segunda-feira, 14 de abril de 2008

Exposição de Fotografia em Braga



“DAQUI ALI”

André Santos, Filipe Felizardo,
Joana Castelo, Luís Aniceto e Nuno Direitinho

Até 25 de Maio


terça a sexta-feira - 11h00/19h00
sábados e domingos - 14h30/18h00


A divulgação de valores emergentes na fotografia é o primeiro objectivo da exposição “Daqui Ali” que o Museu da Imagem tem patente ao público até 25 de Maio, em Braga.

Integra trabalhos de cinco novos fotógrafos -- André Santos, Filipe Felizardo, Joana Castelo, Luís Aniceto e Nuno Direitinho – e resulta de uma colaboração com a lisboeta “[K Galeria]”, onde foi exibida em Fevereiro.

«A divulgação de novos fotógrafos portugueses é uma das apostas da [KGaleria]; é também neste contexto que a exposição surge em Braga: os cinco nomes apresentados fazem parte de uma nova e promissora geração de fotógrafos», introduz o Director do Museu da Imagem, espaço cultural do Município de Braga inteiramente dedicado à fotografia.



De acordo com Rui Prata, a diversidade dos cinco olhares pretende reflectir «a transversalidade do meio fotográfico e, consigo, a procura de algo que expresse e transmita a individualidade e os desejos de quem tem a possibilidade e a vontade de olhar».
“Daqui Ali” apresenta «imagens próximas e distantes, em que cada fotógrafo partilha com o espectador jogos que desafiam o seu imaginário».


André Santos realiza dípticos de que sobressai de imediato o jogo cromático, num caso o amarelo, noutro o verde. «Qual a intencionalidade e simbologia dos objectos presentes? A caixa de correio, por exemplo, representa um elemento carregado de significado, sobretudo quando, como é o caso, se inscreve numa paisagem rural e nos remete para a comunicação – o recepcionar de notícias; carteiro e destinatário ausentes», explica Rui Prata.


A obra de Filipe Felizardo extravasa, por seu turno, a apresentação tradicional e convida o observador a penetrar num curioso universo narrativo. Os textos que acompanham as imagens apostas em placas metálicas e a música adicional, direccionam o espectador para um mundo supostamente existente, onde o processo imagético-narrativo se torna convincente.

Joana Castelo conduz o visitante até ao Vietname, a paragens longínquas de cultura diferente, que para algumas gerações contêm cicatrizes de guerra. A fotógrafa confronta, assim, o interlocutor com imagens de comércio ambulante, nas ruas de Ho Chi Minh, onde se imagina o contraste da azáfama dos transeuntes e das bicicletas com a imobilidade de cada vendedor.
«Cada fotografia de Joana Castelo contém um forte geometrismo, acentuado pelo formato quadrado donde sobressaem os objectos mercanciados», completa o Director do Museu da Imagem.

Por seu turno, Luís Aniceto mergulha o seu observador entre o público e o privado: «são imagens de espaços onde outrora dominou a natureza e que foram invadidos por fábricas e urbanizações despersonalizadas; no privado encontramos atitudes do quotidiano partilhadas com ícones que permanecem na utopia da revolução e sinais de velhice que nos remetem para o fim das coisas».

Esse «fim das coisas» é também representado de forma metafórica na obra de Nuno Direitinho, designadamente através de automóveis em fim de vida, testemunhos de situações trágicas que deixam para trás a angústia de momentos passados.


Com entrada livre, a exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, entre as 11h00 e as 19h00, e aos sábados e domingos, das 14h30 às 18h00.

Maria Matos com Poesia às Terças


Á terça-feira no MM Café vale a pena ir ouvir Poesia e deixar-se contagiar pela suave musicalidade da língua brasileira.

Encontro Internacional de Jovens-Inscrições já abertas




"Bora lá viajar!"


É este o desafio lançado pela 20ª edição do Encontro Internacional de Jovens, cujas inscrições, limitadas, se encontram já abertas para jovens entre os 14 e os 17 anos, até 7 de Junho.
A ficha de inscrição está disponível aqui e pode ser entregue na Casa da Juventude bem como através do correio electrónico geminacao@gmail.com, devidamente digitalizada.

A inscrição pode também ser feita através do número 252 298 527.


O Encontro, que decorre no âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, tem lugar entre 17 e 31 de Julho na cidade alemã de Ueckermünde e é organizado pela Associação de Amizade Póvoa de Varzim/Cidades Geminadas, em conjunto com a Câmara Municipal, ao abrigo dos protocolos de geminação e amizade celebrados entre o município e as cidades de Montgeron (França), Eschborn (Alemanha) e Zabbar (Malta).


Assim, jovens provenientes das quatro cidades irão reunir-se durante duas semanas com o objectivo de partir “À Descoberta da Identidade Europeia”, o tema da edição deste ano, e que visa a integração, a cooperação e o trabalho conjunto entre os jovens das quatro nacionalidades.
No sentido de estabelecer e fortalecer os laços de amizade e cooperação, os jovens participantes irão contar com um programa de actividades onde se incluem idas à praia fluvial, provas de BTT, canoagem e escalada, circuitos pedestres, jogos interactivos, fotografia, vídeo, passatempos, futebol, basquetebol, visitas culturais, entre muitas outras.

Esta edição do Encontro Internacional de Jovens assinala vinte anos de encontros multiculturais entre jovens.

Recorde-se que o primeiro Encontro Internacional de Jovens decorreu em 1988 em Aguçadoura, Póvoa de Varzim.

O ano passado o Encontro decorreu também em Portugal, mais concretamente em Melgaço e contou com a participação de mais de 60 jovens.

Em www.iyscportugal2007.com pode revisitar momentos do Encontro Internacional de Jovens 2007 através de imagens, vídeos e notícias.




domingo, 13 de abril de 2008

Joel Xavier dia 16 de Abril em Coimbra

Joel Xavier
16 de Abril às 21h30
Convento de S. Francisco
Coimbra
Bilhetes à venda: €5
Postos de Turismo da Universidade e Portagem, Casa da Cultura e Casa Aninhas.
Informações
http://www.turismo-centro.pt

ecdj 11 - Construir (na) Memória

ecdj 11 - Construir (na) Memória
APRESENTAÇÃO
15 de Abril às 18:30
FNAC Forum Coimbra


ecdj 11 - Construir (na) Memória

por Alexandre Alves Costa, José António Bandeirinha e Pedro Maurício Borges A revista ecdj da Editorial do Departamento de Arquitectura da FCTUC publica no seu número 11 os projectos que resultaram do WAP – Workshop de Arquitectura de Penela realizado em Julho de 2007, co-organizado pelo Centro de Estudos de Arquitectura da Universidade de Coimbra e pelo Município de Penela. Os trabalhos foram desenvolvidos por três equipas de estudantes de arquitectura e arquitectos coordenados por Alfonso Penela (Vigo, Espanha), João Luís Carrilho da Graça (Lisboa) e José Gigante (Porto).

