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quarta-feira, 23 de abril de 2008

" Aos Peixes" um espectáculo de José Maria Vieira Mendes


Aos Peixes,
a partir de Moby Dick
de Herman Melville

Encenação: Manuel Wiborg
Texto: José Maria Vieira Mendes
Música e direcção musical: José Eduardo Rocha (JER)
Cenografia & Figurinos: Manuel San Payo
Desenho de Luz: Luís Mouro
Fotografia & spot televisão: Álvaro Rosendo
Actores: Manuel Wiborg, Cláudio da Silva.
Cantores: Ana Sacramento (soprano), José Lourenço (tenor)

Orquestra: Nuno Morão (Voz barítono, flauta Allegro, violino Chicco & percussões), Vasco Lourenço (Piano), (Membros do Ensemble JER_Os Plásticos de Lisboa), Ricardo Torres (clarinete soprano), Paulo Loureiro (clarinete soprano & clarinete baixo), Luís Sousa (trompa), Pedro Morgado (voz baixo, percussões).

Direcção de Produção: Manuel Wiborg
Assistentes de Produção: Tânia Espírito Santo/Salomé Ângelo
Co-produção: Actores Produtores Associados/Centro Cultural Belém
Teatro da Trindade

Aos Peixes,
a partir de Moby Dick de Herman Melville,
por José Maria Vieira Mendes

Preferia não escrever, preferia não ter de falar, não explicar. Isto veio a propósito das primeiras páginas da Ordem do discurso de Foucault.

Ismael é como todos, diz ele, precisa de sair de terra, necessidade do mar, para “afugentar o tédio e normalizar a circulação”. E lá vai o gajeiro. Sozinho no mastro (torre de marfim?), sem companhia, à procura de um leitor.
Este texto procura um leitor. Este texto faz parte de um espectáculo. O leitor não vê um espectáculo, como o espectador não lê um texto. É da natureza dos vocábulos.
Este texto não quer ser escrito. O narrador não quer contar, porque não quer começar porque também não quer acabar.
É uma maneira de ler o Moby Dick que outro escreveu. Ler com outra ordem e tentar a desordem. Um acto falhado.
Procura-se um leitor ideal e também um espectador ideal. Cheguei a pensar que só eu o podia ser. Depois concluí que nem eu o podia ser.
Preferia não escrever, preferia não ter de falar, não explicar.
O acto é falhado porque não só se começa como também se acaba. E a história lá está. Por isso no fim os pés estão na areia à espera de nova partida. Falhar, falhar outra vez, etc.
Nada disto é trágico. Não é uma derrota mas o princípio de uma vitória. Ou o esboço dela. Esboço de um esboço.

Não é fiel a “adaptação”, é traição, como a tradução.
Tentei nunca pensar na música que o texto podia ser. E o pouco que pensei logo me convenceram de que estava errado. Tentei oferecer resistência ao compositor, dificultar-lhe a tarefa e duvido que o tenha conseguido.
O espectador está à espera de ouvir o actor. Mas, para o espectador ouvir, o actor tem de falar. E, para o actor falar, o escritor tem de escrever. Foi com esta premissa que trabalhei. Não vale sempre, não vale para todos. Valeu para aqui.
Preferia não escrever, preferia não ter de falar, não explicar.
O que acontece quando o escritor não quer escrever? Ou quando o actor se recusa a falar? O que acontece quando o escritor não quer explicar ou acabar? “Terminai vós por caridade este poema” (Garcia Lorca).
Quantos amigos estão na plateia? Quantos inimigos? Quantos indiferentes? Poderá então alguma vez terminar?
O escritor está sozinho, aqui. Ismael está também só. Fala para um mastro, é espectador do seu espectáculo. Gostava que isto fosse entendido como ironia. Quem é que afinal deverá por caridade terminar?
O texto chamou-se Aos Peixes porque é dedicado. Dedicado a alguém. É para ser dito.
Preferia não escrever, preferia não ter de falar, não explicar.
Quando leio Moby Dick gosto da confiança do narrador, da sua sabedoria, da ausência de dúvidas. Gosto de ser um leitor confiante.
Sempre preferi o último capítulo do livro, aquele “E só eu escapei para to contar”. Porque enche o ego, claro – “a história escolheu-me a mim!” – mas sobretudo porque dá voz à confiança em que se lança quem me decide ler. Também a isso Aos Peixes é dedicatória.

