCELÊNCIA
O convidado do Diga Lá Excelência desta semana é o Dr. Mega Ferreira.


22:40h – NOS PASSOS DE MAGALHÃES

(2º programa)



Gonçalo Cadilhe segue a vida e as viagens de Fernão de Magalhães, o maior navegador português da História da Humanidade.

Ao longo de sete meses, percorrendo 15 países e atravessando três oceanos, Gonçalo Cadilhe seguiu a vida e as viagens de Fernão de Magalhães, o maior navegador português da História da Humanidade.


Neste Programa:

Em 1505, o jovem anónimo soldado Fernão de Magalhães embarca na armada que inaugura a pretensão de erguer um império português no Índico.

O nome de Magalhães sai do anonimato na conquista e colonização de algumas cidades da costa oriental africana. E nós vamos conhecê-las.


23:30h – Em SALA 2 – Morte em Veneza

(DEATH IN VENICE)

A história trágica de um homem obcecado com a beleza perfeita.
O compositor Gustav Ashenbach (Dirk Bogarde), de férias no estrangeiro parece um homem reservado e civilizado.

Mas o encontro inesperado com alguém de rara beleza vai inspirá-lo a entregar-se a uma paixão oculta que pressagia um trágico destino.
O realizador Luchino Visconti transforma a obra clássica de Thomas Mann num filme de rara beleza.
Morte em Veneza, filme enriquecido pela magnífica música de Gustav Mahler e pela inesquecível interpretação de Dirk Bogarde, foi reconhecido como um dos melhores do genial realizador, obtendo o Grande Prémio do 25º Aniversário de Cannes.

Origem: Itália – 1971

Realização: Luchino Visconti



Com: Dirk Bogarde, Romolo Valli, Mark Burns, Nora Ricci

Concerto no Auditório do Teatro Circo



REVL9N

Pop”, “electro” e “punk” em fusão
17 Maio > 22h30

Auditório Theatro Circo



O Theatro Circo abre o seu auditório às 22h30 de 17 de Maio para acolher Maria Eilersen e Nandor Hegedüs, dupla sueca mais conhecida como “Revl9n”.

Detentores de uma sonoridade que resulta da mistura de estilos “pop”, “electro” e “punk”, os “Revl9n” têm vindo a recusar, desde o seu aparecimento em 1998, a cedência ao som comercial ou a uma evolução musical estática, procurando antes novos ritmos sem perder o drama e o sentido subversivo e enigmático do seu estilo “pop”.

Deste estilo de tons negros e contornos dançáveis, a espaços contaminada por estridentes guitarras, resultaram temas como “Someone Like You”, “Hello Baby”, “Muscles” ou “Walking Machine”, que colocaram o projecto entre os nomes de maior referência no contexto “pop electrónico” actual.

Originalmente constituído por quatro elementos, o grupo sueco apresentava arranjos mais tradicionais do que aqueles que começaram a produzir aquando do abandono do projecto por parte do baterista, entretanto substituído pela percussão virtual.

Com três trabalhos discográficos gravados – “Revl9n”, “Walking Machine 12” e “Waiting For Desire + 9 Nuances of Skacid EP” – que constituíram, na sua maior parte, sucessos de vendas na Suécia, os Revl9n têm vindo, nos últimos anos, a afirmar-se em contexto internacional através de um som que os próprios definem como «frágil e brutal, vulnerável e visceral, despojado e sensual».

«Estamos muito confortáveis com o som que produzimos», afirma Maria Eilersen, que reconhece ter existido uma empatia imediata com as sonoridades do projecto desde o início.

Contudo, a vocalista dos “Revl9n” não deixa de enfatizar o desejo de perfeição que orienta o percurso artístico da banda e que transparece tanto dos vários trabalhos editados como das apresentações ao vivo, admitindo que, embora com o passar do tempo tenham criado «uma identidade própria», ainda se encontram «em pleno desenvolvimento».

