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sábado, 29 de março de 2008

Salão Primavera, do casino Estoril, já vai na 21ª edição

Inaugura-se no próximo dia 5 de Abril, sábado, às 17,30 horas, na Galeria de Arte do Casino Estoril, o XXI Salão de Primavera, em que participam 28 jovens artistas, finalistas ou recém-licenciados das Faculdades de Belas Artes de Lisboa e Porto, seleccionados entre aqueles que no termo dos seus cursos demonstraram estar mais habilitados para seguir a carreira artística.

Esta exposição insere-se no programa de comemoração dos 40 anos do Casino Estoril e 50 do Grupo Estoril Sol e desta sua Galeria, a primeira que neste País tomou a iniciativa de divulgar a Arte Jovem, através do Salão de Primavera e outras mostras colectivas e individuais organizadas com frequência regular.

Pelo Salão de Primavera, cuja primeira edição teve lugar em Maio de 1981, passaram já 771 jovens artistas, muitos dos quais hoje são referência no panorama das nossas Artes Plásticas.

Na edição deste ano foi distinguido com o Prémio Estoril Sol de Pintura o aluno do 3º ano da Faculdade de Belas Artes do Porto, Hugo de Almeida Pinho, tendo sido atribuídas Menções Honrosas aos seguintes artistas: Ana Allen, Ana Correia, Ana Pais Oliveira, Ana Teresa Vicente, Cristina Baldroegas, João Ceitil, João Pires, Mara Costa, Marlene Vinha, Rosa Santana, Rui Pedro Jorge e Sónia Militão, tendo o júri reconhecido haver um significativo equilíbrio qualitativo na maioria dos trabalhos apresentados.

Além dos jovens artistas já citados, participam também nesta exposição Ana Mafalda Oliveira, Ana Rocha de Sousa, Andreia Nunes, Carmen Direitinho, Daniela Lima, Diana Marques, Filipa Reis, Gina Martins, Mafalda Pé-Curto, Mafalda Pessoa Jorge, Margarida Aguiar, Marta Romano, Nelson Machado, Raquel Figueiredo e Sineiro.

É incontestável que o Salão do corrente ano, em termos de qualidade, é um dos melhores de sempre, não obstante se realizar já no âmbito da reforma introduzida no Ensino Superior pelo projecto de Bolonha, reconhecidamente negativo em termos qualitativos pela redução para quatro anos dos cursos de Artes Plásticas, como pela redução, também, dos horários escolares.

Esta é sem dúvida a mais importante exposição anualmente organizada pela Galeria de Arte do Casino Estoril, não apenas pelas suas características de apoio e divulgação a artistas jovens, mas também pela presença, na maioria das exposições realizadas, de apontamentos de inegável modernidade e qualidade.
Por alguma razão esta é uma das exposições mais visitadas por um público conhecedor e exigente, à procura de novos talentos em início de carreira, que amiudadas vezes proporcionam um investimento seguro e a custo reduzido.

A exposição estará patente ao público todos os dias, das 15 às 24 horas, de 5 de Abril a 7 de Maio.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Menano expõe no Museu Municipal de Coimbra

António Augusto Menano
Exposição de pintura
1994-2007

27 de Março a 26 de Abril
Museu Municipal - Edifício Chiado
Coimbra

No caminho das barcas; MENANO, António


A pintura de António Menano, tal como a poesia, não se consome nos minutos que os olhos a perscrutam, é para “beber” devagar, sem pressas. A materialidade que ressalta das cores, dos volumes, dos traços, da subtileza da técnica, do estilo pictórico, provém da ideia, pensamento elaborador que se converte em acção, que resulta do sopro da liberdade criadora.
Sem sujeição a rígidos figurinos e a esquemas selectivos, a pintura de António Menano expressa conteúdos inebriadores e pulsantes, que aferem dos valores que mostram credibilidade e que, tal como o pergaminho, resistem ao tempo e são reconhecidos, porque referenciados pelo público.

António Augusto Menano nasceu em Coimbra em 1937 embora a Figueira da Foz seja a sua cidade onde vive.
Apaixonado desde o Liceu pelas artes plásticas, fez desenhos e pinturas a guache.
Em 1995 participou em três exposições colectivas, em Aveiro e na Figueira da Foz.
Publicou textos sobre pintura em jornais, revistas e catálogos de exposições.
Escritor com 15 livros publicados, está representado em 17 antologias.
Colaborou em publicações de Angola, Brasil, Espanha, Macau, Moçambique e Portugal.

