quinta-feira, 10 de abril de 2008

Lembrar o Iraque em Música em Braga



MÚSICA PELO MÉDIO ORIENTE


CLÃ E JORGE PALMA RECEBEM NO THEATRO CIRCO
MÚSICOS TRADICIONAIS DO IRAQUE E DA PALESTINA

10 de Abril > 21h30 > 10€ >


Marwan Abado (Palestina), Wesam Avoub e Ehad Al-Azzawy (Iraque) juntam-se aos “Clã” e a Jorge Palma para – a 10 de Abril, 21h30 – evocarem no Theatro Circo os cinco anos que dura o conflito no Iraque.

Além da óbvia motivação deste concerto, ele dá continuidade à diversidade de culturas e nações que este mês se mostram na sala de espectáculos bracarense.
Com a designação de “Música pelo Médio-Oriente”, a iniciativa da “Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque” conta, assim, com a recepção no palco principal do Theatro Circo de alguns dos melhores músicos do mundo árabe, intérpretes de instrumentos como o “santur” ou o “ud”, por dois dos mais conceituados e reconhecidos nomes do panorama musical português, que se juntam num concerto que quer atrair as atenções para as consequências de cinco anos de invasão e ocupação territorial do Iraque.

Precisamente do Iraque – juntamente com o percussionista Ehad Al-Azzawy, que se destaca no domínio de instrumentos como a “darkuba”, “riqq” e “tar” – apresenta-se o mais reconhecido tocador de “santur” do Iraque, Wesam Ayub.
Elemento proeminente da chamada “Escola de Bagdade”, instituição cuja influência se propagou por todo o mundo árabe e que recuperou e desenvolveu a dupla linhagem musical, tradicional e erudita, dando origem a uma notável geração de músicos, Wesam Ayub reside actualmente na Holanda, onde assume igualmente funções como representante na Europa da “União dos Músicos Iraquianos”.
Considerado um longínquo ancestral do piano, o “santur” consiste num instrumento de cordas tendidas horizontalmente que são percutidas com dois finos martelinhos de madeira esculpida. Usado em várias culturas, o “santur” iraquiano difere daquele que predomina no Irão e na Grécia, apresentando mais possibilidades sonoras, mas exigindo sempre um grande virtuosismo no seu manejamento devido à especial delicadeza que o caracteriza.
Neste contexto vão igualmente ouvir-se os sons do “ud”, antepassado do alaúde, interpretado pelo também cantor e compositor palestiniano Marwan Abado.
Inspirado pela tradição árabe do “taq’sim”, Abado desenvolveu um reportório que não obedece a categorias rítmicas fixas, sendo, por outro lado orientado pelo impulso mais íntimo do intérprete.
Considerado um dos mais notáveis representantes contemporâneos da música palestiniana, Marwan Abado, que, nos seus temas inclui excertos de poesia árabe, nasceu em 1967 num campo de refugiados palestinianos em Beirute (Líbano) e encontra-se actualmente exilado em Viena (Áustria).

No papel de anfitriões em Braga, os portugueses “Clã” e Jorge Palma voltam a subir ao palco principal do Theatro Circo para apresentar alguns dos seus maiores êxitos e demonstrar a sua solidariedade com a causa aqui evocada.
Após um concerto esgotado em Novembro do ano passado, a banda da carismática Manuela Azevedo regressa à sala que os recebeu com grande entusiasmo para interpretar alguns dos seus temas mais emblemáticos, extraídos, inclusive, do ainda recente álbum “Cintura”.
Nome firmado na música portuguesa contemporânea, Jorge Palma, que, nesta iniciativa, assinala também o primeiro retorno à sala bracarense após a sua reabertura, traz ao palco principal alguns dos temas que compõem o novo projecto “Voo Nocturno”, e de que se destaca o “single” “Encosta-te a Mim”.
Protagonista de uma carreira iniciada em 1972, o autor e intérprete de alguns dos maiores sucessos da música portuguesa, designadamente, “Deixa-me Rir”, “Dá-me Lume” ou “Bairro do Amor”, conta já com mais de duas dezenas de álbuns editados e com um percurso marcado pelas parcerias estabelecidas com outros grandes nomes do contexto artístico nacional.
Constituído em 2003, na tradição do “Tribunal Russell para o Vietname”, o “Tribunal Mundial sobre o Iraque” (TMI), surge com o objectivo de alertar o mundo para as consequências da invasão deste país por uma Força Armada Multinacional.
Nacionalmente, a “Audiência Portuguesa” desta entidade – que tem apoiantes nos vários quadrantes da sociedade, destacando-se nomes como José Mário Branco, Maria João Pires, Fernando Rosas, Maria José Morgado, Paulo de Carvalho ou Rui Vieira Nery, entre muitos outros – tem por finalidade «analisar a implicação e responsabilidade do Estado Português, de entidades e de cidadãos portugueses no conflito iraquiano, formulando a acusação aos crimes cometidos».

Os ingressos, a 10 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

Música pelo Oriente no S.Jorge



Música pelo Médio Oriente

Para assinalar o 5.º aniversário da ocupação do Iraque, o “Tribunal-Iraque” apresenta um espectáculo das arábias.

Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Luís Represas, João Pedro Pais e José Mário Branco para um espectáculo único, no Cinema São Jorge, no dia 12 de Abril, às 21h30.
Wesam Ayub é considerado o melhor tocador de santur (instrumento iraquiano, parente longínquo do piano) do Iraque e elemento proeminente da chamada “escola de Bagdade”, de que foi um dos principais professores nos anos ’90. Reside na Holanda assim como o percurssionista que o acompanha, Ehad Al-Azzawy, que toca darbuka, riqq e tar.

Marwan Abado é cantor, compositor, tocador de ud e considerado um dos maiores representantes actuais da música palestiana. As suas palavras são quase sempre bebidas na grande poesia árabe e a sua música não obedece a categorias rítmicas fixas mas a um impulso mais íntimo do intérprete.
Este concerto é uma ocasião rara de ouvir grandes músicos do Iraque e da Palestina recebidos em palco por artistas portugueses.

Música pelo Médio Oriente:

Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Luís Represas, João Pedro Pais e José Mário Branco

Cinema São Jorge Sala 2
12 de Abril 21h30
Bilhetes: 10 € (à venda no local do espectáculo, Ticketline e lojas Fnac)

Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Paulo de Carvalho e José Mário Branco





Teatro Vírginia Torres Novas
13 de Abril 16h00
Bilhetes: 10 € (à venda no local do espectáculo)

" A Gaivota " no Centro Cultural de Belém


A Gaivota
(Tema Para um Conto Curto)

10 A 13 DE ABRIL 2008
palco do pequeno auditório do ccb


Encenação: Enrique Diaz

Uma adaptação do texto de Anton Tchékhov

Com: Bel Garcia, Enrique Diaz, Filipe Rocha, Lorena da Silva, Isabel Teixeira,
Alexandra Negrini, Thierry Trémouroux

Co-Produção: La Ferme Du Buisson – Scène Nationale De Marne-La-Vallée

Mais de um século depois da sua estreia, em 1896, A Gaivota permanece uma das peças teatrais mais representadas em todo o mundo.
No centro da história está o teatro.
Através das personagens, e sobretudo através da personagem do jovem escritor Treplev, Tchékhov e, agora, Diaz questionam a literatura, o teatro e a própria criação artística.
Enrique Diaz, na sua versão de A Gaivota, alterna as cenas de ficção na província russa com a realidade da cena teatral, criando um jogo onde os actores entram e saem continuamente do seu papel, mudam de personagem e fazem malabarismos com os adereços.
NOTA
Mais coisas se poderia dizer sobre esta encenação de Enrique Diaz mas a sua pouca disponibilidade para uma conversa mais elucidativa sobre os seus objectivos em teatro, só nos permitem a nota acima.
Tentámos; não fomos bem sucedidos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Lume Big Band e Bernardo Sassetti no INJAZZ

