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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Shakespeare em galego no Mimarte


SHAKESPEARE COM SOTAQUE GALEGO

EM“NOITE DE REIS”


Ao oitavo dia de “Mimarte”, da vizinha Galiza chegou ao palco da sala principal do Theatro Circo, mais um clássico das artes teatrais – “Noite de Reis” – do dramaturgo britânico William Shakespeare.


Interpretado pelo Centro Dramático Galego, de Santiago de Compostela, e dirigido por Quico Cadaval, “Noite de Reis” coloca em cena o naufrágio dos gémeos Sebastião e Violeta, na costa da ilha Ilíria.

Crendo que seu irmão morreu, Violeta faz-se passar por um jovem pagem e passa a servir na corte do duque Orsino, irremediavelmente apaixonado por Olívia.

Contudo, no trabalho interpretado por Suso Alonso, Maria Bouzas, Xan Cejudo, Marcos Correa, Susana Dans e Borja Fernandez, entre muitos outros, as trocas de identidade são mais do que aquelas que no início se revelam e os equívocos, enganos e situações hilariantes são uma constante até ao desfecho da comédia que se prevê com o resgate de Sebastião e a sua chegada à cidade.


Com um historial de 24 anos, ao longo do qual já produziu mais de sessenta espectáculos, o Centro Dramático Galego constitui uma unidade do Instituto Galego das Artes Cénicas e Musicais, tutelado pela Junta da Galiza, que tem por missão produzir e difundir espectáculos de teatro para toda a comunidade galega e também transfronteiriça.

Empenhado na encenação de peças do reportório dramático galego e internacional, clássico e contemporâneo, sendo que algumas das produções são especialmente concebidas para o público familiar e infantil, o Centro Dramático Galego estreou-se em 1984 com o projecto “Woyzeck”, de George Buchner, e prosseguiu com a encenação de autores tão variados como Roberto Vidal Bolaño, Rosalía de Castro, Otero Pedrayo, Garcia Lorca, Moliére, Óscar Wilde, Pirandello, Albert Camus, e muitos outros.

Na anterior edição do “Mimarte - Festival de Teatro de Braga”, a companhia galega apresentou, também com encenação de Quico Cadaval, a peça “Fantasmas Familiares”.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Escola de Mulheres no Mimarte!


“Teatro Ao Largo” apresenta clássico de Moliére,

a 2 de Julho (21h45) “ESCOLA DE MULHERES”

NO “MIMARTE 2008”


Habitual participante do “Mimarte”, o “Teatro Ao Largo”, de Vila Nova de Mil Fontes (Beja), regressa amanhã (2 de Julho, 21h45) ao Festival de Teatro de Braga com mais um clássico de Moliére – “Escola de Mulheres”.
Sob pena de ser transferido para o Theatro Circo, se as condições climatéricas a tal obrigarem, o espectáculo está agendado para o Rossio da Sé, palco privilegiado do certame bracarense.
Com encenação de Steve Johnston, a peça é protagonizada por Arnolfo, libertino pertinaz de meia-idade, que, ao fim de muitos anos a zombar dos maridos enganados pelas mulheres astutas, anuncia o seu casamento com a jovem donzela Inês.
Contudo, a inocência de Inês não é a que Arnolfo espera e os contratempos começam a surgir quando Horácio, seu amigo, lhe confidencia que está a ter um caso secreto com a angélica mas caprichosa Inês, ignorando que Arnolfo é seu noivo.
Fiel ao estilo que tem vindo a consolidar ao longo dos anos de actividade que se caracteriza por um forte contacto com o público através de uma proposta cénica enérgica e envolvente, rica em música e comédia física, o “Teatro Ao Largo”, na circunstância representado por Célia Martins, Nuno Nogueira, Rui Penas, Ana Freitas e Valdir Silva, traz ao palco do “Mimarte” mais um trabalho clássico e divertido, à imagem do que já anteriormente havia realizado com originais de Gil Vicente, Goldoni, Marlowe e António José da Silva, o Judeu.
Oriunda de Vila Nova de Milfontes, a “Teatro Ao Largo”, companhia que se dedica a levar o teatro profissional ao coração da comunidade, foi fundada em 1994 com o simples objectivo de levar espectáculos de teatro animado às vilas e aldeias do Alentejo.
Hoje considerado o principal grupo profissional de teatro itinerante em Portugal, o “Teatro Ao Largo” conta com um vasto reportório composto por espectáculos como “Mirandolina”, e “Os Gémeos de Veneza”, de Carlo Goldoni, “Auto da Lusitânia”, de Gil Vicente, “Arlequim”, de M. Lesage, “O Homem que Plantava Árvores”, de Jean Giono, “Amor e Baco”, de Ovídio e “A Mulher dos Cinco Maridos”, de Geoffrey Chaucer.
De igual forma, esta companhia alentejana tem abordado literaturas tradicionais, nomeadamente a africana e asiática, com espectáculos como “O Mercador do Cairo” (2002), baseado numa história antiga persa, “De Onde Vêm as Histórias” (2004), a partir de um conto popular zulu, e “O Macaco Gabarola” (2005), inspirado numa antiga fábula chinesa.
A “Teatro Ao Largo” tem trabalhado também temáticas portuguesas em peças como “Os Aviadores” (1998), “João Flautinha” (1999) “Mil e Quinhentos” (2000), “Os Mistérios do Montado” (2001), “Aqui Jaz um Poeta dum Cabrão” e “Uma Mesa Portuguesa com Certeza” (2002), “As Três Promessas” (2003) ou ”Quem Vela pelo Vale Verde?” (2005).
No “Mimarte” constitui já uma presença regular com as apresentações de “Amor e Baco” (2001), “O Homem que Plantava Árvores”, “O Mercador do Cairo” (2002), “A Fortuna” (2003), Dom Quixote (2005), “A Viúva Astuta” (2006) e “Doutor Fausto” (2007).

Mimarte muda de palco!!!


ALTERAÇÕES CLIMATÉRICAS MUDAM

“MIMARTE” PARA O THEATRO CIRCO


A previsão de alteração das condições climatéricas que se têm registado nos últimos dias motiva a deslocação para a sala principal do Theatro Circo da representação dramática prevista para hoje (terça-feira, 1 de Julho) na programação do “Mimarte 2008 - Festival de Teatro de Braga”.