Ouvi dizer (e suspeita-se de erro tipográfico, embora os mais nostálgicos prefiram pensar que foi vontade do escritor) que Moby Dick acabava com o naufrágio e com a morte do narrador, Ismael. Reza também que, à conta disto, as primeiras recensões à época acusaram o romance de incongruência: Se ele morreu, como pode então contar? O “erro” foi corrigido na segunda edição. Só eu escapei para to contar.
Um acto falhado?
Moby Dick não fala. É o protagonista mudo. O meu Ismael gostava de ser como a baleia branca. Ou a própria baleia.
Preferia não.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

" A Ópera do Trindade" um livro de Nuno Domingues

"A Ópera do Trindade"
de Nuno Domingues

Foi ontem apresentado ao público ,no salão nobre do Teatro da Trindade ,o livro de Nuno Domingues, " A Ópera do Trindade".
Mais do que o lançamento de um livro assistiu-se ao lançamento de uma colecção, segundo João Preto, representante da Editora.
Pretende-se com este livro iniciar uma colecção de obras sobre música, nos seus mais variados géneros.
Igualmente se pretende que o seu conteúdo chegue ao grande público e nele desperte o interesse pela Música, na generalidade, como Arte e como Ciência.
Vieira Nery, a quem coube a tarefa da apresentação da obra, salientou o meritoso trabalho de Nuno Domingues ao investigar sobre um passado recente e ao escrever sobre ele, obrigando assim a que o mesmo não de dilua no espaço e no tempo.
No momento em que o Teatro da Trindade comemora os deus 140 anos de existência esta obra vem lembrar que, embora para muitos este Teatro esteja intimamente relacionado com o regime do Estado Novo, conseguiu, a determinada altura, fazer chegar às classes trabalhadoras espectáculos de grande nível, competindo mesmo com o Teatro Nacional de S.Carlos.

Nuno Domingues investigou estes e outros aspectos do percurso artístico do Teatro da Trindade.
Aguarda-se com expectativa as obras que se seguirão, da colecção anunciada.

No Teatro da Trindade João Zurzica volta ao mesmo



JOÃO ZURZICA
À VOLTA DO MESMO…
[Stand-up Comedy]
Estreia a 6 de Dezembro, no Teatro-Bar,
do Teatro da Trindade.

Sinopse

Espectáculo ao género de “one-man-show”, onde várias performances desde a Música ao Ilusionismo, passando pela comédia física, gravitam em torno de um monólogo humorístico, anárquico e desafiador da percepção comum.
A principal novidade deste novo espectáculo, anda basicamente “à volta do mesmo…” registo a que o “humorista” nos acostumou em trabalhos anteriores.
A vertente do Ilusionismo que o dito espectáculo aborda, foge sem comprometimento ao tradicional espectáculo da arte, entrando numa nova linguagem, minimalista e mais sofisticada que roça o “impromptus” do “street magic” (espectáculo de performance de rua, com objectos do dia a dia), sempre com uma abordagem invulgar e humorística.
O objectivo principal do espectáculo é sempre o mesmo: fazer pensar, e depois rir…

Ficha técnica

AUTORIA, ENCENAÇÃO e INTERPRETAÇÃO João Zurzica
SONOPLASTIA Nuno Oliveira
DESIGN GRÁFICO David Rosado
PRODUÇÃO João Zurzica

TEATRO-BAR

6 a 15 Dezembro
5ª-f a Sáb. 23h00

Duração 60 minutos
Classificação etária M/16
Preço único 8€
Desconto 30% (Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos e Seniores)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Vitorino a presenta-se a preto e branco no Teatro da Trindade


AO VIVO A PRETO E BRANCO
(Em Dose Dupla)


CD “AO VIVO A PRETO E BRANCO”CD “AO VIVO A PRETO E BRANCO”
Edição Dia 12 de Novembro

CONCERTOS
TEATRO DA TRINDADE
Dias 05,06 e 07 de Dezembro


AO VIVO A PRETO E BRANCO é o registo em CD dos espectáculos que Vitorino deu em nome próprio no início deste ano no Teatro da Trindade. Nesses concertos Vitorino levou o público numa viagem cheia de amor pelo Alentejo com passagem por Lisboa.