Circo no Odivelas Parque



Da Rússia Para o Odivelas Parque...
Мутабор!!
É já neste Sábado.
Pelo 3º ano consecutivo, o Odivelas Parque associa-se ao FESTIVAL SEMENTES - Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público.
Este ano, trazemos-lhe, directamente da Rússia, a companhia Pejo com Мутабор (lê-se Mutabor) - um espectáculo interactivo que combina o espírito do cabaret, a performance e a ilusão do Carnaval, com a linguagem do circo numa da melhores produções de teatro de rua de todo o mundo.
Um circo cheio de criaturas fantásticas, numa performance extraordinária , de linguagem simples e universal, que dispensa a tradução.
Neste Sábado reúna a família e venha conhecer esta grande companhia. A entrada é livre.
Мутабор - 17 de Maio pelas 17h00

Ana Moura no Museu do Oriente


Ana Moura no Museu do Oriente



O Museu do Oriente apresenta o concerto de Ana Moura, dia 17 de Maio, às 21h30, no Auditório.
Após o sucesso alcançado em 2007, com o lançamento do seu terceiro álbum, que atingiu Disco de Platina, Ana Moura regressa aos palcos, com um espectáculo que integra os temas Os Búzios e O Fado da procura.
A fadista será acompanhada por José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, e José Elmiro e Filipe Larsen, nas violas.
Recentemente, Ana Moura actuou por todo o país, com destaque para os concertos na Casa da Música, no Castelo de São Jorge, e a participação no concerto dos Rolling Stones, no Estádio de Alvalade.


Reserva de Bilhetes:
Telefone: 21 358 52 44

Torneio de Golfe junto ao Oceanário




Torneio de Golfe no Tejo




O Turismo de Lisboa apresenta, nos dias 17 e 18 de Maio, o Par 3 no Tejo, um torneio de golfe em que os participantes jogarão, a partir de três sítios diferentes junto ao Oceanário, para um green flutuante montado sobre plataformas.

As bolas a utilizar nesta iniciativa têm a particularidade de ser flutuantes, pelo que a sua recolha será feita a partir de uma pequena embarcação destacada para o efeito.

Organizado pela Lisboa Golf Coast conjuntamente com o Portugal Golf Show, o evento, que inclui um putting-green, contará com a presença de profissionais de golfe, os quais estarão disponíveis para ensinar técnicas básicas a todos os interessados.

O evento, de livre acesso, é dirigido a jogadores da modalidade e, especialmente, às pessoas que nunca experimentaram jogar golfe.

Torneio de Golfe Par 3 no Tejo

17 e 18 de Maio, sábado e domingo

Das 10h00 às 18h00

Doca dos Olivais, Parque das Nações (junto ao Oceanário)

Maria de Barros na Casa do Artista




CASA DO ARTISTA

TEATRO ARMANDO CORTEZ



“ Cabo Verde faz parte de mim desde que nasci,
está no meu sangue, coração, alma e música”

Nascida em Dacar capital do Senegal, Maria de Barros assume-se cabo-verdiana desde muito jovem.


Filha de pais naturais da Ilha Brava viveu a sua adolescência na Mauritânia e fez-se mulher nos Estados Unidos da América (Providence).

Desde sempre sonhou ser cantora, e o ritmo e som dos discos de Bana, Djosinha e Voz de Cabo Verde sempre a acompanharam.

A sua carreira a solo apenas começa em 2003 com o lançamento do primeiro CD – Nhã Mundo ­ – muito por culpa de Cesária Évora sua madrinha que sempre a encorajou a gravar.

Dois anos após a edição deste primeiro trabalho, é eleita personalidade World Music (2004), pela revista afro americana Essence.

Algum tempo depois é editado “Dança Ma Mi”, e estes dois CDS cheios de cabo verdianismo, nas palavras de consagrados como Ramiro Mendes, Kalu Monteiro, Djim Djob, Danny Carvalho, Ano Nobo e Paulino Vieira, nos ritmos da morna, coladeira, funaná e no crioulo com sabor de Djabrava de Maria de Barros apaixonaram a imprensa americana que lhe dedicou inúmeros artigos e varias capas de revista.