“Os Filhos do Esfolador”, trabalho dramático levado à cena pela “Jangada Teatro” no quinto dia deste certame promovido pelo Pelouro Municipal da Cultura, mostra-se, assim, às 21h45, mas na sala grande daquele espaço cultural.

Agendado para o Rossio da Sé, palco principal do Festival de Teatro de Braga, o espectáculo mantém o acesso gratuito para todos os espectadores.

Dando seguimento à dramatização de textos nacionais, a companhia “Jangada Teatro” apresenta, neste contexto, uma inesperada adaptação de textos de Camilo Castelo Branco e do premiado valter hugo mãe, que narra a história de Pinto Monteiro, personagem que cedo se faz à vida através da mais fina ladroagem.

Interpretado por Faria Martins, Luiz Oliveira, Patrícia Ferreira, Vânia Pereira e Xico Alves, o trabalho “Os Filhos do Esfolador”, na circunstância encenado por Joaquim Nicolau, coloca em cena um falsário de grande qualidade, dotado de rara lábia e cujas artes cedo se fizeram notar, distinguindo-o da humildade característica da sua família.

O Mimarte continua a sua festa teatral

"Jangada Teatro" no Mimarte - Festival de Teatro de Braga
"OS FILHOS DO ESFOLADOR"JUNTAM CAMILO E VALTER HUGO MÃE
Terça-feira > 1 Julho > 21h45 > Rossio da Sé

Dando seguimento à dramatização de textos nacionais, o "Jangada Teatro" (Lousada) apresenta esta terça-feira (1 de Julho, 21h45), no Rossio da Sé, "Os Filhos do Esfolador", resultado de uma inesperada adaptação de textos de Camilo Castelo Branco e do premiado valter hugo mãe que narra a história de António Pinto Monteiro, personagem que cedo se faz à vida através da mais fina ladroagem.
Interpretado por Faria Martins, Luiz Oliveira, Patrícia Ferreira, Vânia Pereira e Xico Alves, o trabalho "Os Filhos do Esfolador", na circunstância encenado por Joaquim Nicolau, coloca em cena um falsário de grande qualidade, dotado de rara lábia e cujas artes cedo se fizeram notar, distinguindo-o da humildade característica da sua família.
«Mandado para o Brasil aos 11 anos por um beneditino que acreditava assim poder compor as suas naturais tendências para os actos criminosos, Pinto Monteiro acaba por se tornar num activo malandro, imiscuído na política, na maçonaria e agindo mesmo contra o Imperador.
Por desgraça, tocaram-lhe as chicotadas de um militar imperialista que, no bulício do açoite, acabaram por cegá-lo.
Imerso nas mais profundas trevas, nem por isso se redime, muito pelo contrário, pois desenvolve uma trafulhice que tem tanto de competente como de caricato.
Regressado a Portugal, a Landim, de onde era natural, muito fausto lhe assistia, sobretudo à mesa...»

O "Jangada Teatro" surge do encontro de cinco artistas, com experiência em outras companhias no campo da interpretação e, em alguns casos, na encenação. Inicia as suas actividades em 1999, utilizando o Auditório Municipal de Lousada como sede social e artística, na prossecução de objectivos de descentralização e formação de público, através da itinerância e da produção de espectáculos de qualidade para todas as idades. Paralelamente à criação e produção de espectáculos, programa e organiza o "Folia - Festival de Artes do Espectáculo de Lousada", uma proposta inovadora na região, com um leque variado de espectáculos oriundos de várias paragens. No "Festival de Teatro de Braga", o grupo apresentou já as peças "Zooling Park" (2003),"Zé do Telhado" (2005) e "O Morgado de Fafe em Lisboa" (2006). O "Mimarte - Festival de Teatro de Braga" é uma iniciativa do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga.

sábado, 28 de junho de 2008

Companhia do teatro do Mar no Mimarte em Braga


"Nusquam" Festival de Teatro de Braga

MIMARTE LEVA TEATRO DO MAR À ARCADA


A Companhia Teatro do Mar, de Sines, estreia este sábado (28 de Junho, 21h45) no "Mimarte - Festival de Teatro de Braga", a peça "Nusquam".

Da autoria e encenação de Julieta Aurora Santos, o trabalho dramático sobe ao palco da Arcada, espaço ao ar-livre de acesso gratuito.

"Nusquam", interpretado por Carlos Campos, Luis Mosteias, Sandra Santos e Sérgio Vieira, apresenta «o retrato possível do Homem contemporâneo na busca de si próprio e da sua razão de ser no mundo».

Especializada num género teatral designado por "teatro físico", o Teatro do Mar construiu este trabalho em torno de uma busca de modelos/ideais e do conflito gerado entre o idealismo e respectiva incapacidade de concretização de quatro personagens que, consequentemente, as isola e conduz a uma gradual ruptura com a realidade.

Tendo por objectivo constituir a base para uma reflexão sobre um sistema que através de ideais de beleza, status, competição ou, contrariamente, da exclusão social, têm vindo a provocar uma maior alienação e isolamento, "Nusquam" coloca em cena personagens que representam o limbo do Homem contemporâneo, cada vez menos predisposto ao questionamento e ponderação.

Fundado em 1986 como companhia de teatro físico, itinerante e vocacionada para audiências mais jovens, o Teatro do Mar diferencia-se pela linguagem multidisciplinar de carácter contemporâneo que aplica nas suas criações, agregando ao teatro outras artes como o novo circo, dança, música, artes plásticas e novas tecnologias, por forma a produzir uma significação comum e global.

Estreante no Mimarte, o Teatro do Mar já produziu mais de cinquenta produções teatrais que levou não só a festivais nacionais – FITEI (Porto), Imaginarius (Santa Maria da Feira), Festival Gil Vicente (Guimarães), entre outros – mas também a eventos internacionais, designadamente na Alemanha, Polónia e Espanha.

domingo, 8 de junho de 2008

Espectáculo com excêntricos em Braga


“YARD DOGS ROAD SHOW”


BURLESCO REGRESSA AO THEATRO CIRCO “Yard Dogs Road Show”, excêntricos representantes do burlesco, regressam a Braga um ano após uma digressão de sucesso por todo o país.