Último fim-de-semana da viagem do
FESTIVAL INJAZZ por
Montemor-o-Velho



LUME Big Band
11 de Abril às 22:00
Auditório da Filarmónica de Verride
Verride

Bernardo Sassetti Piano Solo
12 de Abril às 22:00
Teatro Esther de Carvalho
Montemor-o-Velho

Os Lisbon Underground Music Ensemble (LUME) Big Band actuam na sexta-feira, 11 de Abril, pelas 22 horas, no Auditório da Filarmónica de Verride. A noite de sábado, noite de encerramento da 4ª edição do InJazz em Montemor-o-Velho, acolhe as sonoridades do piano a solo de Bernardo Sassetti, no Teatro Esther de Carvalho.
Preçario
Menores de 16 anos - Gratuito
Maiores de 16 anos - 2,5 euros
Informações:
Raquel Lains
Email:
raquellains@letstartafire.com
Site:
www.letstartafire.com
Myspace: www.myspace.com/raquellains

Nicole Eitner dia 11 na FNAC de Coimbra

Nicole Eitner
Vampires
11 de Abril às 22H00

FNAC Forum Coimbra


Vampires marca a estreia de Nicole Eitner, uma mescla de pop, clássico e jazz, em fusão com uma voz doce e audaz. O álbum com as participações especiais de Zeca Neves no contrabaixo, Viviena Toupikova no violino e Miguel Neves na gravação e mistura, estando a música e letra, arranjo e produção a cargo da própria vocalista.
Mais Informações:
www.myspace.com/nicoleeitner
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h

The Postcard Brass Band

The Postcard Brass Band
12 de Abril às 22H00
FNAC Fórum Coimbra



Fundado em 2006, o quarteto composto por Mário Marques (saxofone), Rúben Santos (trombone), Sérgio Carolino (sousafone) e Michael Lauren (percussões) surgiu na sequência de vários intercâmbios entre os seus membros noutros agrupamentos. Música do Mundo é o que a banda pretende tocar, seja a proveniência africana, oriental ou ocidental, do velho ou do novo mundo, desafiando a técnica e a estética. O trabalho homónimo mostra a música de New Orleans com o seu espírito urbano de sentir sempre em ambientes ora festivos ora melancólicos.
Mais Informações:
www.myspace.com/thepostcardbrassband
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h

E-mail: fnac.coimbra@fnac.pt

“El Ejido, a lei do lucro” dia 11 no TAGV

Doc TAGV/FEUC
El Ejido, a lei do lucro
11 de Abril às 21:45
Teatro Académico de Gil Vicente
Coimbra


El Ejido, a lei do lucro
De Jawad Rhalib [Marrocos/Bélgica/França, 2007, 80`]
Filme comentado por Jacques Mazier (Universidade de Paris XIII), Joaquin Arriola (Universidade de Bilbau), João Amado (FDUC) e José Reis (FEUC)

O filme fala-nos da imigração em Espanha, no tempo de Aznar. Mas é também a Espanha de Zapatero, a Espanha que foi posta em debate televisivo no passado dia 3 de Março com o tema a imigração. É a Espanha que se tornou um novo país quanto às migrações, passando de país de forte taxa de emigração a país de forte taxa de imigração, com 8,5% dos seus habitantes a serem imigrantes legais e calcula-se ainda em mais de 50% destes os que estão ilegalmente no país. É a Espanha de Aznar (1996-2004) que se irá mostrar, pois foi com este que a Espanha implementou uma nova política que levou à securização das imigrações com leis extremamente rígidas a contribuírem para a manutenção da “fortaleza Europa”. A partir daqui será também da Espanha de Zapatero que se quer falar, pois é com Zapatero que se “quer impulsionar uma política imigrações na União Europeia”.
Organização TAGV e FEUC
Entrada gratuita
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

Grupo de fados CLAVE DE SOL

Grupo de Fados
CLAVE DE SOL
10 de Abril às 21:45
Café Santa Cruz
Coimbra


Entrada livre

José Cid no Maxime


CONCERTO COM JOSÉ CID


José Cid, o artista que há dois anos pôs o Cabaret Maxime nas bocas do mundo regressa ao grande palco da Praça da Alegria para um concerto inédito: pela primeira vez desde o ressurgimento do espaço, “a mãe do rock português” aparece perante o público desta prestigiosa casa de espectáculos acompanhado pelo seu quarteto!

Não há Coliseu nem Campo Pequeno que valham o lajedo branco da ribalta do Maxime, o palco onde os artistas, frente-a-frente com o público (à distância de um olhar) dão “o litro” como em nenhum outro local!
Cid & Companhia, olhos-nos-olhos com a plateia, vão decerto incendiar a casa com as canções que todos esperam ouvir e trautear, mas não só.
Cid, um desestabilizador nato, não deixará os seus argumentos por gargantas alheias, e vai com certeza surpreender – e deslumbrar – a audiência com músicas inéditas, improvisos, convidados-surpresa e sabe-se lá que mais.

É por estas e por outras que José Cid continua a deixar atrás de si um rasto de plateias esgotadas, corações despedaçados e pretendentes (ao trono!) mil…

sexta e sábado . 11 e 12 abril 08 .
bilhetes € 15,00
abertura de portas 22h00 .
espectáculo 23h30
cabaret maxime - pç. alegria, 58 em lisboa
reserva de mesas tel. 213467090 . 967045836 . 916350427

terça-feira, 8 de abril de 2008

Beckett no D.Maria até Junho


COMEÇAR A
ACABAR
DE SAMUEL BECKETT


direcção / tradução JOÃO LAGARTO
desenho de luz JOSÉ CARLOS GOMES
figurino ANA TERESA CASTELO
música JORGE PALMA

direcção de cena CRISTINA VIDAL
operação de som ANTÓNIO VENÂNCIO

operação de luz LUÍS LOPES



COM
JOÃO LAGARTO


SINOPSE

“Começar a Acabar” é um monólogo em que um homem se dirige directamente ao público para contar a sua história.


A primeira frase que profere dá-nos, desde logo, o tom do discurso: “Em breve estarei morto finalmente apesar de tudo”.

Enquanto espera que chegue a sua última hora, este homem recorda momentos significativos do seu passado: as relações tensas com o pai, que morreu cedo, a ligação terna à mãe, com quem nunca se conseguiu entender, uma infância passada com grande agitação interior, a maturidade decorrida sem amor (“Nunca amei ninguém acho eu, senão lembrava-me”), uma velhice vivida em solidão, sem mulher, filhos ou netos que o entretenham.

Mas à medida que as memórias mais insignificantes lhe acorrem ao espírito, o homem evoca também assuntos comezinhos, de forma aparentemente aleatória…



SALA ESTÚDIO
10 ABR a 01 JUN
3ª a SÁB. 21H45 DOM. 16H15


A sós com Beckett
Poucas peças existirão em que, sentado na plateia, o espectador consegue sentir a respiração da morte e a constante presença do fim como em “Começar a Acabar”, de Samuel Beckett.

A partir de três textos chave da sua ficção – “Molloy”, “Malone está a Morrer” e “O Inominável” – o dramaturgo irlandês juntou fragmentos, (re)ordenou-os e, em alguns casos, chegou a reescrevê-los.