Em Maio de 2006, em Los Angeles, cidade onde reside, Maria de Barros recebeu o prémio Miriam Makeba de Excelência Musical.

A Beat Jazz Television (canal norte-americano) convida-a a ser a apresentadora do programa ”Soul Of África”, transmitido a partir dos Estados Unidos da América para milhões de espectadores à volta do mundo, dando a conhecer a cultura, os povos e a música de África.

Em Janeiro deste ano recebeu o mais alto prémio dado pelo governo de Cabo Verde a um artista.

O Certificado de Mérito e Cultura, pela sua contribuição para a cultura e música de Cabo Verde.
Diz quem a ouviu, que são os sabores, o sol, os aromas, os sons, o mar e as cores de Cabo Verde que o mundo aprecia na doce voz de Maria de Barros, que assim ultrapassa fronteiras e barreiras linguísticas.

Camané esgota Coliseu dos Recreios

Camané esgota Coliseu dos Recreios

na primeira grande apresentação de

“Sempre de Mim” em Lisboa


A sala do Coliseu de Lisboa está esgotada para a apresentação do novo álbum de Camané, “Sempre de Mim”, hoje dia 16 de Maio.

Uma estreia em grande, considerando que é a primeira vez que o fadista se apresenta em nome próprio na mítica sala de espectáculos.

Depois da entrada directa para o nº1 do top nacional de vendas e da conquista de um galardão de ouro, este é mais um grande feito para Camané e para o seu novo disco.

“Sempre de mim”, o quinto álbum de originais do fadista, editado a 21 de Abril, é simultaneamente o primeiro disco de originais desde 2001 (o último, “Pelo Dia Dentro”, foi lançado em Novembro de 2001) e o primeiro depois da inesperada aventura dos Humanos em 2004 e 2005.

O disco é composto por 16 temas; dez são fados tradicionais com letras, propositadamente escolhidas para estas gravações, de grandes poetas ligados ao Fado e de cúmplices velhos e novos de Camané: Pedro Homem de Mello, Luiz de Macedo e David Mourão-Ferreira; Fernando Pessoa, Manuela de Freitas e Jacinto Lucas Pires.

Dois outros temas são inéditos absolutos, nunca antes gravados, do lendário compositor de Amália, Alain Oulman, com letras de Pedro Homem de Mello.

Três são melodias originais de José Mário Branco, para letras de David Mourão-Ferreira e Manuela de Freitas.

A 16ª é um inédito que Sérgio Godinho ofereceu a Camané.

Flamenco na Aula Magna

FUENSANTA "LA MONETA"
AULA MAGNA - 17 de MAIO / 21:30



Fuensanta "La Moneta" é a história de uma artista com vocação.

A sua paixão pela dança flamenca nasce-lhe de criança.

A entrega com que se dedica ao bailado e as suas capacidades inatas, fazem-na concorrer com as mais afamadas "zambras" do Sacromonte e nos "tablaos" granadinos, apesar de ser ainda uma jovem.

Por essa altura, é convidada a actuar em galas de rádio e televisão onde ganha alguns prémios importantes.

Estudou com os melhores maestros: Manolete, Javier Latorre, Mario Maya, Juan Andrés Maya, Juana Amaya, Matilde Coral, Israel Galván.

Quando se estreia em Madrid, tal é a sua entrega à dança, que os aficionados e críticos concluem que estão na presença da nova figura do "baile flamenco".

Apesar da sua juventude, Fuensanta La Moneta já dançou nas mais prestigiadas "Peñas" flamencas, em numerosos festivais flamencos e em teatros de vários países da Europa e do mundo.

Em 2007 esteve presente, entre outros, nos Festivais; Flamenco de Nimes, Flamenco Festival USA Washington e Nova York, Flamenco Festival Londres e Festival Flamenco de Genebra.