Vão estar no Theatro Circo a 13 e 14 (22h00), para dois novos espectáculos ao estilo das mais sensuais, multifacetadas e electrizantes trupes circenses.

Inconfundíveis pela mágica fusão do burlesco e “vaudeville” do velho oeste americano e pela sempre irresistível sedução do “cabaret” que apresentam nas suas performances, os “Yard Dogs” regressam com números inéditos praticados pelos sempre enigmáticos malabaristas, bailarinas exóticas, ousados faquires, cuspidores de fogo e talentosos músicos daquele que é já considerado «um dos mais fabulosos circos do mundo».

Numa breve digressão de seis datas em território nacional, a que se seguem actuações em França, Inglaterra e o regresso aos palcos norte-americanos, com performances agendadas para São Francisco, Atlanta, Nova Iorque e muitas outras cidades, o agrupamento, que «emerge de um espaço intemporal de união entre a antiga alquimia teatral e a cultura pop moderna», traz a Braga um inflamado espectáculo musical em que predominam a sensualidade dos mais ousados “cabarets” e o risco dos malabarismos mais enigmáticos, interpretados por 30 elementos, de que se destacam os já mediáticos Tobias, “The Mystic Man”, Hellvis, ou as atrevidas bailarinas do “Black and Blue Burlesque”.

Ultrapassando a tradicional dimensão das artes circenses, os “Yard Dogs Road Show” exigem ao público uma sensibilidade única para o subtil e para o absurdo que dominam a viagem visual e sonora através das histórias, verdadeiras ou ficcionadas, protagonizadas pelos mais inesperados personagens que ao som dos reinventados “blues” e “rock’roll” da “Yard Dogs Cartoon Gypsy Band” se vão transformar num inevitável “voodoo” capaz de hipnotizar qualquer espectador.


A bordo de uma Ford Galaxy 500, de 1967, foram já largas as dezenas de espaços de renome que acolheram o “cabaret” itinerante de Eddy Joe Cotton, de que se distinguem o “Knitting Factory”, em Hollywood e Nova Iorque, o “Bluebird Theater”, em Denver, ou o “Orpheum Theater”, no Arizona.

Deste percurso sobressaem ainda as colaborações com o prestigiado “Cirque Du Soleil”, “Lucas Films”, “Teatro Zinzanni”, “Red Bull” e “New Belgium Brewery”.

Com um electrizante sentido de liberdade que se materializa numa performance única e multifacetada, o projecto, que surgiu em 1998 pela junção de apenas três elementos e que contribuiu inequivocamente para o renascimento da nobreza do espectáculo itinerante, resulta agora, após nove anos passados na estrada, num genial e provocante espaço atemporal de união entre a química do antigo teatro de rua com a moderna cultura popular norte-americana.

sábado, 7 de junho de 2008

" Os Lusíadas " pela Compania de Teatro de Braga


“OS LUSÍADAS”
OBRA MAIOR DA LITERATURA PORTUGUESA

VISTA POR ALEXEJ SCHIPENKO


A Companhia de Teatro de Braga estreia a 10 de Junho (21h30) “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, trabalho com encenação e dramaturgia de Alexej Schipenko.

Consubstanciada numa «longa, estranha e assombrosa Viagem no Tempo, vivida por um punhado de Lusos, projectados num Futuro e tornados heróis pela Ideia e pela Pena de Luís de Camões», a adaptação teatral da obra mais emblemática da literatura portuguesa – que tem antestreia agendada para 9 e estará em cena de 10 a 12, a 17 (sessão para escolas) e de 20 a 22 deste mês – propõe a transformação do texto numa forma visual protagonizada pelos indispensáveis Luís, Vasco, Adamastor, Mouros, pelo Rei de Melinde e pelas Ninfas, entre muitos outros.

«A principal situação inscrita no poema é uma viagem, um trajecto, um estado de trânsito», expõe o encenador russo que, ao mesmo tempo, revela que «o importante não é aquilo que acontece mas como acontece».

Protagonizado por Carlos Feio, Rui Madeira, Rogério Boane, Jaime Soares, Solange Sá, Teresa Chaves e Puppa Formusura, actores responsáveis pela interpretação de um pequeno, mas aguerrido, grupo de portugueses que, a bordo da Nave Especial, prossegue com a saga de querer “dar novos mundos ao mundo”.

O trabalho dramático, destinado a um público maior de 16 anos, materializa-se numa «longa, estranha e assombrosa Viagem no Tempo, vivida por um punhado de Lusos, projectados num Futuro e transformados heróis pela Ideia e Pena de Luís de Camões.

Desta forma, no seguimento do trabalho desenvolvido a partir do “Auto da Barca do Inferno”, a Companhia de Teatro de Braga regressa com “Os Lusíadas”, transmutados na sua forma pelo olhar de Schipenko, a mais uma incursão exploratória pelo universo da Língua e da Literatura Portuguesas.

Na tentativa de desmistificar a forma pedagógica que transmite “Os Lusíadas” de geração em geração, a Companhia de Teatro de Braga coloca, agora, em acção o projecto que idealizava há já três anos – a “entrega” a Alexej Schipenko da «Obra Portuguesa» e, consequentemente, de «de uma grande parte da “nossa” identidade».

Considerado um dos mais radicais autores russos, Schipenko iniciou em 2005 um processo de colaboração com a Companhia de Teatro de Braga que resultou já na criação e encenação das peças “A Vida Como Exemplo” e “Praça de Touros” (2006).