O resultado é este magnífico espectáculo encenado e interpretado por João Lagarto que o TNDM II volta a apresentar na Sala Estúdio onde, em 2006, se estreou com grande êxito.

O reconhecimento deste trabalho com o Prémio da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (2006) mostrou como esta é não só uma homenagem a Beckett, uma das grandes referências literárias do século XX, mas também um texto onde é obrigatório sentir o espectáculo.


A depuração das palavras aliada à presença em palco de João Lagarto, cujo trabalho de voz e de corpo revelam uma brilhante interpretação, fazem de “Começar a Acabar” um desafio, uma partilha com cada espectador.
Uma caixa negra e três lâmpadas, que mal iluminam um cenário também desprovido de objectos, são o suficiente para, subitamente, o palco se encher com a presença do protagonista, um mendigo que joga com pedras nos bolsos, que faz rir a plateia e que a faz congelar quando diz: “Em breve estarei morto”.

De repente, o espaço parece pequeno, abafado por tantas memórias que se vão soltando pelo ar, pelo passado que ora teima em ir ou voltar, pelas palavras pesadas de ironia e, sobretudo, pelo silêncio.

O silêncio que nos faz reflectir, ao mesmo tempo que aquele homem, com quem estamos a sós, contraria as ilusões.
Demora-se a partir, que é como quem diz, a morrer. Mas neste monólogo, inédito em Portugal, a habilidade de Beckett é bem visível.

O humor não abandona o texto, mesmo quando se abre o livro da vida e nele se encontram actos sem sentido, obsessões, isolamentos, caminhos subterrâneos que escondem aquilo que não pode ser escondido: a iminência do fim.
JOÃO LAGARTO

direcção, tradução, interpretação


Estudou Actuação, no Conservatório de Lisboa (1972/74) e na Fundação Gulbenkian com o professor Adolfo Gutkin (1980/81), e é actor profissional desde 1974.


Trabalhou como actor, encenador e tradutor em mais de 60 peças de autores como Gil Vicente, Samuel Beckett, William Shakespeare, Georges Feydeau, Botho Strauss, Bertolt Brecht, Harold Pinter, David Mamet, Alfred Jarry, Brian Friel e António Patrício. É fundador de cinco grupos de teatro: Centro Cultural de Évora (1975), Maizum (1981), Alta Recreação (1984), Teatro da Malaposta (1988) e Os Crónicos (2004).


O primeiro filme em que participou é “Histórias Selvagens”, de António Campos (1978), tendo, desde então, trabalhado com realizadores como Luís Rocha, Walter Salles Júnior, Ruy Guerra, João Mário Grilo, Joaquim Leitão, Toni Verdaguer, Laurence Ferreira Barbosa, Bertrand Tavernier, Luís Galvão Teles, José de Sá Caetano ou Manuel Mozos.

Na televisão, começou por participar nos filmes de Luís Felipe Costa e na série “Duarte e Companhia”, de Rogério Ceitil, vindo a integrar os elencos de algumas telenovelas (“A Banqueira do Povo”, “Os Lobos”, …) e de várias séries (“Cluedo”, “Ballets Rose”, “Os Polícias”, “A Febre do Ouro Negro”, “Os Távoras”…).

Apresentou o programa “Mesa à Portuguesa”, participou em diversas produções para as televisões francesa, inglesa e alemã, onde trabalhou, entre outros, com os realizadores Claude Guillemot, Franck Apprenderis, Michel Lang, Gero Erhardt, Marc Rivière, Robin Davis, Gerard Marx, Susan Belbin, Joel Santini ou Pierre Koralnik.

Foi responsável pela área de teatro no lançamento da Escola de Circo – Chapitô.

Foi professor de Actuação no IFICT (Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral), participou no arranque do Curso de Animadores Turísticos da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, como responsável pela cadeira de Artes e Espectáculos.

Exposição no Museu da Marioneta

Museu da Marioneta
Exposição Dormitorium:

Cenários dos Filmes dos Irmãos Quay




O Museu da Marioneta, a Monstra – Festival de Animação de Lisboa e o FIMFA Lx – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas apresentam “Dormitorium: Cenários dos Filmes dos Irmãos Quay”, uma exposição patente no Museu da Marioneta entre 11 de Abril e 10 de Maio.


A exposição “Dormitorium – Cenários dos Filmes dos Irmãos Quay” mostra uma extensa colecção de cenários e marionetas criados pelos britânicos irmãos Quays para os seus filmes e para algumas peças de teatro e ópera de cuja cenografia foram responsáveis.


É uma oportunidade única de ver em primeira mão os segredos de uma obra fascinante e perturbadora, com ecos de memórias de infância filtradas por uma sensibilidade muito própria. Uma viagem às matrizes de filmes tão incontornáveis como “Street of Crocodiles” ou “The PianoTuner of EarthQuakes”, num imaginário que funde Lewis Carrol com Luis Buñuel, passando por Franz Kafka e Jan Svankmajer.

Com uma imaginação bizarra e delirante, os irmãos gémeos Timothy e Stephen Quay estão entre os animadores mais originais e incontornáveis da últimas décadas, criadores de um universo negro e surrealista que tem granjeado elogios de todos os quadrantes.


Exímios manipuladores de marionetas, a que dão um tratamento individualizado e sem paralelo na história do cinema, são criadores de universos pessoais, abstractos e inesquecíveis.


Uma exposição que ilumina as sombras de uma obra única na história do cinema, “Dormitorium” tem congregado elogios e estupefacção nas mais importantes cidades europeias e é trazida para Portugal pela associação de esforços da EGEAC/ Museu da Marioneta e de dois Festivais da cidade dedicados ao universo da animação e manipulação: a Monstra – Festival de Animação de Lisboa e o FIMFA Lx – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas.


“Dormitorium: Cenários dos Filmes dos Irmãos Quay”

Museu da Marioneta
De 11 de Abril a 10 de Maio
Sala do Claustro
De terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Primeiro fim-de-semana do INJAZZ em Montemor-o-Velho

Maria João (en)cantou no Teatro Esther de Carvalho



A primeira incursão do Festival INJAZZ 2008, em Montemor-o-Velho, arrancou na sexta-feira com Maria João e o seu quarteto no Teatro Esther de Carvalho.
Este Teatro, do final do século XIX, foi recuperado e reaberto ao público em 2003 e desde então para cá tem mantido uma programação regular. Com inspiração neoclássica, deve grande parte da sua riqueza arquitectónica interior à decoração totalmente em madeira pintada em que predominam os tons de azul, pastel e dourado.

A cantora que ainda hoje não sabe se entrou na Escola de Jazz do Hot Club, em 1982, pela espectacularidade do seu improviso ou porque havia falta de cantores na escola, foi recebida por um público caloroso que esgotou a sala.
Esta actuação, de quase duas horas, foi essencialmente uma viagem ao cancioneiro brasileiro do seu último álbum “João”, lançado em 2007, mas também a temas mais antigos com arranjos musicais de Mário Laginha.
Na memória de quem teve o privilégio de assistir a este concerto, tal como a HARDMUSICA.COM, ficarão os solos e improvisos inenarráveis e irrepetíveis, que só o virtuosismo de uma voz impar e poderosa, como a da Maria João, se permite aventurar pelos caminhos mais sinuosos. O resultado só podia ser um. Um grande concerto que também muito deve ao suporte musical propiciado pela guitarra, contabaixo e bateria do seu quarteto.