Informações
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h
E-mail: fnac.coimbra@fnac.pt

sábado, 12 de abril de 2008

LUME BIG BAND

INJAZZ leva LUME BIG BAND a Verride

O segundo fim-de-semana da passagem do Festival INJAZZ 2008 pela zona centro do país, começou com os Lisbon Underground Music Ensemble (LUME) Big Band, que actuaram ontem à noite em Verride.
Este concerto teve lugar no auditório da Associação Filarmónica União Verridense que comemora este ano o seu bicentenário.
A LUME Big Band é mais uma das recentes revelações do panorama jazzístico nacional. Composta por quinze elementos oriundos de vários campos musicais, este colectivo é dirigido pelo pianista Marco Barroso, também ele autor das composições da banda. O resultado desta miscelânea de influências pautasse por uma sonoridade eclética estruturalmente sólida com uma convivência pacífica dos diferentes instrumentos que remata em temas ritmados e dançantes.
A banda começou a sua apresentação com o tema “Festa”, seguiram-se “Reticências”, “Turn around”, “Casino” que foi composto especialmente e apresentado pela primeira vez no Casino de Lisboa, assim como “Lux like”, que foi uma encomenda de uma conhecida discoteca da capital. Pelo meio ouviu-se “Fluxos” com um solo a lembrar o corrupio das águas do Mondego e para terminar mais uma composição a apelar a um pezinho de dança, “Free style boogie”.
Hoje, noite de encerramento da 4ª edição do INJAZZ em Montemor-o-Velho, o teatro Esther de Carvalho recebe às 22:00 o pianista e compositor Bernardo Sassetti. Este concerto a solo será complementado com imagens fotográficas da autoria de Sassetti.
Texto e fotografia: Teresa Arsénio

Inês d’Orey na galeria novos talentos FNAC

NOVO TALENTO FNAC FOTOGRAFIA 2007
Inês d’Orey
"PORTO INTERIOR"


De 10 de Abril a 25 de Junho de 2008

FNAC Forum Coimbra

As imagens de Porto Interior partem de um projecto em curso, resultam do interesse de Inês d’Orey por espaços simultaneamente estranhos e familiares. Neste caso, são imagens do Porto, que reflectem uma experiência urbana, algo melancólica, em que à geometria da composição se sobrepõe um véu nostálgico. Estes espaços suspensos, vazios, como que aguardam uma intervenção urbana que venha perturbar o seu repouso e a sua essência.
“O meu objectivo não é documentar estes espaços, mas explorar o possível e o impossível de um porto interior, onde se chega e onde se permanece”.
Inês d’Orey
Informações
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h

Electric Willow em Coimbra

Festival Santos da Casa
Electric Willow
"Nothing's Ever Good Enough"
13 de Abril às 17:00
FNAC Forum Coimbra

Os Electric Willow são formados por Cláudio Mateus (voz e guitarra), Pedro Geraldo (bateria) e Adílio Sousa (baixo). Mateus, ex-compositor e vocalista de Caffeine, é o autor das canções deste projecto que lançou Mood Swing, em 2006. Nothing's Ever Good Enough assinala o regresso do trio marcado pelas letras intimistas, perspectivas particulares sobre o tumultuoso caudal das emoções e relações humanas onde se entrecruzam o amor, a ausência, o júbilo e as memórias. O novo álbum foi gravado e co-produzido com José Arantes entre a Figueira da Foz e Barcelos e contou com a participação de vários amigos da banda.


Mais informações:
http://www.myspace.com/electricwillowband
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h

E-mail: fnac.coimbra@fnac.pt

sexta-feira, 11 de abril de 2008

"Desordem no reino do Gatuskão" em cena no TAGV

Desordem no reino do Gatuskão
Dias 15, 17 e 18 de Abril às 10h30 e 15h00
Dia 16 de Abril às10h30
Teatro Académico de Gil Vicente
Coimbra



Alfredo Godomias Miau e Zeferias Ladrascão eram dois amigos que viviam em Cat Town. Um dia, quando tinham a tua idade, decidiram ser Piratas. Compraram um barquito vermelho de cinco mastros e, numa tarde ventosa de Agosto, zarparam.
Ao fim de três dias de navegação em alto mar, avistaram um galeão Franciú ao largo. Hastearam a bandeira Pirata e partiram à abordagem, na esperança de conquistar um precioso tesouro de ouro, prata e pedras preciosas.
Os Francius eram cinquenta, eles eram só dois. Lutaram trinta e seis horas de seguida. Já tinham despachado quarenta e quatro Franceses cius, quando de repente...
Ladrascão cai ao mar, que, (como tu calculas), estava infestado de tubarões. Miau, depois de ter desbaratado os Francius, aprisionado aquele belo Galeão e conquistado o imenso tesouro que ele transportava, jurou abandonar a vida de pirataria, julgando que o amigo tinha sido devorado pelos tubarões.
Então, como ficou muito rico, comprou um Reino e tornou-se Rei.
Entretanto Ladrascão, que tinha caído ao mar, teve de matar mais de cem, quiçá mais até do que quinhentos e trinta e seis tubarões para se salvar. Diz a lenda que só ao septigentésimo o jovem Ladrascão se viu livre dos terríveis predadores.
Depois, como os barcos já se tinham afastado nadou quarenta e sete dias de seguida no seu estilo preferido até chegar a uma ilha deserta e se salvar.
Ficha técnica
Texto José Geraldo e José Brás
Encenação Pedro Malacas
Actores António Mortágua e João Castro Gomes
Cenografia, adereços e figurinos Carolina Santos
Música José Geraldo
Desenho de luz Alexandre Mestre
Design gráfico Carolina Santos
Fotografia Pedro Malacas
Técnico de luz e som Alexandre Mestre
Execução de figurinos Isabel Pereira
Cabelos Ilídio Design
Produção executiva Cláudia do Vale
Produção Camaleão-Associação Cultural
Estreia-tagv
Preçário
Preço escolas 3,00€
Duração 45`
Espectáculo para M/3 anos
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente

Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

Cinema às segundas no TAGV

Segundas TAGV
O voo do balão vermelho
14 de Abril às 21:30
Teatro Académico de Gil Vicente
Coimbra



O voo do balão vermelho
De Hou Hsiao-Hsien [FRA/Taiwan, 2007,139’, M/12]

Um balão vermelho segue afeiçoadamente Simon, de sete anos, por Paris. Suzanne, a sua mãe, é uma marionetista que utiliza os seus talentos vocais para trazer à vida os espectáculos que escreve. Totalmente absorvida pelo seu novo espectáculo, esta mãe solteira é ultrapassada pelas complicações da vida moderna. Decide então contratar Song Fang, uma jovem estudante de cinema da Formosa, para a ajudar a cuidar de Simon.
Segundas TAGV
Produção TAGV

Preçário
Preço normal 4,50€ Preço estudante 3,50€
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

Recital de canto e piano "O Canto do Cisne"

RECITAL DE CANTO E PIANO
"O Canto do Cisne"
José Oliveira Lopes [barítono]
Adriano Jordão [piano]
12 de Abril às 21h30
Casa Municipal da Cultura
Coimbra

José Oliveira Lopes



SCHWANENGESANG – "CANTO DO CISNE" – Op. 89
Ciclo de "lied" composto por Franz Schubert (1797-1828)
Poemas de Rellstab, Heine, Seid

Em 2008 completam-se 180 anos da morte do compositor austríaco Franz Schubert, cujo grande contributo para a Arte Musical se processou essencialmente no domínio do Lied, compondo três grandes ciclos (unidades poéticas).
O Festival de Música de Coimbra programou a audição integral dos três ciclos.
Depois de "A Bela Moleira" e "Viagem de Inverno", recitais de canto e piano decorridos em Novembro de 2007 e Janeiro de 2008, apresenta-se, agora, "O Canto do Cisne", o último dos três ciclos de Lieder, compostos em 1823.

