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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Novidades na II Edição de Ópera em Portimão



Conferência e novos compositores animam Auditório Municipal

Uma das grandes novidades da segunda edição das Noites de Ópera é a conferência “Crónica de uma cerimónia perdida”, a cargo de Joel Costa e agendada para 19 de Outubro na Biblioteca Municipal de Portimão Manuel Teixeira Gomes.

O conferencista, que chegou a ser cantor lírico, é conhecido pela sua actividade radiofónica, sobretudo enquanto responsável por programas e crónicas na Antena 2, especialmente vocacionados para a música erudita.

Nas palavras do maestro José Ferreira Lobo, director artístico das Noites de Ópera de Portimão, “estaremos em presença de um magnífico e polémico orador, que partilha as suas ideias de forma extremamente interessante”.

“O estudioso aborda as temáticas com recurso a uma linguagem bastante acessível, suscitando na plateia o diálogo participado, ao apresentar exemplos e ao promover o debate”, sublinha Ferreira Lobo.

O tema da conferência, marcada para as 21h30, foca o programa do evento que decorre entre 14 e 26 do corrente no Auditório Municipal de Portimão, criando pontes com a psicologia, a política, a história e demais ciências sociais.

Outra inovação em 2008 tem a ver com a afirmação de jovens valores, de que o compositor portimonense Cristóvão Silva será o primeiro exemplo, com a apresentação da obra inédita “Cantata Erótica”, que está marcada para as 19h30 do dia 21 Outubro, no Auditório Municipal de Portimão.

Para o director artístico, trata-se de uma “excelente e pouco comum ocasião de visibilidade para os talentos emergentes, que assim podem dar-se a conhecer, tirando partido das sinergias e da ideia subjacente à génese do festival”.

Dadas as suas características, o espectáculo, com entrada livre, destina-se a um público maior de 18 anos.

A comunidade escolar também vai ser envolvida na programação, assistindo nos dias 15 e 17 ao divertido espectáculo “Super Barbeiro”, especialmente dirigido aos mais novos. A primeira actuação está marcada para as 14h00 e a segunda para as 11h00.

Segundo o maestro, “esta é uma ocasião soberana para que os professores expliquem aos seus alunos diversos aspectos, dos intérprete aos próprios bastidores, numa espécie de aula prática”.







quinta-feira, 2 de outubro de 2008

II Edição de Ópera em Portimão

Nota breve...

O Auditório Municipal recebe uma vez mais grandiosas vozes

De 14 a 26 de Outubro, grandes obras de Rossini, Verdi, e Bizet, entre outros compositores, irão subir ao palco do Auditório Municipal na segunda edição das Noites de Ópera de Portimão, uma iniciativa da Câmara Municipal de Portimão que conta com a participação da Orquestra do Norte, sob direcção artística do maestro Ferreira Lobo e que se pretende posicionar como uma referência de qualidade na agenda cultural da região e do país. Programa divulgado nos próximos dias.




terça-feira, 10 de junho de 2008

"Brokeback Mountain" será adaptado para representação lírica


A história de "O Segredo de Brokeback Mountain", de Annie Proulx, que mereceu um filme rodado por Ang Lee, vai ser adoptada para uma ópera que só deverá estrear em 2013, em Nova Iorque.

De acordo com a BBC, a New York City Opera encomendou ao compositor Charles Wuorinen uma adaptação para ópera da obra de Annie Proulx, uma história de amor entre dois "cowboys" nos anos 60, já adaptada para cinema com o mesmo título.

Esta será a segunda ópera que estreará na New York City Opera, depois de ter adaptado "Harun e o Mar de Histórias", de Salman Rushdie, em 2004.

"O Segredo de Brokeback Mountain", história publicada por Annie Proulx em 1997, chegou aos cinemas em 2005 com Heath Ledger e Jake Gyllenhaal a protagonizarem este amor homossexual.

O filme foi premiado com três Óscares, entre os quais o de Melhor Realização.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Fim de semana no Centro Cultural de Belém

Novo Circo Ópera Multimédia Dança Música Contemporânea
Escolhas múltiplas Neste Final de Semana no CCB
26 a 30 de Março




Novo Circo
Qi Qiao Ban – As Sete Pranchas da Astúcia
Aurélien Bory e Acrobatas de Dalian

Quarta Feira a Domingo 26 a 30 de Março
Grande Auditório
Domingo 16h
Restantes Dias 21h
Preços 5€ a 20€

Inspirado pelo milenar jogo chinês Qi Qiao Ban – ou em português As Sete Pranchas da Astúcia – Aurélien Bory concebe um conto visual moderno em que os acrobatas se fundem em gigantes geométricos que invadem o palco para os transformar em figuras completamente novas. O resultado é um espectáculo viciante para o olhar e aliciante para a mente.