O músico e professor Zé Eduardo, que foi fundador e director do Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e da Orquestra de Jazz do Hot Club Unit, foi o senhor que se seguiu. Subiu ao palco no sábado à noite com o trio Zé Eduardo Unit.
Em Dezembro de 2007, como a HARDMUSICA.COM já aqui teve oportunidade de publicar, Zé Eduardo dirigiu a European Movement Jazz Orchestra (EMJO), em Coimbra.


http://hardmusicapontocom.blogspot.com/2007/12/european-movement-jazz-orchestra-actuou.html
Para a próxima sexta-feira a organização convidou a LUME Big Band, que actuará no auditório da Filarmónica de Verride e no sábado Bernardo Sassetti tem o Teatro Esther de Carvalho reservado para o seu piano. Assim encerra esta viagem do INJAZZ a Montemor-o-Velho.
Teresa Arsénio e Pedro Vila Nova
Fotografias de Maria João 4teto – Teresa Arsénio

Musicalidades nos jardins da AAC

Queima das Fitas de Coimbra
Musicalidades em Abril
7,14,21 e 28 às 22:00
Jardins da Associação Académica

Informações: www.queimadasfitas.org

PLUMA ao vivo na FNAC Forum Coimbra

Pluma
Simplicidade
10 de Abril às 22:00
FNAC Forum Coimbra

Fotografia: Teresa Arsénio (Coimbra;19 de Dezembro de 2007)

O projecto Pluma nasceu de uma troca de ideias, letras e acordes que juntou Miro Vaz (ex-guitarrista de Squeeze.Theeze.Pleeze) e Sílvia de Sousa (ex-vocalista de Bluecherry). Para além desta, existem outras vozes convidadas como Joana França, Bianca Jhordão, Tico Santa Cruz e DJ Cleston. E Grito... é o primeiro avanço de Simplicidade, um trabalho pautado pela pop com melodias cheias de guitarras rock.
Informações
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h

Sond`Ar-te Electric Ensemble dia 10 no TAGV

A cor do som
Recitais e concertos TAGV
Sond`Ar-te Electric Ensemble
10 de Abril às 21:30
Teatro Académico de Gil Vicente
Coimbra


Maestro titular Pedro Amaral
Director artístico Miguel Azguime
Monika Duarte Streitová flauta
Nuno Pinto clarinete
Suzanna Lidegran violino
Marco Pereira violoncelo
Ana Telles piano
Músicos convidados Jorge Alves viola Laurent Rossi trompa
Miso Studio (Paula Azguime e Miguel Azguime) assistência informático-musical
Novo ensemble fundado pela Miso Music Portugal com direcção artística de Miguel Azguime e maestro titular Pedro Amaral, que se dedica especificamente a um repertório onde se conjugam instrumentos acústicos com as mais recentes tecnologias electrónicas.
É característica original do Sond’Ar-te Electric Ensemble a primazia na interpretação de repertório instrumental com integração de meios electrónicos, sendo por isso um projecto inovador, tanto a nível nacional como internacional.
As razões e a necessidade desta singularidade justificam-se pelas recentes tendências da história musical contemporânea. Do mesmo modo que o desenvolvimento da grande orquestra sinfónica, como paradigma, esteve intimamente ligado ao repertório europeu do século XIX, o repertório da segunda metade do século XX suscitou o aparecimento de um paradigma contemporâneo mais restrito e não menos caracterizante: o ensemble. Assim, as décadas de oitenta e noventa, que assistiram à generalização da informática musical com a consequente democratização dos meios electroacústicos, alargaram de modo decisivo as noções de escrita musical, suscitando uma quantidade crescente de repertório misto que por sua vez impõe uma modificação sensível no paradigma instrumental e organizacional. Em termos internacionais os ensembles têm procurado adaptar-se a este novo contexto decorrente da mais recente evolução histórica, estabelecendo parcerias para cada projecto com estúdios, laboratórios musicais ou centros tecnológicos. O ensemble como instituição, torna-se polivalente, tentando abranger os repertórios instrumentais que estiveram na sua origem e os repertórios mistos que entretanto ocupam um lugar fundamental e cada vez mais determinante na criação musical contemporânea.
É neste contexto que surge o Sond’Ar-te Electric Ensemble, que se constitui assim desde a sua origem especificamente vocacionado para a interpretação deste novo repertório.
Este ensemble tem uma constituição permanente de sete intérpretes mais maestro – flauta, clarinete, piano, violino, violoncelo e electrónica – aos quais serão acrescentados reforços esporádicos em função dos programas.
Programa
I Parte
Pedro M. Rocha
To a world free from beliefs
Enrique X. Macias
Itinerário de Luz
II Parte
João Pedro Oliveira
Timshel
Miguel Azguime
Derrière Son Double
Organização TAGV, no âmbito da programação «TAGV Digital»
Apoio Reitoria da UC
Preçário
Preço normal 10,00€
Preço estudante e sénior 8,00€
Preço escolas 3,00€
Preço família 15,00€
Preço amigo/a TAGV e estudantes dos Conservatórios 5,00€
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente

Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com/
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

Conversas ao fim da tarde com José M. Pureza

Conversas ao fim da tarde
José Manuel Pureza
9 de Abril às 18:00
Biblioteca Municipal de Coimbra




Informações: Casa Municipal da Cultura-Telefone nº239 702 630

CAMANÉ no Coliseu

CAMANÉ
Coliseu de Lisboa

16 de Maio



Camané anuncia apresentação ao vivo no Coliseu de Lisboa no próximo dia 16 de Maio.


Esta será a primeira vez que Camané actua no Coliseu de Lisboa e promete ser, para já, a grande apresentação ao vivo do tão aguardado novo disco – “Sempre de Mim” – cuja edição está marcada para o próximo dia 21 de Abril.

O quinto álbum de estúdio – o primeiro desde 2001 – é composto por 16 temas; dez são fados tradicionais com letras, propositadamente escolhidas para estas gravações, de grandes poetas ligados ao Fado e de cúmplices velhos e novos de Camané: Pedro Homem de Mello, Luís de Macedo e David Mourão-Ferreira; Fernando Pessoa, Manuela de Freitas e Jacinto Lucas Pires.

Dois outros temas são inéditos absolutos, nunca antes gravados, do lendário compositor de Amália, Alain Oulman, com letras de Pedro Homem de Mello.

Três são melodias originais de José Mário Branco (também responsável pela produção) para letras de David Mourão-Ferreira e Manuela de Freitas. A 16ª é um inédito que Sérgio Godinho ofereceu a Camané.

Relembre-se que “Sempre de mim”, editado a 21 de Abril, terá uma edição especial acompanhada por um DVD com um documentário de 30 minutos registado durante as gravações pelo realizador Bruno de Almeida.


Os bilhetes para o Coliseu de Lisboa estarão à venda a partir de hoje (07 de Abril) nos locais habituais.

Primavera celebrada na Madeira




“As Danças das Flores”
Madeira celebra Primavera

A edição de 2008 da Festa da Flor da Madeira teve lugar nos dias 5 e 6 de Abril. O cartaz deste ano foi dedicado ao tema “As Danças das Flores” e levou à baixa citadina funchalense a homenagem às flores madeirenses.

O programa arrancou no dia 26 de Março com várias iniciativas, desde a construção de tapetes florais, à Exposição da Flor no Largo da Restauração, a actuações de grupos folclóricos, concertos de música clássica e diversos espectáculos de variedades.

No dia 5 de Abril, milhares de crianças desfilaram até à Praça do Municipio onde depositaram uma flor e construiram, simbolicamente, “O Muro da Esperança”.

O “Grande Cortejo Alegórico da Flor” realizou-se no dia 6 de Abril e contou com a participação de vários grupos, cerca de 1.200 figurantes uma dezena de carros alegóricos enfeitados com uma multiplicidade de flores típicas da Ilha.