Foram cinco noites mágicas, intimistas, onde se estabeleceu uma ligação perfeita entre público e artista.


Vitorino é um dos melhores compositores nacionais, as suas canções trazem-nos a simplicidade e a pureza da música popular portuguesa, mas transformam-se e ganham com o confronto da música popular urbana. Vitorino é um homem do Alentejo, mas dele são também Lisboa e o resto do mundo.

AO VIVO A PRETO E BRANCO é o retrato fiel daquelas noites inesquecíveis. As noites de um homem que embora do mundo volta sempre à terra e às suas raízes. O Alentejo.

AO VIVO A PRETO E BRANCO
(Alinhamento)


SENHORA MARIA
CANTIGAS DO MARGINAL DO SÉC.XIX
FADO ALEXANDRINO
POEMA
SEMEAR SALSA AO REGUINHO
ANA II
MEU QUERIDO CORTO MALTESE
ADEUS Ò SERRA DA LAPA

ROUXINOL REPENICA O CANTO
QUEDA DO IMPÉRIO
LEITARIA GARRETT
MARCHA DE ALCÂNTARA
MARIA DA FONTE
VOU-ME EMBORA, VOU PARTIR
A MORTE SAIU À RUA


Dado o êxito dos Concertos no Teatro Da Trindade (casa cheia), Vitorino regressa à mesma sala nos próximos dias 05, 06 e 07 de Dezembro para a apresentação ao vivo do seu novo trabalho AO VIVO A PRETO E BRANCO.





quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Desobediências continuam no Teatro da Trindade

DESOBEDIÊNCIAS
ciclo de actividades paralelas ao espectáculo “A Desobediência”

O espectáculo “A Desobediência” que o Teatro da Trindade apresenta desde 11 de Outubro parte do gesto e da conduta humanitária de Aristides de Sousa Mendes, cônsul português em Bordéus, que, num dos momentos mais dramáticos da 2ª Guerra Mundial, a capitulação da França diante da invasão nazi, e em desobediência ao Governo Português, permite a fuga de milhares de refugiados.
Assim e tendo em conta a complexidade deste gesto e o seu valor cívico e histórico, resolveu a Direcção do Teatro da Trindade enquadrar a apresentação do espectáculo com um conjunto de iniciativas que pudessem dar o devido destaque não só àquele mas também à valorização da atitude de Aristides de Sousa Mendes.
Essas iniciativas e actividades são de natureza multidisciplinar, tanto no plano artístico como da comunicação, envolvendo as artes plásticas, o cinema e vídeo e actividades lúdicas e expressivas para público escolar (Aristides de Sousa Mendes é estudado em vários programas escolares, nomeadamente 6º Ano, 9º Ano e 12º Ano).

O PODER E A DESOBEDIÊNCIA
23 OUT 19h00 // Teatro-Bar
[Tertúlia com Prof. José Bragança de Miranda]

“ La Boétie encontrou no «mistério da obediência» o segredo da política. A escolha foi sempre entre obedecer ou morrer. Foi preciso fazer tudo para que se esquecesse esta alternativa. Trata-se de obrigar a obedecer até que aquele que obedece tire alegria do obedecer, profundamente entregue à sua submissão. Depois virão aqueles que querem desobedecer, que tiram alegria da sua desobediência. Em ambos casos lá ao longe mantém-se a ameaça de morte (…/…).”
José Bragança de Miranda
Tendo como pretexto o gesto de desobediência de Aristides de Sousa Mendes, a conversa desenvolver-se-á a partir do olhar que a teoria política lança sobre as relações entre o poder e a (des) obediência.

José Bragança de Miranda é professor no Departamento de Ciências de Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo publicado várias obras na área da Filosofia e da Teoria Política. É autor de, entre outros ensaios, Teoria da Cultura, Lisboa, Século XXI, 2002; Traços. Ensaios de Crítica da Cultura Lisboa, Vega, coll. Passagens, 1997, Política e Modernidade e Lisboa, Colibri, 1996 Analítica da Actualidade, Lisboa, Vega, 1994.