Ópera Multimédia
Itinerário do Sal
Miso Ensemble

Sexta Feira e Sábado 28 e 29 de Março 21h

Pequeno Auditório

Preço 12,5€

Itinerário do Sal é a concretização de um trabalho de criação sobre a escrita: musical, poética e gestual do músico/actor e da sua própria imagem, onde a voz é o prolongamento do corpo e do pensamento do poeta.

Os trabalhos de Miguel Azguime, actor, autor e compositor em Itinerário do Sal, sendo ao mesmo tempo líricos e plenos de humor, conseguem surpreender e deleitar tanto os apreciadores mais entendidos como os iniciados.



Boxnova Dança
The Other Side
Quorum Ballet




Sábado 29 de Março 19h

Sala de Ensaio
Preço 4€

The Other Side, que tem como principal objectivo a fusão entre a dança e a arte das cidades de Nova Iorque e Lisboa. Experiência inédita nesta trilogia criativa por Daniel Cardoso, Jonathan Hollander e Thaddeus Davis, directores artísticos do Quorum Ballet, Battery Dance Company e Wideman/Davis Dance, respectivamente.


Música Contemporânea
Geração de 70
OrchestrUtopica


Domingo 30 de Março 19h

Pequeno Auditório

Preço 12,5€

A OrchestrUtopica apresenta um concerto em torno da música dos compositores portugueses que marcaram a música moderna em Portugal e as gerações actuais de compositores.

Geração de 70 actualiza assim uma parte da história mais recente da música portuguesa, trazendo-a para o presente e mostrando o nível de inovação e actualidade da obra fundadora destes compositores, cujo trabalho é hoje influência das gerações mais jovens.

Álvaro SALAZAR
Cândido LIMA
Clotilde ROSA
Constança CAPDEVILLE
Jorge PEIXINHO

Jean Sebastien Béreau, maestro

Laços e ligações

Este concerto apresenta música de alguns dos compositores activos nos anos setenta, cuja actividade foi decisiva para a música contemporânea e para o futuro da música em Portugal.

s anos setenta do século passado em Portugal (e, também, no mundo) foram o tempo de várias mudanças essenciais nos diferentes campos – incluindo no campo da música.

Mudou em Portugal, a meio dessa década, a condição que nos afastou por demasiado tempo do curso das coisas do mundo; uma mudança que permitiu finalmente abrir o país ao exterior, que permitiu anular, no caso da música, aquilo que asfixiava a possibilidade de acompanhar a tendência geral.

Os anos setenta do século XX marcaram a mudança política, o ponto da saturação e da exaustão relativamente a um longo momento histórico em que dominou o preconceito, a aversão à novidade, o afastamento em relação às novas tendências, linguagens e vozes da música moderna e contemporânea.

O título deste concerto é tomado de empréstimo à outra geração de 70 - a do século XIX que marcou a introdução do realismo na literatura e marcou uma posição política e artística forte através de um pensamento crítico activo.

No fim do seu arco de existência sentiu a derrota como um destino fatal. Ao contrário, o que este concerto celebra na geração de 70 da música do século XX, é, de certa forma, o vigor da ligação entre as gerações de compositores que pela sua acção persistente, tornaram possível o seu futuro (ou seja, o nosso presente) e as gerações que se seguiram.

É, afinal, um tributo aos protagonistas dessa resistência e da fundação do presente da nova música portuguesa.

De certa forma, este concerto pretende demonstrar essa ligação, tornando visíveis os laços e a continuidade.

O trabalho precursor destes compositores (quer musical, quer também como promotores de concertos, divulgadores e professores) estreitou os laços que ligam as diferentes gerações de compositores portugueses que hoje se afirmam num ambiente totalmente diferente: com liberdade, com abertura e com horizonte.

De formas diferentes todos os compositores programados neste concerto intervieram decisivamente no curso dos acontecimentos.

Representando uma primeira geração da vanguarda musical da música portuguesa (activa, na realidade, desde os anos sessenta), cada um destes compositores deixou marcas, quer através da sua música, da sua linguagem, da sua intervenção cívica e das influências que geraram, quer através da sua actividade pedagógica na formação das novas gerações de compositores, quer através das suas iniciativas de que se destacam a criação de agrupamentos musicais pioneiros como o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (por Jorge Peixinho, em 1970), o Grupo Música Nova (por Cândido Lima, em 1973-74), a Oficina Musical (por Álvaro Salazar, em 1978) e o Grupo ColecViva (por Constança Capdeville, em 1985) – que participaram frequentemente nos Encontros de Música Contemporânea da Fundação Calouste Gulbenkian.

O concerto Geração de 70 faz eco deste labor.

E pretende, no fundo, actualizar a sua música que, por razões da singularidade da condição portuguesa, é pouco apresentada em concerto. Na realidade, algumas das obras destes compositores foram apresentadas uma única vez e nem sempre nas condições ideais.