HORÁRIO
Até 31 de Março: Terça-feira a Sexta-feira - 10h00/18h00; Sábado - 10h00/13h00 e 14h00/18h00; Encerra Domingos, Segundas-feiras e feriados
Após 31 de Março: Terça-feira a Sexta-feira - 11h00/19h00; Sábado - 11h00/13h00 e 14h00/19h00; Encerra Domingos, Segundas-feiras e feriados
Informações
Casa Municipal da Cultura
, Rua Pedro Monteiro, 3000-329 Coimbra

Telef. 239 702 630
www.cm-cultura.pt

quarta-feira, 12 de março de 2008

Pintura de Miguel Fazenda na Galeria Almedina

Exposição de Pintura de Miguel Fazenda
De 11 a 29 de Março
Galeria Almedina
Arco de Almedina _ Coimbra

Miguel Fazenda - "Ovelhas"


Miguel Fazenda tem 29 anos. É licenciado em Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa desde 2002. Reside na Batalha.
No século XX a figuração foi-se simplificando e desmaterializando até desaparecer, com o aparecimento da arte abstracta. Considerada por muitos como “antiga”, “académica”, “ultrapassada”, a figuração foi caindo no “quase” esquecimento.
Actualmente, em todo o mundo, está a surgir uma “Nova Arte Figurativa”. Miguel Fazenda encontra-se nesse pequeno grupo de artistas que está a começar a ressuscitar a figura e a mostrar que se conseguem fazer “coisas novas” sem se “cair” na arte decorativa ou no retrato.
A sua pintura remete-nos para várias correntes figurativas bastante distintas como o Classicismo, Impressionismo, Expressionismo, Surrealismo, Hiper-Realismo, etc, fazendo o “casamento” destas formas de arte, sem nunca abdicar da figura humana.
Horário
Terça a Sexta: 10h00 - 18h00
Sábados: 10h00 - 13h00 e 14h00 - 18h00
(encerra ao Domingo, Segunda-feira e feriados)

Informações
Casa Municipal da Cultura
Rua Pedro Monteiro3000-329 Coimbra
Telef. 239 702 630
Fax 239 702 496

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Exposição colectiva da MAGENTA

Inaugura hoje às 18:00

Exposição Colectiva da MAGENTA

Pintura e Escultura

CASA MUNICIPAL DA CULTURA
Coimbra
de 8 de Fevereiro a 1 de Março

HORÁRIO
Segunda a Sexta
10h00 – 19h30
Sábado
15h00 – 18h00
Encerra aos Domingos e feriados
Informações
Casa Municipal da Cultura de Coimbra
Tel. 239 702 630E-mail – cultura@cm-coimbra.pt

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Exposição documental António Augusto Gonçalves, 75 anos depois

Casa Municipal da Cultura
Galeria Ferrer Correia
Exposição documental
António Augusto Gonçalves, 75 anos depois

11 de Janeiro a 2 de Fevereiro



Homenagem àquele que foi uma figura de relevo na vida da cidade de Coimbra nos finais do século XIX e princípio do século XX, que nasceu em Coimbra, em 1848 e que veio a falecer em 1932. António Augusto Gonçalves desenvolveu uma intensa actividade nos mais variados campos, quer através da publicação de livros, quer através de uma vasta colaboração em jornais e revistas, focando os mais variados temas. Mas é, sobretudo, no campo do ensino e das artes que a sua influência se faria sentir. Fundador da Escola Livre das Artes e Desenho, professor e director da Escola Brotero foi, também, docente de desenho da Universidade de Coimbra e o primeiro director do Museu Machado de Castro. A conservação do património artístico de Coimbra foi uma das suas constantes preocupações, incidindo sobre vários monumentos, de que sobressai o restauro da Sé Velha, sob os auspícios do Bispo Conde D. Manuel de Bastos Pina.
Obras de Álvaro Bieno, Anita, Ana Souto, Carolina Caixeiro, J. Nelson/Ermio, Joana Figueiredo, Matifa, Manuel Antunes Rodrigues, M. E. , Sílvia Peça, e Z. Guardão

Galeria do Átrio
Colectiva de Pintura do Grupo TPC _ Telas e Pincéis de Coimbra

HORÁRIO
Segunda a Sexta: das 9h00 às 19h30
Sábados: das 14h00 às 18h30
Informações: Municipal da Cultura de Coimbra - Telef. 239 702 630/Fax 239 702 496 - www.cm-coimbra.pt - cultura@cm-coimbra.pt

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Livros, musicas e Pinturas no Frágil


Amanhã, quinta feira, no FRAGIL, lançamento do livro «Contos de Algibeira», uma edição Casa Verde micro-ficções de autores brasileiros e portugueses, as 21.30h. As 23.00h Inauguração da Exposição de Pintura de Margarida Marque, com o Quarteto Artzen (Ana Pereira, violino- Ana Filipa Serrão, violino - Joana Cipriano, viola - Carolina Matos, violoncelo) e os dj's Rodrigo Leão e JP Diniz.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