Esta celebração anual da Primavera junta nas ruas da capital madeirense milhares de residentes e visitantes e oferece um dos cartazes turísticos mais atractivos da Ilha da Madeira.

7 a 13 de Abril jazz no Casino Lisboa



Casino Lisboa recebe
festival de Jazz, World Music e Blues



Com um elenco de notáveis músicos, o Casino Lisboa acolhe o Sky Fest, de 7 a 13 de Abril. Trata-se de um festival multicultural que se distingue por um diversificado programa de Jazz, World Music e Blues.
Em espaços bem distintos, o Auditório dos Oceanos, Palco Arena, e Multiusos recebem um conjunto de concertos destes três universos musicais.



Ao longo de uma semana, o Sky Fest concilia intérpretes consagrados com outros novos talentos que prometem ocupar um lugar de relevo no meio artístico.
Os visitantes do Casino Lisboa podem assistir no Auditório dos Oceanos às actuações das principais figuras de cartaz deste original ciclo. São três noites de música que privilegiam os melhores repertórios de James Cotton (blues), Gonzalo Rubalcaba e Jacinta (jazz) e Estrella Morente (world music).


No palco Multiusos são aguardados Olissipo Electrico (jazz fusão), Jazz Me Brown (jazz), Dâna (world music), Madame Godard (jazz fusão), Lady G Brown & Dr. Bastard (electro world music), Sara Valente (jazz) e Canto da Terra (world music).

Por sua vez, no Palco Arena, actuam Rosa Negra (world music), O'Questrada (fado ska), The Soaked Lamb (blues), Nancy Vieira (world music), Sweet Vandals (jazz fusão), Deolinda (world music) e Tango Crash (electro world music).

Num ambiente vanguardista, o Sky Fest integra uma série de concertos de entrada livre, assim como a oportunidade de um encontro informal entre os artistas e os admiradores do mais genuíno Jazz, World Music e Blues.
Paralelamente às actuações dos artistas, realizar-se-ão workshops de instrumentos musicais etnográficos, bem como conferências direccionadas para o futuro da indústria musical, lideradas por conceituados oradores.

Programa do Sky Fest:

7 Abril
Olissipo Electrico (jazz fusão) Multiusos 22h30
Rosa Negra (world music) Palco Arena 23h30


8 Abril
Jazz Me Brown (jazz) Multiusos 22h30
O'Questrada (fado ska) Palco Arena 23h30

9 Abril
Dâna (world music) Multiusos 22h30
The Soaked Lamb (blues) Palco Arena 23h30

10 Abril
James Cotton (blues) Auditório dos Oceanos 22h
Madame Godard (jazz fusão) Multiusos 23h30
Nancy Vieira (world music) Palco Arena 00h30

11 Abril
Gonzalo Rubalcaba e Jacinta (jazz) Auditório dos Oceanos 22h
Sweet Vandals (jazz fusão) Palco Arena 23h30
Lady G Brown & Dr. Bastard (electro world music) Multiusos 00h30

12 Abril
Estrella Morente (world music) Auditório dos Oceanos 22h
Sara Valente (jazz) Multiusos 23h30
Deolinda (world music) Palco Arena 00h30


13 Abril
Canto da Terra (world music) Multiusos 22h30
Tango Crash (electro world music) Palco Arena 23h30

Jazz e Blues no Casino Lisboa

SKY FEST
World Music Jazz & Blues Festival
Casino Lisboa



James Cotton


Apesar de um problema de garganta que lhe torna voz rouca, James Cotton mantém a sua carreira e as digressões mundiais.
Conhecido pela sua harmónica, James Cotton canta e escreve temas memoráveis preferindo os blues em todos os seus sub-géneros. Começou em 1955 na Muddy Waters Band mas depressa formou a James Cotton Blues Band com a qual já ganhou várias nomeações para os Pémios Grammy.
Integrado no programa do 1º Sky Fest, James Cotton subirá ao palco do Auditório dos Oceanos, dia 10 de Abril para relembrar temas como Cotton Crop Blues, Rocket 88 ou Baby Don't You Take My Clothes.


Gonzalo Rubalcaba e Jacinta


Gonzalo e Jacinta unem-se para um espectáculo único, de grande cumplicidade, dia 11 de Abril às 22h no Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa, prometendo momentos de grande intensidade num ambiente bastante intimista.
"Um dos maiores virtuosos do piano jazz" (The New York Times), junta-se àquela que foi considerada a melhor jovem artista de jazz do continente europeu em 2007, com o intuito de criar, recriar e suscitar o gosto pelo jazz.
Com uma abordagem francamente contemporânea, Gonzalo e Jacinta trazem-nos um repertório baseado em standards de jazz, procurando ainda aliar harmonias e ritmos da América Latina.


Estrella Morente


Depois de em Junho passado ter surpreendido com um memorável e esgotado concerto no CCB, a nova diva do flamenco e intérprete de "Volver", está de regresso a Lisboa para participar no 1º Sky Fest.
«O concerto tem início com 5 músicos sentados, Guitarra, Percussão e 3 "Palmas" em acção! Estrella aparece de mantilha de renda a abanar um grande leque. Após esta entrada dramática canta algumas músicas acompanhada apenas pela guitarra. É inebriante e também desconcertante escutar uma voz tão autoritária e antiga vinda de uma mulher tão jovem! O diálogo com o público é constante.», inThe Guardian UK.
Para vêr no Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa, dia 12 de Abril, às 22h.





Livro sobre a Primeira Grande Guerra apresentado amanhã


DAS TRINCHEIRAS COM SAUDADE
A vida quotidiana dos militares portugueses

na Primeira Guerra

Mundial
de ISABEL PESTANA MARQUES


SINOPSE


«De noite é que é o inferno. […] os telefones retinem, os estafetas põem-se a andar e o S.O.S. sobe ao céu, no vinco luminoso dos very-lights […] até que se apagam e o mundo é apenas escuridão. […] Ouve-se o crac-crac das metralhadoras que o boche despeja e que nós despejamos. E transida, bafejando as mãos, sem sono, a gente escuta o ecos e o nosso coração doente como um velho relógio tonto oscilando entre a saudade dos que estão longe e a ideia de morrer ali, armado e equipado, sonolento e triste, com um cão sem forças.»
(Albino Forjaz Sampaio, oficial português na Flandres).

A partir de Janeiro de 1917, o cais de Alcântara assiste aos sucessivos embarques de tropas portuguesas rumo à Flandres.

Em França reúnem -se aos aliados ingleses para combaterem, na I Guerra Mundial, contra o inimigo comum: a Alemanha.

A 2 de Abril de 1917, a coberto da bruma da madrugada, entraram nas trincheiras os primeiros soldados portugueses que iriam participar na campanha da I Guerra Mundial, num total de 55 mil expedicionários.

Na Flandres, em França, encontraram um novo tipo de guerra. Enfrentaram o frio, a lama pegajosa, o barulho ensurdecedor dos bombardeamentos, habituaram-se ao «corned beef» que os fazia suspirar pelo bacalhau e o pão escuro nacional, adoeceram, sentiram medo, desolação e cansaço.

Na frente de batalha, combateram ao lado dos ingleses, com coragem e heroísmo, outros desertaram ou foram aprisionados pelos alemães, e nos momentos de descanso aproveitavam para fugir ao terror dos ataques, jogando às damas, cantando, escrevendo cartas aos familiares ou namorando com francesas, belgas e inglesas, mesmo sem saber uma palavra do seu idioma.