Roda de Choro de Lisboa
no mês de Maio

17 /5 Museu da Música, 18.30h (Estação do Metro Alto dos Moinhos);
29/5 no Catacumbas Jazz Bar, 23h (Bairro Alto).

Somos um grupo de músicos que toca choro ou chorinho e que vive em Lisboa.

A Roda de Choro de Lisboa vem desenvolvendo um trabalho na área da música brasileira do final do séc. XIX e XX.
O choro (ou chorinho) foi criado a partir da mistura de elementos das danças de salão europeias (como o schottisch, a valsa, o minueto e, especialmente, a polca), da música popular portuguesa e da música africana.
A origem do termo choro decorreu da forma sentimental de abrasileirar as danças europeias. De início, era apenas uma maneira mais emotiva, chorosa, de interpretar uma melodia, cujos praticanteseram chamados de chorões.
Como género, o choro só tomou forma na primeira década do século XX, mas a sua história começa em meados do século XIX.
Na época em que as danças de salão passaram a ser importadas da Europa.
A abolição do tráfico de escravos, em 1850, provocou o surgimento de uma classe média urbana (composta por pequenos comerciantes e funcionários públicos, geralmente de origem negra), segmento de público que mais se interessou por esse género de música.

Múcio Sá (bandolim)
Luís Bastos (clarinete)
Carlos "bisnaga" Lopes (acordeão)
Nuno Gamboa (7 cordas)
Alexandre "barriga" Santos (percussão)

Museu Nacional de Arte Antiga inaugura exposição


O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) inaugura sábado três exposições, uma criada pelo artista plástico Rui Sanches em ligação com obras da colecção, outra sobre a história do museu, e a terceira sobre pintura estrangeira em miniatura.

As exposições foram hoje apresentadas à comunicação social numa visita guiada pelo director do MNAA, Paulo Henriques, um dia antes da inauguração, no âmbito da Noite dos Museus e do Dia Internacional dos Museus, que se celebra domingo, dia 18 de Maio.

"Museum" é a exposição criada por Rui Sanches - com base em 12 peças seleccionadas da colecção do MNAA - para questionar a natureza da obra de arte, o seu poder e os seus limites, num espaço do museu totalmente trabalhado pelo artista.
Concebeu oito esculturas (em contraplacado, ferro e bronze), três trabalhos em aço inox, e quatro desenhos - que resultam de "uma mistura de critérios afectivos e racionais", disse Rui Sanches, que esteve presente na visita guiada aos jornalistas - criando relações de vários tipos com as peças do MNAA.
O visitante entra na exposição e é esperado por um espelho no qual vê a própria imagem reflectida e tem de o contornar para ir ao encontro das várias peças, pinturas de vários géneros e épocas, objectos decorativos e mobiliário de diversas origens geográficas.
O artista escolheu, entre outras peças, um sacrário do século XVI, um espelho macaense do século XVIII, uma arca em madeira do século XVII e várias pinturas antigas de mestres portugueses e estrangeiros, nomeadamente "Porto de Mar", de Claude-Joseph Vernet, e a "Anunciação" de Frei Carlos.
Outra exposição que o MNAA inaugura também sábado é "Museografias", em contraponto a "Museum" de Rui Sanches, evocando, a partir de registos e documentos, algumas soluções expositivas em diferentes momentos da história do chamado "Museu das Janelas Verdes", desde o seu primeiro director, José de Figueiredo.
Numa das salas do museu, os visitantes poderão ver como eram expostas as colecções ao longo do tempo, desde o início, quando o palácio que recebe actualmente o MNAA, ainda sem o anexo depois construído, tinha as paredes das salas cobertas de quadros, numa "desnorteante promiscuidade", como deixou descrito na época o segundo director do museu, João Couto.
Esta exposição mostra alguns expositores antigos, nomeadamente com vitrais e no seu interior porcelanas, pinturas, mobiliário e alguns objectos de pequena dimensão.
A terceira exposição que o MNAA inaugura sábado é "Miniaturas Estrangeiras", um conjunto de 90 peças de retratos em miniatura pintados por artistas ingleses, franceses, espanhóis e italianos.
Nas pinturas, executadas entre os séculos XVI e XX, predominam as emoções e sentimentos das pessoas representadas, isoladamente, ou em família.
Estas pinturas em miniatura tinham o mesmo papel que viria a ter a fotografia, quando se começou a generalizar, e viriam a desaparecer gradualmente, tal como o trabalho destes