PEDRO CALAPEZ no TAGV

Encontros com artistas contemporâneos
Pedro Calapez
TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE
COIMBRA
14 de Novembro às 18h00 no Café-Teatro


Num país com escassa tradição no domínio da pintura, Pedro Calapez (Lisboa, 1953) é um caso raro de perseverança e de proficiência. De facto, desde há mais de vinte anos, o seu percurso tem vindo a ser marcado por uma consistência visível, quer a nível do métier específico da pintura, quer a nível da invenção conceptual.
Estabelecido num contexto muito particular, o começo dos anos 80, época que conheceu a eclosão do Pós-Modernismo e o retorno à pintura e à escultura enquanto disciplinas tradicionais – que, rompendo o espartilho dos conceptualismos, permitiam, segundo os seus teóricos, um regresso à livre expressividade e a inclusão de um alargado campo de referências históricas –, o trabalho de Pedro Calapez desenvolveu-se, porém, à margem dos ritmos desenfreados da década, construindo-se em torno de um diálogo culto com a pintura antiga, que passou em grande medida pela aprendizagem de um extenso vocabulário de diferentes maneiras de fazer, de olhar e de dar a ver. Um dos pontos culminantes desse período histórico terá sido, em Portugal, a exposição Arquipélago, na SNBA, em 1985, com obras de Rosa Carvalho, Ana Léon, Pedro Cabrita Reis, Rui Sanches e do próprio Pedro Calapez.
Podemos, correndo o risco de esquematizar em demasia, discernir duas épocas no trabalho de Pedro Calapez: a primeira, até cerca de 1995 (Muro Contra Muro, Galeria Luís Serpa), marcada pela proeminência do desenho enquanto estrutura e pela importância matricial da arquitectura, põe face a face o corpo da pintura e o corpo do espectador; a segunda, que poderíamos situar a partir da exposição Memória Involuntária (Museu do Chiado, 1996), caracterizada pela crucial importância dos valores cromáticos, por uma vasta paleta de registos manuais e pela subtil indução daquilo a que poderíamos chamar uma experiência musical, de ordem sinestésica (conjuntos de várias pinturas de dimensão reduzida e de diferentes espessuras, que funcionam como uma única pintura), apela em primeira instância à reconstituição do sentido pela memória e aos complexos mecanismos da emoção perceptiva.Porém, se existe um traço que liga estas duas fases, é a reflexão sobre o espaço. Ela está presente, desde cedo, nos trabalhos em que dialoga com outros artistas, Piranesi sobretudo, construindo o espaço concreto da obra, por analogia com o ilusório espaço renascentista ou pós-renascentista, ou na forma como, partindo de referências corporais, vai definindo uma trama de modos de percepção, posicionando o espectador no interior da obra, mais do que perante ela, fazendo, para tal, apelo a linguagens endógenas ou exógenas ao campo específico da pintura (a linguagem da BD ou a natureza das imagens geradas por computador, por exemplo).Desta forma, em última instância, parece ser sobre a (im)possibilidade de definição das fronteiras do domínio perceptivo que demarcam a natureza específica de cada época que se vem desenvolvendo o trabalho de Pedro Calapez. Um dos artistas portugueses com considerável circulação internacional, Pedro Calapez realizou um conjunto de importantes exposições individuais fora do nosso país, entre as quais, recentemente, se poderiam destacar Campo de Sombras (Fundação Pilar e Juan Miró, Maiorca, 1997), Studiolo (Interval, Witten, 1998) e Madre Agua (MEIAC, Badajoz, e CAAC, Sevilha, 2002). Em 2001, foi-lhe atribuído o “Prémio EDP de Pintura”. NUNO FARIA

Organização Instituto de História da Arte da U.C.

Informações
Teatro Académico de Gil Vicente

teatro@tagv.uc.pt
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com/
Bilheteira
Informações e reservas
Horário 17h00-22h00
Telefone +351 239 855 636

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

NOVA LINHA _ PINTURA de Pintomeira



Pintomeira expõe em Coimbra




10 Novembro a 2 Dezembro

CASA MUNICIPAL DA CULTURA DE COIMBRA

Galeria do Átrio



Pintomeira nasceu em 1946 em Viana do Castelo.
Além da Pintura, como actividade dominante, Pintomeira dedica-se também à Serigrafia, ilustração de livros, Fotografia e concepção de posters para Cinema.
Durante os seus quarenta anos de carreira, realizou mais de meia centena de exposições individuais, entre 1971 e 2006, participou em várias exposições colectivas, Bienais e Feiras de Arte em diversos países da Europa.
Está representado em diversas colecções particulares e oficiais, colecções de empresas e museus, na Europa, Estados Unidos da América e Israel.
Horário
Segunda a Sexta
das 9h00 às 19h30
Sábado
das 14h00 às 18h30
Encerra aos Domingos e feriados
Acesso gratuito
Informações