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Señor Coconut actua em Braga


SEÑOR COCONUTand his orchestra
ÊXITOS DA POP INTERNACIONAL

SOB A FORMA DE RITMOS TROPICAIS


Em digressão mundial, Señor Coconut e a sua orquestra apresentam em Braga, a 6 de Junho (22h00), o recém-editado “Around The World”, álbum composto por versões tão dançáveis quão “calientes” de temas como “Kiss” (Prince), “Smoke on the Water” (“Deep Purple”), “Around the World” (“Daft Punk”) ou “Sweet Dreams” (“Eurythmics”).
Inconfundível pela extravagante fusão de sonoridades latinas com a electrónica, Senõr Coconut, músico de origem germano-chilena que se faz acompanhar pelo seu cúmplice de longa data Argentis Brito e pela indispensável e enérgica orquestra de ritmos latinos, transforma em irresistíveis e divertidos mambos, salsas, merengues, boleros e cha-cha-cha’s os mais diversos sucessos da música “pop” e “rock”.
Presença assídua no cenário musical electrónico de Frankfurt no início dos anos 90, Uwe Schmidt, músico de várias identidades mais conhecido como Señor Coconut, regressa aos palcos internacionais com o seu quarto trabalho discográfico no qual recupera as versões electrolatinas dos maiores êxitos musicais.
Aclamado pelos adeptos da música techno, industrial e experimental através dos trabalhos editados sob outros nomes e pelas colaborações com inúmeros artistas, Schmidt criou o enigmático Señor Coconut em 1997, ano em que se mudou de Frankfurt para Santiago do Chile e lançou o seu primeiro álbum, “El Gran Baile”.
Contudo, foi apenas em 2000, com “El Baile Alemán” que “Señor Coconut y Su Conjunto” atingiu o reconhecimento público e o sucesso internacional.
Com este projecto, Schmidt fez a única coisa lógica que um músico de electrónica alemão, fascinado pelos ritmos e instrumentação latinos poderia fazer: versões, em estilo tropical, dos sucessos do mítico grupo alemão Kraftwerk, como “Showroom Dummies”, “Trans Europe Express” e “Autobahn”, entre outros.
Após uma aclamada digressão com este trabalho, Schmidt começa a apresentar-se em público como “Señor Coconut and His Orchestra” gravando êxitos como “Smooth Operator”, de Sade, ou “Riders on the Storm”, dos Doors, para “Fiest Songs”, álbum lançado em 2003 com o novo estilo electrolatino.
Em 2005 é lançado “Señor Coconut Presents Coconut FM: Legendary Latin Club Tunes”, primeiro trabalho editado pela “Essay Recordings” e composto por uma selecção de temas “reggaeton”, “funk” carioca e “cumbia” que esbatiam as fronteiras entre “underground” e “mainstream”.
Em 2006, para o lançamento de “Yellow Fever”, Senõr Coconut dedicou-se ainda à reinterpretação dos maiores êxitos dos japoneses “Yellow Magic Orchestra”, grupo dos anos 70 liderado por Ryuichi Sakamoto.

" Trash Pour 4 " em Braga


TRASH POUR 4

RECICLAM CLÁSSICOS DA “POP”


Do Brasil, embora em vários idiomas, chegam a Braga a 4 de Junho (22h00) os “Trash Pour 4”, banda que se afirmou internacionalmente pela «releitura inteligente e bem-humorada» de clássicos da música “pop”, de várias épocas e estilos como “Material Girl”, de Maddonna; “A Little Respect”, dos Erasure; “Billie Jean”, de Michael Jackson; “Take On Me”, dos A-ha; “Father Figure”, de George Michael, entre muitos outros.
Em contexto de primeira digressão europeia, que incluiu já a passagem pelo palco do Festival de Cinema de Cannes e por Londres, os “Trash Pour 4” trazem a Braga o resultado de quatro anos de carreira artística assinalados por dois álbuns de sucesso, estando previsto o lançamento do terceiro para 2009, e por inúmeras e entusiásticas actuações ao vivo compostas também pela interpretação de temas originais.

A premissa do grupo oriundo de São Paulo, que se destaca pela sonoridade acústica, figurinos sofisticados e “lay-out” elegante, é não só entreter, fazer cantar e dançar, mas também «contribuir para a criação de novos critérios, novas formas de ouvir música popular, criar plateias mais abertas, com mais interesse em descobrir o diferente, o surpreendente e a mistura de géneros e linguagens».

Formado em 2004 a partir da fusão dos talentos de Natália Mallo (voz, baixo e produção), de Mariá Portugal (bateria e voz), de Gustavo Ruiz (guitarra e violino) e de Dudu Tsuda (teclados), os “Trash Pour 4” emergiram da vontade comum de, num ambiente de total despretensão e liberdade, produzir novos arranjos para músicas conhecidas, clássicos da “pop” e, em alguns casos, canções esquecidas pelo público devido à sua sonoridade “demodé”.

Contudo, a transformação do projecto num produto de sucesso entre o público e a crítica especializada aconteceu apenas em 2005 com o interesse da editora “MCD” e consequente lançamento do álbum de estreia, “Recycle Vol.1” que conquistou a nomeação para os “Prémios TIM de Música”, na categoria de “Melhor Disco em Língua Estrangeira”.

Num verdadeiro processo de reciclagem, a banda, que adopta como referências vários quadrantes musicais, que vão de nomes como Caetano Veloso ou Beatles até géneros como música cigana ou clássicos judaicos, apresentou no seu primeiro trabalho um reportório constituído por uma versão jazzística de “Material Girl”, de Madonna, pelo clássico “Close To You”, de Burt Bacharat e Hal David em estilo “up beat”, “Volare” de Domenico Modugno e mesmo pelo famoso bolero “Quizás, Quizás, Quizás”, entre outros.

Intitulado “Super Duper” (2006), o segundo trabalho discográfico do quarteto paulistano distingue-se do seu antecessor pela inclusão de temas clássicos da música popular brasileira, concretizando, desta forma, a releitura de autores consagrados como Chico Buarque, Dorival Caimmy ou Alcione.

Com um tom assumidamente mais roqueiro, resultado de um inevitável processo de maturação da banda, “Super Duper” chama a atenção ainda pelas recriações de “Careless Whisper”, de George Michael, “You’re So Vain”, de Carly Simon, e de “Lithium”, dos Nirvana, transformado num típico “chorinho” carioca.

domingo, 1 de junho de 2008

Bill Callahan em Braga


BILL CALLAHAN
NOME DE CULTO DA MÚSICA
“FOLK”
APRESENTA “WOKE ON A WHALEHEART”

Mais conhecido por “Smog”, o cantor e compositor norte-americano Bill Callahan traz ao theatro Circo, a 2 de Junho (22h00), “Woke on a Whaleheart”, primeiro trabalho discográfico editado em nome próprio.

Ritmos “folk” experimentais, letras profundas e uma delicada tendência para o humor negro, característica menos acentuada neste novo projecto, são algumas das particularidades que fazem de Callahan um dos nomes em destaque no contexto “indie” internacional.