Raspa de Tacho na Fábrica de Braço de Prata

QUARTAPERFEITA
Raspa de Tacho
A festa dos sons do Brasil!
Fábrica Braço de Prata
Sábado, 17 de Maio

O grupo instrumental Raspa de Tacho regressa amanhã à Fábrica de Braço de Prata para apresentar um reportório baseado no chorinho, samba e bossa nova.
A composição do grupo instrumental Raspa de Tacho reflecte a realidade da presença brasileira em Portugal.
Os seus integrantes são músicos cariocas ou paulistas, que vivem e tocam há já longos anos em Portugal, além de um músico português, cuja formação musical foi feita no Brasil.
O objectivo de todos é contribuir para divulgar um género – o “chôro” ou “chorinho” –, cujo apelo é irresistível em qualquer lugar do mundo.

O grupo nasceu em 2002, em formato de quinteto e, após algumas entradas e saídas de músicos, aposta actualmente no formato de quarteto, com cavaquinho, saxofone soprano, violão de sete cordas e percussão.
Esta formação tem o essencial para soar como um “regional”, que é como se chamam as bandas que tocam chôro no Brasil.
Chôro e não só: como é natural, o samba, o baião, a bossa-nova e outras cores do riquíssimo arco-íris musical brasileiro são convidados para a festa.
Os clássicos estão presentes, mas também não faltam os temas originais compostos pelos músicos do grupo.
E nem sequer ficam de fora algumas contribuições dos repertórios português e cabo-verdiano, afinal estamos em Lisboa, à entrada do século XXI...
O Raspa de Tacho tem-se apresentado em muitos locais em Portugal, com destaque para o Centro Cultural de Belém, o Teatro São Luiz, a Festa da Ribeira no Porto, a Fábrica Braço de Prata, o Tambor que Fala, entre outros.
Após um período em que se manteve na retaguarda, com os seus membros empenhados noutros projectos, o grupo está de volta ao activo, tendo realizado já vários concertos em 2007 e começando a preparar a gravação do seu primeiro CD.
Gabriel Godoi, Tércio Borges e João Vaz são músicos que têm tocado com alguns dos nomes mais importantes da música brasileira e portuguesa e do Jazz, nomeadamente Naná Sousa Dias, Pedro Moreno, Sylvie C, Carlos Martins, Vera Mantero, Waldemar Bastos, Alcione. Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Vitorino, o grupo africano Issabary, Edu Miranda, Companhia Bengala ou a Orquestra de Salsa de Luiz Martinez.

Tércio Borges Cavaquinho
João Vaz Sax Soprano
Gabriel Godoi Violão 7 Cordas
João Fião Percussão

Pedro Osório vai ao Casino Estoril




“Dagaboom” de Pedro Osório
traz fusão de estilos ao Casino Estoril




”Espectáculo muito intenso e dinâmico, que reúne condições para ser um sucesso e transpor-se para fora de Portugal” - É assim que Pedro Osório define “Dagaboom”, o espectáculo que concebeu para ser apresentado, em estreia absoluta, no próximo dia 21, no Salão Preto & Prata do Casino Estoril”.

Trata-se de uma produção que repousa sobre um conceito de “fusão de estilos tão distintos como o jazz e o pop, bem como de sonoridades celtas, andaluzes, sul-americanas, indianas e australianas”, como enfatiza Pedro Osório.
Nesta Gala juntam-se em palco artistas com personalidades tão distintas como Maria João, Rão Kyao e as suas flautas de cana ou os WOK - um grupo português de 11 percussionistas que utilizam instrumentos tradicionais portugueses.