Casa Municipal da Cultura Coimbra
Telef. 239 702 630

terça-feira, 16 de outubro de 2007

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Ilídio Canja expõe em Coimbra



Casa Museu Bissaya Barreto
21 a 30 de Setembro

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Daniela Anghel na Galeria de Arte do Casino Estoril


Daniela Anghel na
Galeria de Arte do Casino Estoril

18 de Setembro a 8 de Outubro
“Retorno do Eterno” é o título da exposição individual de pintura, que Daniela Anghel inaugura na Galeria de Arte do Casino Estoril na próxima terça-feira, dia 18 de Setembro, às 21,30 horas.
Romena de nascimento, nasceu em 1979 em Alexandria e reside desde 1998 em Lisboa, onde se licenciou em Pintura na F.B.A.U.L.. Quando se deslocou para Portugal era já titular de um curso de Pintura em Bucareste, com algumas exposições realizadas e prémios obtidos no seu país natal.
Dotada de um especial talento para o retrato, realizou em 2005 uma exposição individual na Galeria de Arte do Casino Estoril, “Mulheres de Portugal”, em que retratou grandes portuguesas da História, da Arte, da Cultura e do Desporto. Com apresentação de Agustina Bessa-Luis, que lhe louvou o arrojo e sublinhou a qualidade artística.
Nesta exposição, não enjeitando o retrato e a figuração humana, Daniela Anghel, dá-nos conta de um projecto inovador e que afirma nunca praticado, “pretendendo mostrar que todas as escolas da história da arte podem conviver num espaço atemporal, na superfície de uma tela, apesar de terem nascido em épocas diferentes”.
E assim, “numa só superfície pictórica a Escola flamenga primitiva consegue fazer corpo com o realismo russo e o rococó francês; noutra tela, o barroco holandês convive com os primitivos da pintura bizantina, tal como o realismo e o romantismo russo se podem associar ao canone bizantino e ao abstraccionismo geométrico”.
Sem dúvida que é um desafio difícil e apaixonante, que todos aqueles que apreciam a arte da Pintura não deixarão de querer apreciar e julgar.

domingo, 9 de setembro de 2007

XAVIER TRINDADE no Museu Nacional Soares dos Reis


O Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, recebe a exposição de pintura “Xavier Trindade – Um pintor de Goa (1870-1935)”, de 6 de Setembro a 31 de Outubro.

As 31 obras pertencem ao Espólio Trindade – colecção de pintura de António Xavier Trindade e da filha Ângela Trindade e foram doadas à Fundação Oriente por Esther Trindad Trust, responsável pela preservação do património artístico de ambos os pintores.

António Xavier Trindade nasceu em Goa, em 1870. Uma das características da sua obra é o retrato do quotidiano da Índia, os faquires, as mulheres de sari com o pote para a realização dos rituais (puja), ou o mendigo católico de Goa.
Outro traço específico que assimilou na sua obra é o sentimento religioso e espiritualista do povo indiano, nas suas múltiplas etnias e credos. As pinturas que Xavier Trindade fez das peregrinações dos hindus às águas sagradas do Ganges incluem as vistas dos templos às margens do rio, captando a luz típica daqueles locais.
Pinturas que reflectem a vivência na Índia com tendências do classicismo e naturalismo europeus. Óleos, aguarelas, desenhos e alguns esquissos fazem da obra de Xavier Trindade um verdadeiro exemplo de cruzamento dos universos culturais do Oriente e do Ocidente.
As pinturas de Xavier Trindade distinguem-se pela naturalidade e respeito pela Índia e já foram apresentadas nos Estados Unidos em 1996, no Museu de Arte da Geórgia e na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, em 2005.

A Fundação Oriente assumiu a função de divulgar a obra do pintor em Portugal e a expô-la de forma permanente em Goa.

Horário

Terça-Feira, das 14h00 às 18h00
Quarta-Feira a domingo das 10h00 às 18h00
Encerrado à segunda-Feira
Museu Nacional Soares dos Reis (Porto)
Entrada no Museu: 3,00 € (desconto de 50% para 3ª idade e estudantes até aos 25 anos)








quarta-feira, 5 de setembro de 2007

SÉRGIO POMBO NO CONVENTO DAS MÓNICAS




DESENHO
de Sérgio Pombo

A partir de 7 de Setembro no Convento das Mónicas (ao Largo da Graça)





Enquanto estiverem instalados no Convento das Mónicas, os Artistas Unidos manterão um espaço dedicado às artes plásticas. Esta actividade prolonga aquilo que foi realizado no Teatro Taborda onde expuseram artistas como Álvaro Lapa, Pedro Chorão, Pedro Proença, Xana, Sofia Areal, Sérgio Pombo, Ana Isabel Rodrigues.