Programa
“ Liebesbotschaft“ “Mensagem de amor“
“ Kriegers Ahnung” “Pressentimento de guerreiro“
“ Frühlingssehnsucht“ “Anseio de Primavera“
“ Ständchen“ “Serenata“
“ Aufenthalt“ “Paragem“
“ In der Ferne“ “Lá longe“
“ Abschied“ “Despedida“
___________

“ Der Atlas“ “Atlas“
“ Ihr Bild“ “O seu retrato“
“ Das Fischermädchen“ “A pescadora“
“ Die Stadt“ “A cidade“
“ Am Meer“ “Junto ao mar“
“ Der Doppelgänger“ “O sósia“
“ Taubenpost“ “Correio de pombos“

Entrada livre
Informações:
Casa Municipal da Cultura
Rua Pedro Monteiro
Coimbra
Telef. 239 702 630 Fax 239 702 496
www.cm-cultura.pt

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre com Eric Sardinas




Eric Sardinas & Big Motor


Eric Sardinas: guitarra/voz
Levell Price: baixo
Patrick Caccia: bateria

Honesto, cheio de autenticidade e com uma paixão suja forjada a fogo, Eric Sardinas infunde a sua música com um espírito combativo, reconfigurando os blues do Sul profundo com a delicadeza de um mestre.

Os seus primeiros registos de estúdio são “Treat Me Right”, de 1999, “Devil's Train”, de 2001 e “Black Pearls”, de 2003.
Ao seu 4º álbum, “Eric Sardinas and Big Motor”, lançado no início de 2008, Sardinas dá-nos um forte depoimento musical, alimentado por um sentido de aventura e imaginação, para além de uma guitarra feroz, complementada com versões inovadoras de clássicos de Elvis Presley e Tony Joe White.

Sardinas começou a tocar guitarra aos seis anos, recolhendo inspiração de uma imensidão de influências, nomeadamente rhythm & blues, gospel, rock ‘n’ roll, mas principalmente o seu profundo amor pelo blues tradicional de Son House e Robert Johnson, entre outros.

Todas estas influências, destiladas, compõem o seu estilo de composição e de interpretação, embora Sardinas não seja um mímico, um imitador.

Ao revés, absorve todos estes estilos no seu DNA, reinterpretando-os como um blues/rock contemporâneo inteiramente seu.
Não é necessário um velho mapa de estradas ou um sistema GPS topo de gama para navegar através da música de Eric Sardinas.

Basta “ligar” o motor, deixá-lo acelerar, e a sua guitarra irá levá-lo a uma viagem musical estonteante, que nunca irá esquecer…


www.ericsardinas.com/


CENTRO DE ARTES DO ESPECTÁCULO DE PORTALEGRE

Praça da República, 397300-109 Portalegre

Tel.: +351 245 307 498

Fax.:+351 245 307 544


Outras Lisboas no S.Luis


CICLO OUTRAS LISBOAS
BRASIL


SALA PRINCIPAL E JARDIM DE INVERNO


Teatro/ Música/ Dança/ Debates


O Ciclo Outras Lisboas, do Teatro São Luiz, termina em Abril com uma viagem pelo Brasil e com mais uma encomenda, desta feita ao Teatro O Bando.
No espectáculo Em Brasa, O Bando “explora as diferentes visões que nos cruzam e que se cruzam. Reflectindo sobre as questões da imigração brasileira, o espectáculo aponta para um olhar externo sobre nós próprios, onde as visões pessoais, tão cheias de códigos e referências que se fecham em si mesmos, talvez se mostrem mais comuns do que aparentam.

Se levantar voo é perder o traço de: ‘até aquilo que, por primeiro / se apagar, ficou mais oculto: / o homem, que é o núcleo / do núcleo de seu núcleo’; aterrar poderá então trazer uma melhor imagem da dimensão humana, onde não se olvide a memória aérea das fronteiras já esbatidas. ‘Em Brasa’ vai ao encontro da percepção de um outro e de um eu (que é um outro em si mesmo); de um eu e de um outro (que é um eu em si mesmo).”
E é do Brasil que vêm a música e os ritmos que animam as Noites do Brasil, danceterias muito especiais onde os DJs ‘de serviço’ são os membros do elenco da peça Em Brasa.
Mas a música do Brasil tem mais espaço e mais tempo.
Além das Noites do Brasil, o São Luiz recebe ainda as presenças de Alexandra Mascolo-David, com a música de Francisco Mignone, em Valsas Brasileiras (21 de Abril), Edson Cordeiro, cantor de culto e ícone gay (27 de Abril) e Chico César e Paulinho Moska, o encontro de dois dos mais talentosos compositores e intérpretes da nova geração da música brasileira (28 de Abril).
As letras e as palavras têm também tempo nesta última etapa do Ciclo Outras Lisboas e de 10 a 13 de Abril o São Luiz é palco do encontro de escritores lusófonos com o Forum das Letras, Ouro Preto.
Desde Fevereiro que o São Luiz se encheu de outras cores e de outras vozes, abrindo as portas de uma forma muito especial, aos novos lisboetas.
Conscientes de que uma das responsabilidades de um teatro municipal é prestar serviço público aos munícipes, quisemos na temporada 2007/08 dar espaço, neste teatro, aos Lisboetas provenientes de África, Europa de Leste e Brasil. Foi assim que criámos o Ciclo Outras Lisboas, um ciclo que englobou três espectáculos encomendados pelo São Luiz, acompanhado de eventos paralelos e complementares.

Banda Sinfónica da GNR actua com os Gnr


GNR + GNR NO PAVILHÃO ATLÂNTICO

Lembrar o Iraque em Música em Braga



MÚSICA PELO MÉDIO ORIENTE


CLÃ E JORGE PALMA RECEBEM NO THEATRO CIRCO
MÚSICOS TRADICIONAIS DO IRAQUE E DA PALESTINA

10 de Abril > 21h30 > 10€ >


Marwan Abado (Palestina), Wesam Avoub e Ehad Al-Azzawy (Iraque) juntam-se aos “Clã” e a Jorge Palma para – a 10 de Abril, 21h30 – evocarem no Theatro Circo os cinco anos que dura o conflito no Iraque.

Além da óbvia motivação deste concerto, ele dá continuidade à diversidade de culturas e nações que este mês se mostram na sala de espectáculos bracarense.
Com a designação de “Música pelo Médio-Oriente”, a iniciativa da “Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque” conta, assim, com a recepção no palco principal do Theatro Circo de alguns dos melhores músicos do mundo árabe, intérpretes de instrumentos como o “santur” ou o “ud”, por dois dos mais conceituados e reconhecidos nomes do panorama musical português, que se juntam num concerto que quer atrair as atenções para as consequências de cinco anos de invasão e ocupação territorial do Iraque.