ARISTIDES SOUSA MENDES – ENTRE A FICÇÃO E A REALIDADE
30 OUT 19h00 // Salão Nobre
[Debate]

A relação entre a história de Aristides de Sousa Mendes e as diferentes narrativas ficcionais hoje existentes, será o ponto de partida para este debate com Luiz Francisco Rebello (dramaturgo), Rui Mendes (encenador), José Ruy (ilustrador), Júlia Nery (romancista), Diana Andringa (jornalista e argumentista), Irene Flunser Pimentel (historiadora), Rui Afonso (historiador) e Álvaro de Sousa Mendes (Fundação Aristides de Sousa Mendes). Moderação do jornalista Daniel Cruzeiro.
Luiz Francisco Rebello é autor da peça “A Desobediência”, Rui Mendes, o encenador da versão que será apresentada no Teatro da Trindade, José Ruy, o autor da Banda desenhada “Aristides Sousa Mendes, Herói do Holocausto”, Júlia Nery é autora do romance “O Cônsul”, Diana Andringa é, com a realizadora Teresa Olga, a autora do documentário “Aristides Sousa Mendes, o Cônsul Injustiçado”, Irene Flunser Pimentel é uma investigadora e professora académica com profusa obra sobre os refugiados na 2ª Guerra Mundial (entre os quais a obra “Os Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em fuga a Hitler e ao Holocausto, Lisboa, Esfera dos Livros, Maio de 2006”), Rui Afonso é o autor da biografia de Aristides de Sousa Mendes (Injustiça. O Caso Sousa Mendes e Um Homem Bom. Aristides de Sousa Mendes, o «Wallenberg Português») e Álvaro de Sousa Mendes é o presidente do Conselho de Administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes. Daniel Cruzeiro é jornalista na SIC, sendo actualmente coordenador da Reportagem SIC.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Luiz Francisco Rebelo de novo em palco

A Desobediência de
Luiz Francisco Rebelo
Estreia dia 11 ,no Teatro da Trindade,
a peça de Luiz Francisco Rebelo, " A Desobediência".
No verão de 1940, quando as tropas alemãs invadiram a França, a salvação de milhares de homens e mulheres que fugiam do regime de terror instaurado na Europa pelo nazismo, dependia de um visto de trânsito para um país neutro.
Aristides de Sousa Mendes, consul de Portugal em Bordéus, dividido entre o cumprimento das ordens ditadas por Salazar e a sua consciência não hesitou em obedecer a esta e desobedecer àquelas. O resultado seria a salvação de cerca de 30 mil judeus e o seu afastamento definitivo da carreira diplomática.
É neste ambiente de terror e temor que se desenrola a peça.
No entanto Aristides não é aqui tratado como um herói mas tão somente como um homem de muitas fraquezas e fragilidades.
A interpretação está a cargo de Rogério Vieira, o protagonista, Carmen Santos, Igor Sampaio, Joana Brandão, João Didelet, José Henrique Neto ( Salazar), Luis Mascarenhas, Marques d'Arede, Nuno Nunes, Rita Loureiro, Rui Santos, Rui Sérgio e Sofia de Portugal.
A encenação é de Rui Mendes que disse ao hardmusica.com que aceitou de bom grado o convite que lhe foi dirigido pelo Teatro da Trindade para encenar a peça. " Peça já minha conhecida, tema apaixonante, e um autor dramático por quem tenho a maior estima e admiração. Um verdadeiro homem de Teatro como temos poucos."
A encenação conseguida por Rui Mendes dá ao texto, já de si forte, a capacidade da transmissão da mensagem de Atistides Sousa Mendes: desobedecer para salvar a Humanidade.
Rui Mendes considera mesmo que o Cônsul de Bordéus terá sido o precursor da objecção de consciência.
Por último de salientar a escolha do enquadramento musical da peça, também da autoria de Rui Mendes: a ópera Nabucco de Verdi, com o seu monumental Coro dos Escravos a ouvir-se no final. Sublime!
Um espectáculo que aconselhamos aos nossos leitores pela sua actualidade e pelo humanismo que por ele perpassa.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Homenagem a Eunice Munoz