SOBRE SÉRGIO POMBO

Sérgio Pombo cria um espaço minado em seu redor e em nosso redor, move-se obrigando o nosso olhar ao mesmo exercício de perícia, cautela e exorcização do medo.
João Pinharanda


COM A RAPIDEZ DAS ESTRELAS CADENTES, FULGURANTES

Às vezes aparecem figuras, homens, mulheres, um dorso, uma perna, pernas. Às vezes, muitas vezes, o dorso desfaz-se na paisagem que não sei se é paisagem se é vazio, esvai-se, há uma luz talvez branca que as rasga, as corta, as personagens confundem-se com a parede – ou o nada – e esbatem-se alguns dos objectos soltos, isolados, dançando a dança dos satélites naquelas que seriam naturezas mortas, não fosse a pintura de Sérgio Pombo sempre tão viva, tão escandalosamente viva e nua, tão rasgada pela tinta fresca, imanência dessa liberdade que tem de pintar lembrando, vendo pela ponta dos dedos, táctil, vendo como quem modela, pintando como quem espalha o desalinho na noite da casa.
Foram sempre feitas nesta noite, desarrumadas ainda agora, as pinturas de Sérgio Pombo e, por mais antigas que sejam, mais juvenis, mais seguras pelo ensino dos seus mestres, ele, que aprendeu com professores e deles herdou gosto e técnicas, ele, que, novito, frequentava os maiores e os via, no desarrumo dos ateliês e das noites, ansioso por atirar ao mundo a sua tinta crua, ele que agarra no papel ou na tela mais do que a pinta, agarra com garras de que a tinta é resto, parece sempre que esteve acordado toda a noite e que ainda são de ontem estas imagens, venham elas dos anos 60, dos 80 ou de ontem ainda, sangrando sempre a sua intensidade vibrante.
Há este estranho espelho no Sérgio, qualquer trabalho que dele vejo, magoado ainda pelas nódoas da vida, é sempre a última coisa, a mais sincera, a mais dorida que nos contou, rindo talvez, nu, exposto, homem sem máscara que se desprende do saber e inventa, teima.
E talvez seja esse o seu segredo raro: cada trabalho do Sérgio é de hoje, ainda traz o bulício desta noite, a sua nuvem incerta, o seu silêncio, ainda estas sombras são as sombras negras da noite de ontem, o canto – lancinante, que ele tem esse condão, de nos fazer chorar – parece ter começado agora mesmo, há uma insolente adolescência que fica para sempre na sua pintura convulsiva.
Parecem não ter passado, serem de ontem apenas os seus trabalhos.
Nada mais falso, há no Sérgio um saber trespassado por gerações de pintura, ele compõe, pinta, inventa as formas com o saber transmitdo por séculos, há nele toda uma história transmitida de boca em orelha, no convívio vivido dos pintores e das tintas. Mas o que ele consegue, é, e isso é raro, é, livre, lutar para que tudo pareça começar aqui, mesmo aqui, nestas costelas que sublinha com a veemência de um vermelho, nesta pele que parece arrancar, nestas personagens solitárias, nuas, tão nuas, desfazendo-se, desfeitas na memória, emergindo apenas, submersas, lembradas, esquecidas, nestes rostos que três pinceladas de cinzento desferem contra a visão, desfoque, movimento, contorsão, espasmo.
Chamaram-lhe expressionista, chamaram-lhe selvagem, chamaram-lhe alemão, tinha-lhe chamado hiper-realista, ácido, interrogativo, destrutivo, é tudo verdade, mas são nomes feitos e a pintura de Sérgio Pombo está sempre naquele momento cru em que se está a fazer, cheira ao momento presente, cheira a tinta, essa humidade.
À medida que o tempo avança e as modas caducam, Sérgio Pombo, que viu ruir a pintura académica, que viu morrer o saber das escolas, que viu voltar a cantar o canto selvagem das desabridas cores, o Sérgio, que, noite após noite, vive pintando, pinta vivendo, mancha a tela, rasga-a com a espessa tinta dramática de uma primeira vez.
Tudo, promete, é sempre novo e acaba de sair do estúdio de todas as noites.
Os acordes selvagens de alguma música moderna, jazz, Stravinsky ou o rock brutal, até, recomeçam aqui, mas tudo é novo, a tinta tem sempre a dor da primeira vez e tudo se passou tão depressa, tão vibrantemente depressa que a antiquissima ambição dos pintores, pintar antes de se sumir a nuvem, pintar a luz da única hora, saber que nada é o mesmo daqui a um minuto, parar o tempo, é nele dado conseguido: ele é o instante de toda a nudez, sabe que as horas passam e não há tempo para esperar, pinta, como os antigos romperam, pinta prestamente, presto, prestissimo.
E os velhos venezianos da prestura abriram-lhe as portas, eles que, cego Ticiano ou amargurado Tintoretto, desfizeram a ilusão em nome do movimento.
Vem de longe e de muitas destruições o gesto recomeçado de Sérgio Pombo – e o seu incrível saber das cores que se acumulam, planos e cores, linhas e manchas, cores que usa com o esplendor dos barrocos, sem temor.
A tremenda força realmente erótica da sua pintura virá desta presença desencarnada, encarnada, descarnada: é feroz a nudez das suas personagens, atravessadas por pincéis velozes, desgovernados, cintilantes, tumultuosos.
E a estranha melodia daqueles espaços vazios, que vão de um corpo a outro, que se escondem, que se atiram, espaços onde a figura se funde, a triste, estranha tristeza e melodiosa daqueles papéis onde só um triângulo, às vezes um esguicho de tinta, uma forma inacabada, às vezes um outro triângulo, um corpo, joelho, nádegas, peitos, sexos, costas, dorsos, colunas, vértebras.
Só os amantes sabem o que é a nudez dos corpos, ranho, esperma, suor, pele, sangue, ferida, crostas.
E é essa nudez, cintilando na brutal colisão destas tintas, essa vida berrada, ciciada, apagada, poluída, ensombrada, desfeita, cama, corpos, quem poluiu estes lençóis, quem deixou vazio este papel, quem retirou a vida a estas sombras perplexas, atónitas, quem matou, se a vida, essa escandaleira, persiste, suja e esplendorosa, gritantemente afirmada, quem separou os sexos – e dói-nos esta separação –, quem nos atravessa tão depressa, cometa, raio, luz, tinta branca, mão talvez, outro corpo na noite.
Não há no Sérgio Pombo o gosto domingueiro da pintura afiambrada, ele é indomável, sozinho, franco, tão franco, tão sozinho - e insistindo na ferocidade.
E porque encontrou a passagem subtil entre o desenho e a pintura, fez tábua rasa das doutrinas que tudo separavam, avançou, pintou, pintou tanto, desenhou, encontra a mancha, a linha, o papel, a tinta, tudo lhe serve para pintar e ele pinta como quem martela, hercúleo, trágico, desprovido do saber que sabe, pois, para ele, o instante luz ainda, brilha a verdade crua, tão desavergonhada, tão perto da impudícia, verdade jubilatória, voluptuosa.
A pintura de Sérgio Pombo – pintura, desenho, com figuras ou sem, a pintura que nele tudo é pintura, irredutivelmente pintura – é tão brilhantemente viva que ofusca, é tão desassombrada que nos assalta o equilíbrio, sofre, “o dia em que nasci morra e pereça”, dizia Job, amaldiçoa-nos – mas promete-nos o humano, o humano presente, o humano simplesmente, a vida de hoje, esta, sufocantemente bela na sua crueza rápida, na sua imensa solidão.
Porque Sérgio Pombo, com a rapidez das estrelas cadentes no céu de todas as noites, persegue a beleza, promete-nos que ela aí vem, está a chegar, voluptuosa, fulgurante, escandalosamente nova, de ontem à noite sempre, nua ainda.
Jorge Silva Melo