Na programação de 2008 da ORCHESTRUTOPICA apresentará mais de vinte obras de outros tantos compositores portugueses, algumas em estreia absoluta (incluindo algumas encomendas) ou em primeira audição nacional. Um recentramento na criação musical portuguesa, num momento de grande vigor artístico e também o prenúncio de algumas mudanças importantes, apontando já novos caminhos para a actividade deste projecto que dá voz e espaço à nova música portuguesa.
José Júlio Lopes


Programa

Álvaro Salazar (n.1938)
Intrada I-A (1998)
(primeira audição em Portugal)

Constança Capdville (1937-1992)
da lontan fa spechio il mare (1989)

Jorge Peixinho (1940-1995)
A silenciosa rosa / rio do tempo (1994)

Álvaro Salazar (n.1938)
Acalanto para implumes (2006-2007)

Clotilde Rosa (n.1930),
Frequência 94.4 (1994)

Cândido Lima (n.1939)
Oscillations (1974-75)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Ópera "Das Märchen" transmissão em directo no TAGV

Teatro Académico de Gil Vicente
Coimbra
25 de Janeiro às 20h00
Das Märchen


DAS MÄRCHEN, Emmanuel Nunes
ÓPERA em um prólogo e dois actos (2002-2007)
LIBRETO de Emmanuel Nunes baseado no conto homónimo de J. W. von Goethe


De Emmanuel Nunes em estreia mundial no São Carlos e em transmissão em directo em 14 teatros de Norte a Sul do País e Ilhas
Direcção musical Peter Rundel Encenação Karoline Gruber Coreografia Amanda Miller Cenografia Roy Spahn Figurinos Mechthild Seipel Desenho de luz Hans Toelstede Realização informática musical – Ircam Eric Daubresse
Com a participação do Remix Ensemble, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Coro do Teatro Nacional de São Carlos (maestro titular Giovanni Andreoli)
Encomenda Teatro Nacional de São Carlos, Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música Co-produção Teatro Nacional de São Carlos, Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música, IRCAM-Centre Pompidou (Paris)Apoios RTP, Portugal Telecom
Duração: 3h50
Intervalo: 1h00
Entrada Gratuita


A primeira ópera de Emmanuel Nunes, Das Märchen, estreia mundialmente no São Carlos a 25 de Janeiro próximo. Escrita por um dos mais notáveis compositores do nosso tempo, esta ópera resulta da encomenda conjunta do Teatro Nacional de São Carlos, Fundação Calouste Gulbenkian e Casa da Música no contexto de uma co-produção sem precedentes com a Fundação Calouste Gulbenkian, a Casa da Música e o Ircam-Centre Pompidou (Paris).
Numa acção inédita em Portugal, DAS MÄRCHEN estreia em simultâneo, a 25 de Janeiro, em 14 teatros do País e Ilhas com transmissão em directo do São Carlos numa iniciativa com o apoio da RTP e da PT Multimédia.


Sinopse
Prólogo: A Imaginação
No Prólogo são declamadas dezasseis frases de Goethe – que não fazem parte do conto Das Märchen – relativas ao poder da imaginação, à sua capacidade de gerar obras de arte e ao modo como o faz, reflectindo ainda o carácter aberto e a significação potencialmente infinita do conto maravilhoso que se vai seguir.
Acto I O Jogo dos Elementos
Cena 1
Os Fogos-Fátuos
Quadro 1: O Barqueiro / A Errância
A história começa a meio da noite, na cabana do Barqueiro, na margem da Bela Lília. O Barqueiro é acordado pelos dois Fogos-Fátuos, que pretendem atravessar para a outra margem. Travessia do rio. Chegados à outra margem os Fogos-Fátuos abanam-se, largando muitas peças de ouro no fundo da barca. O Barqueiro, que não pode aceitar ouro como forma de pagamento, exige-lhes um tributo, sob a forma de frutos da terra (três repolhos, três alcachofras e três cebolas) e segue rio abaixo, para ir guardar o ouro num local seguro, ao abrigo das águas do rio.
Quadro 2: A Serpente
Numa região montanhosa o Barqueiro lança o ouro para o fundo de um precipício, entre altos penedos. A Serpente Verde, que dormia nesse abismo, acorda e engole avidamente as moedas de ouro, tornando-se transparente e luminescente. Sai do abismo à procura da origem do ouro e, depois de muito rastejar, encontra os Fogos-Fátuos junto a um canavial.
Quadro 3: O Ouro
Conversa dos Fogos-Fátuos e da Serpente Verde no canavial. A Serpente informa-os que a Bela Lília, que eles pretendem visitar, vive no outro lado do rio. Os Fogos-Fátuos, dando conta do engano em que incorreram, pretendem voltar à outra margem. Descrição das três maneiras de atravessar o rio. Os Fogos-Fátuos despedem-se.
Cena 2
Os Segredos da Terra
Quadro 1: Nos interstícios das rochas
A Serpente Verde, de novo sozinha, desce pelos interstícios das rochas ao templo subterrâneo. Visão do templo, das estátuas dos quatro reis e diálogo com o Rei de Ouro.
Quadro 2: O Homem com a Lâmpada
Aparição do Homem com a Lâmpada no templo subterrâneo, sendo questionado pelos quatro reis sobre o futuro de cada um deles. O Homem com a Lâmpada conhece três segredos, mas desconhece o quarto. A Serpente sibila-lhe algo ao ouvido, e o Homem com a Lâmpada grita com uma voz retumbante: «o tempo chegou». O templo subterrâneo ecoou e as estátuas de metal vibraram ressoando. A Serpente parte para Leste e o Homem com a Lâmpada para Oeste, atravessando sem resistência o maciço rochoso e dirigindo-se para a sua cabana, no sopé da montanha.
Cena 3
As duas Margens