Homenagem a Eunice Muñoz
Teatro da Trindade 20 JUL 07


O INATEL/ Teatro da Trindade tem o prazer de anunciar que irá homenagear a actriz Eunice Muñoz, no dia 20 de Julho, no salão nobre do Teatro da Trindade, pelo seu trabalho e reconhecimento artístico.
Após a representação da 100ª representação da peça “Miss Daisy”, onde Eunice Muñoz é protagonista, será descerrada uma placa que irá assinalar a homenagem, recordando igualmente que o Teatro da Trindade se encontra nas comemorações do seu 140 aniversário.


quinta-feira, 5 de julho de 2007

Miss Daisy continua no Teatro da Trindade


Miss Daisy

Após digressão nacional, o espectáculo Miss Daisy, com Eunice Muñoz como protagonista, regressa aos palcos da capital a 5 de Julho, na sala principal, do Teatro da Trindade.
No ano do 140º aniversário do Teatro da Trindade, homenageamos o trabalho de Eunice Muñoz, com a celebração da 100ª representação deste espectáculo, no dia 20 Julho, onde será descerrada uma placa no Salão Nobre.

SINOPSE

Passada em meados do século XX, de 1948 a 1973, em Atlanta, no sul dos Estados Unidos, Miss Daisy conta a história de uma senhora judia, Daisy Werthan, e do seu chofer, Hoke Coleburn.
De início, Miss Daisy não fica muito contente por se ver forçada a depender de um homem negro, contratado pelo seu filho, Boolie Werthan.

Mas Hoke conquista-a, pacientemente, com a sua dignidade e sentido de humor, e durante os vinte e cinco anos em que decorre a acção geram-se laços profundos de amizade e de compreensão.

Pontuando a acção, temos as lutas pelos direitos civis nos Estados Unidos, com referências a Martin Luther King, por exemplo.

As personagens tentam perceber e adaptar-se, em termos pessoais e sociais, a um mundo que está a mudar.

Miss Daisy é uma análise subtil das tensões raciais e dos preconceitos.

Miss Daisy e Hoke chegam a um mútuo respeito baseado na independência, na força de carácter e numa teimosa integridade, que, para lá do seu contexto histórico e cultural, têm um valor universal.

FICHA TÉCNICA


Texto ALFRED UHRY
Direcção CELSO CLETO
Tradução ANTÓNIO BARAHONA
Direcção Musical JOSÉ MIGUEL SASTRON
Cenário e Figurinos JOSÉ COSTA REIS
Desenho de Luz JOSÉ DIAS
Som CARLOS ESTEVENS
Fotografia LUÍSA GOMES
Interpretação EUNICE MUÑOZ, GUILHERME FILIPE e THIAGO JUSTINO
Co-Produção CÂMARA MUNICIPAL DE OEIRAS e PUBLICOCLETO

Teatro da Trindade

Sala Principal
5 a 29 Julho

4ª-feira a sábado às 21h30

domingo às 16h00

domingo, 27 de maio de 2007

Macbeth Africano no Teatro da Trindade


NAMANHA MAKBUNHE
no Teatro da Trindade
A PARTIR DE “MACBETH” DE WILLIAM SHAKESPEARE
PRODUÇÃO TNDM II em colaboração com "Os Fidalgos" da Guiné-Bissau
TEATRO DA TRINDADE
MAI 31 – JUL 01
4ª a SÁB. 21H30 DOM. 16H00

a ascensão e queda de NAMANHA MAKBUNHE


O Teatro Nacional D. Maria II apresenta, a partir de Macbeth de William Shakespeare, Namanha Makbunhe , encenado por Andrzej Kowalski. A partir de 31 de Maio no Teatro da Trindade vamos poder assistir a um espectáculo cujo elenco é inteiramente constituído por actores Africanos, que se deslocaram a Portugal, da Guiné, para interpretar a história da ascensão e queda um guerreiro do Mali. Namanha é um homem que vai sucumbir à ambição e sofrer as consequências.