Mas não só. No mesmo espaço cénico convergem um tocador de Didgeridoo ( instrumento nativo dos aborígenes australianos), além de dois tocadores de Cajon (instrumento de percussão de origem peruana).
“Dagaboom” optimiza soluções mistas de música gravada e ao vivo, criando uma atmosfera muito própria.

“Trata-se de um espectáculo em que elementos étnicos, portugueses e não só, intervêm com frequência, embora, por vezes, de modo quase imperceptível”, nota Pedro Osório.
Tão imprevisível como interactivo, “Dagaboom” assegura uma relação estreita com o público. Exemplo disso, são as contagiantes ressonâncias dos bombos dos WOK , que convidam a assistência a acompanhar os artistas.
Neste projecto inédito, conciliam-se diversas disciplinas de palco, sendo a música perfeitamente sublinhada pela dança coreografada por Marco De Camilis, que imaginou um desenho inovador para acompanhar os diferentes ritmos do espectáculo.
A direcção musical é da responsabilidade de Rui Filipe que conta, também, com a colaboração de Pedro Osório e Rão Kyao.




“Dagaboom” é um espectáculo a não perder neste regresso de Pedro Osório ao Casino Estoril.



As reservas podem ser efectuadas:
- Casino Estoril através do telefone 214 667 700, Fax 214 667 965,

Tiago Bettencourt actua em Braga




TIAGO BETTENCOURT ACTUA HOJE
NO BRAGA PARQUE

Maio de 68 hoje na RTP2



6ª Feira, dia 16 às 23:40h

1968, O MUNDO EM REVOLTA




Onde estão aqueles que lideraram a agitação nesse extraordinário ano de 68, o ano do mundo em revolta?

Mais do que um acontecimento histórico, o ano de 1968 pertence à herança geral e os seus protagonistas são igualmente globais, americanos, franceses, checos, alemães ou britânicos.

Esse ano de protesto e criatividade é mostrado neste documentário, mas ele é sobretudo sobre o destino dos seus protagonistas, os seus ícones: Daniel Cohen Bendit, que é hoje deputado ao Parlamento europeu; Jan Palach, símbolo da primavera de Praga, que se imolou pouco depois dos acontecimentos de 68; a activista americana Robin Morgan, que ficou na história por queimar o soutien e que se mantém activista; Tommie Smith, atleta americano que fez com o punho o gesto da revolta ao receber a medalha nos jogos olímpicos do México; Felix Dennis, bilionário e pioneiro da contra-cultura britânica, e muitos outros.

Monstra 2008-Onda Curta. Prémios atribuídos





MONSTRA 2008 - ONDA CURTA


No próximo Sábado, 17, no Cinema KING, Sala 2 (20:15) será apresentado um conjunto de curtas de animação seleccionadas de entre as melhores produções dos últimos anos na habitual SESSÃO ONDA CURTA.

Logo a seguir, pode assistir no Teatro Maria Matos (21:30) ao encerramento oficial do MONSTRA 2008 e conhecer o Palmarés do FESTIVAL DE ANIMAÇÃO DE LISBOA.


Filme 1 – JEU (JOGO) Suíça, 2006






Realização: Georges Schwizgebel

Duração: 3m 51s

Uma orquestra sinfónica interpreta um concerto…entretanto, o desenho evolui de acordo com as circunvoluções da música e desse movimento sobressai uma abstracção do “jogo” dos intérpretes. Mais uma obra maior da animação mundial, concebida por um cineasta maior da animação europeia.



Em 2006, recebeu dois prémios RTP2-ONDA CURTA, respectivamente no CURTAS de Vila do Conde e no CINANIMA.