Precisamente do Iraque – juntamente com o percussionista Ehad Al-Azzawy, que se destaca no domínio de instrumentos como a “darkuba”, “riqq” e “tar” – apresenta-se o mais reconhecido tocador de “santur” do Iraque, Wesam Ayub.
Elemento proeminente da chamada “Escola de Bagdade”, instituição cuja influência se propagou por todo o mundo árabe e que recuperou e desenvolveu a dupla linhagem musical, tradicional e erudita, dando origem a uma notável geração de músicos, Wesam Ayub reside actualmente na Holanda, onde assume igualmente funções como representante na Europa da “União dos Músicos Iraquianos”.
Considerado um longínquo ancestral do piano, o “santur” consiste num instrumento de cordas tendidas horizontalmente que são percutidas com dois finos martelinhos de madeira esculpida. Usado em várias culturas, o “santur” iraquiano difere daquele que predomina no Irão e na Grécia, apresentando mais possibilidades sonoras, mas exigindo sempre um grande virtuosismo no seu manejamento devido à especial delicadeza que o caracteriza.
Neste contexto vão igualmente ouvir-se os sons do “ud”, antepassado do alaúde, interpretado pelo também cantor e compositor palestiniano Marwan Abado.
Inspirado pela tradição árabe do “taq’sim”, Abado desenvolveu um reportório que não obedece a categorias rítmicas fixas, sendo, por outro lado orientado pelo impulso mais íntimo do intérprete.
Considerado um dos mais notáveis representantes contemporâneos da música palestiniana, Marwan Abado, que, nos seus temas inclui excertos de poesia árabe, nasceu em 1967 num campo de refugiados palestinianos em Beirute (Líbano) e encontra-se actualmente exilado em Viena (Áustria).

No papel de anfitriões em Braga, os portugueses “Clã” e Jorge Palma voltam a subir ao palco principal do Theatro Circo para apresentar alguns dos seus maiores êxitos e demonstrar a sua solidariedade com a causa aqui evocada.
Após um concerto esgotado em Novembro do ano passado, a banda da carismática Manuela Azevedo regressa à sala que os recebeu com grande entusiasmo para interpretar alguns dos seus temas mais emblemáticos, extraídos, inclusive, do ainda recente álbum “Cintura”.
Nome firmado na música portuguesa contemporânea, Jorge Palma, que, nesta iniciativa, assinala também o primeiro retorno à sala bracarense após a sua reabertura, traz ao palco principal alguns dos temas que compõem o novo projecto “Voo Nocturno”, e de que se destaca o “single” “Encosta-te a Mim”.
Protagonista de uma carreira iniciada em 1972, o autor e intérprete de alguns dos maiores sucessos da música portuguesa, designadamente, “Deixa-me Rir”, “Dá-me Lume” ou “Bairro do Amor”, conta já com mais de duas dezenas de álbuns editados e com um percurso marcado pelas parcerias estabelecidas com outros grandes nomes do contexto artístico nacional.
Constituído em 2003, na tradição do “Tribunal Russell para o Vietname”, o “Tribunal Mundial sobre o Iraque” (TMI), surge com o objectivo de alertar o mundo para as consequências da invasão deste país por uma Força Armada Multinacional.
Nacionalmente, a “Audiência Portuguesa” desta entidade – que tem apoiantes nos vários quadrantes da sociedade, destacando-se nomes como José Mário Branco, Maria João Pires, Fernando Rosas, Maria José Morgado, Paulo de Carvalho ou Rui Vieira Nery, entre muitos outros – tem por finalidade «analisar a implicação e responsabilidade do Estado Português, de entidades e de cidadãos portugueses no conflito iraquiano, formulando a acusação aos crimes cometidos».

Os ingressos, a 10 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

Música pelo Oriente no S.Jorge



Música pelo Médio Oriente

Para assinalar o 5.º aniversário da ocupação do Iraque, o “Tribunal-Iraque” apresenta um espectáculo das arábias.

Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Luís Represas, João Pedro Pais e José Mário Branco para um espectáculo único, no Cinema São Jorge, no dia 12 de Abril, às 21h30.
Wesam Ayub é considerado o melhor tocador de santur (instrumento iraquiano, parente longínquo do piano) do Iraque e elemento proeminente da chamada “escola de Bagdade”, de que foi um dos principais professores nos anos ’90. Reside na Holanda assim como o percurssionista que o acompanha, Ehad Al-Azzawy, que toca darbuka, riqq e tar.

Marwan Abado é cantor, compositor, tocador de ud e considerado um dos maiores representantes actuais da música palestiana. As suas palavras são quase sempre bebidas na grande poesia árabe e a sua música não obedece a categorias rítmicas fixas mas a um impulso mais íntimo do intérprete.
Este concerto é uma ocasião rara de ouvir grandes músicos do Iraque e da Palestina recebidos em palco por artistas portugueses.

Música pelo Médio Oriente:

Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Luís Represas, João Pedro Pais e José Mário Branco

Cinema São Jorge Sala 2
12 de Abril 21h30
Bilhetes: 10 € (à venda no local do espectáculo, Ticketline e lojas Fnac)

Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Paulo de Carvalho e José Mário Branco





Teatro Vírginia Torres Novas
13 de Abril 16h00
Bilhetes: 10 € (à venda no local do espectáculo)

" A Gaivota " no Centro Cultural de Belém


A Gaivota
(Tema Para um Conto Curto)

10 A 13 DE ABRIL 2008
palco do pequeno auditório do ccb


Encenação: Enrique Diaz

Uma adaptação do texto de Anton Tchékhov

Com: Bel Garcia, Enrique Diaz, Filipe Rocha, Lorena da Silva, Isabel Teixeira,
Alexandra Negrini, Thierry Trémouroux

Co-Produção: La Ferme Du Buisson – Scène Nationale De Marne-La-Vallée

Mais de um século depois da sua estreia, em 1896, A Gaivota permanece uma das peças teatrais mais representadas em todo o mundo.
No centro da história está o teatro.
Através das personagens, e sobretudo através da personagem do jovem escritor Treplev, Tchékhov e, agora, Diaz questionam a literatura, o teatro e a própria criação artística.
Enrique Diaz, na sua versão de A Gaivota, alterna as cenas de ficção na província russa com a realidade da cena teatral, criando um jogo onde os actores entram e saem continuamente do seu papel, mudam de personagem e fazem malabarismos com os adereços.
NOTA
Mais coisas se poderia dizer sobre esta encenação de Enrique Diaz mas a sua pouca disponibilidade para uma conversa mais elucidativa sobre os seus objectivos em teatro, só nos permitem a nota acima.
Tentámos; não fomos bem sucedidos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Lume Big Band e Bernardo Sassetti no INJAZZ

Último fim-de-semana da viagem do
FESTIVAL INJAZZ por
Montemor-o-Velho



LUME Big Band
11 de Abril às 22:00
Auditório da Filarmónica de Verride
Verride

Bernardo Sassetti Piano Solo
12 de Abril às 22:00
Teatro Esther de Carvalho
Montemor-o-Velho

Os Lisbon Underground Music Ensemble (LUME) Big Band actuam na sexta-feira, 11 de Abril, pelas 22 horas, no Auditório da Filarmónica de Verride. A noite de sábado, noite de encerramento da 4ª edição do InJazz em Montemor-o-Velho, acolhe as sonoridades do piano a solo de Bernardo Sassetti, no Teatro Esther de Carvalho.
Preçario
Menores de 16 anos - Gratuito
Maiores de 16 anos - 2,5 euros
Informações:
Raquel Lains
Email:
raquellains@letstartafire.com
Site:
www.letstartafire.com
Myspace: www.myspace.com/raquellains

Nicole Eitner dia 11 na FNAC de Coimbra

Nicole Eitner
Vampires
11 de Abril às 22H00

FNAC Forum Coimbra


Vampires marca a estreia de Nicole Eitner, uma mescla de pop, clássico e jazz, em fusão com uma voz doce e audaz. O álbum com as participações especiais de Zeca Neves no contrabaixo, Viviena Toupikova no violino e Miguel Neves na gravação e mistura, estando a música e letra, arranjo e produção a cargo da própria vocalista.
Mais Informações:
www.myspace.com/nicoleeitner
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h