O VOO DA COR NO BRANCO DA MEMÓRIA

Pode ser o desenho a atiçar o fogo: a linha que encontra o lume, e explode numa e noutra direcção, até chegar a um filtro de tapeçaria que a fixa na sua teia. Sérgio Pombo, de Colónia a Lisboa, estende esse triângulo místico por cuja fresta se espreita um horizonte de incêndio; mas logo a nuvem das imagens desce o seu peso de equilíbrio, fazendo subir o prato das figuras, onde a fragmentação instala a sua lógica até chegar à ordem do segmento. E assistimos a esse jogo em que o papel suga pedaços do quotidiano, juntando-os sob a forma da colagem, mas libertando-os ao mesmo tempo da sua efemeridade. De um lado, esses restos do contemporâneo denunciam a perda, o sentido frágil do mundo, a inutilidade das coisas por que passamos, e que deixamos que passem por nós; por outro lado, um brilho de espelho capta o voo do sonho, perfis ou apenas sugestões, e deixa-nos imaginar o que, de Colónia a Lisboa, permanece, mesmo que apenas sob esta forma políptica, para que reconstituamos os lapsos e os tempos do humano.
Nuno Júdice


SÉRGIO POMBO
Nasceu em Lisboa em 1947.
Vive e trabalha em Lisboa.

FORMAÇÃO
Estudou pintura com Roberto Araújo. Frequentou vários anos os cursos de gravura da Cooperativa de Gravadores Portugueses – Gravura (1965166187).
Curso de Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1972).
Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian de 1976 a 1979 em Portugal e de 1992 a 1993 na Alemanha.
Viveu e trabalhou na Alemanha de 1991 a 1993.