Com primeira parte assegurada por Alasdair Roberts, cantor e guitarrista escocês que trás na bagagem as sonoridades melódicas do recente “The Amber Gatherers”, Bill Callahan traz a Braga o projecto resultante de uma mistura de géneros tão distintos como “gospel”, “blues”, “folk”, “rock” e “country” que deixa antever uma viragem no estilo que caracterizou um percurso de duas décadas.

Se, enquanto “Smog”, o autor de “Woke on a Whaleheart” usou o experimentalismo como base para temas dominados por uma melancolia e um humor negro, presente na maioria dos poemas que compunha, o seu reaparecimento artístico em 2007 – como Bill Callahan – desvenda maior concentração no processo de composição e escrita de canções reveladoras de um estado de espírito menos obscuro, mais optimista, não cedendo, contudo, ao conformismo.

Reflexo desta nova postura, “Woke on a Whaleheart”, álbum em que a voz de barítono de Callahan adquire um destaque nunca antes atingido.

Abre com “From the Rivers to the Oceans” e prossegue com “A Man Needs a Woman or a Man To Be a Man”, com o “single” de apresentação “Night” e “Sycamore”, entre outros temas que se consubstanciam em «autênticos momentos de intimismo e paz interior».

Natural de Maryland, Bill Callahn iniciou-se no universo musical com um estilo “rock underground” de que resultaram canções, praticamente isentas de estrutura melódica, que fizeram parte do primeiro álbum, “Sewn to The Sky”.Com a assinatura de contrato com a editora “Drag City”, Callahan passou a ter ao seu alcance recursos que lhe permitiram uma crescente profissionalização, reflectida em projectos compostos por uma instrumentação mais simples e poemas mais elaborados e consistentes e dos quais são exemplo “Rain on Lens”, “Supper” ou “A River Ain’t Too Much to Love”.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Jacinta canta Zeca Afonso em Braga


Zeca Afonso regressa a Braga

sob a forma de “Convexo”

JACINTA

20 Maio > 22h00


Jacinta, nome em destaque no contexto jazzístico português, apresenta no Theatro Circo a 20 de Maio (22h00) o seu mais recente trabalho: “Convexo”, trabalho de homenagem à obra de Zeca Afonso.

Concebido com o intuito de «promover a música portuguesa, mas sobretudo reconhecer o cantor e a sua obra», “Convexo” traduz-se numa trabalho «quase inevitável» no percurso profissional de Jacinta que neste projecto interpreta alguns dos temas mais emblemáticos de José Afonso através de uma linguagem jazzística.

Na voz inconfundivelmente «quente e possante» de Jacinta o público bracarense tem oportunidade de ouvir as recriações de “A Formiga no Carreiro”, “Cantigas de Maio”, “A Morte Saiu à Rua” ou “Era um Redondo Vocábulo”, entre outras composições do cantor e poeta cujo nome ficou historicamente associado à canção de intervenção portuguesa e que, na circunstância, surgem com uma forte abordagem rítmica que lhes confere frescura e modernidade.

Reconhecida em 2007 pela iniciativa “O Melhor da Europa” como a melhor jovem artista de “jazz” do continente europeu, Jacinta, que se distingue no contexto musical português pela impressionante intonação e comando vocal e pela emoção que transmite em palco, características às quais acresce um “swing” sólido e natural, iniciou o seu percurso artístico no estudo de música clássica em piano e composição.

Após algumas experiências enquanto cantora e instrumentista em projectos de áreas diversas, tendo mesmo liderado um grupo de “rock sinfónico”, Jacinta, que em 2001 foi distinguida com o prémio “Músico Revelação 2001” do programa “Cinco Minutos de Jazz” da RDP-Antena 1, dedicou-se em pleno ao mundo do “jazz”.Primeira artista portuguesa a ser editada pela prestigiada “Blue Note Records”, mudou-se em 1997 para Nova Iorque onde fez o Mestrado em Jazz Vocal pela “Manhattan School of Music”.

Para além de um intenso processo de formação que incluiu “workshops” com grandes nomes do “jazz” contemporâneo, Nova Iorque foi ainda palco das suas primeiras actuações profissionais.Em 2001, a convite do trompetista e produtor Laurent Filipe, Jacinta apresenta ao vivo o projecto “Tributo a Bessie Smith”, que, dois anos mais tarde, culmina na homónima edição discográfica galardoada com disco de ouro, feito nunca antes atingido na história do “jazz” português.

Após o êxito conquistado com o álbum de estreia e da aclamação pela crítica nacional, a cantora que foi apelidada de «grande vocalista do momento» e detentora de uma «voz forte e soberana» dedicou-se à descoberta de novas sonoridades e abordagens, que se materializaram nos projectos “Jacinta canta Monk” e “Jacinta canta Brasil”.

Em 2006, Jacinta assinalou uma nova etapa da sua carreira com o lançamento de “Day Dream”, álbum que inclui a interpretação de temas de compositores tão variados como Djavan, Cole Porter, Tom Jobim, Duke Ellington, Zeca Afonso, Martin e Monk.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Concerto no Auditório do Teatro Circo



REVL9N

Pop”, “electro” e “punk” em fusão
17 Maio > 22h30

Auditório Theatro Circo



O Theatro Circo abre o seu auditório às 22h30 de 17 de Maio para acolher Maria Eilersen e Nandor Hegedüs, dupla sueca mais conhecida como “Revl9n”.

Detentores de uma sonoridade que resulta da mistura de estilos “pop”, “electro” e “punk”, os “Revl9n” têm vindo a recusar, desde o seu aparecimento em 1998, a cedência ao som comercial ou a uma evolução musical estática, procurando antes novos ritmos sem perder o drama e o sentido subversivo e enigmático do seu estilo “pop”.

Deste estilo de tons negros e contornos dançáveis, a espaços contaminada por estridentes guitarras, resultaram temas como “Someone Like You”, “Hello Baby”, “Muscles” ou “Walking Machine”, que colocaram o projecto entre os nomes de maior referência no contexto “pop electrónico” actual.