The Postcard Brass Band

The Postcard Brass Band
12 de Abril às 22H00
FNAC Fórum Coimbra



Fundado em 2006, o quarteto composto por Mário Marques (saxofone), Rúben Santos (trombone), Sérgio Carolino (sousafone) e Michael Lauren (percussões) surgiu na sequência de vários intercâmbios entre os seus membros noutros agrupamentos. Música do Mundo é o que a banda pretende tocar, seja a proveniência africana, oriental ou ocidental, do velho ou do novo mundo, desafiando a técnica e a estética. O trabalho homónimo mostra a música de New Orleans com o seu espírito urbano de sentir sempre em ambientes ora festivos ora melancólicos.
Mais Informações:
www.myspace.com/thepostcardbrassband
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h

E-mail: fnac.coimbra@fnac.pt

“El Ejido, a lei do lucro” dia 11 no TAGV

Doc TAGV/FEUC
El Ejido, a lei do lucro
11 de Abril às 21:45
Teatro Académico de Gil Vicente
Coimbra


El Ejido, a lei do lucro
De Jawad Rhalib [Marrocos/Bélgica/França, 2007, 80`]
Filme comentado por Jacques Mazier (Universidade de Paris XIII), Joaquin Arriola (Universidade de Bilbau), João Amado (FDUC) e José Reis (FEUC)

O filme fala-nos da imigração em Espanha, no tempo de Aznar. Mas é também a Espanha de Zapatero, a Espanha que foi posta em debate televisivo no passado dia 3 de Março com o tema a imigração. É a Espanha que se tornou um novo país quanto às migrações, passando de país de forte taxa de emigração a país de forte taxa de imigração, com 8,5% dos seus habitantes a serem imigrantes legais e calcula-se ainda em mais de 50% destes os que estão ilegalmente no país. É a Espanha de Aznar (1996-2004) que se irá mostrar, pois foi com este que a Espanha implementou uma nova política que levou à securização das imigrações com leis extremamente rígidas a contribuírem para a manutenção da “fortaleza Europa”. A partir daqui será também da Espanha de Zapatero que se quer falar, pois é com Zapatero que se “quer impulsionar uma política imigrações na União Europeia”.
Organização TAGV e FEUC
Entrada gratuita
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

Grupo de fados CLAVE DE SOL

Grupo de Fados
CLAVE DE SOL
10 de Abril às 21:45
Café Santa Cruz
Coimbra


Entrada livre

José Cid no Maxime


CONCERTO COM JOSÉ CID


José Cid, o artista que há dois anos pôs o Cabaret Maxime nas bocas do mundo regressa ao grande palco da Praça da Alegria para um concerto inédito: pela primeira vez desde o ressurgimento do espaço, “a mãe do rock português” aparece perante o público desta prestigiosa casa de espectáculos acompanhado pelo seu quarteto!

Não há Coliseu nem Campo Pequeno que valham o lajedo branco da ribalta do Maxime, o palco onde os artistas, frente-a-frente com o público (à distância de um olhar) dão “o litro” como em nenhum outro local!
Cid & Companhia, olhos-nos-olhos com a plateia, vão decerto incendiar a casa com as canções que todos esperam ouvir e trautear, mas não só.
Cid, um desestabilizador nato, não deixará os seus argumentos por gargantas alheias, e vai com certeza surpreender – e deslumbrar – a audiência com músicas inéditas, improvisos, convidados-surpresa e sabe-se lá que mais.

É por estas e por outras que José Cid continua a deixar atrás de si um rasto de plateias esgotadas, corações despedaçados e pretendentes (ao trono!) mil…

sexta e sábado . 11 e 12 abril 08 .
bilhetes € 15,00
abertura de portas 22h00 .
espectáculo 23h30
cabaret maxime - pç. alegria, 58 em lisboa
reserva de mesas tel. 213467090 . 967045836 . 916350427

terça-feira, 8 de abril de 2008

Beckett no D.Maria até Junho


COMEÇAR A
ACABAR
DE SAMUEL BECKETT


direcção / tradução JOÃO LAGARTO
desenho de luz JOSÉ CARLOS GOMES
figurino ANA TERESA CASTELO
música JORGE PALMA

direcção de cena CRISTINA VIDAL
operação de som ANTÓNIO VENÂNCIO

operação de luz LUÍS LOPES



COM
JOÃO LAGARTO


SINOPSE

“Começar a Acabar” é um monólogo em que um homem se dirige directamente ao público para contar a sua história.


A primeira frase que profere dá-nos, desde logo, o tom do discurso: “Em breve estarei morto finalmente apesar de tudo”.

Enquanto espera que chegue a sua última hora, este homem recorda momentos significativos do seu passado: as relações tensas com o pai, que morreu cedo, a ligação terna à mãe, com quem nunca se conseguiu entender, uma infância passada com grande agitação interior, a maturidade decorrida sem amor (“Nunca amei ninguém acho eu, senão lembrava-me”), uma velhice vivida em solidão, sem mulher, filhos ou netos que o entretenham.

Mas à medida que as memórias mais insignificantes lhe acorrem ao espírito, o homem evoca também assuntos comezinhos, de forma aparentemente aleatória…



SALA ESTÚDIO
10 ABR a 01 JUN
3ª a SÁB. 21H45 DOM. 16H15


A sós com Beckett
Poucas peças existirão em que, sentado na plateia, o espectador consegue sentir a respiração da morte e a constante presença do fim como em “Começar a Acabar”, de Samuel Beckett.

A partir de três textos chave da sua ficção – “Molloy”, “Malone está a Morrer” e “O Inominável” – o dramaturgo irlandês juntou fragmentos, (re)ordenou-os e, em alguns casos, chegou a reescrevê-los.

O resultado é este magnífico espectáculo encenado e interpretado por João Lagarto que o TNDM II volta a apresentar na Sala Estúdio onde, em 2006, se estreou com grande êxito.

O reconhecimento deste trabalho com o Prémio da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (2006) mostrou como esta é não só uma homenagem a Beckett, uma das grandes referências literárias do século XX, mas também um texto onde é obrigatório sentir o espectáculo.


A depuração das palavras aliada à presença em palco de João Lagarto, cujo trabalho de voz e de corpo revelam uma brilhante interpretação, fazem de “Começar a Acabar” um desafio, uma partilha com cada espectador.
Uma caixa negra e três lâmpadas, que mal iluminam um cenário também desprovido de objectos, são o suficiente para, subitamente, o palco se encher com a presença do protagonista, um mendigo que joga com pedras nos bolsos, que faz rir a plateia e que a faz congelar quando diz: “Em breve estarei morto”.

De repente, o espaço parece pequeno, abafado por tantas memórias que se vão soltando pelo ar, pelo passado que ora teima em ir ou voltar, pelas palavras pesadas de ironia e, sobretudo, pelo silêncio.

O silêncio que nos faz reflectir, ao mesmo tempo que aquele homem, com quem estamos a sós, contraria as ilusões.
Demora-se a partir, que é como quem diz, a morrer. Mas neste monólogo, inédito em Portugal, a habilidade de Beckett é bem visível.