Filme 2 – PREMIER VOYAGE (PRIMEIRA VIAGEM)França, 2007

Realização: Grégoire Sivan

Duração: 9m 30s



Na vida de cada um há sempre uma primeira vez.
Nesta divertida curta de animação, iremos acompanhar a primeira vez de um jovem e inexperiente pai ao longo da primeiríssima viagem de comboio com a sua filha, uma criancinha muito irrequieta com uns "perigosos" dez meses de idade.
Recebeu no Festival de Cannes de 2007, no contexto do Prix GRAS SAVOYE organizado pela UNIFRANCE, o Prémio RTP2-ONDA CURTA.

Filme 3 – RABBIT (COELHO)Reino Unido, 2005

Realização: Run Wrake
Duração: 8m 32s


Uma colorida série de figurinhas, como aquelas que eram desenhadas para fins didácticos nos “longínquos” anos 50, protagonizam este autêntico conto de fadas para adultos.




Quando um rapaz e uma rapariga descobrem um ídolo no estômago de um coelho, aliás, com requintes de malvadez, uma riqueza inesperada parece surgir ali mesmo…prontinha para ser usada e, sobretudo, multiplicada.




Resta saber…por quantos e bons dias…!

Um desenho animado não aconselhável a meninos e meninas sensíveis, seja qual for a idade.

Na verdade, precisamos ser fortes, decididos e, no fundo, aceitar as coisas como elas são para ver, rever e interpretar a moral, por mais perversa que seja, deste delicioso exercício de cinema e artes gráficas produzido, apesar da profusão de maravilhosas cores, com um ligeiro sabor a coisa negra…algo que vem lá do fundo da alma do realizador…!

Recebeu um dos prémios 2: ONDA CURTA no INDIELISBOA de 2006 e, mais recentemente, o Grande Prémio do IMAGO, FESTIVAL DE CINEMA JOVEM, realizado no Fundão.

Filme 4 – L’ ISLE (A ILHA)França, 2006

Realização: Chiara Malta

Duração: 7m 50s

Mistura de documentário e ficção, esta curta apresenta como protagonista um homem que desenha uma personagem feminina para um filme, aliás, bem conhecido dos fiéis do ONDA CURTA…nada mais nada menos do que a animação O SABOR DAS CARÍCIAS, no original DES CÂLINS DANS LES CUISINES.

De quando em vez, olha de forma muito cúmplice para a câmara que o filma.

De súbito, uma história paralela começa…conduzida pela mulher que o leva a descobrir as delícias da ilha deserta que existe no exterior do seu pequeno estúdio.
Mas, será esta uma aventura ou uma alucinação…?






Filme 5 – ABOUT A GIRL WHO FOUND A TEDDY BEAR (SOBRE UMA MENINA QUE ENCONTROU O SEU URSINHO)Rússia, 2003

Realização: Lena Chernova
Duração: 6m 19s
Um filme para crianças que os adultos vão adorar, baseado num poema de Sasha Cherny.
Primeira obra de uma realizadora formada nos estúdios PILOT de Moscovo, uma das referências da actual animação russa.

Filme 6 - DREAMS AND DESIRES: FAMILY TIES (SONHOS E DESEJOS: LAÇOS DE FAMÍLIA) Reino Unido, 2006


Realização: Joanna Quinn

Duração: 9m 55s



Esta devia ser uma das animações finalistas na corrida ao Óscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de animação.

Mas não foi. De facto, as nomeações valem o que valem na grande festa corporativa do cinema influenciada por aquela que, ainda hoje, podemos considerar a fábrica de sonhos onde prevalece a valorização do académico controlo de qualidade.

Basta reparar como algumas das animações mais rotineiras do ponto de vista da inovação e fortemente apoiadas pelos grandes estúdios, independentemente das suas inegáveis qualidades, ocuparam a maioria dos lugares passíveis de receber a caução do prémio mais cobiçado.
Não passou nas malhas de Hollywood mas figura agora na lista das melhores produções de animação da carteira do ONDA CURTA.
E que vamos ver…? Nada mais, nada menos do que a obsessão, muito actual, de andar de câmara digital na mão a gravar não importa o quê sem medir algumas das consequências como, por exemplo, o confronto com a intimidade dos visados.