Quadro 1: A Velha
Na cabana do Homem com a Lâmpada e da Velha. A Velha está transtornada. Durante a ausência do seu marido a Velha recebeu a visita dos Fogos-Fátuos, que ingeriram o ouro das paredes da cabana, lhe pediram que assumisse a dívida deles para com o Barqueiro, e provocaram a morte do cãozinho Mops. O Homem com a Lâmpada transmuta em ónix o cadáver do cão e, pelo efeito da sua lâmpada mágica, volta a cobrir de ouro as paredes da cabana. Seguindo as ordens do Homem com a Lâmpada a Velha põe-se a caminho, ao nascer do Sol do dia seguinte, para entregar os frutos da terra ao Barqueiro e oferecer o cãozinho à Bela Lília, para que ela o ressuscite e fique com ele.
[Paralelamente à acção principal: início da Canção da Manhã de Lília, no seu Palácio.]
Quadro 2: Os Frutos da Terra / O Gigante / O Rio
Caminhada lenta da Velha, com o cesto carregado à cabeça, em direcção ao rio. Encontro com a Sombra do Gigante, que lhe rouba um repolho, uma alcachofra e uma cebola. A Velha espera longamente o Barqueiro, que chega finalmente, trazendo o jovem Príncipe na sua barca. Diálogo da Velha com o Barqueiro, que só aceita o pagamento incompleto sob a condição de a Velha se comprometer pessoalmente a pagar o resto da dívida nas próximas vinte e quatro horas. Como sinal do seu compromisso a Velha tem de molhar a mão no rio. A mão sai das águas mais pequena do que antes e de cor preta. O Barqueiro deixa-a seguir caminho e a Velha, cujo cesto começa a levitar, inicia um diálogo com o jovem Príncipe.
[Paralelamente à acção principal: continuação da Canção da Manhã de
Lília.]
Quadro 3: A Velha e o Jovem
Diálogo da Velha com o Príncipe. Este, que se considera a si mesmo uma «sombra errante», também se dirige ao Palácio da Bela Lília pelo que decidem seguir juntos o resto do caminho em direcção à ponte do meio-dia.
[Paralelamente à acção principal: continuação da Canção da Manhã de
Lília.]
Quadro 4: A Travessia
Ao meio-dia a Velha, o jovem Príncipe e os Fogos-Fátuos (invisíveis) atravessam o rio sobre as costas da Serpente Verde, transformada temporariamente numa ponte feita de pedras preciosas. Agora todos se encontram na margem da Bela Lília – a Velha com o cão de ónix, o Príncipe, a Serpente Verde e os dois Fogos-Fátuos.
[Paralelamente à acção principal: fim da Canção da Manhã de Lília.]
Acto II As Metamorfoses
Cena 1
A Proscrição
Quadro 1: Lília
A Velha, o Príncipe e a Serpente Verde chegam ao jardim da Bela Lília.
Ouve-se a Canção da Manhã de Lília. Diálogo da Velha com a Bela Lília, no qual se fica a saber que o Canário de Lília morreu nessa manhã, depois de um Açor o ter assustado e do Canário se ter precipitado contra o peito de Lília. Lília tem a estranha capacidade de matar todos os seres vivos que toca, bem como de ressuscitar seres petrificados; além disso Lília retira as forças a todos aqueles que alcança com o seu olhar. Oferta do cão de ónix a Lília, que reconhece vários sinais premonitórios da chegada duma nova era, faltando porém o mais importante: o templo junto ao rio e a ponte estável.
Quadro 2: O Príncipe e Lília
A Serpente afirma que a profecia da ponte está cumprida, e que já viu o templo no interior da terra. Lília não reconhece a profecia como cumprida. A Velha e Lília trocam os animais (Canário e Mops). A Serpente repete as palavras «o tempo chegou». Lília ressuscita o cão Mops e brinca com ele.
O Príncipe, vendo o cão Mops ser beijado por Lília, decide morrer, precipitando-se nos seus braços. Morte do Príncipe.
Quadro 3: O Círculo
A Serpente Verde forma um círculo mágico à volta do cadáver do Príncipe, para evitar a sua decomposição. Lília está estarrecida, mas é ainda incapaz de chorar. As três damas de companhia tentam reconfortá-la. Lília vê a sua própria imagem reflectida num espelho e começa a chorar.