O humor não abandona o texto, mesmo quando se abre o livro da vida e nele se encontram actos sem sentido, obsessões, isolamentos, caminhos subterrâneos que escondem aquilo que não pode ser escondido: a iminência do fim.
JOÃO LAGARTO

direcção, tradução, interpretação


Estudou Actuação, no Conservatório de Lisboa (1972/74) e na Fundação Gulbenkian com o professor Adolfo Gutkin (1980/81), e é actor profissional desde 1974.


Trabalhou como actor, encenador e tradutor em mais de 60 peças de autores como Gil Vicente, Samuel Beckett, William Shakespeare, Georges Feydeau, Botho Strauss, Bertolt Brecht, Harold Pinter, David Mamet, Alfred Jarry, Brian Friel e António Patrício. É fundador de cinco grupos de teatro: Centro Cultural de Évora (1975), Maizum (1981), Alta Recreação (1984), Teatro da Malaposta (1988) e Os Crónicos (2004).


O primeiro filme em que participou é “Histórias Selvagens”, de António Campos (1978), tendo, desde então, trabalhado com realizadores como Luís Rocha, Walter Salles Júnior, Ruy Guerra, João Mário Grilo, Joaquim Leitão, Toni Verdaguer, Laurence Ferreira Barbosa, Bertrand Tavernier, Luís Galvão Teles, José de Sá Caetano ou Manuel Mozos.

Na televisão, começou por participar nos filmes de Luís Felipe Costa e na série “Duarte e Companhia”, de Rogério Ceitil, vindo a integrar os elencos de algumas telenovelas (“A Banqueira do Povo”, “Os Lobos”, …) e de várias séries (“Cluedo”, “Ballets Rose”, “Os Polícias”, “A Febre do Ouro Negro”, “Os Távoras”…).

Apresentou o programa “Mesa à Portuguesa”, participou em diversas produções para as televisões francesa, inglesa e alemã, onde trabalhou, entre outros, com os realizadores Claude Guillemot, Franck Apprenderis, Michel Lang, Gero Erhardt, Marc Rivière, Robin Davis, Gerard Marx, Susan Belbin, Joel Santini ou Pierre Koralnik.

Foi responsável pela área de teatro no lançamento da Escola de Circo – Chapitô.

Foi professor de Actuação no IFICT (Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral), participou no arranque do Curso de Animadores Turísticos da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, como responsável pela cadeira de Artes e Espectáculos.

Exposição no Museu da Marioneta

Museu da Marioneta
Exposição Dormitorium:

Cenários dos Filmes dos Irmãos Quay




O Museu da Marioneta, a Monstra – Festival de Animação de Lisboa e o FIMFA Lx – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas apresentam “Dormitorium: Cenários dos Filmes dos Irmãos Quay”, uma exposição patente no Museu da Marioneta entre 11 de Abril e 10 de Maio.


A exposição “Dormitorium – Cenários dos Filmes dos Irmãos Quay” mostra uma extensa colecção de cenários e marionetas criados pelos britânicos irmãos Quays para os seus filmes e para algumas peças de teatro e ópera de cuja cenografia foram responsáveis.


É uma oportunidade única de ver em primeira mão os segredos de uma obra fascinante e perturbadora, com ecos de memórias de infância filtradas por uma sensibilidade muito própria. Uma viagem às matrizes de filmes tão incontornáveis como “Street of Crocodiles” ou “The PianoTuner of EarthQuakes”, num imaginário que funde Lewis Carrol com Luis Buñuel, passando por Franz Kafka e Jan Svankmajer.

Com uma imaginação bizarra e delirante, os irmãos gémeos Timothy e Stephen Quay estão entre os animadores mais originais e incontornáveis da últimas décadas, criadores de um universo negro e surrealista que tem granjeado elogios de todos os quadrantes.


Exímios manipuladores de marionetas, a que dão um tratamento individualizado e sem paralelo na história do cinema, são criadores de universos pessoais, abstractos e inesquecíveis.


Uma exposição que ilumina as sombras de uma obra única na história do cinema, “Dormitorium” tem congregado elogios e estupefacção nas mais importantes cidades europeias e é trazida para Portugal pela associação de esforços da EGEAC/ Museu da Marioneta e de dois Festivais da cidade dedicados ao universo da animação e manipulação: a Monstra – Festival de Animação de Lisboa e o FIMFA Lx – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas.


“Dormitorium: Cenários dos Filmes dos Irmãos Quay”

Museu da Marioneta
De 11 de Abril a 10 de Maio
Sala do Claustro
De terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Primeiro fim-de-semana do INJAZZ em Montemor-o-Velho

Maria João (en)cantou no Teatro Esther de Carvalho



A primeira incursão do Festival INJAZZ 2008, em Montemor-o-Velho, arrancou na sexta-feira com Maria João e o seu quarteto no Teatro Esther de Carvalho.
Este Teatro, do final do século XIX, foi recuperado e reaberto ao público em 2003 e desde então para cá tem mantido uma programação regular. Com inspiração neoclássica, deve grande parte da sua riqueza arquitectónica interior à decoração totalmente em madeira pintada em que predominam os tons de azul, pastel e dourado.

A cantora que ainda hoje não sabe se entrou na Escola de Jazz do Hot Club, em 1982, pela espectacularidade do seu improviso ou porque havia falta de cantores na escola, foi recebida por um público caloroso que esgotou a sala.
Esta actuação, de quase duas horas, foi essencialmente uma viagem ao cancioneiro brasileiro do seu último álbum “João”, lançado em 2007, mas também a temas mais antigos com arranjos musicais de Mário Laginha.
Na memória de quem teve o privilégio de assistir a este concerto, tal como a HARDMUSICA.COM, ficarão os solos e improvisos inenarráveis e irrepetíveis, que só o virtuosismo de uma voz impar e poderosa, como a da Maria João, se permite aventurar pelos caminhos mais sinuosos. O resultado só podia ser um. Um grande concerto que também muito deve ao suporte musical propiciado pela guitarra, contabaixo e bateria do seu quarteto.


O músico e professor Zé Eduardo, que foi fundador e director do Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e da Orquestra de Jazz do Hot Club Unit, foi o senhor que se seguiu. Subiu ao palco no sábado à noite com o trio Zé Eduardo Unit.
Em Dezembro de 2007, como a HARDMUSICA.COM já aqui teve oportunidade de publicar, Zé Eduardo dirigiu a European Movement Jazz Orchestra (EMJO), em Coimbra.


http://hardmusicapontocom.blogspot.com/2007/12/european-movement-jazz-orchestra-actuou.html
Para a próxima sexta-feira a organização convidou a LUME Big Band, que actuará no auditório da Filarmónica de Verride e no sábado Bernardo Sassetti tem o Teatro Esther de Carvalho reservado para o seu piano. Assim encerra esta viagem do INJAZZ a Montemor-o-Velho.
Teresa Arsénio e Pedro Vila Nova
Fotografias de Maria João 4teto – Teresa Arsénio

Musicalidades nos jardins da AAC

Queima das Fitas de Coimbra
Musicalidades em Abril
7,14,21 e 28 às 22:00
Jardins da Associação Académica

Informações: www.queimadasfitas.org

PLUMA ao vivo na FNAC Forum Coimbra

Pluma
Simplicidade
10 de Abril às 22:00
FNAC Forum Coimbra

Fotografia: Teresa Arsénio (Coimbra;19 de Dezembro de 2007)