PRÉMIOS E REPRESENTAÇÕES OFICIAIS
1980 – Representação Nacional no Festival de Pintura de Cagnes-sur-Mer.
1992 – Representação Nacional na XII Bienal de Paris.
1984 – Representação Portuguesa à 18.8 Bienal de 5. Paulo.
1981 – Prémio Nacional de Gravura.
1983 – Prémio de Gravura do Banco de Fomento Nacional.
1984 – Prémio de Aquisição de Lagos.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS (selecção)

1973 – Galeria de 5. Francisco, Lisboa.
1977 – Galeria Diagonale, Paris.
1978 – Galeria de Arte Moderna S.N.B.A., Lisboa.
1983 – Galeria Diagonal (escultura), Cascais.
1984 – Galeria Cómicos, Lisboa 1 Galeria Quadrum, Lisboa.
1986 – Altamira, Lisboa.
1987 – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 1 Galeria Quadrum, Lisboa.
1988 – Loja de Desenho, Lisboa.
1990 – Galeria Alda Cortez, Lisboa.
1992 – Galeria Giefarte, Lisboa.
1994 – Galeria Giefarte, Lisboa.
1997 – Galeria Trem, Faro.
1999 – Galeria Edicarte, Funchal.
2000 – Galeria Reverso (escultura), Lisboa.
2001 – Fundação Calouste Gulbenkian –C.A.M. Lisboa (pintura)

COLECÇÕES ONDE ESTÁ REPRESENTADO

Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
Ministério da Cultura
Museu de Arte Contemporânea
Caixa Geral de Depósitos
Parlamento Europeu
Numerosas colecções privadas
Numerosas colecções colectivas

Nos Artistas Unidos

2005 – A NOITE ALEMÃ E OS OUTROS DIAS – Teatro Taborda

EXPOSIÇÃO DE PINTURA DULCE ZAMITH

"As Quatro Estações"2007Acrílico s/ tela

Dulce Zamith

A MÚSICA DA COR
5 a 18 de Setembro

Casa Municipal da Cultura de Coimbra
Galeria do Átrio


Segunda a Sexta
9h00 às 18h30






domingo, 3 de junho de 2007

Obras de Robert de Niro em Portugal


Obras de Robert de Niro, Sr. em Portugal


O Lisbon Village Festival abre a sua segunda edição no próximo dia 7 de Junho, com a inauguração da exposição de pintura e desenho de Robert de Niro, Sr. no Palácio Galveias.
Esta é a primeira vez que Portugal recebe um conjunto de trabalhos representativos da obra deste autor.


Robert de Niro, Sr. nasceu em Siracusa (estado de Nova Iorque) no dia 3 de Maio de 1922 e faleceu em 1993, no dia do seu 71º aniversário. Aluno de Joseph Albers e Hans Hofmann, foi este último que mais o cativou.

Na Hans Hofmann School of Fine Arts, o jovem artista recolheu influências que o levaram a seguir o caminho do expressionismo e conheceu também Virginia Admiral, pintora de grande talento com quem viria a casar.

Dessa união nasceu um único filho, que foi registado com o mesmo nome do pai: Robert De Niro.

Robert de Niro, Sr. apresentou a sua primeira exposição individual em 1946, na Art of This Century Gallery, espaço dominado pela mítica Peggy Guggenheim.

Nesse ano, foi considerado pela crítica como uma promessa na sua geração, tendo alcançado o sucesso poucos anos depois, em galerias de primeiro plano.

Estabeleceu diálogos artísticos com Cézanne, Matisse e Bonnard e encontrou referências em Mantegna, Rembrandt, Corot, Ingres e Delacroix.

A singularidade da sua obra expressa-se através de um olhar atento sobre a história da arte, da qual era um profundo conhecedor.

Segundo Maria Nobre Franco, Comissária desta exposição, “Robert de Niro, Sr. pintou sobre a pintura.

O mais importante no seu trabalho era o gesto, o vigor e a espontaneidade. Num impulso, decidia-se pela pincelada larga ou pelo uso da espátula.

O traço e a cor solar eram trabalhados num processo de acumulação de estratos e num apagar constante com um pano embebido em terebintina.

Essas marcas e transparências são, aliás, visíveis na tela.

Num estilo inimitável, Robert de Niro Sr. partilhava a paleta da Escola de Paris e a pintura gestual da Escola de Nova Iorque”.

O testemunho de Virginia Admiral diz-nos ainda que “para Robert, o acto de pintar era algo de físico”.
A personalidade do artista afirmou-se também em textos sobre arte, na poesia e no seu trabalho como professor.

Viveu alguns anos em França e, mais tarde, mudou-se para São Francisco. Em 1979, refugiou-se no seu atelier no Soho, em Nova Iorque, rodeado de autores como Baudelaire, Rimbaud, Verlaine, Tennessee Williams, Anaïs Nin e Henry Miller.