Cena 2
O Tempo
Quadro 1: O Perigo – A Ameaça
Aproxima-se o pôr-do-sol. A escuridão dará início à putrefacção do cadáver do Príncipe. A Velha parte à procura dos Fogos-Fátuos, para que estes possam ir à outra margem chamar o Homem com a Lâmpada, única pessoa que pode salvar o Príncipe e, com ele, todos os outros. Inquietação e ansiedade geral. A Serpente Verde olha à sua volta, procurando descortinar um bom presságio.
Quadro 2: A Aliança
A Serpente avista o Açor vermelho-púrpura no alto dos céus. Chegada do Homem com a Lâmpada. Subitamente é meia-noite, sem que ninguém saiba como. O Homem com a Lâmpada dá instruções precisas a todos e a cada um. Unidos num enigmático ritual todos executam as suas tarefas. As três damas de companhia de Lília adormecem.
Quadro 3: Primeiro cortejo / A Ponte
Forma-se um cortejo constituído pelas seguintes personagens: a Serpente Verde, os Fogos-fátuos, a Velha com os cadáveres do Príncipe e do Canário no seu cesto em levitação, a Bela Lília com o cão Mops nos braços e, finalmente, o Homem com a Lâmpada. A Serpente transforma-se em esplendorosa ponte luminosa, sobre a qual o cortejo atravessa o rio. Ao longe, o Barqueiro observa esta travessia.
Quadro 4: O Sacrifício / A Ressurreição
A travessia conclui-se. Todos estão na margem do templo subterrâneo. A Serpente Verde decide sacrificar-se antes que a sacrifiquem. A Bela Lília toca com a mão esquerda a Serpente e com a mão direita o seu amado Príncipe. O Príncipe e o Canário ressuscitam ao mesmo tempo, enquanto a Serpente se desintegra, transubstanciando-se em milhares e milhares de pedras preciosas, que são recolhidas no cesto da Velha e deitadas ao rio.
Cena 3
A Ponte Prometida
Quadro 1: Segundo cortejo / A Fenda / O Templo
Forma-se um novo cortejo constituído pelas seguintes personagens: o Homem com a Lâmpada, o Príncipe, Lília, a Velha e os Fogos-Fátuos. Este cortejo dirige-se, através das rochas, para o templo subterrâneo. A grande porta de bronze do templo, fechada com um cadeado de ouro, é aberta pelas chamas dos Fogos-Fátuos. Visão das estátuas do Reis.
Quadro 2: Debaixo do Rio / A Viagem
Diálogo com os quatro reis. O tempo da mudança chega definitivamente. O Templo move-se, iniciando uma viagem através das rochas, passando por debaixo do rio, até alcançar a sua localização final, na outra margem. A cabana do Barqueiro torna-se um altar do templo. É já de manhã. Coroação do jovem Príncipe como novo Rei e louvor dos três poderes: Sabedoria, Aparência e Força, aos quais se acrescenta o Amor, que não governa, mas forma.
Quadro 3: A Apoteose
O templo final, a praça e a ponte estão perfeitamente construídos. O Príncipe (o novo Rei) casa-se com Lília. As jovens damas de companhia reaparecem com a Velha rejuvenescida, que renova o seu casamento com o Homem com a Lâmpada, transformado em conselheiro do jovem soberano. As pedras preciosas provenientes dos restos da Serpente Verde elevaram-se por si mesmas e deram forma a uma ponte eterna que estabelece a ligação e a circulação animada entre as duas margens do rio.
O Gigante aparece uma última vez, sendo metamorfoseado numa estátua que indica as horas do dia. Os Fogos-Fátuos divertem-se largando moedas de ouro reluzentes sobre a praça do templo, e observando a sofreguidão com que os milhares de pessoas que atravessam a ponte magnífica se lançam sobre o ouro.
Paulo Pereira de Assis
Informações
Teatro Académico de Gil Vicente
Praça da República _ 3000-343 Coimbra
Tel.: +351 239 855630 _ Fax: +351 239 855637
E-mail:
teatro@tagv.uc.pt
Url:
www.uc.pt/tagv
Blog: http://blogtagv.blogspot.com/
Bilheteira: 17h00-22h00 _ segunda a sábado _ telefone: 239 855 636