Originalmente constituído por quatro elementos, o grupo sueco apresentava arranjos mais tradicionais do que aqueles que começaram a produzir aquando do abandono do projecto por parte do baterista, entretanto substituído pela percussão virtual.

Com três trabalhos discográficos gravados – “Revl9n”, “Walking Machine 12” e “Waiting For Desire + 9 Nuances of Skacid EP” – que constituíram, na sua maior parte, sucessos de vendas na Suécia, os Revl9n têm vindo, nos últimos anos, a afirmar-se em contexto internacional através de um som que os próprios definem como «frágil e brutal, vulnerável e visceral, despojado e sensual».

«Estamos muito confortáveis com o som que produzimos», afirma Maria Eilersen, que reconhece ter existido uma empatia imediata com as sonoridades do projecto desde o início.

Contudo, a vocalista dos “Revl9n” não deixa de enfatizar o desejo de perfeição que orienta o percurso artístico da banda e que transparece tanto dos vários trabalhos editados como das apresentações ao vivo, admitindo que, embora com o passar do tempo tenham criado «uma identidade própria», ainda se encontram «em pleno desenvolvimento».

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Recitais do Conservatório em Braga



Quarteto de Cordas, Orquestra e Quinteto de Sopros do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian

RECITAIS DO CONSERVATÓRIO

15 (19h00), 25 (11h00) e 29 (19h00) de Maio




A par dos já habituais “Sons do Conservatório” (25, 11h00), este mês protagonizados pela sua Orquestra de Sopros, o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian leva ainda ao palco do Theatro Circo dois recitais de música de câmara, apresentados no salão nobre pelo Quarteto de Cordas e pelo Quinteto de Sopros, acontecendo o primeiro já hoje (15 de Maio, 19h00) e o segundo a 29 de Maio (19h00).

Designado “Sons do Conservatório”, este programa – que resulta de uma parceria entre o Pelouro Municipal da Cultura, o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian e o próprio Theatro Circo – dá mais uma vez cumprimento aos objectivos deste complexo cultural: fomentar e induzir a produção e co-produção de conteúdos culturais de iniciativa local e regional.

Com direcção musical do maestro Nelson Braga, o concerto didáctico tem como intérpretes os alunos deste estabelecimento de ensino integrados nos 5.º, 6.º e 7.º anos de escolaridade.

Realçando a importância da participação de alunos muito jovens, «aspecto inédito em todo o país», Carlos Meireles, vice-presidente do Conselho Executivo do Conservatório de Braga salienta igualmente o resultado positivo que estes concertos têm vindo a proporcionar, constituindo «uma forma privilegiada de mostrar à cidade as actividades da instituição».

Para além de dar a conhecer à comunidade o trabalho efectuado nesta escola de artes musicais, o concerto didáctico, composto pela apresentação e interpretação das obras musicais, tem como objectivo a maior familiarização do público com os instrumentos que compõem a orquestra de sopros e a sua sensibilização para a música orquestral.


RECITAIS NO SALÃO NOBRE

Violinos, viola-d’arco e violoncelo são os instrumentos que no concerto de hoje dão som a obras de compositores como W. A. Mozart, L. Van Beethoven e A. Dvorák, interpretadas pelo Quarteto de Cordas da Classe de Música de Câmara de Emanuel André Melo.

O Conservatório de Música Calouste Gulbenkian regressa ainda em Maio (29, 19h00) ao salão nobre do Theatro Circo com um recital de música de câmara, desta vez interpretado pelo Quinteto de Sopros da Classe de Música de Câmara de António Silva, durante o qual os espectadores podem assistir à interpretação, em trompete, trompa, trombone e tuba, de composições de G. Haendel, J. S. Bach, G. Bizet e H. Mancini, entre outros.


quarta-feira, 23 de abril de 2008

" … como as cerejas" no TAGV

29 de Abril às 21h30
Teatro Académico de Gil Vicente
Coimbra
A partir de um poema de Samuel Beckett, retirado de «Poèmes, suivi de Mirlitonnades» e de textos da novela «Tic-Tac» de Suso de Toro

algures ...
…um bar... um balcão... um espaço cénico austero, essencial, sugestivo... mágico, um lugar de filósofos anónimos...um lugar de viagem, de fuga, de partida e de chegada, de onde quase nunca se quer partir ou chegar...
... um lugar de onde se parte para uma viagem de ida e volta pela infância e diversos outros aspectos da existência humana...
a personagem ...
... um homem que fala, fala e fala, manifestando um profundo desencanto e um arrepiante desassossego...
... um desajustado da sociedade, sem “família”, sem trabalho, sem amigos, que sempre viveu na sombra de sua mãe... sensível, tremendamente sincero, despudorado, disserta sobre o mundo que o rodeia, a vida, o sexo, a masculinidade, o facto de morrermos enquanto crianças porque nos tornamos adultos, o trabalho, a pedofilia, a exclusão social, etc., de uma forma intuitiva, empírica, mas muito particular.
... é o conto de uma imensa frustração existencial... de solidão... de desespero... de revolta... morte lenta de uma vida agastada, retida, falha de oportunidades, coberta de preceitos, preconceitos e conceitos religiosos com pés de barro.
Adaptação de textos Carlos Blanco, Cândido Pazó, Xosé Antón Porto e Vítor Filipe Tradução, encenação e interpretação Vítor Filipe Produção Mar a Mar. Teatro
Preçário
Preço normal 10,00€ Preço estudante 8,00€Preço Amigo/a TAGV e Protocolo de Teatro TAGV 5,00€
Informações e reservas
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República, Coimbra
http://www.uc.pt/tagv
http://blogtagv.blogspot.com/
Bilheteira
Horário 17h00-22h00
Telefone 239 855 636
E-mail
teatro@tagv.uc.pt

terça-feira, 22 de abril de 2008

José Mário Branco actua em Braga


JOSÉ MÁRIO BRANCO




A solo, com a guitarra, José Mário Branco apresenta-se na Sala Principal do Theatro Circo a 24 de Abril (22h00) para dar voz a algumas das mais emblemáticas canções que foi compondo e interpretando ao longo de um percurso de trinta anos.
Expoente da música de intervenção, José Mário Branco, que se afirmou também pela dimensão assumidamente activista, destaca-se actualmente como um dos nomes notáveis da música portuguesa, estatuto conquistado pelo intenso trabalho a solo e pelas inúmeras colaborações que desenvolveu com músicos como José Afonso, Sérgio Godinho, Luís Represas, Fausto ou Camané, entre muitos outros.