BIOGRAFIA


Isabel Pestana Marques é Mestre em História Contemporânea na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Investigadora de História Contemporânea, colabora no Instituto de História Contemporânea e da Comissão Portuguesa de História Militar. Publica artigos em revistas especializadas e participa em colóquios e congressos nacionais e internacionais.


Baseado em testemunhos diários deixados por militares e com material fotográfico inédito, a autora apresenta-nos o rosto humano de uma guerra devastadora e uma perspectiva diferente sobre a campanha portuguesa da Flandres, entre 1917 e 1919.


Noventa anos após a Batalha de La Lys, a 9 de Abril de 1918, a historiadora explica-nos como o recuo estratégico dos soldados portugueses foi fundamental para travar o avanço dos alemães no terreno.
Foi galardoada com o prémio Defesa Nacional, em 1996, com a tese de mestrado Os Portugueses nas Trincheiras – Um quotidiano de Guerra.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Leitura encenada de "O Sermão da Sexagésima"

Leitura encenada de "O Sermão da Sexagésima"
de Padre António Vieira por António Fonseca
4 de Abril às 21h30
Mosteiro de Celas
Coimbra Óleo sobre tela de autor desconhecido, 1680 x 1280 mm. Casa Cadaval, Muge, Portugal
A Câmara Municipal de Coimbra e a Escola Superior de Educação de Coimbra apresentam:
O SERMÃO DA SEXAGÉSIMA (Padre António Vieira)
Leitura comentada pelo actor
António Fonseca


ACESSO GRATUITO
Informações
Casa Municipal da Cultura
Rua Pedro Monteiro;Coimbra
Telef. 239 702 630 Fax 239 702 496

Exposição de pintura de Vasco Berardo

Exposição de pintura de VASCO BERARDO
De 4 a 26 de Abril

Casa Municipal da Cultura
Coimbra

Vasco Berardo nasceu em Coimbra, em 1933. Autodidacta convicto, a sua obra é uma das mais extensas e variadas a nível nacional. Foram seus mestres José Contente, António Vitorino, Manuel Pereira e o Arquitecto Fernandes.
Fez a sua primeira exposição em 1951 com os Novos de Coimbra. Colaborou com o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e foi um dos fundadores do Movimento Artístico de Coimbra (MAC).
Escultura em bronze e madeira, cerâmica , azulejaria, pintura, tapeçaria, metais e obra gráfica fazem parte do seu mundo, da sua inovação e criatividade.
Destacou-se como medalhista tendo executado obras de medalha para museus estrangeiros, na Polónia e na Hungria. Mereceu, ainda, um lugar entre os vinte primeiros artistas da Arte da Medalha em França. Recebeu um louvor da Ordem dos Advogados pela Medalha dos 70 Anos, cabendo-lhe executar a Medalha comemorativa dos 700 Anos da Universidade de Coimbra.
De entre as distinções que recebeu, destaca-se o 1º Prémio Internacional de Escultura para Medalha – FIDEM (Polónia), em 1975. O Governo Português ofereceu obras suas ao Governo Brasileiro e executou uma obra para a “Anglo Portuguese Society” que lhe mereceu louvor da Câmara dos Lordes. Está representado na Fundação Henrique de Amorim e na Fundação Egas Moniz. Foi convidado pela Assembleia da República Portuguesa a executar a obra destinada ao 1º Aniversário da tomada de posse de Sua Ex.ª o Presidente General Ramalho Eanes.
HORÁRIO
Segunda a Sexta: 9h00 - 19h30; Sábados: 13h30 - 19h00 encerra ao Domingo, Segunda-feira e feriados
Informações
Casa Municipal da Cultura de Coimbra
Rua Pedro Monteiro
Telef. 239 702 630 Fax 239 702 496
www.cm-coimbra.pt

M-PeX ao vivo na FNAC Forum Coimbra

M-PeX
Phado

Dia 05 SÁB 22H00

FNAC Forum Coimbra


M-PeX é um projecto que alia a guitarra portuguesa à música electrónica, e que ousa explorar diferentes paisagens musicais. Imagine-se o som cristalino de uma guitarra portuguesa. Imagine-se também um laptop a debitar ritmos electrónicos. Marco Miranda cruza estilos aparentemente inconciliáveis e o resultado não é fado, nem electrónica, nem apenas a soma dos dois. Phado é algo de indefinível que nasce do casamento da tradição com a inovação.

Informações
Departamento de comunicação
Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h

Dealema na FNAC Forum Coimbra

Dealema
V Império

Dia 06 DOM 17H00
FNAC Fórum Coimbra


Os Dealema são formados por quatro Mc’s: Mundo, Ex-Peão, Maze, Fuze e Dj Guze. Cinco anos após o álbum de estreia, V Império é o título do novo trabalho. Numa era em que a música se distancia cada vez mais da sua verdadeira essência, o clã dealemático resiste à industrialização da arte. Sala 101 faz um retrato social de Portugal XXI e conta mais uma vez com a participação vocal de Marta Ren (Sloppy Joe). O império nascerá das cinzas. E o poder da reflexão, é a grandiosidade da escrita, é a força de um pensamento, é a elevação espiritual.

Informações
Departamento de comunicação

Fnac Forum Coimbra
Loja 1.03
Horário da Loja: 10h-24h

À conversa com Irene Pimentel segunda -feira no TAGV

Os Livros Ardem Mal
Irene Flunser Pimentel
7 de Março às 18:00
Teatro Académico de Gil Vicente
Coimbra


Mensário de Actualidade Editorial
Convidado Irene Flunser Pimentel
Com a participação de António Apolinário Lourenço, Luís Quintais, Osvaldo Manuel Silvestre e Rui Bebiano
Co-organização TAGV, Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra
Apoios Rádio Universidade de Coimbra, Campo das Letras, Tinta da China, Fenda Editores, Antígona, Bertrand Editora, Quetzal Editores, Relógio d`Água, Quidnovi, Saída de Emergência, Assírio & Alvim, Edições Afrontamento, Quasi, D. Quixote, Edições Asa, Livros Cotovia, Fim de Século, Livros Horizonte, Círculo de Leitores (Temas e Debates), Editorial Caminho, 90º editora, A Esfera dos livros, Editorial Presença, Publicações Europa-América, Alêtheia Editores, Editora Húmus, Esfera do Caos, Instituto de Ciências Sociais, Edições Chimpanzé Intelectual e Gradiva
Produção TAGV
Entrada livre
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

Ricardo Soler actua pela 1ª vez a solo depois do Festival da Canção


Ricardo Soler actua hoje, pela primeira vez a solo, integrado na Semana da Juventude da autarquia local, no Forum Romeira, em Alenquer pelas 00h.

Depois de ter concluiudo o seu curso de enfermagem, Ricardo Soler concorre a aluno da Escola de Música da Operação Triunfo, onde ao longo de 16 semanas mostrou ser uma pessoa humilde, inteligente e com um imenso talento.

Nessas 16 semanas o hardmusica.com, no seu contacto com o artista, constatou as qualidades acima referidas.

Hoje é com grande expectativa que aguardamos a subida de Ricardo Soler ao palco do Forum Romeira para ver como os seus conterrâneos o acolhem, neste que será "um espectáculo muito dificil, pois sinto que, ainda, não estou preparado", disse, ontem o artista, humildemente, ao hardmusica.com.
O espectáculo de Ricardo Soler é antecedido de um Festival de Tunas.
Amanhã no encerramento, musical, da Semana da Juventude actuam os Tara Perdida.