Sublinhando as características universalistas do texto clássico, esta versão centra-se em três problemáticas transversais: a dualidade dinâmica da natureza humana (luta entre bem e mal); a atracção fatídica pelo poder; e o Homem como elemento de um todo transcendente e universal que pode, com as suas acções, contribuir decisivamente para a sua harmonia ou para o seu perigoso desequilíbrio.
Este projecto foi despoletado, e até certo ponto "inspirado", por uma cadeia de acontecimentos vividos recentemente na Guiné-Bissau mas ultrapassou rapidamente a condição de simples adaptação à realidade histórica, cultural e tradicional do país para se tornar numa transposição, bem mais complexa, de um Macbeth europeu para o universo africano.
Em África, o sagrado e o místico têm uma presença particularmente forte e interveniente na vida e acções das pessoas e este facto provoca, por vezes, que decisões e escolhas relativamente simples do ponto de vista eurocêntrico, no domínio da ética e da moral, ganhem uma densidade dramática. O que é "dramático" para um europeu pode não o ser para um africano e vice-versa.
Em termos plásticos e sonoros, Namanha Makbunhe recria climas e atmosferas de uma outra realidade, através da cor e das formas, da luz e da sonoridade de floresta, dos ritmos e dos cheiros.

Sinopse


O valente guerreiro Namanha Makbunhe, régulo de Iall, mata, em combate, o traidor Makumba, conseguindo a vitória para o rei Bolum. Ao regressar da batalha com o companheiro Borry encontra na floresta três feiticeiras que o saúdam: a primeira chama-lhe régulo de Iall, a segunda régulo de Cansala e a terceira dirige-se a ele como rei. Makbunhe fica perturbado e é nessa altura que chega Madiu, enviado de Bolum, que o felicita pelo seu novo cargo: Makbunhe acaba de ser distinguido com o título de régulo de Cansala.
Makbunhe fica eufórico: se a primeira profecia das feiticeiras está certa, então a segunda estará também e ele será, um dia, rei. Ao chegar a casa, as suas mulheres – Djatú e Rokya – têm reacções distintas à notícia. A primeira aconselha prudência ao marido, a segunda diz-lhe que não deverá esperar: o rei Bolum vem visitá-lo e deve morrer já.
Makbunhe mata o rei e o filho deste, Djagra, foge, temendo pela própria vida. O guerreiro assume o trono e a sua primeira preocupação é eliminar os rivais, sobretudo Borry, a quem as feiticeiras predisseram que seria pai de reis. Makbunhe envia um assassino matar Borry e o filho Bunka, mas a missão falha: o assassino consegue matar o pai, mas não o filho. Borry aparece ao rei na forma de fantasma e, muito assustado, Makbunhe manda chamar as feiticeiras para que lhe predigam o futuro. Estas dizem-lhe que ele não deverá temer nenhum homem nascido de ventre materno e que só será destituído quando a floresta de Foroba caminhar.
Makbunhe fica tranquilo, mas será sol de pouca dura: um exército liderado por Djagra caminha já na sua direcção, disfarçado com ramos de árvore. E é Madiu, que não nasceu "por via natural", mas foi arrancado da barriga da mãe, morta, que mata Makbunhe num confronto final.

adaptação encenação ANDRZEJ KOWALSKI
cenografia assistência de encenação LESZEK MADZIK
dramaturgia LUÍS MOURÃO
figurinos ESMERALDA BISNOCA
coreografia FERNANDO DE PINA
coreografia de combate EUGÉNIO ROQUE
voz elocução RUI BAETA
assistência de cenografia VVOJTEK ZIEMILSKI

COM

ALBINO DJATA AMÉLIA DA SILVA AVELINO NETO BRAIMA GALISSÁ DALATON BORRALHO DJAMILA VIERA DOMINGOS GOMES MARQUES HELENA SANCA ILESA AFONSO DA COSTA JORGE QUINTINO BIAGUE JOSEFINA MASSANGO MÁRIO SPENCER MUSSA CÂMARA SOFIA LAURA RODRIGUES ISABEL VICENTE FERREIRA FRANCELINO CORREIA SILVÉRIO CAETANO