Criador de um vasto reportório, José Mário Branco adquiriu grande visibilidade e reconhecimento junto do público com as obras “Ser Solidário”, “Margem de Certa Maneira”, “A Noite” e o emblemático “FMI”, projecto síntese do movimento revolucionário português.

Embora voluntariamente afastado de um quase inevitável mediatismo, José Mário Branco mantém-se, desde há mais de trinta anos, altura em que lançou o seu primeiro trabalho discográfico – “Seis Cantigas de Amigo” – em permanente actividade, dividindo-se por áreas tão diversas como a canção, composição, representação, orquestração, cinema, militância ou cooperativismo.

Após o lançamento de cerca de duas dezenas de álbuns e da produção de inúmeros temas para cinema e teatro, José Mário Branco regressa em 2004 às edições discográficas com “Resistir é Vencer”, mais um projecto de carácter activista consubstanciado por uma homenagem ao povo timorense que, durante décadas resistiu à ocupação por forças militares da Indonésia.
Com uma forte ligação à consciência revolucionária portuguesa e aos diversos movimentos que dela derivaram, o cantor natural do Porto, que se destaca pelas elevadas classificações obtidas em Linguística, licenciatura em que ingressou em 2006 na Universidade Clássica de Lisboa, esteve exilado em França durante os onze anos que precederam a revolução de 25 de Abril de 1974, dando continuidade no estrangeiro à actividade cultural que entretanto havia iniciado em Portugal.
Para além da fundação da cooperativa cultural “Groupe Organon” e do primeiro grupo de teatro amador português em França, com o qual criou e interpretou as peças “A Comuna de Paris”, “O Racismo” e “A Jovem Poesia Inglesa e Americana”, José Mário Branco dedicou-se, ainda durante este período, à realização de centenas de recitais na Inglaterra, Suíça, Bélgica, Holanda, Alemanha e Itália.
Regressado a Portugal, deu seguimento ao diversificado percurso artístico que o caracteriza e que ficou assinalado, a par da composição, interpretação e produção musical, por acontecimentos como a fundação de diversas entidades de produção cultural (Grupo de Acção Cultural, Teatro do Mundo, União Portuguesa de Artistas e Variedades).

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Os eslovenos "Laibach " actuam em Braga

“LAIBACH”
BANDA ESLOVENA APRESENTA “VOLK”

EM EXCLUSIVO





“Volk”, palavra alemã que significa povo ou nação, é o título do novo trabalho dos eslovenos “Laibach”, que a 5 de Abril (22h00) se apresentam em concerto exclusivo no Theatro Circo.

Em “Volk”, a banda que já se encontra no activo desde a década de oitenta e que foi erroneamente identificada com o neofascismo devido ao guarda-roupa e símbolos com que subia ao palco, inclui uma perspectiva muito particular de 14 países através dos seus hinos, símbolo maior de todas as nações.

Misturando instrumentos de cordas, electrónica e música industrial, contraponto sobre o qual a banda sempre construiu as suas composições, os “Laibach” adornam cada hino, interpretado, no seu próprio idioma, por cantores representantes de cada país, com comentários em inglês.


Com a interpretação dos temas “Germania”, “America”, Anglia, “Yisr’el” “Slovania”, “Vaticanae” ou “NSK” (Neue Slowenische Kunst, Estado de carácter ideológico que formaram em 1984), entre outros temas, os “Laibach” afirmam ter como objectivo para este décimo segundo trabalho uma «abordagem pertinente ao contexto político actual, deixando uma mensagem de alerta para as gerações futuras».
Nunca se acomodando ao rótulo de simples banda musical, o colectivo esloveno propôs-se, desde a sua formação em 1980, a derrubar barreiras não só físicas, mas acima de tudo, mentais e ideológicas.


Caracterizados por um estilo industrial, que, ao longo dos anos, assimilou outras tendências, os “Laibach”, que preferem ser conhecidos pelo nome do projecto, deixando para segundo plano as identidades individuais dos seus membros, distinguem-se pela controversa dimensão política que imprimem a todos os projectos.
Com a primeira actuação cancelada pelas autoridades devido à ostentação de símbolos polémicos e mantidos, pelos serviços militares, longe dos palcos até 1981, os “Laibach”, afirmam-se, perante as acusações de fascistas, «tão fascistas quanto Hitler foi pintor».
Actuando pela primeira vez em Liubliana, capital da Eslovénia, em 1982, a banda apresenta-se em palco com a sua já inconfundível postura radical e prossegue com espectáculos por toda a Jugoslávia.


Após uma polémica primeira apresentação televisiva, altamente censurada pelas autoridades, os “Laibach” dedicam-se à digressão “Occupied Europe Tour” que os levou a 16 cidades de 8 países da Europa Ocidental e de Leste.

Nos anos que se seguiram, prosseguiram com o seu projecto, embora constantemente envolvidos num jogo de “gato e rato” com várias autoridades.
A polémica em torno das suas tendências políticas, designadas de comunistas por uns e de fascistas por outro, só aumentou, contudo, o interesse generalizado em torno dos seus projectos musicais.
Em estúdio, a banda estreia-se em 1983 com o lançamento em formato cassete de “Last Few Days”, a que se seguem álbuns como “Rekapitulacija 1980-1984”, primeiro trabalho editado internacio-nalmente, ou “Opus Dei”, projecto que inclui versões de “One Vision”, dos Queen, e “Life is Life”, da banda “Opus”, aqui transformada numa marcha militar.


Em 1989, os “Laibach” entraram pela primeira vez nos Estados Unidos para uma digressão com 16 datas agendadas, a que se seguiu uma digressão pela Jugoslávia, país onde não actuavam, entretanto, desde que Slobodan Milosevic ascendeu ao poder.
Com as alterações políticas ocorridas na Europa e as intervenções da NATO em diversos focos de conflito, reúnem inspiração para lançar o álbum “NATO” (1994), em que introduzem versões de “In the Army Now”, dos “Status Quo”.