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Fim de semana com Wagner na RTP


AS VALQUÍRIAS – I e II acto no sábado, dia 25 de Agosto, às 17:15h; III e último acto, domingo, dia 26 de Agosto, às 18:15h

A sala do Teatro S. Carlos voltou a ser transformada pelo encenador Graham Vick para a ópera AS VALQUÍRIAS, a segunda do ciclo da tetralogia "O Anel do Nibelungo" de Richard Wagner. A RTP2, que já ofereceu aos seus telespectadores a visão de “O Ouro do Reno”, filmou a espantosa apresentação que decorreu em de Março no Teatro Nacional de São Carlos.

A versão televisiva de “As Valquírias” é uma produção RTP2, realizada por Fernando Ávila, tendo Rui Esteves como consultor musical, a partir dos espectáculos gravados em Fevereiro e Março deste ano. A ópera foi encenada por Graham Vick, com cenografia e figurinos de Timothy O’Brien, direcção musical de Marko Letonja e a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

A Valquíria é uma figura da mitologia escandinava encarregue de levar os guerreiros mortos em combate para o paraíso onde lhes é restituída a vida.

A Valquíria Brunhilde é a figura central desta ópera, sendo interpretada pela soprano austríaca Anna-Katharine Behnke.

O tenor Ronald Samm faz de Siegmund, um mortal, e Mikhail Kit interpreta Wotan, o deus dos deuses.

No elenco destacam-se ainda a meio-soprano húngara Judit Németh (faz de Fricka, a deusa do casamento) e o cantor russo Maxim Mikhailov (canta Hunding, um mortal).

Nos papéis de duas das oito valquírias irmãs de Brunhilde estão as cantoras portuguesas Ana Paulo Russo e Dora Rodrigues (sopranos).

Produção: RTP2

Realização: Fernando Ávila

terça-feira, 10 de julho de 2007

Rossini no Festival de Sintra

O Barbeiro de Sevilha,
no Palácio Nacional de Queluz,
dias 12, 13 14 de Julho, 21 horas


O Barbeiro de Sevilha, de Gioacchino Rossini, é uma ópera cómica em dois actos.
Esta história divertida com um estilo cómico e inteligente mostra-nos a avidez pela vida que surge no despontar do amor jovem.O Conde Almaviva apaixona-se pela bela Rosina, que é mantida como uma prisioneira pelo seu guardião, o Dr. Bártolo. Almaviva contrata o multifacetado e astuto Fígaro para o ajudar a libertá-la, o que consegue recorrendo a engenhosos truques e divertidos disfarces.
Nesta produção da Op-Companhia de Ópera, a diversão da música de Rossini transparece, realçada pela interpretação carregada de humor, divertindo plateias e encantando o público por todo o país.
De Gioacchino Rossini
Elenco:
Ana Paula Russo Luís Rodrigues Mário João Alves João Merino João Oliveira Ana Luísa Cardoso Jorge MartinsEncenação: Carlos Avilez


domingo, 27 de maio de 2007

Macbeth no S. Carlos


Teatro Nacional de São Carlos
31. Maio 4. 6. 8. Junho às 20:00h 2. Junho 2007 às 16:00h

direcção musical Antonio Pirolli
encenação Elena Barbalich

com Johan Reuter e Dimitra Theodossiou nos papéis principais

quinta-feira, 3 de maio de 2007

PLÁCIDO CANTOU ...ENFIM

Plácido Domingo cantou , ontem, no Pavilhão Atlântico e encantou.

Plácido tinha de compensar o público português da desilusão do dia 21.
E conseguiu-o realmente!
Entrou em palco, pouco passava das 21,30, e de imediato nos brindou com uma belíssima área francesa.
O catarro estava bem longe da sua voz extraordinária!
Seguiram-se Wagner, Puccini, Massenet.
Por vezes fez-se acompanhar por Virgínia Tola, uma soprano estupenda, que tanto a solo como em dueto se revelou dona de uma voz melodiosa, de timbre suave, firme.
Assistimos a uma encenação magnífica, aligeirando o espectáculo, e tornando-o ainda mais bonito e agradável.
Também a Brodway entrou no Palácio Atlântico, através de " Some Enchanted Evening", que redobrou o encanto da sessão.
Mas Plácido Domingo queria ficar no coração dos portugueses. E para tal que melhor opção senão cantar o Fado?!
E foi assim que Plácido Domingo conquistou definitivamente os seus admiradores e não só.
Com a modéstia que lhe é peculiar, e desculpando-se pelo seu mau português, cantou " Foi Deus" ,com tal emoção que, ao terminar ,a sala se levantou em peso num aplauso único.
Emocionado e contente com o acolhimento da sua surpresa não hesitou em cantar mais dois Fados, de estilos diferentes : " Lisboa ", e " Coimbra ".
O público visivelmente emocionado, e disso podemos falar porque estávamos presentes, ovacionou demoradamente e de pé esta " ousadia" de um tenor que se atreveu a invadir a nossa esfera musical.
Foi soberbo!
Para terminar, Plácido cantou " GRANADA ", uma canção que lhe é tão cara e que na sua voz é ainda mais brilhante!
O público, totalmente rendido à sua voz portentosa, bela, magnífica não deixava de aplaudir e de o tentar manter em palco.
Mas Plácido, agradecido e contente, pega no braço da primeira violoncelo e começa a abandonar o palco seguido por todos os outros elementos da orquestra.
E foi assim que fomos obrigados a deixar o Pavilhão Atlântico, esperando um novo concerto deste artista magnífico.