O projecto Pluma nasceu de uma troca de ideias, letras e acordes que juntou Miro Vaz (ex-guitarrista de Squeeze.Theeze.Pleeze) e Sílvia de Sousa (ex-vocalista de Bluecherry). Para além desta, existem outras vozes convidadas como Joana França, Bianca Jhordão, Tico Santa Cruz e DJ Cleston. E Grito... é o primeiro avanço de Simplicidade, um trabalho pautado pela pop com melodias cheias de guitarras rock.
Informações
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h

Sond`Ar-te Electric Ensemble dia 10 no TAGV

A cor do som
Recitais e concertos TAGV
Sond`Ar-te Electric Ensemble
10 de Abril às 21:30
Teatro Académico de Gil Vicente
Coimbra


Maestro titular Pedro Amaral
Director artístico Miguel Azguime
Monika Duarte Streitová flauta
Nuno Pinto clarinete
Suzanna Lidegran violino
Marco Pereira violoncelo
Ana Telles piano
Músicos convidados Jorge Alves viola Laurent Rossi trompa
Miso Studio (Paula Azguime e Miguel Azguime) assistência informático-musical
Novo ensemble fundado pela Miso Music Portugal com direcção artística de Miguel Azguime e maestro titular Pedro Amaral, que se dedica especificamente a um repertório onde se conjugam instrumentos acústicos com as mais recentes tecnologias electrónicas.
É característica original do Sond’Ar-te Electric Ensemble a primazia na interpretação de repertório instrumental com integração de meios electrónicos, sendo por isso um projecto inovador, tanto a nível nacional como internacional.
As razões e a necessidade desta singularidade justificam-se pelas recentes tendências da história musical contemporânea. Do mesmo modo que o desenvolvimento da grande orquestra sinfónica, como paradigma, esteve intimamente ligado ao repertório europeu do século XIX, o repertório da segunda metade do século XX suscitou o aparecimento de um paradigma contemporâneo mais restrito e não menos caracterizante: o ensemble. Assim, as décadas de oitenta e noventa, que assistiram à generalização da informática musical com a consequente democratização dos meios electroacústicos, alargaram de modo decisivo as noções de escrita musical, suscitando uma quantidade crescente de repertório misto que por sua vez impõe uma modificação sensível no paradigma instrumental e organizacional. Em termos internacionais os ensembles têm procurado adaptar-se a este novo contexto decorrente da mais recente evolução histórica, estabelecendo parcerias para cada projecto com estúdios, laboratórios musicais ou centros tecnológicos. O ensemble como instituição, torna-se polivalente, tentando abranger os repertórios instrumentais que estiveram na sua origem e os repertórios mistos que entretanto ocupam um lugar fundamental e cada vez mais determinante na criação musical contemporânea.
É neste contexto que surge o Sond’Ar-te Electric Ensemble, que se constitui assim desde a sua origem especificamente vocacionado para a interpretação deste novo repertório.
Este ensemble tem uma constituição permanente de sete intérpretes mais maestro – flauta, clarinete, piano, violino, violoncelo e electrónica – aos quais serão acrescentados reforços esporádicos em função dos programas.
Programa
I Parte
Pedro M. Rocha
To a world free from beliefs
Enrique X. Macias
Itinerário de Luz
II Parte
João Pedro Oliveira
Timshel
Miguel Azguime
Derrière Son Double
Organização TAGV, no âmbito da programação «TAGV Digital»
Apoio Reitoria da UC
Preçário
Preço normal 10,00€
Preço estudante e sénior 8,00€
Preço escolas 3,00€
Preço família 15,00€
Preço amigo/a TAGV e estudantes dos Conservatórios 5,00€
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente

Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com/
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

Conversas ao fim da tarde com José M. Pureza

Conversas ao fim da tarde
José Manuel Pureza
9 de Abril às 18:00
Biblioteca Municipal de Coimbra




Informações: Casa Municipal da Cultura-Telefone nº239 702 630

CAMANÉ no Coliseu

CAMANÉ
Coliseu de Lisboa

16 de Maio



Camané anuncia apresentação ao vivo no Coliseu de Lisboa no próximo dia 16 de Maio.


Esta será a primeira vez que Camané actua no Coliseu de Lisboa e promete ser, para já, a grande apresentação ao vivo do tão aguardado novo disco – “Sempre de Mim” – cuja edição está marcada para o próximo dia 21 de Abril.

O quinto álbum de estúdio – o primeiro desde 2001 – é composto por 16 temas; dez são fados tradicionais com letras, propositadamente escolhidas para estas gravações, de grandes poetas ligados ao Fado e de cúmplices velhos e novos de Camané: Pedro Homem de Mello, Luís de Macedo e David Mourão-Ferreira; Fernando Pessoa, Manuela de Freitas e Jacinto Lucas Pires.

Dois outros temas são inéditos absolutos, nunca antes gravados, do lendário compositor de Amália, Alain Oulman, com letras de Pedro Homem de Mello.

Três são melodias originais de José Mário Branco (também responsável pela produção) para letras de David Mourão-Ferreira e Manuela de Freitas. A 16ª é um inédito que Sérgio Godinho ofereceu a Camané.

Relembre-se que “Sempre de mim”, editado a 21 de Abril, terá uma edição especial acompanhada por um DVD com um documentário de 30 minutos registado durante as gravações pelo realizador Bruno de Almeida.


Os bilhetes para o Coliseu de Lisboa estarão à venda a partir de hoje (07 de Abril) nos locais habituais.

Primavera celebrada na Madeira




“As Danças das Flores”
Madeira celebra Primavera

A edição de 2008 da Festa da Flor da Madeira teve lugar nos dias 5 e 6 de Abril. O cartaz deste ano foi dedicado ao tema “As Danças das Flores” e levou à baixa citadina funchalense a homenagem às flores madeirenses.

O programa arrancou no dia 26 de Março com várias iniciativas, desde a construção de tapetes florais, à Exposição da Flor no Largo da Restauração, a actuações de grupos folclóricos, concertos de música clássica e diversos espectáculos de variedades.

No dia 5 de Abril, milhares de crianças desfilaram até à Praça do Municipio onde depositaram uma flor e construiram, simbolicamente, “O Muro da Esperança”.

O “Grande Cortejo Alegórico da Flor” realizou-se no dia 6 de Abril e contou com a participação de vários grupos, cerca de 1.200 figurantes uma dezena de carros alegóricos enfeitados com uma multiplicidade de flores típicas da Ilha.

Esta celebração anual da Primavera junta nas ruas da capital madeirense milhares de residentes e visitantes e oferece um dos cartazes turísticos mais atractivos da Ilha da Madeira.

7 a 13 de Abril jazz no Casino Lisboa



Casino Lisboa recebe
festival de Jazz, World Music e Blues



Com um elenco de notáveis músicos, o Casino Lisboa acolhe o Sky Fest, de 7 a 13 de Abril. Trata-se de um festival multicultural que se distingue por um diversificado programa de Jazz, World Music e Blues.
Em espaços bem distintos, o Auditório dos Oceanos, Palco Arena, e Multiusos recebem um conjunto de concertos destes três universos musicais.



Ao longo de uma semana, o Sky Fest concilia intérpretes consagrados com outros novos talentos que prometem ocupar um lugar de relevo no meio artístico.
Os visitantes do Casino Lisboa podem assistir no Auditório dos Oceanos às actuações das principais figuras de cartaz deste original ciclo. São três noites de música que privilegiam os melhores repertórios de James Cotton (blues), Gonzalo Rubalcaba e Jacinta (jazz) e Estrella Morente (world music).


