
Ele é o grande cantor romântico, a voz que milhares de fãs idolatram e enchem Pavilhões do Atlântico sucessivamente! Ele sozinho sem amigos em palco, tem lotado Coliseus, Campo Pequeno, Pavilhão Atlântico.
Para não falar do Olympia.
É o cantor que temos. Não vale a pena colocar etiquetas, canta e agrada a milhares de portugueses, sem subsídios, sem nomeações do Governo, mas com 20 anos de carreira e muitos discos de platina.
Não vale a pena fazer comparações ou ir buscar paralelos a outros nomes, nem actuais nem dos antigos. Claro que personalidades artísticas como Francisco José, Tristão da Silva ou Tony de Matos - eternos românticos - são imbatíveis.
Mas na actualidade também o Tony Carreira é imbatível!
Tony Carreira, "cantor de sonhos", actuou para mais de 34 mil pessoas em Lisboa
O cantor
Tony Carreira celebrou sexta e sábado no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, vinte anos de carreira em dois concertos há muito esgotados para cerca de 34 mil pessoas.
O cantor romântico voltou ao Pavilhão Atlântico, mas desta vez prometeu a maior produção de sempre da sua carreira, com convidados portugueses em palco e projecção de imagens que recordam as duas décadas de vida artística.
De acordo com a agente de Tony Carreira, os concertos foram gravados pela RTP para posterior transmissão televisiva.
Tony Carreira é actualmente um dos mais bem sucedidos cantores românticos da música ligeira portuguesa

, com uma discografia que já rendeu mais de um milhão de exemplares vendidos, de acordo com número avançados na autobiografia "A vida que eu escolhi", a editar este mês.
Tony Carreira começou a cantar ainda na adolescência quando formou o grupo Irmãos 5 em França, para onde emigrou com os pais na infância.
Os vinte anos de carreira são celebrados a partir da participação de Tony Carreira no Festival Figueira da Foz, em 1988, onde interpretou "Uma noite a teu lado". O primeiro álbum, "É Verão em Portugal", data de 1991 e no ano seguinte editou "Canta Canta Portugal", mas ambos passam despercebidos no mercado português e com vendas residuais.
Conquistou o primeiro disco de ouro em 1994 com o álbum "Português de alma e coração", onde já colaborava com aquele que viria a ser o seu parceiro na composição da maioria das canções, Ricardo Landum.
A grande mudança na sua carreira acontece em 1999 quando grava o álbum de baladas românticas "Dois corações sozinhos" e em 2000 quando pisou pela primeira vez o palco do Olympia, em Paris, um concerto que resultou num álbum ao vivo que atingiu a tripla platina.
Desde então, Tony Carreira é seguido por milhares de fãs em todo o mundo, já encheu os coliseus de Lisboa, o recinto do Campo Pequeno, em Lisboa, e actuou por duas vezes no Pavilhão Atlântico, em concertos sempre esgotados.
O álbum de 2004, "Vagabundo por amor", chegou às seis platinas e o mais recente de originais, "A

Vida que eu escolhi", de 2006, está prestes a chegar às oito platinas (160 mil exemplares)
"Cantar é a única forma que eu conheço para agradecer ao meu público tudo o que tem feito por mim. E enquanto sentir que me querem ouvir, não vou parar", diz o músico na sua autobiografia, definindo-se como "um cantor de cantigas de amor e de sonhos".
Além dos concertos em Lisboa, Tony Carreira actuará no dia 29 de Março no Pavilhão Multiusos, em Guimarães.
Para Maio estão previstos concertos na Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Canadá.
No Natal é esperado um novo álbum de originais.
Créditos: António M.Silva