Uma sugestão à Organização: este espaço não é o melhor para espectáculos deste género.
Temos mais salas com capacidade e acústica para ouvir e apreciar os líricos que nos queiram visitar.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Nabucco no Coliseu de Lisboa


Dias 04 e 05 de Maio em Lisboa
Solistas, coro e orquestra
130 Artistas
Espectacular cenografia e vestuário

NABUCCO, é uma ópera em quatro actos com música de Giuseppe Verdi e libreto de Temistocle Solera, baseada no Antigo Testamento e na obra Nabuchodonosor de Francis Cornue e Anicète Bourgeois.

Foi estreada em 09 de Março de 1842 na La Scala de Milão, foi composta num período particularmente difícil da vida do compositor.

A sua esposa e os dois pequenos filhos tinham falecido pouco tempo antes e Verdi tinha decidido não voltar a compor.

O libreto de Nabucco chegou às suas mãos muito por casualidade.



Primeiro Acto: "Jerusalém"
Os judeus oram diante templo de Salomão. O sumo-sacerdote Zacarias entra com Ana, sua irmã, e Fenena, filha de Nabucco, tida como refém pelos judeus. Zacarias avisa ao povo que Javé não vai abandonar o povo judeu. Ismael, chefe militar e sobrinho do rei de Jerusalém, entra com seus soldados e avisa de que Nabucco destrói tudo.
Zacarias espera que haja um milagre e entrega Fenena a Ismael para que ela tenha sua segurança garantida. Ambos são amantes, e conheceram-se na Babilónia. Abigail, a outra filha de Nabucco -que também é apaixonada por Ismael - entra comandando um exército de assírios para ocupar o templo. Os assírios estão vestidos como judeus. Abigail chantageia Ismael, dizendo que ela salvará seu povo caso ele lhe retribua o amor, mas Ismael não aceita.
Reaparecem os judeus, assustados com a reaproximação de Nabucco, que é enfrentado por Zacarias, que o denuncia por blasfémia e ameaça executar Fenena. Esta é entregue a Nabucco por Ismael, que é reprimido pelos judeus. Nabucco manda incendiar o templo.

Segundo Acto: "O Blasfemo"
Palácio de Nabucco, na Babilónia. Abigail acha um pergaminho no qual é dito que ela é filha de escravos, e não de Nabucco. Jura vingança a ele e a Fenena, enquanto se lembra de Ismael e acha que poderia ter salvado sua vida. Entra o Sumo Sacerdote e avisa que Fenena mandou libertar os prisioneiros judeus, e que, devido à traição, Abigail será nomeada herdeira do trono, em vez de Fenena.


Noutro local, Zacarias ora e tenta convencer os assírios a esquecerem seus ídolos. Fenena entra nos seus aposentos , e este tenta converte-la. Os levitas entram e encontram Ismael, que fora expulso. Zacarias perdoa-lhe, por este ter salvado um judeu - Fenena, agora convertida. Abdalo, conselheiro do palácio, entra e avisa Fenena sobre os boatos referentes à morte de Nabucco, e que sua vida encontra-se em perigo.
Entra o Sumo Sacerdote e proclama a regência de Abigail. É anunciada a sentença de morte aos judeus. Fenena se recusa a entregar o cetro a Abigail. Inesperadamente, entra Nabucco, toma a coroa e a coloca em suas cabeças. Nabucco diz que derrotou Baal e Javé, e por isso mesmo não é rei. É Deus. Nesse instante, cai um raio na cabeça de Nabucco, que fica louco. Abigail recupera a coroa.

Terceiro Acto: "A Profecia"
Jardins Suspensos da Babilónia.

Abigail é proclamada regente e é instigada a condenar à morte os judeus, mas, antes disso, Nabucco entra atordoado. Abigail explica que está na função de regente porque o rei está impedido de reinar, e entrega-lhe a ordem de execução aos judeus, esperando que ele decrete a morte de Fenena - agora, convertida ao judaísmo. Nabucco assina, mas pergunta sobre o que vai acontecer a Fenena, e Abigail avisa que ela também vai morrer, junto com os outros judeus. Nabucco tenta mostrar o documento a Abigail dizendo que ela é uma impostora, mas ela já o tem nas mãos e rasga-o em pedaços. Nabucco chama os guardas, mas não é atendido. Sem mais alternativas, suplica clemência a Abigail, que permanece irredutível.
Enquanto isso, os judeus permanecem descansando do trabalho escravo, diante das margens do Eufrates, e relembram sua pátria perdida. Zacarias anuncia que eles estarão livres do cativeiro em breve, e Javé os ajudará a derrotar a Babilónia.