No palco Multiusos são aguardados Olissipo Electrico (jazz fusão), Jazz Me Brown (jazz), Dâna (world music), Madame Godard (jazz fusão), Lady G Brown & Dr. Bastard (electro world music), Sara Valente (jazz) e Canto da Terra (world music).

Por sua vez, no Palco Arena, actuam Rosa Negra (world music), O'Questrada (fado ska), The Soaked Lamb (blues), Nancy Vieira (world music), Sweet Vandals (jazz fusão), Deolinda (world music) e Tango Crash (electro world music).

Num ambiente vanguardista, o Sky Fest integra uma série de concertos de entrada livre, assim como a oportunidade de um encontro informal entre os artistas e os admiradores do mais genuíno Jazz, World Music e Blues.
Paralelamente às actuações dos artistas, realizar-se-ão workshops de instrumentos musicais etnográficos, bem como conferências direccionadas para o futuro da indústria musical, lideradas por conceituados oradores.

Programa do Sky Fest:

7 Abril
Olissipo Electrico (jazz fusão) Multiusos 22h30
Rosa Negra (world music) Palco Arena 23h30


8 Abril
Jazz Me Brown (jazz) Multiusos 22h30
O'Questrada (fado ska) Palco Arena 23h30

9 Abril
Dâna (world music) Multiusos 22h30
The Soaked Lamb (blues) Palco Arena 23h30

10 Abril
James Cotton (blues) Auditório dos Oceanos 22h
Madame Godard (jazz fusão) Multiusos 23h30
Nancy Vieira (world music) Palco Arena 00h30

11 Abril
Gonzalo Rubalcaba e Jacinta (jazz) Auditório dos Oceanos 22h
Sweet Vandals (jazz fusão) Palco Arena 23h30
Lady G Brown & Dr. Bastard (electro world music) Multiusos 00h30

12 Abril
Estrella Morente (world music) Auditório dos Oceanos 22h
Sara Valente (jazz) Multiusos 23h30
Deolinda (world music) Palco Arena 00h30


13 Abril
Canto da Terra (world music) Multiusos 22h30
Tango Crash (electro world music) Palco Arena 23h30

Jazz e Blues no Casino Lisboa

SKY FEST
World Music Jazz & Blues Festival
Casino Lisboa



James Cotton


Apesar de um problema de garganta que lhe torna voz rouca, James Cotton mantém a sua carreira e as digressões mundiais.
Conhecido pela sua harmónica, James Cotton canta e escreve temas memoráveis preferindo os blues em todos os seus sub-géneros. Começou em 1955 na Muddy Waters Band mas depressa formou a James Cotton Blues Band com a qual já ganhou várias nomeações para os Pémios Grammy.
Integrado no programa do 1º Sky Fest, James Cotton subirá ao palco do Auditório dos Oceanos, dia 10 de Abril para relembrar temas como Cotton Crop Blues, Rocket 88 ou Baby Don't You Take My Clothes.


Gonzalo Rubalcaba e Jacinta


Gonzalo e Jacinta unem-se para um espectáculo único, de grande cumplicidade, dia 11 de Abril às 22h no Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa, prometendo momentos de grande intensidade num ambiente bastante intimista.
"Um dos maiores virtuosos do piano jazz" (The New York Times), junta-se àquela que foi considerada a melhor jovem artista de jazz do continente europeu em 2007, com o intuito de criar, recriar e suscitar o gosto pelo jazz.
Com uma abordagem francamente contemporânea, Gonzalo e Jacinta trazem-nos um repertório baseado em standards de jazz, procurando ainda aliar harmonias e ritmos da América Latina.


Estrella Morente


Depois de em Junho passado ter surpreendido com um memorável e esgotado concerto no CCB, a nova diva do flamenco e intérprete de "Volver", está de regresso a Lisboa para participar no 1º Sky Fest.
«O concerto tem início com 5 músicos sentados, Guitarra, Percussão e 3 "Palmas" em acção! Estrella aparece de mantilha de renda a abanar um grande leque. Após esta entrada dramática canta algumas músicas acompanhada apenas pela guitarra. É inebriante e também desconcertante escutar uma voz tão autoritária e antiga vinda de uma mulher tão jovem! O diálogo com o público é constante.», inThe Guardian UK.
Para vêr no Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa, dia 12 de Abril, às 22h.





Livro sobre a Primeira Grande Guerra apresentado amanhã


DAS TRINCHEIRAS COM SAUDADE
A vida quotidiana dos militares portugueses

na Primeira Guerra

Mundial
de ISABEL PESTANA MARQUES


SINOPSE


«De noite é que é o inferno. […] os telefones retinem, os estafetas põem-se a andar e o S.O.S. sobe ao céu, no vinco luminoso dos very-lights […] até que se apagam e o mundo é apenas escuridão. […] Ouve-se o crac-crac das metralhadoras que o boche despeja e que nós despejamos. E transida, bafejando as mãos, sem sono, a gente escuta o ecos e o nosso coração doente como um velho relógio tonto oscilando entre a saudade dos que estão longe e a ideia de morrer ali, armado e equipado, sonolento e triste, com um cão sem forças.»
(Albino Forjaz Sampaio, oficial português na Flandres).

A partir de Janeiro de 1917, o cais de Alcântara assiste aos sucessivos embarques de tropas portuguesas rumo à Flandres.

Em França reúnem -se aos aliados ingleses para combaterem, na I Guerra Mundial, contra o inimigo comum: a Alemanha.

A 2 de Abril de 1917, a coberto da bruma da madrugada, entraram nas trincheiras os primeiros soldados portugueses que iriam participar na campanha da I Guerra Mundial, num total de 55 mil expedicionários.

Na Flandres, em França, encontraram um novo tipo de guerra. Enfrentaram o frio, a lama pegajosa, o barulho ensurdecedor dos bombardeamentos, habituaram-se ao «corned beef» que os fazia suspirar pelo bacalhau e o pão escuro nacional, adoeceram, sentiram medo, desolação e cansaço.

Na frente de batalha, combateram ao lado dos ingleses, com coragem e heroísmo, outros desertaram ou foram aprisionados pelos alemães, e nos momentos de descanso aproveitavam para fugir ao terror dos ataques, jogando às damas, cantando, escrevendo cartas aos familiares ou namorando com francesas, belgas e inglesas, mesmo sem saber uma palavra do seu idioma.


BIOGRAFIA


Isabel Pestana Marques é Mestre em História Contemporânea na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Investigadora de História Contemporânea, colabora no Instituto de História Contemporânea e da Comissão Portuguesa de História Militar. Publica artigos em revistas especializadas e participa em colóquios e congressos nacionais e internacionais.


Baseado em testemunhos diários deixados por militares e com material fotográfico inédito, a autora apresenta-nos o rosto humano de uma guerra devastadora e uma perspectiva diferente sobre a campanha portuguesa da Flandres, entre 1917 e 1919.


Noventa anos após a Batalha de La Lys, a 9 de Abril de 1918, a historiadora explica-nos como o recuo estratégico dos soldados portugueses foi fundamental para travar o avanço dos alemães no terreno.
Foi galardoada com o prémio Defesa Nacional, em 1996, com a tese de mestrado Os Portugueses nas Trincheiras – Um quotidiano de Guerra.