Um solitário para quem a arte era, obsessivamente, a razão de ser.

É a descoberta desta fascinante personalidade que o Lisbon Village Festival propõe ao público português.

A exposição é gratuita e pode ser visitada até dia 8 de Julho.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Compositores escrevem sobre pintura

Pinturas Escritas” são o resultado de um jogo de linguagens.
Esta exposição do pintor Martinho Dias, inaugura, amanhã pelas 18h, no Museu Santos Rocha, na Figueira da Foz.

As obras poderão ser apreciadas até dia 1 de Junho.

A trilogia; música – texto – pintura, à qual se sobrepõe; autor – obra – intérprete, são os fundamentos deste projecto.

O artista explica o fundamento da exposição e a exposição "convidei diferentes compositores a quem lhes pedi a criação de uma composição plástica em forma de texto descritivo, no lugar da notação musical.

O texto, escrito livremente por cada um, contém deste modo a obra (pintura escrita) que foi posteriormente interpretada e executada por mim, ou seja, procurei dar forma à obra imaginada e escrita por cada compositor."

Temos assim: um compositor no lugar de um pintor, um texto no lugar de uma partitura e um pintor no lugar de um instrumentista/intérprete.

Os textos elaborados por cada compositor contêm indicações e sugestões, mais ou menos precisas, como; aspectos conceptuais, características das formas visuais e a sua localização no suporte, cores, expressividade, ritmos, ambientes...

Se alguns textos são mais exactos na escrita da pintura, outros dão mais liberdade ao intérprete.
No entanto, todos eles transportam música que se reflecte consequentemente na pintura, ou seja, todas as “Pinturas Escritas” espelham o universo musical de cada compositor-autor; as suas vivências, conceitos, materiais sonoros… no fundo, a sua música.

'Discurso ao Escorrer do Pensamento

Pintura Escrita por António Victorino
d'Almeida'
acrílico s/ tela
150 x 160 cm
2005

Compositores participantes:


António Victorino d’Almeida

Gianluigi Trovesi
Bruce Gertz

Kepa Junkera
Peter Ablinger

Dumisani “Ramadu” Moyo
Eurico Carrapatoso

Alzek Misheff
Michael Cain

Pauline Oliveros
Robert Rich

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Martinho Dias leva "Corpo Novo" ao Porto


“Preciso mesmo de tirar esta barriga nojenta que tenho.

Estou farta de me ver ao espelho e vê-la ainda mais saliente.
O chá não ajudou muito.
Hoje vou tomar outra vez.
Ainda parece que sinto em mim a porcaria das bolachas que comi ontem.

E ainda por cima, hoje comi mais.” A.L.


Naomi Wolf, feminista norte-americana, no seu livro ‘O Mito da Beleza’, fala da donzela de ferro, um instrumento de tortura da Alemanha medieval.

Era uma espécie de sarcófago com as formas de uma jovem bela e sorridente, e em cujo interior as vítimas, gordas ou magras, altas ou baixas, eram encerradas lentamente para que morressem de inanição ou fossem perfuradas por ferros pontiagudos.
Delicadamente, esse papel cabe hoje aos mass media, à indústria da moda e dos cosméticos.

Por sua vez, a cirurgia estética, tornou-se na solução para libertar homens e mulheres da opressão de estar fora dos padrões transformando o corpo que se encontra fora
do padrão num corpo da moda.

É o corpo-imagem e corpo-mensagem que se apresenta ao espelho da sociedade no palco das visibilidades.

A preocupação com a preservação da beleza e da juventude é legítima e tão antiga quanto a humanidade, porém, o culto da beleza contemporânea não aceita mais a fatalidade das rugas, flacidez ou envelhecimento e transformou-as numa obsessão.


CORPO NOVO é uma série de obras que têm como ponto de partida a beleza padronizada, o glamour, o culto das passerelles, a perfeição/imperfeição, a beleza que se mostra e a beleza que se oculta.
Para algumas destas obras convidei diferentes pessoas a darem o seu contributo, em forma de texto, manifestando as suas visões pessoais acerca da ‘beleza feminina’, do envelhecimento e da ‘máscara’.
Todas as respostas estão literalmente incluídas na pintura, sem, contudo, se fundirem e explicarem.
O texto torna-se também ele num corpo, eventualmente o corpo do seu autor.


Martinho Dias, Abril 2007


Depois de Lisboa, onde Martinho Dias expôs com grande sucesso e prestígio, chega a vez do Porto.

O pintor inaugurará a exposição "Corpo Novo", no próximo dia 4 de Maio pelas 21.30h, no Espaço Servantes.

A exposição de pintura poderá ser vista até dia 30 de Junho.