Neste caso, uma senhora muito bem disposta decide articular os seus sonhos e desejos numa espécie de diário videográfico.

Depois, adquirida uma certa confiança com os mistérios do cinema “2D”, que neste caso significa “doméstico e digital”, a cineasta em potência decide experimentar o cruzamento entre “grande reportagem” e “filme de fundo”, penetrando nos meandros públicos e privados do casamento de uma amiga…o resultado acaba por ser, simultaneamente, desastroso e hilariante.
No Festival de ANNECY de 2006, recebeu o Prémio Especial do Júri, o do Público e o da FIPRESCI.
No mesmo ano, recebeu no CINANIMA um dos prémios 2: ONDA CURTA.

Em 2007, recebeu um dos prémios RTP2-ONDA CURTA no CURTO CIRCUITO de Santiago de Compostela.


Filme 7 - SAI/MEGURU, MEGURU, SONO KAKU HE (SAI/UMA REACÇÃO…PROFUNDA) Japão, 2004
Realização: Nishigori Isao

Duração: 16m 24s

Esta animação pode ser considerada um verdadeiro poema visual produzido para a banda japonesa ACIDMAN.


Uma banda de J-Rock (rock japonês) alternativo.
Um exercício fascinante de cinema digital, materializado na dialéctica permanente entre o impacto “natural” da música e a proposta de conjugação do universo de cor e movimento da plataforma gráfica onde imagens bidimensionais são integradas num universo 3D.


No plano ideológico, esta animação pode ser considerada um manifesto contra a degradação do mundo em que vivemos e uma visão, muito subjectiva, da correspondente reacção das forças da Natureza.

Balada de Coimbra emociona na despedida de Jacinta

Recordar Zeca Afonso na voz de Jacinta
Teatro Académico de Gil Vicente


Jacinta actuou ontem à noite em Coimbra, no palco do Teatro Académico de Gil Vicente, neste que foi o décimo quarto concerto de um total de vinte, da tournée do álbum “Convexo”.
Esta que foi considerada a melhor jovem artista de jazz no continente europeu em 2007 e a primeira portuguesa a ser editada pela Blue Note Records, trouxe na comoção da sua voz Zeca Afonso à cidade que o acolheu em 1940 e onde viria a despertar para a musica e para o seu papel de intervenção na sociedade em tempos de repressão.
Acompanhada por Rui Caetano ao piano e Bruno Pedroso na bateria, as primeiras notas foram para “adeus ao serra da lapa” logo seguida por “a formiga no carreiro”. “Era um redondo vocábulo” e “cantigas de Maio” foram as trovas que se seguiram, assim como a música que dá nome ao disco “tenho um primo convexo”. O concerto continuou com a recordação de outras composições do poeta de intervenção homenageado pela cantora. “De não saber o que me espera”, o tema mais jazzístico do álbum Convexo surpreendeu a plateia que retribuiu com uma das maiores ovações da noite. Pelo meio ouviram-se “a morte saiu à rua” ou “que o amor não me engana”.
Para o fim Jacinta reservou a sua canção favorita e aquela que encerra o álbum: “balada de Coimbra”. Com referiu “cantá-la em Coimbra é único e especial”, pois esta era a única canção portuguesa que cantava sempre que estava em encontros internacionais, chegando mesmo a fazê-lo acompanhada pela guitarra portuguesa. Neste Convexo, está totalmente transformada a nível harmónico porém sem perder a sua identidade. Foi com manifesta comoção na voz que a interpretou e emocionou aqueles que a ouviram.
O concerto teria terminado por aqui, não fossem os aplausos insistentes da plateia que trouxeram os músicos novamente ao palco. A “canção de embalar” e “a formiga no carreiro” encerraram esta apresentação para uma sala quase esgotada.
Esta foi uma noite memorável com uma grande voz a celebrar outra grande voz para gáudio de quem se revê em ambas.
Teresa Arsénio Fotografias Teresa Arsénio