Quarto Acto: "O ídolo destruído"
Nabucco está nos seus aposentos e ouve o grito por Fenena. Ao olhar para a janela, vê que Fenena está sendo executada. Ao tentar abrir a porta, dá-se conta de que é prisioneiro. Neste momento, Nabucco implora perdão a Javé, pedindo-lhe conversão, assim como ao seu povo. Ao recuperar a razão, entra Abdalo se certifica de que Nabucco é novamente ele próprio, e já está com todas as suas faculdades recuperadas. E tenta recuperar o trono.
Os carrascos preparam a execução de Zacarias e do seu povo. Fenena é aclamada como mártir, e na sua última prece, pede a Javé que a receba no céu. Nabucco acaba com a escravidão dos judeus e anuncia que ele próprio é um deles. A estátua de Baal e destruída e Abigail suicida-se, implorando a Ismael que se una novamente a Fenena. O povo reconhece o milagre, e direcciona louvores a Javé.




A composição empreendida, quase “puxada a ferros”, deu como resultado uma obra que cativou toda Itália.


Na estreia, o papel de Abigail foi interpretado por Giuseppina Strepponi, que se converteria em companheira sentimental e logo esposa de Verdi.



Esta ópera foi o primeiro êxito importante do compositor e com ele iniciam-se os chamados anos de galera, nos quais compôs a um ritmo frenético, produzindo dezassete óperas em doze anos.




O êxito deve-se em parte às qualidades musicais da obra e em parte à associação que fazia o público entre a história do povo israelita e as ambições nacionalista da época.


Um dos símbolos que utilizou, e provavelmente continua utilizando o povo, para reforçar o ideal independentista foi o coro Va pensiero, do terceiro acto.


Este coro de escravos hebreus é, sem dúvida, o número mais popular da ópera.
Na sua época, os italianos assimilaram-no como um canto contra a opressão estrangeira em que viviam.


O êxito da ópera perdura até aos dias de hoje.


É gravada e apresentada nos teatros de ópera com certa frequência.

STATE OPERA OF BULGÁRIA

A companhia State Ópera Of Bulgária contou desde a sua formação em 2001, com os corpos estáveis das óperas estatais búlgaras (Sofia, Plovdiv, Varna, Stara Zagora, Burgas), orquestras e coros de longa tradição e sólida formação musical aos que se juntaram solistas do país e um importante aporte de cantores estrangeiros, geralmente oriundos de outros países da Europa Central, com os que se tem vindo configurando papéis internacionais em todas as suas produções.




Até ao momento, a State Ópera Of Bulgária apresentou-se sempre com os grandes títulos do repertório, fundamentalmente verdiano (Nabucco, Rigoletto, Trovatore, Aida, Otello), com outros de igual preferência popular (Lucía dí Lammermoor, Tosca).



Os acordos consolidados com empresários europeus e norte americanos permitiram centrar a actividade de State Ópera Of Bulgária nas suas tournées internacionais.


Desde a sua criação actua regularmente na Suiça, Alemanha, Holanda, França, Espanha, Portugal e EUA.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Ópera em S.Carlos


Teatro Nacional de São Carlos


2. 3. 4. 5. 8. 9. 10. Maio _ 20:00h

6. Maio 2007 _ 16:00h

L’italiana in Algeri, ópera de enorme êxito de Gioachino Rossini, regressa
ao palco do São Carlos numa produção do Festival International d’Art Lyrique
d’Aix-en-Provence em co-produção com o Grand Théâtre do Luxemburgo e
o Teatro Nacional de São Carlos.

Com direcção musical de Donato Renzetti e encenação de Toni Servillo.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Plácido Domingo canta em Lisboa, no Pavilhão Atântico

Amanhã , 21 deAbril, Plácido Domingo actuará mais uma vez em Portugal.

Plácido Domingo, o tenor maestro, já cantou 123 papéis diferentes de ópera.
Como maestro dirigiu orquestras de Ópera em todos os teatros importantes, desde o Metropolitan ao Covent Garden de Londres, passando pelo Staastsoper deViena, para além de ter conduzido concertos puramente sinfónicos com orquestras de renome como a Sinfónica de Berlim, a Filarmónica de Viena, a Sinfónica de Londres ou a Sinfónica de Chicago.

Nascido em Madrid, de pais cantores de Zarzuela, Plácido Domingo foi para o México com oito anos. Estudou piano e direcção de orquestra no conservatório de música da Cidade do México, mas acabou por desenvolver os seus dotes vocais.

Segundo disse ao HARDMUSICAPONTO.COM o repertório de amanhã contará com temas de Ópera, Zarzuela, Opereta,Brodway e Canziones.
Será variado e ligeiro" porque há que agradar a todo o público", como acentuou.

Terá a seu lado uma jovem soprano argentina,VIRGÍNIA TOLA, com quem já contracenou.

O interesse dePLÁCIDO DOMINGO em ajudar novos cantores levou-o a criar uma competição anual, a OPERALIA.

É de salientar que Plácido Domingo já reuniu milhões de dólares com concertos de beneficência para apoiar causas como as vítimas do terramoto de 1985 no México, às vítimas de Sida, e às vítimas de outros desastres como o terramoto da Arménia.

Para alguns o maior artista de ópera dos tempos modernos, para outros não tanto, mas certamente um artista que amanhã brilhará no Pavilhão Atlântico e que nos fará desejar uma próxima audição em Portugal.