No próximo Domingo irá actuar ao lado de Filipa Sousa, sua colega da Escola de Música da Operação Triunfo pelas 17h no Pavilhão de Alenquer.

Quarta Edição de Pisa Papéis já está visivel





O aguardado lançamento do PISA-PAPÉIS 2008/09 – o Roteiro das Artes do Espectáculo, teve lugar ontem, sexta-feira, na Sala Visconti da Fábrica Braço de Prata, em Lisboa.

O Pisa-Papéis aumentou em relação ao ano passado, com muitas entidades e artistas a optar por módulos maiores.

Um quarto do Pisa-Papéis será representado por módulos bilingues em português e castelhano. As áreas que mais apostaram na presença bilingue foram Música e Organizações.


Por outro lado as diferentes áreas geográficas do país encontram-se representadas, com inscrições das diversas regiões.Urbano Fiel à realidade do país, o Pisa-Papéis será constituído por 48% de módulos de entidades e artistas das cidades de Lisboa e Porto, ficando os restantes 52% distribuídos pelo resto de Portugal, Madeira incluída.

Registe-se também a entrada de módulos internacionais. A opção por módulos de maiores dimensões foi nítida este ano, com um aumento dos módulos 2, 3 e 4.

O Pisa-Papéis apresenta-se visualmente mais agradável, com a maior extensão dos módulos permitindo maior visibilidade das imagens e textos mais longos. A introdução da cor torna também todo o Roteiro mais apelativo.

Mais Organizações, Teatro e Pluridisciplinares

Estas três áreas estão significativamente reforçadas este ano, em especial a área das Organizações, com um crescimento contínuo ao longo dos anos.

Para mais informações, não hesitem em contactar-nos. Procur.arte Rua do Norte, 14 - 3º - 1200-286 Lisboa tel: 964 591 711/ 213 468 011 press@pisa-papeis.com http://www.pisa-papeis.com/ _________________________________________________________________________________________________________

Ciclo Segundas TAGV 7 de Abril

Ciclo de cinema segundas TAGV
12:08 A este de Bucareste
7 de Abril às 21:30
Teatro Académico de Gil Vicente


12:08 A este de Bucareste
De Corneliu Porumboiu [Roménia, 2006, 89’, M/12]
Dezasseis anos depois de Ceausescu ter sido forçado a abandonar Bucareste, numa pequena cidade, o dono da estação de televisão local, convida duas pessoas a partilharem os seus momentos de glória revolucionária. Um é um idoso reformado, Pai Natal de vez em quando, o outro um professor de história enterrado em dívidas. Juntos irão recordar o dia em que invadiram a Câmara Municipal gritando "Abaixo Ceausescu!". Mas será que foram realmente heróis? E terá a cidade participado mesmo activamente na revolução?

Produção TAGV

Preçário Preço normal 4,50€ Preço estudante 3,50€
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

Inês Pedrosa na Fundação Luso-Americana

Asas Sobre a América
Wings Over America
Ao encontro das literaturas portuguesa
e norte-americana
Meeting portuguese and north american literature

INÊS PEDROSA FALA SOBRE CARSON MCCULLERS


No auditório da Fundação Luso-Americana (FLAD), Inês Pedrosa falou sobre a escritora norte-americana, Carson Mc Cullers ( 1917-1967 ), dando destaque às características bem vincadas desta autora.
Esta iniciativa está integrada no Ciclo de Conferências Asas sobre a América - Wings over America.

Inês Pedrosa nasceu em Coimbra em 1962, e não em Tomar porque não havia maternidade!
Trabalhou na imprensa, na rádio e na televisão.
No semanário Expresso assina, desde 2002, a coluna «Crónica Feminina».
Actualmente é directora da Casa Fernando Pessoa.
Publicou os romances A Instrução dos Amantes (1992), Nas Tuas Mãos (1997, Prémio Máximo de Literatura), Fazes-me Falta (2002) e A Eternidade e o Desejo (2007), bem como duas novelas fotográficas a quatro mãos: Cartas a Uma Amiga (com fotografias de Maria Irene Crespo) e Do Grande do Pequeno Amor (em co-autoria com o fotógrafo Jorge Colombo). Além de contos, ensaios biográficos, crónicas e antologias, os seus livros têm sido publicados em Espanha, em Itália, no Brasil e na Alemanha.

Com The Heart is a Lonely Hunter, de Carson McCullers, descobri que a adolescência é eterna e que a poesia pode nascer da limpidez da prosa.
(Inês Pedrosa)

O ciclo Asas Sobre a América – Wings Over America decorre até Julho e tem como objectivo divulgar os intercâmbios literários entre Portugal e os Estados Unidos da América.

Exposição teatro e arquitectura no TAGV

8 a 30 de Abril



Teatro e Arquitectura
Ciclo de exposições, conferências e visitas à obra
Teatro Municipal da Guarda, Carlos Veloso
Inauguração da exposição no dia 8, às 18h00, seguida de conversa com a presença de Carlos Veloso e de Américo Rodrigues (director do Teatro Municipal da Guarda)


O Teatro Municipal da Guarda do arquitecto Carlos Veloso revela influências evidentes da nova arquitectura helvética. Mas, a partir deste ponto, o edifício faz o seu próprio percurso. Partindo de uma resposta só aparentemente formal, o projecto revela um cuidado extremo na formulação de percursos, exteriores e interiores, que criam uma evidente qualidade da experiência física na visita ao lugar e o afastam, em absoluto, de qualquer possibilidade de leitura meramente retórica e formalista da solução.
Para responder à grande massa de construção que o programa de concurso pedia, Veloso desdobrou o programa em dois edifícios, autónomos e diferenciados, implantados a cotas diferentes, de forma a vencer o grande declive do terreno e impondo uma total autonomia formal na relação com a envolvente. São duas estruturas de obsessivo rigor e pura geometria. O edifício principal, que contém os dois auditórios e serviços administrativos, e um outro edifício, de menor dimensão, que integra o café-concerto e uma galeria de exposições.
Mais do que a criação de dois notáveis edifícios, o que impressiona nesta obra é a ideia de criação de um lugar. Daí que, a imagem que melhor define o conjunto é a da criação de uma acrópole. CARLOS ANTUNES




Concepção e programação Carlos Antunes e Manuel Portela
Produção TAGV
Visita guiada ao Teatro Municipal da Guarda por Carlos Veloso (data a confirmar)
Nota: a realização da visita depende de um número mínimo de 20 inscrições.
Horário
Segunda a sexta: 10h00-12h30, 14h00-22h00
Sábado: 14h00-22h00
Domomingo: encerrado
Café-Teatro
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

Chiado com Rock



4 e 5 de Abril 2008 @ Rock in Chiado
Rua Paiva de Andrade nº 7/13 Chiado Lisboa

6ª feira (4 de Abril) 23H – 10€

THE HIGH NOTES (rock'n'roll)
www.myspace.com/thehighnotesrock
49 SPECIAL (country/honky tonk)
http://www.49special.com/ www.myspace.com/49special

Sábado (5 de Abril) 23H – 15€

TEXABILLY ROCKETS (rockabilly)
www.myspace.com/texabillyrockets
LOS VOLIDOS - Gijon/Astúrias/Espanha - (rockabilly/roots music/Americana)
www.myspace.com/losvolidos
THE MEAN DEVILS (rockabilly)
http://www.themeandevils.com/ www.myspace.com/themeandevils

DJ’s:
Vicent Vegas
Wildcat Daddy’O
Cabaret! DJ’s

Os eslovenos "Laibach " actuam em Braga

“LAIBACH”
BANDA ESLOVENA APRESENTA “VOLK”

EM EXCLUSIVO





“Volk”, palavra alemã que significa povo ou nação, é o título do novo trabalho dos eslovenos “Laibach”, que a 5 de Abril (22h00) se apresentam em concerto exclusivo no Theatro Circo.