Após vários anos de dedicação a projectos paralelos, designadamente a colaborações com músicos de electrónica da Eslovénia, género que ajudaram a consolidar, os “Laibach” reaparecem em 2003 com “WAT”, álbum que regressa com o típico som da banda, centrando-se em temáticas como a guerra no Iraque, anti-semitismo, terrorismo e as crises do mundo moderno e que intensifica a análise que o polémico colectivo faz sobre as traumáticas relações entre música e poder, arte e ideologias, vida e morte.

Os ingressos, a 20 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Colleen no Teatro Circo de Braga



COLLEEN TRAZ SONS DO PASSADO




O novo trabalho da versátil parisiense Colleen“Les Ondes Silencieuses” – chega ao Theatro Circo a 4 de Abril (23h59).


Com base numa estética minimalista e melódica, por recurso a múltiplos instrumentos acústicos, de entre os quais se destaca o violoncelo, e às tecnologias modernas, Colleen consubstancia este terceiro trabalho discográfico num tributo pessoal a instrumentos de tempos passados e às suas sonoridades, designadamente aos sons profundos da raríssima viola de gamba, antepassado ancestral do violoncelo que caiu em desuso no século XIX.


Ao vivo, Colleen faz-se acompanhar por uma grande variedade de outros instrumentos, designadamente guitarra clássica, ukelele, clarinete, caixas de música ou mesmo cristais, reflectindo desta forma, em palco, o seu profundo interesse pelos sons acústicos.
Dona de uma estética minimalista e melódica, que complementa com uma sensibilidade e intensidade características, a instrumentista que lançou o seu primeiro álbum, “Everyone alive wants answers”, em 2003, dedicou-se, aquando da preparação do seu segundo projecto – “The gonden morning breaks” (2005) – à exploração de detalhes que ultrapassam as sonoridades acústicas e a remistura de sons que caracterizavam o seu trabalho de estreia.
Ao longo de um percurso de cinco anos, constituído por inúmeras actuações em toda a Europa, Estados Unidos e Japão e mais de 130 espectáculos nas mais prestigiadas salas e festivais internacionais, Colleen dedicou-se ainda ao lançamento de um trabalho ao vivo, “Mort aux vaches” e de um EP composto por canções feitas exclusivamente com caixas de música, intitulado “Colleen et les boîtes à musique”.

Os ingressos, a 12 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.

sábado, 29 de setembro de 2007

MOZART EM BRAGA



“O EMPRESÁRIO”
Amadeus Mozart
no
DIA MUNDIAL DA MÚSICA


“O Empresário”, adaptação para português da obra “Der Schauspieldirektor”, de Mozart, sobe ao palco da sala principal no Theatro Circo na noite de 4 de Outubro (22h00) para, desta forma, evocar o Dia Mundial da Música.

Reescrito e interpretado pela Companhia de Teatro do Algarve e pela Orquestra do Algarve, cujo trabalho resultou da intenção de potenciar e actualizar as referências e debates internos sobre a arte e seus objectivos, “O Empresário”, que na circunstância conta com direcção musical do maestro Osvaldo Ferreira e dramaturgia e encenação de Paulo Matos, desenrola-se em torno do personagem do Director Queiroz e da sua tarefa de seleccionar actores e cantores para a Companhia de Artes Performativas do Sul.
Num registo de comédia, a acção prolonga-se num ciclo de peripécias ao longo das quais se revelam os talentos dos sopranos Carla Caramujo, Lara Martins e Liza Veiga, do tenor Fernando Guimarães e dos actores Luís Vicente, Elizabete Martins, Tânia Silva, João Jonas e Luís Miranda, entre outros.
Em palco, a acção centra-se no Director Queiroz que, tendo recebido uma carta do Ministério da Cultura a garantir financiamento para a Companhia de Artes Performativas do Sul, decide marcar audições para seleccionar actores e cantores. Com a chegada de uma multidão de candidatos, personagens interpretadas por todo o público presente na plateia, têm início as peripécias: o rico Sr. Azevedo tenta subornar a Companhia para que a sua amante seja contratada; uma jovem candidata, séria e profissional recita um monólogo de Medeia que encanta o Director Queiroz mas adormece o seu assistente e uma cantora, cheia de vocalizos agudos, reivindica o estatuto de prima donna, já prometido a outra candidata.

Contudo, o desfecho é marcado pelo concílio dos ânimos e vontades de todos, simplesmente, por “amor à arte”.
Com nove anos de actividade permanente na área da produção artística teatral a Companhia de Teatro do Algarve afirma-se actualmente como uma estrutura de referência no panorama cultural regional e no contexto teatral nacional.
Adoptando por missão o estímulo da apetência e do gosto pela fruição teatral, o que reflecte a acentuada vertente pedagógica e lúdica da sua acção, a estrutura de produção cultural sedeada em Faro tem vindo igualmente a distinguir-se pelas acções de formação e sensibilização de públicos.
Fundada em 2002 pela Região de Turismo, Universidade do Algarve e por um conjunto de autarquias locais, a Orquestra do Algarve, estrutura composta por um núcleo de 31 músicos seleccionados por concurso público internacional, desenvolve uma actividade multifacetada, realizando concertos para as populações locais e digressões nacionais e internacionais.
Com dois trabalhos discográficos editados, a Orquestra do Algarve que, apesar do ainda breve percurso, tem sido dirigida por maestros de envergadura internacional, designadamente Joji Hattori, Wolfgang Czeipek, Thomas Kalb ou Joel Levine, entre outros, distingue-se ainda pela participação em vários Festivais Internacionais de Música e pelas apresentações em espaços de renome como o Palácio Nacional da Ajuda, Sala do Senado da Assembleia da República ou o Teatro Nacional D. Maria II. Em 2004, a sua primeira digressão internacional leva a Orquestra a várias salas italianas, espanholas, belgas e mais recentemente, austríacas, para a apresentação de concertos que conquistaram os aplausos do público e da crítica.

Os ingressos para este espectáculo, a 20 euros, podem ser adquiridos nas bilheteiras do Theatro Circo.

Mais informação:
Luciana Queirós da Silva (imprensa@theatrocirco.com ou 913 093 094) ou em http://www.actateatro.org.pt/, http://www.theatrocirco.com/, reservas@theatrocirco.com e no “call center” 253 203 800.