Em “Volk”, a banda que já se encontra no activo desde a década de oitenta e que foi erroneamente identificada com o neofascismo devido ao guarda-roupa e símbolos com que subia ao palco, inclui uma perspectiva muito particular de 14 países através dos seus hinos, símbolo maior de todas as nações.

Misturando instrumentos de cordas, electrónica e música industrial, contraponto sobre o qual a banda sempre construiu as suas composições, os “Laibach” adornam cada hino, interpretado, no seu próprio idioma, por cantores representantes de cada país, com comentários em inglês.


Com a interpretação dos temas “Germania”, “America”, Anglia, “Yisr’el” “Slovania”, “Vaticanae” ou “NSK” (Neue Slowenische Kunst, Estado de carácter ideológico que formaram em 1984), entre outros temas, os “Laibach” afirmam ter como objectivo para este décimo segundo trabalho uma «abordagem pertinente ao contexto político actual, deixando uma mensagem de alerta para as gerações futuras».
Nunca se acomodando ao rótulo de simples banda musical, o colectivo esloveno propôs-se, desde a sua formação em 1980, a derrubar barreiras não só físicas, mas acima de tudo, mentais e ideológicas.


Caracterizados por um estilo industrial, que, ao longo dos anos, assimilou outras tendências, os “Laibach”, que preferem ser conhecidos pelo nome do projecto, deixando para segundo plano as identidades individuais dos seus membros, distinguem-se pela controversa dimensão política que imprimem a todos os projectos.
Com a primeira actuação cancelada pelas autoridades devido à ostentação de símbolos polémicos e mantidos, pelos serviços militares, longe dos palcos até 1981, os “Laibach”, afirmam-se, perante as acusações de fascistas, «tão fascistas quanto Hitler foi pintor».
Actuando pela primeira vez em Liubliana, capital da Eslovénia, em 1982, a banda apresenta-se em palco com a sua já inconfundível postura radical e prossegue com espectáculos por toda a Jugoslávia.


Após uma polémica primeira apresentação televisiva, altamente censurada pelas autoridades, os “Laibach” dedicam-se à digressão “Occupied Europe Tour” que os levou a 16 cidades de 8 países da Europa Ocidental e de Leste.

Nos anos que se seguiram, prosseguiram com o seu projecto, embora constantemente envolvidos num jogo de “gato e rato” com várias autoridades.
A polémica em torno das suas tendências políticas, designadas de comunistas por uns e de fascistas por outro, só aumentou, contudo, o interesse generalizado em torno dos seus projectos musicais.
Em estúdio, a banda estreia-se em 1983 com o lançamento em formato cassete de “Last Few Days”, a que se seguem álbuns como “Rekapitulacija 1980-1984”, primeiro trabalho editado internacio-nalmente, ou “Opus Dei”, projecto que inclui versões de “One Vision”, dos Queen, e “Life is Life”, da banda “Opus”, aqui transformada numa marcha militar.


Em 1989, os “Laibach” entraram pela primeira vez nos Estados Unidos para uma digressão com 16 datas agendadas, a que se seguiu uma digressão pela Jugoslávia, país onde não actuavam, entretanto, desde que Slobodan Milosevic ascendeu ao poder.
Com as alterações políticas ocorridas na Europa e as intervenções da NATO em diversos focos de conflito, reúnem inspiração para lançar o álbum “NATO” (1994), em que introduzem versões de “In the Army Now”, dos “Status Quo”.

Após vários anos de dedicação a projectos paralelos, designadamente a colaborações com músicos de electrónica da Eslovénia, género que ajudaram a consolidar, os “Laibach” reaparecem em 2003 com “WAT”, álbum que regressa com o típico som da banda, centrando-se em temáticas como a guerra no Iraque, anti-semitismo, terrorismo e as crises do mundo moderno e que intensifica a análise que o polémico colectivo faz sobre as traumáticas relações entre música e poder, arte e ideologias, vida e morte.

Os ingressos, a 20 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Casino Lisboa apoia Festival do Peixe

Casino Lisboa participa
no “Festival do Peixe”

Está agendada para o próximo Sábado,dia 5 , a abertura do “Festival do Peixe em Lisboa” no típico Mercado da Ribeira.
Em representação do Casino Lisboa, o Chefe Fausto Airoldi é um dos convidados mais aguardados.
A Estoril Sol associa-se, assim, à primeira edição deste evento, que se prolonga até ao dia 13.

O Chefe dos restaurantes do Casino Lisboa, Fausto Airoldi apresenta a etapa “O Peixe Bem Acompanhado”, inserida no ciclo “Cozinha ao Vivo”.
Com demonstrações culinárias de vários produtos e provas de vinho, Fausto Airoldi partilha a sua experiência com o público, no próximo dia 11 de Abril, pelas 17 horas, no Auditório do “Festival do Peixe”.

Com um conjunto de experientes profissionais de Cozinha da região de Lisboa, este evento convida os visitantes a celebrar o peixe e o marisco. Trata-se de uma original iniciativa que se propõe elaborar, implementar e consolidar um plano estratégico de turismo gastronómico da região de Lisboa, bem conhecida, aliás, pelas suas especialidades culinárias.
Com um modelo inovador, o “Festival do Peixe em Lisboa” apresenta novas tendências e sugestões, que permitem aproximar a gastronomia do público em geral, gourmet e amante da cozinha.
O evento propõe um vasto programa de espectáculos de gastronomia, show cookings, palestras, aulas e degustações dedicadas ao sector profissional e a um segmento emergente de pessoas que faz da gastronomia o seu principal motivo de lazer, objecto de consumo natural e motivo para viagens turísticas.
O “Festival do Peixe em Lisboa” constitui, assim, o ponto de encontro dos profissionais da gastronomia portuguesa e internacional. A sua temática principal é o peixe e as suas diferentes formas de preparação, na perspectiva de um modo de vida e de hábitos alimentares saudáveis.

Orquestra Metropolitana de Lisboa actua no Casino Estoril

Clássicos do Século XX
com a OML no Casino Estoril


Em concerto agendado para 5 de Abril, pelas 17 horas, a Orquestra Metropolitana de Lisboa assegura um programa diversificado no Salão Preto e Prata.
Trata-se de mais uma actuação dedicada ao ciclo de “Clássicos do Século XX”, que reúne, desta vez, as melhores obras de Debussy, Stravinski, Ravel e Falla.

Dirigida pelo maestro Pablo Heras Casado, a Orquestra Metropolitana de Lisboa inicia o concerto com “Prelude à L’Après Midi d’un faune“ (Debussy), interpretando, posteriormente, “Danças Concertantes“ (Stravinsky), “Pavane pour une Infante défunte“ (Ravel), e “El Amor Brujo“ (Falla).
São quatro obras de compositores determinantes no decurso da História da Música e da Dança: o poema sinfónico de Debussy, colocado em cena por Nijinski em 1912; as Danças Concertantes de Stravinsky; a sublime evocação da dança de uma jovem princesa, na Pavana de Ravel; e El Amor Brujo, em versão integral, com o inconfundível cantar flamenco e a intensa expressividade da voz de Antonia Contreras.

Os concertos da Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Salão Preto e Prata, estão agendados para as 17 horas.

O preço é de 15 euros por pessoa.


Informações e reservas:
- Orquestra Metropolitana de Lisboa pelo Telefone: 213617320/34